COPOM – A última reunião do ano
Nesta terça-feira teremos a última reunião do COPOM em 2021. Com o cenário inflacionário persistente, o mercado segue precificando uma alta de 1,50% (como a imagem mostra, 80% de chance de uma alta dessa magnitude), o que levará a SELIC aos 9,25%.
De um lado, temos a pressão inflacionária conjuntural, com alguns índices apontando que a transitoriedade do problema deixou de ser uma narrativa viável e foi até mesmo descartada pelo Banco Central americano, que já assumiu a persistência do problema. Por outro lado, há alguma chance – mesmo que baixa – da alta da SELIC ser menor do que 1,50%, considerando o fato de que o mercado teve uma surpresa relativamente positiva com a queda da cotação do barril de petróleo, indicando uma pressão inflacionária bem menor para novembro e dezembro do que era esperado.
É sempre válido lembrar que a taxa de juros deve ser uma ferramenta utilizada com cautela: face a um pico inflacionário como o que passamos e estamos passando atualmente, é necessário identificar as causas da inflação e não elevar a taxa de juros tão abruptamente para não causar uma desaceleração econômica além do desejado, fazendo assim com que o país mergulhe em uma recessão e a inflação não seja alterada.
Muito da inflação atual é causada também – mas não só - pela ruptura da cadeia de bens global, isso é, um ataque direto ao estoque de moeda pode não retardar a demanda como o esperado e como consequência um cenário de estagflação semelhante ao de de 2016 pode ser o resultado.
Como dito: alguns eventos nesse final de ano foram podem surpreender positivamente na inflação dos próximos meses – a queda da cotação do barril de petróleo (caso nessa tendência), o cenário de chuvas (ainda longe do ideal mas acima das expectativas) dando maior esperanças em relação aos reservatórios e criando uma possível brecha para o fim da bandeira de escassez hídrica, a melhora de algumas safras também por fatores meteorológicos e uma menor demanda da China por commodities (o que também é negativo dado o fato de que isso prejudica as contas públicas do país), pressionando os preços para baixo.
Até o momento, desde janeiro desse ano, 39 bancos centrais elevaram as taxas de juros 103 vezes, sinalizando o claro problema conjuntural de inflação global que as medidas tomadas em 2020 causaram.
Lembrando: os 1,5% de alta de SELIC já é precificada, logo, qualquer decisão de investimento postergada afim de esperar uma alta dessa magnitude, não faz sentido. O mercado sempre olha pra frente, nunca pro retrovisor. Em nossa plataforma há diversas aulas sobre o tema para se aprofundar.
Fonte do gráfico: B3, refletindo as opções de Copom do mercado.
Nesta terça-feira teremos a última reunião do COPOM em 2021. Com o cenário inflacionário persistente, o mercado segue precificando uma alta de 1,50% (como a imagem mostra, 80% de chance de uma alta dessa magnitude), o que levará a SELIC aos 9,25%.
De um lado, temos a pressão inflacionária conjuntural, com alguns índices apontando que a transitoriedade do problema deixou de ser uma narrativa viável e foi até mesmo descartada pelo Banco Central americano, que já assumiu a persistência do problema. Por outro lado, há alguma chance – mesmo que baixa – da alta da SELIC ser menor do que 1,50%, considerando o fato de que o mercado teve uma surpresa relativamente positiva com a queda da cotação do barril de petróleo, indicando uma pressão inflacionária bem menor para novembro e dezembro do que era esperado.
É sempre válido lembrar que a taxa de juros deve ser uma ferramenta utilizada com cautela: face a um pico inflacionário como o que passamos e estamos passando atualmente, é necessário identificar as causas da inflação e não elevar a taxa de juros tão abruptamente para não causar uma desaceleração econômica além do desejado, fazendo assim com que o país mergulhe em uma recessão e a inflação não seja alterada.
Muito da inflação atual é causada também – mas não só - pela ruptura da cadeia de bens global, isso é, um ataque direto ao estoque de moeda pode não retardar a demanda como o esperado e como consequência um cenário de estagflação semelhante ao de de 2016 pode ser o resultado.
Como dito: alguns eventos nesse final de ano foram podem surpreender positivamente na inflação dos próximos meses – a queda da cotação do barril de petróleo (caso nessa tendência), o cenário de chuvas (ainda longe do ideal mas acima das expectativas) dando maior esperanças em relação aos reservatórios e criando uma possível brecha para o fim da bandeira de escassez hídrica, a melhora de algumas safras também por fatores meteorológicos e uma menor demanda da China por commodities (o que também é negativo dado o fato de que isso prejudica as contas públicas do país), pressionando os preços para baixo.
