Gráfico de dividend yield de cada segmento de fundos imobiliários nos últimos 12 meses.
Comumente é feita a comparação dos dividendos com a remuneração da SELIC, o que é um erro.
Assim como na aquisição de um imóvel, um fundo tem boa parte da sua valorização também atrelada ao seu património, isso é, os imóveis do fundo terão seus preços reajustados para cima com o passar do tempo caso sejam bem localizados e de boa qualidade.
O problema nessa relação é que essa correção inflacionária não ocorre de uma vez por conta da altíssima liquidez dos ativos e do valuation realizado utilizando a taxa de desconto presente, e investidores mais novos acabam tendo certa descrença na proteção que os ativos geram. No curto prazo a proteção com a correção do valor do patrimônio pode não ocorrer, mas no médio prazo ela não falha – o custo de reposição e os contratos quase sempre corrigem para cima se tanto a localização quanto os imóveis forem de boa qualidade.
Lembre-se: fundo imobiliário não é só aluguel – é patrimônio, principalmente, e a comparação de dividendo com SELIC é errada. Da mesma forma que um imóvel da Faria Lima valia menos do que vale hoje há 20 anos, isso vai ocorrer no fundo que você investe, também. Tenha paciência pois apenas contratos financeiros são reajustados de forma instantânea.
Ao longo do tempo, grande parte da sua rentabilidade vem com a valorização patrimonial.
Comumente é feita a comparação dos dividendos com a remuneração da SELIC, o que é um erro.
Assim como na aquisição de um imóvel, um fundo tem boa parte da sua valorização também atrelada ao seu património, isso é, os imóveis do fundo terão seus preços reajustados para cima com o passar do tempo caso sejam bem localizados e de boa qualidade.
O problema nessa relação é que essa correção inflacionária não ocorre de uma vez por conta da altíssima liquidez dos ativos e do valuation realizado utilizando a taxa de desconto presente, e investidores mais novos acabam tendo certa descrença na proteção que os ativos geram. No curto prazo a proteção com a correção do valor do patrimônio pode não ocorrer, mas no médio prazo ela não falha – o custo de reposição e os contratos quase sempre corrigem para cima se tanto a localização quanto os imóveis forem de boa qualidade.
Lembre-se: fundo imobiliário não é só aluguel – é patrimônio, principalmente, e a comparação de dividendo com SELIC é errada. Da mesma forma que um imóvel da Faria Lima valia menos do que vale hoje há 20 anos, isso vai ocorrer no fundo que você investe, também. Tenha paciência pois apenas contratos financeiros são reajustados de forma instantânea.
Ao longo do tempo, grande parte da sua rentabilidade vem com a valorização patrimonial.
No debate de hoje:
> Estratégias de alocação para SELIC em 10,25% (e subindo);
> Análise do Facebook (Meta) e a sua queda histórica: vale a pena seguir alocando?
Participe para aprender as estratégias que eliminarão o risco do seu portfolio derreter nos períodos vindouros.
19h00. Exclusivo para assinantes do INT.
www.findocs.com.br
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Sobre a queda das ações da Meta ($FB) e os principais pontos que podem ter desagradado o mercado
Essa semana foi marcada pela divulgação dos resultados do quarto trimestre (e fechamento anual) de todas as big techs americanas: Apple, Microsoft, Amazon, Google e Meta. Entre as cinco, o destaque foi da Meta – e um destaque não tão bom, diga-se de passagem: após a divulgação de seus resultados, a companhia mergulhou numa queda histórica de 22% no after market americano, fechando no pregão do dia seguinte com uma queda de 26% - uma perda de quase US$250 bilhões de valor de mercado, sendo a maior perda num só dia registrada na história.
A princípio, os resultados da companhia não foram ruins – superando ligeiramente as expectativas dos analistas, ela segue gerando um caixa bilionário, com um lucro expressivo e um crescimento reconhecível. Mas, algumas linhas podem ter azedado o humor do mercado. Citaremos algumas.
1. Queda no no número de usuários: pela primeira vez na história a companhia registrou queda na quantidade de usuários ativos. Foi uma queda quase que insignificante de 1.930 milhões para 1.929 milhões (ou seja, 1.9 bilhões) de usuários ativos na comparação de trimestre para trimestre, mas ainda assim, uma evidência de pressão de concorrência. Como já sabido, a gigante chinesa Bytedance, dona da TikTok, tem ganhado cada vez mais espaço ao redor do mundo. Inclusive o TikTok foi o domínio mais popular da internet do planeta em 2021.
2. Problemas com a Apple: um dos principais business da Meta é o rastreio de dados – inclusive a companhia já teve sérios problemas com isso na justiça. A Apple, em seu novo sistema operacional (iOS) incluiu funcionalidades que protegessem mais seus usuários em termos de privacidade – uma dessas funcionalidades é o bloqueio de aplicativos sobre o rastreio dos dados de seus usuários com o App Tracking Transparency (ATT). Em resumo: a Apple tem brecado a Meta de conseguir dados para direcionar seus anúncios e o próprio CFO da Meta já anunciou que isso será um problema sério em 2022.
3. Metaverso: muito hype foi construído em cima do metaverso, mas até agora, não há nada sólido sobre isso. A Meta tem investido dezenas de bilhões a mais no desenvolvimento desse segmento, contratado milhares de novas cabeças e sua área responsável por isso fechou 2021 com um prejuízo de mais de US$10 bilhões – o que é comum, mas o ceticismo por parte do investidor é válido, afinal, como já dito, não há nada realmente bem fundamentado ainda sobre metaverso se não narrativas apaixonadas prometendo disrupção ou vídeos de conceitos.
Ademais, todos esses desafios foram endereçados e reforçados pela própria gestão da companhia, que obviamente cita seus esforços para superar.
Independente dos problemas, fica a reflexão ao investidor: a companhia sofreu uma queda de mais de ¼ do seu valor de mercado, caindo de um preço sobre lucro de 23x para aproximadamente 17x – e seguimos falando sobre uma companhia que quase monopoliza o segmento de redes sociais do planeta, marcando presença com o Facebook, WhatsApp, Instagram, Messenger, Workplace, Oculus e afins com quase 2 bilhões de usuários ativos – desconsiderando a China, tendo em vista sua proibição de atuação no país. Será que uma queda dessa magnitude realmente faz sentido?
Essa semana foi marcada pela divulgação dos resultados do quarto trimestre (e fechamento anual) de todas as big techs americanas: Apple, Microsoft, Amazon, Google e Meta. Entre as cinco, o destaque foi da Meta – e um destaque não tão bom, diga-se de passagem: após a divulgação de seus resultados, a companhia mergulhou numa queda histórica de 22% no after market americano, fechando no pregão do dia seguinte com uma queda de 26% - uma perda de quase US$250 bilhões de valor de mercado, sendo a maior perda num só dia registrada na história.
