Contrapoder
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Estátua de uma manifestante do Black Lives Matter, Jen Reid, agora substitui a do comerciante de escravos Edward Colston, em Bristol, no Reino Unido

A estátua foi intitulada 'A Surge of Power', (um surto de poder, uma onda de poder) do artista Marc Quinn. Ela foi montada no pedestal da estátua do comerciante de escravos que os manifestantes do Black Lives Matter jogaram no rio em junho deste ano.

#Contrapoder #BlackLivesMatter #BLM #VidasNegrasImportar #VidasPretasImportam #RacismoNão #TodoPoderAoPovo #riot2020
#Afinado19: Hugo Ottati: As redes sociais são "Do Trabalhador"
O Afinado desta semana traz Hugo Ottati, advogado trabalhista, fundador da página "Do Trabalhador", no Instagram.

Hugo fala sobre sua experiência usando as redes sociais para tirar dúvidas quanto à Justiça Trabalhista e comenta, ainda, a precarização neoliberal do emprego.

Ouça aqui:
Site: https://bit.ly/a19site
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Por Embaixada do Estado da Palestina - Brasília

🚨 A Palestina não aparece mais no Google Maps.
Hoje, nas primeiras horas do dia 14 de julho, a Palestina não é mais um local, de acordo com o Google Maps. A faixa de Gaza é mencionada e marcada, mas onde a Palestina existia agora é simplesmente uma parte da Grande Israel.

Parece que a colonização EUA / Israel continua. Táticas de roubo de terras que serviram tão bem aos EUA na eliminação de seus povos indígenas foram repetidas no Oriente Médio.

Primeiro faça um tratado de paz depois de roubar algumas terras. Em seguida, ligue para as pessoas que você chamou de hostis ou terroristas. Quebre o tratado que você fez e depois reúna a população prejudicada em campos ou reservas. Então diga ao mundo que é um acordo feito e as pessoas de quem você roubou eram apenas selvagens.

O domínio EUA / Israel sobre os palestinos está se tornando menos como um país com poucos colonos e mais como campos de concentração. Assassinato (campos de reassentamento) e roubo de terras. Exatamente as táticas do partido nazista. O líder comprado e vendido da Labour, Keir Starmer, pode defender isso?

http://thewordmedia.org/palestine-gone-from-google-maps
Mesmo com intimidação dos policiais penais, as familiares dos presos no sistema prisional do Ceará fizeram uma importante manifestação hoje em Fortaleza. O anseio por saber o que acontece no com seus familiares vem adoecendo diversas pessoas e deixando grandes sequelas. Hoje o sistema prisional cearense tem 489 casos de contaminação do coronavírus, 335 recuperados e 3 óbitos.

As famílias pedem por acesso às informações, retorno da entrega de malotes, remédios e vitaminas, retorno da visita social aos internos e internas de todas as unidades prisionais, fiscalização em todas as unidades e respeito aos familiares das pessoas encarceradas.

Fotos e informações: @pontejornalismo

#contrapoder #Ponte #PonteJornalismo #Ceará #fortaleza
"O único direito que temos garantido é uma bala na testa."

Essa frase acima foi dita recorrentemente em entrevistas por Jesús Santrich, ex-guerrilheiro das FARC-EP e parte da refundação do movimento insurgente bolivariano na Colômbia. Infelizmente, a história lhe tem dado a razão. Através da Fundação Lazos de Dignidad, que desde 2017 vem lutando pelos direitos humanos, 233 signatários dos acordos de Paz foram assassinados em todo o território colombiano.

Desde as primeiras denúncias o governo justifica como casos isolados. O ministro de Defesa, ainda em 2017, quando começou este massacre, afirmou que eram por “Líos de falda” (por ir atrás de um rabo de saia). Estas mortes nos lembram muito outro evento histórico similar o massacre da União Patriótica nos anos 90 - partido que ia ser o responsável pela incorporação política da FARC naquele período. No caso da UP houve intervenção e perseguição sistemática dos grupos genocidas orquestrados pelo governo colombiano, como eram os cartéis colombianos e os paramilitares, foram sendo diluídos e perdendo investimento estatal e a violência política passou a ser exercida por grupos mais dispersos e a margem do Estado. Neste novo genocídio, não se pode afirmar que os assassinatos foram a mando do Estado, como ocorreu em muitas vezes na história colombiana. Mesmo assim, estes assassinatos são de responsabilidade estatal por total ausência de medidas de proteção.

A grande maioria dos assassinatos ocorrem em territórios onde há um reordenamento da rota da cocaína para o Pacífico. A especificidade da morte de ex-guerrilheiros é porque foram inimigos históricos destes grupos, assumindo a tarefa de proteção dos direitos dos pequenos produtores cocaleiros nas regiões produtoras, e atualmente como agentes ativos nos programas pactados com o governo para a substituição de cultivos ilícitos. Estas pessoas estão sendo assassinadas na sua maioria porque aceitaram a tarefa de cumprir o trabalho territorial de garantir os direitos aos pequenos camponeses estabelecidos no marco do acordo de Paz. O governo conhece bem a situação e não garante a seguranças dos militantes mesmo com sistemas de segurança já previstos em lei. Muitos dos mortos já haviam comunicado as ameaças aos órgãos competentes.

O que vem ocorrendo na Colômbia é a demonstração de que confiar na institucionalidade sem uma capacidade real de exercício de poder é uma das piores armadilhas para movimentos de esquerda. Como muitos já relataram, e inclusive foi o motivo para a fundação da Nova Marquetália, a vida na selva durante a guerra terminou sendo mais segura nos territórios que a “Paz” do regime neoliberal. Este fato é algo que os setores subalternos colombianos já sabem há muito tempo e que outros países se dão conta de maneira mais acentuada agora na pandemia global: A única garantia que o capital nos oferece é a morte.

por João Gabriel Almeida.
O futebol não tem data, não tem pátria, não tem dono. É tão antigo quanto a bola, pois onde houve bola e houve chute, houve futebol, fosse a bola de couro, de vísceras ou de alguma improvisação de um fruto esférico ou bola de meia. Dizem que nasceu na China, dizem que foi no Peru, na Inglaterra se tornou jogo de Lordes, depois de altos funcionários até que de jogo de operários virou religião. No Brasil, onde hoje se comemora o dia nacional, o esporte mais amado do mundo, nasceu bretão, depois foi praticado apenas por estrangeiros (Ingleses, filhos de ingleses e alemães), depois por brasileiros brancos e ricos, depois por estudantes de elite e com a “profissionalização” por pobres e negros, como nos narra o clássico “O negro no futebol brasileiro” de Mário Filho.
O moderno futebol é, em certa medida, detestável, seja por suas cifras exorbitantes, seja pelas desigualdades de gênero, pela homofobia e o racismo ainda tolerado pelas entidades oficiais, como a FIFA, que prefere optar pela continuidade das partidas em atos racistas. Mas o fato é que para aqueles que decidiram amar este esporte, apesar de tudo, não há outra saída senão lutar pelo seu esporte e para que o seu clube não seja instrumento de ilusão e pacificação das massas. Lutemos como as torcidas organizadas! Defendamos o nosso futebol! Paz entre as torcidas e guerra aos dirigentes e patrões!
19 de julho, dia do futebol.
#Curso: Conflitos Sociais e Modernização nas obras de Machado de Assis.

O objetivo deste curso é analisar de que maneira elementos sociais se apresentam nos romances de Machado de Assis, especialmente em Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro e Quincas Borba. A ideia é compreender as mudanças sociais e históricas na virada do século XIX para o século XX no Brasil, tais como a modernização do Rio de Janeiro, o surgimento de uma nova classe social burguesa urbana e o papel das mulheres dentro da sociedade carioca. Esses elementos ajudam a compor um interessante quadro para se compreender o processo de mudança e desenvolvimento da sociedade brasileira naquele período.

Sobre o curso:
1 - O curso será ministrado pela Professora Vera Ceccarello
2 - O curso é Gratuito!
3 - As aulas serão realizadas nos dias 23, 30 de julho e 06 de agosto, sempre às 15h30, em nosso canal no youtube.
4 - O curso oferecerá certificação de 6 horas como curso livre para aos participantes devidamente inscritos.
5 - Inscrições abertas até: 23 de julho de 2020, às 09h.

Inscrições: https://bit.ly/cursomachadodeassis
#Editorial: Há um dilema que divide a esquerda brasileira: enquanto uma parte constrói a política dentro das regras do jogo, disputando a gestão do Estado capitalista, outra tenta construir uma alternativa à ordem burguesa, rumando superar o capital.

https://bit.ly/ecp200120
Viva Frantz Fanon!

Frantz Fanon nasceu em 20 de julho de 1925 na Martinica. Psiquiatra de formação, revolucionário por vocação. Foi um intelectual orgânico revolução africana. Dedicou sua obra e militância à revolução mundial, tendo como ponto de partida o mundo colonial, elo mais fraco do capitalismo. Foi membro da Frente de Libertação Nacional da Argélia.
Fanon via nos processos de emancipação das antigas colônias africanas e do terceiro mundo em sua totalidade, o potencial de desencadear a revolução no sistema capitalista como um todo. O autor compreendeu amplamente o papel do colonialismo e do racismo no processo produção, acumulação e expansão capitalista. Sua obra traz contribuições fundamentais para a reflexão e luta antirracismo e anticolonial desde uma perspectiva marxista. Fanon entendeu a luta de classes em sua totalidade.
A revolução para Fanon consiste na criação de um novo mundo, de uma nova humanidade, consiste em atingir as raízes, em implodir as estruturas da ordem vigente. A revolução deve pôr abaixo todas as formas de opressão. E deve ser obra dos oprimidos. Deve modificar fundamentalmente o ser, transformar espectadores em atores da história.

Por Gabriel Rocha
Convite do professor Hélio Ázara para aula de hoje 👆
#Especial Florestan Fernandes
Os professores Flávio Mendes e Vera Ceccarello fizeram um especial em homenagem ao centenário do Sociólogo Floresta Fernandes. Além dos vídeos que já publicamos, o especial conta com uma entrevista com a
https://contrapoder.net/artigo/florestan-fernandes-100-anos/
(continuando)
professora Elide Rugai Bastos.