Até o momento, desde janeiro desse ano, 39 bancos centrais elevaram as taxas de juros 103 vezes, sinalizando o claro problema conjuntural de inflação global que as medidas tomadas em 2020 causaram.
Lembrando: os 1,5% de alta de SELIC já é precificada, logo, qualquer decisão de investimento postergada afim de esperar uma alta dessa magnitude, não faz sentido. O mercado sempre olha pra frente, nunca pro retrovisor. Em nossa plataforma há diversas aulas sobre o tema para se aprofundar.
Fonte do gráfico: B3, refletindo as opções de Copom do mercado.
No acumulado do ano: o investidor estrangeiro ingressou diretamente com R$57.3 bilhões na bolsa, sendo o maior comprador do período, enquanto o investidor institucional (muito representado por fundos de investimentos compostos por pessoas físicas) já acumula um resgate cavalar de R$65.4 bi, mostrando um movimento contrário e reforçando uma das principais razões da que do mercado nos últimos meses, visto que resgate de cotista significa maior força vendedora.
Em novembro, o fluxo de compra do investidor estrangeiro foi positivo em R$1.1 bi.
Investidor estrangeiro segue comprando e residente segue vendendo em meio as quedas atuais, embora o fluxo de venda tenha diminuído consideravelmente.
Em novembro, o fluxo de compra do investidor estrangeiro foi positivo em R$1.1 bi.
Investidor estrangeiro segue comprando e residente segue vendendo em meio as quedas atuais, embora o fluxo de venda tenha diminuído consideravelmente.
Após ter atingido uma máxima de 12,51% no dia 28/10, os juros seguem em queda rumo a terceira semana consecutiva, atualmente próximos aos 10%.
É algo positivo tanto para as contas públicas do país, tornando a dívida menos penosa (o que alivia ainda mais o fiscal), quanto para o mercado, por fator de prêmio de risco, fazendo com que tanto as ações quanto os fundos imobiliários valorizem.
É sempre válido lembrar: juros longos muito altos tendem a causar uma queda nos ativos de risco, visto que a taxa de desconto para realizar o valuation sobe. Quanto maior os juros, mais desconto é cobrado num ativo de risco.
É algo positivo tanto para as contas públicas do país, tornando a dívida menos penosa (o que alivia ainda mais o fiscal), quanto para o mercado, por fator de prêmio de risco, fazendo com que tanto as ações quanto os fundos imobiliários valorizem.
É sempre válido lembrar: juros longos muito altos tendem a causar uma queda nos ativos de risco, visto que a taxa de desconto para realizar o valuation sobe. Quanto maior os juros, mais desconto é cobrado num ativo de risco.
Projeção que as instituições financeiras possuíam em relação a SELIC – pesquisa realizada em dezembro de 2020, há um ano. No total, 82 instituições foram consultadas, nenhuma acertou, visto que a SELIC provavelmente fechará em 9,25% no ano.
Cabe a reflexão em relação aos cuidados com as projeções de prazo muito alongado, principalmente quando são variáveis que são determinadas por milhares de fatores exógenos, como juros e câmbio.
Não sob uma perspectiva de depreciação a projeções econômicas, mas sim que se agarrar aos números cegamente, dificilmente é boa ideia.
Cabe a reflexão em relação aos cuidados com as projeções de prazo muito alongado, principalmente quando são variáveis que são determinadas por milhares de fatores exógenos, como juros e câmbio.
Não sob uma perspectiva de depreciação a projeções econômicas, mas sim que se agarrar aos números cegamente, dificilmente é boa ideia.
Preço sobre lucro do índice da bolsa brasileira atualmente bem abaixo da média histórica (negociando a 8x face uma média histórica de 11,3x).
Lembrando que as commodities tem forte efeito sobre esse indicador, visto que gigantes como a Vale e a Petrobras tem grande representatividade no índice, mas ainda assim o número é chamativo em termos históricos.
Lembrando que as commodities tem forte efeito sobre esse indicador, visto que gigantes como a Vale e a Petrobras tem grande representatividade no índice, mas ainda assim o número é chamativo em termos históricos.
INT - Aula 101 - Como Montar uma Carteira de Dividendos
Na aula de hoje teremos um roteiro detalhado para você construir uma carteira focada em dividendos.
