Relação de valor patrimonial em cada segmento de fundo imobiliário.
Atualmente os fundos de shoppings são os que mostram maior desconto em relação ao patrimônio, negociando a 0,72x, seguido do segmento de lajes corporativas, negociando a 0,73x.
Vale lembrar que os ciclos imobiliários tendem a ser longos – por mais que exista um desconto hoje, pode levar mais de um ano para que o patrimônio seja reavaliado a um preço mais justo, considerando que o método mais usado para isso é o de fluxo de caixa descontado e se os juros longos estiverem mais elevados (como é o que está acontecendo agora), os preços são puxados para baixo.
Para quem busca o longo prazo, muita oportunidade tem aparecido no mercado – mas não significando que todo preço sobre valor patrimonial baixo é necessariamente oportunidade.
Lembre-se que fundos imobiliários nada mais são do que fundos que negociam imóveis, e uma hora ou outra a inflação será repassada aos contratos e ao valor do patrimônio, afinal, se a inflação subiu, o custo de construção de um novo imóvel também, e é essa diferença que força que os imóveis já existentes valorizem – assim como os contatos de locação.
Paciência – ciclos levam tempo e o investidor bem preparado deve aproveitá-los, por mais dificilmente psicologicamente que seja.
Atualmente os fundos de shoppings são os que mostram maior desconto em relação ao patrimônio, negociando a 0,72x, seguido do segmento de lajes corporativas, negociando a 0,73x.
Vale lembrar que os ciclos imobiliários tendem a ser longos – por mais que exista um desconto hoje, pode levar mais de um ano para que o patrimônio seja reavaliado a um preço mais justo, considerando que o método mais usado para isso é o de fluxo de caixa descontado e se os juros longos estiverem mais elevados (como é o que está acontecendo agora), os preços são puxados para baixo.
Para quem busca o longo prazo, muita oportunidade tem aparecido no mercado – mas não significando que todo preço sobre valor patrimonial baixo é necessariamente oportunidade.
Lembre-se que fundos imobiliários nada mais são do que fundos que negociam imóveis, e uma hora ou outra a inflação será repassada aos contratos e ao valor do patrimônio, afinal, se a inflação subiu, o custo de construção de um novo imóvel também, e é essa diferença que força que os imóveis já existentes valorizem – assim como os contatos de locação.
Paciência – ciclos levam tempo e o investidor bem preparado deve aproveitá-los, por mais dificilmente psicologicamente que seja.
5 Diferenciais Decisivos para o Investidor
Pontos que você deve conhecer e dominar para focar naquilo que interessa: ganhar dinheiro e aumentar o seu aporte.
Teremos uma discussão importante sobre os atributos valorizados pelos investidores self-made, para que você nunca mais se confunda com os herdeiros que se vangloriam do que nunca construíram.
Ao vivo no INT às 19h00. Link disponível na plataforma.
www.findocs.com.br
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Gráfico demonstrando a tendência de aumento de juros ao redor do planeta para conter a alta inflacionária dos últimos meses.
Até o momento, 41 bancos centrais elevaram as taxas de juros 115 vezes. Os próximos meses provavelmente serão marcados por mais altas de taxas, principalmente por parte dos países desenvolvidos.
Até o momento, 41 bancos centrais elevaram as taxas de juros 115 vezes. Os próximos meses provavelmente serão marcados por mais altas de taxas, principalmente por parte dos países desenvolvidos.
Fluxo estrangeiro anual em bilhões de reais no nosso mercado.
Até o dia 15/12/2021, o fluxo acumulado já era de aproximadamente R$90 bilhões, revertendo completamente o cenário dos anos posteriores. Como já reforçamos com alguns outros dados, a razão da queda dos últimos meses tem sido principalmente a venda por parte dos institucionais (fundos de investimentos formados por pessoas físicas, em sua maioria), que já acumulam quase R$70 bilhões em vendas no ano.
Em resumo: estrangeiros comprando, pessoas físicas vendendo.
Até o dia 15/12/2021, o fluxo acumulado já era de aproximadamente R$90 bilhões, revertendo completamente o cenário dos anos posteriores. Como já reforçamos com alguns outros dados, a razão da queda dos últimos meses tem sido principalmente a venda por parte dos institucionais (fundos de investimentos formados por pessoas físicas, em sua maioria), que já acumulam quase R$70 bilhões em vendas no ano.