A princípio, os resultados da companhia não foram ruins – superando ligeiramente as expectativas dos analistas, ela segue gerando um caixa bilionário, com um lucro expressivo e um crescimento reconhecível. Mas, algumas linhas podem ter azedado o humor do mercado. Citaremos algumas.
1. Queda no no número de usuários: pela primeira vez na história a companhia registrou queda na quantidade de usuários ativos. Foi uma queda quase que insignificante de 1.930 milhões para 1.929 milhões (ou seja, 1.9 bilhões) de usuários ativos na comparação de trimestre para trimestre, mas ainda assim, uma evidência de pressão de concorrência. Como já sabido, a gigante chinesa Bytedance, dona da TikTok, tem ganhado cada vez mais espaço ao redor do mundo. Inclusive o TikTok foi o domínio mais popular da internet do planeta em 2021.
2. Problemas com a Apple: um dos principais business da Meta é o rastreio de dados – inclusive a companhia já teve sérios problemas com isso na justiça. A Apple, em seu novo sistema operacional (iOS) incluiu funcionalidades que protegessem mais seus usuários em termos de privacidade – uma dessas funcionalidades é o bloqueio de aplicativos sobre o rastreio dos dados de seus usuários com o App Tracking Transparency (ATT). Em resumo: a Apple tem brecado a Meta de conseguir dados para direcionar seus anúncios e o próprio CFO da Meta já anunciou que isso será um problema sério em 2022.
3. Metaverso: muito hype foi construído em cima do metaverso, mas até agora, não há nada sólido sobre isso. A Meta tem investido dezenas de bilhões a mais no desenvolvimento desse segmento, contratado milhares de novas cabeças e sua área responsável por isso fechou 2021 com um prejuízo de mais de US$10 bilhões – o que é comum, mas o ceticismo por parte do investidor é válido, afinal, como já dito, não há nada realmente bem fundamentado ainda sobre metaverso se não narrativas apaixonadas prometendo disrupção ou vídeos de conceitos.
Ademais, todos esses desafios foram endereçados e reforçados pela própria gestão da companhia, que obviamente cita seus esforços para superar.
Independente dos problemas, fica a reflexão ao investidor: a companhia sofreu uma queda de mais de ¼ do seu valor de mercado, caindo de um preço sobre lucro de 23x para aproximadamente 17x – e seguimos falando sobre uma companhia que quase monopoliza o segmento de redes sociais do planeta, marcando presença com o Facebook, WhatsApp, Instagram, Messenger, Workplace, Oculus e afins com quase 2 bilhões de usuários ativos – desconsiderando a China, tendo em vista sua proibição de atuação no país. Será que uma queda dessa magnitude realmente faz sentido?
Opinião e análise breve – Porto Seguro ($PSSA3) – 2021
O ano de 2021 foi extremamente desafiador para a Porto Seguro – não em vão, a bottom line (termo utilizado para se referir as últimas linhas do DRE, como o lucro líquido) do período veio ruim e pior do que 2020, o que já era esperado.
Os dois principais fatores que impactaram negativamente a companhia no ano foram as taxas de juros do período (que começaram 2021 em 2% e até o final do segundo semestre estavam em 4,25%, acelerando o ritmo a partir daí) e o aumento do preço dos automóveis e consequentemente suas peças.
Sobre a taxa de juros: boa parte dos resultados da companhia resultam do seu float, isso é, o dinheiro que ela deixa parado dos prêmios emitidos para cobrir os sinistros. Como boa parte desse dinheiro está em títulos públicos e a rentabilidade no geral esteve bem baixa por conta da SELIC, isso implica em menor receita financeira para a seguradora.
Sobre o aumento do preço dos automóveis: o principal business da Porto Seguro é o seguro de veículos. O ano de 2021 foi marcado por um forte aumento no preço dos automóveis e consequentemente suas peças, enquanto as apólices dos seguros não acompanharam – ou seja, em caso de sinistro, a Porto Seguro teve uma despesa bem maior do que esperava, o que resultou em margens menores.
A pressão sobre a linha de planos de saúde também foi forte por razões obvias: pandemia. O ano marcou o maior registro de sinistralidade já atingido na área de saúde pela companhia (81,7%).
Apesar desses dois grandes desafios no período, dissecando seus números, o ano foi positivo em diversos sentidos e essas pressões citadas acima são passageiras e não devem se repetir no futuro – não na mesma intensidade, pelo menos.
Em 2021 a companhia conseguiu expandir bem a sua base de segurados (+5,7% automóveis, 4,7% vida, +28,8% saúde) e também sua parte financeira (+12,8% de cartões emitidos e +33,1% de crescimento na carteira de crédito, que resultou em um aumento de 24% nas receitas de operação de crédito, que é um dos focos da companhia atualmente).
Esse aumento da base de segurados em todas as linhas do negócio e a expansão da sua área financeira fez com que a companhia atingisse um recorde de receita, na casa dos R$21 bilhões (+16% a/a), mas um lucro de R$1.1 bilhão (-28,6% a/a), refletindo maiores custos e despesas ocasionados pela inflação e demais pontos citados acima).
Como mencionado, mesmo face a pressão da SELIC e da alta dos automóveis, a companhia conseguiu expandir bem a base de segurados, sendo que na área de automóvel, que é seu principal segmento, houve ganhou de market share de 0,8%, o que resulta num domínio sobre o mercado de 28,1% atualmente.
Ou seja, apesar da pressão sobre o lucro, em linhas gerais, 2021 foi um bom ano para a companhia. O cenário macroeconômico foi extremamente negativo para o segmento, o que significa que não só a Porto Seguro, mas absolutamente qualquer companhia do nicho também sofreu com esses problemas, e mesmo com o cenário adverso, houve crescimento forte de todas as verticais de seguros, de prêmios emitidos e número de segurados, o que expressa o crescimento qualitativo da companhia.
O cenário de 2022 para a companhia tende a ser expressivamente melhor.
A companhia será fortemente beneficiada pelo aumento da SELIC (hoje 82% do seu caixa está em títulos públicos, sendo grande parte atrelada a SELIC e ao CDI), o que resultará em um resultado financeiro bem melhor, o cenário de automóveis tende a estabilizar e normalizar com arrefecimento da demanda e retomada a normalização da produção, e os prêmios emitidos já contemplarão as devidas correções referentes a todos os aumentos que aconteceram nos últimos meses, fazendo com que a companhia retorne as margens que possuía – como dito pelo CFO da companhia em teleconferência, a normalização completa provavelmente será atingida no começo do segundo trimestre de 2022.
