Escritos Fantásticos
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Curadoria de links sobre escrita. Temas principais: Fantasia e História.
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Para imagens inspiradoras: #inspire
Criador: Paulo Moreira
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Escrita e produtividade: Que caminhos seguir quando todos parecem valorizar a produtividade acima da qualidade escrita?

Por Valter Nascimento em Contraforma

O escritor da era da informação precisa da resposta imediata do leitor, precisa de aprovação. Precisa enviar uma nova newsletter a cada semana, um novo texto, iniciar um novo projeto.

O resultado é que há muita gente produtiva e pouca gente criativa. Isso ocorre porque talento sem foco é bobagem. Escritores maduros sabem o quão penoso é o processo de escrita, o quanto escrever depende de silêncio, concentração, pesquisa e tempo. Escrever para manter uma meta produtiva só produz textos ocos pra preencher a cabeça oca de gente oca.

https://medium.com/contraforma/escrita-e-produtividade-6b8b0300dbbe
O que você NÃO quer em sua história?

Já parou para pensar sobre isso? Essa não é uma pergunta inútil. Saber exatamente o que você não quer é muito importante pra você não se perder num excesso criativo e pra história ficar coerente, além de forçar a sua mente a buscar soluções criativas. Reflita sobre isso toda vez que se sentir travado ou desanimado com a própria história.

Você quer que herói vença, mas não quer o vilão morto ou louco no fim? E se o herói tirar os poderes do vilão? E se o vilão entrar numa jornada de redenção com o herói como o ponto chave?

Você não quer uma história arrastada? Que tal usar linguagem simples, parágrafos não tão longos, diálogos comuns?

Você quer que a mocinha termine junto do mocinho, mas não quer que o mocinho seja um príncipe encantado clichê? O que ela gostará nele então? Como se completarão (se precisarem se completar)? O que ele precisa fazer para conquistá-la? Com certeza não vai ser entregar rosas e bombons, abrir portas ou cobrir poças d'águas com o casaco pra ela passar.

E isso vale pro worldbuilding também? Com certeza! Você não vai perder tempo com coisa desnecessária. Se você não quer falar sobre rochas, não vai perder tempo com geologia. Se não quer tramas políticas, não vai perder tempo criando várias leis e títulos estilo GoT. Se não quer abordar religião ou mitologia, não vai criar um panteão com 2000 divindades.

Tenha sempre em mente o que você não quer. Pode até fazer uma listazinha. Quando terminar sua cena/história, e você achar uma m*rda, reveja a lista. Aí vai poder sussurrar: "Pelo menos, isso eu não fiz 😊."

#dica
O mesmo vale para os personagens de sua história. Toda vez que você não souber o que fazer com eles, em vez de se perguntar "o que ele faria?", se pergunte "o que ele NÃO faria?". Isso vai te dar várias soluções coerentes ao personagem.

#dica
O que eu queria e não queria no conto Na Gaiola do Tigre

Confesso que eu gostaria de ter dado um papel mais ativo à pequena Lyang, mas sempre vinha à minha cabeça o fato de ela ser uma criança, e portanto suas ações deviam simular as de uma criança.

Como eu queria uma personagem que não falasse muito, inspirado por Ymir de Attack on Titan, limitei-a a duas falas apenas. O que ela sentia seria descrito por suas ações. Foi complicado, e por isso usei um narrador penetra em vários momentos, que falava o que Lyang pensava mais de forma indireta (como o "saía andando, certamente", e as declarações que ela "seria farejada"). No fim, até que gostei do resultado. Dava um toque de fábula, de alguém contando uma história.

