Composição do índice de ações da bolsa da Rússia.
O índice é bem semelhante ao nosso – alta concentração em petróleo, bancos e mineradoras. Essa composição semelhante somada ao cenário terrível que se criou por lá, pode aumentar ainda mais o fluxo de capital estrangeiro para a nossa bolsa, que tem sido forte desde o começo do ano.
Em situações como a atual o maior refúgio de capital é o dólar e o ouro, ou seja, ativos que caracterizam proteção, mas como o Brasil é mercado emergente e tanto a China quanto a Rússia tem sido evitadas pelo investidor externo, nosso mercado como alternativa passa a ser mais cogitado.
O índice é bem semelhante ao nosso – alta concentração em petróleo, bancos e mineradoras. Essa composição semelhante somada ao cenário terrível que se criou por lá, pode aumentar ainda mais o fluxo de capital estrangeiro para a nossa bolsa, que tem sido forte desde o começo do ano.
Em situações como a atual o maior refúgio de capital é o dólar e o ouro, ou seja, ativos que caracterizam proteção, mas como o Brasil é mercado emergente e tanto a China quanto a Rússia tem sido evitadas pelo investidor externo, nosso mercado como alternativa passa a ser mais cogitado.
Gráfico da inflação americana (CPI) e respectivas guerras.
De forma geral, guerras tendem a ser inflacionárias, sendo um dos fatores principais a explosão no preço das commodities (exatamente o movimento que estamos vendo agora).
Para 2022 o esperado era um retorno da inflação a patamares mais saudáveis, mas essa expectativa está sendo cada vez mais deteriorada por conta da alta dos últimos dias. O que resta é um acordo que faça com que os preços arrefeçam e algumas sanções sejam revogadas.
Por um lado, o Brasil também é beneficiado em termos macro dado a influência que commodities tem nas contas públicas.
De forma geral, guerras tendem a ser inflacionárias, sendo um dos fatores principais a explosão no preço das commodities (exatamente o movimento que estamos vendo agora).
Para 2022 o esperado era um retorno da inflação a patamares mais saudáveis, mas essa expectativa está sendo cada vez mais deteriorada por conta da alta dos últimos dias. O que resta é um acordo que faça com que os preços arrefeçam e algumas sanções sejam revogadas.
Por um lado, o Brasil também é beneficiado em termos macro dado a influência que commodities tem nas contas públicas.
Opinião e análise breve – Ambev ($ABEV3, $ABEV) – 2021
Sendo uma das empresas mais tradicionais da bolsa brasileira, a Ambev divulgou seus resultados na semana passada. Com um ano excepcional atingindo recordes, o principal ponto negativo foi o crescimento de custos – problema que deve persistir ainda em 2022.
Em 2021 a companhia atingiu um recorde histórico de volume vendido – foram 180 milhões de hectolitros, superando o recorde de 2015, de 172 milhões de hectolitros. Esse volume é resultado principalmente da mudança de portfólio e expansão da companhia na América do Sul, Canadá e Caribe.
Esse aumento de volume em hectolitros (de 8,8% ano a ano) resultou num crescimento expressivo de 24,8% de receita comparado ao ano passado, atingindo um valor recorde de R$72.8 bilhões e um crescimento de receita líquida por hectolitro de 14,7%.
Sobre os custos, eis o destaque negativo do ano: houve crescimento de 31% no custo de produto vendido, refletindo o aumento do preço das commodities e a inflação do período, e um aumento de 24,3% de custos administrativos, refletindo reajustes salarias e alguns gastos não recorrentes proporcionados pela pandemia.
Esse crescimento de custos fez com que a margem EBITDA caísse de 37% em 2020 para 31,5% em 2021, mas ainda assim com toda essa pressão negativa forte, a companhia fechou 2021 com um lucro líquido de R$13.1 bilhões, representando um crescimento de 12% em relação a 2020 e caracterizando um lucro de recorde histórico para a companhia no período.
Outro ponto que merece destaque é o Zé Delivery: no quarto trimestre de 2021 o Zé Delivery realizou quase 20 milhões de entregas, o que expressa mais de 200 mil pedidos atendidos por dia. Para se ter ideia do crescimento, no ano de 2020 todo houve 26 milhões de entregas.
Para 2022, o grande desafio da Ambev vai ser conseguir alinhar seus preços em relação a essa pressão de custos. Até agora ela não teve problema, visto que mesmo aumentando o preço dos seus produtos, ela continua com forte marketshare e presença no mercado – vide o recorde de volume de venda em hectolitros, o que também descontrói parte da narrativa de pressão de concorrente que tem se criado em torno da companhia.
A companhia é prejudicada pela inflação, visto que menor disponibilidade de renda diminui o consumo de seus produtos e crescimento de preço das commodities aumenta seu CPV (assim como ocorre com a M. Dias Branco), então o ponto de atenção será em relação a isso nos próximos trimestres.
De qualquer forma, até então, com o cenário conturbado de 2021 e a pressão no período, por conta do seu tamanho agigantado no mercado, a companhia não teve grandes problemas (pelo contrário, atingiu recordes em diversas linhas), visto que essa pressão sobre margens por conta do crescimento de custos afeta todo o setor, principalmente as menores companhias que possuem menos poder de barganha ou capacidade produtiva. É aquela velha história de concentração de mercado – quanto mais alta fica a régua, mais difícil fica para os menores, e os grandes que atravessam e sobrevivem acabam ganhando maior parte do mercado e se fortalecendo.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
Visite findocs.com.br e venha fazer parte da nossa plataforma!
Sendo uma das empresas mais tradicionais da bolsa brasileira, a Ambev divulgou seus resultados na semana passada. Com um ano excepcional atingindo recordes, o principal ponto negativo foi o crescimento de custos – problema que deve persistir ainda em 2022.
Em 2021 a companhia atingiu um recorde histórico de volume vendido – foram 180 milhões de hectolitros, superando o recorde de 2015, de 172 milhões de hectolitros. Esse volume é resultado principalmente da mudança de portfólio e expansão da companhia na América do Sul, Canadá e Caribe.
Esse aumento de volume em hectolitros (de 8,8% ano a ano) resultou num crescimento expressivo de 24,8% de receita comparado ao ano passado, atingindo um valor recorde de R$72.8 bilhões e um crescimento de receita líquida por hectolitro de 14,7%.
Sobre os custos, eis o destaque negativo do ano: houve crescimento de 31% no custo de produto vendido, refletindo o aumento do preço das commodities e a inflação do período, e um aumento de 24,3% de custos administrativos, refletindo reajustes salarias e alguns gastos não recorrentes proporcionados pela pandemia.
Esse crescimento de custos fez com que a margem EBITDA caísse de 37% em 2020 para 31,5% em 2021, mas ainda assim com toda essa pressão negativa forte, a companhia fechou 2021 com um lucro líquido de R$13.1 bilhões, representando um crescimento de 12% em relação a 2020 e caracterizando um lucro de recorde histórico para a companhia no período.
Outro ponto que merece destaque é o Zé Delivery: no quarto trimestre de 2021 o Zé Delivery realizou quase 20 milhões de entregas, o que expressa mais de 200 mil pedidos atendidos por dia. Para se ter ideia do crescimento, no ano de 2020 todo houve 26 milhões de entregas.
Para 2022, o grande desafio da Ambev vai ser conseguir alinhar seus preços em relação a essa pressão de custos. Até agora ela não teve problema, visto que mesmo aumentando o preço dos seus produtos, ela continua com forte marketshare e presença no mercado – vide o recorde de volume de venda em hectolitros, o que também descontrói parte da narrativa de pressão de concorrente que tem se criado em torno da companhia.
A companhia é prejudicada pela inflação, visto que menor disponibilidade de renda diminui o consumo de seus produtos e crescimento de preço das commodities aumenta seu CPV (assim como ocorre com a M. Dias Branco), então o ponto de atenção será em relação a isso nos próximos trimestres.
De qualquer forma, até então, com o cenário conturbado de 2021 e a pressão no período, por conta do seu tamanho agigantado no mercado, a companhia não teve grandes problemas (pelo contrário, atingiu recordes em diversas linhas), visto que essa pressão sobre margens por conta do crescimento de custos afeta todo o setor, principalmente as menores companhias que possuem menos poder de barganha ou capacidade produtiva. É aquela velha história de concentração de mercado – quanto mais alta fica a régua, mais difícil fica para os menores, e os grandes que atravessam e sobrevivem acabam ganhando maior parte do mercado e se fortalecendo.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.
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O dinheiro de verdade é feito com o mercado fechado.
Num levantamento recente da Financial Times sobre o índice da bolsa americana (S&P500), foi constatado algo que sempre é reforçado pelos investidores de longo prazo, mas certo ceticismo ainda persevera entre os que ficam abalados com a volatilidade diária: a rentabilidade de verdade é atingida ficando comprado.
No gráfico há a linha de retorno acumulado de dois períodos:
1. Intraday (azul): é o retorno do índice comprando na abertura do mercado e vendendo no fechamento.
2 .Overnight (rosa): é o retorno do índice comprando no fechamento e vendendo na abertura.
Enquanto o mercado está fechado, novas notícias e fatos relevantes referentes as companhias ocorrem, fatos esses que são precificadas nos leilões (de fechamento ou abertura).
De forma resumida, o investidor que mantém seus investimentos mesmo após o fechamento, se beneficia de todos os movimentos do mercado – sejam eles enquanto o mercado está aberto ou fechado – e é importante lembrar que justamente enquanto o mercado está fechado que as principais notícias ocorrem – inclusive divulgação de resultados.
Num levantamento recente da Financial Times sobre o índice da bolsa americana (S&P500), foi constatado algo que sempre é reforçado pelos investidores de longo prazo, mas certo ceticismo ainda persevera entre os que ficam abalados com a volatilidade diária: a rentabilidade de verdade é atingida ficando comprado.
No gráfico há a linha de retorno acumulado de dois períodos:
1. Intraday (azul): é o retorno do índice comprando na abertura do mercado e vendendo no fechamento.
2 .Overnight (rosa): é o retorno do índice comprando no fechamento e vendendo na abertura.
Enquanto o mercado está fechado, novas notícias e fatos relevantes referentes as companhias ocorrem, fatos esses que são precificadas nos leilões (de fechamento ou abertura).
De forma resumida, o investidor que mantém seus investimentos mesmo após o fechamento, se beneficia de todos os movimentos do mercado – sejam eles enquanto o mercado está aberto ou fechado – e é importante lembrar que justamente enquanto o mercado está fechado que as principais notícias ocorrem – inclusive divulgação de resultados.
Com a queda de ontem, a Nasdaq oficialmente entrou em bear market sob critério quantitativo – isso é, uma queda de mais de 20% da máxima das últimas 52 semanas.
Seguindo, pegando o S&P500 em rentabilidade desde o primeiro pregão de 2022, apenas um setor está com rentabilidade positiva e destoando de todo mercado: o setor de energia, que engloba companhias principalmente do setor de petróleo.
Até o momento o retorno acumulado é de pouco mais de 35% - e se você não está com uma alta alocação de commodities em sua carteira, é bem provável que você esteja rentabilizando menos que o índice – e não há mal nenhum nisso, dado o fato de que o único desempenho positivo dos mercado praticamente tem vindo das commodities. Ciclos.
Seguindo, pegando o S&P500 em rentabilidade desde o primeiro pregão de 2022, apenas um setor está com rentabilidade positiva e destoando de todo mercado: o setor de energia, que engloba companhias principalmente do setor de petróleo.
Até o momento o retorno acumulado é de pouco mais de 35% - e se você não está com uma alta alocação de commodities em sua carteira, é bem provável que você esteja rentabilizando menos que o índice – e não há mal nenhum nisso, dado o fato de que o único desempenho positivo dos mercado praticamente tem vindo das commodities. Ciclos.
Depois de tanto aguardo, lançamos o relatório educacional sobre a tese do urânio em nossa plataforma!
O relatório foi construído em cima de 138 páginas e divido em 5 capítulos, detalhando desde o início sobre as fontes de energia, cenário nacional e global de matriz energética, a razão da energia nuclear ser a única saída para os problemas atuais e como investir para ganhar com ela.
Esse relatório também inaugura uma nova área de conteúdo de nossa plataforma: a área de relatórios educacionais. Nela iremos publicar materiais de leitura com conteúdo mais denso e extenso.
Enfim, se você deseja se expor à uma das teses mais assimétricas dos últimos tempos, a leitura é imprescindível.
Lembrando, está em nossa plataforma de assinantes. Se você ainda não tem conta, você possui 7 dias grátis!
www.findocs.com.br
O relatório foi construído em cima de 138 páginas e divido em 5 capítulos, detalhando desde o início sobre as fontes de energia, cenário nacional e global de matriz energética, a razão da energia nuclear ser a única saída para os problemas atuais e como investir para ganhar com ela.
Esse relatório também inaugura uma nova área de conteúdo de nossa plataforma: a área de relatórios educacionais. Nela iremos publicar materiais de leitura com conteúdo mais denso e extenso.
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A tara pela dolarização total do patrimônio quando o cenário parece piorar, vale a pena?
Antes de mais nada, entender o gráfico é crucial: na imagem acima você vê o gráfico do S&P500 de 1996 até então. Nele, uma linha traçada em cor vermelha para ilustrar algo que pouca gente sabe – de agosto de 2000 até fevereiro de 2013, o principal índice da bolsa americana deu ZERO de rentabilidade.
Foram 12 anos e 215 dias andando de lado, com um breve período de retomada de força pouco antes da crise do sub-prime, em 2008, e então, mais uma crise. Foram 12 anos, ou 151 meses, ou 4.598 dias. Todo esse tempo o melhor e maior mercado do planeta não deu NENHUMA rentabilidade.
Até que em 2013, superando essa máxima atingida em agosto de 2000 no auge da bolha da internet, o mercado entrou em um forte rally – saindo dos 1.500 pontos e subindo até os 4.820 pontos em 2021 – o que caracteriza uma rentabilidade de pouco mais de 220% em apenas 8 anos. Um número admirável.
Dito isso, retomamos a questão: dolarizar totalmente o patrimônio como muitos dizem por aí, faz sentido? Sob a nossa ótica, não.
Como já amplamente sabido, a economia funciona em ciclos. No mesmo tempo em que a bolsa americana deu zero de rentabilidade, a bolsa brasileira em dólares deu um pouco mais de 250%, sendo que se for considerar o topo do ciclo do período (2011) essa rentabilidade ultrapassa os 600%.
Ou seja, apesar de ser tentador dolarizar por completo o patrimônio enquanto tudo lá fora sobe e aqui o cenário parece ser um terror sem fim, esse movimento de ciclo é completamente normal. A última vez que tivemos algo do tipo foi na virada do milênio, sendo que hoje, com essa nova rotatividade do capital global indo para as economias emergentes por “exaustão” das economias desenvolvidas, a chance de ocorrer algo semelhante é alta.
De forma alguma isso é algum tipo de condenação a dolarização do patrimônio, pelo contrário: dolarizar o patrimônio é essencial. Estar exposto a moeda de uma economia desenvolvida e ter seu dinheiro alocado nas maiores empresas do planeta é uma ótima decisão a ser tomada, mas jamais deixe o seu lado emocional tomar conta e determinar suas decisões.
Não é difícil encontrar a grande horda de influenciadores que no final do ano passado cantavam o fim do Brasil, a dolarização total do patrimônio e coisas do tipo. Desde então, o dólar caiu de R$5,60 para R$5,00, a bolsa brasileira subiu pouco mais de 16% e a bolsa americana caiu 12%, marcando um dos piores inícios de ano da história do mercado acionário americano.
Pense nos ciclos. Compre ações de boas companhias. Analise fundamentos. Ignore ruídos pautados no emocional. Diversifique. Ao ser humano não foi dado o dom de ver o futuro, tão pouco é responsável ficar girando o seu patrimônio ignorando o funcionamento da economia e se desesperando com cada notícia de jornal.
Foque na sua estratégia e lembre-se que por quase 13 anos o melhor e maior mercado de ações do planeta não deu sequer um ponto de rentabilidade, e isso já aconteceu dezenas de vezes na história.
Antes de mais nada, entender o gráfico é crucial: na imagem acima você vê o gráfico do S&P500 de 1996 até então. Nele, uma linha traçada em cor vermelha para ilustrar algo que pouca gente sabe – de agosto de 2000 até fevereiro de 2013, o principal índice da bolsa americana deu ZERO de rentabilidade.
Foram 12 anos e 215 dias andando de lado, com um breve período de retomada de força pouco antes da crise do sub-prime, em 2008, e então, mais uma crise. Foram 12 anos, ou 151 meses, ou 4.598 dias. Todo esse tempo o melhor e maior mercado do planeta não deu NENHUMA rentabilidade.
Até que em 2013, superando essa máxima atingida em agosto de 2000 no auge da bolha da internet, o mercado entrou em um forte rally – saindo dos 1.500 pontos e subindo até os 4.820 pontos em 2021 – o que caracteriza uma rentabilidade de pouco mais de 220% em apenas 8 anos. Um número admirável.
Dito isso, retomamos a questão: dolarizar totalmente o patrimônio como muitos dizem por aí, faz sentido? Sob a nossa ótica, não.
Como já amplamente sabido, a economia funciona em ciclos. No mesmo tempo em que a bolsa americana deu zero de rentabilidade, a bolsa brasileira em dólares deu um pouco mais de 250%, sendo que se for considerar o topo do ciclo do período (2011) essa rentabilidade ultrapassa os 600%.
Ou seja, apesar de ser tentador dolarizar por completo o patrimônio enquanto tudo lá fora sobe e aqui o cenário parece ser um terror sem fim, esse movimento de ciclo é completamente normal. A última vez que tivemos algo do tipo foi na virada do milênio, sendo que hoje, com essa nova rotatividade do capital global indo para as economias emergentes por “exaustão” das economias desenvolvidas, a chance de ocorrer algo semelhante é alta.
De forma alguma isso é algum tipo de condenação a dolarização do patrimônio, pelo contrário: dolarizar o patrimônio é essencial. Estar exposto a moeda de uma economia desenvolvida e ter seu dinheiro alocado nas maiores empresas do planeta é uma ótima decisão a ser tomada, mas jamais deixe o seu lado emocional tomar conta e determinar suas decisões.
Não é difícil encontrar a grande horda de influenciadores que no final do ano passado cantavam o fim do Brasil, a dolarização total do patrimônio e coisas do tipo. Desde então, o dólar caiu de R$5,60 para R$5,00, a bolsa brasileira subiu pouco mais de 16% e a bolsa americana caiu 12%, marcando um dos piores inícios de ano da história do mercado acionário americano.
Pense nos ciclos. Compre ações de boas companhias. Analise fundamentos. Ignore ruídos pautados no emocional. Diversifique. Ao ser humano não foi dado o dom de ver o futuro, tão pouco é responsável ficar girando o seu patrimônio ignorando o funcionamento da economia e se desesperando com cada notícia de jornal.
Foque na sua estratégia e lembre-se que por quase 13 anos o melhor e maior mercado de ações do planeta não deu sequer um ponto de rentabilidade, e isso já aconteceu dezenas de vezes na história.
2022 reuniu um conjunto peculiar de riscos nos mercados globais. Paralelamente, temos a bolsa brasileira com número crescente de investidores.
As dificuldades são nítidas por parte de quem está iniciando a jornada.
Por conta disso, decidimos dedicar um debate inteiro no INT para sanar dúvidas referentes ao portfolio e a rotina de aporte de vocês.
Tema único. Teremos espaço para esclarecer dúvidas e discutir estratégias inteligentes para o momento atual.
Ao vivo hoje às 19h00. Não perca. Você já sabe que os debates são de altíssimo nível.
Exclusivo para assinantes do INT.
www.findocs.com.br
As dificuldades são nítidas por parte de quem está iniciando a jornada.
Por conta disso, decidimos dedicar um debate inteiro no INT para sanar dúvidas referentes ao portfolio e a rotina de aporte de vocês.
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Preço de energia elétrica, commodities e inflação.
Seguindo o mesmo ritmo do final de 2021, as chuvas continuaram fortes ainda no primeiro trimestre de 2022: nos últimos 6 meses todos os subsistemas de reservatórios do Brasil tiveram forte aumento de nível de água, sendo que o subsistema do sudeste/centro-oeste, principal e maior do país, teve um crescimento de volume de água de mais de 200% nos últimos 6 meses, chegando aos 60%.
É válido sempre lembrar que a principal forma de geração de energia do Brasil é a geração hidrelétrica – hoje aproximadamente 70% da nossa matriz de energia elétrica é formada de hidrelétricas, e face uma estiagem (vide a que ocorreu em 2020 e 2021), os reservatórios secam, as usinas tem de parar de operar e consequentemente há o risco de apagão, sendo o aumento do preço da energia necessário para arcar com os custos das formas de geração alternativas (e mais caras) como as termelétricas.
Como os reservatórios hoje estão em níveis mais confortáveis (o próprio subsistema do SU/CO atingiu um patamar a qual não chegava desde 2013), ainda em abril ou maio o governo deve anunciar a revogação da bandeira tarifária atual (bandeira de escassez hídrica), barateando significativamente o preço da energia elétrica e impactando positivamente a inflação do período. É quase certo que a bandeira verde seja anunciada – bandeira essa que significa zero custo adicional no gasto de energia (sendo que a utilizada hoje implica em um acréscimo de R$0,142 a cada kWh consumido.
Ainda sobre inflação, após duas semanas extremamente turbulentas no mercado de commodities fazendo o preço do petróleo atingir níveis alarmantes com demais commodities alimentícias seguindo, já faz alguns dias que os preços tem caído bem na esperança de algum acordo entre a Rússia e a Ucrânia entre outros pontos que façam com que a oferta no mercado global dê uma melhorada.
Em termo de cenário interno o país tem tudo o que precisa para a inflação não desandar tanto quanto desandou em 2021 – tanto em fator de custo de energia quanto em relação as medidas do governo federal cortando alguns impostos (vide IPI) que podem causar queda de até 1% na inflação do ano, mas independente de quão bem for o cenário interno, nada segura uma alta de commodities expressiva como a que estava ocorrendo até semana passada.
A título de curiosidade, desde a máxima, o barril de petróleo já caiu 23% (caindo 7% hoje) e o trigo caiu aproximadamente 18% (subindo 1% hoje) tendo sido as duas commodities mais impactadas pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
Lembrando que em nossa plataforma possuímos mais de 160h de conteúdo ensinando como investir e se proteger desse cenário de alta inflação – tão importante quanto ganhar dinheiro, é saber também o proteger!
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Seguindo o mesmo ritmo do final de 2021, as chuvas continuaram fortes ainda no primeiro trimestre de 2022: nos últimos 6 meses todos os subsistemas de reservatórios do Brasil tiveram forte aumento de nível de água, sendo que o subsistema do sudeste/centro-oeste, principal e maior do país, teve um crescimento de volume de água de mais de 200% nos últimos 6 meses, chegando aos 60%.
É válido sempre lembrar que a principal forma de geração de energia do Brasil é a geração hidrelétrica – hoje aproximadamente 70% da nossa matriz de energia elétrica é formada de hidrelétricas, e face uma estiagem (vide a que ocorreu em 2020 e 2021), os reservatórios secam, as usinas tem de parar de operar e consequentemente há o risco de apagão, sendo o aumento do preço da energia necessário para arcar com os custos das formas de geração alternativas (e mais caras) como as termelétricas.
Como os reservatórios hoje estão em níveis mais confortáveis (o próprio subsistema do SU/CO atingiu um patamar a qual não chegava desde 2013), ainda em abril ou maio o governo deve anunciar a revogação da bandeira tarifária atual (bandeira de escassez hídrica), barateando significativamente o preço da energia elétrica e impactando positivamente a inflação do período. É quase certo que a bandeira verde seja anunciada – bandeira essa que significa zero custo adicional no gasto de energia (sendo que a utilizada hoje implica em um acréscimo de R$0,142 a cada kWh consumido.
Ainda sobre inflação, após duas semanas extremamente turbulentas no mercado de commodities fazendo o preço do petróleo atingir níveis alarmantes com demais commodities alimentícias seguindo, já faz alguns dias que os preços tem caído bem na esperança de algum acordo entre a Rússia e a Ucrânia entre outros pontos que façam com que a oferta no mercado global dê uma melhorada.
Em termo de cenário interno o país tem tudo o que precisa para a inflação não desandar tanto quanto desandou em 2021 – tanto em fator de custo de energia quanto em relação as medidas do governo federal cortando alguns impostos (vide IPI) que podem causar queda de até 1% na inflação do ano, mas independente de quão bem for o cenário interno, nada segura uma alta de commodities expressiva como a que estava ocorrendo até semana passada.
A título de curiosidade, desde a máxima, o barril de petróleo já caiu 23% (caindo 7% hoje) e o trigo caiu aproximadamente 18% (subindo 1% hoje) tendo sido as duas commodities mais impactadas pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
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Barril de petróleo caindo mais um dia seguido, hoje na casa dos 7% negativo. A última semana já foi o suficiente para zerar toda a alta que ocorreu desde o começo do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, e esse movimento tem algumas razões.
O primeiro ponto é uma possível saída diplomática em breve entre a Rússia e a Ucrânia que pode gerar um efeito positivo na cadeia de oferta do bem. Apesar do tema estar completamente confuso e cheio de boatos em todos os veículos de notícias, é sabido que as relações entre o presidente Putin e o presidente Zelensky tem se “aproximado”, com as conversas deixando de ocorrer somente via terceiros.
O segundo ponto é a retomada do interesse dos EUA por uma negociação com a Venezuela: desde o dia 5 de março foram vistas comitivas norte-americanas indo até a Venezuela para tratar a volta da importação do petróleo venezuelano pelos EUA. A Venezuela atualmente possui a maior reserva de barris de petróleo do planeta, mas o país sofre embargo econômico há anos. Como tentativa de resolução dessa pressão de preço do barril, o presidente Biden retomou relações com o Maduro. Ainda assim, vale lembrar que a Venezuela é forte aliada da Rússia e essa tratativa não é uma certeza.
O terceiro e último ponto – e provável mais importante – é um novo boom de surto de CoVid-19 na China. Essa semana o país relatou novos surtos do vírus em regiões que são vitais para a atividade econômica chinesa. Shenzen é um exemplo: com a sua política de zero tolerância, a China colocou a cidade inteira em lockdown. Esses lockdowns causam mais efeitos negativos na cadeia logística global e o grande temor de um período de recessão por atraso de entrega de bens e afins. Ou seja, um cenário semelhante ao que vivemos em 2020, onde paralisações espremeram o preço das commodities por queda de demanda forçada. Esse é também o principal motivo da queda das ações chinesas ontem e hoje.
Ademais, apesar da forte queda do preço do barril de petróleo e tanto estar se falando sobre uma possível queda do preço pela Petrobras nos próximos dias, acreditamos ser improvável uma correção do tipo em uma escala tão grande quanto foi o aumento, visto que o preço dos combustíveis ainda estavam fortemente defasados (mesmo com a última alta a gasolina ainda estava precisando subir quase 20% para honrar a política de repasse de preço) e a Petrobras teve a tempestade perfeita para aumentar o preço no período.
Lembrando que esse movimento de queda de commodities é estrutural e não está ocorrendo somente com o preço do petróleo –como citamos ontem, caso o cenário de commodities estabilize, somado o nosso cenário interno, a inflação pode surpreender positivamente.
O primeiro ponto é uma possível saída diplomática em breve entre a Rússia e a Ucrânia que pode gerar um efeito positivo na cadeia de oferta do bem. Apesar do tema estar completamente confuso e cheio de boatos em todos os veículos de notícias, é sabido que as relações entre o presidente Putin e o presidente Zelensky tem se “aproximado”, com as conversas deixando de ocorrer somente via terceiros.
O segundo ponto é a retomada do interesse dos EUA por uma negociação com a Venezuela: desde o dia 5 de março foram vistas comitivas norte-americanas indo até a Venezuela para tratar a volta da importação do petróleo venezuelano pelos EUA. A Venezuela atualmente possui a maior reserva de barris de petróleo do planeta, mas o país sofre embargo econômico há anos. Como tentativa de resolução dessa pressão de preço do barril, o presidente Biden retomou relações com o Maduro. Ainda assim, vale lembrar que a Venezuela é forte aliada da Rússia e essa tratativa não é uma certeza.
O terceiro e último ponto – e provável mais importante – é um novo boom de surto de CoVid-19 na China. Essa semana o país relatou novos surtos do vírus em regiões que são vitais para a atividade econômica chinesa. Shenzen é um exemplo: com a sua política de zero tolerância, a China colocou a cidade inteira em lockdown. Esses lockdowns causam mais efeitos negativos na cadeia logística global e o grande temor de um período de recessão por atraso de entrega de bens e afins. Ou seja, um cenário semelhante ao que vivemos em 2020, onde paralisações espremeram o preço das commodities por queda de demanda forçada. Esse é também o principal motivo da queda das ações chinesas ontem e hoje.
Ademais, apesar da forte queda do preço do barril de petróleo e tanto estar se falando sobre uma possível queda do preço pela Petrobras nos próximos dias, acreditamos ser improvável uma correção do tipo em uma escala tão grande quanto foi o aumento, visto que o preço dos combustíveis ainda estavam fortemente defasados (mesmo com a última alta a gasolina ainda estava precisando subir quase 20% para honrar a política de repasse de preço) e a Petrobras teve a tempestade perfeita para aumentar o preço no período.
Lembrando que esse movimento de queda de commodities é estrutural e não está ocorrendo somente com o preço do petróleo –como citamos ontem, caso o cenário de commodities estabilize, somado o nosso cenário interno, a inflação pode surpreender positivamente.
O cenário na captação dos fundos de investimento continua nebuloso: desde setembro os investidores locais seguem sacando o capital dos fundos de ações e multimercado, enquanto os fundos de renda fixa seguem o caminho contrário, explodindo em captação mês a mês.
Desde agosto, fundos multimercado e de ações já comam quase R$88 bilhões de resgates.
Ilustrando, como sempre, o movimento contrário do que o investidor deve fazer, vendendo na baixa do ciclo com provável prejuízo.
Lembre-se: por mais paradoxal que seja, é justamente em momentos em que as cotações das ações estão mais deprimidas que o risco tende a ser menor, visto que o desconto sobre o preço é provavelmente maior.
Obviamente que para realizar um investimento, a queda da cotação em si não significa nada e os fundamentos da companhia é que importam, e é isso que ensinamos em nossa plataforma.
Lembre-se sempre dos ciclos. Assim como as ações não seguirão sempre com o preço lá em baixo, a taxa de juros também não seguirá para sempre lá em cima.
Diversifique e lembre-se SEMPRE dos ciclos. Não panique. Não é a primeira nem será a última vez que o mercado chacoalha.
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Desde agosto, fundos multimercado e de ações já comam quase R$88 bilhões de resgates.
Ilustrando, como sempre, o movimento contrário do que o investidor deve fazer, vendendo na baixa do ciclo com provável prejuízo.
Lembre-se: por mais paradoxal que seja, é justamente em momentos em que as cotações das ações estão mais deprimidas que o risco tende a ser menor, visto que o desconto sobre o preço é provavelmente maior.
Obviamente que para realizar um investimento, a queda da cotação em si não significa nada e os fundamentos da companhia é que importam, e é isso que ensinamos em nossa plataforma.
Lembre-se sempre dos ciclos. Assim como as ações não seguirão sempre com o preço lá em baixo, a taxa de juros também não seguirá para sempre lá em cima.
Diversifique e lembre-se SEMPRE dos ciclos. Não panique. Não é a primeira nem será a última vez que o mercado chacoalha.
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