O ano de 2021 foi extremamente desafiador para a Porto Seguro – não em vão, a bottom line (termo utilizado para se referir as últimas linhas do DRE, como o lucro líquido) do período veio ruim e pior do que 2020, o que já era esperado.
Os dois principais fatores que impactaram negativamente a companhia no ano foram as taxas de juros do período (que começaram 2021 em 2% e até o final do segundo semestre estavam em 4,25%, acelerando o ritmo a partir daí) e o aumento do preço dos automóveis e consequentemente suas peças.
Sobre a taxa de juros: boa parte dos resultados da companhia resultam do seu float, isso é, o dinheiro que ela deixa parado dos prêmios emitidos para cobrir os sinistros. Como boa parte desse dinheiro está em títulos públicos e a rentabilidade no geral esteve bem baixa por conta da SELIC, isso implica em menor receita financeira para a seguradora.
Sobre o aumento do preço dos automóveis: o principal business da Porto Seguro é o seguro de veículos. O ano de 2021 foi marcado por um forte aumento no preço dos automóveis e consequentemente suas peças, enquanto as apólices dos seguros não acompanharam – ou seja, em caso de sinistro, a Porto Seguro teve uma despesa bem maior do que esperava, o que resultou em margens menores.
A pressão sobre a linha de planos de saúde também foi forte por razões obvias: pandemia. O ano marcou o maior registro de sinistralidade já atingido na área de saúde pela companhia (81,7%).
Apesar desses dois grandes desafios no período, dissecando seus números, o ano foi positivo em diversos sentidos e essas pressões citadas acima são passageiras e não devem se repetir no futuro – não na mesma intensidade, pelo menos.
Em 2021 a companhia conseguiu expandir bem a sua base de segurados (+5,7% automóveis, 4,7% vida, +28,8% saúde) e também sua parte financeira (+12,8% de cartões emitidos e +33,1% de crescimento na carteira de crédito, que resultou em um aumento de 24% nas receitas de operação de crédito, que é um dos focos da companhia atualmente).
Esse aumento da base de segurados em todas as linhas do negócio e a expansão da sua área financeira fez com que a companhia atingisse um recorde de receita, na casa dos R$21 bilhões (+16% a/a), mas um lucro de R$1.1 bilhão (-28,6% a/a), refletindo maiores custos e despesas ocasionados pela inflação e demais pontos citados acima).
Como mencionado, mesmo face a pressão da SELIC e da alta dos automóveis, a companhia conseguiu expandir bem a base de segurados, sendo que na área de automóvel, que é seu principal segmento, houve ganhou de market share de 0,8%, o que resulta num domínio sobre o mercado de 28,1% atualmente.
Ou seja, apesar da pressão sobre o lucro, em linhas gerais, 2021 foi um bom ano para a companhia. O cenário macroeconômico foi extremamente negativo para o segmento, o que significa que não só a Porto Seguro, mas absolutamente qualquer companhia do nicho também sofreu com esses problemas, e mesmo com o cenário adverso, houve crescimento forte de todas as verticais de seguros, de prêmios emitidos e número de segurados, o que expressa o crescimento qualitativo da companhia.
O cenário de 2022 para a companhia tende a ser expressivamente melhor.
A companhia será fortemente beneficiada pelo aumento da SELIC (hoje 82% do seu caixa está em títulos públicos, sendo grande parte atrelada a SELIC e ao CDI), o que resultará em um resultado financeiro bem melhor, o cenário de automóveis tende a estabilizar e normalizar com arrefecimento da demanda e retomada a normalização da produção, e os prêmios emitidos já contemplarão as devidas correções referentes a todos os aumentos que aconteceram nos últimos meses, fazendo com que a companhia retorne as margens que possuía – como dito pelo CFO da companhia em teleconferência, a normalização completa provavelmente será atingida no começo do segundo trimestre de 2022.
No mais, 2022 também contemplará outras iniciativas que a companhia tem tomado e planejado desde 2022, como a expansão do Bllu (sua linha de seguros mensais de serviço totalmente digital), a Mobitech, uma joint venture realizada com a Cosan que inclui serviço de carro por assinatura, gestão de frota veicular, locação de veículos e afins, e maior presença da companhia no segmento pet com a Porto.Pet e a Petlove – segmento esse que tem crescido a taxas altíssimas nos últimos meses.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado do fechamento anual da companhia e os documentos contemplam bem mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento.
Em nossa plataforma possuímos mais de 150h de aulas que te ensinam do zero a realizar análises – visite! findocs.com.br
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado do fechamento anual da companhia e os documentos contemplam bem mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento.
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Opinião e análise breve – Bradesco ($BBDC3, $BBDC4, $BBD) – 2021
O terceiro maior banco da américa latina divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2021 e respectivo fechamento anual ontem pela noite – entre a queda do lucro em relação ao trimestre passado e o recorde de lucro histórico da companhia no anualizado, alguns pontos merecem atenção.
Os principais pontos serão citados aqui, com algumas métricas sendo comparadas aos números de 2019 (visto que em 2020 houve forte distorção de diversas linhas por conta da pandemia), e lembrando, de forma resumida, visto que releases de bancos possuem centenas de informações para apurar.
No ano, a companhia conseguiu atingir um recorde histórico em sua linha de receita de intermediação financeira mesmo com a forte pressão negativa da linha de seguros, que foi impactada por conta da sinistralidade na área de saúde. O destaque vai a sua linha de cartões e volume transacionado, que mesmo com a concorrência cada vez mais acirrada dos bancos digitais, fechou 2021 com uma alta de 11,5%. A linha de receita com serviços de conta corrente, por incrível que pareça, também segue subindo, assim como a sua base de correntistas, que saiu dos 36 milhões para os 40 milhões. Ou seja, até o momento, apesar da pressão cada vez maior das fintechs e dos bancos digitais, o Bradesco segue crescendo em uma das linhas que mais tem sido atacada.
Parte desse êxito de crescimento tem se consolidado por conta do seu banco digital: o banco Next. Em 2021 o Next atingiu o marco de 10 milhões de correntistas (+170% em relação a 2020) se aproximando do tamanho do Banco Inter, sendo que desses 10 milhões, 78% nunca utilizam o Bradesco – ou seja, adotaram o uso do banco digital da companhia sem qualquer relação prévia com o bancão, o que expressa o fato de que o crescimento tem sido orgânico sem custas a base de clientes do próprio bradesco. Para ter melhor dimensão da relevância do digital no banco: 98% das transações foram feitas dessa forma e quase R$35 bilhões de crédito foram concedidos dessa forma – o que é maior do que a carteira de crédito inteira do Nubank.