Desde a elaboração do roteiro para o conto, eu não queria descrições "concretas". Queria algo que pudesse ser imaginado de várias maneiras. Para isso, optei por usar metáforas. Então, quando digo que os guardas "vieram com vestes feitas de nuvens", é pra que você as imagine da cor branca, ou realmente como nuvens. Quando criei os fantasmas do poço, eles deviam ser imaginados tanto como fantasmas realmente quanto por pessoas que usavam máscaras (um clã assassino). O tigre branco pode ser tanto um imperador humano que usa o emblema quanto um tigre realmente. A gaiola pode ser tanto uma cidade autoritária estilo distopia quanto uma cidade encantada estilo fantasia. Você escolhe como imaginar (e sim, fazer isso é perigoso, mas decidi arriscar).

O mesmo vale para os olhos dourados de Lyang, que não a tornam uma pessoa "especial que salvará o mundo", mas apenas parte de um povo reprimido. A cor é inspirada na braçadeira amarela que os judeus foram obrigados a usar na Alemanha Nazista, mas também simboliza algo colorido que quebra a monocromia do Guan-Hin (ou Yn-Yang).

Compartilho o meu processo de criação porque não vejo muito por aí escritores comentando como dão um toque pessoal a suas histórias, focando mais na parte técnica. Não que eu seja contra as técnicas (eu as defendo bastante), mas é preciso também aprender a transmitir a sua essência, a falar de emoções, o que eu venho tentando com os contos.

Espero que tenha gostado da leitura.

E não se deixe apagar!
Terceiro Arco de O Sangue da Deusa já está disponível para leitura gratuita no Bearblog!

Capítulos 8, 9 e 10, com foco na magia e nas habilidades (e defeitos) de cada personagem.

Boa leitura!

https://paulo57v.bearblog.dev/o-sangue-da-deusa/
Como criar um ritmo forte em sua história

Em inglês.

Resumo:

Escreva iniciando com um acontecimento físico que terá resultados físicos e subjetivos. No fim, algo será aprendido ou concluído.

Ou seja:

Ponto 1: Acontecimento físico (uma batalha)

Ponto 2: Consequência física do ponto 1 (um ferimento)

Ponto 3: Consequência subjetiva do ponto 1 (o guerreiro se acha inútil)

Ponto 4: Conclusão ou aprendizado (o guerreiro decide aprender a lutar melhor)

https://www.well-storied.com/blog/how-to-create-strong-pacing-for-your-story
Por que eu sai das redes sociais

Por Julia Bausenhardt

Um relato de como as redes sociais prejudicam a vida dos artistas e suas vendas.

Em inglês.

https://juliabausenhardt.com/why-i-quit-social-media/
Sobre A Estrada dos Heróis, a continuação de O Sangue da Deusa

Minha edição tá bem vagarosa, então talvez eu não consiga publicá-lo este ano como previ. Há cenas que preciso reescrever e até mesmo acrescentar. Também encontrei erros em relação a tempo e distâncias, atitudes incoerentes de certos personagens e um excesso de descrições inúteis que eu achava legal na época, mas que agora tenho que diluir.

Estou um pouco desanimado, mas não largarei o projeto. Amo esse mundinho das nove chamas. No momento, estou no finalzinho do capítulo 4 de um livro que tem 8 capítulos (sim, menos que O Sangue da Deusa), mas isso não quer dizer que estou na metade.

Os capítulos de A Estrada dos Heróis são mais longos, mais densos em conteúdo (não falei em diluir ali em cima?), com mais personagens, e o que ocorre neles tem bem mais impacto no mundo do que o que ocorria em O Sangue da Deusa, quando o foco se mantinha nos personagens principais. É uma expansão.

Além disso, em O Sangue da Deusa os personagens se sacrificavam por familiares e amigos. Em A Estrada dos Heróis, eles terão que se sacrificar por desconhecidos, por pessoas que nunca tiveram contato, nem nasceram ainda. Terão que deixar o egoísmo, e nem todos são capazes disso. Não é fácil ser herói, então tenho que trabalhar no tema com um certo cuidado.

A questão sobre "família" não é deixada de lado, no entanto. Questões que quase não foram abordadas no livro anterior agora emergem com mais detalhes, principalmente em relação a Glaudir e Hargot.

