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#Curso: Crise Ambiental, Capitalismo e Socialismo - Módulo 1

O objetivo do curso é debater a questão ambiental no âmbito da espoliação capitalista da natureza. Reconhecer as resistências e lutas sociais na defesa de modos de vida e trabalho e na preservação de biomas. Discutir as contradições, urgências e saídas anticapitalistas frente à irreversibilidade da crise ambiental e humanitária.

Sobre o curso:
O curso é Gratuito!
As aulas serão realizadas nos dias 26 de agosto, 02, 09, 16 e 23 de setembro, sempre às 15h, em nosso canal no youtube.
O curso oferecerá certificação de 8 horas como curso livre para aos participantes devidamente inscritos.
Inscrições abertas até: 24 de agosto de 2020, às 12h.

Inscrições: https://bit.ly/cecomod1
Em 19 de agosto de 2019, por volta das 15h00, o dia virou noite na capital paulistana.

Partículas de queimadas provenientes de incêndios florestais se deslocaram pelo céu de toda a América Latina - oriundas da Bolívia e do Paraguai, mas também de Rondônia. Entre essas substâncias, a fumaça de queimadas na Amazônia.

O que ficou conhecido como “o dia do fogo” na região amazônica, quando criminosos que fazem grilagem no Norte do país incendiaram diversas áreas da maior floresta tropical do mundo a partir de uma ação que, segundo a procuradora-geral da República da época, Raquel Dodge, teve indícios de ser orquestrada, começou no dia 10 de agosto de 2019. Uma frente fria que vinha do sul do país em direção ao sudeste na mesma época causou chuva em São Paulo alguns dias depois, em 19/08/19, mudou a direção dos ventos e fez com que a fuligem dos incêndios florestais fosse absorvida pelas partículas de água das nuvens, causando a ‘chuva escura’ na cidade.

Alguns dados sobre o dia do fogo demonstram o poder de destruição da agroindústria e da monocultura na Amazônia, que incendeia milhares de hectares na região pressionada pela especulação imobiliária, transformando em pasto para gado o que antes era floresta: no dia 10/08/19, Novo Progresso tinha 124 registros de focos de incêndio ativos, um aumento em 300% em relação ao dia anterior; Altamira teve alta de 179% nos focos de queimadas em três dias (de 9 a 11 de agosto de 2019).

Queimar a Amazônia é um projeto político. Apoiado pela bancada ruralista no Congresso Nacional, Ricardo Salles e Jair Bolsonaro sabem muito bem o que estão fazendo – foram mais de 89 mil focos de queimadas registrados na região ao longo de 2019. Esse número continua subindo em 2020. Não é apenas fogo, é capitalismo também.

Fontes: BBC News Brasil, INPE, G1 e IPAM
Imagem 2: BBC News Brasil

Texto: Setorial Ecossocialista PSOL SP
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
#Afinado23: Bruno Lima Rocha Beaklini: Democracia e Oligarquias

No Afinado desta semana, Bruno Lima Rocha Beaklini conversa com Fernando de Oliveira sobre o levante dos jovens no Líbano, o sistema oligárquico de representatividade confessional do país e por que esse arranjo político já não atende aos anseios da população.

Ouça aqui:
Site: http://bit.ly/a23site
Spotify: https://spoti.fi/3iZrS4o
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Deezer: http://bit.ly/a23deezer
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá...

Charge de Daniel Moreira
80 anos do assassinato de Trotsky

No dia 21 de agosto de 1940, faleceu no México Leon Trotsky, um dos principais dirigentes da Revolução Russa de 1917. Trotsky foi atacado com um golpe mortal na cabeça, no dia anterior, por Ramón Mercader, agente do serviço secreto soviético infiltrado no círculo próximo do comunista russo. Com a iminência da eclosão da Segunda Guerra Mundial, Stálin finalmente havia decidido executar Trotsky de qualquer maneira.
Ao combater a degeneração da Revolução Russa e do Movimento Comunista Internacional, simbolizada pela ascensão de Stálin ao poder, Trotsky tornou-se o inimigo número um do regime burocrático. Expulso da URSS em 1929, estava exilado no México desde janeiro de 1937. Seus partidários e familiares viviam em todo o mundo sob constantes ameaças. Muitos foram perseguidos, confinados em campos de concentração e assassinados. Foi o caso do seu filho mais velho e colaborador, Leon Sedov.
O seu assassinato foi um duro golpe para a IV Internacional, fundada em setembro de 1938. Trotsky era o principal dirigente da organização. Apesar das inúmeras dificuldades, seus partidários conseguiram manter viva a sua memória e seu legado. Ainda hoje, ele inspira milhares de comunistas ao redor do globo. Trotsky, presente!

