Bom dia! ✊🏾
🇧🇷 A professora *Virgínia Fontes* entrevistou, a pedido do *contrapoder*, o *General Bolivar Meirelles*. A entrevista aconteceu em meio as incertezas da crise política e sanitária brasileira. O Brasil passa por um momento de grande instabilidade e há um receio muito forte da intervenção dos militares no processo democrático. A possibilidade de uma intervenção militar foi o que nos fez fazermos esta entrevista, porém a entrevista é muito mais do que isso.
🎥 Veja *Virgínia Fontes entrevista General Bolivar Meirelles: Bolsonarismo, Militarismo e o Risco de Golpe no Brasil* aqui: https://bit.ly/bolivaryoutube
📌 Além desta entrevista em vídeo, fizemos uma entrevista em texto, que pode ser acessada aqui: https://bit.ly/entrevistageneralbolivar
🇧🇷 A professora *Virgínia Fontes* entrevistou, a pedido do *contrapoder*, o *General Bolivar Meirelles*. A entrevista aconteceu em meio as incertezas da crise política e sanitária brasileira. O Brasil passa por um momento de grande instabilidade e há um receio muito forte da intervenção dos militares no processo democrático. A possibilidade de uma intervenção militar foi o que nos fez fazermos esta entrevista, porém a entrevista é muito mais do que isso.
🎥 Veja *Virgínia Fontes entrevista General Bolivar Meirelles: Bolsonarismo, Militarismo e o Risco de Golpe no Brasil* aqui: https://bit.ly/bolivaryoutube
📌 Além desta entrevista em vídeo, fizemos uma entrevista em texto, que pode ser acessada aqui: https://bit.ly/entrevistageneralbolivar
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Virgínia Fontes entrevista General Bolivar Meirelles: Bolsonarismo, Militarismo e o Risco de Golpe.
A professora Virgínia Fontes, uma das mais importantes intelectuais da esquerda brasileira, entrevistou, a pedido do contrapoder, o General Bolivar Meirelles. A entrevista aconteceu em meio as incertezas da crise política e sanitária brasileira. O Brasil…
#Editorial: Chega!
No último domingo, as ruas foram ocupadas pelas forças antirracistas e antifascistas, e ficou evidente que a base social dos bolsonaristas é minuscula. Quando confrontados com as forças populares, os reacionários fogem da batalha.
Leia aqui: https://bit.ly/editorial080620
No último domingo, as ruas foram ocupadas pelas forças antirracistas e antifascistas, e ficou evidente que a base social dos bolsonaristas é minuscula. Quando confrontados com as forças populares, os reacionários fogem da batalha.
Leia aqui: https://bit.ly/editorial080620
Contrapoder
Chega! - Contrapoder
Quando a tirania asfixia todas os aspectos da vida, a rebeldia contra a opressão torna-se um imperativo incontornável. É o que mostra a revolta popular
m 1972, os americanos lançaram uma bomba de napalm em meu povoado, no sul do Vietnã. Um fotógrafo, Nick Ut, tirou uma foto minha fugindo do fogo, a foto que hoje é tão famosa. Eu me lembro que tinha 9 anos, era apenas uma menina. Naquela noite, nós do povoado havíamos ouvido que os vietcongues estavam vindo e que eles queriam usar a vila como base. Então, quando já era dia, eles vieram e iniciaram os combates no povoado. Nós estávamos muito assustados. Eu me lembro que minha família decidiu procurar abrigo em um templo, porque nós acreditávamos que lá era um lugar sagrado. Nós acreditávamos que, se nos escondêssemos lá, estaríamos a salvo. Eu não cheguei a ver a explosão da bomba de napalm; só me lembro que, de repente, eu vi o fogo me cercando. De repente, minhas roupas todas pegaram fogo, e eu sentia as chamas queimando meu corpo, especialmente meu braço. Naquele momento, passou pela minha cabeça que eu ficaria feia por causa das queimaduras, que eu não ia mais ser uma criança como as outras. Eu estava apavorada, porque de repente não vi mais ninguém perto de mim, só fogo e fumaça. Eu estava chorando e, milagrosamente, ao correr meus pés não ficaram queimados. Só sei que eu comecei a correr, correr e correr. Meus pais não conseguiriam escapar do fogo, então eles decidiram voltar para o templo e continuar abrigados por lá. Minha tia e dois de meus primos morreram. