Via DIEESE
DIEESE divulga hoje, 06/07, os dados da tomada especial de preços da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (PNCBA) de junho de 2020.
Mensalmente, o DIEESE estima o valor do salário mínimo necessário com base na cesta mais cara e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Em junho de 2020, o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 4.595,60, o equivalente a 4,40 vezes o mínimo vigente de R$ 1.045,00.
DIEESE divulga hoje, 06/07, os dados da tomada especial de preços da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (PNCBA) de junho de 2020.
Mensalmente, o DIEESE estima o valor do salário mínimo necessário com base na cesta mais cara e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Em junho de 2020, o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 4.595,60, o equivalente a 4,40 vezes o mínimo vigente de R$ 1.045,00.
Há 113 anos, neste dia, nascia Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, embora ela gostasse de dizer que havia nascido em 1910, ano da Revolução Mexicana. Uma mulher mexicana, artista plástica, lgbt, comunista e um dos maiores ícones do feminismo. Existe um esforço da grande mídia em romantizar a historia de Frida, porque, originalmente, ela não seria comercial. Frida era intensa, revolucionaria, subversiva aos estereótipos e padrões de beleza. De suas obras autobiográficas, que relatavam todos os sofrimentos que viveu, aos grandes escritos amorosos que deixou, Frida permanece inspirando toda uma geração de mulheres a seguir sua vida com força, esperança e ternura.
#Afinado - Especial Eleições: Renato Cinco.
O segundo Afinado - Especial Eleições é com o sociólogo, vereador no Rio, fundador da Marcha da Maconha e pré-candidato à prefeitura pelo PSOL Carioca, Renato Cinco.
Conversamos sobre a democracia partidária, o enfrentamento às crises, a guerra aos pobres e a necessidade da luta anticapitalista.
Lançaremos, nos próximos dias, uma série de programas com entrevistas de pré-candidatos à prefeitura em diversas cidades do país. As entrevistas serão com candidatos da esquerda socialista, que travam a batalha pela construção de um projeto classista e independente para nossa sociedade.
Ouça a entrevista com Renato Cinco aqui:
Spotify: https://bit.ly/aesp2spotify
Deezer: https://bit.ly/aesp2deezer
Soundcloud: https://bit.ly/aesp2soundcloud
Site: https://bit.ly/2Z9VIft
O segundo Afinado - Especial Eleições é com o sociólogo, vereador no Rio, fundador da Marcha da Maconha e pré-candidato à prefeitura pelo PSOL Carioca, Renato Cinco.
Conversamos sobre a democracia partidária, o enfrentamento às crises, a guerra aos pobres e a necessidade da luta anticapitalista.
Lançaremos, nos próximos dias, uma série de programas com entrevistas de pré-candidatos à prefeitura em diversas cidades do país. As entrevistas serão com candidatos da esquerda socialista, que travam a batalha pela construção de um projeto classista e independente para nossa sociedade.
Ouça a entrevista com Renato Cinco aqui:
Spotify: https://bit.ly/aesp2spotify
Deezer: https://bit.ly/aesp2deezer
Soundcloud: https://bit.ly/aesp2soundcloud
Site: https://bit.ly/2Z9VIft
Spotify
#Afinado - Especial Eleições: Renato Cinco
Listen to this episode from Afinado on Spotify. Afinado especial eleições com Renato Cinco, sociólogo, vereador no Rio, fundador da Marcha da Maconha e pré-candidato à prefeitura pelo PSOL Carioca. Conversamos sobre o enfrentamento às crises, a democracia…
#Afinado18: Ana Borguin: Quem paga pela crise?
O Afinado desta semana traz Ana Borguim, diretora do Sindicato dos Metroviários de São Paulo. A categoria se encontra num embate com a administração do Metrô, que reduziu os pagamentos dos empregados de "baixo escalão" alegando problemas financeiros.
Até a publicação deste episódio, o Metrô ainda se se recusa a negociar qualquer recuo nos cortes.
Ouça aqui:
Site: https://bit.ly/a18site
Spotify: https://bit.ly/a18spotify
Deezer: https://bit.ly/a18deezer
Soundcloud: https://bit.ly/a18soundcloud
O Afinado desta semana traz Ana Borguim, diretora do Sindicato dos Metroviários de São Paulo. A categoria se encontra num embate com a administração do Metrô, que reduziu os pagamentos dos empregados de "baixo escalão" alegando problemas financeiros.
