FinDocs
3.34K subscribers
279 photos
14 files
234 links
Bem-vindo(a) ao canal oficial da FinDocs.

Aqui você encontrará notificações dos nossos conteúdos, de aulas, eventos, comentários e discussões da nossa equipe e demais materiais que julgarmos relevantes para você.

www.findocs.com.br

Avante!
Download Telegram
Dois gráficos: um relacionado a inflação americana e outro a inflação brasileira.

Sobre a inflação americana, serve de complemento aos demais textos que enviamos aqui na semana passada em relação ao movimento do banco central americano com pretensão de apertar a política monetária e reduzir a liquidez no mercado.

Alguns itens tiveram altas históricas que as atuais gerações de americano sequer imaginariam que pudessem acontecer, visto que o atual patamar inflacionário foi registrado pela última vez em 1982 – destaque ao combustível, sofrendo uma alta bem semelhante ao que tivemos em nosso país.

Sobre a inflação brasileira, a decomposição do índice mostrando os itens que mais tiveram peso no acumulado de 2021.

Sozinha a gasolina representou 3,17% do índice, que fechou em 10,06% no acumulado de 2021. Seguindo, a energia elétrica representou 1,08% do índice, puxada principalmente pela escassez hídrica e a prática da bandeira preta, que elevou as tarifas a níveis recordes. Em questão, o aumento médio de preço da gasolina foi de 46% em 2021 (lembrando que a diferença por Estado pode ser significativa de acordo com os impostos cobrados), enquanto da energia elétrica foi de aproximadamente 25%.

A título de curiosidade, somente o aumento da gasolina e da energia elétrica já fariam com que o IPCA ultrapassasse o centro da meta de inflação, atualmente de 3,75%.

Ademais, para 2021 a questão do custo da energia elétrica tem um cenário positivo por conta das chuvas que tem ocorrido nas regiões sul e sudeste do país, locais com os reservatórios mais penalizados, e espera-se uma redução de bandeira tarifária já em abril. Já em relação ao preço da gasolina, o barril segue com o preço pressionado em tendência de alta mesmo com breve alívio que ocorreu no final do ano passado. A inflação dificilmente será tão intensa quanto foi ano passado, mas o preço dos combustíveis ainda pode incomodar.

O barril Brent – utilizado para precificação do combustível da Petrobras – está bem próximo da máxima e o preço do combustível com alguns centavos defasados, então não se surpreenda caso uma nova elevação de preço seja anunciada pela companhia.
Fluxo estrangeiro em 2022 já soma R$17 bilhões com apenas 11 dias de pregão, enquanto os investidores locais continuam vendendo, com um forte movimento de resgate dos fundos multimercado e de ações para alocação nos fundos de renda fixa, apesar da desaceleração.

Até então, desde o primeiro pregão do ano, não houve registro de fluxo negativo por parte do estrangeiro – apenas compras e acúmulo.

Vale lembrar que em 2021 o fluxo foi positivo em R$103 bilhões e dado o momento do ciclo e atuais cenários tanto na Rússia quanto na China, é possível que esse cenário de dinheiro investido por parte do estrangeiro na bolsa do nosso país cresça ainda mais.

Lembre-se dos ciclos: nos piores momentos que os melhores aportes são feitos, por mais difícil que seja lidar com o emocional. Mantenha a estratégia.
Gráfico de correlação entre o crescimento de M2 da economia global (linha azul, esquerda) e o crescimento de valor mercado percentual do bitcoin (linha amarela, direita).

A base monetária é categorizada do M1 ao M4 por devida ordem de liquidez.

O M2, por sua vez, representa o dinheiro de fácil acesso na economia, contemplando o papel moeda em circulação (cédulas, moedas e caixas dos bancos), cadernetas de poupança, aplicações de curto prazo, títulos públicos, fundos de investimento em renda fixa e afins que possuam alta liquidez – de até 360 dias.

Um gráfico complementar em relação ao assunto que tratamos sobre a alta disponibilidade de dinheiro que a pandemia causou com seus trilhões de estímulos ao redor do globo e como os mercados reagem quando o dinheiro fica mais barato e mais acessível. Diminuição de liquidez sempre representa menor apetite a risco e a forma com que os agentes econômicos pensam sobre tomada de risco (e isso inclui principalmente ativos do mercado acionário que dependem de maior taxa de crescimento, como as techs disruptivas que não geram lucro e só queimam caixa).

Os picos de crescimento do valor de mercado ano a ano do bitcoin tem se encontrado com os momentos de explosão de liquidez da economia global, como mostra a imagem. Vale lembrar que os dados do mercado de criptomoeda ainda são recentes e gráficos do tipo levantam apenas algumas evidências – trata-se de um mercado extremamente novo, ainda mais em termos de registro de dados.
Histórico de valor de mercado em relação ao valor patrimonial do mercado de fundos imobiliários.

Mesmo com o “mini rally” de dezembro que fez com que o mercado subisse aproximadamente 8%, os descontos face ao patrimônio ainda são grandes e foram identificados pela última vez no auge da crise de 2015, um dos períodos econômicos mais turbulentos do país onde as taxas de juros longas atingiram níveis recordes, fazendo a desvalorização do mercado seguir.

Vale lembrar que hoje o mercado tem bem mais fundos de recebíveis do que antigamente, o que faz com que esse desconto seja artificialmente puxado para cima, e desconsiderando eles, os descontos seriam bem maiores.

Outro ponto é que o valor patrimonial de diversos fundos ainda aponta para números de 2020, ou seja, face as novas avaliações patrimoniais, alguns fundos desvalorizarão (puxados pela vacância e alta de juros, mesmo que temporariamente, o que não é motivo para preocupação se for um fundo bem gerido) e outros puxarão para cima. Ou seja, o desconto sobre o patrimônio é um indicador, mas deve ser usado com cautela, dado sua análise de característica passada.

Enfim, as oportunidades no mercado são inegáveis independente do ponto de análise.
Hoje temos debate no INT.

Como sempre, trataremos assuntos estratégicos que contribuirão para o aprimoramento dos resultados de vocês.

Os debates são uma ótima oportunidade para você trazer as suas dúvidas para a nossa equipe.

Participe ao vivo. Debates não ficam gravados.

No INT, às 19h00. Link já disponível.

www.findocs.com.br
Queda de algumas ações do mercado americano e algumas criptomoedas desde a máxima histórica registrada.

Apesar do índice americano (S&P500) estar com apenas 8,2% de queda desde sua máxima, diversas ações estão passando por correções violentas assim como tem ocorrido em nosso mercado.

A concentração das big techs no índice mascaram um pouco a correção geral do mercado, visto que elas tem segurado bem as pontas e concentram um alto percentual da composição – cenário semelhante ao que ocorre no Brasil com a Vale e a Petrobras no IBOV.
Até o momento o índice americano S&P500 acumula uma queda de aproximadamente 13%, enquanto a Nasdaq acumula 17% (se passar dos 20% de queda, entrará oficialmente em um bull market por termos técnicos).

Os principais fatores determinantes que tem impulsionado o movimento foram a inflação (fechando em 7% em 2021 contra um alvo do Banco Central de 2%, mostrando como a situação lá está crítica), o temor de um aumento de taxa de juros maior do que o esperado, e o temor de uma política monetária mais contracionista do que o esperado – isso é, além dos cortes de estímulos, o Banco Central americano também reduzirá seu balanço. A crise geopolítica envolvendo a Rússia também tem agregado nesse sentido.

Na próxima quarta-feira (26/01) ocorrerá o FOMC, reunião semelhante ao COPOM aqui no Brasil, e a decisão sobre a taxa de juros e demais pontos da política monetária serão tomadas.

Apesar da pressão global, no mesmo período a bolsa brasileira acumula uma alta de aproximadamente 5%.
Após os temores com a variante omicron e a forte queda registrada durante um breve período, hoje o barril de petróleo Brent rompeu os US$90.

Com faixa de preço por barril considerando o câmbio de R$5,40, a defasagem de preço da gasolina é de R$0,28 por litro, ou seja, é bem provável que haja mais elevação de preço nas bombas nos próximos dias.

O preço tem sido pressionado nos últimos dias principalmente por conta do conflito geopolítico envolvendo a Rússia entre outros países com fortes relações e papel de desempenho no cenário do petróleo.

Algumas medidas estão sendo tomadas por parte do governo brasileiro: um fundo de estabilização de preço utilizando os dividendos que a União recebe da Petrobras está sendo estudado (e aqui vale ressaltar que não irá alterar o valor entregue ao acionista da companhia de forma negativa, visto que utilizarão somente os proventos que a União recebe e que hoje ela é dona de quase 50% da companhia) e o congelamento do ICMS por parte dos Estados, que está em vigor desde outubro e hoje foi prorrogado por mais 60 dias - lembrando que alguns Estados possuem um imposto mais alto, como o Rio de Janeiro, com seus 34% encabeçando o ranking de Estados mais caros).

Mesmo com essa alta do combustível, no pior dos cenários, até então, não se espera que o barril passe dos US$100 e é quase um consenso que a inflação no Brasil já atingiu seu pico (lembrando das medidas de contenção de preço citadas acima e da queda do preço da energia elétrica que ocorrerá a partir de abril).

Já no segundo gráfico, é a ilustração da queda de investimento que as empresas do setor de petróleo e gás - consolidado das maiores do setor em abrangência global.

Esse é outro fator que corrobora com a alta em nível estrutural no médio prazo, reflexo tanto de medidas ESG que tem desincentivado a produção de combustíveis fósseis (o que é um erro, visto que a transição de matriz energética é algo gradual e não forçada de curto prazo) quanto das próprias companhias que se certa forma interpretam um cenário de possível queda de demanda com a popularização dos veículos elétricos.

Lembrando que, apesar do preço do combustível elevado ser ruim sob a ótica da inflação, para as contas públicas do nosso país e os acionistas de companhias do setor é algo ótimo.

É estimado que sozinha a Petrobras em 2021 seja responsável por uma arrecadação de mais de R$200bi e aproximadamente 7% do PIB.
Aula de hoje no INT

Carreira e Certificações Financeiras

Tudo que você precisa saber para construir um perfil competitivo. Aula importante tanto para quem almeja trabalhar nessa área quanto para quem precisa avaliar o perfil dos profissionais que contrata.

Exclusivo para assinantes.

No INT às 19h00. Link já disponível.

www.findocs.com.br
Leve correção ou começo de bear market?

Enquanto o mercado brasileiro fecha o mês com 7,5% de retorno e em terreno positivo, o mercado americano tem sofrido, fechando janeiro no pior patamar dos últimos 100 anos, com uma queda de 9% - enquanto diversas ações já somam mais de 30% de queda, como é o caso das ações da Netflix.

Muito desse efeito tem sido um fluxo de saída da própria bolsa americana indo para bolsa de países emergentes, refletindo uma possível mudança de ciclo e as futuras altas de juros do Banco Central Americano.