Contrapoder
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Somos uma ferramenta político-programática que visa auxiliar na criação de um programa socialista para os trabalhadores brasileiros.
À luta!
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Lélia Gonzales (1932 – 1994) é uma das grandes figuras da luta antirracista no Brasil. Uma intelectual orgânica, foi parte da geração de importantes negros que atuaram no conhecido Movimento Negro Unificado – MNU além de outros espaços de organização a partir de um profundo entendimento da relação indissolúvel entre raça, gênero e classe. Enquanto acadêmica, sua contribuição, apesar de marginalizada não só pela academia, mas também pela esquerda nacional, foi significativa para a construção de uma interpretação do país que leve em conta a questão racial como elemento determinante da formação do capitalismo brasileiro.
Levantou de forma dura e assertiva críticas sobre o branqueamento machista da história de nosso país, escrito por alguns pensadores de esquerda ainda considerados clássicos nacionais como foi o caso de sua discussão com Caio Prado Jr.
A trajetória de Lélia é exemplo para as novas gerações de intelectuais negros e negras, que graças a luta da qual sua geração fez parte, pode continuar a luta dentro e fora da academia branca colorindo a história nacional e disputando o futuro da humanidade. Por outro lado, pode ser vista também como a comprovação cabal de que o racismo, seja dentro das universidades, da intelectualidade ou da esquerda nunca foi uma questão de época. Não à toa seus debatem estão sendo retomados para combater os mesmos velhos argumentos racistas presente nos mesmos espaços onde Lélia atuou. Mostra que nesses espaços existem uma perpetuação de poder masculina e branca que apaga e silencia lutadoras tão importantes quanto ela, assim como possibilita com que ainda hoje o capitalismo racista patriarcal se perpetue no seio de nossa luta pelos homens de nosso tempo, que veneram homens do tempo de Lélia e que veneravam homens de outro tempo.

Neste dia, em 1932, nascia Lélia Gonzalez.
Curso Completo: Conflitos Sociais e Modernização nas obras de Machado de Assis.

Está disponível, em nosso site, o curso completo "Conflitos Sociais e Modernização nas obras de Machado de Assis", ministrado pela professora Vera Ceccarello.

O objetivo deste curso é analisar de que maneira elementos sociais se apresentam nos romances de Machado de Assis, especialmente em Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro e Quincas Borba. A ideia é compreender as mudanças sociais e históricas na virada do século XIX para o século XX no Brasil, tais como a modernização do Rio de Janeiro, o surgimento de uma nova classe social burguesa urbana e o papel das mulheres dentro da sociedade carioca. Esses elementos ajudam a compor um interessante quadro para se compreender o processo de mudança e desenvolvimento da sociedade brasileira naquele período..

Acesse o curso completo aqui: http://bit.ly/cc_machado
#Entrevista: Gilson Amaro entrevista o professor *Domingos Alves* sobre o projeto genocida que já ceifou mais de 220 mil vidas por conta da pandemia de Covid-19.

Assista "A Ciência Brasileira Contra o Genocídio" aqui: http://bit.ly/ecp_domingosalves
Neste dia, em 1913, nascia Rosa Parks, ativista e um dos símbolos contra a segregação racial nos EUA.
Parks ficou famosa ao por liderar o boicote de 381 dias dos negros de Montgomery ao serviço de ônibus local.
O boicote só acabou com a vitória na Suprema Corte.
#RosaParks
Henrique de Souza Filho, o Henfil, além de cartunista, quadrinista, jornalista e escritor brasileiro, foi um dos grandes artistas que se engajaram na luta contra a ditadura civil-militar e pelas diretas.
Hoje Henfil, mineiro de Ribeirão das Neves, faria 77 anos.
Em 06 de fevereiro de 1932, em La Havana, nasceu Camilo Cienfuegos, um dos grandes líderes da revolução cubana. De família humilde, tinha o sonho de ser escultor, porém as condições desiguais da antiga Cuba o fizeram largar os estudos para trabalhar.
Camilo mudou-se para os EUA no começo da década de 50 para tentar a vida, e lá conheceu sua esposa Isabel Bladón.
Conheceu Fidel já nos preparativos do Granma e conquistou rapidamente um papel fundamental como líder militar e dirigente político.
É lembrado por seu carisma e por liderar as tropas ao ocidente da Ilha.
"El Comandante del Pueblo" ou "El héroe del sombrero alón" morreu jovem em um acidente aéreo e ajudou a conquistar um país muito melhor do que quando nasceu.

#CamiloCienfuegos #CamiloVive
Curso Completo: O Capital: Manual de Instruções ministrado pelo professor Hélio Ázara de Oliveira

O curso pretende apresentar as categorias fundamentais de O capital de modo introdutório e com vistas a auxiliar a leitura individual ou coletiva desta obra essencial de Karl Marx. A intenção central é que sejam oferecidas condições de apropriação do vocabulário categorial utilizado por Marx em sua obra principal de Crítica da Economia Política.

