114 anos de Mario Quintana
Mario Quintana é considerado um dos grandes autores da literatura brasileira. Certa vez pediram para que ele falasse sobre si mesmo: “Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão”. Nascido em Alegrete, interior do Rio Grande do Sul, em 30 de julho de 1906, foi também jornalista e tradutor.
Dizia que poesia é insatisfação e que quem faz um poema, abre uma janela. Mario Quintana respirava poesia e tinha um cuidado muito peculiar com as palavras. Seus versos são enxutos, delicados e precisos. Avesso à erudição e ao rebuscamento, Quintana era também chamado de “o poeta das coisas simples”. Como poucos, brincava delicadamente com as palavras e sabia transitar com maestria pelos meandros da língua portuguesa.
"Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!"
(Mario Quintana)
Mario Quintana é considerado um dos grandes autores da literatura brasileira. Certa vez pediram para que ele falasse sobre si mesmo: “Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão”. Nascido em Alegrete, interior do Rio Grande do Sul, em 30 de julho de 1906, foi também jornalista e tradutor.
Dizia que poesia é insatisfação e que quem faz um poema, abre uma janela. Mario Quintana respirava poesia e tinha um cuidado muito peculiar com as palavras. Seus versos são enxutos, delicados e precisos. Avesso à erudição e ao rebuscamento, Quintana era também chamado de “o poeta das coisas simples”. Como poucos, brincava delicadamente com as palavras e sabia transitar com maestria pelos meandros da língua portuguesa.
"Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!"
(Mario Quintana)
Dia 1 de agosto, dia do Maracatu.
O maracatu é uma das expressões mais mais antigas, tradicionais e que mais revela a cara e a energia do povo e da cultura brasileira. Nosso povo é alegre e forte, um povo de tradição de resistência, que em sua história foi, e continua sendo, brutalmente atacado pelo Estado mas consegue se reinventar para o carnaval.
Um novo carnaval brilhará para o povo Brasileiro.
Viva o Maracatu Rural
Viva o Maracatu Nação
Viva a Cultura Popular
Viva o Brasil.
O maracatu é uma das expressões mais mais antigas, tradicionais e que mais revela a cara e a energia do povo e da cultura brasileira. Nosso povo é alegre e forte, um povo de tradição de resistência, que em sua história foi, e continua sendo, brutalmente atacado pelo Estado mas consegue se reinventar para o carnaval.
Um novo carnaval brilhará para o povo Brasileiro.
Viva o Maracatu Rural
Viva o Maracatu Nação
Viva a Cultura Popular
Viva o Brasil.
UFA!
Terminar de enviar os certificados curso Capitalismo e machismo estrutural – a visão de Heleieth Saffioti.
Amanha tem aula do curso "O Capital: Manual de Instruções" e quinta do Conflitos Sociais e Modernização nas obras de Machado de Assis.
Terminar de enviar os certificados curso Capitalismo e machismo estrutural – a visão de Heleieth Saffioti.
Amanha tem aula do curso "O Capital: Manual de Instruções" e quinta do Conflitos Sociais e Modernização nas obras de Machado de Assis.
#Editorial: A volta às aulas irá expor, no mínimo, 124 milhões de brasileiros, é um decreto de fim da quarentena e do isolamento social. O genocídio da população brasileira é o projeto da nossa burguesia, para combate-lo só uma greve geral da educação.
https://contrapoder.net/editorial/greve-contra-a-volta-as-aulas/
https://contrapoder.net/editorial/greve-contra-a-volta-as-aulas/
Contrapoder
Greve contra a volta às aulas! - Contrapoder
Contrariando frontalmente as razões que justificaram a suspensão do ensino presencial há quatro meses, governadores e prefeitos convocam professores e estudantes a voltar à sala
Dia de Burkina Faso.
Em 4 de agosto de 1983, um dia antes do aniversário de 23 anos da independência da "República do Alto Volta", Thomas Sankara é libertado da sua prisão pelo exército revolucionário, liderado pelo então capitão Compaoré, e é empossado presidente. Um ano depois muda o nome do país para Burkina Faso que quer dizer “terra das pessoas íntegras”.
