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Opinião e análise breve – Banco do Brasil ($BBAS3, $BDORY) – 2021

Com um resultado surpreendente que agradou em praticamente todas as linhas, o Banco do Brasil deu mostrou solidez ao decorrer de 2021.

A princípio, uma máxima sempre é repetida no mundo dos investimentos: se a empresa é estatal, evite de investir – e se o fizer, cobre um bom desconto para ter uma margem de segurança na operação. E isso explica o atual preço do Banco do Brasil em relação aos seus resultados.

O ano de 2021 foi excelente para o banco em praticamente todas as linhas, com uma solidez de gestão tão boa quanto a do Itaú.

Tratando sobre a receita do banco, um recorde histórico foi atingido mesmo com a pressão dos concorrentes digitais e demais fintechs. A instituição atingiu uma receita de intermediação financeira de R$130 bilhões em 2021, com uma alta de 5% de margem financeira, o que demonstra eficiência nos créditos concedidos. Entre os principais destaques da receita, a linha de serviços vale ser mencionada, com uma alta de 2,6% no ano (sempre citamos essa linha pois sua alteração pode evidenciar maior pressão das fintechs), com uma alta de 8,8% na receita de gestão de fundos de investimentos – o que é ótimo, visto que os fundos do banco são utilizados por diversas instituições públicas e representa a maior linha de receita da categoria de serviços – e o destaque negativo vai para a queda na receita de serviços de contas correntes, caindo 17,2% no ano – uma forte queda que deve ser explicada em parte por conta da maior disseminação do uso do Pix. De qualquer forma, no consolidado da linha de serviços, houve crescimento.

Falando sobre receita, é importante citar também as despesas: a gestão do banco tem sido muito eficiente em seu controle. Em 2021 houve tanto fechamento de agências quanto diminuição no quadro de funcionários, além da digitalização de vários serviços. No ano houve uma alta de apenas 1,4% na despesa, ou seja, um crescimento insignificante face ao crescimento da receita. Esse controle de despesas unido ao crescimento de receita do banco fez com que a instituição atingisse 35,6% de índice de eficiência no ano – o melhor índice entre os grandes bancos do país. Lembrando que o índice de eficiência indica o quanto o banco está gastando para gerar a sua receita. Quanto menor, melhor, e o Banco do Brasil tem diminuído consistentemente esse número nos últimos trimestres.

Falando sobre eficiência, é importante citar também a carteira de crédito, que é a cereja do bolo do Banco do Brasil.

A carteira de crédito da instituição cresceu 17,8% no ano, atingindo os R$875 bilhões. A maior vantagem do Banco do Brasil é que ele é o banco com maior concentração em crédito de agronegócio do país. 62% do agro brasileiro é financiado pela companhia, e o agronegócio possui uma altíssima qualidade de crédito. No ano, o maior crescimento foi na carteira do agronegócio, crescendo 34,3% e representando 32% da carteira.

A qualidade da carteira, por sua vez, é evidenciada quando olhamos para a inadimplência: em comparação a 2021 a inadimplência da carteira de crédito do Banco do Brasil foi de 1,75%, uma queda de 0,25pp em relação a 2020 e o registro de menor inadimplência entre os grandes bancos brasileiros.

Sobre alavancagem, o Índice de Basileia do banco caiu 2,1pp, de 17,2% para 15,1%. O índice de Basileia, em termos simples, significa o quanto o banco está alavancado e usando capital de terceiros para emprestar seu dinheiro. Quanto maior, melhor, e no caso do Banco do Brasil, esse número vem caindo consistentemente. É um ponto de atenção para o investidor, mas longe de grandes preocupações, visto que esse índice é monitorado pelo Banco Central do Brasil e 15% ainda é um número extremamente saudável. A preocupação começa a fazer sentido quando ele atravessa a linha dos 10% e segue caindo.
Entre outros pontos: o banco tem investido forte em tecnologia (média de R$4 bilhões investidos por ano desde 2013) e hoje 93% das transações realizadas são feitas digitalmente. Pro guidance de 2022, o banco segue projetando forte crescimento de todas as linhas.

Enfim, os resultados do Banco do Brasil foram excelentes. É, sem dúvidas, o patinho feito do mercado por conta do sócio (Estado), mas até então, a gestão tem tocado a companhia com maestria, e os resultados consolidados de 2021 mostram isso de forma inquestionável.

