Queda de algumas ações do mercado americano e algumas criptomoedas desde a máxima histórica registrada.
Apesar do índice americano (S&P500) estar com apenas 8,2% de queda desde sua máxima, diversas ações estão passando por correções violentas assim como tem ocorrido em nosso mercado.
A concentração das big techs no índice mascaram um pouco a correção geral do mercado, visto que elas tem segurado bem as pontas e concentram um alto percentual da composição – cenário semelhante ao que ocorre no Brasil com a Vale e a Petrobras no IBOV.
Apesar do índice americano (S&P500) estar com apenas 8,2% de queda desde sua máxima, diversas ações estão passando por correções violentas assim como tem ocorrido em nosso mercado.
A concentração das big techs no índice mascaram um pouco a correção geral do mercado, visto que elas tem segurado bem as pontas e concentram um alto percentual da composição – cenário semelhante ao que ocorre no Brasil com a Vale e a Petrobras no IBOV.
Até o momento o índice americano S&P500 acumula uma queda de aproximadamente 13%, enquanto a Nasdaq acumula 17% (se passar dos 20% de queda, entrará oficialmente em um bull market por termos técnicos).
Os principais fatores determinantes que tem impulsionado o movimento foram a inflação (fechando em 7% em 2021 contra um alvo do Banco Central de 2%, mostrando como a situação lá está crítica), o temor de um aumento de taxa de juros maior do que o esperado, e o temor de uma política monetária mais contracionista do que o esperado – isso é, além dos cortes de estímulos, o Banco Central americano também reduzirá seu balanço. A crise geopolítica envolvendo a Rússia também tem agregado nesse sentido.
Na próxima quarta-feira (26/01) ocorrerá o FOMC, reunião semelhante ao COPOM aqui no Brasil, e a decisão sobre a taxa de juros e demais pontos da política monetária serão tomadas.
Apesar da pressão global, no mesmo período a bolsa brasileira acumula uma alta de aproximadamente 5%.
Os principais fatores determinantes que tem impulsionado o movimento foram a inflação (fechando em 7% em 2021 contra um alvo do Banco Central de 2%, mostrando como a situação lá está crítica), o temor de um aumento de taxa de juros maior do que o esperado, e o temor de uma política monetária mais contracionista do que o esperado – isso é, além dos cortes de estímulos, o Banco Central americano também reduzirá seu balanço. A crise geopolítica envolvendo a Rússia também tem agregado nesse sentido.
Na próxima quarta-feira (26/01) ocorrerá o FOMC, reunião semelhante ao COPOM aqui no Brasil, e a decisão sobre a taxa de juros e demais pontos da política monetária serão tomadas.
Apesar da pressão global, no mesmo período a bolsa brasileira acumula uma alta de aproximadamente 5%.
Após os temores com a variante omicron e a forte queda registrada durante um breve período, hoje o barril de petróleo Brent rompeu os US$90.
Com faixa de preço por barril considerando o câmbio de R$5,40, a defasagem de preço da gasolina é de R$0,28 por litro, ou seja, é bem provável que haja mais elevação de preço nas bombas nos próximos dias.
O preço tem sido pressionado nos últimos dias principalmente por conta do conflito geopolítico envolvendo a Rússia entre outros países com fortes relações e papel de desempenho no cenário do petróleo.
Algumas medidas estão sendo tomadas por parte do governo brasileiro: um fundo de estabilização de preço utilizando os dividendos que a União recebe da Petrobras está sendo estudado (e aqui vale ressaltar que não irá alterar o valor entregue ao acionista da companhia de forma negativa, visto que utilizarão somente os proventos que a União recebe e que hoje ela é dona de quase 50% da companhia) e o congelamento do ICMS por parte dos Estados, que está em vigor desde outubro e hoje foi prorrogado por mais 60 dias - lembrando que alguns Estados possuem um imposto mais alto, como o Rio de Janeiro, com seus 34% encabeçando o ranking de Estados mais caros).
