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Projeções e Boletim Focus: o perigo de seguir cegamente

O Boletim Focus é um relatório compilado do Banco Central que divulga as projeções econômicas de diversos participantes do mercado, sendo eles bancos, corretoras, instituições financeiras e afins.

Nesse relatório há a projeção de dados elementares para a economia: SELIC, IPCA, IGP-M, câmbio, balança comercial entre outros. Ou seja – com a projeção de mais de 100 instituições, sua intenção é expressar a expectativa do mercado em relação a todos esses números.

Semanalmente esse relatório é divulgado com os números revisados, e na imagem acima, é possível ver a discrepância entre a expectativa que o mercado tinha sobre o final de 2021 lá no começo de janeiro e a expectativa que tem agora, faltando 2 dias para acabar o ano.

A lição a ser tirada com o Focus é: tome muito cuidado com projeções que você vê por aí. Toda instituição financeira atende aos próprios interesses, por mais transparente que seja, e cenários econômicos mudam violentamente em janelas de tempo curtíssimas.

Basta um único anúncio do presidente dos EUA ou alguma canetada legislativa para virar o cenário de cabeça para baixo e colocar em xeque todas as projeções antes feitas, demandando nova revisão e alterando completamente o resultado final.

Em janeiro, esperavam uma SELIC de 3,25% para o final desse ano – estamos nos 9,25%.
Em janeiro, esperavam um IPCA de 3,34% para o final desse ano – estamos nos 10%.

Projeções sempre são bem-vindas para dar o mínimo de clareza ao futuro não tão distante, mas não se apegue nos números como se eles fossem imutáveis.
O cenário fiscal brasileiro e seu pessimismo talvez excessivo

No cenário econômico brasileiro, 2021 foi um ano marcado por dezenas de incertezas: com expectativas de que a nossa dívida atingisse níveis inimagináveis e quase impagáveis, e déficits constantes nas contas públicas, até mesmo os juros longos estressaram e chegaram na casa dos 12,8% em sua máxima dos últimos meses, refletindo um cenário deteriorado e pessimista. E nada disso aconteceu.

Após um pico de uma dívida bruta sobre PIB de 90% em fevereiro desse ano, os últimos meses marcaram quedas constantes no indicador, atualmente nos 82%, refletindo um cenário oposto do esperado.

Hoje outro dado contrariando as expectativas extremamente pessimistas foi divulgado: com um superávit primário de R$15 bilhões em novembro registrando o melhor número desde 2013, no ano o país já soma um superávit de R$64.6 bilhões.

É importante dizer que esse resultado ocorreu principalmente por conta dos Estados e municípios, que registraram um superávit de R$110.5 bilhões, enquanto o governo federal registrou um déficit de R$49.8 bilhões.

Fatores como a inflação (que aumenta a quantidade de impostos pagos) e o boom do preço das commodities (em especial a gasolina e o minério de ferro, com a Petrobras e a Vale) tiveram forte papel nesse cenário, mas independente disso, em termos práticos o impacto é o mesmo – queda nos indicadores e melhora do cenário fiscal.

Longe de dizer que o país está um mar de rosas – como visto, commodities com preços nas alturas e um cenário inflacionário corroboraram com esses resultados, mas a expectativa pessimista do mercado talvez não reflita a realidade, não em vão as taxas de juros longas seguem em queda há algumas semanas.

Como Howard Marks diz: o ceticismo de um bom investidor é ser pessimista quando todos estão otimistas e otimista quando todos estão pessimistas – por mais difícil que seja ser do contra, nunca esquecendo da diversificação.
Energia – o cenário de 2021 e possíveis impactos inflacionários em 2022

Com o fechamento anual dos volumes dos reservatórios em 31/12/2021, segundo dados coletados no site da ONS, apesar do cenário conturbado de estiagem que passamos durante o ano, uma boa notícia: os reservatórios fecharão acima dos volumes identificados há um ano, em 31/12/2020.

