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Sobre homens negros: não acredite no hype – Trechos do prefácio de "A gente é da hora", de bell hooks: bit.ly/BLOGSobreHomensNegros

Quando as mulheres se reúnem e falam sobre homens, as notícias são quase sempre más. Se a conversa se torna específica e o foco recai sobre homens negros, as notícias são ainda piores. Apesar de todos os avanços nos direitos civis, no movimento feminista e na liberação sexual, quando os holofotes se voltam para os homens negros, a mensagem é que eles não conseguiram sair do lugar e que, como grupo, não evoluíram.

[…] Lamentavelmente, a verdade de fato, que é um tabu quando verbalizada, é que a nossa cultura não ama homens negros; eles não são amados por homens brancos, por mulheres brancas, por mulheres negras, nem por meninas e meninos. Sobretudo, a maioria dos homens negros não se ama. Como eles poderiam amar a si mesmos e uns aos outros, como poderia se esperar que eles amassem cercados de tanta inveja, desejo, ódio? Homens negros na cultura do patriarcado supremacista branco capitalista imperialista são temidos, não amados. Obviamente, parte da lavagem cerebral que ocorre em uma cultura de dominação é a confusão entre temor e amor. Prosperando nos laços sadomasoquistas, as culturas de dominação fazem com que o desejo por aquele que é desprezado assuma a aparência de cuidado, de amor. Se os homens negros fossem amados, poderiam esperar mais do que uma vida trancafiada, enjaulada, confinada; eles poderiam se imaginar além da repressão. [...]
No ano do centenário do antropólogo e educador, a Elefante publica "Os futuros de Darcy Ribeiro", organizado por Andrés Kozel e Fabricio Pereira da Silva, que já está em pré-venda com desconto e frete grátis em nosso site: https://bit.ly/FuturosDarcyRibeiro

“Nosso destino é nos unificarmos com todos os latino-americanos por nossa oposição comum ao mesmo antagonista, que é a América anglo-saxônica, para fundarmos, tal como ocorre na comunidade europeia, a Nação Latino-Americana sonhada por Bolívar”, escreveu Darcy Ribeiro – na ocasião do centenário do autor, a Elefante publica "Os futuros de Darcy Ribeiro", organizado por Andrés Kozel e Fabricio Pereira da Silva, em pré-venda com desconto e frete grátis.

A relevância de "Os futuros de Darcy Ribeiro" aumenta se considerarmos que o estudo de suas elaborações futuristas pode nos ajudar a circunscrever melhor aspectos-chave da experiência latino-americana de “crise do tempo”, “mudança de regime de historicidade”, advento do “presentismo”.

As interrogações sobre a pertinência dessas categorias e a datação e a caracterização do processo a que aludem constituem um objeto de estudo significativo, pleno de arestas debatíveis, e, exatamente por isso, fascinante.
A gente não ia conseguir ficar muito mais tempo sem publicar algo dela: "Escrever além da raça: teoria e prática", de bell hooks, já está em pré-venda no site da Elefante! 🔥

“Se não pudermos culturalmente aceitar o modo como o pensamento e a prática da supremacia branca elucidam aspectos de nossa vida, independentemente da cor da pele, nunca conseguiremos ir além da raça.” Neste livro, lançado originalmente em 2013, após um relevante marco histórico no debate racial — a eleição de Barack Obama como primeiro presidente negro dos Estados Unidos —, bell hooks consolida e aprimora um argumento que a acompanhou por décadas: a compreensão da supremacia branca enquanto “ideologia dissimulada que é a causa silenciosa do dano e do trauma”: https://bit.ly/Alemdaraca
🔥 AGORA SIM: vai rolar lançamento de "O desafio poliamoroso: por uma nova política dos afetos", com direito a conversa com Brigitte Vasallo! 💥

