Sobre o endividamento, mesmo com todas as aquisições e investimentos em expansão, ela segue controlada: considerando os arrendamentos a alavancagem é de 2x o EBITDA, sendo que desconsiderando, é de 1,3x o EBITDA, pontuando que a dívida líquida subiu de R$900 milhões em 2020 para R$1.4 bilhão em 2021. Aqui vale um ponto de atenção em análise: empresas que crescem via aquisição merecem ainda mais carinho para analisar a dívida, principalmente em tempos de alta de juros. Uma gestão ruim pode destruir valor e levar a companhia a bancarrota com um plano de aquisição mal desenhado. Não é o caso da Fleury, pelo contrário, até o momento a companhia mostrou sucesso no plano de aquisição e no endividamento.
Concluindo, em 2021 a companhia fechou com um lucro de R$351 milhões, uma receita de R$3.9 bilhões e uma geração de caixa de R$1 bilhão, apresentando crescimento de todas as suas verticais de serviços e atingindo recorte histórico em todas as linhas. No entanto, lembre-se: analise sempre com atenção o desenrolar das aquisições da companhia. Ela está maravilhosa hoje, mas cabe ao investidor não ter viés e reconhecer caso algo desande.
Um bônus para quem gosta: no dia 04/04 a companhia irá pagar R$0,70 por ação em dividendos.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
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Concluindo, em 2021 a companhia fechou com um lucro de R$351 milhões, uma receita de R$3.9 bilhões e uma geração de caixa de R$1 bilhão, apresentando crescimento de todas as suas verticais de serviços e atingindo recorte histórico em todas as linhas. No entanto, lembre-se: analise sempre com atenção o desenrolar das aquisições da companhia. Ela está maravilhosa hoje, mas cabe ao investidor não ter viés e reconhecer caso algo desande.
Um bônus para quem gosta: no dia 04/04 a companhia irá pagar R$0,70 por ação em dividendos.
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Debate de hoje no INT
M Dias Branco, Fleury e dúvidas sobre portfolios.
Teremos espaço para vocês esclarecerem dúvidas sobre a montagem de portfolio, balanceamento e gestão de riscos.
Participe ao vivo. Debates não ficam gravados.
Ao vivo às 19h00.
Exclusivo para assinantes.
www.findocs.com.br
M Dias Branco, Fleury e dúvidas sobre portfolios.
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Opinião e análise breve – Lojas Renner ($LREN3) – 2021
Antes de começar a falar sobre os resultados de 2021 das Lojas Renner, é importante pontuar algumas questões para compreender a sua atual situação em relação ao cenário econômico.
Há alguns anos a Renner é líder de mercado no setor de vestuário do país e um comparativo entre seu volume de vendas e o índice PMC do Vestuário do IBGE ilustra isso, com a companhia sempre desempenhando bem acima da média de vendas do indicador. Mesmo com essa liderança de mercado, havia um ponto a qual a companhia não possuía bom desenvolvimento quando a crise de 2020 chegou: seu segmento digital.
Como todos sabemos, 2020 foi um ano atípico globalmente com as medidas de contenção de CoVid-19, períodos de lockdown e afins. O cenário que presenciamos com a economia sendo praticamente tirada da tomada, foi algo que nunca antes havia ocorrido na história. Com isso, a Renner até então com mais de 95% de suas vendas concentradas em lojas físicas e em shoppings, foi uma das varejistas de moda que mais sofreu com essas medidas.
Ao mesmo tempo que seu segmento digital ainda era novo e representava parte insignificante do resultado da companhia (4% em 2019), a companhia dependia completamente das suas operações físicas em um dos ambientes que mais sofreram na pandemia, que foi o setor de shoppings centers. Foi o surgimento da tempestade perfeita para prejudicar a companhia.
Com isso, 2020 e 2021 foram anos importantes para a companhia. Foram 24 meses em que a gestão percebeu esse ponto fraco e passou a fazer um “turnaround” no seu segmento digital.
Aqui, algo interessante a citar: em 2019 a Renner junto da Kinea investiu R$1.2 bilhões em um centro de distribuição de 163 mil metros quadrados para acelerar seu segmento digital. Esse CD é o maior da América Latina, possui tecnologia e automação de alto nível, entrou em operação esse ano e está no fundo imobiliário KNRI11.
Sendo assim, vale o contexto – que era pra ser breve, mas acabou sendo um pouco alongado – de que a Renner até 2019 era bem fraca no segmento digital, mas os últimos 2 anos foram imprescindíveis no desenvolvimento desse segmento com investimentos bilionários.
Enfim, vamos ao resultado de 2021.
Como falamos bastante sobre o digital, nada mais justo do que falar a evolução nesse sentido. A penetração de vendas digitais da companhia segue subindo, refletindo os esforços de digitalização dos últimos meses. De 4,2% em 2019, subiu para 9,7% em 2021 e 13,5% em 2021. Ou seja, 13,5% da receita da Renner foi gerada pelos canais digitais em 2021, com um bônus positivo: ainda que todos os custos tenham subido forte no ano, houve redução de 18,4% de custo de custo por entrega, refletindo maior eficiência na malha logística (vide o centro de distribuição que citamos). O marketplace da companhia também teve forte expansão, mais do que dobrado o número de vendedores no período.
A receita atingiu um recorde histórico, passando os números de 2019 e de 2020. Foi atingido os R$10.6 bilhões, com crescimento em todas as suas marcas (Renner, Camicado, Youcom, Realize e Repassa).
Do outro lado da balança, no ano a companhia teve uma alta expressiva de despesas em relação a 2020 subindo 35%, explicado por alguns fatores não recorrentes (2020 com algum tempo de lojas fechadas houve cortes de salários entre outros custos existentes), maior despesa com a sua expansão digital e também a inflação, que tem impactado toda a cadeia produtiva independente do setor. Ainda que a despesa tenha crescido, ela representou 36% da receita líquida, enquanto no período anterior representou 38%. Outro ponto que pressionou muito o aumento de despesa no ano, foi um montante de R$150 milhões do programa de participação de lucro aos funcionários da companhia, que acabou sendo maior do que o esperado pois a companhia projetava menos vendas do que o realizado em 2021.
Antes de começar a falar sobre os resultados de 2021 das Lojas Renner, é importante pontuar algumas questões para compreender a sua atual situação em relação ao cenário econômico.
Há alguns anos a Renner é líder de mercado no setor de vestuário do país e um comparativo entre seu volume de vendas e o índice PMC do Vestuário do IBGE ilustra isso, com a companhia sempre desempenhando bem acima da média de vendas do indicador. Mesmo com essa liderança de mercado, havia um ponto a qual a companhia não possuía bom desenvolvimento quando a crise de 2020 chegou: seu segmento digital.
Como todos sabemos, 2020 foi um ano atípico globalmente com as medidas de contenção de CoVid-19, períodos de lockdown e afins. O cenário que presenciamos com a economia sendo praticamente tirada da tomada, foi algo que nunca antes havia ocorrido na história. Com isso, a Renner até então com mais de 95% de suas vendas concentradas em lojas físicas e em shoppings, foi uma das varejistas de moda que mais sofreu com essas medidas.
Ao mesmo tempo que seu segmento digital ainda era novo e representava parte insignificante do resultado da companhia (4% em 2019), a companhia dependia completamente das suas operações físicas em um dos ambientes que mais sofreram na pandemia, que foi o setor de shoppings centers. Foi o surgimento da tempestade perfeita para prejudicar a companhia.
Com isso, 2020 e 2021 foram anos importantes para a companhia. Foram 24 meses em que a gestão percebeu esse ponto fraco e passou a fazer um “turnaround” no seu segmento digital.
Aqui, algo interessante a citar: em 2019 a Renner junto da Kinea investiu R$1.2 bilhões em um centro de distribuição de 163 mil metros quadrados para acelerar seu segmento digital. Esse CD é o maior da América Latina, possui tecnologia e automação de alto nível, entrou em operação esse ano e está no fundo imobiliário KNRI11.
Sendo assim, vale o contexto – que era pra ser breve, mas acabou sendo um pouco alongado – de que a Renner até 2019 era bem fraca no segmento digital, mas os últimos 2 anos foram imprescindíveis no desenvolvimento desse segmento com investimentos bilionários.
Enfim, vamos ao resultado de 2021.
Como falamos bastante sobre o digital, nada mais justo do que falar a evolução nesse sentido. A penetração de vendas digitais da companhia segue subindo, refletindo os esforços de digitalização dos últimos meses. De 4,2% em 2019, subiu para 9,7% em 2021 e 13,5% em 2021. Ou seja, 13,5% da receita da Renner foi gerada pelos canais digitais em 2021, com um bônus positivo: ainda que todos os custos tenham subido forte no ano, houve redução de 18,4% de custo de custo por entrega, refletindo maior eficiência na malha logística (vide o centro de distribuição que citamos). O marketplace da companhia também teve forte expansão, mais do que dobrado o número de vendedores no período.
A receita atingiu um recorde histórico, passando os números de 2019 e de 2020. Foi atingido os R$10.6 bilhões, com crescimento em todas as suas marcas (Renner, Camicado, Youcom, Realize e Repassa).
Do outro lado da balança, no ano a companhia teve uma alta expressiva de despesas em relação a 2020 subindo 35%, explicado por alguns fatores não recorrentes (2020 com algum tempo de lojas fechadas houve cortes de salários entre outros custos existentes), maior despesa com a sua expansão digital e também a inflação, que tem impactado toda a cadeia produtiva independente do setor. Ainda que a despesa tenha crescido, ela representou 36% da receita líquida, enquanto no período anterior representou 38%. Outro ponto que pressionou muito o aumento de despesa no ano, foi um montante de R$150 milhões do programa de participação de lucro aos funcionários da companhia, que acabou sendo maior do que o esperado pois a companhia projetava menos vendas do que o realizado em 2021.
Sob nossa visão, esse é o maior ponto de atenção da companhia. Como mencionado no começo da análise, a Renner entrou na pandemia muito atrás em relação aos seus concorrentes em termos de digitalização. Em 2020 – e principalmente 2021, todo esse esforço que ela está empregando hoje para correr atrás da digitalização bateu forte nas despesas do ano.
Sobre sua carteira de crédito, não há muito o que comentar. Houve forte crescimento ano a ano enquanto a inadimplência seguiu na média.
Em termos de investimentos, em 2020 foram R$544 investidos na companhia, enquanto em 2021 foi R$1.1 bilhão – ilustrando exatamente o que dissemos sobre digitalização. A maior parte desse investimento foi em tecnologia e centros de distribuição (75%) enquanto uma parte foi em novas lojas (+20 Renner, +6 Camicado e +4 YouCom).