Em resumo: estrangeiros comprando, pessoas físicas vendendo.
Debate no INT: FED e Juros Americanos
Como interpretar o cenário e como se proteger da avalanche que será criada pelo FED no ano que vem.
Ao vivo às 19h00. Link na plataforma.
www.findocs.com.br
Como interpretar o cenário e como se proteger da avalanche que será criada pelo FED no ano que vem.
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Sobre o “home bias”, o viés de investir somente no país em que você reside.
A princípio, quando começamos a investir, nos vislumbramos com a quantidade de empresas excelentes que encontramos em nosso país – gigantes como a Ambev, que domina o setor de bebidas do país, como a WEG, que domina o setor industrial ou como o Itaú e o Bradesco, que dominam o setor bancário e atingem lucros estupidamente altos próximos aos R$30 bilhões no ano, e acabamos esquecendo que no cenário global, o Brasil é minúsculo.
Entre os mercados de capitais ao redor do planeta, o Brasil representa apenas 0,65% do valor total – sim, menos de 1% - enquanto os EUA, o extremo oposto representa quase metade do valor total, na casa dos 44%.
Ou seja, fora de nosso país existe um universo de companhias excelentes para o investidor diversificar o seu capital com a vantagem de estar investindo em moeda realmente forte, como é o caso de investir em dólares, euros e afins.
Hoje não leva mais do que 15 minutos para a criação de uma conta em alguma corretora que te possibilite isso – vide a Avenue, TD Ameritrade ou Passfolio, por exemplo – e não há mais desculpas para não diversificar o seu patrimônio nesse sentido.
Apesar disso, lembre-se: o Brasil ser um país pequeno também gera algumas vantagens, sendo seu potencial de crescimento uma delas. Apesar de muita gente demonizar os investimentos em ativos brasileiros pela falta de costume com a turbulência política que vivemos (o que é normal, característica de país emergente e algo recorrente), há em nosso país dezenas de boas empresas para alocar o capital – empresas extremamente bem geridas e que sem dúvidas gerarão bons retornos ao passar do tempo.
Na imagem: a primeira coluna é quanto cada país representa do % total do mercado de capitais global., a segunda quanto representava em 2020 e a terceira quanto representava no dia 23/03/2020, no fundo do crash da pandemia.
A princípio, quando começamos a investir, nos vislumbramos com a quantidade de empresas excelentes que encontramos em nosso país – gigantes como a Ambev, que domina o setor de bebidas do país, como a WEG, que domina o setor industrial ou como o Itaú e o Bradesco, que dominam o setor bancário e atingem lucros estupidamente altos próximos aos R$30 bilhões no ano, e acabamos esquecendo que no cenário global, o Brasil é minúsculo.
Entre os mercados de capitais ao redor do planeta, o Brasil representa apenas 0,65% do valor total – sim, menos de 1% - enquanto os EUA, o extremo oposto representa quase metade do valor total, na casa dos 44%.
Ou seja, fora de nosso país existe um universo de companhias excelentes para o investidor diversificar o seu capital com a vantagem de estar investindo em moeda realmente forte, como é o caso de investir em dólares, euros e afins.
Hoje não leva mais do que 15 minutos para a criação de uma conta em alguma corretora que te possibilite isso – vide a Avenue, TD Ameritrade ou Passfolio, por exemplo – e não há mais desculpas para não diversificar o seu patrimônio nesse sentido.
Apesar disso, lembre-se: o Brasil ser um país pequeno também gera algumas vantagens, sendo seu potencial de crescimento uma delas. Apesar de muita gente demonizar os investimentos em ativos brasileiros pela falta de costume com a turbulência política que vivemos (o que é normal, característica de país emergente e algo recorrente), há em nosso país dezenas de boas empresas para alocar o capital – empresas extremamente bem geridas e que sem dúvidas gerarão bons retornos ao passar do tempo.
Na imagem: a primeira coluna é quanto cada país representa do % total do mercado de capitais global., a segunda quanto representava em 2020 e a terceira quanto representava no dia 23/03/2020, no fundo do crash da pandemia.
Fundos imobiliários e o custo de reposição
Ao investir em fundos imobiliários, algo que costuma ser esquecido - ou que talvez muita gente sequer conheça - é o custo de reposição.
