Sobre as últimas grandes crises dos EUA
Se você está se perguntando sobre quando essa crise atual que estamos passando irá acabar, a verdade é: ninguém sabe.
Alguns analistas apontam gatilhos, outros possíveis soluções, outros pintam cenários de verdadeiros terroristas emocionais pregando o fim do mundo e afins, mas a verdade é: ninguém sabe. A economia se mexe rápido demais e bilhões de informações passam e mudam sua estrutura diariamente. Modelos podem apontar possíveis mudanças, mas não mostrar com exatidão. As vezes eles passam longe, na verdade.
No gráfico acima, as 4 maiores crises recentes da bolsa de valores americana estão apontadas.
A primeira: a crise da bolha da internet – ou bolha.com.
Ela se assemelhou muito ao que aconteceu em 2021: com narrativas encantadoras e muito sobre o uso do termo “disrupção”, empresas de tecnologia que estavam na internet passaram a ser valorizadas e atingir patamares de preços inimagináveis. Bastava ter “tech” no nome que a ação explodia para cima. O motivo é simples: naquela época, a internet era novidade. Pouco se conhecia sobre, muito se especulava. Na euforia do mercado, como num efeito manada que sempre ocorre em bull markets, até os piores ativos subiram violentamente.
Como num estalo, o mercado passou a lidar de fato com a realidade e viu que não fazia sentido pagar 1000 vezes o lucro em algumas companhias que sequer tinham nome direito. Para agravar a situação, houve também o 11 de setembro, que abateu a confiança dos EUA que até o momento era um imperativo de segurança e poder bélico global.
Os dois eventos fizeram com que a bolsa americana entrasse em um bear market que durou 1165 dias para se recuperar, tendo atingido sua mínima apenas 638 dias depois do começo da queda, com -51%.
A segunda: a crise de 2008.
Disparadamente a pior crise da história. O problema foi tão grande que hoje existem dezenas de filmes, séries e documentários sobre o assunto (e fica aí a sugestão para assistir o filme The Big Short, que além de ser fiel ao problema ocorrido, conta com um elenco excelente) e na época esperava-se que o capitalismo fosse quebrar. Literalmente.
O resumo é que houve muito problema e sujeira no setor imobiliário dos EUA, fazendo com que uma grande bolha se formasse e alguns bancos gigantes dos países tivessem se alavancado com dívidas podres que nunca seriam pagas. Quando dissemos que achavam que o capitalismo ia quebrar, não foi exagero. Alguns bancos gigantes estavam no meio de toda essa sujeira e foram a falência (vide o Lehmann Brothers, que sozinho tinha uma dívida de US$ 700 bilhões), criando o risco sistêmico de levar outros bancos menores pro buraco também, afinal, se um banco tão grande quebra, significa que todo o sistema financeiro será comprometido, visto que há dinheiro emprestado em todos os cantos vindo dessa instituição.
Foi nessa crise que o Quantitative Easing se tornou uma ferramenta popular, e foi ela também que evitou problemas maiores, salvando alguns bancos que colocaram em xeque o sistema financeiro do planeta.
Essa crise durou 1009 dias, levou 352 dias para atingir seu fundo e a mínima registrada foi de -52%. A título de curiosidade, GFC significa “Great Financial Crisis” – ou “A Grande Crise Financeira” em tradução livre. Foi a pior crise já ocorrida no planeta desde 1929.
A terceira: a crise do Covid.
Face a um inimigo desconhecido, os países passaram a fechar suas fronteiras, proibir voos, proibir o funcionamento do comércio físico entre outras atitudes que sequer eram vistas em tempos de guerra.
Com tudo isso ocorrendo, o mercado entrou em seu modo de pânico até que as coisas ficassem mais esclarecidas. Em apenas 23 dias o mercado americano desabou 35%, mas algo curioso e nunca antes registrado ocorreu: se recuperou em pouco mais de 103 dias. Foi uma crise “relâmpago”, por assim dizer.
Se você está se perguntando sobre quando essa crise atual que estamos passando irá acabar, a verdade é: ninguém sabe.
Alguns analistas apontam gatilhos, outros possíveis soluções, outros pintam cenários de verdadeiros terroristas emocionais pregando o fim do mundo e afins, mas a verdade é: ninguém sabe. A economia se mexe rápido demais e bilhões de informações passam e mudam sua estrutura diariamente. Modelos podem apontar possíveis mudanças, mas não mostrar com exatidão. As vezes eles passam longe, na verdade.
No gráfico acima, as 4 maiores crises recentes da bolsa de valores americana estão apontadas.
A primeira: a crise da bolha da internet – ou bolha.com.
Ela se assemelhou muito ao que aconteceu em 2021: com narrativas encantadoras e muito sobre o uso do termo “disrupção”, empresas de tecnologia que estavam na internet passaram a ser valorizadas e atingir patamares de preços inimagináveis. Bastava ter “tech” no nome que a ação explodia para cima. O motivo é simples: naquela época, a internet era novidade. Pouco se conhecia sobre, muito se especulava. Na euforia do mercado, como num efeito manada que sempre ocorre em bull markets, até os piores ativos subiram violentamente.
Como num estalo, o mercado passou a lidar de fato com a realidade e viu que não fazia sentido pagar 1000 vezes o lucro em algumas companhias que sequer tinham nome direito. Para agravar a situação, houve também o 11 de setembro, que abateu a confiança dos EUA que até o momento era um imperativo de segurança e poder bélico global.
