Debate hoje no INT
Discutiremos três negócios de alta relevância contextual.
1. Magazine Luiza: para vocês entenderem onde há oportunidade e onde há bucha. Por que a queda e até que ponto ela deve seguir?
2. Nubank: vale a pena comprar um pedaço para surfar uma eventual alta? O caro pode ficar mais caro ou a bolha já está na tela?
3. Cogna: fatos relevantes nessa semana. Traremos uma visão especial para aqueles que se arrebentaram achando que era 15.
Teremos espaço também para tirar as dúvidas de vocês. Participem ao vivo. Debates não ficam gravados.
No INT às 19h00. Link já disponível na plataforma.
www.findocs.com.br
Discutiremos três negócios de alta relevância contextual.
1. Magazine Luiza: para vocês entenderem onde há oportunidade e onde há bucha. Por que a queda e até que ponto ela deve seguir?
2. Nubank: vale a pena comprar um pedaço para surfar uma eventual alta? O caro pode ficar mais caro ou a bolha já está na tela?
3. Cogna: fatos relevantes nessa semana. Traremos uma visão especial para aqueles que se arrebentaram achando que era 15.
Teremos espaço também para tirar as dúvidas de vocês. Participem ao vivo. Debates não ficam gravados.
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Sobre tributação de dividendos
Com tamanho esquecimento e com os holofotes voltados a outros problemas, nem parece que foi nesse ano que a proposta de reforma tributária foi colocada em voga, trazendo consigo a preocupação da tributação sobre os dividendos que os acionistas recebem de seus respectivos investimentos. A preocupação é válida, mas não é o fim do mundo.
Coisa que pouca gente sabe, é que até 1995 os dividendos foram tributados por aqui – e isso não impediu de que investidores de longo prazo conseguissem acumular patrimônio ou utilizar a estratégia de dividendos para enriquecer.
É inegável que uma medida como essa traria alguns pontos negativos sobre o mercado, afinal, ninguém deve deixar 15% do que recebe na mão do Estado e se sentir satisfeito, mas há formas de driblar esse tipo de tributação.
O gráfico mostra o quanto de dinheiro foi gasto entre as empresas do S&P500 (principal índice do mercado americano) com recompra de ações. Percebe-se que, com o passar dos anos, a quantidade de dinheiro direcionado a esse tipo de coisa só tem crescido, atingindo um recorde histórico ainda esse ano.
A recompra de ações é a principal forma que as empresas americanas utilizam para remunerar seus acionistas, visto que por lá, a tributação pode chegar a até 20% - um pouco acima da proposta de 15% por aqui. A ideia é bem simples.
Ao recomprar ações, uma empresa diminui a quantidade de ações que ela possui em circulação, fazendo assim com que capital da empresa se concentre mais ainda na mão dos acionistas (afinal, se há 1.000.000 de ações para um lucro de R$1 milhão, o lucro será de R$1 por ação, sendo que se a empresa compra metade das ações em circulação, esse lucro será agora de R$2 por ação) e torne o ativo mais escasso no mercado, fazendo assim com que a ação valorize cada vez mais.
Uma empresa que praticou muito esse tipo de recompra, foi a própria Apple. Nos últimos 8 anos, a companhia recomprou US$480 bilhões em ações, diminuindo a quantidade de ações em circulação de 27 bilhões de papéis para 16 bilhões de papéis no mercado.
Como dito, nenhum tipo de taxação traz benefícios. É péssimo saber que uma reforma cria ainda mais impostos e sufoca um mercado de capitais que ainda está nascendo como é o nosso – mas esses 15% não são o fim do mundo e sequer são determinantes para mudar a estratégia ou o crescimento das companhias.
Não faltam estratégias para driblar esse tipo de problema, sendo que a recompra de ações é a mais comum, embora no Brasil não seja tão popular, visto que por aqui, dividendos ainda não são tributados e nem todas as companhias adotam a prática.
Lembre-se: as empresas são organismos vivos, e há sempre uma equipe de gestão por trás cuidando de cada problema respectivo, visando minimizar o impacto desses problemas que o próprio Estado origina. É justamente em momentos como esse que a governança da companhia é colocada em teste.
No gráfico, a quantidade de ações recompradas trimestralmente em dólares, abrangendo somente companhias do S&P500 – mostrando que a recompra de ações é algo completamente normal e extremamente eficiente para remunerar os acionistas.
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Com tamanho esquecimento e com os holofotes voltados a outros problemas, nem parece que foi nesse ano que a proposta de reforma tributária foi colocada em voga, trazendo consigo a preocupação da tributação sobre os dividendos que os acionistas recebem de seus respectivos investimentos. A preocupação é válida, mas não é o fim do mundo.
Coisa que pouca gente sabe, é que até 1995 os dividendos foram tributados por aqui – e isso não impediu de que investidores de longo prazo conseguissem acumular patrimônio ou utilizar a estratégia de dividendos para enriquecer.
É inegável que uma medida como essa traria alguns pontos negativos sobre o mercado, afinal, ninguém deve deixar 15% do que recebe na mão do Estado e se sentir satisfeito, mas há formas de driblar esse tipo de tributação.
O gráfico mostra o quanto de dinheiro foi gasto entre as empresas do S&P500 (principal índice do mercado americano) com recompra de ações. Percebe-se que, com o passar dos anos, a quantidade de dinheiro direcionado a esse tipo de coisa só tem crescido, atingindo um recorde histórico ainda esse ano.
A recompra de ações é a principal forma que as empresas americanas utilizam para remunerar seus acionistas, visto que por lá, a tributação pode chegar a até 20% - um pouco acima da proposta de 15% por aqui. A ideia é bem simples.
Ao recomprar ações, uma empresa diminui a quantidade de ações que ela possui em circulação, fazendo assim com que capital da empresa se concentre mais ainda na mão dos acionistas (afinal, se há 1.000.000 de ações para um lucro de R$1 milhão, o lucro será de R$1 por ação, sendo que se a empresa compra metade das ações em circulação, esse lucro será agora de R$2 por ação) e torne o ativo mais escasso no mercado, fazendo assim com que a ação valorize cada vez mais.
Uma empresa que praticou muito esse tipo de recompra, foi a própria Apple. Nos últimos 8 anos, a companhia recomprou US$480 bilhões em ações, diminuindo a quantidade de ações em circulação de 27 bilhões de papéis para 16 bilhões de papéis no mercado.
Como dito, nenhum tipo de taxação traz benefícios. É péssimo saber que uma reforma cria ainda mais impostos e sufoca um mercado de capitais que ainda está nascendo como é o nosso – mas esses 15% não são o fim do mundo e sequer são determinantes para mudar a estratégia ou o crescimento das companhias.
Não faltam estratégias para driblar esse tipo de problema, sendo que a recompra de ações é a mais comum, embora no Brasil não seja tão popular, visto que por aqui, dividendos ainda não são tributados e nem todas as companhias adotam a prática.
Lembre-se: as empresas são organismos vivos, e há sempre uma equipe de gestão por trás cuidando de cada problema respectivo, visando minimizar o impacto desses problemas que o próprio Estado origina. É justamente em momentos como esse que a governança da companhia é colocada em teste.
No gráfico, a quantidade de ações recompradas trimestralmente em dólares, abrangendo somente companhias do S&P500 – mostrando que a recompra de ações é algo completamente normal e extremamente eficiente para remunerar os acionistas.
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Concentração no índice da bolsa americana
Muito se fala sobre a concentração do nosso índice – que de fato é extremamente concentrado em commodities – mas pouco sobre a concentração do índice S&P500, da bolsa americana.
