Fagori
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15 de maio. Powell saiu. Warsh entrou. E o jogo do Fed acaba de mudar.

Mas o que muita gente não notou é o detalhe institucional mais importante dessa transição: Powell saiu da cadeira de chair, mas vai permanecer como membro do board do Fed. Isso não acontecia desde 1948.

Em 78 anos, nenhum ex-chair tinha feito esse movimento. Powell quebrou a tradição citando “ataques ilegais ao Fed” pela administração Trump. Na prática, ele se posicionou como guardião institucional da independência do banco central, e segue votando nas próximas decisões de política monetária.

Esse é o movimento mais relevante da semana, e a maioria do mercado passou batido.

A motivação por trás de toda essa pressão política é simples e estrutural. A dívida americana ultrapassou 100% do PIB. O déficit roda em 7,5% do PIB, patamar historicamente associado a períodos de guerra. E os EUA pagam mais de US$ 1 trilhão por ano apenas em juros da dívida pública.

Trump pressiona porque a casa está pegando fogo silenciosamente. Cada ponto de juros mantido em nível elevado faz a dívida virar bola de neve em ritmo acelerado.

Por isso ele indicou Kevin Warsh, que era hawk declarado em 2008 e agora aparece como dove em 2026. Mesmo homem, postura oposta. Cada um tira sua conclusão sobre o que isso representa.

O problema técnico, no entanto, é que a inflação não deixa espaço para cortes. Petróleo acima de US$ 100 por barril, shelter inflation dobrando em abril e tarifas pressionando preços em toda a cadeia produtiva. E surge no horizonte a palavra que ninguém quer pronunciar: stagflation.

Os três cenários possíveis pela frente:

Corte agressivo, com alívio fiscal, dólar derretendo e Bitcoin junto com ouro voando.

Manutenção dos juros, com economia travando e pressão política explodindo.

Caminho do meio, com cortes graduais tentando preservar credibilidade.

O que precisa ser monitorado de perto: a primeira FOMC com Warsh no comando, atenção redobrada às dissidências internas (Powell continua votando), os números de CPI e PCE, o comportamento do Treasury de 10 anos, o DXY e principalmente a relação entre Bitcoin e ouro. Se ambos subirem juntos, é o mercado precificando desordem monetária em tempo real.

Existe um princípio que se confirma ciclo após ciclo: quando o Fed perde credibilidade, o Bitcoin ganha.

Os próximos meses serão decisivos. Quem acompanha o fluxo certo se posiciona antes da manchete. Quem reage depois, paga o preço.

Atenção total daqui pra frente.

https://www.instagram.com/p/DYYFK_Gm_j8/?igsh=ZXY1dTVtdm1ldnVy
Os juros de 30 anos do Tesouro dos Estados Unidos atingiram o patamar mais alto desde 2007.

Sim, dois mil e sete. Quase duas décadas atrás.

Em breve vamos descobrir se a tão falada crise de dívida soberana era apenas uma teoria de mercado ou se está realmente prestes a acontecer.

E aqui está a contradição que pouca gente está observando com atenção: as ações estão precificando juros baixos e um cenário benigno pela frente. Já os bonds estão precificando exatamente o oposto, com inflação persistente e juros estruturalmente altos por mais tempo.

Dois mercados gigantes, lendo o mesmo cenário e chegando a conclusões opostas. Apenas um deles vai estar certo.

E o erro de leitura aqui não vai sair barato para quem estiver no lado errado da equação.

Quem você acha que está certo?
Existe um padrão histórico curioso envolvendo a entrada de novos presidentes do Fed: nos primeiros três meses de mandato, o S&P 500 tende a registrar quedas relevantes.

A média desde a gestão de William Martin é de 12% de desvalorização nesse período. E alguns exemplos recentes ajudam a dimensionar o cenário. Powell registrou queda de 7%, Yellen 4%, Bernanke 2%. Os casos mais extremos da história foram Greenspan, com 33%, e Eugene Mayer, com 32%.

Kevin Warsh deve assumir a presidência do Fed em maio. E o pano de fundo atual carrega sinais que merecem atenção redobrada: apetite por risco no maior nível em cinco anos, semicondutores na maior sobrecompra desde 2000 e posicionamento CTA em extremo histórico.

A transição de comando no Fed historicamente carrega um peso de incerteza adicional sobre a sinalização da política monetária. O mercado precisa de tempo para ler o novo presidente, calibrar expectativas e ajustar posicionamentos. Esse processo, na prática, gera volatilidade e correções.

Com a média histórica apontando 12% de queda no início de novos mandatos, e com o mercado já operando em níveis estatisticamente esticados, fica a pergunta que precisa ser feita: dessa vez será diferente?

A história não se repete, mas costuma rimar com frequência. E o investidor atento sempre presta atenção nas rimas.
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Alguém destruiu 107 Bitcoins, o equivalente a cerca de US$ 8,3 milhões, e até agora ninguém sabe o real motivo por trás disso.

As cinco transações foram enviadas para o endereço 1111111111111111111114oLvT2, um hash totalmente zerado. E é aqui que a coisa fica interessante: é matematicamente impossível derivar uma chave privada desse endereço. Isso significa que qualquer Bitcoin enviado para lá está perdido para sempre, sem possibilidade de recuperação. É justamente por isso que ele é um dos endereços de burn mais famosos da rede.

Atualmente, existem mais de 807 BTC queimados nesse endereço, algo em torno de US$ 61 milhões, que nunca mais voltarão a se movimentar.

O detalhe curioso é que essas moedas foram adquiridas em 2014 e permaneciam inativas desde 2017. Quase uma década de silêncio total, até essa movimentação inesperada.

Analisando o fluxo, foi possível identificar que essa pessoa parece ter recolhido cerca de US$ 3 milhões através da Kraken e simplesmente queimou todo o restante.

E aí fica a pergunta que ninguém consegue responder: será que alguém, talvez sem herdeiros, decidiu "doar" a própria riqueza diretamente para a escassez da rede?

Cada Bitcoin queimado torna todos os outros marginalmente mais escassos. Seja qual for a motivação, no fim das contas, o presente foi para todos os holders da rede.

Um lembrete poderoso de que, no Bitcoin, a escassez não é promessa.
É matemática.
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🚨 Um institucional vendeu US$ 1,2 BILHÃO em $IBIT em uma única transação ontem.

Foram 29,2 milhões de ações a US$ 43,16 negociadas via dark pool — possivelmente o maior bloco já registrado no ETF da BlackRock, cerca de 22x maior que o segundo maior trade do dia.

Pra quem não entende a gravidade:
dark pool existe justamente para instituições desmontarem posições bilionárias sem causar pânico imediato no livro público.

Mesmo assim, o BTC sentiu.
📉 Impacto de aproximadamente 1,5% no preço.

E tem um detalhe importante que quase ninguém está comentando:

➡️ O IBIT já vinha acumulando 8 dias consecutivos de outflow.
➡️ ETFs spot de BTC drenaram mais de US$ 2 bilhões nas últimas 2 semanas.

Isso mostra que players grandes já estão reduzindo exposição via ETF.

Não significa necessariamente reversão macro imediata.
Mas definitivamente é um sinal de atenção para fluxo institucional no curto prazo.
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Quase $1 BILHÃO liquidados nas últimas 24h em cripto.

$873M eram comprados. 93% do volume foi de longs.

Cenário claro de limpeza de alavancagem. O mercado não caiu porque os vendidos venceram, caiu porque os comprados foram forçados a sair.

Ontem tivemos $1,2B em IBIT vendido numa única transação via dark pool, típico cenário de risk-off institucional que sinalizei.

A questão é: ainda temos mais comprados para liquidar?
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Saylor vendendo Bitcoin?

A Strategy acaba de enviar mais de US$ 30 milhões em BTC para a Coinbase Prime, o braço institucional da exchange. E o mercado reagiu rapidamente. Na Polymarket, a probabilidade de a empresa vender algum BTC até o final do ano saltou para 84%.

A tese por trás dessas apostas tem nome e endereço definidos: a dúvida crescente sobre a real capacidade da Strategy de continuar honrando os pagamentos de dividendos previstos no Plano 42/42.

O movimento pode não significar nada. Transferências internas para custódia institucional fazem parte da rotina operacional de qualquer tesouraria desse porte.

Mas também pode ser o primeiro sinal de uma virada estrutural que o mercado ainda não quer encarar com seriedade.