Passaremos pelos setores mais importantes, as estratégias e metodologias de gestão. Uma aula para você nunca mais cair no papo furado de quem só sabe olhar dividend yield.
Ao vivo no INT às 19h00. Link disponível na plataforma.
www.findocs.com.br
Na aula de hoje teremos um roteiro detalhado para você construir uma carteira focada em dividendos.
Passaremos pelos setores mais importantes, as estratégias e metodologias de gestão. Uma aula para você nunca mais cair no papo furado de quem só sabe olhar dividend yield.
Ao vivo no INT às 19h00. Link disponível na plataforma.
www.findocs.com.br
Inflação de novembro – veio ruim, mas tá bom.
Divulgado o IPCA de novembro de 2021 agora pela manhã, o número veio abaixo das expectativas, sendo de 0,95% no período contra um consenso de 1,10%.
Já está ficando repetitivo dizer, mas mais uma vez a inflação do mês veio fortemente pressionada por conta do preço dos combustíveis. O grupo de transportes representou 0,72% dos 0,95% totais da inflação do período, com a gasolina subindo 7,38%, o etanol subindo 10,53%, o óleo diesel subindo 7,48% e o gás veicular subindo 4,30%.
Alguns grupos mostraram estabilidade ou queda (alimentação e bebidas -0,04%, saúde e cuidados pessoais -0,57%, educação 0,02% e comunicação 0,09%), reforçando que o principal problema que enfrentamos tem sido a alta do preço dos combustíveis, que em dezembro tendem a dar uma aliviada e surpreender positivamente dado o fato de que o barril de petróleo e o câmbio estão negociando em valores bem abaixo de novembro.
É válido ressaltar que uma alta no preço dos combustíveis, assim como no preço da energia elétrica, causa um problema em cascata na economia: por fazerem parte da matriz de custos da produção de qualquer bem existente, se os custos sobem, o preço de todos os bens sobe também.
Como dito, face um cenário onde o câmbio e o petróleo cooperem (ao menos estabilizando) e o nível de chuvas siga positivo, há grandes chances do IPCA surpreender positivamente em dezembro.
Até então, a inflação acumulada no ano é de 9,26%, sendo o grupo de transportes o com maior alta, de quase 60%.
Divulgado o IPCA de novembro de 2021 agora pela manhã, o número veio abaixo das expectativas, sendo de 0,95% no período contra um consenso de 1,10%.
Já está ficando repetitivo dizer, mas mais uma vez a inflação do mês veio fortemente pressionada por conta do preço dos combustíveis. O grupo de transportes representou 0,72% dos 0,95% totais da inflação do período, com a gasolina subindo 7,38%, o etanol subindo 10,53%, o óleo diesel subindo 7,48% e o gás veicular subindo 4,30%.
Alguns grupos mostraram estabilidade ou queda (alimentação e bebidas -0,04%, saúde e cuidados pessoais -0,57%, educação 0,02% e comunicação 0,09%), reforçando que o principal problema que enfrentamos tem sido a alta do preço dos combustíveis, que em dezembro tendem a dar uma aliviada e surpreender positivamente dado o fato de que o barril de petróleo e o câmbio estão negociando em valores bem abaixo de novembro.
É válido ressaltar que uma alta no preço dos combustíveis, assim como no preço da energia elétrica, causa um problema em cascata na economia: por fazerem parte da matriz de custos da produção de qualquer bem existente, se os custos sobem, o preço de todos os bens sobe também.
Como dito, face um cenário onde o câmbio e o petróleo cooperem (ao menos estabilizando) e o nível de chuvas siga positivo, há grandes chances do IPCA surpreender positivamente em dezembro.
Até então, a inflação acumulada no ano é de 9,26%, sendo o grupo de transportes o com maior alta, de quase 60%.
Debate hoje no INT
Discutiremos três negócios de alta relevância contextual.
1. Magazine Luiza: para vocês entenderem onde há oportunidade e onde há bucha. Por que a queda e até que ponto ela deve seguir?
2. Nubank: vale a pena comprar um pedaço para surfar uma eventual alta? O caro pode ficar mais caro ou a bolha já está na tela?
3. Cogna: fatos relevantes nessa semana. Traremos uma visão especial para aqueles que se arrebentaram achando que era 15.
Teremos espaço também para tirar as dúvidas de vocês. Participem ao vivo. Debates não ficam gravados.