Até a publicação deste episódio, o Metrô ainda se se recusa a negociar qualquer recuo nos cortes.
Ouça aqui:
Site: https://bit.ly/a18site
Spotify: https://bit.ly/a18spotify
Deezer: https://bit.ly/a18deezer
Soundcloud: https://bit.ly/a18soundcloud
Contrapoder
#Afinado18: Ana Borguin: Quem paga pela crise? - Contrapoder
O Afinado desta semana traz Ana Borguim, diretora do Sindicato dos Metroviáios de São Paulo. A categoria se encontra num embate com a administração do
#AoVivo A perspectiva de Raça e Classe na conjuntura
Dia 10 de julho, às 18h30, faremos um debate ao vivo com Marcela Darido, Hamilton Assis e Karen Santos sobre a conjuntura da luta dos negros e negras na ótica antirracista da luta de classes.
Em meio a crise capitalista agravada com uma pandemia, os negros se levantam pelo mundo exigindo o direito a humanidade. A luta em defesa das vidas negras explode novamente no coração do capitalismo mundial desvelando as máscaras democráticas de um sistema racista. Os tempos mais uma vez exigem que vejamos a realidade de acordo com suas próprias cores e é a partir da questão racial, do entendimento de seu papel fundamental no capitalismo que discutiremos nossa conjuntura, os levantes de classe e de raça e as possíveis saídas para essa realidade.
Em nossa página no facebook e em nosso canal no youtube.
Dia 10 de julho, às 18h30, faremos um debate ao vivo com Marcela Darido, Hamilton Assis e Karen Santos sobre a conjuntura da luta dos negros e negras na ótica antirracista da luta de classes.
Em meio a crise capitalista agravada com uma pandemia, os negros se levantam pelo mundo exigindo o direito a humanidade. A luta em defesa das vidas negras explode novamente no coração do capitalismo mundial desvelando as máscaras democráticas de um sistema racista. Os tempos mais uma vez exigem que vejamos a realidade de acordo com suas próprias cores e é a partir da questão racial, do entendimento de seu papel fundamental no capitalismo que discutiremos nossa conjuntura, os levantes de classe e de raça e as possíveis saídas para essa realidade.
Em nossa página no facebook e em nosso canal no youtube.
O 9 de julho...
O dia 09 de julho é lembrado no Brasil, principalmente, pela farsa da burguesia paulista de chamar de revolução constitucionalista a tentativa de golpe de Estado, em 1932.
No mesmo dia, em 1917, teve inicio a greve geral mais longa da história brasileira. Após a policia assassinar o anarcosindicalista José Martinez, eclodiu o movimento que levou milhares às ruas e 30 dias de paralisação. A greve foi em São Paulo, mas teve ramificações por todo o Brasil.
Coincidentemente, há um ano o Contrapoder lançou seu primeiro editorial. É com muito orgulho que comemoramos essa data. Mesmo em plena pandemia - que, por responsabilidade do Estado, está ceifando milhares de vidas – julgamos importante celebrar esse 9 de julho como um espaço de debate político e de discussão para um programa para os trabalhadores. A mudança é urgente. Mais do que nunca é necessária a revolução brasileira e uma sociedade que vá além do capital!
O dia 09 de julho é lembrado no Brasil, principalmente, pela farsa da burguesia paulista de chamar de revolução constitucionalista a tentativa de golpe de Estado, em 1932.
No mesmo dia, em 1917, teve inicio a greve geral mais longa da história brasileira. Após a policia assassinar o anarcosindicalista José Martinez, eclodiu o movimento que levou milhares às ruas e 30 dias de paralisação. A greve foi em São Paulo, mas teve ramificações por todo o Brasil.
Coincidentemente, há um ano o Contrapoder lançou seu primeiro editorial. É com muito orgulho que comemoramos essa data. Mesmo em plena pandemia - que, por responsabilidade do Estado, está ceifando milhares de vidas – julgamos importante celebrar esse 9 de julho como um espaço de debate político e de discussão para um programa para os trabalhadores. A mudança é urgente. Mais do que nunca é necessária a revolução brasileira e uma sociedade que vá além do capital!