Os dois eventos fizeram com que a bolsa americana entrasse em um bear market que durou 1165 dias para se recuperar, tendo atingido sua mínima apenas 638 dias depois do começo da queda, com -51%.
A segunda: a crise de 2008.
Disparadamente a pior crise da história. O problema foi tão grande que hoje existem dezenas de filmes, séries e documentários sobre o assunto (e fica aí a sugestão para assistir o filme The Big Short, que além de ser fiel ao problema ocorrido, conta com um elenco excelente) e na época esperava-se que o capitalismo fosse quebrar. Literalmente.
O resumo é que houve muito problema e sujeira no setor imobiliário dos EUA, fazendo com que uma grande bolha se formasse e alguns bancos gigantes dos países tivessem se alavancado com dívidas podres que nunca seriam pagas. Quando dissemos que achavam que o capitalismo ia quebrar, não foi exagero. Alguns bancos gigantes estavam no meio de toda essa sujeira e foram a falência (vide o Lehmann Brothers, que sozinho tinha uma dívida de US$ 700 bilhões), criando o risco sistêmico de levar outros bancos menores pro buraco também, afinal, se um banco tão grande quebra, significa que todo o sistema financeiro será comprometido, visto que há dinheiro emprestado em todos os cantos vindo dessa instituição.
Foi nessa crise que o Quantitative Easing se tornou uma ferramenta popular, e foi ela também que evitou problemas maiores, salvando alguns bancos que colocaram em xeque o sistema financeiro do planeta.
Essa crise durou 1009 dias, levou 352 dias para atingir seu fundo e a mínima registrada foi de -52%. A título de curiosidade, GFC significa “Great Financial Crisis” – ou “A Grande Crise Financeira” em tradução livre. Foi a pior crise já ocorrida no planeta desde 1929.
A terceira: a crise do Covid.
Face a um inimigo desconhecido, os países passaram a fechar suas fronteiras, proibir voos, proibir o funcionamento do comércio físico entre outras atitudes que sequer eram vistas em tempos de guerra.
Com tudo isso ocorrendo, o mercado entrou em seu modo de pânico até que as coisas ficassem mais esclarecidas. Em apenas 23 dias o mercado americano desabou 35%, mas algo curioso e nunca antes registrado ocorreu: se recuperou em pouco mais de 103 dias. Foi uma crise “relâmpago”, por assim dizer.
O motivo de ter recuperado tão rápido é simples: os EUA injetaram um valor histórico na sua economia (mais de US$ 4 trilhões) e com o passar do tempo o Covid foi se tornando um inimigo mais conhecido. Trilhões e trilhões de dólares injetados na economia e estimulando o consumo, gigantes de tecnologia se beneficiando dessa mudança estrutural de cenário com as pessoas dentro de casa e uma taxa de juros zero – esses foram os três fatores que levaram a bolsa a recuperar tão rápido e subir tanto logo depois, num cenário que se assemelha ao da bolha.com, com empresas de tecnologia que sequer conseguem pagar as próprias dívidas, valendo dezenas de bilhões de dólares com o mercado eufórico esperando que um dia elas se tornem sustentáveis.
A crise foi rápida, durou apenas 103 dias e a mínima foi de -35%.
A quarta: a crise que estamos passando agora, com receio de inflação mais duradoura nos EUA e recessão.
Com todas as medidas de estímulo à economia que foram tomadas em 2020 e 2021, o preço em algum momento seria cobrado, afinal, uma injeção de mais de US$ 4 trilhões em um período onde a produção está em queda, hora ou outra acarretaria a inflação que estamos vendo hoje.
Com uma inflação de 8,6% acumulada nos últimos 12 meses (e, aqui vale ressaltar um ponto interessante – se a inflação americana fosse calculada sob a mesma metodologia que a nossa, estaria acima dos 12,0%) e sem muita esperança de uma melhora no curto prazo, o mercado americano passou a precificar uma recessão e ativar o modo pânico. Por que estão precificando recessão? Simples.
Para abaixar a inflação, é necessário diminuir o consumo. Para diminuir o consumo, consequentemente haverá queda na produção. Se houver queda na produção, haverá desemprego. Bem – está aí a recessão. O Banco Central americano está tentando realizar um “soft landing” – derrubar a inflação sem causar grandes impactos no mercado e na economia, mas isso é muito difícil. Como derrubar uma inflação de quase 10% sem desaquecer tanto a demanda? Essa é a grande dúvida a ser respondida.
Todo esse receio, até então, causou uma queda de pouco mais de 20% na bolsa americana, que vem perdurando há quase 115 dias.
Utilizar a bolsa americana como referência é válido porque ela é a “mãe de todas as bolsas”. Responsável por quase 60% do dinheiro investido no planeta e uma bolsa que possui empresas de mais de dezenas de países diferentes, ela pode ser utilizada como referência sobre o sentimento do mercado.
O que pode ser extraído de todas essas informações citadas aqui, é que crises sempre acontecerão. Sempre. Sempre. Sempre. Sempre haverá algum problema a ser resolvido, sempre haverá pânico, sempre haverá incerteza, sempre haverá receio, sempre haverá crash e queda forte do mercado com alguns cantando que “agora é o fim”, “agora não sobe mais” e coisas do tipo.
Independente da magnitude do problema, haverá recuperação, independente da queda, subirá de novo. O sentimento de desespero e pânico do mercado assolou a todos em 1929, em 2000, em 2008 e em 2020, mas os que entendem a psicologia do mercado, utilizaram esses momentos pro acúmulo.
Não se sabe até onde vai essa queda, como dito, até o momento é registrado uma desvalorização de algo próximo de 25% ao longo de 115 dias, mas esteja preparado para cenários semelhantes aos que já ocorreram anteriormente, investindo em empresas sem muita alavancagem, que geram resultados bons e não dependem de um cenário econômico favorável para seu crescimento ou existência.
Se você pensar bem, de certa forma, bastou uma única crise pra aposentar muita gente que continuou no mercado nos momentos de crise – vide 2008. Foram pouco mais de 1000 dias para o mercado se recuperar, com ativos a preço de banana, sendo menosprezados até que houvesse completa certeza de uma melhora.
Pense nos ciclos. Diversifique. Saber o que está fazendo é extremamente importante – e é mais fácil do que parece. E nós te ajudamos. Acesse nosso site e veja mais de 250h de conteúdo sobre investimentos, economia e negócios.
www.findocs.com.br
A crise foi rápida, durou apenas 103 dias e a mínima foi de -35%.
A quarta: a crise que estamos passando agora, com receio de inflação mais duradoura nos EUA e recessão.
Com todas as medidas de estímulo à economia que foram tomadas em 2020 e 2021, o preço em algum momento seria cobrado, afinal, uma injeção de mais de US$ 4 trilhões em um período onde a produção está em queda, hora ou outra acarretaria a inflação que estamos vendo hoje.
Com uma inflação de 8,6% acumulada nos últimos 12 meses (e, aqui vale ressaltar um ponto interessante – se a inflação americana fosse calculada sob a mesma metodologia que a nossa, estaria acima dos 12,0%) e sem muita esperança de uma melhora no curto prazo, o mercado americano passou a precificar uma recessão e ativar o modo pânico. Por que estão precificando recessão? Simples.
Para abaixar a inflação, é necessário diminuir o consumo. Para diminuir o consumo, consequentemente haverá queda na produção. Se houver queda na produção, haverá desemprego. Bem – está aí a recessão. O Banco Central americano está tentando realizar um “soft landing” – derrubar a inflação sem causar grandes impactos no mercado e na economia, mas isso é muito difícil. Como derrubar uma inflação de quase 10% sem desaquecer tanto a demanda? Essa é a grande dúvida a ser respondida.
Todo esse receio, até então, causou uma queda de pouco mais de 20% na bolsa americana, que vem perdurando há quase 115 dias.
Utilizar a bolsa americana como referência é válido porque ela é a “mãe de todas as bolsas”. Responsável por quase 60% do dinheiro investido no planeta e uma bolsa que possui empresas de mais de dezenas de países diferentes, ela pode ser utilizada como referência sobre o sentimento do mercado.
O que pode ser extraído de todas essas informações citadas aqui, é que crises sempre acontecerão. Sempre. Sempre. Sempre. Sempre haverá algum problema a ser resolvido, sempre haverá pânico, sempre haverá incerteza, sempre haverá receio, sempre haverá crash e queda forte do mercado com alguns cantando que “agora é o fim”, “agora não sobe mais” e coisas do tipo.
Independente da magnitude do problema, haverá recuperação, independente da queda, subirá de novo. O sentimento de desespero e pânico do mercado assolou a todos em 1929, em 2000, em 2008 e em 2020, mas os que entendem a psicologia do mercado, utilizaram esses momentos pro acúmulo.
Não se sabe até onde vai essa queda, como dito, até o momento é registrado uma desvalorização de algo próximo de 25% ao longo de 115 dias, mas esteja preparado para cenários semelhantes aos que já ocorreram anteriormente, investindo em empresas sem muita alavancagem, que geram resultados bons e não dependem de um cenário econômico favorável para seu crescimento ou existência.
Se você pensar bem, de certa forma, bastou uma única crise pra aposentar muita gente que continuou no mercado nos momentos de crise – vide 2008. Foram pouco mais de 1000 dias para o mercado se recuperar, com ativos a preço de banana, sendo menosprezados até que houvesse completa certeza de uma melhora.
Pense nos ciclos. Diversifique. Saber o que está fazendo é extremamente importante – e é mais fácil do que parece. E nós te ajudamos. Acesse nosso site e veja mais de 250h de conteúdo sobre investimentos, economia e negócios.
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Breve fato curioso sobre a rentabilidade do FGTS
No começo do mês, muita gente ficou sob a sombra de indecisão para decidir se investia ou não o saldo do FGTS na Eletrobras.
É amplamente sabido: a rentabilidade do FGTS realmente é péssima – para não dizer ridícula. A questão é, que apesar de ser ruim, o número que é dito nas rodas de conversa por aí está errado. O FGTS não rende 3% - mas mais do que isso.
Na verdade, o FGTS rende 3% + taxa Taxa Referencial + distribuição de lucros.
O 3% de rendimento é uma taxa fixa, nunca muda. A Taxa Referencial é uma taxa que foi criada em 1990 e flutua, sendo que em tempos de SELIC mais alta, ela tende a ser um pouco mais alta também. A distribuição de lucros, por sua vez, é um residual que sobra no fundo e é distribuído entre os mais de 90 milhões de cotistas, afinal, o dinheiro que o governo pega a força de você não fica parado, mas sim financiando programas, rendendo em títulos entre outras coisas. Digamos que a distribuição de lucros é só um pedacinho daquilo que era seu.
Sendo assim, com esses três fatores, a rentabilidade do FGTS tem flutuado entre 7% e 5% ao ano. Na imagem não mostra, mas a rentabilidade foi de 5% em 2021.