Mesmo com essa alta do combustível, no pior dos cenários, até então, não se espera que o barril passe dos US$100 e é quase um consenso que a inflação no Brasil já atingiu seu pico (lembrando das medidas de contenção de preço citadas acima e da queda do preço da energia elétrica que ocorrerá a partir de abril).
Já no segundo gráfico, é a ilustração da queda de investimento que as empresas do setor de petróleo e gás - consolidado das maiores do setor em abrangência global.
Esse é outro fator que corrobora com a alta em nível estrutural no médio prazo, reflexo tanto de medidas ESG que tem desincentivado a produção de combustíveis fósseis (o que é um erro, visto que a transição de matriz energética é algo gradual e não forçada de curto prazo) quanto das próprias companhias que se certa forma interpretam um cenário de possível queda de demanda com a popularização dos veículos elétricos.
Lembrando que, apesar do preço do combustível elevado ser ruim sob a ótica da inflação, para as contas públicas do nosso país e os acionistas de companhias do setor é algo ótimo.
É estimado que sozinha a Petrobras em 2021 seja responsável por uma arrecadação de mais de R$200bi e aproximadamente 7% do PIB.
Com faixa de preço por barril considerando o câmbio de R$5,40, a defasagem de preço da gasolina é de R$0,28 por litro, ou seja, é bem provável que haja mais elevação de preço nas bombas nos próximos dias.
O preço tem sido pressionado nos últimos dias principalmente por conta do conflito geopolítico envolvendo a Rússia entre outros países com fortes relações e papel de desempenho no cenário do petróleo.
Algumas medidas estão sendo tomadas por parte do governo brasileiro: um fundo de estabilização de preço utilizando os dividendos que a União recebe da Petrobras está sendo estudado (e aqui vale ressaltar que não irá alterar o valor entregue ao acionista da companhia de forma negativa, visto que utilizarão somente os proventos que a União recebe e que hoje ela é dona de quase 50% da companhia) e o congelamento do ICMS por parte dos Estados, que está em vigor desde outubro e hoje foi prorrogado por mais 60 dias - lembrando que alguns Estados possuem um imposto mais alto, como o Rio de Janeiro, com seus 34% encabeçando o ranking de Estados mais caros).
Mesmo com essa alta do combustível, no pior dos cenários, até então, não se espera que o barril passe dos US$100 e é quase um consenso que a inflação no Brasil já atingiu seu pico (lembrando das medidas de contenção de preço citadas acima e da queda do preço da energia elétrica que ocorrerá a partir de abril).
Já no segundo gráfico, é a ilustração da queda de investimento que as empresas do setor de petróleo e gás - consolidado das maiores do setor em abrangência global.
Esse é outro fator que corrobora com a alta em nível estrutural no médio prazo, reflexo tanto de medidas ESG que tem desincentivado a produção de combustíveis fósseis (o que é um erro, visto que a transição de matriz energética é algo gradual e não forçada de curto prazo) quanto das próprias companhias que se certa forma interpretam um cenário de possível queda de demanda com a popularização dos veículos elétricos.
Lembrando que, apesar do preço do combustível elevado ser ruim sob a ótica da inflação, para as contas públicas do nosso país e os acionistas de companhias do setor é algo ótimo.
É estimado que sozinha a Petrobras em 2021 seja responsável por uma arrecadação de mais de R$200bi e aproximadamente 7% do PIB.
Aula de hoje no INT
Carreira e Certificações Financeiras
Tudo que você precisa saber para construir um perfil competitivo. Aula importante tanto para quem almeja trabalhar nessa área quanto para quem precisa avaliar o perfil dos profissionais que contrata.
Exclusivo para assinantes.
No INT às 19h00. Link já disponível.
www.findocs.com.br
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Leve correção ou começo de bear market?
Enquanto o mercado brasileiro fecha o mês com 7,5% de retorno e em terreno positivo, o mercado americano tem sofrido, fechando janeiro no pior patamar dos últimos 100 anos, com uma queda de 9% - enquanto diversas ações já somam mais de 30% de queda, como é o caso das ações da Netflix.
Muito desse efeito tem sido um fluxo de saída da própria bolsa americana indo para bolsa de países emergentes, refletindo uma possível mudança de ciclo e as futuras altas de juros do Banco Central Americano.
Enquanto o mercado brasileiro fecha o mês com 7,5% de retorno e em terreno positivo, o mercado americano tem sofrido, fechando janeiro no pior patamar dos últimos 100 anos, com uma queda de 9% - enquanto diversas ações já somam mais de 30% de queda, como é o caso das ações da Netflix.
Muito desse efeito tem sido um fluxo de saída da própria bolsa americana indo para bolsa de países emergentes, refletindo uma possível mudança de ciclo e as futuras altas de juros do Banco Central Americano.
Fechamento de janeiro, possível mudança de ciclo e apetite dos estrangeiros
O mês de janeiro acabou ontem – para a surpresa de muita gente, o quem levou o destaque entre os principais ativos foi a bolsa brasileira: no mês, o índice fechou com uma variação positiva de 7,91%.
Boa parte desse número foi proporcionada principalmente por conta do fluxo positivo de dinheiro dos gringos – até o dia 28/01, o saldo de capital externo na bolsa já soma R$30.61 bilhões – ou seja, mais de R$1 bilhão por dia, uma quantidade extremamente alta.
Ainda é cedo para afirmar qualquer coisa, mas esses números podem reforçar o que mencionamos há um tempo sobre uma possível mudança de ciclo onde os investidores rotacionam seus capitais para países emergentes por “stress” e mudança de cenário na bolsa americana.
Isso significa que você deve parar de investir nos EUA? Não. Longe disso – mas sempre se lembrar de diversificar e ignorar qualquer viés ao tratarem sobre mercado, vide o ódio que alguns investidores tomaram pelo mercado brasileiro nos últimos meses por conta da forte queda ocorrida. No mais, o cenário macro importa, mas o micro, mais ainda, e no curto prazo não faltará gente e ruído para te confundir. O apetite dos estrangeiros – por mais que em percentual de alocação do portfólio total não signifique um valor exorbitante – mostra bem a relação de oportunidade e risco.
Indo além: como mencionado, a bolsa brasileira foi a estrela do mês, com uma rentabilidade de 7,91% no período, enquanto o índice IFIX caiu 0,44%, o dólar caiu 4,78%, a bolsa americana caiu 5,86% e o Bitcoin caiu 23,42%.
Resumo de Janeiro
Bolsa Brasileira (IBOV): +7,91%
CDI: +0,76%
Poupança: +0,54%
Fundos Imobiliários (IFIX): -0,44%
Ouro: -1,72%
Dólar Comercial: -4,78%
Bolsa Americana (S&P500): -5,86%
Bitcoin (BRL): -23,42%
O mês de janeiro acabou ontem – para a surpresa de muita gente, o quem levou o destaque entre os principais ativos foi a bolsa brasileira: no mês, o índice fechou com uma variação positiva de 7,91%.
Boa parte desse número foi proporcionada principalmente por conta do fluxo positivo de dinheiro dos gringos – até o dia 28/01, o saldo de capital externo na bolsa já soma R$30.61 bilhões – ou seja, mais de R$1 bilhão por dia, uma quantidade extremamente alta.
Ainda é cedo para afirmar qualquer coisa, mas esses números podem reforçar o que mencionamos há um tempo sobre uma possível mudança de ciclo onde os investidores rotacionam seus capitais para países emergentes por “stress” e mudança de cenário na bolsa americana.
Isso significa que você deve parar de investir nos EUA? Não. Longe disso – mas sempre se lembrar de diversificar e ignorar qualquer viés ao tratarem sobre mercado, vide o ódio que alguns investidores tomaram pelo mercado brasileiro nos últimos meses por conta da forte queda ocorrida. No mais, o cenário macro importa, mas o micro, mais ainda, e no curto prazo não faltará gente e ruído para te confundir. O apetite dos estrangeiros – por mais que em percentual de alocação do portfólio total não signifique um valor exorbitante – mostra bem a relação de oportunidade e risco.