Avaliando de acordo com cada subsistema, os reservatórios do norte e do sul foram os mais agraciados com o período de chuva até então, demonstrando um aumento de 106% e 55% no volume de cada um, respectivamente, surpreendendo até mesmo as projeções mais otimistas dos especialistas, que até meados de setembro trabalhavam com a possibilidade de um racionamento de energia – ou seja, ninguém esperava esse nível de chuvas que estamos passando agora.

Caso o cenário siga, segundo estimativas da própria NOS é provável que até o final de janeiro os reservatórios do sudeste e centro-oeste fechem na faixa dos 37% de volume, os do sul na faixa dos 34%, os do nordeste na faixa dos 72% e os do norte na faixa dos 86%.

Para a inflação, esse cenário denota um evento positivo – face a uma mudança de bandeira tarifária para baixo, haverá um carrego deflacionário no período e um grande carrego estatístico para começar o ano já com um fator pesando contra a balança dos demais aumentos de preço – e talvez seja essa uma das razões da bandeira de escassez hídrica ter sido mantida até então, visto que o carrego estatístico será positivo caso façam a mudança agora em 2022 no começo da apuração dos dados do ano.

Ainda sobre a bandeira tarifária, já foi anunciado pelo governo que não há intenção da redução antes de abril, justificando a manutenção da bandeira para arcar com os custos das termelétricas que tiveram que ficar ligadas durante esse período. No total, o país tem 122 usinas térmicas. No pico da crise todas estavam em completo funcionamento, sendo que atualmente, 76 ainda estão.

Enfim, esse problema de estiagem já é recorrente no país – desde a virada do milênio passamos pelo mesmo problema, com o crescimento econômico sendo fortemente brecado não só, mas também por isso. A energia é aquele 3% do PIB responsável pelos outros 97%, e talvez seja tempo – ainda que tardio – de repensarmos a nossa.

Em resumo: mais uma vez, projeções superadas.
Máximas históricas na bolsa americana, inflação e ciclos.

Para quem investe ne bolsa americana, 2021 foi um ano espetacular: o fechamento de rentabilidade do período foi de 29,1% no índice da S&P500, se caracterizando como um dos melhores anos já registrado para o mercado. E os números que impressionam não param por aí.

Em 2021 o índice S&P500 atingiu a máxima histórica (ou ATH, all time high) 70 vezes. Ou seja, em 70 pregões o índice fechou no maior valor já registrado. Foi o segundo ano com o maior número de máximas históricas já registrado, atrás somente de 1995, quando o índice fechou atingiu a máxima histórica 77 vezes.

Apesar desses números a princípio assustarem em um sentido de euforia desmedida do mercado, dois pontos têm de ser lembrados: o primeiro é que os indicadores não denotam um mercado inflacionado e caro como estivera nas últimas bolhas. Com exceção de poucas empresas isoladas, as expectativas de crescimento futuro não estão precificando um céu de brigadeiro e um fator inatingível como foi em 2000, no auge da bolha das techs, com empresas negociando a 1000 vezes o lucro.

O segundo ponto é a inflação. A perversa inflação que sempre é abarcada em assuntos financeiros. Assim como no Brasil, os EUA estão passando por um momento de extrema turbulência, com os indicadores inflacionários apontando para níveis vistos pela última vez somente na década de 80.

Para se ter ideia, hoje o país está com uma inflação de 6,8% - sendo a maior taxa de inflação desde 1982. Essa inflação tem impulsionado o preço dos ativos tanto pelo aumento da receita das companhias quanto pelo uso do mercado em si como forma de se proteger desse cenário de deterioração monetária. Ou seja, face a um ajuste de preço dos ativos, máximas são atingidas e o cenário que vimos em 2021 se forma.

De qualquer forma, ontem foi o primeiro pregão de 2022 e o índice fechou em terreno positivo, mais uma vez, começando o ano atingindo mais uma máxima histórica, e tudo indica que 2022 será um ano tão bom quanto 2021, com grandes chances de parte considerável da cadeia de oferta de suprimentos normalizar e alguns segmentos do mercado se dar bem.

Lembrando que a diversificação é sempre importante. A bolsa americana hoje está com rendimentos espetaculares, mas os ciclos econômicos existem. Entre 2000 e 2012 o índice S&P500 lateralizou completamente – ou seja, foram 12 anos de 0% de ganho, enquanto a bolsa brasileira deu mais de 400% de retorno no mesmo período.