Como em todas as revoluções, é muito difícil falar delas sem falar de suas lideranças. É assim em Cuba, com Fidel, na Alemanha com Rosa, na Rússia com Lenin, e o símbolo da revolução em Burkina é Sankara. Sua vida e governo são marcados pela ideia de libertação dos povos burkinenses das garras do imperialismo.
As conquistas da revolução são inúmeras e em diversas: áreas, saúde, educação, direito das mulheres, reforma agrária, combate à corrupção, estatização de serviços, organização sindical, luta ambiental... Das revoluções nacionais africanas, a de Burkina ainda teve o triunfo de ser uma das mais democráticas. Foram criados organismos de democracia direta que enfraquecia a centralidade do Estado e dava poder aos Comitês de Defesa da Revolução. Entre as responsabilidades dos CDR's, estava a defesa das conquistas revolucionárias e a proposta de construção de uma nova cultura e sociabilidade. Os CDR’s eram autonomia e eram mantidos com parte dos impostos que eles mesmos eram responsáveis pela coleta. É como se uma associação de bairro tivesse a vinculação de receita para suas atividades e autonomia para cobrar mais de quem tem mais e menos de quem tem menos.
As contradições na construção de uma revolução são sempre imensas. Já diria Fidel: "Uma revolução não é um mar de rosas. É uma luta de morte entre o futuro e o passado." A revolução e a contrarrevolução caminham juntas e as forças reacionárias partem, não só de setores externos, mas de fatores internos do processos de luta para a construção de uma nova humanidade. Assim foi em Burkina.
A revolução termina em um golpe - com apoio da França, Costa do Marfim, Líbia e Estados Unidos - liderado por Compaoré, o mesmo que ajudou na libertação. As justificativas do novo presidente golpista era que Sankara estava entregando o país ao colonialismo novamente. A contrarrevolução privatizou e liberalizou muitas das conquistas de 83, retirou os direitos conquistados pelas mulheres e pelas minorias do país.
Hoje a realidade do povo burkenense é triste. É um dos países mais pobres e com piores indicadores sociais do Mundo. Os liberais dirão que falta desenvolver o capitalismo em terras africanas, que são regiões atrasadas do mundo, mas isso é pura falácia burguesa. O desenvolvimento capitalista é pleno e seu objetivo é uma periferia miserável para poder maximizar o lucro para o centro do capital.
Os rumos de uma revolução são sempre incertos, mas com certeza a realidade de Burkina Faso seria muito mais alegre para seu povo com a continuidade da revolução de 83.
Em 4 de agosto de 1983, um dia antes do aniversário de 23 anos da independência da "República do Alto Volta", Thomas Sankara é libertado da sua prisão pelo exército revolucionário, liderado pelo então capitão Compaoré, e é empossado presidente. Um ano depois muda o nome do país para Burkina Faso que quer dizer “terra das pessoas íntegras”.
Como em todas as revoluções, é muito difícil falar delas sem falar de suas lideranças. É assim em Cuba, com Fidel, na Alemanha com Rosa, na Rússia com Lenin, e o símbolo da revolução em Burkina é Sankara. Sua vida e governo são marcados pela ideia de libertação dos povos burkinenses das garras do imperialismo.
As conquistas da revolução são inúmeras e em diversas: áreas, saúde, educação, direito das mulheres, reforma agrária, combate à corrupção, estatização de serviços, organização sindical, luta ambiental... Das revoluções nacionais africanas, a de Burkina ainda teve o triunfo de ser uma das mais democráticas. Foram criados organismos de democracia direta que enfraquecia a centralidade do Estado e dava poder aos Comitês de Defesa da Revolução. Entre as responsabilidades dos CDR's, estava a defesa das conquistas revolucionárias e a proposta de construção de uma nova cultura e sociabilidade. Os CDR’s eram autonomia e eram mantidos com parte dos impostos que eles mesmos eram responsáveis pela coleta. É como se uma associação de bairro tivesse a vinculação de receita para suas atividades e autonomia para cobrar mais de quem tem mais e menos de quem tem menos.
As contradições na construção de uma revolução são sempre imensas. Já diria Fidel: "Uma revolução não é um mar de rosas. É uma luta de morte entre o futuro e o passado." A revolução e a contrarrevolução caminham juntas e as forças reacionárias partem, não só de setores externos, mas de fatores internos do processos de luta para a construção de uma nova humanidade. Assim foi em Burkina.