Na linha final do lucro, a companhia fechou o ano com R$633 milhões, quase 40% abaixo de 2019, refletindo principalmente todos os pontos que citamos de necessidade de gastos para digitalização de seus serviços, lembrando que o 1T21 houve outro período de isolamento prejudicando fortemente a companhia e levando a um trimestre perdido.
O resultado do ano não foi espetacular – longe disso, mas também não foi ruim. Infelizmente a companhia entrou na fase da digitalização tardiamente e a necessidade de gastos multibilionários para essa adaptação foi inevitável. Em 2021 foram bilhões em tecnologia, centros de distribuição e marketing.
2022 será mais um ano desafiador por conta do aperto do orçamento das famílias que a inflação tem causado e maior CPV esperado pela alta de algumas commodities, mas aqui vai o maior ponto de atenção, que é identificar os resultados que esses investimentos trarão daqui para frente. 2020 e 2021 houve pandemia, mas 2022 não há mais essa justificativa e o foco de atenção é referente ao retorno da digitalização da companhia.
Outro ponto que incomoda um pouco foi o follow-on realizado no meio de 2021, que até então não houve um movimento tão grande da companhia para justificar os R$4 bilhões levantados (sendo que desse montante, R$1.3 bilhão foi voltado para tecnologia e CDs). Esperamos que nesse ano esse dinheiro seja utilizado para algo que agregue mais.
Ademais, como citado, não foi espetacular, mas longe de ser ruim. A sua posição de líder de mercado segue firme e com crescimento e apesar dessas novas lojas de aplicativos (como a Shein) serem uma ameaça aos resultados da companhia, vale lembrar que a proposta da Renner é um diferente.
Falta de experiência, tempo de entrega e problema logístico (como devolução) são pontos a serem considerados numa concorrência direta desses concorrentes chineses, e é justamente esses pontos que as grandes varejistas de moda mais exploram ao se expandirem. Ainda assim, independente do quanto você goste de uma companhia, jamais menospreze alguma concorrência – dinheiro não tem viés e o único a perder é o próprio investidor.
Para 2022, apesar de todos desafios, esperamos frutos de todos os investimentos dos últimos 24 meses e um ano mais forte sem fechamento de lojas por conta da pandemia.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
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Em termos de investimentos, em 2020 foram R$544 investidos na companhia, enquanto em 2021 foi R$1.1 bilhão – ilustrando exatamente o que dissemos sobre digitalização. A maior parte desse investimento foi em tecnologia e centros de distribuição (75%) enquanto uma parte foi em novas lojas (+20 Renner, +6 Camicado e +4 YouCom).
Na linha final do lucro, a companhia fechou o ano com R$633 milhões, quase 40% abaixo de 2019, refletindo principalmente todos os pontos que citamos de necessidade de gastos para digitalização de seus serviços, lembrando que o 1T21 houve outro período de isolamento prejudicando fortemente a companhia e levando a um trimestre perdido.
O resultado do ano não foi espetacular – longe disso, mas também não foi ruim. Infelizmente a companhia entrou na fase da digitalização tardiamente e a necessidade de gastos multibilionários para essa adaptação foi inevitável. Em 2021 foram bilhões em tecnologia, centros de distribuição e marketing.
2022 será mais um ano desafiador por conta do aperto do orçamento das famílias que a inflação tem causado e maior CPV esperado pela alta de algumas commodities, mas aqui vai o maior ponto de atenção, que é identificar os resultados que esses investimentos trarão daqui para frente. 2020 e 2021 houve pandemia, mas 2022 não há mais essa justificativa e o foco de atenção é referente ao retorno da digitalização da companhia.
Outro ponto que incomoda um pouco foi o follow-on realizado no meio de 2021, que até então não houve um movimento tão grande da companhia para justificar os R$4 bilhões levantados (sendo que desse montante, R$1.3 bilhão foi voltado para tecnologia e CDs). Esperamos que nesse ano esse dinheiro seja utilizado para algo que agregue mais.
Ademais, como citado, não foi espetacular, mas longe de ser ruim. A sua posição de líder de mercado segue firme e com crescimento e apesar dessas novas lojas de aplicativos (como a Shein) serem uma ameaça aos resultados da companhia, vale lembrar que a proposta da Renner é um diferente.
Falta de experiência, tempo de entrega e problema logístico (como devolução) são pontos a serem considerados numa concorrência direta desses concorrentes chineses, e é justamente esses pontos que as grandes varejistas de moda mais exploram ao se expandirem. Ainda assim, independente do quanto você goste de uma companhia, jamais menospreze alguma concorrência – dinheiro não tem viés e o único a perder é o próprio investidor.
Para 2022, apesar de todos desafios, esperamos frutos de todos os investimentos dos últimos 24 meses e um ano mais forte sem fechamento de lojas por conta da pandemia.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
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Gráfico de preço da libra do urânio desde 1968.
O urânio já passou por dois grandes ciclos nesse meio tempo: o primeiro em 1974, durando aproximadamente 4 anos e o segundo em 2004, durando também algo em torno de 4 anos – com alguns repiques ao longo do trajeto.
No gráfico está o preço da libra e os respectivos ocorridos principais que influenciaram no mercado em cada época.