Indo além: como mencionado, a bolsa brasileira foi a estrela do mês, com uma rentabilidade de 7,91% no período, enquanto o índice IFIX caiu 0,44%, o dólar caiu 4,78%, a bolsa americana caiu 5,86% e o Bitcoin caiu 23,42%.
Resumo de Janeiro
Bolsa Brasileira (IBOV): +7,91%
CDI: +0,76%
Poupança: +0,54%
Fundos Imobiliários (IFIX): -0,44%
Ouro: -1,72%
Dólar Comercial: -4,78%
Bolsa Americana (S&P500): -5,86%
Bitcoin (BRL): -23,42%
Quem acompanha a gente de perto entende que o nosso compromisso é entregar conteúdo de alto nível na hora certa.
Isso é o que possibilita decisões inteligentes com autonomia.
Na aula dessa semana, endereçaremos a situação dos FIIs. Pegaremos na mão de vocês para aprenderem a materializar uma tese partindo de aspectos contábeis, jurídicos e funcionais.
Excepcionalmente nesta semana, a aula ao vivo acontecerá amanhã (quarta), às 20h00.
Como sempre, aulas ficam gravadas para a posteridade. Porém, participe ao vivo para tirar as suas dúvidas.
Exclusivo para assinantes do INT.
www.findocs.com.br
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Taxas de juros reais ao redor do planeta
Um ponto que pode corroborar (e já está) com uma menor pressão sobre o câmbio do nosso país, é a taxa de juros real que estamos caminhando.
Entre as principais economias do planeta, hoje estima-se que o Brasil tenha as taxas de juros real mais alta para o final de 2022, com uma taxa de aproximadamente 7%. Essa taxa é responsável por atrair maior capital estrangeiro dada a rentabilidade que ela proporciona – inclusive no auge da pandemia, como alguns devem se lembrar, passamos pelo inverso, indo para os 2% de SELIC e uma taxa de juros real negativa de aproximadamente -6%.
Afinal, muito do capital estrangeiro que entra no país busca a renda fixa – e não há muita razão para um gringo que vive em uma economia desenvolvida tomar risco em uma economia emergente se não for por uma rentabilidade que fala valer a pena.
Um ponto que pode corroborar (e já está) com uma menor pressão sobre o câmbio do nosso país, é a taxa de juros real que estamos caminhando.
Entre as principais economias do planeta, hoje estima-se que o Brasil tenha as taxas de juros real mais alta para o final de 2022, com uma taxa de aproximadamente 7%. Essa taxa é responsável por atrair maior capital estrangeiro dada a rentabilidade que ela proporciona – inclusive no auge da pandemia, como alguns devem se lembrar, passamos pelo inverso, indo para os 2% de SELIC e uma taxa de juros real negativa de aproximadamente -6%.
Afinal, muito do capital estrangeiro que entra no país busca a renda fixa – e não há muita razão para um gringo que vive em uma economia desenvolvida tomar risco em uma economia emergente se não for por uma rentabilidade que fala valer a pena.
Gráfico de dividend yield de cada segmento de fundos imobiliários nos últimos 12 meses.
Comumente é feita a comparação dos dividendos com a remuneração da SELIC, o que é um erro.
Assim como na aquisição de um imóvel, um fundo tem boa parte da sua valorização também atrelada ao seu património, isso é, os imóveis do fundo terão seus preços reajustados para cima com o passar do tempo caso sejam bem localizados e de boa qualidade.
O problema nessa relação é que essa correção inflacionária não ocorre de uma vez por conta da altíssima liquidez dos ativos e do valuation realizado utilizando a taxa de desconto presente, e investidores mais novos acabam tendo certa descrença na proteção que os ativos geram. No curto prazo a proteção com a correção do valor do patrimônio pode não ocorrer, mas no médio prazo ela não falha – o custo de reposição e os contratos quase sempre corrigem para cima se tanto a localização quanto os imóveis forem de boa qualidade.
Lembre-se: fundo imobiliário não é só aluguel – é patrimônio, principalmente, e a comparação de dividendo com SELIC é errada. Da mesma forma que um imóvel da Faria Lima valia menos do que vale hoje há 20 anos, isso vai ocorrer no fundo que você investe, também. Tenha paciência pois apenas contratos financeiros são reajustados de forma instantânea.