No INT às 19h00. Link já disponível na plataforma.
www.findocs.com.br
Discutiremos três negócios de alta relevância contextual.
1. Magazine Luiza: para vocês entenderem onde há oportunidade e onde há bucha. Por que a queda e até que ponto ela deve seguir?
2. Nubank: vale a pena comprar um pedaço para surfar uma eventual alta? O caro pode ficar mais caro ou a bolha já está na tela?
3. Cogna: fatos relevantes nessa semana. Traremos uma visão especial para aqueles que se arrebentaram achando que era 15.
Teremos espaço também para tirar as dúvidas de vocês. Participem ao vivo. Debates não ficam gravados.
No INT às 19h00. Link já disponível na plataforma.
www.findocs.com.br
Sobre tributação de dividendos
Com tamanho esquecimento e com os holofotes voltados a outros problemas, nem parece que foi nesse ano que a proposta de reforma tributária foi colocada em voga, trazendo consigo a preocupação da tributação sobre os dividendos que os acionistas recebem de seus respectivos investimentos. A preocupação é válida, mas não é o fim do mundo.
Coisa que pouca gente sabe, é que até 1995 os dividendos foram tributados por aqui – e isso não impediu de que investidores de longo prazo conseguissem acumular patrimônio ou utilizar a estratégia de dividendos para enriquecer.
É inegável que uma medida como essa traria alguns pontos negativos sobre o mercado, afinal, ninguém deve deixar 15% do que recebe na mão do Estado e se sentir satisfeito, mas há formas de driblar esse tipo de tributação.
O gráfico mostra o quanto de dinheiro foi gasto entre as empresas do S&P500 (principal índice do mercado americano) com recompra de ações. Percebe-se que, com o passar dos anos, a quantidade de dinheiro direcionado a esse tipo de coisa só tem crescido, atingindo um recorde histórico ainda esse ano.
A recompra de ações é a principal forma que as empresas americanas utilizam para remunerar seus acionistas, visto que por lá, a tributação pode chegar a até 20% - um pouco acima da proposta de 15% por aqui. A ideia é bem simples.
Ao recomprar ações, uma empresa diminui a quantidade de ações que ela possui em circulação, fazendo assim com que capital da empresa se concentre mais ainda na mão dos acionistas (afinal, se há 1.000.000 de ações para um lucro de R$1 milhão, o lucro será de R$1 por ação, sendo que se a empresa compra metade das ações em circulação, esse lucro será agora de R$2 por ação) e torne o ativo mais escasso no mercado, fazendo assim com que a ação valorize cada vez mais.
Uma empresa que praticou muito esse tipo de recompra, foi a própria Apple. Nos últimos 8 anos, a companhia recomprou US$480 bilhões em ações, diminuindo a quantidade de ações em circulação de 27 bilhões de papéis para 16 bilhões de papéis no mercado.
Como dito, nenhum tipo de taxação traz benefícios. É péssimo saber que uma reforma cria ainda mais impostos e sufoca um mercado de capitais que ainda está nascendo como é o nosso – mas esses 15% não são o fim do mundo e sequer são determinantes para mudar a estratégia ou o crescimento das companhias.
Não faltam estratégias para driblar esse tipo de problema, sendo que a recompra de ações é a mais comum, embora no Brasil não seja tão popular, visto que por aqui, dividendos ainda não são tributados e nem todas as companhias adotam a prática.
Lembre-se: as empresas são organismos vivos, e há sempre uma equipe de gestão por trás cuidando de cada problema respectivo, visando minimizar o impacto desses problemas que o próprio Estado origina. É justamente em momentos como esse que a governança da companhia é colocada em teste.
No gráfico, a quantidade de ações recompradas trimestralmente em dólares, abrangendo somente companhias do S&P500 – mostrando que a recompra de ações é algo completamente normal e extremamente eficiente para remunerar os acionistas.
,
Com tamanho esquecimento e com os holofotes voltados a outros problemas, nem parece que foi nesse ano que a proposta de reforma tributária foi colocada em voga, trazendo consigo a preocupação da tributação sobre os dividendos que os acionistas recebem de seus respectivos investimentos. A preocupação é válida, mas não é o fim do mundo.
Coisa que pouca gente sabe, é que até 1995 os dividendos foram tributados por aqui – e isso não impediu de que investidores de longo prazo conseguissem acumular patrimônio ou utilizar a estratégia de dividendos para enriquecer.