Como fica claro: o FGTS não deixa de ser uma péssima forma de alocar o dinheiro do trabalhador, afinal, malemá paga a inflação – chega a ser desrespeitoso. Mas ainda assim, a rentabilidade é um pouco acima do que é popularmente dito.
Lembrando que essa medida de distribuição de lucros foi decidida em 2016 sob gestão do Governo Temer, e pode ser revogada quando bem quiser.
No começo do mês, muita gente ficou sob a sombra de indecisão para decidir se investia ou não o saldo do FGTS na Eletrobras.
É amplamente sabido: a rentabilidade do FGTS realmente é péssima – para não dizer ridícula. A questão é, que apesar de ser ruim, o número que é dito nas rodas de conversa por aí está errado. O FGTS não rende 3% - mas mais do que isso.
Na verdade, o FGTS rende 3% + taxa Taxa Referencial + distribuição de lucros.
O 3% de rendimento é uma taxa fixa, nunca muda. A Taxa Referencial é uma taxa que foi criada em 1990 e flutua, sendo que em tempos de SELIC mais alta, ela tende a ser um pouco mais alta também. A distribuição de lucros, por sua vez, é um residual que sobra no fundo e é distribuído entre os mais de 90 milhões de cotistas, afinal, o dinheiro que o governo pega a força de você não fica parado, mas sim financiando programas, rendendo em títulos entre outras coisas. Digamos que a distribuição de lucros é só um pedacinho daquilo que era seu.
Sendo assim, com esses três fatores, a rentabilidade do FGTS tem flutuado entre 7% e 5% ao ano. Na imagem não mostra, mas a rentabilidade foi de 5% em 2021.
Como fica claro: o FGTS não deixa de ser uma péssima forma de alocar o dinheiro do trabalhador, afinal, malemá paga a inflação – chega a ser desrespeitoso. Mas ainda assim, a rentabilidade é um pouco acima do que é popularmente dito.
Lembrando que essa medida de distribuição de lucros foi decidida em 2016 sob gestão do Governo Temer, e pode ser revogada quando bem quiser.
Tabela com registros de quedas acima de 5% desde 2009 na bolsa americana.
Na primeira coluna, o período. Na segunda coluna, quantos dias durou. Na terceira coluna, quantos pontos estava o índice S&P500. Na quarta coluna, para quantos pontos caiu. Na quinta coluna, o percentual de queda. Na sexta coluna, os “motivos” da queda segundo o mercado.
Desde 2009, foram registradas quase 30 quedas de mais de 5% no mercado americano.
Apesar de se tratar de uma mensuração do S&P500, se aplica também aos demais mercado, visto que as razões geralmente são globais.
O que pode ser extraído da tabela? Que o mercado sempre terá alguma incerteza à frente. Sempre.
Sempre haverá algum motivo para que o mercado caia, para que os investidores tenham receio e os pessimistas se alimentem.
O cerne é: cenário perfeito não existe. A valorização por si só desde 2009 em meio a tantas preocupações (com o índice saindo dos 880 pontos para quase 5.000) já ilustra bem o fato de que se você espera um cenário de certeza, tranquilidade e calmaria para investir, você nunca vai ganhar dinheiro.
Cenário perfeito não existe. A bolsa sobe caindo – sempre foi e sempre será assim.
Na primeira coluna, o período. Na segunda coluna, quantos dias durou. Na terceira coluna, quantos pontos estava o índice S&P500. Na quarta coluna, para quantos pontos caiu. Na quinta coluna, o percentual de queda. Na sexta coluna, os “motivos” da queda segundo o mercado.
Desde 2009, foram registradas quase 30 quedas de mais de 5% no mercado americano.
Apesar de se tratar de uma mensuração do S&P500, se aplica também aos demais mercado, visto que as razões geralmente são globais.
O que pode ser extraído da tabela? Que o mercado sempre terá alguma incerteza à frente. Sempre.
Sempre haverá algum motivo para que o mercado caia, para que os investidores tenham receio e os pessimistas se alimentem.
O cerne é: cenário perfeito não existe. A valorização por si só desde 2009 em meio a tantas preocupações (com o índice saindo dos 880 pontos para quase 5.000) já ilustra bem o fato de que se você espera um cenário de certeza, tranquilidade e calmaria para investir, você nunca vai ganhar dinheiro.
Cenário perfeito não existe. A bolsa sobe caindo – sempre foi e sempre será assim.
P/L do Ibovespa atualmente em 5,4x, bem abaixo da média histórica de 12x.
Afinal, a bolsa rende ou não rende mais que a inflação?
Em tempos de crise, até os mais confiantes passam a questionar o mercado. Sempre foi dito que a bolsa é um excelente veículo de investimento para se proteger a inflação, que empresas repassam seus preços aos produtos e não há alternativa melhor de investimento para se proteger do que ações entre outros produtos da renda variável. A pergunta que fica é: a bolsa bate ou não bate a inflação? Nós realizamos um estudo breve – e já adiantamos, sim, bate.
O primeiro gráfico se refere aos dados de 2010 até o momento. 12 anos.
No período, o Ibovespa rendeu 70,2%, enquanto o IPCA foi de 110,9% - nos últimos 12 anos a bolsa brasileira perdeu para a inflação. Uma surra, carinhosamente dizendo. Nesse meio tempo, houve duas crises (2015 e 2020) e uma década extremamente turbulenta em termos econômicos. Enquanto em 2019 o país finalmente demonstrava que estava engatando marcha para retomar o crescimento mais acelerado, a bomba da pandemia assolou não só a nós, mas todo o planeta, causando instabilidade no cenário até agora.