“Amar a vida com o afeto superficial do diletante não é um grande mérito. Amar a vida com os olhos abertos, com um senso crítico cabal, sem ilusões, tal como ela se apresenta, com o que nos oferece, esta é a proeza. Nossa proeza é realizar um esforço apaixonado para sacudir aqueles que estão entorpecidos pela rotina; fazer com que abram os olhos e vejam aquilo que se aproxima”
Hoje, 24/08, há 66 anos, suicidava-se o Presidente Getúlio Vargas. Representou as ambiguidades da burguesia brasileira no momento crucial de seu revolução burguesa. Seu governo equilibrava-se entre a direita e a esquerda da ordem. As parcas conquistas civilizatórias conquistadas pelo povo brasileiro com muito sacrifício foram institucionalizadas em seu governo. Não a toa que Fernando Henrique, quando começa seu governo radicalmente liberal, afirma que seu objetivo é enterrar tudo que Getúlio construiu. Na pobreza da política nacional, destaca-se como um homem de visão mais ampla sobre a importância da construção do Estado brasileiro. Seu suicídio, junto com sua carta testamento, adiaram o golpe por dez anos.
Hoje se recorda os 91 anos do nascimento de Yasser Arafat, dirigente político de expressão da luta do povo palestino pelo direito a viver em uma nação independente, livre da segregação sionista imposta após a fundação de Israel.

Nascido no Egito, formado engenheiro civil pela Universidade do Cairo, a entrada de Arafat na luta palestina ainda nos primórdios do Estado de Israel se deu no momento em que uma nova conformação do nacionalismo árabe – do qual o próprio Arafat se tornaria símbolo, uma vez que a questão palestina, com a derrota das forças militares árabes em 1948 e a expulsão de palestinos para países vizinhos, se gestava com a emergência de um novo quadro político no mundo árabe. Sua passagem pelo exército egípcio durante a crise do Canal de Suez, quando o Egito nasserista enfrentou o imperialismo anglo-americano-israelense e consolidou o nacionalismo árabe como ator relevante nas lutas de libertação nacional que aconteciam em diversas partes do mundo, foi determinante em sua caminhada política e na liderança que exerceria anos depois frente ao Fatah, fundado em 1959, e a Organização pela Libertação da Palestina – OLP.

Tanto o Fatah como a OLP podem ser vistos como desdobramentos da emergência do nacionalismo árabe sob influência nasserista, que transformou o Cairo no epicentro da luta anti-imperialista no mundo árabe, a exemplo dos revolucionários argelinos que derrotaram o colonialismo francês no norte africano. A OLP, em seus documentos fundacionais, defendia a libertação da palestina através da luta armada e compreendia a Palestina nas fronteiras integrais dos tempos do mandato britânico na região.

Em 1974, Arafat discursa armado no plenário da Assembleia Geral das Nações Unidas e a Liga Árabe reconhece a OLP como única representante legítima do povo palestino. Também foi importante o envolvimento na guerra civil, uma vez que o sul do Líbano foi uma das regiões para as quais a questão palestina transbordou.

Mas Arafat, assim como o Fatah e a própria OLP, não passou incólume diante das mudanças no mundo árabe a partir da década de 1980. O nacionalismo secular nasserista começa a perder fôlego, em especial após a revolução islâmica no Irã em 1979, país de maioria persa e xiita, mas cuja vitória incendiou massas de muçulmanos xiitas em países como Iraque, Bahrein e Líbano. Também são importantes nesse processo as movimentações da monarquia Saudita patrocinando grupos armados que pregavam regimes políticos fundados em uma interpretação integrista do Islã. Não menos importantes são as contradições do próprio nacionalismo árabe ao recuar do combate sem tréguas à invasão sionista da Palestina e aceitar a coexistência de sionistas e palestinos sob dois estados distintos. Em tempo, o Egito nasserista se curvava ao imperialismo e ao sionismo sob a liderança de Sadat.

Os acordos de Oslo que selaram o reconhecimento de Israel pela maior organização política palestina, absolutamente institucionalizada, corrompida e transformada em interlocutora confiável de estadunidenses e sionistas, marcam o declínio da liderança da OLP e de Arafat em setores cada vez maiores da população palestina. Um dos desdobramentos desse declínio foi o crescimento do HAMAS, braço palestino da irmandade Muçulmana que rechaçou os acordos da OLP e capitalizou, após a segunda intifada, o desgaste das lideranças acomodadas da Autoridade Nacional Palestina.

Em que pesem os muitos erros políticos dos últimos anos de vida de Arafat, que desarmaram o povo palestino diante de seus inimigos declarados, há de se reconhecer o legado da sua liderança a frente do Fatah e da OLP enquanto esteve do lado certo da história pela autodeterminação do povo palestino e no combate sem tréguas ao massacre desse povo pelo imperialismo e seu preposto sionista.