Em termos mais simples, o custo de reposição é a soma de todos os custos envolvidos na criação de um novo imóvel: terreno, materiais de construção, licenças, mão de obra e afins. Com o aumento da inflação nos últimos meses, não é preciso dizer que esse custo de reposição subiu violentamente – está expressivamente mais caro construir um imóvel hoje do que estava há um ano.
Como o gráfico mostra, desde janeiro de 2020 o crescimento de custo das principais variáveis da construção de um imóvel decolou: materiais e serviços subiram em média 35%, o índice INCC (que mede a variação do custo dos insumos utilizados em construções habitacionais) subiu 21% e a mão de obra subiu 9%.
O que isso tem a ver com os fundos imobiliários? É simples.
Face a esse aumento violento de custo de reposição, o demandante de um imóvel tem duas opções: ou ele aluga determinado espaço a determinado preço e aceita o aumento de preço do aluguel oferecido pelo detentor do imóvel (o que depende muito da oferta e da demanda e do momento do ciclo imobiliário), ou ele constrói um novo imóvel, tomando os novos preços de mercados relacionado a esse custo de reposição, que agora está bem mais alto do que estava antes.
É exatamente por isso que imóveis tendem fortemente a corrigir pela inflação com o passar do tempo: o custo para construir um novo imóvel sobe. Terrenos em determinadas áreas não estão sempre disponíveis – algumas áreas de altíssimo valor de São Paulo, por exemplo, não tem mais espaço. Não há escolha ao locatário se não abraçar o preço ofertado ou optar pela construção e arcar com os custos altos e inflacionados. A correção ocorre naturalmente no mercado.
Como já dissemos: esse tipo de correção não ocorre de um dia pro outro. Correção de inflação em ativos reais levam tempo para acontecer, afinal, só contratos corrigem de forma automática. Fora esse tempo de correção, existe o fator qualidade do imóvel, sendo que imóveis de altíssima qualidade e bem localizados corrigem com maior facilidade do que imóveis piores e em localizações duvidosas.
Ciclos imobiliários são longos, aos que são novos no mercado, a percepção é de que a correção da inflação nunca vai ocorrer – mas fique tranquilo. Ela ocorre. Se você fez a lição de casa, investiu em fundos imobiliários de bons imóveis e a gestão segue saudável, não há razão para se preocupar. É só questão de tempo até que a correção ocorra.
Ao investir em fundos imobiliários, algo que costuma ser esquecido - ou que talvez muita gente sequer conheça - é o custo de reposição.
Em termos mais simples, o custo de reposição é a soma de todos os custos envolvidos na criação de um novo imóvel: terreno, materiais de construção, licenças, mão de obra e afins. Com o aumento da inflação nos últimos meses, não é preciso dizer que esse custo de reposição subiu violentamente – está expressivamente mais caro construir um imóvel hoje do que estava há um ano.
Como o gráfico mostra, desde janeiro de 2020 o crescimento de custo das principais variáveis da construção de um imóvel decolou: materiais e serviços subiram em média 35%, o índice INCC (que mede a variação do custo dos insumos utilizados em construções habitacionais) subiu 21% e a mão de obra subiu 9%.
O que isso tem a ver com os fundos imobiliários? É simples.
Face a esse aumento violento de custo de reposição, o demandante de um imóvel tem duas opções: ou ele aluga determinado espaço a determinado preço e aceita o aumento de preço do aluguel oferecido pelo detentor do imóvel (o que depende muito da oferta e da demanda e do momento do ciclo imobiliário), ou ele constrói um novo imóvel, tomando os novos preços de mercados relacionado a esse custo de reposição, que agora está bem mais alto do que estava antes.
É exatamente por isso que imóveis tendem fortemente a corrigir pela inflação com o passar do tempo: o custo para construir um novo imóvel sobe. Terrenos em determinadas áreas não estão sempre disponíveis – algumas áreas de altíssimo valor de São Paulo, por exemplo, não tem mais espaço. Não há escolha ao locatário se não abraçar o preço ofertado ou optar pela construção e arcar com os custos altos e inflacionados. A correção ocorre naturalmente no mercado.
Como já dissemos: esse tipo de correção não ocorre de um dia pro outro. Correção de inflação em ativos reais levam tempo para acontecer, afinal, só contratos corrigem de forma automática. Fora esse tempo de correção, existe o fator qualidade do imóvel, sendo que imóveis de altíssima qualidade e bem localizados corrigem com maior facilidade do que imóveis piores e em localizações duvidosas.