Esse papo acontece no próximo sábado, 25/06, às 11h, e conta com a presença virtual de Mar Bastos, responsável pela tradução do livro, e de Newton Júnior, cofundador do Não Mono em Foco. Prepara que vai ser lindo! No Youtube da Elefante, já ativa as notificações pra não perder, hein? https://youtu.be/eB81qJWZkXE
A única saída é criar uma alternativa que supere o capitalismo – “As corporações são personagens centrais nessa história”, adverte Nicholas Freudenberg. O autor inicia "A que custo?" perguntando-se por que tanta gente ainda tem receio de apontar o capitalismo como o maior problema da humanidade no século XXI. Recorrendo a uma profusão de dados, estatísticas e informações sobre a degradação da qualidade de vida das pessoas e do meio ambiente nas últimas décadas, ele coloca as grandes empresas no cerne da discussão: “Nenhum outro tipo de organização acumulou tanta tecnologia, capital e poder político. Nenhum tem a capacidade de penetrar em tantos aspectos da vida cotidiana de tantas pessoas. Nenhum tem o alcance global ou a capacidade de agir com tão poucas restrições estruturais”: https://bit.ly/SuperarCapitalismo
📌 "Publicar um livro dedicado à política dos comuns pode parecer um sinal de ingenuidade, uma vez que estamos cercados de guerras, crises econômicas e ecológicas que devastam regiões inteiras, e de organizações supremacistas brancas, neonazistas e paramilitares em ascensão, que agora operam com impunidade quase completa em todas as partes do mundo. No entanto, a própria sensação de que estamos vivendo à beira de um vulcão torna ainda mais crucial reconhecer que, em meio a tanta destruição, outro mundo vem despontando, como grama nas fendas do asfalto urbano, desafiando a hegemonia do capital e do Estado, afirmando nossa interdependência e nossa capacidade de cooperação. Embora articuladas de modos diferentes— commoning, el común, comunalidad —, a linguagem e a política dos comuns são hoje a expressão desse mundo alternativo. Isso porque os comuns, em essência, representam o reconhecimento de que não vale a pena viver em um mundo hobbesiano, no qual uma pessoa compete com as demais e a prosperidade é conquistada à custa dos outros— receita infalível para o fracasso. Esse é o significado e a força de muitas lutas travadas por pessoas de todo o planeta para se opor à expansão das relações capitalistas, defender os comuns existentes e reconstruir o tecido de comunidades destruídas durante anos de ataque neoliberal aos meios mais básicos de nossa reprodução."


Confira a introdução de "Reencantando o mundo", de Silvia Federici, na íntegra, no Blog da Elefante: https://bit.ly/OutroMundo
📌 Darcy Ribeiro se interessou bastante por futurizar. E o fez em registros e em momentos distintos, deixando seus exercícios de futurização articulados a predicações não necessariamente homogêneas ou somáveis entre si. O estudo sistemático dessa faceta de sua obra é relevante por si mesma: Darcy Ribeiro é um autor clássico das ciências sociais latino-americanas. Sua relevância aumenta se considerarmos que o estudo de suas elaborações futuristas pode nos ajudar a circunscrever melhor aspectos-chave da experiência latino-americana de “crise do tempo”, “mudança de regime de historicidade”, advento do “presentismo” (Hartog, 2007). As interrogações sobre a pertinência dessas categorias e a datação e a caracterização do processo a que aludem constituem um objeto de estudo significativo, pleno de arestas debatíveis, e, exatamente por isso, fascinante.

Leia a apresentação de "Os futuros de Darcy Ribeiro", por Andrés Kozel e Fabricio Pereira dos Santos, na íntegra no Blog da Elefante: https://bit.ly/Sobreosfuturos
🔥 Anota na agenda: lançamento de "Reencantando o mundo: feminismo e a política dos comuns", de Silvia Federici, 26/07, às 19h. No Youtube da Elefante, uma conversa entre Cecilia Farias e Raquel Parrine, do Coletivo Sycorax, responsável pela tradução coletiva do livro, e Helena Silvestre.Com participação gravada da autora. Não perca! https://bit.ly/LançamentoReencantando
📌 "O amor é um termo em disputa. Não há postulados corretos ou errados acerca de sua existência. Nesse sentido, a única pretensão que articulo é a de fornecer os enquadramentos epistemológicos necessários para que possamos abordar o assunto dentro do âmbito das disputas políticas e do debate qualificado sobre amor."