Acesse o curso completo aqui: http://bit.ly/cc_ocapital
Hoje é, pelo calendário oficial brasileiro, o Dia Nacional de luta dos Povos Indígenas. Uma data que marca a história da resistência e da cultura de povos originários no Brasil.

A data foi instituída em 2008 pelo senado federal, e homenageia a memória de Sepé Tiaraju, indígena guarani, declarado "herói guarani missioneiro rio-grandense" que morreu, neste dia em 1756, em batalha contra espanhóis na região dos sete povos das missões.

Os povos originários de nuestra américa vêm lutando há mais de 500 anos por sobrevivência, dignidade, respeito ao seu estilo de vida ancestral e por terra. A luta pela terra e suas riquezas foi o que ceifou a vida de Sepé e o que fez (e faz) com que milhões de indígenas fossem assassinados. A sanha capitalista só traz morte e destruição.

Neste momento, está em tramitação no congresso federal um projeto que viabiliza a mineração e exploração de recursos hídricos em terras indígenas, mais um projeto que serve à destruição e à morte de indígenas e suas culturas, além da grande deva
Neste momento, está em tramitação no congresso federal um projeto que viabiliza a mineração e exploração de recursos hídricos em terras indígenas, mais um projeto que serve à destruição e à morte de indígenas e suas culturas, além da grande devastação ambiental que estas áreas sofrerão.

Nossa tarefa é ser intransigente: Demarcação Já e preservação das terras indígenas.
#Myanmar:
Milhares vão às ruas neste fim de semana contra o golpe militar em curso no país.
Foram as primeiras manifestações desde a deposição ilegal do governo em 1º de fevereiro.
Não esqueceremos!
Coluna de Hélio Ázara, em memória aos "Garotos do Ninho".

No dia 8 de fevereiro de 2019 o país assistia em choque as notícias do incêndio no “Ninho do Urubu”, centro de treinamento do Flamengo onde dormiam 26 garotos entre 14 e 17 anos. Foram ao todo três feridos e dez mortos. Athila Souza Paixão, 14 anos, Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, 15 anos, Bernardo Pisetta, 14 anos, Christian Esmério, 15 anos, Gedson Santos, 14 anos, Jorge Eduardo Santos, 15 anos, Pablo Henrique da Silva, 14 anos, Rykelmo de Souza Viana, 17 anos, Samuel Thomas Rosa, 15 anos, Vitor Isaías, 15 anos.

Como em tantos outros casos de crimes desta natureza, houve comoção, manchetes de jornais, alguma repercussão, mas nada de Justiça, ainda. Passados dois anos, o Ministério Público denunciou onze pessoas, entre prestadores de serviço, funcionários e o ex-presidente do clube Eduardo Bandeira de Mello. O julgamento não começou. O Flamengo fez um acordo de indenização com oito famílias. Duas não aceitaram.

Como destacou o jornalista Mauro Cezar Pereira, as famílias foram vencidas pelo cansaço [1]. O atual presidente do clube tem, aliás, experiência naquilo que chamam de “gestão de crise” e que consiste em vencer pelo cansaço aqueles que pedem justiça. Quando esteve à frente da Petrobras ele já utilizou a mesma “técnica” de protelação, de “vencer pelo cansaço”. Em 2000 um vazamento de petróleo na Baía da Guanabara afetou milhares de pescadores, Landim, então diretor da estatal, esteve à frente das “negociações”, o que equivale a dizer que “enrolou” os pescadores o quanto pôde (até hoje não foram pagas as indenizações) e muitos dos pescadores até faleceram e suas famílias ficaram a ver navios. O que aconteceu com Landim? Foi promovido [2], por defender os interesses da companhia e fez muitos amigos, incluindo Dilma Roussef, então ministra de minas e energia. O canalha está usando a mesma técnica novamente e aposta na impunidade, esse patrimônio tão estável das elites brasileiras.

A postura de Landim e demais dirigentes do Flamengo envergonha sua torcida e provoca um ódio mortal dos torcedores de outros times, como é compreensível, mas o triste nessa história é perceber que no Brasil casos assim são normalizados, esquecidos ou lembrados como um “trunfo esportivo” contra o time rival, numa demonstração de desumanidade que é de fazer inveja a “Landins”... É certo que nada vai amenizar a dor das famílias e qualquer discussão em torno de valores beira o escárnio. Mas é preciso gritar por JUSTIÇA! Ainda mais nos país de Brumadinho, de Mariana, onde os poderosos contam com o tempo e a morosidade dos tribunais e não sei quantas instâncias a que recorrer.
Passados dois longos anos do incêndio que vitimou 10 garotos do Ninho, é preciso que a torcida exija dos dirigentes uma mudança de postura nas negociações com as famílias! É preciso que os culpados sejam julgados e punidos! É imperioso não esquecer, pois o esquecimento é a arma dos poderosos contra as vítimas. Nós não esquecemos!

1 - Vencida “pelo cansaço”, família de garoto do Ninho aceita acordo com o Fla – https://www.uol.com.br/.../vencida-pelo-cansaco-familia...
2 - Rodolfo Landim, o cartola novo que já nasceu velho – https://brasil.elpais.com/.../depo.../1575659190_636564.html