Ciclos imobiliários são longos, aos que são novos no mercado, a percepção é de que a correção da inflação nunca vai ocorrer – mas fique tranquilo. Ela ocorre. Se você fez a lição de casa, investiu em fundos imobiliários de bons imóveis e a gestão segue saudável, não há razão para se preocupar. É só questão de tempo até que a correção ocorra.
Tabela mostrando o aumento de dinheiro circulante na economia desde o começo do plano real.
Esse volume monetário contempla somente o dinheiro físico – ou seja, cédulas e moedas. Dois pontos são interessantes de notar: o salto violento em 2020 – boa parte resultante de impressão, pagamento de auxílio e benefícios, e agora em 2020 a queda de 8%, pela primeira vez na história um número negativo, mostrando o quão bem sucedido tem sido o Pix e sua adoção de forma popular.
O Pix adotado em larga escala traz consigo vantagens e desvantagens: de forma geral, a parte boa é o aumento de produtividade que isso causa na economia, visto que um meio de pagamento instantâneo sem taxas eleva a velocidade do dinheiro e facilita muito a logística na cadeia de pagamento.
O lado negativo, considerando estarmos no Brasil, é o espaço de maior controle que isso gera do Estado sobre transações – seja na possibilidade de tributação ou algo do tipo.
Esse volume monetário contempla somente o dinheiro físico – ou seja, cédulas e moedas. Dois pontos são interessantes de notar: o salto violento em 2020 – boa parte resultante de impressão, pagamento de auxílio e benefícios, e agora em 2020 a queda de 8%, pela primeira vez na história um número negativo, mostrando o quão bem sucedido tem sido o Pix e sua adoção de forma popular.
O Pix adotado em larga escala traz consigo vantagens e desvantagens: de forma geral, a parte boa é o aumento de produtividade que isso causa na economia, visto que um meio de pagamento instantâneo sem taxas eleva a velocidade do dinheiro e facilita muito a logística na cadeia de pagamento.
O lado negativo, considerando estarmos no Brasil, é o espaço de maior controle que isso gera do Estado sobre transações – seja na possibilidade de tributação ou algo do tipo.
Distribuição de rentabilidade da bolsa americana nos últimos 196 anos.
140 anos no positivo, 56 anos no negativo.
140 anos no positivo, 56 anos no negativo.
Vinte pontos descritos por Howard Marks que sinalizam um mercado de baixa – e fortes evidências de que é um bom momento para investir.
Howard Marks é uma figura célebre no mercado financeiro, e não em vão: com mais de 50 anos de experiência, o investidor foi fundador de uma das maiores assets dos EUA, a Oaktree Capital, hoje com US$153 bilhões sob gestão, e acumula um patrimônio pessoal de quase US$3 bilhões.
Além de seu histórico com gestão de recursos, o investidor escreveu dois livros recentemente (“O Mais Importante Para o Investidor” e o “Dominando o Ciclo de Mercado”, ambos lançados em 2020 no Brasil) que marcaram o mercado financeiro com recomendações de investidores lendários – como o próprio Buffett recomendando o autor e suas obras como leituras obrigatórias, afinal, estamos falando de um gestor de 75 anos de idade com mais de 50 anos de história e uma bagagem de dezenas de crises vivenciadas.
No livro “Dominando o Ciclo de Mercado”, o Howard Marks tenta expor ao investidor como ele pode identificar a que momento do ciclo o mercado está passando – sem futurologia, sem bola de cristal, mas sim pontos que podem apontar os melhores momentos para investir e lembrando sempre que o mercado é como um pêndulo, indo do extremo da euforia ao excesso de medo, sendo que é justamente no extremo do excesso do medo que oportunidades incríveis podem aparecer.
No sétimo capítulo do livro, a ideia passada é a de que em ambos os extremos existem padrões facilmente identificáveis – e esses padrões são detalhados pelo autor. Abaixo, você verá 20 pontos que Marks tende a apontar como oportunidade e momento de pechinchas no mercado.