Atualmente 23% do valor de mercado do índice está concentrado em somente 5 empresas – as big techs, no caso (Microsoft, Apple, Amazon, Alphabet e Meta). Essa concentração nunca foi tão grande, superando com folga a concentração ocorrida na bolha da internet, em meados dos anos 2000.
Embora o índice esteja altamente concentrado, é interessante destacar que as companhias não estão precificando taxas de crescimento altíssimas, sendo que a todas estão com um preço lucro próximo de 30 vezes, sendo a Amazon a única com um múltiplo mais elevado (na casa de 60 vezes), o que desfavorece em partes o argumento de que existe uma bolha generalizada.
Ainda sobre o índice, para ilustrar melhor o peso que essas companhias tem: se desconsiderasse a performance dessas ações no ano, o índice estaria caindo 25% no período.
Muito se fala sobre a concentração do nosso índice – que de fato é extremamente concentrado em commodities – mas pouco sobre a concentração do índice S&P500, da bolsa americana.
Atualmente 23% do valor de mercado do índice está concentrado em somente 5 empresas – as big techs, no caso (Microsoft, Apple, Amazon, Alphabet e Meta). Essa concentração nunca foi tão grande, superando com folga a concentração ocorrida na bolha da internet, em meados dos anos 2000.
Embora o índice esteja altamente concentrado, é interessante destacar que as companhias não estão precificando taxas de crescimento altíssimas, sendo que a todas estão com um preço lucro próximo de 30 vezes, sendo a Amazon a única com um múltiplo mais elevado (na casa de 60 vezes), o que desfavorece em partes o argumento de que existe uma bolha generalizada.
Ainda sobre o índice, para ilustrar melhor o peso que essas companhias tem: se desconsiderasse a performance dessas ações no ano, o índice estaria caindo 25% no período.
Relação de valor patrimonial em cada segmento de fundo imobiliário.
Atualmente os fundos de shoppings são os que mostram maior desconto em relação ao patrimônio, negociando a 0,72x, seguido do segmento de lajes corporativas, negociando a 0,73x.
Vale lembrar que os ciclos imobiliários tendem a ser longos – por mais que exista um desconto hoje, pode levar mais de um ano para que o patrimônio seja reavaliado a um preço mais justo, considerando que o método mais usado para isso é o de fluxo de caixa descontado e se os juros longos estiverem mais elevados (como é o que está acontecendo agora), os preços são puxados para baixo.
Para quem busca o longo prazo, muita oportunidade tem aparecido no mercado – mas não significando que todo preço sobre valor patrimonial baixo é necessariamente oportunidade.
Lembre-se que fundos imobiliários nada mais são do que fundos que negociam imóveis, e uma hora ou outra a inflação será repassada aos contratos e ao valor do patrimônio, afinal, se a inflação subiu, o custo de construção de um novo imóvel também, e é essa diferença que força que os imóveis já existentes valorizem – assim como os contatos de locação.
Paciência – ciclos levam tempo e o investidor bem preparado deve aproveitá-los, por mais dificilmente psicologicamente que seja.
Atualmente os fundos de shoppings são os que mostram maior desconto em relação ao patrimônio, negociando a 0,72x, seguido do segmento de lajes corporativas, negociando a 0,73x.
Vale lembrar que os ciclos imobiliários tendem a ser longos – por mais que exista um desconto hoje, pode levar mais de um ano para que o patrimônio seja reavaliado a um preço mais justo, considerando que o método mais usado para isso é o de fluxo de caixa descontado e se os juros longos estiverem mais elevados (como é o que está acontecendo agora), os preços são puxados para baixo.
Para quem busca o longo prazo, muita oportunidade tem aparecido no mercado – mas não significando que todo preço sobre valor patrimonial baixo é necessariamente oportunidade.