É inegável que uma medida como essa traria alguns pontos negativos sobre o mercado, afinal, ninguém deve deixar 15% do que recebe na mão do Estado e se sentir satisfeito, mas há formas de driblar esse tipo de tributação.
O gráfico mostra o quanto de dinheiro foi gasto entre as empresas do S&P500 (principal índice do mercado americano) com recompra de ações. Percebe-se que, com o passar dos anos, a quantidade de dinheiro direcionado a esse tipo de coisa só tem crescido, atingindo um recorde histórico ainda esse ano.
A recompra de ações é a principal forma que as empresas americanas utilizam para remunerar seus acionistas, visto que por lá, a tributação pode chegar a até 20% - um pouco acima da proposta de 15% por aqui. A ideia é bem simples.
Ao recomprar ações, uma empresa diminui a quantidade de ações que ela possui em circulação, fazendo assim com que capital da empresa se concentre mais ainda na mão dos acionistas (afinal, se há 1.000.000 de ações para um lucro de R$1 milhão, o lucro será de R$1 por ação, sendo que se a empresa compra metade das ações em circulação, esse lucro será agora de R$2 por ação) e torne o ativo mais escasso no mercado, fazendo assim com que a ação valorize cada vez mais.
Uma empresa que praticou muito esse tipo de recompra, foi a própria Apple. Nos últimos 8 anos, a companhia recomprou US$480 bilhões em ações, diminuindo a quantidade de ações em circulação de 27 bilhões de papéis para 16 bilhões de papéis no mercado.
Como dito, nenhum tipo de taxação traz benefícios. É péssimo saber que uma reforma cria ainda mais impostos e sufoca um mercado de capitais que ainda está nascendo como é o nosso – mas esses 15% não são o fim do mundo e sequer são determinantes para mudar a estratégia ou o crescimento das companhias.
Não faltam estratégias para driblar esse tipo de problema, sendo que a recompra de ações é a mais comum, embora no Brasil não seja tão popular, visto que por aqui, dividendos ainda não são tributados e nem todas as companhias adotam a prática.
Lembre-se: as empresas são organismos vivos, e há sempre uma equipe de gestão por trás cuidando de cada problema respectivo, visando minimizar o impacto desses problemas que o próprio Estado origina. É justamente em momentos como esse que a governança da companhia é colocada em teste.
No gráfico, a quantidade de ações recompradas trimestralmente em dólares, abrangendo somente companhias do S&P500 – mostrando que a recompra de ações é algo completamente normal e extremamente eficiente para remunerar os acionistas.
,
Concentração no índice da bolsa americana
Muito se fala sobre a concentração do nosso índice – que de fato é extremamente concentrado em commodities – mas pouco sobre a concentração do índice S&P500, da bolsa americana.
Atualmente 23% do valor de mercado do índice está concentrado em somente 5 empresas – as big techs, no caso (Microsoft, Apple, Amazon, Alphabet e Meta). Essa concentração nunca foi tão grande, superando com folga a concentração ocorrida na bolha da internet, em meados dos anos 2000.
Embora o índice esteja altamente concentrado, é interessante destacar que as companhias não estão precificando taxas de crescimento altíssimas, sendo que a todas estão com um preço lucro próximo de 30 vezes, sendo a Amazon a única com um múltiplo mais elevado (na casa de 60 vezes), o que desfavorece em partes o argumento de que existe uma bolha generalizada.
Ainda sobre o índice, para ilustrar melhor o peso que essas companhias tem: se desconsiderasse a performance dessas ações no ano, o índice estaria caindo 25% no período.
Muito se fala sobre a concentração do nosso índice – que de fato é extremamente concentrado em commodities – mas pouco sobre a concentração do índice S&P500, da bolsa americana.
Atualmente 23% do valor de mercado do índice está concentrado em somente 5 empresas – as big techs, no caso (Microsoft, Apple, Amazon, Alphabet e Meta). Essa concentração nunca foi tão grande, superando com folga a concentração ocorrida na bolha da internet, em meados dos anos 2000.
Embora o índice esteja altamente concentrado, é interessante destacar que as companhias não estão precificando taxas de crescimento altíssimas, sendo que a todas estão com um preço lucro próximo de 30 vezes, sendo a Amazon a única com um múltiplo mais elevado (na casa de 60 vezes), o que desfavorece em partes o argumento de que existe uma bolha generalizada.
Ainda sobre o índice, para ilustrar melhor o peso que essas companhias tem: se desconsiderasse a performance dessas ações no ano, o índice estaria caindo 25% no período.