1. A economia está retraindo-se, os relatórios tem forte viés negativo.
2. Os lucros corporativos são estáveis ou diminuem e ficam abaixo das projeções.
3. Na mídia, as más notícias predominam.
4. Os mercados de valores mobiliários perdem cada vez mais a atratividade.
5. Os investidores ficam cada vez mais preocupados e desanimados.
6. Risco é visto em toda parte.
7. A ótica dos investidores é somente ao risco de perder dinheiro.
8. O medo é o sentimento dominante.
9. A inadimplência de títulos aumenta.
10. Cresce o ceticismo, diminui a fé e apenas negócios seguros atraem.
11. Ninguém considera a melhora algo possível – descrença.
12. Toda projeção, por mais negativa e remota que seja, é considerada.
13. Todos acham que as coisas sempre piorarão.
14. Apenas a possibilidade de perda é considerada, ignorando as oportunidades que aparecem.
15. O viés negativo é tamanho que ninguém consegue ver motivos para comprar.
16. Os preços atingem novos níveis mínimos.
17. A mídia fixa-se na tendência de queda, reportando cada vez mais com viés negativo.
18. Investidores ficam cada vez mais deprimidos e passam a panicar, alimentando as quedas – muitas vezes estimulados pela mídia.
19. Investidores passam a se sentir tolos e desiludidos, questionando os próprios investimentos e suas respectivas teses, por mais que nada de fato tenha mudado e a percepção seja unicamente por conta da queda do preço dos ativos.
20. Os que se abstiveram de comprar sentem-se vitoriosos e celebram seu brilhantismo.
Lembrando mais uma vez: Howard Marks ressalta a todo momento em sua obra que não trabalha com futurologia nem se apoia em projeções macroeconômicas fidedignamente buscando acertar o desconhecido, mas sabe que o elemento “psicológico” do mercado – isso é, o fato de que investidores tomam medidas determinadas pelo comportamental e esse quase sempre enviesado em emoções – e é com base nesse psicológico que o investidor bem preparado deve ser apático e avaliar o cenário em busca de oportunidades.
Como reflexão, considere esses pontos e tente assimilar ao atual momento do mercado – sabendo sempre que nem toda queda reflete oportunidade.
Sobre o livro: excelente leitura para quem já tem uma base um pouco mais sólida sobre investimentos, digna da leitura e releitura periódica.
Para mais recomendações de leitura, acesse a nossa biblioteca!
https://findocs.com.br/biblioteca/
Howard Marks é uma figura célebre no mercado financeiro, e não em vão: com mais de 50 anos de experiência, o investidor foi fundador de uma das maiores assets dos EUA, a Oaktree Capital, hoje com US$153 bilhões sob gestão, e acumula um patrimônio pessoal de quase US$3 bilhões.
Além de seu histórico com gestão de recursos, o investidor escreveu dois livros recentemente (“O Mais Importante Para o Investidor” e o “Dominando o Ciclo de Mercado”, ambos lançados em 2020 no Brasil) que marcaram o mercado financeiro com recomendações de investidores lendários – como o próprio Buffett recomendando o autor e suas obras como leituras obrigatórias, afinal, estamos falando de um gestor de 75 anos de idade com mais de 50 anos de história e uma bagagem de dezenas de crises vivenciadas.
No livro “Dominando o Ciclo de Mercado”, o Howard Marks tenta expor ao investidor como ele pode identificar a que momento do ciclo o mercado está passando – sem futurologia, sem bola de cristal, mas sim pontos que podem apontar os melhores momentos para investir e lembrando sempre que o mercado é como um pêndulo, indo do extremo da euforia ao excesso de medo, sendo que é justamente no extremo do excesso do medo que oportunidades incríveis podem aparecer.
No sétimo capítulo do livro, a ideia passada é a de que em ambos os extremos existem padrões facilmente identificáveis – e esses padrões são detalhados pelo autor. Abaixo, você verá 20 pontos que Marks tende a apontar como oportunidade e momento de pechinchas no mercado.
1. A economia está retraindo-se, os relatórios tem forte viés negativo.
2. Os lucros corporativos são estáveis ou diminuem e ficam abaixo das projeções.
3. Na mídia, as más notícias predominam.
4. Os mercados de valores mobiliários perdem cada vez mais a atratividade.
5. Os investidores ficam cada vez mais preocupados e desanimados.
6. Risco é visto em toda parte.
7. A ótica dos investidores é somente ao risco de perder dinheiro.
8. O medo é o sentimento dominante.
9. A inadimplência de títulos aumenta.
10. Cresce o ceticismo, diminui a fé e apenas negócios seguros atraem.
11. Ninguém considera a melhora algo possível – descrença.
12. Toda projeção, por mais negativa e remota que seja, é considerada.
13. Todos acham que as coisas sempre piorarão.
14. Apenas a possibilidade de perda é considerada, ignorando as oportunidades que aparecem.
15. O viés negativo é tamanho que ninguém consegue ver motivos para comprar.
16. Os preços atingem novos níveis mínimos.
17. A mídia fixa-se na tendência de queda, reportando cada vez mais com viés negativo.
18. Investidores ficam cada vez mais deprimidos e passam a panicar, alimentando as quedas – muitas vezes estimulados pela mídia.