Como já mencionado: a principal razão do desconto do banco face aos pares é o seu sócio. O mercado hoje precifica um risco de intervenção na gestão do banco em uma possível guinada populista por parte de algum governo que tome posse futuramente. Esse risco é embutido no preço como consequência a companhia fica mais barata, porque é o desconto que os investidores cobram para investir.

Em nossa leitura, sinceramente, achamos pouco provável um ataque a gestão do banco a ponto de destruí-lo. O Banco do Brasil é um titã que já resistiu a dezenas de problemas e a importância de sua solidez é sabida por qualquer pessoa da alta hierarquia econômica do pais – a desestabilização não é algo que interessante sob nenhuma ótica.

Pra 2022, como o guidance aponta, é bem provável que o crescimento siga forte, ainda mais com a SELIC no atual patamar com uma carteira de crédito tão boa quanto a da instituição. No mais, se você deseja investir ou já investe no banco, não se esqueça: os resultados são ótimos, mas todo risco deve ser mensurado. Por mais que o risco de uma gestão populista não seja significativo hoje, o cenário muda diariamente, e o tamanho da sua posição no ativo é que irá mensurar esse risco.

Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve analise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento.

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Opinião e análise breve – EDP Energias do Brasil ($ENBR3, $XENBR.A) – 2021

Sem grandes surpresas, mais um ano marcado por forte crescimento e linhas de resultado sólidos.

Como já sabido, o setor de energia elétrica passou por dois fortes transtornos em 2021: a crise hídrica, afetando seriamente a cadeia de produção de energia elétrica visto que 70% da energia gerada no Brasil é da matriz hidrelétrica, e a inflação, que fechou o ano pouco acima dos 10%, com alguns custos subindo mais de 50% no período. E nenhum dos dois obstáculos foi suficiente para brecar os resultados da EDP.

A começar pela receita: a companhia entregou um crescimento de 20,2% em sua receita de geração de energia hidrelétrica, 33,9% de aumento em geração térmica, 37,4% de aumento na receita de distribuição de energia e 65,6% de aumento na receita de geração de transmissão – como percebido, a EDP tem sua receita diversificada, trabalhando praticamente em todas as pontas do setor elétrico (geração, transmissão e distribuição). No consolidado houve crescimento de 26,2% da receita.

Já na linha de lucro, por sua vez, houve uma queda de 5,5% no segmento de geração hidrelétrica e uma queda de 16,4% na geração térmica, explicados pelo forte período de estiagem que pressionou os custos entre outras linhas contábeis, mas em contrapartida, houve um aumento de lucro forte tanto na distribuição de energia (+37,4%) e na transmissão de energia (+65,6%). Sendo assim, no ano, a EDP fechou com um crescimento de lucro de 43,2%, mesmo com a pressão negativa sobre seu segmento de geração, demonstrando êxito no mix de receita da companhia.

As linhas de despesas também merecem ser pontuadas: as despesas gerenciáveis tiveram um leve aumento de 5,7% no ano, o que significa um valor baixo considerando o aumento de receita da companhia, e esse crescimento é explicado principalmente pela expansão que a companhia tem feito, aumentando a quantidade de funcionários e reajustando os salários com aumentos que acompanhem a inflação.

Nas despesas financeiras, vale sempre o alerta quando tratamos sobre elétricas, visto que elas são fortemente alavancadas e o custo da dívida deve ser sempre monitorado.

Em 2021 houve um aumento significativo de 30,7% das despesas financeiras da companhia, reflexo do aumento da inflação e da SELIC – hoje 32% da dívida está atrelada ao IPCA e 60% da dívida está atrelada ao CDI, ou seja, face ao crescimento da inflação e da SELIC, seu custo de dívida sobe.

Ainda que o endividamento tenho crescido 17,4% no ano, a dívida ainda é bem saudável e não é motivo de preocupação. O atual caixa que a companhia possui arca com as dívidas até 2024, sendo que seu grau de alavancagem está baixo (1,7x EBITDA) e caiu entre 2020 e 2021.

Em relação aos seus investimentos, a companhia investiu R$4 bilhões em 2021 (+28% em relação a 2020), aumentando os investimentos na área de geração de energia solar, principalmente.

No mais, sem grandes surpresas no resultado da empresa. A EDP tem uma excelente gestão e tem seguido seu guidance a linha. Para 2022, a companhia seguirá reciclando seu portfólio e vendendo suas hidrelétricas focando a mudança na matriz de geração de energia (o que é positivo) e reajustes tarifários previstos para esse ano também beneficiarão o resultado da empresa e aponta mais um ano de números fortes.

E uma informação bônus, que talvez alegre alguns investidores: a companhia acenou um possível dividendo de R$1,39 por ação para ser deliberado no dia 05/04/2022. Ou seja, a EDP caracteriza aquela empresa que cresce de forma sólida enquanto remunera bem o acionista.

Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.

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Performance da bolsa americana (S&P500) após cada grande evento geopolítico.
Debate de hoje no INT

Recessão americana e risco geopolítico: como alocar e se proteger?

Daremos instruções importantes, especialmente para quem começou a investir no exterior durante a alta histórica dos últimos anos.

Participe ao vivo. Debates não ficam gravados.

Ao vivo às 19h00. Link na plataforma.

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Opinião e análise breve – Taesa ($TAEE3, $TAEE4, $TAEE11) – 2021
Antes de mais nada, gostaríamos de deixar claro que ao analisar transmissoras de energia, preferimos olhar sempre para o resultado regulatório, visto que ele reflete melhor a geração de caixa da companhia. Há inclusive um documento elaborado pela própria Taesa explicando a diferença entre o IFRS e o regulatório elucidando a razão do regulatório ser mais adequado. O link estará no final do texto, caso interesse a leitura.

Assim como 2020, 2021 também foi um bom ano para a Taesa de forma geral, apesar do lucro líquido ter sido ruim – a qual explicaremos mais a frente.

No ano, a receita líquida cresceu 20,5%, impulsionada principalmente pela correção dos contratos indexados a inflação (IPCA e IGP-M, que atingiram valores altíssimos no período), sendo que no último trimestre houve o início das operações das linhas de transmissão Janaúba, que complementa R$213 milhões de RAP ao ano ao resultado.

Ainda sobre linhas de transmissão, em 2022 quatro delas terão redução de 50% da RAP por já atingirem o décimo sexto ano em funcionamento, sendo que duas dessas quatro terão essa redução depois de outro. Haverá redução da RAP por esse lado, mas de qualquer forma as quatro linhas não representam tamanho relevante no total da companhia e terão novas linhas em funcionamento no período.

Em custos e despesas, houve um crescimento de 9,2%, sendo a principal razão o aumento salarial e demais gratificações aos funcionários (o reajuste salarial foi de 8,06%) e parte pelo aumento do custo de serviços de terceiros, que de certa forma também está atrelada a aumento de reajuste salarial. Lembrando que esses reajustes são realizados sempre com base na inflação do ano.

O resultado financeiro é um ponto de atenção: assim como qualquer outra empresa do setor elétrico, a Taesa opera com uma alavancagem elevada – sendo uma das mais alavancadas do setor, com uma relação de dívida líquida/ebitda de 4,1x (ante 4,3x em 2020). É importante que o investidor sempre monitore essa métrica. Acima de 3,0x já é um número relativamente elevado e que deve ser analisado nas minúcias para ver se a alavancagem realmente está saudável.

Como a Taesa tem resultados extremamente previsíveis e sólidos, essa alavancagem não é problema, mas isso não exclui a atenção que o investidor deve dar a ela. Hoje 85% da dívida da companhia é de longo prazo (vencerá entre 2026 e 2044) sendo 62,3% atrelada ao IPCA e 23,3% atrelada ao CDI. Sendo assim, em 2021 o resultado financeiro pressionou fortemente a companhia: houve um aumento de 70,8% de gasto com dívida no ano por conta do aumento da inflação.
Como dito, se você investe em elétrica, sempre veja o endividamento. O mesmo fator que beneficia algumas companhias (inflação), também pode prejudica-la, é por isso que a divida deve ser muito bem tomada e a alavancagem deve gerar resultados superiores ao custo da dívida.

A Taesa até então tem realizado um trabalho excelente nesse sentido e não enquadra problemas relacionados.

Por fim, o lucro no ano foi 19% menor. A razão está explicada acima: pressão do resultado financeiro. A dívida do período bateu forte com essa alta elevação da SELIC e do IPCA acima de 10% no período, pressionando as linhas de resultado finais da companhia.

Para 2022, a inflação não deve se repetir elevada e os fatores negativos do período não devem ocorrer novamente. Novas linhas de transmissão devem entrar em operação para incrementar a receita anual permitida e as margens – principalmente relacionadas ao endividamento – devem melhorar.