Ainda sobre as receitas de serviços, o destaque negativo fica sob a receita envolvendo fundos de investimentos, com uma queda de 14%, refletindo o ataque que as gestoras independentes tem feito ao mercado tradicional, enquanto por outro lado, houve forte aumento de receita com custódia e corretagem (+23%) ocasionada também pelo crescimento da Ágora, que em 2021 ganhou 198 mil novos clientes e atingiu a posição de terceira maior corretora de pessoas físicas do Brasil. Ou seja, na área de fundos de investimento o Bradesco tem perdido cada vez mais espaço.
Sobre a margem financeira (diferença entre o juro cobrado e os juros pago), houve uma melhora expressiva, com um crescimento de 9% em relação a 2019, sendo que a margem com clientes cresceu em 12,1% atingindo uma máxima histórica - lembrando que emprestar dinheiro é o principal business de um banco, e essa linha é de extrema importância.
A PDD, por sua vez, teve um aumento relevante no quatro trimestre de 2021, mas no fechamento anual, tem retornado ao patamar de normalização. Esse aumento no quatro trimestre de 2021 reflete maior cuidado do banco com um possível aumento de inadimplência, visto que a SELIC saiu dos 2% e provavelmente atingirá seu pico próximo aos 12%. Ou seja, dívidas mais penosas e maior risco de calotes.
As despesas no quarto trimestre de 2021 tiveram um crescimento significativo impulsionadas pela celebração do dissídio do ano (+10,97%, refletindo a inflação alta do ano) entre outros acordos de demissão, mas estável em relação a 2019, refletindo a mudança estrutural do banco com o fechamento de 1.537 agências e mudança estrutural de cortes de custos se inclinando a digitalização de parte de seus serviços.
O terceiro maior banco da américa latina divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2021 e respectivo fechamento anual ontem pela noite – entre a queda do lucro em relação ao trimestre passado e o recorde de lucro histórico da companhia no anualizado, alguns pontos merecem atenção.
Os principais pontos serão citados aqui, com algumas métricas sendo comparadas aos números de 2019 (visto que em 2020 houve forte distorção de diversas linhas por conta da pandemia), e lembrando, de forma resumida, visto que releases de bancos possuem centenas de informações para apurar.
No ano, a companhia conseguiu atingir um recorde histórico em sua linha de receita de intermediação financeira mesmo com a forte pressão negativa da linha de seguros, que foi impactada por conta da sinistralidade na área de saúde. O destaque vai a sua linha de cartões e volume transacionado, que mesmo com a concorrência cada vez mais acirrada dos bancos digitais, fechou 2021 com uma alta de 11,5%. A linha de receita com serviços de conta corrente, por incrível que pareça, também segue subindo, assim como a sua base de correntistas, que saiu dos 36 milhões para os 40 milhões. Ou seja, até o momento, apesar da pressão cada vez maior das fintechs e dos bancos digitais, o Bradesco segue crescendo em uma das linhas que mais tem sido atacada.
Parte desse êxito de crescimento tem se consolidado por conta do seu banco digital: o banco Next. Em 2021 o Next atingiu o marco de 10 milhões de correntistas (+170% em relação a 2020) se aproximando do tamanho do Banco Inter, sendo que desses 10 milhões, 78% nunca utilizam o Bradesco – ou seja, adotaram o uso do banco digital da companhia sem qualquer relação prévia com o bancão, o que expressa o fato de que o crescimento tem sido orgânico sem custas a base de clientes do próprio bradesco. Para ter melhor dimensão da relevância do digital no banco: 98% das transações foram feitas dessa forma e quase R$35 bilhões de crédito foram concedidos dessa forma – o que é maior do que a carteira de crédito inteira do Nubank.
Ainda sobre as receitas de serviços, o destaque negativo fica sob a receita envolvendo fundos de investimentos, com uma queda de 14%, refletindo o ataque que as gestoras independentes tem feito ao mercado tradicional, enquanto por outro lado, houve forte aumento de receita com custódia e corretagem (+23%) ocasionada também pelo crescimento da Ágora, que em 2021 ganhou 198 mil novos clientes e atingiu a posição de terceira maior corretora de pessoas físicas do Brasil. Ou seja, na área de fundos de investimento o Bradesco tem perdido cada vez mais espaço.
Sobre a margem financeira (diferença entre o juro cobrado e os juros pago), houve uma melhora expressiva, com um crescimento de 9% em relação a 2019, sendo que a margem com clientes cresceu em 12,1% atingindo uma máxima histórica - lembrando que emprestar dinheiro é o principal business de um banco, e essa linha é de extrema importância.
A PDD, por sua vez, teve um aumento relevante no quatro trimestre de 2021, mas no fechamento anual, tem retornado ao patamar de normalização. Esse aumento no quatro trimestre de 2021 reflete maior cuidado do banco com um possível aumento de inadimplência, visto que a SELIC saiu dos 2% e provavelmente atingirá seu pico próximo aos 12%. Ou seja, dívidas mais penosas e maior risco de calotes.
As despesas no quarto trimestre de 2021 tiveram um crescimento significativo impulsionadas pela celebração do dissídio do ano (+10,97%, refletindo a inflação alta do ano) entre outros acordos de demissão, mas estável em relação a 2019, refletindo a mudança estrutural do banco com o fechamento de 1.537 agências e mudança estrutural de cortes de custos se inclinando a digitalização de parte de seus serviços.
A carteira de crédito, por sua vez, ultrapassou os R$800 bilhões com um aumento de 18,3% em relação a 2020 impulsionada principalmente por crédito concedido a pessoas físicas (+23,2%) e empresas pequenas e médias (+24,5%). No fechamento de 2021, 89,9% do crédito que o banco concedeu estava concentrado em devedores com bom rating (sendo 53% A+), o que fica evidente quando analisamos a inadimplência, que em relação 2020 teve um aumento de 0,5pp mas uma queda de 0,8pp em relação a 2019.
Nas linhas finais do resultado, o lucro: em relação ao trimestre passado, a companhia registrou uma queda de 2,8% e uma alta de 34,7% em relação a 2020. Como comparar com 2020 fica completamente distorcido por conta da altíssima PDD que os bancos estimaram no período, a comparação mais justa é com 2019 – período que não houve fator não recorrente de PDD – e dessa forma, em 2021 o banco registrou um recorde histórico de lucro com R$26.2 bilhões, o que significa um ligeiro aumento de 1,6%.
Em termos mais simples, apesar do recorde de todas as linhas de serviços, a forte expansão de seus números e o recorde histórico de lucro, no fechamento de lucro anual não houve crescimento relevante e queda de eficiência em relação aos anos passados.
Os ataques das instituições concorrentes e digitais tem apertado e desacelerado algumas linhas de crescimento (mas não causado a retração), mas o principal desafio para os bancos em 2021 foi a SELIC. Como já sabido, quase 7 meses do ano o país passou com uma taxa de juros extremamente baixa e que foi reduzida a esses patamares quase que em uma só porrada. A principal fonte de dinheiro de um banco é simples de entender: emprestar dinheiro. Se os juros estão no chão, o resultado segue.