Espero conseguir abordar tais temas no mínimo de forma aceitável, sem prejudicar a aventura principal, porque o livro afinal, é de aventura.

por Paulo Moreira.
O (nem tão) self-made man

Por Lucas/Lapso Trivial

Já Bill Gates é filho de um famoso advogado corporativo e de uma empresária bem sucedida, responsável por apresentar sua startup à IBM, além de ter recebido de seu avô um fundo de um milhão de dólares, geralmente omitido de sua biografia.

E a lista vai longe. O Facebook recebeu um investimento de cem mil dólares do pai de Mark Zuckerberg. A família de Elon Musk fez fortuna na África do Sul ao explorar trabalhadores em minas de esmeralda durante o período do apartheid. Jeff Bezos começou a Amazon com duzentos e cinquenta mil dólares de seu pai.

https://lapsotrivial.bearblog.dev/nem-tao-self-made-man/
Contos gratuitos passando na sua timeline. Isso mesmo, GRATUITOS!

O autor Derek Volker tem vários contos de fantasia disponíveis pra você baixar ou ler online.

Já baixei dois deles: um porque tem ilhas e barcos flutuantes, e o outro porque tem Aquiles, sem mais.

Apoie esse autor. Siga-o no instagram. Compartilha o que achou. Ele vai adorar saber!

Perfil de Derek Volker no Instagram:
https://instagram.com/derek.volker

Pra baixar os contos, clique aqui:
https://derekvolker.wixsite.com/my-site

#conto #gratis
A Cyberus tá com um novo edital: "Distopia - Falando de lado e olhando pro chão"

Contos que tenham como cenário um Brasil futurista distópico/ totalitário.

O prazo para submissão dos contos vai até às 23h59 do dia 01 de dezembro de 2021.
A lista com as pessoas aprovadas será liberada até o dia 01 de fevereiro de 2021.

Publicação em e-book. Autor não paga.

Mais informações:

https://editoracyberus.weebly.com/blog/edital-distopia-falando-de-lado-e-olhando-pro-chao

#edital
A história esquecida do cretinismo, a doença que assolou os Alpes

A carência de iodo pode ter resultados drásticos no ser humano. Aqueles homens e mulheres acusados de nanismo, severamente atrasados, de aparência deforme e com chamativos bócios não sofriam senão uma ausência congênita de iodo. Não eram cretinos, senão doentes.

Ocorre que os solos alpinos e dos pireneus eram pobres em iodo. Extremamente pobres. A maior parte de iodo do planeta concentra-se nos oceanos, e chega aos solos continentais através da chuva. É ali onde os cultivos o absorvem para alimentar, posteriormente, o organismo humano.

https://www.mdig.com.br/index.php?itemid=50503

#história
Thor e seu visual na cultura pop

Pelos doutores Leandro Vilar de Oliveira e Victor Hugo Sampaio

Ao contrário de deuses como Odin, que pareciam estar mais conectados a questões aristocráticas e de realeza, Thor era visto como um deus mais próximo e acessível aos humanos, sobretudo dos camponeses. Se somarmos isso ao que foi dito no parágrafo anterior, entendemos um dos títulos para se referir ao deus: alda bergr, “protetor dos homens” (Davidson, 1990, p. 91). Para que se tenha uma noção dos principais atributos e características do deus e os mitos mais fundamentais a seu respeito, remetemos o leitor, aos seguintes materiais: Davidson, 1990, Simek, 2007, Langer, 2015; Lindow, 2019. Também já foram feitas análises sobre o deus Thor nas HQ’s (Oliveira, 2014) e no primeiro filme da Marvel, comparando-o às fontes da mitologia escandinava (Alves, 2021).