A revolução termina em um golpe - com apoio da França, Costa do Marfim, Líbia e Estados Unidos - liderado por Compaoré, o mesmo que ajudou na libertação. As justificativas do novo presidente golpista era que Sankara estava entregando o país ao colonialismo novamente. A contrarrevolução privatizou e liberalizou muitas das conquistas de 83, retirou os direitos conquistados pelas mulheres e pelas minorias do país.
Hoje a realidade do povo burkenense é triste. É um dos países mais pobres e com piores indicadores sociais do Mundo. Os liberais dirão que falta desenvolver o capitalismo em terras africanas, que são regiões atrasadas do mundo, mas isso é pura falácia burguesa. O desenvolvimento capitalista é pleno e seu objetivo é uma periferia miserável para poder maximizar o lucro para o centro do capital.
Os rumos de uma revolução são sempre incertos, mas com certeza a realidade de Burkina Faso seria muito mais alegre para seu povo com a continuidade da revolução de 83.
#Afinado21: Dennis de Oliveira: Regulamentação é liberdade!
No Afinado desta semana, Dennis de Oliveira, professor de Jornalismo na USP conversa com Fernando de Oliveira sobre a importância da regulamentação da mídia para que se faça valer a democracia real.
Os dois conversam sobre o combate aos oligopólios, a falta de incentivo aos meios comunitários, a responsabilidade do jornalismo frente a processos legais tornados públicos e a influência crescente das redes sociais como Facebook sobre a economia e a política.
Site: https://bit.ly/af21site
Spotify: https://bit.ly/a21spotify
Deezer: https://bit.ly/a21deezer
Soundcloud: https://bit.ly/a21soundcloud
No Afinado desta semana, Dennis de Oliveira, professor de Jornalismo na USP conversa com Fernando de Oliveira sobre a importância da regulamentação da mídia para que se faça valer a democracia real.
Os dois conversam sobre o combate aos oligopólios, a falta de incentivo aos meios comunitários, a responsabilidade do jornalismo frente a processos legais tornados públicos e a influência crescente das redes sociais como Facebook sobre a economia e a política.
Site: https://bit.ly/af21site
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Deezer: https://bit.ly/a21deezer
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Contrapoder
#Afinado21: Dennis de Oliveira: Regulamentação é liberdade! - Contrapoder
No Afinado desta semana, Dennis Oliveira, professor de Jornalismo na USP conversa com Fernando de Oliveira sobre a importância da regulamentação da mídia para que
Ano letivo se recupera, vidas não! O retorno das aulas no auge da pandemia é genocídio do povo brasileiro.
Greve geral pela vida!
#EscolaSemCovid #GreveGeralPelaVida
Greve geral pela vida!
#EscolaSemCovid #GreveGeralPelaVida
Dia Nacional da Saúde
Neste momento de pandemia do Covid-19, a questão da saúde se tornou o centro das preocupações cotidianas de todas as pessoas. A saúde comumente esteve compreendida na relação saúde-doença. Entretanto, a partir da trajetória de lutas de profissionais e usuários da saúde, sobretudo, do movimento de reforma sanitária dos anos oitenta, a compreensão de saúde no país passou a se relacionar às condições de vida, trabalho e ambiental.
O país sofre com a criminosa ausência de coordenação nacional de saúde para enfrentar a esta enorme crise sanitária de Covid. Cabe assim, ressaltar o esforço de cientistas e profissionais da saúde, principalmente, aquelas trabalhadoras e trabalhadores que estão na ponta do atendimento da saúde básica, porta de entrada do sistema que sofre com a estrutura vilipendiada.
O SUS, demanda da luta coletiva durante a constituinte, sofreu constantemente ataques desde não ter o orçamento e o investimento necessários para pessoal, estrutura, equipamentos e medicamentos; até a privatização por dentro através das chamadas Organizações Sociais. Hoje, cabe ressaltar que pela ação efetiva e diária de trabalhadoras e trabalhadores da saúde, muitos com regimes de trabalho precário, que unidades de saúde ainda são buscadas por cerca de ¾ da população brasileira.