Como notado, a expansão da carteira de crédito do Bradesco foi forte em 2021 e isso somado ao aumento de juros dos próximos meses, caso a inadimplência seja controlada – o que é mais provável que ocorra dada a qualidade da carteira da instituição, beneficiará fortemente o resultado do banco, além da normalização da sua linha de seguros de saúde e vida que foi fortemente impactada de forma negativa em 2022 por conta da pandemia, causando prejuízo em boa parte do ano. Lembrando que o Bradesco é um player relevante nessa área de atuação.
No mais: manter sempre no radar o ataque das fintechs e demais instituições nas linhas de receita dos grandes bancos é o mais inteligente a se fazer na análise, pois apesar de não tão relevante, essa pressão existe.
O cenário bancário brasileiro tem mudado violentamente nos últimos anos com a descentralização dos serviços e isso é algo que não pode ser negligenciado, mas lembrando sempre que o principal negócio de um banco é emprestar dinheiro – e quanto a isso, 2021 foi um excelente ano para o Bradesco, sendo 2022 um ano em que os frutos dessa expansão se mostrarão de fato.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve analise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento.
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Nas linhas finais do resultado, o lucro: em relação ao trimestre passado, a companhia registrou uma queda de 2,8% e uma alta de 34,7% em relação a 2020. Como comparar com 2020 fica completamente distorcido por conta da altíssima PDD que os bancos estimaram no período, a comparação mais justa é com 2019 – período que não houve fator não recorrente de PDD – e dessa forma, em 2021 o banco registrou um recorde histórico de lucro com R$26.2 bilhões, o que significa um ligeiro aumento de 1,6%.
Em termos mais simples, apesar do recorde de todas as linhas de serviços, a forte expansão de seus números e o recorde histórico de lucro, no fechamento de lucro anual não houve crescimento relevante e queda de eficiência em relação aos anos passados.
Os ataques das instituições concorrentes e digitais tem apertado e desacelerado algumas linhas de crescimento (mas não causado a retração), mas o principal desafio para os bancos em 2021 foi a SELIC. Como já sabido, quase 7 meses do ano o país passou com uma taxa de juros extremamente baixa e que foi reduzida a esses patamares quase que em uma só porrada. A principal fonte de dinheiro de um banco é simples de entender: emprestar dinheiro. Se os juros estão no chão, o resultado segue.
Como notado, a expansão da carteira de crédito do Bradesco foi forte em 2021 e isso somado ao aumento de juros dos próximos meses, caso a inadimplência seja controlada – o que é mais provável que ocorra dada a qualidade da carteira da instituição, beneficiará fortemente o resultado do banco, além da normalização da sua linha de seguros de saúde e vida que foi fortemente impactada de forma negativa em 2022 por conta da pandemia, causando prejuízo em boa parte do ano. Lembrando que o Bradesco é um player relevante nessa área de atuação.
No mais: manter sempre no radar o ataque das fintechs e demais instituições nas linhas de receita dos grandes bancos é o mais inteligente a se fazer na análise, pois apesar de não tão relevante, essa pressão existe.
O cenário bancário brasileiro tem mudado violentamente nos últimos anos com a descentralização dos serviços e isso é algo que não pode ser negligenciado, mas lembrando sempre que o principal negócio de um banco é emprestar dinheiro – e quanto a isso, 2021 foi um excelente ano para o Bradesco, sendo 2022 um ano em que os frutos dessa expansão se mostrarão de fato.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve analise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento.
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Você conhece os riscos da Taesa? Está seguro para seguir comprando o ativo?
Iniciamos no ano passado um Master Class sobre dividendos. Nele, detalhamos todo o processo de análise para montagem de portfolio: desde os aspectos fundamentalistas até a modelagem financeira com DDM.
Nas próximas duas semanas, darei duas aulas no INT com uma análise completa sobre Taesa.
A empresa é badalada. Queridinha de quem está nos primeiros passos. Obviamente, está também atolada de eventos não recorrentes no resultado.
Trataremos isso, o endividamento e os demais aspectos que fundamentam decisões inteligentes sobre esse negócio.
Análise real, prática e dentro dos demonstrativos da companhia.
Ao vivo hoje no INT às 19h00. Link já na plataforma.
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Iniciamos no ano passado um Master Class sobre dividendos. Nele, detalhamos todo o processo de análise para montagem de portfolio: desde os aspectos fundamentalistas até a modelagem financeira com DDM.
Nas próximas duas semanas, darei duas aulas no INT com uma análise completa sobre Taesa.
A empresa é badalada. Queridinha de quem está nos primeiros passos. Obviamente, está também atolada de eventos não recorrentes no resultado.
Trataremos isso, o endividamento e os demais aspectos que fundamentam decisões inteligentes sobre esse negócio.
Análise real, prática e dentro dos demonstrativos da companhia.
Ao vivo hoje no INT às 19h00. Link já na plataforma.
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Opinião e análise breve – Itaú ($ITUB3, $ITUB4, $ITUB) – 2021
Fazendo jus a sua posição de maior banco do país, o Itaú entregou resultados bons, mesmo face a adversidade do cenário macroeconômico, atingindo um recorde histórico de lucro anual somando R$26.9 bilhões.
Começando pelas receitas, houve crescimento de 11% na receita de intermediação financeira, se aproximando dos R$196 bilhões, enquanto a despesa teve um ligeiro aumento de apenas 1%, o que demonstra eficiência nas operações. Entre os destaques ainda na linha de receita, vale mencionar o crescimento forte na área de cartões (+12%) e tarifas e serviços (+7%), duas linhas que valem atenção extra na análise por fazerem parte de segmentos que são atacados diretamente pelas fintechs. Mesmo com essa pressão, o banco continua se expandindo; aqui é importante lembrar que o Brasil ainda possui milhões de desbancarizados e ainda existe um enorme mercado potencialmente inexplorado para as instituições abraçarem.
Na ponta negativa das receitas, assim como ocorreu com o Bradesco, a parte de gestão de fundos registrou uma queda de 1,1%, provável reflexo do avanço das corretoras independentes. Hoje essa receita representa um percentual baixo da receita do banco, sendo menos de 2%, mas já fica evidente como as instituições concorrentes tem ganhado na corrida.
A margem financeira do banco (diferença entre o que ele empresta e o que ele recebe) também cresceu muito (+12,1%) refletindo já parte do aumento da SELIC e não só, visto que a margem também aumento em suas unidades fora do Brasil (Argentina, Chile e afins) – no consolidado, o spread subiu 0,8pp, apontando eficiência na operação de crédito do banco.