19. Investidores passam a se sentir tolos e desiludidos, questionando os próprios investimentos e suas respectivas teses, por mais que nada de fato tenha mudado e a percepção seja unicamente por conta da queda do preço dos ativos.
20. Os que se abstiveram de comprar sentem-se vitoriosos e celebram seu brilhantismo.
Lembrando mais uma vez: Howard Marks ressalta a todo momento em sua obra que não trabalha com futurologia nem se apoia em projeções macroeconômicas fidedignamente buscando acertar o desconhecido, mas sabe que o elemento “psicológico” do mercado – isso é, o fato de que investidores tomam medidas determinadas pelo comportamental e esse quase sempre enviesado em emoções – e é com base nesse psicológico que o investidor bem preparado deve ser apático e avaliar o cenário em busca de oportunidades.
Como reflexão, considere esses pontos e tente assimilar ao atual momento do mercado – sabendo sempre que nem toda queda reflete oportunidade.
Sobre o livro: excelente leitura para quem já tem uma base um pouco mais sólida sobre investimentos, digna da leitura e releitura periódica.
Para mais recomendações de leitura, acesse a nossa biblioteca!
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Projeções e Boletim Focus: o perigo de seguir cegamente
O Boletim Focus é um relatório compilado do Banco Central que divulga as projeções econômicas de diversos participantes do mercado, sendo eles bancos, corretoras, instituições financeiras e afins.
Nesse relatório há a projeção de dados elementares para a economia: SELIC, IPCA, IGP-M, câmbio, balança comercial entre outros. Ou seja – com a projeção de mais de 100 instituições, sua intenção é expressar a expectativa do mercado em relação a todos esses números.
Semanalmente esse relatório é divulgado com os números revisados, e na imagem acima, é possível ver a discrepância entre a expectativa que o mercado tinha sobre o final de 2021 lá no começo de janeiro e a expectativa que tem agora, faltando 2 dias para acabar o ano.
A lição a ser tirada com o Focus é: tome muito cuidado com projeções que você vê por aí. Toda instituição financeira atende aos próprios interesses, por mais transparente que seja, e cenários econômicos mudam violentamente em janelas de tempo curtíssimas.
Basta um único anúncio do presidente dos EUA ou alguma canetada legislativa para virar o cenário de cabeça para baixo e colocar em xeque todas as projeções antes feitas, demandando nova revisão e alterando completamente o resultado final.
Em janeiro, esperavam uma SELIC de 3,25% para o final desse ano – estamos nos 9,25%.
Em janeiro, esperavam um IPCA de 3,34% para o final desse ano – estamos nos 10%.
Projeções sempre são bem-vindas para dar o mínimo de clareza ao futuro não tão distante, mas não se apegue nos números como se eles fossem imutáveis.
O Boletim Focus é um relatório compilado do Banco Central que divulga as projeções econômicas de diversos participantes do mercado, sendo eles bancos, corretoras, instituições financeiras e afins.
Nesse relatório há a projeção de dados elementares para a economia: SELIC, IPCA, IGP-M, câmbio, balança comercial entre outros. Ou seja – com a projeção de mais de 100 instituições, sua intenção é expressar a expectativa do mercado em relação a todos esses números.
Semanalmente esse relatório é divulgado com os números revisados, e na imagem acima, é possível ver a discrepância entre a expectativa que o mercado tinha sobre o final de 2021 lá no começo de janeiro e a expectativa que tem agora, faltando 2 dias para acabar o ano.
A lição a ser tirada com o Focus é: tome muito cuidado com projeções que você vê por aí. Toda instituição financeira atende aos próprios interesses, por mais transparente que seja, e cenários econômicos mudam violentamente em janelas de tempo curtíssimas.