Desde 2018 o urânio voltou a tomar um viés de alta, sendo que até então centenas de fatores passaram a reforçar a tese que leva a acreditar que haverá mais um forte ciclo no mercado em breve, talvez excedendo até mesmo a alta atingida em 2004.
Desabastecimento no setor, baixo número de companhias envolvidas na produção, alta regulação que dificulta novos entrantes, fatores políticos, metas de descarbonização, escassez de energia e agora até mesmo o conflito geopolítico entre a Ucrânia e a Rússia são alguns dos pontos que forçam o preço do urânio para cima.
Em resumo: não há outro caminho para a humanidade atingir seus objetivos de energia limpa sem que a energia nuclear seja adotada em larga escala.
Hoje existe uma forma bem simples do investidor se expor a essa tese e ter a chance de ganhar dinheiro com um ciclo que ocorre em longos espaços de tempo. Seja investindo diretamente em empresas do setor caso o investidor tenha maior interesse ou tempo disponível, ou até mesmo via ETF, caso o investidor queira se expor por menor risco e sem dedicar tanto tempo ao stock picking.
O preço do urânio mal começou a andar e ainda há muito espaço para valorizar, fazendo com que as empresas mais do que quintupliquem seu valor de mercado, assim como o investimento feito.
Em nossa plataforma de assinantes, disponibilizamos um relatório educacional com 140 páginas que prepara o investidor do zero a conhecer e investir na tese. Tudo o que o investidor precisa saber sobre um dos cases de investimento mais assimétricos da década.
Se você ainda não leu – não demore. Em breve você verá a energia nuclear se tornando cada vez mais popular e estar se posicionado antes da maioria será uma gigantesca vantagem.
Para baixar, acesse a nossa plataforma em www.findocs.com.br e cadastre-se. Você tem uma semana de testes sem cobrança com acesso a todo nosso conteúdo!
Se você já estiver posicionado e investido na tese, conta aí pra gente!
O urânio já passou por dois grandes ciclos nesse meio tempo: o primeiro em 1974, durando aproximadamente 4 anos e o segundo em 2004, durando também algo em torno de 4 anos – com alguns repiques ao longo do trajeto.
No gráfico está o preço da libra e os respectivos ocorridos principais que influenciaram no mercado em cada época.
Desde 2018 o urânio voltou a tomar um viés de alta, sendo que até então centenas de fatores passaram a reforçar a tese que leva a acreditar que haverá mais um forte ciclo no mercado em breve, talvez excedendo até mesmo a alta atingida em 2004.
Desabastecimento no setor, baixo número de companhias envolvidas na produção, alta regulação que dificulta novos entrantes, fatores políticos, metas de descarbonização, escassez de energia e agora até mesmo o conflito geopolítico entre a Ucrânia e a Rússia são alguns dos pontos que forçam o preço do urânio para cima.
Em resumo: não há outro caminho para a humanidade atingir seus objetivos de energia limpa sem que a energia nuclear seja adotada em larga escala.
Hoje existe uma forma bem simples do investidor se expor a essa tese e ter a chance de ganhar dinheiro com um ciclo que ocorre em longos espaços de tempo. Seja investindo diretamente em empresas do setor caso o investidor tenha maior interesse ou tempo disponível, ou até mesmo via ETF, caso o investidor queira se expor por menor risco e sem dedicar tanto tempo ao stock picking.
O preço do urânio mal começou a andar e ainda há muito espaço para valorizar, fazendo com que as empresas mais do que quintupliquem seu valor de mercado, assim como o investimento feito.
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Opinião e análise breve – M. Dias Branco ($MDIA3) – 2021
Com um ano extremamente desafiador e um quarto trimestre igualmente difícil, a M. Dias Branco fechou o ano de 2021 com um resultado ruim em termos de lucro, mas completamente compreensível pelo cenário.
Antes de falar sobre os resultados, é importante explicar a atual situação que a companhia e o setor que ela está inserida se encontra.
A M. Dias Branco é uma companhia que depende completamente do preço de dois insumos: trigo e óleo. Simples assim. Sendo uma companhia que vende massas e biscoitos, o seu maior custo está atrelado ao preço desses dois bens. Nesse sentido, 2021 foi um ano terrível: no caso do trigo, chegando a um pico de aumento de quase 30% de preço no período, o dólar também pressionou muito o custo da companhia com a sua volatilidade, que apesar de ter fechado 2021 estável, chegou a atingir picos de quase R$6,00.
Com isso, no ano, houve um cenário de duplo fator onde os insumos da companhia tiveram um encarecimento forte. E não é a primeira vez que isso acontece.
O mesmo cenário que estamos vendo hoje, ocorreu também em 2007, de forma quase que idêntica: crise, boom no preço das commodities, disparada do preço do trigo mais que dobrando e a companhia tendo seus resultados fortemente pressionados por aumento de custo de matéria-prima.
E esse foi o maior desafio que a companhia enfrentou no ano. E agora vamos aos números.
Um ponto que todo investidor ama ao analisar a companhia, é sua participação de mercado. A M. Dias Branco é líder nacional no mercado de massas (30,5%) e biscoitos (32,0%). No entanto, em relação a 2020, houve que da 1,6pp e 3,5pp, respectivamente. Essa queda é refletida por um fator principal: o aumento de preço dos seus produtos para fazer jus as margens. Embora tenha caído no ano, foi o segundo trimestre consecutivo de crescimento, sendo que no 2T21 a companhia atingiu os patamares mais baixos de participação.