Ao vivo Agora:
A perspectiva de Raça e Classe na conjuntura:
Youtube:
https://youtu.be/TpKkcNRQ2Sk
Facebook:
https://www.facebook.com/ContrapoderBr/videos/315804559462293/
A perspectiva de Raça e Classe na conjuntura:
Youtube:
https://youtu.be/TpKkcNRQ2Sk
Facebook:
https://www.facebook.com/ContrapoderBr/videos/315804559462293/
YouTube
A perspectiva de Raça e Classe na conjuntura
Debate ao vivo com Marcela Darido, Hamilton Assis e Karen Santos sobre a conjuntura da luta dos negros e negras na ótica antirracista da luta de classes.
Em meio a crise capitalista agravada com uma pandemia, os negros se levantam pelo mundo exigindo o direito…
Em meio a crise capitalista agravada com uma pandemia, os negros se levantam pelo mundo exigindo o direito…
#Curso O Capital: Manual de instruções
O curso pretende apresentar as categorias fundamentais de O capital de modo introdutório e com vistas a auxiliar a leitura individual ou coletiva desta obra essencial de Karl Marx. A intenção central é que sejam oferecidas condições de apropriação do vocabulário categorial utilizado por Marx em sua obra principal de Crítica da Economia Política.
Sobre o curso:
1 - O curso será ministrado pelo professor Hélio Oliveira
2 - O curso é Gratuito!
3 - As aulas serão realizadas nos dias 21, 28 de julho e 04, 11 e 18 de agosto, sempre às 15h30, em nosso canal no youtube.
4 - O curso oferecerá certificação de 8 horas como curso livre para aos participantes devidamente inscritos.
5 - Inscrições abertas até: 19 de julho de 2020.
Inscrições: https://bit.ly/ic_ocapital
O curso pretende apresentar as categorias fundamentais de O capital de modo introdutório e com vistas a auxiliar a leitura individual ou coletiva desta obra essencial de Karl Marx. A intenção central é que sejam oferecidas condições de apropriação do vocabulário categorial utilizado por Marx em sua obra principal de Crítica da Economia Política.
Sobre o curso:
1 - O curso será ministrado pelo professor Hélio Oliveira
2 - O curso é Gratuito!
3 - As aulas serão realizadas nos dias 21, 28 de julho e 04, 11 e 18 de agosto, sempre às 15h30, em nosso canal no youtube.
4 - O curso oferecerá certificação de 8 horas como curso livre para aos participantes devidamente inscritos.
5 - Inscrições abertas até: 19 de julho de 2020.
Inscrições: https://bit.ly/ic_ocapital
Contrapoder
Curso: “O Capital: Manual de instruções” - Contrapoder
Professor Hélio Ázara de Oliveira O curso pretende apresentar as categorias fundamentais de O capital de modo introdutório e com vistas a auxiliar a leitura
#Editorial: Um ano de Contrapoder!
Nosso editorial, esta semana, é um balanço sobre nosso primeiro ano na atividade e nossas perspectivas. Nosso esforço coletivo de contribuir para a construção de um programa para a revolução brasileira depende de seu apoio.
https://contrapoder.net/editorial/um-ano-de-contrapoder/
Nosso editorial, esta semana, é um balanço sobre nosso primeiro ano na atividade e nossas perspectivas. Nosso esforço coletivo de contribuir para a construção de um programa para a revolução brasileira depende de seu apoio.
https://contrapoder.net/editorial/um-ano-de-contrapoder/
Contrapoder
Um ano de Contrapoder - Contrapoder
Há um ano, o Contrapoder publicou seu primeiro editorial. A avaliação de que existia uma carência de espaço para o debate democrático da esquerda socialista
Hoje, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) faz 30 anos, mas temos muito pouco para comemorar. São 30 anos de ataques e retrocessos aos direitos conquistados para as crianças e adolescentes, uma demonstração evidente dos limites do Estado na periferia do capitalismo.
O ECA foi uma conquista na qual teve a centralidade do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua (MNMMR) que, no bojo da nova Constituição, conseguiu uma garantia da defesa intransigente, pela totalidade da sociedade, para todas as crianças e adolescentes. Porém, nossa Constituição e todas as leis e ordenamentos jurídicos que emanam dela, prometem as políticas públicas da Finlândia e entregam para a maioria da população o padrão do Haiti. O avançado ECA, assim como nossa carta magna, não conseguem cumprir aquilo que está no papel. A ganância capitalista não respeita seus próprios arranjos jurídicos e das duas uma: ou retrocedem ou não cumprem o que se propõem.
O aniversário do ECA deve nos servir de inspiração para uma mudança radical na sociedade, que supere a barreira entre aquilo que é almejado pela juventude e aquilo que ela de fato dispõe.
Viva a Juventude!
Arte de Alexandre Oliveira
O ECA foi uma conquista na qual teve a centralidade do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua (MNMMR) que, no bojo da nova Constituição, conseguiu uma garantia da defesa intransigente, pela totalidade da sociedade, para todas as crianças e adolescentes. Porém, nossa Constituição e todas as leis e ordenamentos jurídicos que emanam dela, prometem as políticas públicas da Finlândia e entregam para a maioria da população o padrão do Haiti. O avançado ECA, assim como nossa carta magna, não conseguem cumprir aquilo que está no papel. A ganância capitalista não respeita seus próprios arranjos jurídicos e das duas uma: ou retrocedem ou não cumprem o que se propõem.
O aniversário do ECA deve nos servir de inspiração para uma mudança radical na sociedade, que supere a barreira entre aquilo que é almejado pela juventude e aquilo que ela de fato dispõe.
Viva a Juventude!
Arte de Alexandre Oliveira
14 de Julho, o dia da libertação.
14 de julho de 1958 é um marco para povo iraquiano: o dia da libertação contra a Monarquia Hachemita. A Dinastia já havia sido derrubada por um golpe, com ajuda dos fascistas, mas voltou ao poder, pós segunda guerra, a partir da intervenção britânica.
Oriundos de um sentimento anti-imperialista e no bojo do movimento pan-árabe nasserista, que pregava a integração árabe em um único Estado, um grupo secreto de militares, conheci como “Movimento de Oficiais Livres”, liderados por Abdul Salam Arif e Abdul-Karim Kassem mudaram planos de uma movimentação militar monarquista e tomaram a Bagdá. Após a tomada do poder, as relações se intensificam e se consolida um conselho entre Sunitas, Xiitas e Curdos, denominado “Majis”, que tentou governar o país.
Em 1958, os latifundiários controlavam quase 70% do território, enquanto milhões de pequenos agricultores partilhavam os 15% restantes das terras cultiváveis. O preço do petróleo estava em ascensão, mas a riqueza era concentrada nas mãos da corrupta família real que havia cedido os poços para a Iraq Petroleum Company, uma companhia britânica. Com a revolução, foram iniciadas a reforma agrária, um plano de nacionalização do petróleo, e a abertura política (legalização de partidos). Outras medidas importantes incluem o sufrágio universal, a criação de um sistema de saúde e educação públicos, de bairros populares, direito de divórcio para as mulheres e maioridade aos 18 anos.
Não revolução sem contrarrevolução.
Neste sentido, há uma sucessão de fatos muito intensos nos anos seguintes, que interrompem a revolução de julho. Eles envolvem desde de o líder, Abdul-Karim Kassem, ser de pai sunita e de mãe xiita, a uma aproximação com os socialistas. Mas vamos tentar aqui elencar alguns marcos que fizeram a história da república iraquiana ser tão breve.
1 - Um racha dos Curdos ao tentar criar um Estado para seu povo: os curdos são o maior povo despatriado do mundo, somando 30 milhões de pessoas que vivem em uma região chamada de Curdistão que se espalha por 6 países. Eles têm língua e tradições próprias, mas até hoje não conseguiram um espaço nas fronteiras traçadas pelas classes dominantes.
2 - Um racha dentro da organização militar: os líderes da revolução Abdul Salam Arif e Abdul-Karim Kassem começam a apontar diversas diferenças. Salam é membro do partido Baath que visa uma união Árabe. Já Kassem é mais próximo aos socialistas árabes. Há uma tentativa de golpe fracassada por parte de Salam Arif, que o coloca na cadeia e provoca um rompimento de Kassem com o pan-arabismo do Baath. A tentativa de golpe foi motivada pela maior aproximação com os socialistas e por uma agenda mais nacionalista e menos Nasserista.
