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Avante!
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No acumulado do ano: o investidor estrangeiro ingressou diretamente com R$57.3 bilhões na bolsa, sendo o maior comprador do período, enquanto o investidor institucional (muito representado por fundos de investimentos compostos por pessoas físicas) já acumula um resgate cavalar de R$65.4 bi, mostrando um movimento contrário e reforçando uma das principais razões da que do mercado nos últimos meses, visto que resgate de cotista significa maior força vendedora.

Em novembro, o fluxo de compra do investidor estrangeiro foi positivo em R$1.1 bi.

Investidor estrangeiro segue comprando e residente segue vendendo em meio as quedas atuais, embora o fluxo de venda tenha diminuído consideravelmente.
Após ter atingido uma máxima de 12,51% no dia 28/10, os juros seguem em queda rumo a terceira semana consecutiva, atualmente próximos aos 10%.

É algo positivo tanto para as contas públicas do país, tornando a dívida menos penosa (o que alivia ainda mais o fiscal), quanto para o mercado, por fator de prêmio de risco, fazendo com que tanto as ações quanto os fundos imobiliários valorizem.

É sempre válido lembrar: juros longos muito altos tendem a causar uma queda nos ativos de risco, visto que a taxa de desconto para realizar o valuation sobe. Quanto maior os juros, mais desconto é cobrado num ativo de risco.
Projeção que as instituições financeiras possuíam em relação a SELIC – pesquisa realizada em dezembro de 2020, há um ano. No total, 82 instituições foram consultadas, nenhuma acertou, visto que a SELIC provavelmente fechará em 9,25% no ano.

Cabe a reflexão em relação aos cuidados com as projeções de prazo muito alongado, principalmente quando são variáveis que são determinadas por milhares de fatores exógenos, como juros e câmbio.

Não sob uma perspectiva de depreciação a projeções econômicas, mas sim que se agarrar aos números cegamente, dificilmente é boa ideia.
Preço sobre lucro do índice da bolsa brasileira atualmente bem abaixo da média histórica (negociando a 8x face uma média histórica de 11,3x).

Lembrando que as commodities tem forte efeito sobre esse indicador, visto que gigantes como a Vale e a Petrobras tem grande representatividade no índice, mas ainda assim o número é chamativo em termos históricos.
INT - Aula 101 - Como Montar uma Carteira de Dividendos

Na aula de hoje teremos um roteiro detalhado para você construir uma carteira focada em dividendos.

Passaremos pelos setores mais importantes, as estratégias e metodologias de gestão. Uma aula para você nunca mais cair no papo furado de quem só sabe olhar dividend yield.

Ao vivo no INT às 19h00. Link disponível na plataforma.

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Inflação de novembro – veio ruim, mas tá bom.

Divulgado o IPCA de novembro de 2021 agora pela manhã, o número veio abaixo das expectativas, sendo de 0,95% no período contra um consenso de 1,10%.

Já está ficando repetitivo dizer, mas mais uma vez a inflação do mês veio fortemente pressionada por conta do preço dos combustíveis. O grupo de transportes representou 0,72% dos 0,95% totais da inflação do período, com a gasolina subindo 7,38%, o etanol subindo 10,53%, o óleo diesel subindo 7,48% e o gás veicular subindo 4,30%.

Alguns grupos mostraram estabilidade ou queda (alimentação e bebidas -0,04%, saúde e cuidados pessoais -0,57%, educação 0,02% e comunicação 0,09%), reforçando que o principal problema que enfrentamos tem sido a alta do preço dos combustíveis, que em dezembro tendem a dar uma aliviada e surpreender positivamente dado o fato de que o barril de petróleo e o câmbio estão negociando em valores bem abaixo de novembro.

É válido ressaltar que uma alta no preço dos combustíveis, assim como no preço da energia elétrica, causa um problema em cascata na economia: por fazerem parte da matriz de custos da produção de qualquer bem existente, se os custos sobem, o preço de todos os bens sobe também.

Como dito, face um cenário onde o câmbio e o petróleo cooperem (ao menos estabilizando) e o nível de chuvas siga positivo, há grandes chances do IPCA surpreender positivamente em dezembro.

Até então, a inflação acumulada no ano é de 9,26%, sendo o grupo de transportes o com maior alta, de quase 60%.
Desempenho dos IPOs de 2021 até o momento.
Debate hoje no INT

Discutiremos três negócios de alta relevância contextual.

1. Magazine Luiza: para vocês entenderem onde há oportunidade e onde há bucha. Por que a queda e até que ponto ela deve seguir?
2. Nubank: vale a pena comprar um pedaço para surfar uma eventual alta? O caro pode ficar mais caro ou a bolha já está na tela?
3. Cogna: fatos relevantes nessa semana. Traremos uma visão especial para aqueles que se arrebentaram achando que era 15.

Teremos espaço também para tirar as dúvidas de vocês. Participem ao vivo. Debates não ficam gravados.

No INT às 19h00. Link já disponível na plataforma.

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Sobre tributação de dividendos

Com tamanho esquecimento e com os holofotes voltados a outros problemas, nem parece que foi nesse ano que a proposta de reforma tributária foi colocada em voga, trazendo consigo a preocupação da tributação sobre os dividendos que os acionistas recebem de seus respectivos investimentos. A preocupação é válida, mas não é o fim do mundo.