Ou seja, nos últimos 12 anos, não, a bolsa não bateu a inflação.
O segundo gráfico se refere aos dados de 2000 até o momento. 22 anos.
No período, o Ibovespa rendeu 579,4%, enquanto o IPCA foi de 301,2% - nos últimos 22 anos a bolsa brasileira ganhou da inflação, rendendo mais do que o dobro – 2,5x, praticamente. A surra, dessa vez, foi num bom sentido. Apesar de ter atravessado quatro crises (2002, 2008, 2015 e 2020), o índice bateu com folga a inflação do período.
Ou seja, nos últimos 22 anos, sim, a bolsa bateu a inflação.
O segundo gráfico se refere aos dados de 1995 até o momento. 27 anos.
No período, o Ibovespa rendeu 2.766%, enquanto o IPCA foi de 520% - nos últimos 27 anos a bolsa brasileira ganhou da inflação, rendendo 5x mais – 5,3x mais, para ser exato. Dessa vez, não foi uma surra – foi uma verdadeira lambada da bolsa brasileira em cima do IPCA. O período foi selecionado por um único motivo: o plano real. São os 27 anos registrados da moeda mais estável que o país já utilizou. No meio tempo houve uma crise em 1994, uma crise em 1999, uma crise em 2002, uma crise em 2008, uma crise em 2014 e uma crise em 2020. A palavra crise nos define, de fato.
Ainda assim, com todas essas crises, a bolsa rendeu violentamente mais do que a inflação no período.
O nosso ponto com esse breve estudo é: tire o zoom do gráfico.
Se você está investindo em renda variável buscando se proteger da inflação no curto prazo, desista. Não é o que o mercado faz. A rentabilidade na renda variável vem em “pancadas”. Em 2003 a bolsa rendeu quase 100% em um ano. Em 2009 quase 83%. Em 2016 quase 40%. Em 2019 quase 33%. Percebe? Indo um pouco além: entre 2003 e 2007 a bolsa multiplicou o capital de quem investia em 5,7x. Quem esperava isso? Ninguém.
A renda variável proporciona retornos altos em períodos inesperados. Não há limite de alta – não há limite de baixa. A incerteza pode fazer com que o mercado desabe 30% num ano, mas um cenário mais “paz e amor” pode fazer com que o mercado suba 100% em apenas 12 meses, como já vimos diversas vezes na história.
Repetindo: se você está investindo em renda variável buscando se proteger da inflação no curto prazo, desista. Não vai acontecer. Apenas títulos de dívida fazem isso.
Tire o zoom do gráfico e evite conclusões de curto prazo. Dizer que o mercado de renda variável protege da inflação, não é esoterismo nem papo de coach – é questão de lógica. A bolsa é constituída por empresas de capital aberto, empresas essas que repassam a inflação pros seus produtos por meio do aumento de preço. Ou seja – investir em uma empresa é investir diretamente num agente econômico que tem potencial de repassar a alta de preços correntes do cenário econômico.
Em tempos de crise, até os mais confiantes passam a questionar o mercado. Sempre foi dito que a bolsa é um excelente veículo de investimento para se proteger a inflação, que empresas repassam seus preços aos produtos e não há alternativa melhor de investimento para se proteger do que ações entre outros produtos da renda variável. A pergunta que fica é: a bolsa bate ou não bate a inflação? Nós realizamos um estudo breve – e já adiantamos, sim, bate.
O primeiro gráfico se refere aos dados de 2010 até o momento. 12 anos.
No período, o Ibovespa rendeu 70,2%, enquanto o IPCA foi de 110,9% - nos últimos 12 anos a bolsa brasileira perdeu para a inflação. Uma surra, carinhosamente dizendo. Nesse meio tempo, houve duas crises (2015 e 2020) e uma década extremamente turbulenta em termos econômicos. Enquanto em 2019 o país finalmente demonstrava que estava engatando marcha para retomar o crescimento mais acelerado, a bomba da pandemia assolou não só a nós, mas todo o planeta, causando instabilidade no cenário até agora.
Ou seja, nos últimos 12 anos, não, a bolsa não bateu a inflação.
O segundo gráfico se refere aos dados de 2000 até o momento. 22 anos.
No período, o Ibovespa rendeu 579,4%, enquanto o IPCA foi de 301,2% - nos últimos 22 anos a bolsa brasileira ganhou da inflação, rendendo mais do que o dobro – 2,5x, praticamente. A surra, dessa vez, foi num bom sentido. Apesar de ter atravessado quatro crises (2002, 2008, 2015 e 2020), o índice bateu com folga a inflação do período.
Ou seja, nos últimos 22 anos, sim, a bolsa bateu a inflação.
O segundo gráfico se refere aos dados de 1995 até o momento. 27 anos.
No período, o Ibovespa rendeu 2.766%, enquanto o IPCA foi de 520% - nos últimos 27 anos a bolsa brasileira ganhou da inflação, rendendo 5x mais – 5,3x mais, para ser exato. Dessa vez, não foi uma surra – foi uma verdadeira lambada da bolsa brasileira em cima do IPCA. O período foi selecionado por um único motivo: o plano real. São os 27 anos registrados da moeda mais estável que o país já utilizou. No meio tempo houve uma crise em 1994, uma crise em 1999, uma crise em 2002, uma crise em 2008, uma crise em 2014 e uma crise em 2020. A palavra crise nos define, de fato.
Ainda assim, com todas essas crises, a bolsa rendeu violentamente mais do que a inflação no período.
O nosso ponto com esse breve estudo é: tire o zoom do gráfico.
Se você está investindo em renda variável buscando se proteger da inflação no curto prazo, desista. Não é o que o mercado faz. A rentabilidade na renda variável vem em “pancadas”. Em 2003 a bolsa rendeu quase 100% em um ano. Em 2009 quase 83%. Em 2016 quase 40%. Em 2019 quase 33%. Percebe? Indo um pouco além: entre 2003 e 2007 a bolsa multiplicou o capital de quem investia em 5,7x. Quem esperava isso? Ninguém.
A renda variável proporciona retornos altos em períodos inesperados. Não há limite de alta – não há limite de baixa. A incerteza pode fazer com que o mercado desabe 30% num ano, mas um cenário mais “paz e amor” pode fazer com que o mercado suba 100% em apenas 12 meses, como já vimos diversas vezes na história.
Repetindo: se você está investindo em renda variável buscando se proteger da inflação no curto prazo, desista. Não vai acontecer. Apenas títulos de dívida fazem isso.
Tire o zoom do gráfico e evite conclusões de curto prazo. Dizer que o mercado de renda variável protege da inflação, não é esoterismo nem papo de coach – é questão de lógica. A bolsa é constituída por empresas de capital aberto, empresas essas que repassam a inflação pros seus produtos por meio do aumento de preço. Ou seja – investir em uma empresa é investir diretamente num agente econômico que tem potencial de repassar a alta de preços correntes do cenário econômico.
Obviamente que não são todas empresas que te protegem, nem todas que continuam vivas para contar história. Nas crises, empresas mal tocadas quebram, assim como podem fracassar em repassar a inflação em seus produtos e acabar não protegendo o investidor, mas é por isso que você deve estudar e conhecer sobre o que está fazendo: investir em empresas boas, lucrativas, que geram caixa e possuem forte poder de marca, vai te proteger da inflação. Não faltam dados sobre isso. Poderíamos utilizar dados da bolsa americana, por exemplo, com quase 200 anos de histórico, mas utilizamos da nossa bolsa e nosso país para ilustrar que mesmo com uma inflação ainda mais alta e uma economia ainda emergente, a bolsa de valores vai te proteger da inflação. Lembrando que essa é a rentabilidade do índice. Numa carteira bem diversificada e estruturada, a rentabilidade se torna ainda maior e menos cíclica.
Se você ainda não sabe como investir ou se proteger, é para isso que estamos aqui – para te ajudar. O INT, nossa plataforma de ensino continuado, conta com estudos, relatórios, mais de 250h de aulas e conteúdo novo semanalmente para quem quer aprender sobre investimentos, economia, negócios e programação no mercado financeiro. Tudo isso pelo preço mais acessível do mercado. Você tem 7 dias grátis – venha nos conhecer!
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Risco de recessão nos EUA fazendo com que commodities tombem de preço em velocidade acelerada.
Desde a máxima registrada em 2022:
1. Níquel: -50,2%
2. Alumínio: -36,4%
3. Gás Natural: -33,3%
4. Trigo: -26,4%
5. Zinco: -22,4%
6. Cobre: -21,5%
7. Minério de Ferro: -21,3%
8. Milho: -14,5%
9. Petróleo: -14,1%
10. Açúcar: -9,4%
Caso a tendência siga, será uma forte pressão deflacionária pros próximos meses.
Desde a máxima registrada em 2022:
1. Níquel: -50,2%
2. Alumínio: -36,4%
3. Gás Natural: -33,3%
4. Trigo: -26,4%
5. Zinco: -22,4%
6. Cobre: -21,5%
7. Minério de Ferro: -21,3%
8. Milho: -14,5%
9. Petróleo: -14,1%
10. Açúcar: -9,4%
Caso a tendência siga, será uma forte pressão deflacionária pros próximos meses.
Gráfico de valor de mercado em relação ao valor patrimonial dos fundos de lajes corporativas.
Hoje o mercado precifica o segmento com o mesmo desconto que existia no fundo da pandemia, o que, sob nossa visão, pode ser um grande equívoco. Dividindo em 2 cenários:
Em 2020 a incerteza era a única coisa que se tinha. Não se sabia quando o Covid-19 seria de fato resolvido, não se sabia quando as pessoas retomariam seus postos de trabalho, muito se falava sobre home office definitivo para a maioria dos trabalhos e boatos de que o segmento estará fadado a uma derrocada, visto que escritórios não seriam mais utilizados com todos trabalhando de sustas casas.
Em 2022, já se tem bastante informação. Com a pandemia próxima do fim, empresas grandes expandindo seus aluguéis em cada vez mais espaços em alguns segmentos e grande parte das companhias adotando o modelo híbrido de trabalho (parte home office e parte na empresa), é nítido que todo aquele barulho de 2 anos atrás exagerava bastante em alguns pontos.
É inegável: a pandemia causou um efeito home office extraordinário na economia não só brasileira, mas global. A questão é: precificar o segmento no mesmo desconto que havia na época, faz sentido? Um desconto de 26% sobre o patrimônio, aproximadamente.
