Contrapoder
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À luta!
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transexual!

No Afinado da semana, Fernando de Oliveira conversa com Alexya Salvador, militante do PSOL, transexual, professora e reverenda cristã. Alexya foi a primeira pré-candidata trans à prefeitura de São Paulo durante o processo de prévias do PSOL, que se concluiu no último fim de semana.

A conversa aborda temas como a crise sanitária, o balanço dos atuais governos conservadores, o Estado laico e a questão de gênero e sexualidade da esquerda.

Site: https://bit.ly/a20site
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CONFERÊNCIA LATINO-AMERICANA E DOS EUA

A partir dessa quinta-feira (30/07) o Contrapoder irá cobrir a Conferência Latino-americana e dos EUA convocada pelos partidos que constroem a Frente de Esquerda Socialista – Unidade na Argentina. O evento também contará com a participação de Plínio de Arruda Sampaio Jr. representando o Contrapoder. Acompanhe!
Programação de hoje (30/07):
18:30 Mesa de debate: “Crise mundial e rebelião no império.
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Errata da imagem! :D
114 anos de Mario Quintana

Mario Quintana é considerado um dos grandes autores da literatura brasileira. Certa vez pediram para que ele falasse sobre si mesmo: “Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão”. Nascido em Alegrete, interior do Rio Grande do Sul, em 30 de julho de 1906, foi também jornalista e tradutor.
Dizia que poesia é insatisfação e que quem faz um poema, abre uma janela. Mario Quintana respirava poesia e tinha um cuidado muito peculiar com as palavras. Seus versos são enxutos, delicados e precisos. Avesso à erudição e ao rebuscamento, Quintana era também chamado de “o poeta das coisas simples”. Como poucos, brincava delicadamente com as palavras e sabia transitar com maestria pelos meandros da língua portuguesa.

"Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!"
(Mario Quintana)
Dia 1 de agosto, dia do Maracatu.
O maracatu é uma das expressões mais mais antigas, tradicionais e que mais revela a cara e a energia do povo e da cultura brasileira. Nosso povo é alegre e forte, um povo de tradição de resistência, que em sua história foi, e continua sendo, brutalmente atacado pelo Estado mas consegue se reinventar para o carnaval.
Um novo carnaval brilhará para o povo Brasileiro.
Viva o Maracatu Rural
Viva o Maracatu Nação
Viva a Cultura Popular
Viva o Brasil.
UFA!
Terminar de enviar os certificados curso Capitalismo e machismo estrutural – a visão de Heleieth Saffioti.
Amanha tem aula do curso "O Capital: Manual de Instruções" e quinta do Conflitos Sociais e Modernização nas obras de Machado de Assis.
#Editorial: A volta às aulas irá expor, no mínimo, 124 milhões de brasileiros, é um decreto de fim da quarentena e do isolamento social. O genocídio da população brasileira é o projeto da nossa burguesia, para combate-lo só uma greve geral da educação.

https://contrapoder.net/editorial/greve-contra-a-volta-as-aulas/
Dia de Burkina Faso.

Em 4 de agosto de 1983, um dia antes do aniversário de 23 anos da independência da "República do Alto Volta", Thomas Sankara é libertado da sua prisão pelo exército revolucionário, liderado pelo então capitão Compaoré, e é empossado presidente. Um ano depois muda o nome do país para Burkina Faso que quer dizer “terra das pessoas íntegras”.

Como em todas as revoluções, é muito difícil falar delas sem falar de suas lideranças. É assim em Cuba, com Fidel, na Alemanha com Rosa, na Rússia com Lenin, e o símbolo da revolução em Burkina é Sankara. Sua vida e governo são marcados pela ideia de libertação dos povos burkinenses das garras do imperialismo.

As conquistas da revolução são inúmeras e em diversas: áreas, saúde, educação, direito das mulheres, reforma agrária, combate à corrupção, estatização de serviços, organização sindical, luta ambiental... Das revoluções nacionais africanas, a de Burkina ainda teve o triunfo de ser uma das mais democráticas. Foram criados organismos de democracia direta que enfraquecia a centralidade do Estado e dava poder aos Comitês de Defesa da Revolução. Entre as responsabilidades dos CDR's, estava a defesa das conquistas revolucionárias e a proposta de construção de uma nova cultura e sociabilidade. Os CDR’s eram autonomia e eram mantidos com parte dos impostos que eles mesmos eram responsáveis pela coleta. É como se uma associação de bairro tivesse a vinculação de receita para suas atividades e autonomia para cobrar mais de quem tem mais e menos de quem tem menos.

As contradições na construção de uma revolução são sempre imensas. Já diria Fidel: "Uma revolução não é um mar de rosas. É uma luta de morte entre o futuro e o passado." A revolução e a contrarrevolução caminham juntas e as forças reacionárias partem, não só de setores externos, mas de fatores internos do processos de luta para a construção de uma nova humanidade. Assim foi em Burkina.

A revolução termina em um golpe - com apoio da França, Costa do Marfim, Líbia e Estados Unidos - liderado por Compaoré, o mesmo que ajudou na libertação. As justificativas do novo presidente golpista era que Sankara estava entregando o país ao colonialismo novamente. A contrarrevolução privatizou e liberalizou muitas das conquistas de 83, retirou os direitos conquistados pelas mulheres e pelas minorias do país.

Hoje a realidade do povo burkenense é triste. É um dos países mais pobres e com piores indicadores sociais do Mundo. Os liberais dirão que falta desenvolver o capitalismo em terras africanas, que são regiões atrasadas do mundo, mas isso é pura falácia burguesa. O desenvolvimento capitalista é pleno e seu objetivo é uma periferia miserável para poder maximizar o lucro para o centro do capital.

Os rumos de uma revolução são sempre incertos, mas com certeza a realidade de Burkina Faso seria muito mais alegre para seu povo com a continuidade da revolução de 83.