Caso a estratégia da gestão dê certo, a tendência para os próximos trimestres é de crescimento e recuperação de domínio, visto que não só a M. Dias Branco, mas todas as empresas do setor precisam subir seus preços para enfrentar esse aumento de custos de matéria-prima, e é justamente por isso que esse indicador deve ser analisado em um espaço de tempo mais alongado – as companhias aumentam seus preços em momentos diferentes.
A receita líquida da companhia atingiu os R$7.8 bilhões, um crescimento de 8,3% em relação a 2020, mas o volume de venda caiu de 1980 toneladas para 1702 toneladas. Aqui vale pontuar que em 2020 houve um longo período de isolamento social, restaurantes fechados entre outros fatores que impulsionaram muito as vendas da companhia, o que foi um efeito não recorrente para o período. Ademais, mesmo vendendo menos, a companhia conseguiu aumentar sua receita por conta do aumento de preço médio de seus produtos, que subiu 26% no período, de R$3,7 para R$4,6 o kg, refletindo o poder de preço da marca.
Sobre as despesas administrativas, a companhia tem mostrado forte responsabilidade: desde 2019 o número vem em queda e atualmente está no menor patamar já registrado, representando 21% da receita (contra 24,3% da receita em 2020 e 25,7% da receita em 2019).
Sobre o custo dos produtos vendidos, eis a pedra no sapato da companhia. Em 2021 houve crescimento de 14,9% em relação a 2020, passando a representar 78% da receita líquida (contra 72% em 2020). O custo médio do trigo subiu 31,5%, o do óleo subiu 61,4% e o do açúcar subiu 35,0%. Ou seja, fica completamente perceptível em como esse aumento no preço das commodities é algo problemático para a M. Dias Branco, visto que a empresa é uma tomadora de preço.
Com um ano extremamente desafiador e um quarto trimestre igualmente difícil, a M. Dias Branco fechou o ano de 2021 com um resultado ruim em termos de lucro, mas completamente compreensível pelo cenário.
Antes de falar sobre os resultados, é importante explicar a atual situação que a companhia e o setor que ela está inserida se encontra.
A M. Dias Branco é uma companhia que depende completamente do preço de dois insumos: trigo e óleo. Simples assim. Sendo uma companhia que vende massas e biscoitos, o seu maior custo está atrelado ao preço desses dois bens. Nesse sentido, 2021 foi um ano terrível: no caso do trigo, chegando a um pico de aumento de quase 30% de preço no período, o dólar também pressionou muito o custo da companhia com a sua volatilidade, que apesar de ter fechado 2021 estável, chegou a atingir picos de quase R$6,00.
Com isso, no ano, houve um cenário de duplo fator onde os insumos da companhia tiveram um encarecimento forte. E não é a primeira vez que isso acontece.
O mesmo cenário que estamos vendo hoje, ocorreu também em 2007, de forma quase que idêntica: crise, boom no preço das commodities, disparada do preço do trigo mais que dobrando e a companhia tendo seus resultados fortemente pressionados por aumento de custo de matéria-prima.
E esse foi o maior desafio que a companhia enfrentou no ano. E agora vamos aos números.
Um ponto que todo investidor ama ao analisar a companhia, é sua participação de mercado. A M. Dias Branco é líder nacional no mercado de massas (30,5%) e biscoitos (32,0%). No entanto, em relação a 2020, houve que da 1,6pp e 3,5pp, respectivamente. Essa queda é refletida por um fator principal: o aumento de preço dos seus produtos para fazer jus as margens. Embora tenha caído no ano, foi o segundo trimestre consecutivo de crescimento, sendo que no 2T21 a companhia atingiu os patamares mais baixos de participação.
Caso a estratégia da gestão dê certo, a tendência para os próximos trimestres é de crescimento e recuperação de domínio, visto que não só a M. Dias Branco, mas todas as empresas do setor precisam subir seus preços para enfrentar esse aumento de custos de matéria-prima, e é justamente por isso que esse indicador deve ser analisado em um espaço de tempo mais alongado – as companhias aumentam seus preços em momentos diferentes.
A receita líquida da companhia atingiu os R$7.8 bilhões, um crescimento de 8,3% em relação a 2020, mas o volume de venda caiu de 1980 toneladas para 1702 toneladas. Aqui vale pontuar que em 2020 houve um longo período de isolamento social, restaurantes fechados entre outros fatores que impulsionaram muito as vendas da companhia, o que foi um efeito não recorrente para o período. Ademais, mesmo vendendo menos, a companhia conseguiu aumentar sua receita por conta do aumento de preço médio de seus produtos, que subiu 26% no período, de R$3,7 para R$4,6 o kg, refletindo o poder de preço da marca.
Sobre as despesas administrativas, a companhia tem mostrado forte responsabilidade: desde 2019 o número vem em queda e atualmente está no menor patamar já registrado, representando 21% da receita (contra 24,3% da receita em 2020 e 25,7% da receita em 2019).
Sobre o custo dos produtos vendidos, eis a pedra no sapato da companhia. Em 2021 houve crescimento de 14,9% em relação a 2020, passando a representar 78% da receita líquida (contra 72% em 2020). O custo médio do trigo subiu 31,5%, o do óleo subiu 61,4% e o do açúcar subiu 35,0%. Ou seja, fica completamente perceptível em como esse aumento no preço das commodities é algo problemático para a M. Dias Branco, visto que a empresa é uma tomadora de preço.