Leia o excerto do primeiro capítulo de “Políticas do amor e sociedades do amanhã”, do livro "Fragmentos do Porvir" de Vinícius da Silva (@bioviniciux), lançado em 2022 pela Editora Ape’Ku, no Blog da Elefante: https://bit.ly/Nuncaumsentimento
Há muitos motivos para não querer que Jair Bolsonaro (PL) se reeleja. Democratas se preocupam com a democracia. Financistas, com o teto de gastos. Trabalhadores, com a inflação e o desemprego. Uns lamentam Marielle e Moïse. Outros só querem vacina e bom senso. A volta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem se mostrado como a alternativa mais competitiva. Mas, quem não suporta o PT, sonha com uma terceira via. Alguém confiável para os negócios, mas discreto para a política. Para este papel não faltam candidatos —faltam votos. Acreditamos que é preciso uma quarta via. Porque essas candidaturas podem derrotar Bolsonaro, mas não o bolsonarismo. Afinal, o bolsonarismo não é a causa de nossos problemas: ele é uma de suas expressões."

Por Fabio Luis Barbosa dos Santos, Isabel Loureiro, José dos Santos Souza, José Paulo Guedes Pinto, Leandro Machado, Luciano Coutinho, Marco Antonio Perruso, Marcos de Oliveira Soares, Marinalva Silva Oliveira, Plínio de Arruda Sampaio Jr., Ruy Braga e Viviane Becker Narvaes, publicado na Folha de S.Paulo e reproduzido no Blog da Elefante: https://bit.ly/Umaalternativapara22
"Pertencimento: uma cultura do lugar" registra meus pensamentos sobre questões de lugar e pertencimento. Misturando passado e presente, este livro traça uma jornada em círculos, na qual dou voltas de um lugar a outro até terminar onde comecei: meu velho Kentucky. Para mim, a repetição é assustadora. Ela parece sugerir uma estática eterna. Lembra-me dos dias quentes de verão da infância, que passavam muito devagar, nos quais os mesmos padrões de rotina se repetiam sempre. Existe muita repetição neste trabalho. Ele abrange toda a minha vida. E isso me faz lembrar de como os meus antepassados contavam as mesmas histórias diversas vezes. Ouvir a mesma história faz com que nunca nos esqueçamos dela. Então conto a minha história aqui seguidamente. Fatos e ideias se repetem, porque cada ensaio foi escrito de maneira isolada — em momentos distintos.

— bell hooks, na Introdução de "Pertencimento", já em pré-venda com desconto no site da Elefante: https://elefanteeditora.com.br/produto/pertencimento/
Para marcar o lançamento do nosso centésimo livro, "Territórios em rebeldia", vamos bater um papo com o autor Raúl Zibechi e os organizadores Alana Moraes e Lucas Keese, em 23/09, sexta-feira, às 19h, no Mercadinho Simples, dos nossos parceiros da Livraria Simples, no Bixiga, em São Paulo. Vem com a gente? 🔥
Semana que vem tem lançamento de “Resgatar a função social da economia”, de Ladislau Dowbor, na Tapera Taperá, em São Paulo. O debate entre o autor do livro, Juliane Furno e Antônio Martins acontece na quinta-feira, 06/10, às 19h. Não perca!
Este livro foi preparado a partir de experiências político-educativas que atuam para desestabilizar relações de poder, despertar questionamentos, inspirar a organização coletiva, promover o diálogo-luta e o conhecimento crítico compartilhado. Nossa ferramenta de subversão é a Rede Emancipa de Educação Popular. Mas não só. Viemos alimentar a tensão criativa entre a educação popular e a universidade.

Este é um livro-síntese, um objeto político que agrega diversas celebrações. Com ele, comemoramos os quinze anos da Rede Emancipa, os cinco anos da Universidade Emancipa e os cem anos de Paulo Freire, em um único volume. É uma coletânea polifônica, construída por 65 autores que expressam um acúmulo coletivo de pesquisa e ativismo de educação popular e de pedagogia crítica e freiriana, em perspectiva internacional.

"Paulo Freire e a educação popular: esperançar em tempos de barbárie": https://elefanteeditora.com.br/produto/paulo-freire-e-a-educacao-popular/
Livro traz 21 relatos que reafirmam luta por liberdade, como o de Solomon Northup, de Doze anos de escravidão: https://elefanteeditora.com.br/vozes-afro-atlanticas-reune-autobiografias-de-escravizados-americanos/
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