A existência do imprevisível deve ser lembrada.
Quantitative Easing, o balanço multitrilionário do FED e sua ata de ontem

Utilizado pela primeira vez pelo Japão no início da virada do milênio, o quantitative easing – ou comumente conhecido como flexibilização quantitativa no Brasil – se tornou uma poderosa ferramenta de estímulo econômico utilizada pelos Banco Centrais.

Sua mecânica é simples: o Banco Central compra títulos de crédito privados e públicos das instituições financeiras e esse dinheiro jorra na economia em forma de cascata, passando das instituições para os demais agentes econômicos por meio de empréstimos e afins.

Como dito, essa mecânica é utilizada para estimular a economia em um cenário onde sequer as taxas de juros zeradas dão mais contas de fazer. Foi isso que levou o Banco Central Japonês a utilizar pela primeira vez há pouco mais de 20 anos: mesmo com sua taxa de juros zerada, o país não demonstrava uma guinada no crescimento econômico, e a deflação do cenário passou a se tornar uma preocupação, problema persistente que existe até hoje.

Pela tabela é perceptível como o Banco Central Americano também passou a utilizar essa ferramenta com maior ativismo a partir da Crise do Subprime, em 2008: seu balanço de ativos cresceu 151% ano a ano, de US$891 bilhões para US$2.2 trilhões.

Desde então o FED pisou no acelerador, dobrando seu balanço entre 2008 e 2014 de US$2.2 trilhões para US$4.4 trilhões e, após alguns anos sossegado, voltando a estimular fortemente a economia atingindo cavalares US$8.75 trilhões hoje, sendo que do começo da pandemia até então, seu balanço praticamente dobrou.

Muitos devem ter percebido o recente stress do mercado, com queda generalizada não só na bolsa brasileira, mas em todos os mercados – até mesmo o de criptomoedas – e isso está relacionado justamente a esse balanço.

Ontem o FED divulgou a sua ata, deixando claro que por conta do aumento da inflação acima das expectativas (o cenário inflacionário nos EUA está tão caótico quanto o brasileiro, saindo de uma inflação de 1,2% em janeiro para 6,8% hoje), um aumento de taxa de juros acima do que haviam divulgado pode ocorrer, indo um pouco além, anunciando aumento de ritmo do tapering* e até mesmo um início de venda dos ativos de seu balanço.

Ou seja, em resumo, na ata de ontem o Federal Reserve anunciou que fechará a torneira de liquidez que tem alimentado os mercados do planeta porque a inflação está acima do que esperavam. Num corte de liquidez, a tendência é que o mercado se torne mais cauteloso e repense seu apetite de risco, que faz com que ativos de mais natureza especulativa sofram.
*O tapering é a redução de estímulos. Ou seja, a redução do quantitative easing, menos compra de ativos pelo FED. No ápice do uso dessa ferramenta eles estavam comprando US$120 bilhões (sim, bilhões, você não leu errado) de ativos por mês, e desde então tem realizado uma redução, buscando zerar completamente as comprar em março desse ano.
Rentabilidade ano a ano do Bitcoin desde seu lançamento.

Como mostra, a ciclicidade do ativo é alta e fortes correções fazem parte - principalmente em tempos de aperto monetário e corte de liquidez, que é o que o mundo está vivendo hoje.

Caso você seja novo nesse mercado, não estranhe. As chacoalhadas tendem a ser mais fortes e afetam todo o mercado de criptomoedas como um todo.
Debate no INT

Quais os principais direcionadores de mercado em 2022? Como as decisões do FED nos EUA afetam o seu bolso?

Hoje o nosso debate trará instruções valiosas para você começar o ano com o pé na porta.

Ao vivo no INT
às 19h00. Link na plataforma.

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Penetração do e-commerce no Brasil, tecnologia e como você pesar isso em suas análises

Tanto 2020 quanto 2021 foram anos excelentes para as empresas de tecnologia: a crise proporcionada pelo momento de isolamento vivido fez com centenas de techs se beneficiassem pelos seus serviços não só no cenário brasileiro, mas tratando do mercado global, principalmente tangendo as empresas americanas.