Coisa que pouca gente sabe, é que até 1995 os dividendos foram tributados por aqui – e isso não impediu de que investidores de longo prazo conseguissem acumular patrimônio ou utilizar a estratégia de dividendos para enriquecer.

É inegável que uma medida como essa traria alguns pontos negativos sobre o mercado, afinal, ninguém deve deixar 15% do que recebe na mão do Estado e se sentir satisfeito, mas há formas de driblar esse tipo de tributação.

O gráfico mostra o quanto de dinheiro foi gasto entre as empresas do S&P500 (principal índice do mercado americano) com recompra de ações. Percebe-se que, com o passar dos anos, a quantidade de dinheiro direcionado a esse tipo de coisa só tem crescido, atingindo um recorde histórico ainda esse ano.

A recompra de ações é a principal forma que as empresas americanas utilizam para remunerar seus acionistas, visto que por lá, a tributação pode chegar a até 20% - um pouco acima da proposta de 15% por aqui. A ideia é bem simples.

Ao recomprar ações, uma empresa diminui a quantidade de ações que ela possui em circulação, fazendo assim com que capital da empresa se concentre mais ainda na mão dos acionistas (afinal, se há 1.000.000 de ações para um lucro de R$1 milhão, o lucro será de R$1 por ação, sendo que se a empresa compra metade das ações em circulação, esse lucro será agora de R$2 por ação) e torne o ativo mais escasso no mercado, fazendo assim com que a ação valorize cada vez mais.

Uma empresa que praticou muito esse tipo de recompra, foi a própria Apple. Nos últimos 8 anos, a companhia recomprou US$480 bilhões em ações, diminuindo a quantidade de ações em circulação de 27 bilhões de papéis para 16 bilhões de papéis no mercado.

Como dito, nenhum tipo de taxação traz benefícios. É péssimo saber que uma reforma cria ainda mais impostos e sufoca um mercado de capitais que ainda está nascendo como é o nosso – mas esses 15% não são o fim do mundo e sequer são determinantes para mudar a estratégia ou o crescimento das companhias.
Não faltam estratégias para driblar esse tipo de problema, sendo que a recompra de ações é a mais comum, embora no Brasil não seja tão popular, visto que por aqui, dividendos ainda não são tributados e nem todas as companhias adotam a prática.

Lembre-se: as empresas são organismos vivos, e há sempre uma equipe de gestão por trás cuidando de cada problema respectivo, visando minimizar o impacto desses problemas que o próprio Estado origina. É justamente em momentos como esse que a governança da companhia é colocada em teste.

No gráfico, a quantidade de ações recompradas trimestralmente em dólares, abrangendo somente companhias do S&P500 – mostrando que a recompra de ações é algo completamente normal e extremamente eficiente para remunerar os acionistas.
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Concentração no índice da bolsa americana

Muito se fala sobre a concentração do nosso índice – que de fato é extremamente concentrado em commodities – mas pouco sobre a concentração do índice S&P500, da bolsa americana.

Atualmente 23% do valor de mercado do índice está concentrado em somente 5 empresas – as big techs, no caso (Microsoft, Apple, Amazon, Alphabet e Meta). Essa concentração nunca foi tão grande, superando com folga a concentração ocorrida na bolha da internet, em meados dos anos 2000.

Embora o índice esteja altamente concentrado, é interessante destacar que as companhias não estão precificando taxas de crescimento altíssimas, sendo que a todas estão com um preço lucro próximo de 30 vezes, sendo a Amazon a única com um múltiplo mais elevado (na casa de 60 vezes), o que desfavorece em partes o argumento de que existe uma bolha generalizada.

Ainda sobre o índice, para ilustrar melhor o peso que essas companhias tem: se desconsiderasse a performance dessas ações no ano, o índice estaria caindo 25% no período.
Relação de valor patrimonial em cada segmento de fundo imobiliário.

Atualmente os fundos de shoppings são os que mostram maior desconto em relação ao patrimônio, negociando a 0,72x, seguido do segmento de lajes corporativas, negociando a 0,73x.

Vale lembrar que os ciclos imobiliários tendem a ser longos – por mais que exista um desconto hoje, pode levar mais de um ano para que o patrimônio seja reavaliado a um preço mais justo, considerando que o método mais usado para isso é o de fluxo de caixa descontado e se os juros longos estiverem mais elevados (como é o que está acontecendo agora), os preços são puxados para baixo.

Para quem busca o longo prazo, muita oportunidade tem aparecido no mercado – mas não significando que todo preço sobre valor patrimonial baixo é necessariamente oportunidade.

Lembre-se que fundos imobiliários nada mais são do que fundos que negociam imóveis, e uma hora ou outra a inflação será repassada aos contratos e ao valor do patrimônio, afinal, se a inflação subiu, o custo de construção de um novo imóvel também, e é essa diferença que força que os imóveis já existentes valorizem – assim como os contatos de locação.

Paciência – ciclos levam tempo e o investidor bem preparado deve aproveitá-los, por mais dificilmente psicologicamente que seja.