O lado positivo do cenário é o seu poder de barganha. A M. Dias Branco tem conseguido comprar trigo por um preço 10% abaixo do valor de mercado, enquanto o óleo, por um preço de quase 23% abaixo do valor de mercado. Essa aquisição com desconto somada a verticalização da companhia na produção (que atingiu os 99,7% em 2021) são dois fatores que a colocam a frente das concorrentes, visto que é uma vantagem que poucas possuem.
Em suma, os outros pontos não há muito o que dissecar: o endividamento da companhia segue extremamente saudável, com uma alavancagem insignificante (0,2x EBITDA). Ano contra a ano ela zerou sua dívida de curto prazo e aumento o caixa em 28%, atingido R$1.5 bilhões. A companhia também gerou um caixa fortíssimo no ano (R$763 milhões) e segue investindo.
Para 2022, em especial quanto ao primeiro trimestre (e talvez até mesmo o segundo), não espere resultados espetaculares.
O conflito entre a Rússia e a Ucrânia está atingido em cheio a M. Dias Branco, e a razão é simples: os dois países que estão em guerra representam 30% da produção de trigo do planeta. Isso desencadeou uma alta de mais de 50% do trigo no mercado internacional, significando ainda mais pressão sobre os custos da companhia.
Apesar disso, a M. Dias Branco compartilha de algumas vantagens: o primeiro, seu tamanho. Como mencionamos a cima, seu custo de aquisição de matéria-prima é bem menor do que o custo de mercado pelo seu poder de barganha. O segundo é a sua verticalização de produção – apesar da alta de preço encarecendo a compra, a companhia produz praticamente 100% do trigo utilizado e isso reduz muito seus custos.
Sob a nossa ótica, o resultado foi ok. O que incomoda é a perda de participação de mercado, mas como falamos, esse número tem que ser analisado em um período mais alongado, porque algumas companhias concorrentes do setor podem acabar retendo o aumento de preço por um tempo (afinal, em algum momento esse repasse será feito, caso contrário a empresa quebra) e ela pode “roubar” parte do market share temporariamente.
De qualquer forma, se você investe na companhia, lembre-se: o problema é no SETOR, e não na companhia. Absolutamente qualquer empresa que trabalha com trigo vai sofrer no momento. Foi assim em 2007 com o último boom de commodities, e está sendo assim agora. Num cenário do tipo onde todos apanham, nos preferimos acreditar que as maiores irão permanecer e ganhar roubar o espaço das menores quando tudo se acalmar. Nessa conjuntura não há o que fazer, cabe a gestão administrar a casa para reduzir as consequências, e é justamente o que estão fazendo.
A empresa é uma gigante sólida de praticamente zero dívida, mas não espere mares calmos enquanto o mercado de commodities não arrefecer. Se você aceita a turbulência, encare o momento como oportunidade.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
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Em suma, os outros pontos não há muito o que dissecar: o endividamento da companhia segue extremamente saudável, com uma alavancagem insignificante (0,2x EBITDA). Ano contra a ano ela zerou sua dívida de curto prazo e aumento o caixa em 28%, atingido R$1.5 bilhões. A companhia também gerou um caixa fortíssimo no ano (R$763 milhões) e segue investindo.
Para 2022, em especial quanto ao primeiro trimestre (e talvez até mesmo o segundo), não espere resultados espetaculares.
O conflito entre a Rússia e a Ucrânia está atingido em cheio a M. Dias Branco, e a razão é simples: os dois países que estão em guerra representam 30% da produção de trigo do planeta. Isso desencadeou uma alta de mais de 50% do trigo no mercado internacional, significando ainda mais pressão sobre os custos da companhia.
Apesar disso, a M. Dias Branco compartilha de algumas vantagens: o primeiro, seu tamanho. Como mencionamos a cima, seu custo de aquisição de matéria-prima é bem menor do que o custo de mercado pelo seu poder de barganha. O segundo é a sua verticalização de produção – apesar da alta de preço encarecendo a compra, a companhia produz praticamente 100% do trigo utilizado e isso reduz muito seus custos.
Sob a nossa ótica, o resultado foi ok. O que incomoda é a perda de participação de mercado, mas como falamos, esse número tem que ser analisado em um período mais alongado, porque algumas companhias concorrentes do setor podem acabar retendo o aumento de preço por um tempo (afinal, em algum momento esse repasse será feito, caso contrário a empresa quebra) e ela pode “roubar” parte do market share temporariamente.
De qualquer forma, se você investe na companhia, lembre-se: o problema é no SETOR, e não na companhia. Absolutamente qualquer empresa que trabalha com trigo vai sofrer no momento. Foi assim em 2007 com o último boom de commodities, e está sendo assim agora. Num cenário do tipo onde todos apanham, nos preferimos acreditar que as maiores irão permanecer e ganhar roubar o espaço das menores quando tudo se acalmar. Nessa conjuntura não há o que fazer, cabe a gestão administrar a casa para reduzir as consequências, e é justamente o que estão fazendo.
A empresa é uma gigante sólida de praticamente zero dívida, mas não espere mares calmos enquanto o mercado de commodities não arrefecer. Se você aceita a turbulência, encare o momento como oportunidade.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
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Gráfico correlacionando o preço de fertilizantes (linha verde claro) e o preço dos alimentos globalmente segundo o índice da ONU (azul escuro).
Fica claro como o preço dos alimentos tende a seguir o preço dos fertilizantes pelo fator obvio de custo de produção. Desde o começo da pandemia os fertilizantes tem encarecido por conta dos problemas na cadeia de logística global, sendo que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia veio como um agravante no final de fevereiro desse ano.
A Rússia é um dos países mais importantes no cenário de fertilizantes global por ser forte produtora no setor. Com as sanções impostas ao país, tem ocorrido ainda mais escassez e alta de preços.
Nesse cenário o Brasil diverge. Nosso país faz parte da lista de países amigáveis economicamente da Rússia e a importação de fertilizantes não foi completamente bloqueada – o que não significa necessariamente que passamos ilesos, mas sim que o impacto é em menor grau.
No mais, globalmente dizendo, os próximos meses serão desafiadores em relação a temas mais delicados como combate a fome e demais pontos sociais que atingem diretamente os governos mundo afora.
Fica claro como o preço dos alimentos tende a seguir o preço dos fertilizantes pelo fator obvio de custo de produção. Desde o começo da pandemia os fertilizantes tem encarecido por conta dos problemas na cadeia de logística global, sendo que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia veio como um agravante no final de fevereiro desse ano.
A Rússia é um dos países mais importantes no cenário de fertilizantes global por ser forte produtora no setor. Com as sanções impostas ao país, tem ocorrido ainda mais escassez e alta de preços.
Nesse cenário o Brasil diverge. Nosso país faz parte da lista de países amigáveis economicamente da Rússia e a importação de fertilizantes não foi completamente bloqueada – o que não significa necessariamente que passamos ilesos, mas sim que o impacto é em menor grau.
No mais, globalmente dizendo, os próximos meses serão desafiadores em relação a temas mais delicados como combate a fome e demais pontos sociais que atingem diretamente os governos mundo afora.
Gráfico comparativo do índice americano (S&P500) com reinvestimento de dividendos (linha azul) e sem reinvestimento de dividendos (linha vermelha).
Como óbvio e esperado, o impacto dos dividendos no longo prazo é expressivo e faz toda a diferença.
O questionamento sobre o pagamento de proventos tem se tornado cada vez mais forte nos últimos tempos, visto que algo que muita gente não sabia, acabou se popularizando, que é o fato de que pagamentos são retirados do preço da ação. Alguns passaram a concluir que pagamento de dividendo não é algo bom justamente por essa premissa, mas é um equívoco.
Em uma companhia que tem plena capacidade de crescimento e distribuição de proventos, não há nada de errado em distribuí-los – na verdade, de certa forma, é para isso que um negócio existe, remunerar seus acionistas pelo êxito de suas operações.
Em suma, uma estratégia de dividendos caso bem trabalhada é excelente - e temos uma trilha ensinando justamente isso em nossa plataforma. Basta selecionar as companhias corretas e compreender se os dividendos pagos são saudáveis, recorrentes e não custam a estrutura de capital da companhia.
Como óbvio e esperado, o impacto dos dividendos no longo prazo é expressivo e faz toda a diferença.
O questionamento sobre o pagamento de proventos tem se tornado cada vez mais forte nos últimos tempos, visto que algo que muita gente não sabia, acabou se popularizando, que é o fato de que pagamentos são retirados do preço da ação. Alguns passaram a concluir que pagamento de dividendo não é algo bom justamente por essa premissa, mas é um equívoco.
Em uma companhia que tem plena capacidade de crescimento e distribuição de proventos, não há nada de errado em distribuí-los – na verdade, de certa forma, é para isso que um negócio existe, remunerar seus acionistas pelo êxito de suas operações.
Em suma, uma estratégia de dividendos caso bem trabalhada é excelente - e temos uma trilha ensinando justamente isso em nossa plataforma. Basta selecionar as companhias corretas e compreender se os dividendos pagos são saudáveis, recorrentes e não custam a estrutura de capital da companhia.
Indo um pouco além, entre 1930 e 2020, 41% do retorno total do índice americano veio dos dividendos.
Gráfico de correlação entre o IFIX e o cupom do título NTN-B 2035.
A correlação entre ambas é clara: se o cupom da NTN-B 2035 sobe, ou seja, os juros longos começam a subir, significa que o IFIX irá cair. São momentos como esse que tendem a abrir ótimas oportunidades no mercado que quase sempre merecem ser aproveitadas, visto que períodos de juros mais altos na ponta longa não costumam durar muito
Esse efeito causa não só a queda do mercado de FIIs, mas de todo o mercado de renda variável, visto que a taxa está diretamente ligada ao prêmio de risco dos ativos. A ressalva para os FIIs vale por serem impactos de forma mais direta, considerando a estrutura que funcionam e a geração de caixa extremamente previsível.
Encare os momentos de maior pânico do mercado como oportunidade, por mais difícil que seja se manter frio e isento de viés emocional no meio de tanto pessimismo. O passado nem sempre se repete, mas rima, e considerando os atuais descontos em relação ao patrimônio que vemos no mercado de fundos imobiliários hoje, não há sequer registro de algo dessa magnitude desde a criação do IFIX.