Sob a nossa leitura, lajes corporativas bem localizadas continuarão sendo utilizadas e o que veio de fato para a maioria dos segmentos, foi um modelo híbrido de trabalho. Com o aumento do custo de reposição e o fim da criação de estoque com a finalização dos projetos e obras que estavam em andamento, no momento em que o ciclo econômico finalmente engatar (como estava ocorrendo em 2019 antes do infortúnio da pandemia no começo de 2020), o setor irá explodir para cima.
Lembrando: imóveis bons e bem localizados. Não necessariamente um imóvel irá te proteger e valorizar sob qualquer circunstância, mas certamente imóveis bons e bem localizados sempre irão. FIIs te proporcionam a oportunidade de investir nos melhores bairros do país. Aproveite.
E se você quer aprender a investir melhor, acesse nossa plataforma de ensino continuado! São mais de 250 horas de aulas, relatórios, textos, artigos e afins que te proporcionam conhecimento para não depender de absolutamente ninguém.
Tão importante quanto ganhar dinheiro, é saber cuidar dele. Chega de perder dinheiro investindo.
www.findocs.com.br
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Em 2022, já se tem bastante informação. Com a pandemia próxima do fim, empresas grandes expandindo seus aluguéis em cada vez mais espaços em alguns segmentos e grande parte das companhias adotando o modelo híbrido de trabalho (parte home office e parte na empresa), é nítido que todo aquele barulho de 2 anos atrás exagerava bastante em alguns pontos.
É inegável: a pandemia causou um efeito home office extraordinário na economia não só brasileira, mas global. A questão é: precificar o segmento no mesmo desconto que havia na época, faz sentido? Um desconto de 26% sobre o patrimônio, aproximadamente.
Sob a nossa leitura, lajes corporativas bem localizadas continuarão sendo utilizadas e o que veio de fato para a maioria dos segmentos, foi um modelo híbrido de trabalho. Com o aumento do custo de reposição e o fim da criação de estoque com a finalização dos projetos e obras que estavam em andamento, no momento em que o ciclo econômico finalmente engatar (como estava ocorrendo em 2019 antes do infortúnio da pandemia no começo de 2020), o setor irá explodir para cima.
Lembrando: imóveis bons e bem localizados. Não necessariamente um imóvel irá te proteger e valorizar sob qualquer circunstância, mas certamente imóveis bons e bem localizados sempre irão. FIIs te proporcionam a oportunidade de investir nos melhores bairros do país. Aproveite.
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Ótima notícia para as varejistas de moda
Contratos futuros de algodão já desabando há quase uma semana, com uma queda de mais de 30% até o momento, refletindo ainda os temores de recessão nos EUA (menor consumo no setor vestuário) e desaceleração na China por conta dos lockdowns.
Como as empresas brasileiras no geral são tomadoras desse preço, num cenário onde o varejo aqui está mais aquecido, a queda do contrato do algodão (sendo um dos principais insumos do segmento) se casa perfeitamente, visto que haverá aumento de consumo com queda no preço de insumo – ganho de margem na veia.
Contratos futuros de algodão já desabando há quase uma semana, com uma queda de mais de 30% até o momento, refletindo ainda os temores de recessão nos EUA (menor consumo no setor vestuário) e desaceleração na China por conta dos lockdowns.
Como as empresas brasileiras no geral são tomadoras desse preço, num cenário onde o varejo aqui está mais aquecido, a queda do contrato do algodão (sendo um dos principais insumos do segmento) se casa perfeitamente, visto que haverá aumento de consumo com queda no preço de insumo – ganho de margem na veia.
Hiperinflação... nem todos viveram, mas as histórias contadas sobre a época fazem com que o termo por si só seja assombroso. Não por coincidência, muito influenciador tem tratado sobre o tema, afinal, é o medo que gera engajamento. O pessimismo faz as pessoas parecerem mais inteligentes com todas suas voltas em torno de cenários catastróficos. A questão é: inflação alta não significa hiperinflação.
Vivemos em um momento de inflação altíssima, de fato. Quem viveu a década de 80 e 90 sabe que a inflação de hoje é brincadeira de criança perto do que ocorreu naquela época, mas ainda assim uma inflação alta traz o temor do retorno de uma hiperinflação. Com isso, tivemos a ideia de pegar três gráficos referentes a hiperinflação de décadas recentes e explicar um pouco sobre cada uma.
Hiperinflação existe, assim como a chance dela voltar – mas o que poucos falam, é que essa chance é remota, próxima de zero, e tudo tem que dar muito, mas muito errado, além do Estado realizar um esforço imenso para isso acontecer, imprimindo dinheiro de uma forma que atropele toda a estrutura do Sistema Financeiro moderno.
Antes de mais nada: cada gráfico possui no eixo vertical a quantidade de dinheiro circulante na base monetária. Nós tiramos os valores por conta dos números estratosféricos, mas você entenderá o ponto mesmo assim.
O primeiro gráfico se refere ao período de 1986 (Plano Cruzado) até junho de 2022 – o presente.
São 36 anos corridos, passando pelo Cruzado (1986), Cruzado Novo (1989), Cruzeiro (1990), Cruzeiro Real (1993) e pela atual moeda que usamos hoje, o Real (1994). Nosso cenário econômico antes do Plano Real era uma zona – 5 trocas de moeda em 36 anos ilustram muito bem isso.
No gráfico, você deve conseguir ver três pontos mais altos: um em 1988, um em 1992 e um em 1994. Foram três momentos em que o Brasil imprimiu dinheiro descontroladamente, atingido mais de quatrilhões de unidade monetária em circulação em cada período – sendo 1992 o pior ano, com uma alta que chega a distorcer todo o gráfico. O motivo para a impressão de dinheiro da época era o de sempre: descontrole dos gastos públicos, descontrole da dívida e planos econômicos mal sucedidos. A mentalidade era: “acabou o dinheiro? Imprime mais!” – não havia qualquer mecânica que impedisse que o Estado emitisse moeda como bem entendesse. Existia nesse tempo também um mecanismo chamado “conta única”, que nada mais era do que uma forma que o Banco do Brasil tinha acesso ao Banco Central do país para imprimir dinheiro quando quisesse para emprestar dinheiro para todo mundo – principalmente bancos públicos e empresários próximos (e corruptos) do governo.
O segundo gráfico nós elaboramos para dar um zoom na situação inflacionária. Ele se refere a impressão de moeda de 1989 até 1993.
Com o zoom, fica evidente como mais uma vez o que causou a hiperinflação da época foi uma impressão desenfreada de dinheiro. Entre 1992 e 1993 o gráfico se inclina de forma tão violenta que fez de novo com que a base monetária atingisse valores obscenos. Mais uma vez, dinheiro sendo impresso para arcar com a falta de responsabilidade do Estado com a saúde financeira das contas públicas somado a facilidade que os políticos tinham acesso na época via a conta única do Banco do Brasil. Era uma ideia simples e cômica: “precisa de dinheiro? Imprime!” – e assim caminhava a economia do país, com qualquer cargo um pouco mais elevado da esfera pública conseguindo dinheiro infinito para suas regalias.
Foram planos econômicos atrás de planos econômicos atacando os sintomas, e não a doença – em vez de reestruturar a economia do país, fechar a torneira de impressão de dinheiro estabelecer regras claras e transparentes sobre o cenário monetário nacional, tudo que os políticos faziam era trocar o nome da moeda e cortar alguns zeros.
E então, o terceiro e último gráfico: do início do Plano Real (1994) até hoje, junho de 2022.
Vivemos em um momento de inflação altíssima, de fato. Quem viveu a década de 80 e 90 sabe que a inflação de hoje é brincadeira de criança perto do que ocorreu naquela época, mas ainda assim uma inflação alta traz o temor do retorno de uma hiperinflação. Com isso, tivemos a ideia de pegar três gráficos referentes a hiperinflação de décadas recentes e explicar um pouco sobre cada uma.
Hiperinflação existe, assim como a chance dela voltar – mas o que poucos falam, é que essa chance é remota, próxima de zero, e tudo tem que dar muito, mas muito errado, além do Estado realizar um esforço imenso para isso acontecer, imprimindo dinheiro de uma forma que atropele toda a estrutura do Sistema Financeiro moderno.
Antes de mais nada: cada gráfico possui no eixo vertical a quantidade de dinheiro circulante na base monetária. Nós tiramos os valores por conta dos números estratosféricos, mas você entenderá o ponto mesmo assim.
O primeiro gráfico se refere ao período de 1986 (Plano Cruzado) até junho de 2022 – o presente.
São 36 anos corridos, passando pelo Cruzado (1986), Cruzado Novo (1989), Cruzeiro (1990), Cruzeiro Real (1993) e pela atual moeda que usamos hoje, o Real (1994). Nosso cenário econômico antes do Plano Real era uma zona – 5 trocas de moeda em 36 anos ilustram muito bem isso.
No gráfico, você deve conseguir ver três pontos mais altos: um em 1988, um em 1992 e um em 1994. Foram três momentos em que o Brasil imprimiu dinheiro descontroladamente, atingido mais de quatrilhões de unidade monetária em circulação em cada período – sendo 1992 o pior ano, com uma alta que chega a distorcer todo o gráfico. O motivo para a impressão de dinheiro da época era o de sempre: descontrole dos gastos públicos, descontrole da dívida e planos econômicos mal sucedidos. A mentalidade era: “acabou o dinheiro? Imprime mais!” – não havia qualquer mecânica que impedisse que o Estado emitisse moeda como bem entendesse. Existia nesse tempo também um mecanismo chamado “conta única”, que nada mais era do que uma forma que o Banco do Brasil tinha acesso ao Banco Central do país para imprimir dinheiro quando quisesse para emprestar dinheiro para todo mundo – principalmente bancos públicos e empresários próximos (e corruptos) do governo.
O segundo gráfico nós elaboramos para dar um zoom na situação inflacionária. Ele se refere a impressão de moeda de 1989 até 1993.
Com o zoom, fica evidente como mais uma vez o que causou a hiperinflação da época foi uma impressão desenfreada de dinheiro. Entre 1992 e 1993 o gráfico se inclina de forma tão violenta que fez de novo com que a base monetária atingisse valores obscenos. Mais uma vez, dinheiro sendo impresso para arcar com a falta de responsabilidade do Estado com a saúde financeira das contas públicas somado a facilidade que os políticos tinham acesso na época via a conta única do Banco do Brasil. Era uma ideia simples e cômica: “precisa de dinheiro? Imprime!” – e assim caminhava a economia do país, com qualquer cargo um pouco mais elevado da esfera pública conseguindo dinheiro infinito para suas regalias.
Foram planos econômicos atrás de planos econômicos atacando os sintomas, e não a doença – em vez de reestruturar a economia do país, fechar a torneira de impressão de dinheiro estabelecer regras claras e transparentes sobre o cenário monetário nacional, tudo que os políticos faziam era trocar o nome da moeda e cortar alguns zeros.
E então, o terceiro e último gráfico: do início do Plano Real (1994) até hoje, junho de 2022.