3 - Há uma nova classe dominante em ascensão. Uma classe que mistura a pequena burguesia urbana e os oficiais, mas muito diferente da união desses setores no Brasil. Essa classe tem uma agenda progressista de reforma agrária e distribuição da riqueza. Há um sentimento muito anti-ocidental, fazendo Moscou ter muita influência na produção dos quadros políticos do país.
Kassem foi derrubado pelo Baath de Arif, aquele que também fez a revolução de 1958. A execução de Kassem foi transmitida ao vivo em rede nacional. Há fortes indícios de financiamento britânico neste episódio. Arif e a “Revolução Ramadã” duram menos de 10 meses, de fevereiro a novembro de 1963, quando Ahmad Hasan Al-Bakr assume o poder, retornando a força aos socialistas árabes, aproximando o país ao bloco soviético e dando mais independência aos curdos.
Em 1979, Saddam Hussein, que já havia participado do golpe contra Kassen e é vice-presidente de Hasan, dá um golpe palaciano com ajuda síria e governa até sua queda, na segunda guerra do golfo, em 2003.
A igualdade social tão almejada na revolução de julho ainda não foi conquistada. O Iraque continua sendo uma país riquíssimo, mas extremamente subdesenvolvido e desigual. Ainda vive as mazelas de uma guerra que foi iniciada em 2003 mas ainda não teve seu desfecho final.
Leia também em: https://contrapoder.net/artigo/14-de-julho-o-dia-
14 de julho de 1958 é um marco para povo iraquiano: o dia da libertação contra a Monarquia Hachemita. A Dinastia já havia sido derrubada por um golpe, com ajuda dos fascistas, mas voltou ao poder, pós segunda guerra, a partir da intervenção britânica.
Oriundos de um sentimento anti-imperialista e no bojo do movimento pan-árabe nasserista, que pregava a integração árabe em um único Estado, um grupo secreto de militares, conheci como “Movimento de Oficiais Livres”, liderados por Abdul Salam Arif e Abdul-Karim Kassem mudaram planos de uma movimentação militar monarquista e tomaram a Bagdá. Após a tomada do poder, as relações se intensificam e se consolida um conselho entre Sunitas, Xiitas e Curdos, denominado “Majis”, que tentou governar o país.
Em 1958, os latifundiários controlavam quase 70% do território, enquanto milhões de pequenos agricultores partilhavam os 15% restantes das terras cultiváveis. O preço do petróleo estava em ascensão, mas a riqueza era concentrada nas mãos da corrupta família real que havia cedido os poços para a Iraq Petroleum Company, uma companhia britânica. Com a revolução, foram iniciadas a reforma agrária, um plano de nacionalização do petróleo, e a abertura política (legalização de partidos). Outras medidas importantes incluem o sufrágio universal, a criação de um sistema de saúde e educação públicos, de bairros populares, direito de divórcio para as mulheres e maioridade aos 18 anos.
Não revolução sem contrarrevolução.
Neste sentido, há uma sucessão de fatos muito intensos nos anos seguintes, que interrompem a revolução de julho. Eles envolvem desde de o líder, Abdul-Karim Kassem, ser de pai sunita e de mãe xiita, a uma aproximação com os socialistas. Mas vamos tentar aqui elencar alguns marcos que fizeram a história da república iraquiana ser tão breve.
1 - Um racha dos Curdos ao tentar criar um Estado para seu povo: os curdos são o maior povo despatriado do mundo, somando 30 milhões de pessoas que vivem em uma região chamada de Curdistão que se espalha por 6 países. Eles têm língua e tradições próprias, mas até hoje não conseguiram um espaço nas fronteiras traçadas pelas classes dominantes.
2 - Um racha dentro da organização militar: os líderes da revolução Abdul Salam Arif e Abdul-Karim Kassem começam a apontar diversas diferenças. Salam é membro do partido Baath que visa uma união Árabe. Já Kassem é mais próximo aos socialistas árabes. Há uma tentativa de golpe fracassada por parte de Salam Arif, que o coloca na cadeia e provoca um rompimento de Kassem com o pan-arabismo do Baath. A tentativa de golpe foi motivada pela maior aproximação com os socialistas e por uma agenda mais nacionalista e menos Nasserista.
3 - Há uma nova classe dominante em ascensão. Uma classe que mistura a pequena burguesia urbana e os oficiais, mas muito diferente da união desses setores no Brasil. Essa classe tem uma agenda progressista de reforma agrária e distribuição da riqueza. Há um sentimento muito anti-ocidental, fazendo Moscou ter muita influência na produção dos quadros políticos do país.
Kassem foi derrubado pelo Baath de Arif, aquele que também fez a revolução de 1958. A execução de Kassem foi transmitida ao vivo em rede nacional. Há fortes indícios de financiamento britânico neste episódio. Arif e a “Revolução Ramadã” duram menos de 10 meses, de fevereiro a novembro de 1963, quando Ahmad Hasan Al-Bakr assume o poder, retornando a força aos socialistas árabes, aproximando o país ao bloco soviético e dando mais independência aos curdos.
Em 1979, Saddam Hussein, que já havia participado do golpe contra Kassen e é vice-presidente de Hasan, dá um golpe palaciano com ajuda síria e governa até sua queda, na segunda guerra do golfo, em 2003.
A igualdade social tão almejada na revolução de julho ainda não foi conquistada. O Iraque continua sendo uma país riquíssimo, mas extremamente subdesenvolvido e desigual. Ainda vive as mazelas de uma guerra que foi iniciada em 2003 mas ainda não teve seu desfecho final.
Leia também em: https://contrapoder.net/artigo/14-de-julho-o-dia-
Contrapoder
14 de Julho, o dia da libertação. - Contrapoder
14 de julho de 1958 é um marco para povo iraquiano: o dia da libertação contra a Monarquia Hachemita. A Dinastia já havia sido derrubada
Estátua de uma manifestante do Black Lives Matter, Jen Reid, agora substitui a do comerciante de escravos Edward Colston, em Bristol, no Reino Unido
A estátua foi intitulada 'A Surge of Power', (um surto de poder, uma onda de poder) do artista Marc Quinn. Ela foi montada no pedestal da estátua do comerciante de escravos que os manifestantes do Black Lives Matter jogaram no rio em junho deste ano.
#Contrapoder #BlackLivesMatter #BLM #VidasNegrasImportar #VidasPretasImportam #RacismoNão #TodoPoderAoPovo #riot2020
A estátua foi intitulada 'A Surge of Power', (um surto de poder, uma onda de poder) do artista Marc Quinn. Ela foi montada no pedestal da estátua do comerciante de escravos que os manifestantes do Black Lives Matter jogaram no rio em junho deste ano.
#Contrapoder #BlackLivesMatter #BLM #VidasNegrasImportar #VidasPretasImportam #RacismoNão #TodoPoderAoPovo #riot2020
#Afinado19: Hugo Ottati: As redes sociais são "Do Trabalhador"
O Afinado desta semana traz Hugo Ottati, advogado trabalhista, fundador da página "Do Trabalhador", no Instagram.
Hugo fala sobre sua experiência usando as redes sociais para tirar dúvidas quanto à Justiça Trabalhista e comenta, ainda, a precarização neoliberal do emprego.
Ouça aqui:
Site: https://bit.ly/a19site
Spotify: https://bit.ly/19spotify
Deezer: https://bit.ly/a19deezer
Soundclound: https://bit.ly/a19soundcloud
O Afinado desta semana traz Hugo Ottati, advogado trabalhista, fundador da página "Do Trabalhador", no Instagram.
Hugo fala sobre sua experiência usando as redes sociais para tirar dúvidas quanto à Justiça Trabalhista e comenta, ainda, a precarização neoliberal do emprego.
Ouça aqui:
Site: https://bit.ly/a19site
Spotify: https://bit.ly/19spotify
Deezer: https://bit.ly/a19deezer
Soundclound: https://bit.ly/a19soundcloud
Contrapoder
#Afinado19: Hugo Ottati: As redes sociais são "Do Trabalhador"! - Contrapoder
O Afinado desta semana traz Hugo Ottati, advogado trabalhista, fundador da página “Do Trabalhador“, no Instagram. Hugo fala sobre sua experiência usando as redes sociais