Ao longo do tempo, grande parte da sua rentabilidade vem com a valorização patrimonial.
Comumente é feita a comparação dos dividendos com a remuneração da SELIC, o que é um erro.
Assim como na aquisição de um imóvel, um fundo tem boa parte da sua valorização também atrelada ao seu património, isso é, os imóveis do fundo terão seus preços reajustados para cima com o passar do tempo caso sejam bem localizados e de boa qualidade.
O problema nessa relação é que essa correção inflacionária não ocorre de uma vez por conta da altíssima liquidez dos ativos e do valuation realizado utilizando a taxa de desconto presente, e investidores mais novos acabam tendo certa descrença na proteção que os ativos geram. No curto prazo a proteção com a correção do valor do patrimônio pode não ocorrer, mas no médio prazo ela não falha – o custo de reposição e os contratos quase sempre corrigem para cima se tanto a localização quanto os imóveis forem de boa qualidade.
Lembre-se: fundo imobiliário não é só aluguel – é patrimônio, principalmente, e a comparação de dividendo com SELIC é errada. Da mesma forma que um imóvel da Faria Lima valia menos do que vale hoje há 20 anos, isso vai ocorrer no fundo que você investe, também. Tenha paciência pois apenas contratos financeiros são reajustados de forma instantânea.
Ao longo do tempo, grande parte da sua rentabilidade vem com a valorização patrimonial.
No debate de hoje:
> Estratégias de alocação para SELIC em 10,25% (e subindo);
> Análise do Facebook (Meta) e a sua queda histórica: vale a pena seguir alocando?
Participe para aprender as estratégias que eliminarão o risco do seu portfolio derreter nos períodos vindouros.
19h00. Exclusivo para assinantes do INT.
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> Estratégias de alocação para SELIC em 10,25% (e subindo);
> Análise do Facebook (Meta) e a sua queda histórica: vale a pena seguir alocando?
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Sobre a queda das ações da Meta ($FB) e os principais pontos que podem ter desagradado o mercado
Essa semana foi marcada pela divulgação dos resultados do quarto trimestre (e fechamento anual) de todas as big techs americanas: Apple, Microsoft, Amazon, Google e Meta. Entre as cinco, o destaque foi da Meta – e um destaque não tão bom, diga-se de passagem: após a divulgação de seus resultados, a companhia mergulhou numa queda histórica de 22% no after market americano, fechando no pregão do dia seguinte com uma queda de 26% - uma perda de quase US$250 bilhões de valor de mercado, sendo a maior perda num só dia registrada na história.
A princípio, os resultados da companhia não foram ruins – superando ligeiramente as expectativas dos analistas, ela segue gerando um caixa bilionário, com um lucro expressivo e um crescimento reconhecível. Mas, algumas linhas podem ter azedado o humor do mercado. Citaremos algumas.
1. Queda no no número de usuários: pela primeira vez na história a companhia registrou queda na quantidade de usuários ativos. Foi uma queda quase que insignificante de 1.930 milhões para 1.929 milhões (ou seja, 1.9 bilhões) de usuários ativos na comparação de trimestre para trimestre, mas ainda assim, uma evidência de pressão de concorrência. Como já sabido, a gigante chinesa Bytedance, dona da TikTok, tem ganhado cada vez mais espaço ao redor do mundo. Inclusive o TikTok foi o domínio mais popular da internet do planeta em 2021.
2. Problemas com a Apple: um dos principais business da Meta é o rastreio de dados – inclusive a companhia já teve sérios problemas com isso na justiça. A Apple, em seu novo sistema operacional (iOS) incluiu funcionalidades que protegessem mais seus usuários em termos de privacidade – uma dessas funcionalidades é o bloqueio de aplicativos sobre o rastreio dos dados de seus usuários com o App Tracking Transparency (ATT). Em resumo: a Apple tem brecado a Meta de conseguir dados para direcionar seus anúncios e o próprio CFO da Meta já anunciou que isso será um problema sério em 2022.