A correlação entre ambas é clara: se o cupom da NTN-B 2035 sobe, ou seja, os juros longos começam a subir, significa que o IFIX irá cair. São momentos como esse que tendem a abrir ótimas oportunidades no mercado que quase sempre merecem ser aproveitadas, visto que períodos de juros mais altos na ponta longa não costumam durar muito
Esse efeito causa não só a queda do mercado de FIIs, mas de todo o mercado de renda variável, visto que a taxa está diretamente ligada ao prêmio de risco dos ativos. A ressalva para os FIIs vale por serem impactos de forma mais direta, considerando a estrutura que funcionam e a geração de caixa extremamente previsível.
Encare os momentos de maior pânico do mercado como oportunidade, por mais difícil que seja se manter frio e isento de viés emocional no meio de tanto pessimismo. O passado nem sempre se repete, mas rima, e considerando os atuais descontos em relação ao patrimônio que vemos no mercado de fundos imobiliários hoje, não há sequer registro de algo dessa magnitude desde a criação do IFIX.
Na aula de hoje teremos um roteiro completo de preenchimento da declaração de IR para ativos brasileiros.
Novamente, com participação do Elcio Ghioto. Participe ao vivo para tirar as suas dúvidas.
Ao vivo no INT às 19h00. Link já na plataforma.
www.findocs.com.br
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Principais produtos que tanto a Rússia quanto a Ucrânia exportam pro mundo.
Percebe-se que alguns itens são de extrema importância para a cadeia produtiva global: o paládio na produção de carros, o neon na produção de semicondutores que já é um bicho extremamente pressionado desde o começo da pandemia, o gás natural que alimenta parte expressiva da energia da europa, o trigo que alimenta praticamente a África inteira e parte relevante do planeta...
Como já mencionamos, essas sanções dadas a Rússia ainda causam grande ceticismo por conta das consequências que elas geram. Diferente do Irã, que possui milhares de sanções mas poucos relevância na economia global, a Rússia é um player importante em diversos mercados como pais exportador (vide fertilizantes) e Putin tem usado isso como moeda de influência, inclusive obrigando aos países menos amigáveis a importar seus produtos por rublos. Esse movimento de obrigação de uso do rublo já praticamente apagou toda a queda da moeda desde o começo da invasão da Ucrânia.
Indo um pouco além, recentemente a Alemanha anunciou um plano de racionamento de gás natural, refletindo as sanções impostas pela guerra. Um corte desse produto para o país pode ser algo catastrófico, apesar do Putin ainda não ter sinalizado intenção de corte de fornecimento.
Esse cenário externo também conversa com o nosso cenário. Apesar dos obstáculos por aqui, nosso país em termos inflacionários e econômicos está em melhor posição que a maior parte da Europa, o que reforça boa parte da vinda do capital para o nosso mercado e a queda do dólar - diferente do que alguns dizem ser somente referente a nossa taxa de juros.
Dados dessa semana apontaram uma inflação de 10% na Espanha, 7,6% na Alemanha e 7,0% na Itália. Esses números foram vistos pela última vez somente na década de 80, e isso ilustra o tamanho do problema que a Europa está enfrentando no momento.
Em síntese, como dito, o cenário brasileiro não é um céu de brigadeiro, mas em termos de conjuntura está substancialmente melhor do que esses países. A queda expressiva do dólar nas últimas semanas somada a queda de algumas commodities apontam para uma inflação de viés mais positivo para os próximos meses.
Percebe-se que alguns itens são de extrema importância para a cadeia produtiva global: o paládio na produção de carros, o neon na produção de semicondutores que já é um bicho extremamente pressionado desde o começo da pandemia, o gás natural que alimenta parte expressiva da energia da europa, o trigo que alimenta praticamente a África inteira e parte relevante do planeta...
Como já mencionamos, essas sanções dadas a Rússia ainda causam grande ceticismo por conta das consequências que elas geram. Diferente do Irã, que possui milhares de sanções mas poucos relevância na economia global, a Rússia é um player importante em diversos mercados como pais exportador (vide fertilizantes) e Putin tem usado isso como moeda de influência, inclusive obrigando aos países menos amigáveis a importar seus produtos por rublos. Esse movimento de obrigação de uso do rublo já praticamente apagou toda a queda da moeda desde o começo da invasão da Ucrânia.
Indo um pouco além, recentemente a Alemanha anunciou um plano de racionamento de gás natural, refletindo as sanções impostas pela guerra. Um corte desse produto para o país pode ser algo catastrófico, apesar do Putin ainda não ter sinalizado intenção de corte de fornecimento.
Esse cenário externo também conversa com o nosso cenário. Apesar dos obstáculos por aqui, nosso país em termos inflacionários e econômicos está em melhor posição que a maior parte da Europa, o que reforça boa parte da vinda do capital para o nosso mercado e a queda do dólar - diferente do que alguns dizem ser somente referente a nossa taxa de juros.
Dados dessa semana apontaram uma inflação de 10% na Espanha, 7,6% na Alemanha e 7,0% na Itália. Esses números foram vistos pela última vez somente na década de 80, e isso ilustra o tamanho do problema que a Europa está enfrentando no momento.
Em síntese, como dito, o cenário brasileiro não é um céu de brigadeiro, mas em termos de conjuntura está substancialmente melhor do que esses países. A queda expressiva do dólar nas últimas semanas somada a queda de algumas commodities apontam para uma inflação de viés mais positivo para os próximos meses.