Algumas valorizaram por fruto da euforia e já caíram quase tanto quanto subiram ou mais, enquanto outras se mostraram verdadeiras vencedoras com modelos de negócios que vão perdurar mesmo após a crise passar.

Derivando disso, um ponto importante a abordar é sobre a popularização do e-commerce brasileiro. Ano a ano essa forma de comércio tem crescido por aqui, sendo que 2020 foi um ano de aceleração violenta nesse mercado, afinal, seu uso deixou de ser opcional e passou a ser obrigatório. E mesmo com essa aceleração, a penetração em % de vendas totais ainda é baixa.

Esse dado abre precedente para análise alguns pontos importantes quando vamos estudar uma companhia, sendo o principal, a questão de adaptação. Antes da pandemia, não era raro ver empresas excelentes com estruturais digitais mais fracas. Muitas gigantes davam pouquíssima atenção a esse ponto justamente por isso: a penetração do e-commerce no país sempre foi baixa, e provavelmente não teríamos sequer passado dos 10% em 2020 caso o infortúnio pandêmico não tivesse ocorrido. Mas como dito, a presença digital de uma companhia não é mais opcional, é obrigatória.

Se você investe em uma companhia que lida diretamente com seu público consumidor, por mais superficial que pareça dizer isso, analise também quão boa é a sua relação nas redes sociais, quão boa é sua estrutura digital e quão presente ela está no e-commerce.

No mundo atual tem se tornado cada vez mais importante esse tipo de relação direta e presença com seu público alvo. Não em vão você vê tantas marcas gigantes investido em “caras” para suas respectivas marcas, seja por meio de influencers ou similares.

A moeda mais importante de uma rede social é a atenção, e é de suma importância que a companhia que você investe saiba disso, se adaptando ao máximo para manter sua presença e captar a atenção dos seus potenciais consumidores.
Evolução do custo adicional da energia elétrica mensal em 2021 e o peso no índice de inflação, respectivamente.

Como já dissemos: a energia elétrica e os combustíveis são os principais determinantes da inflação, visto que suas variações de preço impactam toda a cadeia produtiva.

Desde setembro o país está com a bandeira preta (escassez hídrica) em vigor. Com essas chuvas atuais que ninguém esperava que ocorreriam, os reservatórios estão atingindo níveis agradáveis, num cenário que não existe mais chance de racionamento de energia para 2022 e se torna cada vez mais provável a volta da bandeira amarela ou verde.

Infelizmente a redução da bandeira não ocorrerá antes de abril, como já divulgado pelo governo, tendo em vista a necessidade da manutenção da bandeira preta para arcar com os custos das termelétricas que funcionaram até então para contornar a estiagem que parou boa parte das hidrelétricas. No auge da crise todas as termoelétricas estavam funcionando, sendo que hoje, aproximadamente metade – e temos quase 140 usinas desse segmento em nosso país, sendo seus custos operacionais bem mais elevados do que os que comumente usamos em nossa matriz.

Uma mudança da bandeira tarifária na energia aliviaria bem o cenário inflacionário exercendo uma forte pressão desinflacionaria no índice, e provavelmente é o que ocorrerá nos próximos meses caso essas chuvas continuem.

No mais, a concretização desse cenário daria boa folga nos juros futuros causando revisões para baixo, sendo que hoje o mercado precifica a casa dos 12% para os anos seguintes.
O corte de liquidez global e o risco para o mercado de criptomoedas

Muito tem se falado sobre o mercado de criptomoedas e suas oportunidades disruptivas nos últimos meses, mas pouco sobre o seu funcionamento, histórico e riscos. Para esclarecer um pouco mais sobre as coisas, vamos recapitular os acontecimentos dos últimos dois anos.