3. Metaverso: muito hype foi construído em cima do metaverso, mas até agora, não há nada sólido sobre isso. A Meta tem investido dezenas de bilhões a mais no desenvolvimento desse segmento, contratado milhares de novas cabeças e sua área responsável por isso fechou 2021 com um prejuízo de mais de US$10 bilhões – o que é comum, mas o ceticismo por parte do investidor é válido, afinal, como já dito, não há nada realmente bem fundamentado ainda sobre metaverso se não narrativas apaixonadas prometendo disrupção ou vídeos de conceitos.
Ademais, todos esses desafios foram endereçados e reforçados pela própria gestão da companhia, que obviamente cita seus esforços para superar.
Independente dos problemas, fica a reflexão ao investidor: a companhia sofreu uma queda de mais de ¼ do seu valor de mercado, caindo de um preço sobre lucro de 23x para aproximadamente 17x – e seguimos falando sobre uma companhia que quase monopoliza o segmento de redes sociais do planeta, marcando presença com o Facebook, WhatsApp, Instagram, Messenger, Workplace, Oculus e afins com quase 2 bilhões de usuários ativos – desconsiderando a China, tendo em vista sua proibição de atuação no país. Será que uma queda dessa magnitude realmente faz sentido?
Essa semana foi marcada pela divulgação dos resultados do quarto trimestre (e fechamento anual) de todas as big techs americanas: Apple, Microsoft, Amazon, Google e Meta. Entre as cinco, o destaque foi da Meta – e um destaque não tão bom, diga-se de passagem: após a divulgação de seus resultados, a companhia mergulhou numa queda histórica de 22% no after market americano, fechando no pregão do dia seguinte com uma queda de 26% - uma perda de quase US$250 bilhões de valor de mercado, sendo a maior perda num só dia registrada na história.
A princípio, os resultados da companhia não foram ruins – superando ligeiramente as expectativas dos analistas, ela segue gerando um caixa bilionário, com um lucro expressivo e um crescimento reconhecível. Mas, algumas linhas podem ter azedado o humor do mercado. Citaremos algumas.
1. Queda no no número de usuários: pela primeira vez na história a companhia registrou queda na quantidade de usuários ativos. Foi uma queda quase que insignificante de 1.930 milhões para 1.929 milhões (ou seja, 1.9 bilhões) de usuários ativos na comparação de trimestre para trimestre, mas ainda assim, uma evidência de pressão de concorrência. Como já sabido, a gigante chinesa Bytedance, dona da TikTok, tem ganhado cada vez mais espaço ao redor do mundo. Inclusive o TikTok foi o domínio mais popular da internet do planeta em 2021.
2. Problemas com a Apple: um dos principais business da Meta é o rastreio de dados – inclusive a companhia já teve sérios problemas com isso na justiça. A Apple, em seu novo sistema operacional (iOS) incluiu funcionalidades que protegessem mais seus usuários em termos de privacidade – uma dessas funcionalidades é o bloqueio de aplicativos sobre o rastreio dos dados de seus usuários com o App Tracking Transparency (ATT). Em resumo: a Apple tem brecado a Meta de conseguir dados para direcionar seus anúncios e o próprio CFO da Meta já anunciou que isso será um problema sério em 2022.
3. Metaverso: muito hype foi construído em cima do metaverso, mas até agora, não há nada sólido sobre isso. A Meta tem investido dezenas de bilhões a mais no desenvolvimento desse segmento, contratado milhares de novas cabeças e sua área responsável por isso fechou 2021 com um prejuízo de mais de US$10 bilhões – o que é comum, mas o ceticismo por parte do investidor é válido, afinal, como já dito, não há nada realmente bem fundamentado ainda sobre metaverso se não narrativas apaixonadas prometendo disrupção ou vídeos de conceitos.
Ademais, todos esses desafios foram endereçados e reforçados pela própria gestão da companhia, que obviamente cita seus esforços para superar.