No mais, empresas do setor de energia sempre são bem simples de analisar. No caso da Taesa, é importante que o investidor sempre veja pelo regulatório, e não pelo resultado IFRS, isso permite melhor compreensão dos números divulgados relacionados a geração de caixa da companhia.

Para 2022, a companhia já garantiu um pagamento de R$2,32 por unit (TAEE11) que serão pagos até dia 31/12/2022. É provável que mais pagamentos sejam anunciados até o final do ano.
Documento sobre leitura IFRS e regulatório: https://ri.taesa.com.br/wp-content/uploads/importer-old-site/nota-tecnica-ifrs-x-regulatorio-vfinal_4399_899_22982.pdf

Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT.

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Atual situação dos reservatórios das hidrelétricas mediante esse período chuvoso inesperado que tem ocorrido.

Até o momento, os reservatórios já atingiram 60% da capacidade, bem acima dos números registrados em 2020 e 2021.

Como mostra o gráfico, ainda há um praticamente um mês de período chuvoso para seguir preenchendo os reservatórios, para então entrarmos em mais um período seco, que perdura até o final do outubro.

Considerando esses números positivos e o já anunciado fim da atual bandeira de escassez hídrica em abril, resta saber qual será a bandeira tarifária a ser adotada. Lembrando que tanto o preço da energia elétrica quanto o preço dos combustíveis são os dois principais determinantes da inflação do país – num cenário onde a energia fique mais barata e os combustíveis pelo menos estabilizem (visto que é improvável uma queda significativa com o atual cenário externo), a chance de um IPCA melhor do que as expectativas no ano é alta.
Preço do trigo segue sendo fortemente pressionado com o conflito geopolítico envolvendo a Rússia e a Ucrânia. Lembrando que os dois países estão entre os maiores produtores do planeta.

Mais trimestres desafiadores para a M. Dias Branco a frente.
Opinião e análise breve – Nu Holdings (Nubank) ($NUBR33, $NU) – 2021

O banco (pontuando que apesar de muitos dizerem que Nubank não é banco, a própria instituição assim se denomina em seus releases) mais polêmico do mercado financeiro divulgou seus resultados ontem pela noite – ainda com muito caminho a seguir e pontos a se provar, o crescimento da companhia é indiscutível.

Começando, vale mencionar que a leitura do resultado da companhia deve ser realizada sob a ótica de uma companhia de crescimento, sendo que o bottom line (a linha de lucro, principalmente) é o menos importante por agora. Aquela velha frase de quando só se tem um martelo, tudo vira prego – é imprescindível que a caixa de ferramentas do investidor ao realizar análises seja completa para evitar vieses. Ademais, atenção para o fato de que as informações financeiras estão em dólares.

A princípio, a base de clientes da companhia segue crescendo forte: em 2021 a instituição encerrou com 53.9 milhões de clientes, um crescimento de 61,9% em relação a 2020. Dessa base de clientes, 76,2% são clientes ativos – um crescimento de 10,4pp em relação a 2020. A mensuração de clientes ativos é simples: caso o cliente tenha gerado receita para a instituição nos últimos 30 dias, é contabilizado. Outro destaque para a instituição nesse ponto é desses 53.9 milhões, pouco mais da metade adotou o banco como conta bancária principal e 1.4 milhões de clientes são pequenas e Médias Empresas – o ponto de atenção aqui é em relação ao crescimento dessas empresas, que, ao passo que se expandem, tendem a utilizar outros bancos por conta do leque de serviços mais completo e abrangente, então espera-se maior rotatividade nesse nicho.

Ainda destrinchando os números em termos de clientes, a receita média mensal por cliente cresceu de US$3,5 para US$4,5 entre 2020 e 2021, reflexo principalmente da queda de custo médio (que caiu de US$1,2 para US$0,8) e retornou ao mesmo nível que estava em 2019.

A carteira de crédito da instituição cresceu 97% para US$6.5 bilhões, com uma inadimplência de 3,5% para crédito acima de 90 dias, acima da média dos grandes bancos (que trabalham com algo em torno de 2,5%) mas abaixo da média do mercado (atualmente nos 5,0%).

Na linha de receita da companhia, houve crescimento de 130% ano a ano, sendo o principal fator que impulsionou, a linha com receita de juros, pela expansão da carteira de crédito relacionada a empréstimos pessoais e cartões de crédito somada a alta dos juros do período (SELIC média subindo de 1,9%no 4T20 para 7,6% no 4T21). A receita com juros representa 61% da receita total da companhia, enquanto o resto é receita de tarifas e comissões, em especial tarifas de intercâmbio. O custo envolvido nessas operações teve uma alta de 55,7% para 56,8% da receita.