Lembre-se que fundos imobiliários nada mais são do que fundos que negociam imóveis, e uma hora ou outra a inflação será repassada aos contratos e ao valor do patrimônio, afinal, se a inflação subiu, o custo de construção de um novo imóvel também, e é essa diferença que força que os imóveis já existentes valorizem – assim como os contatos de locação.
Paciência – ciclos levam tempo e o investidor bem preparado deve aproveitá-los, por mais dificilmente psicologicamente que seja.
5 Diferenciais Decisivos para o Investidor
Pontos que você deve conhecer e dominar para focar naquilo que interessa: ganhar dinheiro e aumentar o seu aporte.
Teremos uma discussão importante sobre os atributos valorizados pelos investidores self-made, para que você nunca mais se confunda com os herdeiros que se vangloriam do que nunca construíram.
Ao vivo no INT às 19h00. Link disponível na plataforma.
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Pontos que você deve conhecer e dominar para focar naquilo que interessa: ganhar dinheiro e aumentar o seu aporte.
Teremos uma discussão importante sobre os atributos valorizados pelos investidores self-made, para que você nunca mais se confunda com os herdeiros que se vangloriam do que nunca construíram.
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Gráfico demonstrando a tendência de aumento de juros ao redor do planeta para conter a alta inflacionária dos últimos meses.
Até o momento, 41 bancos centrais elevaram as taxas de juros 115 vezes. Os próximos meses provavelmente serão marcados por mais altas de taxas, principalmente por parte dos países desenvolvidos.
Até o momento, 41 bancos centrais elevaram as taxas de juros 115 vezes. Os próximos meses provavelmente serão marcados por mais altas de taxas, principalmente por parte dos países desenvolvidos.
Fluxo estrangeiro anual em bilhões de reais no nosso mercado.
Até o dia 15/12/2021, o fluxo acumulado já era de aproximadamente R$90 bilhões, revertendo completamente o cenário dos anos posteriores. Como já reforçamos com alguns outros dados, a razão da queda dos últimos meses tem sido principalmente a venda por parte dos institucionais (fundos de investimentos formados por pessoas físicas, em sua maioria), que já acumulam quase R$70 bilhões em vendas no ano.
Em resumo: estrangeiros comprando, pessoas físicas vendendo.
Até o dia 15/12/2021, o fluxo acumulado já era de aproximadamente R$90 bilhões, revertendo completamente o cenário dos anos posteriores. Como já reforçamos com alguns outros dados, a razão da queda dos últimos meses tem sido principalmente a venda por parte dos institucionais (fundos de investimentos formados por pessoas físicas, em sua maioria), que já acumulam quase R$70 bilhões em vendas no ano.
Em resumo: estrangeiros comprando, pessoas físicas vendendo.
Debate no INT: FED e Juros Americanos
Como interpretar o cenário e como se proteger da avalanche que será criada pelo FED no ano que vem.
Ao vivo às 19h00. Link na plataforma.
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Como interpretar o cenário e como se proteger da avalanche que será criada pelo FED no ano que vem.
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Sobre o “home bias”, o viés de investir somente no país em que você reside.
A princípio, quando começamos a investir, nos vislumbramos com a quantidade de empresas excelentes que encontramos em nosso país – gigantes como a Ambev, que domina o setor de bebidas do país, como a WEG, que domina o setor industrial ou como o Itaú e o Bradesco, que dominam o setor bancário e atingem lucros estupidamente altos próximos aos R$30 bilhões no ano, e acabamos esquecendo que no cenário global, o Brasil é minúsculo.
Entre os mercados de capitais ao redor do planeta, o Brasil representa apenas 0,65% do valor total – sim, menos de 1% - enquanto os EUA, o extremo oposto representa quase metade do valor total, na casa dos 44%.
Ou seja, fora de nosso país existe um universo de companhias excelentes para o investidor diversificar o seu capital com a vantagem de estar investindo em moeda realmente forte, como é o caso de investir em dólares, euros e afins.
Hoje não leva mais do que 15 minutos para a criação de uma conta em alguma corretora que te possibilite isso – vide a Avenue, TD Ameritrade ou Passfolio, por exemplo – e não há mais desculpas para não diversificar o seu patrimônio nesse sentido.
Apesar disso, lembre-se: o Brasil ser um país pequeno também gera algumas vantagens, sendo seu potencial de crescimento uma delas. Apesar de muita gente demonizar os investimentos em ativos brasileiros pela falta de costume com a turbulência política que vivemos (o que é normal, característica de país emergente e algo recorrente), há em nosso país dezenas de boas empresas para alocar o capital – empresas extremamente bem geridas e que sem dúvidas gerarão bons retornos ao passar do tempo.
Na imagem: a primeira coluna é quanto cada país representa do % total do mercado de capitais global., a segunda quanto representava em 2020 e a terceira quanto representava no dia 23/03/2020, no fundo do crash da pandemia.
A princípio, quando começamos a investir, nos vislumbramos com a quantidade de empresas excelentes que encontramos em nosso país – gigantes como a Ambev, que domina o setor de bebidas do país, como a WEG, que domina o setor industrial ou como o Itaú e o Bradesco, que dominam o setor bancário e atingem lucros estupidamente altos próximos aos R$30 bilhões no ano, e acabamos esquecendo que no cenário global, o Brasil é minúsculo.
Entre os mercados de capitais ao redor do planeta, o Brasil representa apenas 0,65% do valor total – sim, menos de 1% - enquanto os EUA, o extremo oposto representa quase metade do valor total, na casa dos 44%.
Ou seja, fora de nosso país existe um universo de companhias excelentes para o investidor diversificar o seu capital com a vantagem de estar investindo em moeda realmente forte, como é o caso de investir em dólares, euros e afins.
Hoje não leva mais do que 15 minutos para a criação de uma conta em alguma corretora que te possibilite isso – vide a Avenue, TD Ameritrade ou Passfolio, por exemplo – e não há mais desculpas para não diversificar o seu patrimônio nesse sentido.
Apesar disso, lembre-se: o Brasil ser um país pequeno também gera algumas vantagens, sendo seu potencial de crescimento uma delas. Apesar de muita gente demonizar os investimentos em ativos brasileiros pela falta de costume com a turbulência política que vivemos (o que é normal, característica de país emergente e algo recorrente), há em nosso país dezenas de boas empresas para alocar o capital – empresas extremamente bem geridas e que sem dúvidas gerarão bons retornos ao passar do tempo.
Na imagem: a primeira coluna é quanto cada país representa do % total do mercado de capitais global., a segunda quanto representava em 2020 e a terceira quanto representava no dia 23/03/2020, no fundo do crash da pandemia.
Fundos imobiliários e o custo de reposição
Ao investir em fundos imobiliários, algo que costuma ser esquecido - ou que talvez muita gente sequer conheça - é o custo de reposição.
Em termos mais simples, o custo de reposição é a soma de todos os custos envolvidos na criação de um novo imóvel: terreno, materiais de construção, licenças, mão de obra e afins. Com o aumento da inflação nos últimos meses, não é preciso dizer que esse custo de reposição subiu violentamente – está expressivamente mais caro construir um imóvel hoje do que estava há um ano.
Como o gráfico mostra, desde janeiro de 2020 o crescimento de custo das principais variáveis da construção de um imóvel decolou: materiais e serviços subiram em média 35%, o índice INCC (que mede a variação do custo dos insumos utilizados em construções habitacionais) subiu 21% e a mão de obra subiu 9%.
O que isso tem a ver com os fundos imobiliários? É simples.
Face a esse aumento violento de custo de reposição, o demandante de um imóvel tem duas opções: ou ele aluga determinado espaço a determinado preço e aceita o aumento de preço do aluguel oferecido pelo detentor do imóvel (o que depende muito da oferta e da demanda e do momento do ciclo imobiliário), ou ele constrói um novo imóvel, tomando os novos preços de mercados relacionado a esse custo de reposição, que agora está bem mais alto do que estava antes.
É exatamente por isso que imóveis tendem fortemente a corrigir pela inflação com o passar do tempo: o custo para construir um novo imóvel sobe. Terrenos em determinadas áreas não estão sempre disponíveis – algumas áreas de altíssimo valor de São Paulo, por exemplo, não tem mais espaço. Não há escolha ao locatário se não abraçar o preço ofertado ou optar pela construção e arcar com os custos altos e inflacionados. A correção ocorre naturalmente no mercado.
Como já dissemos: esse tipo de correção não ocorre de um dia pro outro. Correção de inflação em ativos reais levam tempo para acontecer, afinal, só contratos corrigem de forma automática. Fora esse tempo de correção, existe o fator qualidade do imóvel, sendo que imóveis de altíssima qualidade e bem localizados corrigem com maior facilidade do que imóveis piores e em localizações duvidosas.
Ciclos imobiliários são longos, aos que são novos no mercado, a percepção é de que a correção da inflação nunca vai ocorrer – mas fique tranquilo. Ela ocorre. Se você fez a lição de casa, investiu em fundos imobiliários de bons imóveis e a gestão segue saudável, não há razão para se preocupar. É só questão de tempo até que a correção ocorra.
Ao investir em fundos imobiliários, algo que costuma ser esquecido - ou que talvez muita gente sequer conheça - é o custo de reposição.
Em termos mais simples, o custo de reposição é a soma de todos os custos envolvidos na criação de um novo imóvel: terreno, materiais de construção, licenças, mão de obra e afins. Com o aumento da inflação nos últimos meses, não é preciso dizer que esse custo de reposição subiu violentamente – está expressivamente mais caro construir um imóvel hoje do que estava há um ano.
Como o gráfico mostra, desde janeiro de 2020 o crescimento de custo das principais variáveis da construção de um imóvel decolou: materiais e serviços subiram em média 35%, o índice INCC (que mede a variação do custo dos insumos utilizados em construções habitacionais) subiu 21% e a mão de obra subiu 9%.
O que isso tem a ver com os fundos imobiliários? É simples.
Face a esse aumento violento de custo de reposição, o demandante de um imóvel tem duas opções: ou ele aluga determinado espaço a determinado preço e aceita o aumento de preço do aluguel oferecido pelo detentor do imóvel (o que depende muito da oferta e da demanda e do momento do ciclo imobiliário), ou ele constrói um novo imóvel, tomando os novos preços de mercados relacionado a esse custo de reposição, que agora está bem mais alto do que estava antes.
É exatamente por isso que imóveis tendem fortemente a corrigir pela inflação com o passar do tempo: o custo para construir um novo imóvel sobe. Terrenos em determinadas áreas não estão sempre disponíveis – algumas áreas de altíssimo valor de São Paulo, por exemplo, não tem mais espaço. Não há escolha ao locatário se não abraçar o preço ofertado ou optar pela construção e arcar com os custos altos e inflacionados. A correção ocorre naturalmente no mercado.
Como já dissemos: esse tipo de correção não ocorre de um dia pro outro. Correção de inflação em ativos reais levam tempo para acontecer, afinal, só contratos corrigem de forma automática. Fora esse tempo de correção, existe o fator qualidade do imóvel, sendo que imóveis de altíssima qualidade e bem localizados corrigem com maior facilidade do que imóveis piores e em localizações duvidosas.
Ciclos imobiliários são longos, aos que são novos no mercado, a percepção é de que a correção da inflação nunca vai ocorrer – mas fique tranquilo. Ela ocorre. Se você fez a lição de casa, investiu em fundos imobiliários de bons imóveis e a gestão segue saudável, não há razão para se preocupar. É só questão de tempo até que a correção ocorra.