Contrapoder
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Seja bem-vindo e bem-vinda ao Canal do Contrapoder!
Somos uma ferramenta político-programática que visa auxiliar na criação de um programa socialista para os trabalhadores brasileiros.
À luta!
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O 9 de julho...

O dia 09 de julho é lembrado no Brasil, principalmente, pela farsa da burguesia paulista de chamar de revolução constitucionalista a tentativa de golpe de Estado, em 1932.

No mesmo dia, em 1917, teve inicio a greve geral mais longa da história brasileira. Após a policia assassinar o anarcosindicalista José Martinez, eclodiu o movimento que levou milhares às ruas e 30 dias de paralisação. A greve foi em São Paulo, mas teve ramificações por todo o Brasil.

Coincidentemente, há um ano o Contrapoder lançou seu primeiro editorial. É com muito orgulho que comemoramos essa data. Mesmo em plena pandemia - que, por responsabilidade do Estado, está ceifando milhares de vidas – julgamos importante celebrar esse 9 de julho como um espaço de debate político e de discussão para um programa para os trabalhadores. A mudança é urgente. Mais do que nunca é necessária a revolução brasileira e uma sociedade que vá além do capital!
#Curso O Capital: Manual de instruções
O curso pretende apresentar as categorias fundamentais de O capital de modo introdutório e com vistas a auxiliar a leitura individual ou coletiva desta obra essencial de Karl Marx. A intenção central é que sejam oferecidas condições de apropriação do vocabulário categorial utilizado por Marx em sua obra principal de Crítica da Economia Política.

Sobre o curso:
1 - O curso será ministrado pelo professor Hélio Oliveira
2 - O curso é Gratuito!
3 - As aulas serão realizadas nos dias 21, 28 de julho e 04, 11 e 18 de agosto, sempre às 15h30, em nosso canal no youtube.
4 - O curso oferecerá certificação de 8 horas como curso livre para aos participantes devidamente inscritos.
5 - Inscrições abertas até: 19 de julho de 2020.

Inscrições: https://bit.ly/ic_ocapital
#Editorial: Um ano de Contrapoder!
Nosso editorial, esta semana, é um balanço sobre nosso primeiro ano na atividade e nossas perspectivas. Nosso esforço coletivo de contribuir para a construção de um programa para a revolução brasileira depende de seu apoio.
https://contrapoder.net/editorial/um-ano-de-contrapoder/
Hoje, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) faz 30 anos, mas temos muito pouco para comemorar. São 30 anos de ataques e retrocessos aos direitos conquistados para as crianças e adolescentes, uma demonstração evidente dos limites do Estado na periferia do capitalismo.

O ECA foi uma conquista na qual teve a centralidade do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua (MNMMR) que, no bojo da nova Constituição, conseguiu uma garantia da defesa intransigente, pela totalidade da sociedade, para todas as crianças e adolescentes. Porém, nossa Constituição e todas as leis e ordenamentos jurídicos que emanam dela, prometem as políticas públicas da Finlândia e entregam para a maioria da população o padrão do Haiti. O avançado ECA, assim como nossa carta magna, não conseguem cumprir aquilo que está no papel. A ganância capitalista não respeita seus próprios arranjos jurídicos e das duas uma: ou retrocedem ou não cumprem o que se propõem.

O aniversário do ECA deve nos servir de inspiração para uma mudança radical na sociedade, que supere a barreira entre aquilo que é almejado pela juventude e aquilo que ela de fato dispõe.

Viva a Juventude!

Arte de Alexandre Oliveira
14 de Julho, o dia da libertação.

14 de julho de 1958 é um marco para povo iraquiano: o dia da libertação contra a Monarquia Hachemita. A Dinastia já havia sido derrubada por um golpe, com ajuda dos fascistas, mas voltou ao poder, pós segunda guerra, a partir da intervenção britânica.
Oriundos de um sentimento anti-imperialista e no bojo do movimento pan-árabe nasserista, que pregava a integração árabe em um único Estado, um grupo secreto de militares, conheci como “Movimento de Oficiais Livres”, liderados por Abdul Salam Arif e Abdul-Karim Kassem mudaram planos de uma movimentação militar monarquista e tomaram a Bagdá. Após a tomada do poder, as relações se intensificam e se consolida um conselho entre Sunitas, Xiitas e Curdos, denominado “Majis”, que tentou governar o país.
Em 1958, os latifundiários controlavam quase 70% do território, enquanto milhões de pequenos agricultores partilhavam os 15% restantes das terras cultiváveis. O preço do petróleo estava em ascensão, mas a riqueza era concentrada nas mãos da corrupta família real que havia cedido os poços para a Iraq Petroleum Company, uma companhia britânica. Com a revolução, foram iniciadas a reforma agrária, um plano de nacionalização do petróleo, e a abertura política (legalização de partidos). Outras medidas importantes incluem o sufrágio universal, a criação de um sistema de saúde e educação públicos, de bairros populares, direito de divórcio para as mulheres e maioridade aos 18 anos.
Não revolução sem contrarrevolução.
Neste sentido, há uma sucessão de fatos muito intensos nos anos seguintes, que interrompem a revolução de julho. Eles envolvem desde de o líder, Abdul-Karim Kassem, ser de pai sunita e de mãe xiita, a uma aproximação com os socialistas. Mas vamos tentar aqui elencar alguns marcos que fizeram a história da república iraquiana ser tão breve.
1 - Um racha dos Curdos ao tentar criar um Estado para seu povo: os curdos são o maior povo despatriado do mundo, somando 30 milhões de pessoas que vivem em uma região chamada de Curdistão que se espalha por 6 países. Eles têm língua e tradições próprias, mas até hoje não conseguiram um espaço nas fronteiras traçadas pelas classes dominantes.
2 - Um racha dentro da organização militar: os líderes da revolução Abdul Salam Arif e Abdul-Karim Kassem começam a apontar diversas diferenças. Salam é membro do partido Baath que visa uma união Árabe. Já Kassem é mais próximo aos socialistas árabes. Há uma tentativa de golpe fracassada por parte de Salam Arif, que o coloca na cadeia e provoca um rompimento de Kassem com o pan-arabismo do Baath. A tentativa de golpe foi motivada pela maior aproximação com os socialistas e por uma agenda mais nacionalista e menos Nasserista.
3 - Há uma nova classe dominante em ascensão. Uma classe que mistura a pequena burguesia urbana e os oficiais, mas muito diferente da união desses setores no Brasil. Essa classe tem uma agenda progressista de reforma agrária e distribuição da riqueza. Há um sentimento muito anti-ocidental, fazendo Moscou ter muita influência na produção dos quadros políticos do país.
Kassem foi derrubado pelo Baath de Arif, aquele que também fez a revolução de 1958. A execução de Kassem foi transmitida ao vivo em rede nacional. Há fortes indícios de financiamento britânico neste episódio. Arif e a “Revolução Ramadã” duram menos de 10 meses, de fevereiro a novembro de 1963, quando Ahmad Hasan Al-Bakr assume o poder, retornando a força aos socialistas árabes, aproximando o país ao bloco soviético e dando mais independência aos curdos.
Em 1979, Saddam Hussein, que já havia participado do golpe contra Kassen e é vice-presidente de Hasan, dá um golpe palaciano com ajuda síria e governa até sua queda, na segunda guerra do golfo, em 2003.

A igualdade social tão almejada na revolução de julho ainda não foi conquistada. O Iraque continua sendo uma país riquíssimo, mas extremamente subdesenvolvido e desigual. Ainda vive as mazelas de uma guerra que foi iniciada em 2003 mas ainda não teve seu desfecho final.

Leia também em: https://contrapoder.net/artigo/14-de-julho-o-dia-
da-libertacao/
Estátua de uma manifestante do Black Lives Matter, Jen Reid, agora substitui a do comerciante de escravos Edward Colston, em Bristol, no Reino Unido

A estátua foi intitulada 'A Surge of Power', (um surto de poder, uma onda de poder) do artista Marc Quinn. Ela foi montada no pedestal da estátua do comerciante de escravos que os manifestantes do Black Lives Matter jogaram no rio em junho deste ano.

#Contrapoder #BlackLivesMatter #BLM #VidasNegrasImportar #VidasPretasImportam #RacismoNão #TodoPoderAoPovo #riot2020
#Afinado19: Hugo Ottati: As redes sociais são "Do Trabalhador"
O Afinado desta semana traz Hugo Ottati, advogado trabalhista, fundador da página "Do Trabalhador", no Instagram.

Hugo fala sobre sua experiência usando as redes sociais para tirar dúvidas quanto à Justiça Trabalhista e comenta, ainda, a precarização neoliberal do emprego.

Ouça aqui:
Site: https://bit.ly/a19site
Spotify: https://bit.ly/19spotify
Deezer: https://bit.ly/a19deezer
Soundclound: https://bit.ly/a19soundcloud
Por Embaixada do Estado da Palestina - Brasília

🚨 A Palestina não aparece mais no Google Maps.
Hoje, nas primeiras horas do dia 14 de julho, a Palestina não é mais um local, de acordo com o Google Maps. A faixa de Gaza é mencionada e marcada, mas onde a Palestina existia agora é simplesmente uma parte da Grande Israel.

Parece que a colonização EUA / Israel continua. Táticas de roubo de terras que serviram tão bem aos EUA na eliminação de seus povos indígenas foram repetidas no Oriente Médio.

Primeiro faça um tratado de paz depois de roubar algumas terras. Em seguida, ligue para as pessoas que você chamou de hostis ou terroristas. Quebre o tratado que você fez e depois reúna a população prejudicada em campos ou reservas. Então diga ao mundo que é um acordo feito e as pessoas de quem você roubou eram apenas selvagens.

O domínio EUA / Israel sobre os palestinos está se tornando menos como um país com poucos colonos e mais como campos de concentração. Assassinato (campos de reassentamento) e roubo de terras. Exatamente as táticas do partido nazista. O líder comprado e vendido da Labour, Keir Starmer, pode defender isso?

http://thewordmedia.org/palestine-gone-from-google-maps
Mesmo com intimidação dos policiais penais, as familiares dos presos no sistema prisional do Ceará fizeram uma importante manifestação hoje em Fortaleza. O anseio por saber o que acontece no com seus familiares vem adoecendo diversas pessoas e deixando grandes sequelas. Hoje o sistema prisional cearense tem 489 casos de contaminação do coronavírus, 335 recuperados e 3 óbitos.

As famílias pedem por acesso às informações, retorno da entrega de malotes, remédios e vitaminas, retorno da visita social aos internos e internas de todas as unidades prisionais, fiscalização em todas as unidades e respeito aos familiares das pessoas encarceradas.

Fotos e informações: @pontejornalismo

#contrapoder #Ponte #PonteJornalismo #Ceará #fortaleza
"O único direito que temos garantido é uma bala na testa."

Essa frase acima foi dita recorrentemente em entrevistas por Jesús Santrich, ex-guerrilheiro das FARC-EP e parte da refundação do movimento insurgente bolivariano na Colômbia. Infelizmente, a história lhe tem dado a razão. Através da Fundação Lazos de Dignidad, que desde 2017 vem lutando pelos direitos humanos, 233 signatários dos acordos de Paz foram assassinados em todo o território colombiano.

Desde as primeiras denúncias o governo justifica como casos isolados. O ministro de Defesa, ainda em 2017, quando começou este massacre, afirmou que eram por “Líos de falda” (por ir atrás de um rabo de saia). Estas mortes nos lembram muito outro evento histórico similar o massacre da União Patriótica nos anos 90 - partido que ia ser o responsável pela incorporação política da FARC naquele período. No caso da UP houve intervenção e perseguição sistemática dos grupos genocidas orquestrados pelo governo colombiano, como eram os cartéis colombianos e os paramilitares, foram sendo diluídos e perdendo investimento estatal e a violência política passou a ser exercida por grupos mais dispersos e a margem do Estado. Neste novo genocídio, não se pode afirmar que os assassinatos foram a mando do Estado, como ocorreu em muitas vezes na história colombiana. Mesmo assim, estes assassinatos são de responsabilidade estatal por total ausência de medidas de proteção.

A grande maioria dos assassinatos ocorrem em territórios onde há um reordenamento da rota da cocaína para o Pacífico. A especificidade da morte de ex-guerrilheiros é porque foram inimigos históricos destes grupos, assumindo a tarefa de proteção dos direitos dos pequenos produtores cocaleiros nas regiões produtoras, e atualmente como agentes ativos nos programas pactados com o governo para a substituição de cultivos ilícitos. Estas pessoas estão sendo assassinadas na sua maioria porque aceitaram a tarefa de cumprir o trabalho territorial de garantir os direitos aos pequenos camponeses estabelecidos no marco do acordo de Paz. O governo conhece bem a situação e não garante a seguranças dos militantes mesmo com sistemas de segurança já previstos em lei. Muitos dos mortos já haviam comunicado as ameaças aos órgãos competentes.

O que vem ocorrendo na Colômbia é a demonstração de que confiar na institucionalidade sem uma capacidade real de exercício de poder é uma das piores armadilhas para movimentos de esquerda. Como muitos já relataram, e inclusive foi o motivo para a fundação da Nova Marquetália, a vida na selva durante a guerra terminou sendo mais segura nos territórios que a “Paz” do regime neoliberal. Este fato é algo que os setores subalternos colombianos já sabem há muito tempo e que outros países se dão conta de maneira mais acentuada agora na pandemia global: A única garantia que o capital nos oferece é a morte.

por João Gabriel Almeida.
O futebol não tem data, não tem pátria, não tem dono. É tão antigo quanto a bola, pois onde houve bola e houve chute, houve futebol, fosse a bola de couro, de vísceras ou de alguma improvisação de um fruto esférico ou bola de meia. Dizem que nasceu na China, dizem que foi no Peru, na Inglaterra se tornou jogo de Lordes, depois de altos funcionários até que de jogo de operários virou religião. No Brasil, onde hoje se comemora o dia nacional, o esporte mais amado do mundo, nasceu bretão, depois foi praticado apenas por estrangeiros (Ingleses, filhos de ingleses e alemães), depois por brasileiros brancos e ricos, depois por estudantes de elite e com a “profissionalização” por pobres e negros, como nos narra o clássico “O negro no futebol brasileiro” de Mário Filho.
O moderno futebol é, em certa medida, detestável, seja por suas cifras exorbitantes, seja pelas desigualdades de gênero, pela homofobia e o racismo ainda tolerado pelas entidades oficiais, como a FIFA, que prefere optar pela continuidade das partidas em atos racistas. Mas o fato é que para aqueles que decidiram amar este esporte, apesar de tudo, não há outra saída senão lutar pelo seu esporte e para que o seu clube não seja instrumento de ilusão e pacificação das massas. Lutemos como as torcidas organizadas! Defendamos o nosso futebol! Paz entre as torcidas e guerra aos dirigentes e patrões!
19 de julho, dia do futebol.