Quem acompanha o jogo sabe que sinais como esse merecem atenção redobrada, sem alarmismo, mas sem ingenuidade. Em mercado, o que parece pequeno hoje pode ser exatamente o gatilho da próxima narrativa dominante amanhã.
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O presidente Trump afirma que o bloqueio naval no Estreito de Ormuz foi suspenso.
A Strategy oficializou a venda de Bitcoin.
Na semana passada, a empresa de Michael Saylor vendeu 32 BTC, totalizando US$ 2,5 milhões, e simultaneamente captou US$ 128,3 milhões por meio de emissão de ações.
Atualmente, a empresa detém 843.706 BTC, adquiridos a um preço médio de US$ 75.699, e mantém uma reserva financeira de US$ 900 milhões em caixa.
O ponto que realmente chama atenção nesse movimento é a assimetria entre os valores. A captação foi significativamente maior do que o montante vendido, o que sugere uma possível estratégia bem mais sofisticada do que parece à primeira vista. A leitura plausível é: vendas pontuais para limpar passivos pendentes e ampliar a capacidade de absorção de novos Bitcoins nas próximas semanas.
Em resumo, vender pouco para comprar muito mais à frente.
Ou será que foi mão de alface clássica, capitulando justamente no momento errado do ciclo?
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O mercado não espera. Quem está preparado sai na frente.

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Esse cara acabou de ser roubado pela Polymarket.
E o caso é grave o suficiente para abrir um precedente perigoso no maior livro de apostas chamadas "descentralizadas" da atualidade.
A história é simples. A Polymarket mudou as regras depois que o mercado já havia encerrado.
O mercado também era simples: a Strategy vendeu Bitcoin antes de 31 de maio?
A resposta é objetiva e documentada: 32 BTC vendidos entre 26 e 31 de maio, com média de US$ 77 mil cada. 8-K protocolado oficialmente na SEC em 1º de junho, confirmando toda a operação por escrito.
O usuário willo2, maior holder do lado YES do mercado, tinha 695 mil shares a 76 centavos. Meio milhão de dólares apostado em uma tese que um documento oficial da SEC já havia confirmado de forma incontestável.
Foi então que a Polymarket adicionou uma cláusula que nunca esteve nas regras originais: a venda precisaria ter sido confirmada dentro do prazo do mercado. Confirmações fora desse prazo, segundo a nova regra, não qualificariam.
O problema é que essa regra simplesmente não existia quando as apostas foram colocadas.
A plataforma esperou o 8-K ser oficialmente arquivado na SEC, permitiu que seus operadores internos se posicionassem contra o YES com o resultado já praticamente confirmado, e só então inseriu a nova cláusula para forçar a resolução a NO.
Esse não é apenas um caso isolado de uma resolução polêmica. É a quebra explícita da promessa central de uma plataforma que se vende como descentralizada e neutra. Regras alteradas a posteriori, com posição interna se beneficiando da alteração, configuram exatamente o tipo de manipulação que esses mercados deveriam evitar por design.
A pergunta que fica é direta: se as regras podem mudar depois do mercado encerrar, qual é a real diferença entre uma "casa de apostas descentralizada" e qualquer cassino tradicional que sempre pode reescrever o desfecho a seu favor?
Esse caso vai longe. E quem opera nesse tipo de plataforma precisa entender, com clareza, o risco real de contraparte que está assumindo.
Fica o alerta. E fica também o aprendizado: nem todo mercado dito descentralizado é, de fato, descentralizado.
Cheiro de CAPITULAÇÃO

Nas últimas 24 horas mais de $1,7 BILHÕES em posições alavancadas em cripto foram liquidadas.

Mais de $800 milhões apenas no Bitcoin.

É geralmente quando eventos assim ocorrem que o mercado encontra equilíbrios.

Quando turistas são expurgados, críticos saem da toca para twittar e acumuladores começam a ficar impacientes. Cuidado nesse momento com as "análises" que agora prevêem $40k, $30k e etc...
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Bitcoin acaba de inverter as zonas de liquidez.

Desde o início de maio, o preço do Bitcoin vinha capturando liquidez em regiões inferiores, onde estavam posicionados os contratos comprados apostando na alta. Essa dinâmica funcionou exatamente como o esperado, mas agora ela acaba de se inverter completamente.

Com a queda recente, posições vendidas começaram a aparecer em volume crescente, e as taxas de financiamento colapsaram junto com as posições em aberto. Esse é o típico cenário de capitulação se desenhando no order flow.

E é justamente esse movimento que está adicionando diversas zonas de liquidez agora acima do preço atual. Essas zonas tendem a ser capturadas após o fim da capitulação, processo que aparentemente já está em andamento, considerando os níveis atuais de realização de prejuízo.

Isso não significa que o Bitcoin não possa cair mais no curtíssimo prazo. O movimento pode continuar buscando o limite antes da virada acontecer. Mas a dinâmica de risco mudou. E quem continuar apostando demais no lado vendido a partir daqui pode ser penalizado pelo próprio fluxo do mercado.

A leitura é clara: o jogo virou. Quem entender isso primeiro, se posiciona antes da próxima onda. Quem ignorar, paga o preço.

Fluxo é tudo. Sempre foi.
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