A carteira de crédito cresceu violentamente ano a ano em quase R$180 bilhões e ultrapassou a marca histórica do R$1 trilhão, se consolidando como maior banco da américa latina em termo de crédito. O principal aumento foi na linha de pessoas físicas – em específico, no setor imobiliário – e houve leve melhora de perfil dos devedores, sendo que 88% destes são de rating de crédito bom.
Ainda sobre a carteira de crédito, a inadimplência caiu forte em relação ao trimestre anterior, mas teve leve aumento de 0,1pp no ano. Essa linha merece atenção nas próximas análises, pois como já citamos, com a subida da SELIC o custo da dívida vai subir para muita gente e nem todos terão capacidade de pagar, o que tem potencial de elevação forte de inadimplência, visto que as famílias nunca estiveram tão endividadas quanto estão agora. De qualquer forma, o perfil da carteira do Itaú reforça que esse risco é minimizado por dois fatores – tanto uma PDD conservadora (de mais de R$50 bilhões e que foi aumentada significativa no último trimestre) quanto o perfil da carteira, que é composta majoritariamente por devedores de rating mais alto, ou seja, há maior segurança e menor risco de calote.
Em relação as despesas, além da PDD aumentada no trimestre como já citado para fazer face ao risco de inadimplência dos próximos meses, houve um aumento de 7% na despesa com pessoal, impulsionada por conta do acordo de aumento salarial de 11% para bancários que foi celebrado no mês de setembro de 2021 e a contratação de mais de 3.000 novos funcionários na área de tecnologia do banco entre outros profissionais da área de mercado (AAIs) para competir no mercado que a XP e o BTG mais participam.
O investimento em novas cabeças da área tech faz completo sentido para o momento em que vivemos, considerando que a tendência para o digital tem sido cada vez maior. O Iti fechou 2021 com 14.6 milhões de clientes, o que significa que o banco digital do Itaú é maior do que o próprio banco Inter. Outro ponto interessante é o fato de que o Itaú hoje é a companhia com a maior quantidade de cientistas de dados do país.
Apesar desse aumento forte de 7% na despesa com pessoal, o controle nas despesas administrativas se mostrou bom, o que resultou num aumento de espessa total de 2021 de apenas 2%.
Fazendo jus a sua posição de maior banco do país, o Itaú entregou resultados bons, mesmo face a adversidade do cenário macroeconômico, atingindo um recorde histórico de lucro anual somando R$26.9 bilhões.
Começando pelas receitas, houve crescimento de 11% na receita de intermediação financeira, se aproximando dos R$196 bilhões, enquanto a despesa teve um ligeiro aumento de apenas 1%, o que demonstra eficiência nas operações. Entre os destaques ainda na linha de receita, vale mencionar o crescimento forte na área de cartões (+12%) e tarifas e serviços (+7%), duas linhas que valem atenção extra na análise por fazerem parte de segmentos que são atacados diretamente pelas fintechs. Mesmo com essa pressão, o banco continua se expandindo; aqui é importante lembrar que o Brasil ainda possui milhões de desbancarizados e ainda existe um enorme mercado potencialmente inexplorado para as instituições abraçarem.
Na ponta negativa das receitas, assim como ocorreu com o Bradesco, a parte de gestão de fundos registrou uma queda de 1,1%, provável reflexo do avanço das corretoras independentes. Hoje essa receita representa um percentual baixo da receita do banco, sendo menos de 2%, mas já fica evidente como as instituições concorrentes tem ganhado na corrida.
A margem financeira do banco (diferença entre o que ele empresta e o que ele recebe) também cresceu muito (+12,1%) refletindo já parte do aumento da SELIC e não só, visto que a margem também aumento em suas unidades fora do Brasil (Argentina, Chile e afins) – no consolidado, o spread subiu 0,8pp, apontando eficiência na operação de crédito do banco.
A carteira de crédito cresceu violentamente ano a ano em quase R$180 bilhões e ultrapassou a marca histórica do R$1 trilhão, se consolidando como maior banco da américa latina em termo de crédito. O principal aumento foi na linha de pessoas físicas – em específico, no setor imobiliário – e houve leve melhora de perfil dos devedores, sendo que 88% destes são de rating de crédito bom.
Ainda sobre a carteira de crédito, a inadimplência caiu forte em relação ao trimestre anterior, mas teve leve aumento de 0,1pp no ano. Essa linha merece atenção nas próximas análises, pois como já citamos, com a subida da SELIC o custo da dívida vai subir para muita gente e nem todos terão capacidade de pagar, o que tem potencial de elevação forte de inadimplência, visto que as famílias nunca estiveram tão endividadas quanto estão agora. De qualquer forma, o perfil da carteira do Itaú reforça que esse risco é minimizado por dois fatores – tanto uma PDD conservadora (de mais de R$50 bilhões e que foi aumentada significativa no último trimestre) quanto o perfil da carteira, que é composta majoritariamente por devedores de rating mais alto, ou seja, há maior segurança e menor risco de calote.
Em relação as despesas, além da PDD aumentada no trimestre como já citado para fazer face ao risco de inadimplência dos próximos meses, houve um aumento de 7% na despesa com pessoal, impulsionada por conta do acordo de aumento salarial de 11% para bancários que foi celebrado no mês de setembro de 2021 e a contratação de mais de 3.000 novos funcionários na área de tecnologia do banco entre outros profissionais da área de mercado (AAIs) para competir no mercado que a XP e o BTG mais participam.
O investimento em novas cabeças da área tech faz completo sentido para o momento em que vivemos, considerando que a tendência para o digital tem sido cada vez maior. O Iti fechou 2021 com 14.6 milhões de clientes, o que significa que o banco digital do Itaú é maior do que o próprio banco Inter. Outro ponto interessante é o fato de que o Itaú hoje é a companhia com a maior quantidade de cientistas de dados do país.
Apesar desse aumento forte de 7% na despesa com pessoal, o controle nas despesas administrativas se mostrou bom, o que resultou num aumento de espessa total de 2021 de apenas 2%.
O índice de eficiência do banco também teve forte melhora, caindo de 47% para 40% - esse indicador, no caso, quanto menor, melhor, em termos simples, ele representa o custo do banco pra gerar receita, ou seja, se o número cai, significa que sua eficiência aumentou.
No mais, a análise do Itaú é semelhante a que foi realizada com o Bradesco. Fatores como a alta de SELIC nos próximos meses unida a essa expansão forte da carteira de crédito e expansão do digital criam o potencial de 2022 marcar mais um recorde de lucro com patamar acima dos R$28 bilhões pro banco. Muito se fala sobre as fintechs e a pressão na linha de serviços – que realmente tem acontecido, e isso não é negligenciável – mas até então, o mercado segue sendo fortemente abocanhado pelas grandes instituições, que possuem poder de barganha forte em termos de benefícios aos clientes. Não em vão o lucro recorrente e o retorno sobre capital do banco vieram bem acima das expectativas e supreenderam – inclusive com o ROE retornando ao patamar dos 20%.
Foque nos fundamentos da companhia, bancos possuem receita relevante com serviços, seguros e afins, mas seu principal business é emprestar dinheiro. Até então, não só em emprestar dinheiro a expansão tem ocorrido, mas em praticamente todas os segmentos que o banco atua, inclusive em aumento de base de clientes – resultados retornando a normalidade pré-pandemia.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve analise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento.
www.findocs.com.br
No mais, a análise do Itaú é semelhante a que foi realizada com o Bradesco. Fatores como a alta de SELIC nos próximos meses unida a essa expansão forte da carteira de crédito e expansão do digital criam o potencial de 2022 marcar mais um recorde de lucro com patamar acima dos R$28 bilhões pro banco. Muito se fala sobre as fintechs e a pressão na linha de serviços – que realmente tem acontecido, e isso não é negligenciável – mas até então, o mercado segue sendo fortemente abocanhado pelas grandes instituições, que possuem poder de barganha forte em termos de benefícios aos clientes. Não em vão o lucro recorrente e o retorno sobre capital do banco vieram bem acima das expectativas e supreenderam – inclusive com o ROE retornando ao patamar dos 20%.
Foque nos fundamentos da companhia, bancos possuem receita relevante com serviços, seguros e afins, mas seu principal business é emprestar dinheiro. Até então, não só em emprestar dinheiro a expansão tem ocorrido, mas em praticamente todas os segmentos que o banco atua, inclusive em aumento de base de clientes – resultados retornando a normalidade pré-pandemia.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve analise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento.
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No debate de hoje:
M Dias Branco: risco ou oportunidade?
Teremos uma discussão para esclarecer a situação do negócio, tendo em vista o movimento massivo de vendas recentes, inclusive por parte de researches;
Conflito Rússia x Ucrânia
Como isso afeta o seu portfolio e como você pode se proteger caso o pior aconteça?
Como sempre, teremos espaço para discussões mais abrangentes e para tirar as dúvidas de vocês.
Participe ao vivo. Debates não ficam gravados.
Ao vivo às 19h00. Exclusivo para assinantes do INT.
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M Dias Branco: risco ou oportunidade?
Teremos uma discussão para esclarecer a situação do negócio, tendo em vista o movimento massivo de vendas recentes, inclusive por parte de researches;
Conflito Rússia x Ucrânia
Como isso afeta o seu portfolio e como você pode se proteger caso o pior aconteça?
Como sempre, teremos espaço para discussões mais abrangentes e para tirar as dúvidas de vocês.
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Alta de juros no FED vai machucar o mercado acionário brasileiro? Não necessariamente.
Nessa tabela elaborada pelo Bank of America, detalhado como a bolsa do nosso país reagiu dentro de cada janela de tempo antes e depois das elevações do juros nos EUA.
Lembre-se: time in the market > timing the market.
Nessa tabela elaborada pelo Bank of America, detalhado como a bolsa do nosso país reagiu dentro de cada janela de tempo antes e depois das elevações do juros nos EUA.
Lembre-se: time in the market > timing the market.
Opinião e análise breve – Engie ($EGIE3, $EGIEY) – 2021
Antes de mais nada: não se assuste com a queda de lucro divulgada nas manchetes dos sites de notícias por aí.
O ano de 2021 foi desafiador para diversas companhias do setor elétrico – principalmente para aquelas com maior exposição a geração de energia hidroelétrica, que é o caso da Engie, afinal, passamos por um grave período de estiagem que forçou o país a religar centenas de usinas termoelétricas já que o reservatório de algumas usinas atingiram níveis críticos e quase inoperáveis. Ainda assim, na nossa leitura, o resultado da Engie foi bom.
Começando pelo lucro líquido da companhia, já para esclarecer a queda de 44% noticiada pela mídia: em 2021 a Engie realizou a alteração do seu quadro de ativos, entre eles, a venda da Usina Termelétrica Pampa Sul e do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, isso causou um impairment de R$1.2 bilhões no balanço da companhia, ou seja, um registro contábil.
O lucro líquido ajustado da companhia desconsiderando esses dois fatores não recorrentes foi de R$2.4 bilhões, o que se traduz em uma queda de 11,8% em relação a 2021 – uma queda bem menor do que a expressada considerando os fatores não recorrentes.
Essa queda de lucro no ano ocorreu principalmente por dois fatores: o primeiro foi a estiagem, que afetou alguns fatores referentes a risco hidrológico, custo com térmica, preço de energia e afins, e o principal – a inflação.
Hoje 66% da dívida da Engie (que cresceu 23,5% em 2021 pra R$20.5 bilhões) está atrelada ao IPCA, isso significa que no curto prazo, os contratos corrigidos implicarão em maior custo financeiro, que foi justamente o que mais impactou negativamente a companhia no período: entre 2020 e 2021, houve um aumento de R$802 milhões de gastos com correção monetária e R$203 milhões com juros, somando R$2.18 bilhões gastos a mais somente com dívida, resultando numa despesa financeira 57% maior do que em 2020.
Apesar desse impacto, a alavancagem da companhia segue saudável (2,0x EBITDA com queda de 0,2pp em relação a 2020) e somente 17% dessa dívida é de curto prazo.
Aqui vale pontuar duas coisas: o primeiro é que é natural que elétricas sejam mais alavancadas. Isso ocorre por conta da sua previsibilidade de resultados – como é fácil de estimar os resultados futuros da companhia, a gestão aproveita a situação para se alavancar e melhorar os resultados. E é justamente o que a Engie tem feito.
A maior parte dessa dívida tem sido dedicada para o investimento em novos projetos, honrando o plano de expansão da companhia que tem feito sua transição de matriz de energia completa para fontes renováveis e transmissão de energia – o que é ótimo, visto que torna os resultados da companhia ainda mais consistentes e, de forma geral, assim que os projetos são finalizados, tanto a receita quanto o lucro da companhia crescerá.
Em 2021, como já citado, duas termelétricas da companhia foram vendidas, o que fez com que a companhia passasse a ter 97% da sua capacidade de geração de energia instalada em energias renováveis. Além disso, em 2021 a companhia investiu R$3.1 bilhões em novos projetos – com foco em transmissão de energia – e recentemente fez a aquisição de dois novos parques solares. Hoje ela tem em torno de 2,1GW de capacidade instalada em estudo de expansão, o que representaria aproximadamente 20% de crescimento sobre a capacidade instalada da companhia.
Desses 2,1GW, 779MW são de energia eólica e 1,3GW são de energia solar.