Independente dos problemas, fica a reflexão ao investidor: a companhia sofreu uma queda de mais de ¼ do seu valor de mercado, caindo de um preço sobre lucro de 23x para aproximadamente 17x – e seguimos falando sobre uma companhia que quase monopoliza o segmento de redes sociais do planeta, marcando presença com o Facebook, WhatsApp, Instagram, Messenger, Workplace, Oculus e afins com quase 2 bilhões de usuários ativos – desconsiderando a China, tendo em vista sua proibição de atuação no país. Será que uma queda dessa magnitude realmente faz sentido?
Opinião e análise breve – Porto Seguro ($PSSA3) – 2021
O ano de 2021 foi extremamente desafiador para a Porto Seguro – não em vão, a bottom line (termo utilizado para se referir as últimas linhas do DRE, como o lucro líquido) do período veio ruim e pior do que 2020, o que já era esperado.
Os dois principais fatores que impactaram negativamente a companhia no ano foram as taxas de juros do período (que começaram 2021 em 2% e até o final do segundo semestre estavam em 4,25%, acelerando o ritmo a partir daí) e o aumento do preço dos automóveis e consequentemente suas peças.
Sobre a taxa de juros: boa parte dos resultados da companhia resultam do seu float, isso é, o dinheiro que ela deixa parado dos prêmios emitidos para cobrir os sinistros. Como boa parte desse dinheiro está em títulos públicos e a rentabilidade no geral esteve bem baixa por conta da SELIC, isso implica em menor receita financeira para a seguradora.
Sobre o aumento do preço dos automóveis: o principal business da Porto Seguro é o seguro de veículos. O ano de 2021 foi marcado por um forte aumento no preço dos automóveis e consequentemente suas peças, enquanto as apólices dos seguros não acompanharam – ou seja, em caso de sinistro, a Porto Seguro teve uma despesa bem maior do que esperava, o que resultou em margens menores.
A pressão sobre a linha de planos de saúde também foi forte por razões obvias: pandemia. O ano marcou o maior registro de sinistralidade já atingido na área de saúde pela companhia (81,7%).
Apesar desses dois grandes desafios no período, dissecando seus números, o ano foi positivo em diversos sentidos e essas pressões citadas acima são passageiras e não devem se repetir no futuro – não na mesma intensidade, pelo menos.
Em 2021 a companhia conseguiu expandir bem a sua base de segurados (+5,7% automóveis, 4,7% vida, +28,8% saúde) e também sua parte financeira (+12,8% de cartões emitidos e +33,1% de crescimento na carteira de crédito, que resultou em um aumento de 24% nas receitas de operação de crédito, que é um dos focos da companhia atualmente).
Esse aumento da base de segurados em todas as linhas do negócio e a expansão da sua área financeira fez com que a companhia atingisse um recorde de receita, na casa dos R$21 bilhões (+16% a/a), mas um lucro de R$1.1 bilhão (-28,6% a/a), refletindo maiores custos e despesas ocasionados pela inflação e demais pontos citados acima).
Como mencionado, mesmo face a pressão da SELIC e da alta dos automóveis, a companhia conseguiu expandir bem a base de segurados, sendo que na área de automóvel, que é seu principal segmento, houve ganhou de market share de 0,8%, o que resulta num domínio sobre o mercado de 28,1% atualmente.
Ou seja, apesar da pressão sobre o lucro, em linhas gerais, 2021 foi um bom ano para a companhia. O cenário macroeconômico foi extremamente negativo para o segmento, o que significa que não só a Porto Seguro, mas absolutamente qualquer companhia do nicho também sofreu com esses problemas, e mesmo com o cenário adverso, houve crescimento forte de todas as verticais de seguros, de prêmios emitidos e número de segurados, o que expressa o crescimento qualitativo da companhia.
O cenário de 2022 para a companhia tende a ser expressivamente melhor.
A companhia será fortemente beneficiada pelo aumento da SELIC (hoje 82% do seu caixa está em títulos públicos, sendo grande parte atrelada a SELIC e ao CDI), o que resultará em um resultado financeiro bem melhor, o cenário de automóveis tende a estabilizar e normalizar com arrefecimento da demanda e retomada a normalização da produção, e os prêmios emitidos já contemplarão as devidas correções referentes a todos os aumentos que aconteceram nos últimos meses, fazendo com que a companhia retorne as margens que possuía – como dito pelo CFO da companhia em teleconferência, a normalização completa provavelmente será atingida no começo do segundo trimestre de 2022.