http://neve2012.blogspot.com/2021/10/thor-e-seu-visual-na-cultura-pop.html

#história
Jeronymo Monteiro: O pai da ficção científica brasileira

Por Silvio Alexandre/Publishnews

Menino, Jeronymo descobriu um tesouro na Venda do Seu Elias, na rua do Hipódromo: livros. Foi assim que começou a ler e se apaixonou para sempre pela leitura. Quando podia, escapava de casa e se enfiava na venda do "Turco", que achava graça no interesse do menino e o deixava ler tudo que tinha. Conheceu assim os livros do romancista e ensaísta inglês H. G. Wells, o primeiro responsável por sua paixão pela ficção-científica e, também, o "culpado" de Jeronymo aprender sozinho italiano, inglês, espanhol e francês, pois queria ler Wells nas línguas que encontrava.

https://mobile.publishnews.com.br/materias/2015/12/11/pai-da-fico-cientfica-brasileira-ganha-site-no-seu-aniversrio
Escritos Fantásticos
Jeronymo Monteiro: O pai da ficção científica brasileira Por Silvio Alexandre/Publishnews Menino, Jeronymo descobriu um tesouro na Venda do Seu Elias, na rua do Hipódromo: livros. Foi assim que começou a ler e se apaixonou para sempre pela leitura. Quando…
Acabei de ler um dos seus livros: A Cidade Perdida; no qual os personagens buscam provas para uma nova teoria evolutiva, de que os humanos e a civilização surgiram na América do Sul (mais especificamente no Brasil) em vez de na África.

Em breve trarei uma resenha sobre esse livro.

Você pode lê-lo aqui:

http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/cidadeperdida.html

#ebook
Um papo com Jarrid Arraes, escritora cearense negra que revoluciona o cordel e o coloca no mesmo patamar do grande cânone literário

Sobre rótulos, olha, é claro que eu tenho um rótulo. Basta ver como me apresentam. Muitas vezes eu não concordo com o que dizem. Recentemente me apresentaram como militante. Falar sobre esses assuntos faz isso. Mas toda literatura é política, não só a minha. A literatura que só fala sobre as viagens a Europa, e as ruas de São Paulo, e o protagonista jornalista com crise, e o escritor de meia idade com óculos de armação fina que só escreve aquilo que conhece, e os livros que se parecem tanto, que quase não tem personagens que não são brancos - se é que tem -, e os personagens negros que são todos estereótipos batidos e cansados, e a inabilidade das curadorias de conhecer autores do Norte do Brasil, tudo isso é político. Não me incomodam os rótulos, porque a partir deles eu falo sobre essas coisas. Eu quero que a gente fale, converse, se incomode, quem sabe melhore, ou só tenha crise de criatividade.

Entrevistada por Mariana Payno/Vogue

https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2019/07/jarid-arraes-leva-literatura-de-cordel-para-o-palco-da-flip.html
O que os atlantes nos ensinariam?

Resenha de A Cidade Perdida de Jeronymo Monteiro


Um ponto interessante do livro é sua filosofia. Embora se passe durante a Segunda Guerra Mundial, os valores patrióticos dos personagens são questionados, a sua vontade de revelar um novo Brasil é confrontada como puro egoísmo, nos fazendo refletir sobre a banalidade de nossos desejos. Não importa se é nazismo, fascismo, e até mesmo democracia. No fim, são sempre homens matando homens, e lucrando com isso.

Leia no Bearblog:

https://paulo57v.bearblog.dev/resenha-a-cidade-perdida-jeronymo-monteiro/

E no Medium:

https://medium.com/mundo-em-letras/resenha-de-a-cidade-perdida-de-jeronymo-monteiro-2720ff5e336f

#resenha
No texto de hoje no Bearblog, eu trago as anotações hilárias que eu deixava nas margens do caderno onde escrevi O Sangue da Deusa.

Rever essas notas foi como abrir um baú cheio de emoções. Sorri em alguns momentos, em outros me orgulhei de ter superado algo, recordei momentos tristes e livros que me inspiraram. Mas como diz o título desse texto, eu mostrarei as notas engraçadas, porque são as mais interessantes.

https://paulo57v.bearblog.dev/notas-engracadas-osdd/