Ainda sobre custos, as despesas operacionais da companhia cresceram 122% para US$903 milhões, sendo a maior parte por conta do aumento da base de funcionários (ultrapassando os 6.000 colaboradores) e marketing.

Na linha final: o lucro. A companhia fechou 2021 com um prejuízo líquido de US$66.2 milhões, ante um prejuízo líquido de US$107.1 milhões em 2020.

De forma geral, não é preciso dizer que o banco está crescendo num ritmo exponencial em todos as linhas possíveis, afinal, estamos falando sobre um banco que saiu de uma base de 6 milhões para 54 milhões de clientes em 2 anos.

Como mencionado no começo do texto, a análise de uma empresa como o Nubank não recai sobre a linha de lucro – mas sobre as linhas que levarão a companhia a lucrar futuramente. Assim como qualquer outra companhia de crescimento (vide Mercado Livre e Tesla em tempos atuais ou Amazon em tempos mais antigos), analisar o lucro induz ao erro, porque nem sequer a gestão da companhia busca isso. É ganho de mercado e aumento de outros fatores que geram seu resultado.

O Nubank tem crescido fortemente ano a ano e feito um trabalho exemplar, mas narrativas românticas não justificam valuations elevados e ações caras. Mesmo com o atual crescimento, a companhia segue minúscula em relação aos grandes bancos.
A base de clientes do Nubank tem um tamanho aproximado de 63% da base de clientes do Itaú, mas sua receita ainda equivale a 4% da receita do bancão, e 3,2% da carteira de crédito – fora outros pontos que tornaria o texto extenso demais para mencionar.

As perguntas que o investidor do Nubank deve fazer a si mesmo ao analisar a companhia é: a base de clientes irá gerar uma receita suficiente para justificar o preço que estou pagando nas ações? A ofensiva digital dos grandes bancos em determinado ponto não causará uma desaceleração do crescimento do Nubank? A base de clientes realmente será fidedigna caso um banco concorrente ofereça melhores serviços e menores taxas? Hoje com o Nubank valendo mais do que os bancões brasileiros, qual lado está tendendo a um preço mais equivocado?

Enfim, seu crescimento é certo, seu lucro ainda não importa e sob a ótica de uma empresa de growth, é o crescimento da companhia que você deve analisar, sobretudo imaginando cenários que justifiquem o preço que você está pagando pela ação sem se romancismos. Esse viés é importante não só para quem investe na companhia, mas também para quem não investe, visto que o crescimento do Nubank é um fator de risco no resultado de qualquer companhia do setor bancário brasileiro.

O cerne por agora não é exatamente se ela vai crescer ou não, mas o quanto ela precisa realmente crescer pra justificar esse preço.

A título de curiosidade: a companhia gastou US$11.2 milhões no programa NuSócios com um total de 7.5 milhões de clientes inscritos.

Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento. Para realizar análises mais aprofundadas e aprender conosco, assista as aulas do INT – em breve lançaremos novidades principalmente em relação a análises por lá.

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Movimento do mercado durante algumas guerras e como foi a reação após a invasão ocorrida.

No caso da guerra do Afeganistão, vale lembrar que a data coincidiu com o estouro da bolha da internet, causando uma crise que perdurou por anos.

Em razão dos eventos recentes e a mudança brusca de cenário, a aula de hoje na plataforma será referente a gestão da carteira num cenário de guerra considerando dados passados e decisões a serem tomadas.

Lembrando, a aula é as 19h e sempre fica gravada. Se você ainda não é um assinante, seja bem-vindo e venha conhecer o nosso conteúdo!

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Atenção

Em função da importância dos eventos recentes, a aula de hoje às 19h00 tratará exclusivamente sobre o conflito, em caráter emergencial.

Eu (Guilherme Salvador) e o Rodrigo Togneri daremos uma aula conjunta com a nossa percepção combinada: fundamentalista + quant.

A aula será mais extensa que o habitual e totalmente prática. Compartilharemos a nossa visão, uma análise econômica e as estratégias que adotamos para alocar capital nesse cenário, tanto com viés ofensivo quanto defensivo.

Ao vivo no INT às 19h00. Link na plataforma.

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