O ano de 2021 foi extremamente desafiador para a Porto Seguro – não em vão, a bottom line (termo utilizado para se referir as últimas linhas do DRE, como o lucro líquido) do período veio ruim e pior do que 2020, o que já era esperado.
Os dois principais fatores que impactaram negativamente a companhia no ano foram as taxas de juros do período (que começaram 2021 em 2% e até o final do segundo semestre estavam em 4,25%, acelerando o ritmo a partir daí) e o aumento do preço dos automóveis e consequentemente suas peças.
Sobre a taxa de juros: boa parte dos resultados da companhia resultam do seu float, isso é, o dinheiro que ela deixa parado dos prêmios emitidos para cobrir os sinistros. Como boa parte desse dinheiro está em títulos públicos e a rentabilidade no geral esteve bem baixa por conta da SELIC, isso implica em menor receita financeira para a seguradora.
Sobre o aumento do preço dos automóveis: o principal business da Porto Seguro é o seguro de veículos. O ano de 2021 foi marcado por um forte aumento no preço dos automóveis e consequentemente suas peças, enquanto as apólices dos seguros não acompanharam – ou seja, em caso de sinistro, a Porto Seguro teve uma despesa bem maior do que esperava, o que resultou em margens menores.
A pressão sobre a linha de planos de saúde também foi forte por razões obvias: pandemia. O ano marcou o maior registro de sinistralidade já atingido na área de saúde pela companhia (81,7%).
Apesar desses dois grandes desafios no período, dissecando seus números, o ano foi positivo em diversos sentidos e essas pressões citadas acima são passageiras e não devem se repetir no futuro – não na mesma intensidade, pelo menos.
Em 2021 a companhia conseguiu expandir bem a sua base de segurados (+5,7% automóveis, 4,7% vida, +28,8% saúde) e também sua parte financeira (+12,8% de cartões emitidos e +33,1% de crescimento na carteira de crédito, que resultou em um aumento de 24% nas receitas de operação de crédito, que é um dos focos da companhia atualmente).
Esse aumento da base de segurados em todas as linhas do negócio e a expansão da sua área financeira fez com que a companhia atingisse um recorde de receita, na casa dos R$21 bilhões (+16% a/a), mas um lucro de R$1.1 bilhão (-28,6% a/a), refletindo maiores custos e despesas ocasionados pela inflação e demais pontos citados acima).
Como mencionado, mesmo face a pressão da SELIC e da alta dos automóveis, a companhia conseguiu expandir bem a base de segurados, sendo que na área de automóvel, que é seu principal segmento, houve ganhou de market share de 0,8%, o que resulta num domínio sobre o mercado de 28,1% atualmente.
Ou seja, apesar da pressão sobre o lucro, em linhas gerais, 2021 foi um bom ano para a companhia. O cenário macroeconômico foi extremamente negativo para o segmento, o que significa que não só a Porto Seguro, mas absolutamente qualquer companhia do nicho também sofreu com esses problemas, e mesmo com o cenário adverso, houve crescimento forte de todas as verticais de seguros, de prêmios emitidos e número de segurados, o que expressa o crescimento qualitativo da companhia.
O cenário de 2022 para a companhia tende a ser expressivamente melhor.
A companhia será fortemente beneficiada pelo aumento da SELIC (hoje 82% do seu caixa está em títulos públicos, sendo grande parte atrelada a SELIC e ao CDI), o que resultará em um resultado financeiro bem melhor, o cenário de automóveis tende a estabilizar e normalizar com arrefecimento da demanda e retomada a normalização da produção, e os prêmios emitidos já contemplarão as devidas correções referentes a todos os aumentos que aconteceram nos últimos meses, fazendo com que a companhia retorne as margens que possuía – como dito pelo CFO da companhia em teleconferência, a normalização completa provavelmente será atingida no começo do segundo trimestre de 2022.