Salve o SUS!
Neste momento de pandemia do Covid-19, a questão da saúde se tornou o centro das preocupações cotidianas de todas as pessoas. A saúde comumente esteve compreendida na relação saúde-doença. Entretanto, a partir da trajetória de lutas de profissionais e usuários da saúde, sobretudo, do movimento de reforma sanitária dos anos oitenta, a compreensão de saúde no país passou a se relacionar às condições de vida, trabalho e ambiental.
O país sofre com a criminosa ausência de coordenação nacional de saúde para enfrentar a esta enorme crise sanitária de Covid. Cabe assim, ressaltar o esforço de cientistas e profissionais da saúde, principalmente, aquelas trabalhadoras e trabalhadores que estão na ponta do atendimento da saúde básica, porta de entrada do sistema que sofre com a estrutura vilipendiada.
O SUS, demanda da luta coletiva durante a constituinte, sofreu constantemente ataques desde não ter o orçamento e o investimento necessários para pessoal, estrutura, equipamentos e medicamentos; até a privatização por dentro através das chamadas Organizações Sociais. Hoje, cabe ressaltar que pela ação efetiva e diária de trabalhadoras e trabalhadores da saúde, muitos com regimes de trabalho precário, que unidades de saúde ainda são buscadas por cerca de ¾ da população brasileira.
Salve o SUS!
George Novack
No dia 5 de agosto de 1905, nasceu em Boston, EUA, George Novack. Formado em Harvard em 1926, foi um intelectual de destaque no cenário estadunidense, proferindo conferências em várias universidades e publicando diversos artigos e livros.
Em 1932, tornou-se militante da causa dos trabalhadores. Em 1933, no início da Grande Depressão, ingressou na Liga Comunista da América, de orientação trotskista. No período de 1937-1940, foi secretário do “Comitê Americano para a Defesa de Leon Trotsky”. O revolucionário russo era então caluniado e ameaçado pelo aparato stalinista.
Também fez parte da “Comissão Internacional Investigadora dos Processos de Moscou”, liderada pelo filósofo John Dewey, que desmascarou as falsas acusações contra Trotsky e outros comunistas.
De 1940 até 1973, foi membro do Comitê Nacional do Partido Socialista dos Trabalhadores (SWP) dos EUA, durante anos a maior organização vinculada à Quarta Internacional. Desempenhou um papel importante na campanha em defesa dos 18 dirigentes do SWP presos na Segunda Guerra Mundial com base na “Smith Act”.
Faleceu em 30 de Julho de 1992, em Nova York. Seus livros – como “A Lei do Desenvolvimento Desigual e Combinado”, “Introdução à Lógica Marxista” e “As Origens do Materialismo”- contribuíram com a formação teórica de gerações de socialistas.
No dia 5 de agosto de 1905, nasceu em Boston, EUA, George Novack. Formado em Harvard em 1926, foi um intelectual de destaque no cenário estadunidense, proferindo conferências em várias universidades e publicando diversos artigos e livros.
Em 1932, tornou-se militante da causa dos trabalhadores. Em 1933, no início da Grande Depressão, ingressou na Liga Comunista da América, de orientação trotskista. No período de 1937-1940, foi secretário do “Comitê Americano para a Defesa de Leon Trotsky”. O revolucionário russo era então caluniado e ameaçado pelo aparato stalinista.
Também fez parte da “Comissão Internacional Investigadora dos Processos de Moscou”, liderada pelo filósofo John Dewey, que desmascarou as falsas acusações contra Trotsky e outros comunistas.
De 1940 até 1973, foi membro do Comitê Nacional do Partido Socialista dos Trabalhadores (SWP) dos EUA, durante anos a maior organização vinculada à Quarta Internacional. Desempenhou um papel importante na campanha em defesa dos 18 dirigentes do SWP presos na Segunda Guerra Mundial com base na “Smith Act”.
Faleceu em 30 de Julho de 1992, em Nova York. Seus livros – como “A Lei do Desenvolvimento Desigual e Combinado”, “Introdução à Lógica Marxista” e “As Origens do Materialismo”- contribuíram com a formação teórica de gerações de socialistas.