Basta um único anúncio do presidente dos EUA ou alguma canetada legislativa para virar o cenário de cabeça para baixo e colocar em xeque todas as projeções antes feitas, demandando nova revisão e alterando completamente o resultado final.
Em janeiro, esperavam uma SELIC de 3,25% para o final desse ano – estamos nos 9,25%.
Em janeiro, esperavam um IPCA de 3,34% para o final desse ano – estamos nos 10%.
Projeções sempre são bem-vindas para dar o mínimo de clareza ao futuro não tão distante, mas não se apegue nos números como se eles fossem imutáveis.
O cenário fiscal brasileiro e seu pessimismo talvez excessivo
No cenário econômico brasileiro, 2021 foi um ano marcado por dezenas de incertezas: com expectativas de que a nossa dívida atingisse níveis inimagináveis e quase impagáveis, e déficits constantes nas contas públicas, até mesmo os juros longos estressaram e chegaram na casa dos 12,8% em sua máxima dos últimos meses, refletindo um cenário deteriorado e pessimista. E nada disso aconteceu.
Após um pico de uma dívida bruta sobre PIB de 90% em fevereiro desse ano, os últimos meses marcaram quedas constantes no indicador, atualmente nos 82%, refletindo um cenário oposto do esperado.
Hoje outro dado contrariando as expectativas extremamente pessimistas foi divulgado: com um superávit primário de R$15 bilhões em novembro registrando o melhor número desde 2013, no ano o país já soma um superávit de R$64.6 bilhões.
É importante dizer que esse resultado ocorreu principalmente por conta dos Estados e municípios, que registraram um superávit de R$110.5 bilhões, enquanto o governo federal registrou um déficit de R$49.8 bilhões.
Fatores como a inflação (que aumenta a quantidade de impostos pagos) e o boom do preço das commodities (em especial a gasolina e o minério de ferro, com a Petrobras e a Vale) tiveram forte papel nesse cenário, mas independente disso, em termos práticos o impacto é o mesmo – queda nos indicadores e melhora do cenário fiscal.
Longe de dizer que o país está um mar de rosas – como visto, commodities com preços nas alturas e um cenário inflacionário corroboraram com esses resultados, mas a expectativa pessimista do mercado talvez não reflita a realidade, não em vão as taxas de juros longas seguem em queda há algumas semanas.
Como Howard Marks diz: o ceticismo de um bom investidor é ser pessimista quando todos estão otimistas e otimista quando todos estão pessimistas – por mais difícil que seja ser do contra, nunca esquecendo da diversificação.
No cenário econômico brasileiro, 2021 foi um ano marcado por dezenas de incertezas: com expectativas de que a nossa dívida atingisse níveis inimagináveis e quase impagáveis, e déficits constantes nas contas públicas, até mesmo os juros longos estressaram e chegaram na casa dos 12,8% em sua máxima dos últimos meses, refletindo um cenário deteriorado e pessimista. E nada disso aconteceu.
Após um pico de uma dívida bruta sobre PIB de 90% em fevereiro desse ano, os últimos meses marcaram quedas constantes no indicador, atualmente nos 82%, refletindo um cenário oposto do esperado.
Hoje outro dado contrariando as expectativas extremamente pessimistas foi divulgado: com um superávit primário de R$15 bilhões em novembro registrando o melhor número desde 2013, no ano o país já soma um superávit de R$64.6 bilhões.
É importante dizer que esse resultado ocorreu principalmente por conta dos Estados e municípios, que registraram um superávit de R$110.5 bilhões, enquanto o governo federal registrou um déficit de R$49.8 bilhões.
Fatores como a inflação (que aumenta a quantidade de impostos pagos) e o boom do preço das commodities (em especial a gasolina e o minério de ferro, com a Petrobras e a Vale) tiveram forte papel nesse cenário, mas independente disso, em termos práticos o impacto é o mesmo – queda nos indicadores e melhora do cenário fiscal.
Longe de dizer que o país está um mar de rosas – como visto, commodities com preços nas alturas e um cenário inflacionário corroboraram com esses resultados, mas a expectativa pessimista do mercado talvez não reflita a realidade, não em vão as taxas de juros longas seguem em queda há algumas semanas.
Como Howard Marks diz: o ceticismo de um bom investidor é ser pessimista quando todos estão otimistas e otimista quando todos estão pessimistas – por mais difícil que seja ser do contra, nunca esquecendo da diversificação.