Em suma, apesar de a princípio a alavancagem da companhia preocupar – ainda mais quando as manchetes noticiam uma queda tão forte de lucro, uma análise mais apurada mostra que ler somente manchetes pode induzir a erros sérios.
A crise hídrica foi um forte problema no setor e ela, por sua vez, levou a outro problema, que foi o agravamento da inflação que acabou impactando negativamente os contratos de dívida da Engie. Ambos fatores não devem se repetir em mesma intensidade em 2022 e os próprios contratos de venda de energia da Engie tendem a equilibrar esse fator de custo de alavancagem.
Antes de mais nada: não se assuste com a queda de lucro divulgada nas manchetes dos sites de notícias por aí.
O ano de 2021 foi desafiador para diversas companhias do setor elétrico – principalmente para aquelas com maior exposição a geração de energia hidroelétrica, que é o caso da Engie, afinal, passamos por um grave período de estiagem que forçou o país a religar centenas de usinas termoelétricas já que o reservatório de algumas usinas atingiram níveis críticos e quase inoperáveis. Ainda assim, na nossa leitura, o resultado da Engie foi bom.
Começando pelo lucro líquido da companhia, já para esclarecer a queda de 44% noticiada pela mídia: em 2021 a Engie realizou a alteração do seu quadro de ativos, entre eles, a venda da Usina Termelétrica Pampa Sul e do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, isso causou um impairment de R$1.2 bilhões no balanço da companhia, ou seja, um registro contábil.
O lucro líquido ajustado da companhia desconsiderando esses dois fatores não recorrentes foi de R$2.4 bilhões, o que se traduz em uma queda de 11,8% em relação a 2021 – uma queda bem menor do que a expressada considerando os fatores não recorrentes.
Essa queda de lucro no ano ocorreu principalmente por dois fatores: o primeiro foi a estiagem, que afetou alguns fatores referentes a risco hidrológico, custo com térmica, preço de energia e afins, e o principal – a inflação.
Hoje 66% da dívida da Engie (que cresceu 23,5% em 2021 pra R$20.5 bilhões) está atrelada ao IPCA, isso significa que no curto prazo, os contratos corrigidos implicarão em maior custo financeiro, que foi justamente o que mais impactou negativamente a companhia no período: entre 2020 e 2021, houve um aumento de R$802 milhões de gastos com correção monetária e R$203 milhões com juros, somando R$2.18 bilhões gastos a mais somente com dívida, resultando numa despesa financeira 57% maior do que em 2020.
Apesar desse impacto, a alavancagem da companhia segue saudável (2,0x EBITDA com queda de 0,2pp em relação a 2020) e somente 17% dessa dívida é de curto prazo.
Aqui vale pontuar duas coisas: o primeiro é que é natural que elétricas sejam mais alavancadas. Isso ocorre por conta da sua previsibilidade de resultados – como é fácil de estimar os resultados futuros da companhia, a gestão aproveita a situação para se alavancar e melhorar os resultados. E é justamente o que a Engie tem feito.
A maior parte dessa dívida tem sido dedicada para o investimento em novos projetos, honrando o plano de expansão da companhia que tem feito sua transição de matriz de energia completa para fontes renováveis e transmissão de energia – o que é ótimo, visto que torna os resultados da companhia ainda mais consistentes e, de forma geral, assim que os projetos são finalizados, tanto a receita quanto o lucro da companhia crescerá.
Em 2021, como já citado, duas termelétricas da companhia foram vendidas, o que fez com que a companhia passasse a ter 97% da sua capacidade de geração de energia instalada em energias renováveis. Além disso, em 2021 a companhia investiu R$3.1 bilhões em novos projetos – com foco em transmissão de energia – e recentemente fez a aquisição de dois novos parques solares. Hoje ela tem em torno de 2,1GW de capacidade instalada em estudo de expansão, o que representaria aproximadamente 20% de crescimento sobre a capacidade instalada da companhia.
Desses 2,1GW, 779MW são de energia eólica e 1,3GW são de energia solar.
Em suma, apesar de a princípio a alavancagem da companhia preocupar – ainda mais quando as manchetes noticiam uma queda tão forte de lucro, uma análise mais apurada mostra que ler somente manchetes pode induzir a erros sérios.
A crise hídrica foi um forte problema no setor e ela, por sua vez, levou a outro problema, que foi o agravamento da inflação que acabou impactando negativamente os contratos de dívida da Engie. Ambos fatores não devem se repetir em mesma intensidade em 2022 e os próprios contratos de venda de energia da Engie tendem a equilibrar esse fator de custo de alavancagem.
Para 2022, com esse remanejamento da matriz de geração de energia da companhia e a conclusão de diversos projetos que estão em andamento (alguns estão para terminar ainda no primeiro trimestre, enquanto outros até o final do ano), é provável que os resultados venham bem mais fortes e a companhia siga batendo recorte de receita e talvez até mesmo de lucro, principalmente considerando que o cenário hídrico melhorou significativamente e a inflação tende a um arrefecimento, o que por si só já reduz o quadro de custos da companhia. Aquisições – vide os últimos dois complexos solares que a companhia adquiriu – também incrementam os resultados positivamente.
Enfim, a Engie está na vanguarda da geração de energia que ilustra o futuro – as fontes renováveis, e a companhia tem se inclinado cada vez mais na diversificação de sua receita se expandindo no mercado de transmissão. O principal ponto de atenção que o investidor deve se ater na análise da companhia é sobre seu endividamento, que até então, está distante de quaisquer problemas e segue saudável. Lembrando sempre que o endividamento tem que se analisado também sob a ótica dos futuros projetos com potencial de geração de resultado na companhia.
No mais, sem grandes surpresas tratando sobre a maior geradora de energia privada do país num dos setores mais tranquilos de se investir.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento.
Para mais de 150h de conteúdo de ensino sobre finanças e investimentos, assine a nossa plataforma: findocs.com.br
Enfim, a Engie está na vanguarda da geração de energia que ilustra o futuro – as fontes renováveis, e a companhia tem se inclinado cada vez mais na diversificação de sua receita se expandindo no mercado de transmissão. O principal ponto de atenção que o investidor deve se ater na análise da companhia é sobre seu endividamento, que até então, está distante de quaisquer problemas e segue saudável. Lembrando sempre que o endividamento tem que se analisado também sob a ótica dos futuros projetos com potencial de geração de resultado na companhia.
No mais, sem grandes surpresas tratando sobre a maior geradora de energia privada do país num dos setores mais tranquilos de se investir.
Lembrando: o conteúdo aqui postado é apenas uma breve análise e opinião sobre os principais pontos referentes ao resultado da companhia e os documentos contemplam mais pontos a serem analisados se a intenção for a tomada de decisão para realizar um investimento.
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