Foi no início de 2020 que o pânico tomou conta do mercado, com lockdowns sendo decretados ao redor do planeta a fim de controlar a disseminação do coronavírus, algo que pouco conhecíamos sobre. No cenário econômico, esses movimentos fizeram com que os governos de todo o planeta abrissem suas torneiras, jorrando trilhões de dólares em suas economias, seja por meio de auxílios diretos, compra de títulos financeiros ou adiantamento de benefícios que as pessoas já possuíam – afinal, com as pessoas proibidas de trabalhar e o forte receio de uma crise vindo, esperava-se que um cenário de forte deflação viesse, e essa quantidade cavalar de dinheiro foi uma ferramenta para evitar o cenário deflacionário além das pessoas que ficaram sem renda no período.

No gráfico, a linha azul representa o preço do Bitcoin em dólares e a linha vermelha representa o aumento do balanço dos quatro maiores bancos centrais do planeta (EUA com o Federal Reserve, Europa com o European Central Bank, Japão com o Bank of Japan e a China com o People's Bank of China).

É perceptível que no começo da crise, os quatro bancos centrais realizaram um movimento explosivo de aumento de liquidez em suas economias – ou seja, mais dinheiro na mão das pessoas – e com esse movimento, o preço do Bitcoin seguiu logo depois, atingindo máximas históricas.

Chegou 2021. Com uma conjuntura global um pouco mais clara em relação ao futuro, a inflação começou a desandar. Não só a inflação de um país ou outro, mas de todo o planeta. Como referência, os EUA fecharam 2021 com uma inflação de 7,2% - a maior inflação já registrada dos últimos 40 anos, resultado das medidas de isolamento que causaram forte quebra da cadeia de oferta global ao mesmo tempo que dinheiro foi colocado na mão das pessoas aumentando a demanda por todo tipo de bem.

Pulando para 2022, a tentativa do Banco Central americano de controlar a inflação que saiu de controle. Foi divulgada na semana passada uma ata de tom extremamente duro pelo FED dizendo que se nas próximas semanas a inflação não der sinal de melhora, os juros serão elevados em maior nível, os estímulos financeiros terminarão e o balanço de ativos do órgão começará a ser enxugado. Em resumo: se a inflação não ceder, o FED utilizará todas as suas armas para tirar dinheiro da economia.

Desde o meio do ano passado os bancos centrais tem diminuído o ritmo de estímulos, mas um movimento do tipo vindo do banco central americano é ainda mais duro, tendo em vista seu domínio sobre a moeda que é usada em todo planeta.

Ou seja, em um cenário onde a torneira de liquidez é fechada, o apetite a risco é diminuído, e com menor apetite a risco, um dos principais mercados a sofrer é o de criptomoedas.

Muito do movimento de alta do bitcoin e das demais criptomoedas ocorreu por excesso de dinheiro na economia, e uma vez que esse dinheiro começa a secar e os títulos conservadores passam a remunerar melhor, o investidor começa a realocar seu capital de acordo com seu custo de oportunidade. O mesmo racional serve para ativos de risco na bolsa de valores.

Não se prendendo a ideologias ou filosofias, lembre-se sempre que mercados são cíclicos. No final do dia o investidor está preocupado apenas em ganhar dinheiro. Apesar de toda euforia com o bitcoin e suas propriedades de proteção contra a inflação, a inflação sempre existiu, e os investidores sempre possuíram meio de se defender dela bem antes do Satoshi Nakamoto sequer cogitar a criação de uma moeda descentralizada.
No mais, se você é adepto desse mercado, encare os pontos baixos do ciclo como oportunidade e nunca os pontos altos do ciclo com euforia ou endosso de narrativas apaixonadas com viés político. Se em algum momento houver uma forte correção do mercado assim como houve em 2014 e 2018 com quedas que chegaram a 90%, é bem provável que em algum momento o governo cometerá outro deslize e os ventos soprarão para o lado contrário.
Ontem dei uma aula no INT com o intuito de prepará-los para o mercado em 2022. Um ano que tem tudo para ser ainda mais difícil que os anteriores.

Para complementar as estratégias que passei lá, vale a leitura desse trecho do livro do Morgan Housel - A Psicologia Financeira. Aos que ainda não conhecem: é um livro breve, leve e com reflexões poderosas para o investidor.

Além d
e tudo que discutimos em aula, pense um pouco sobre o texto que segue: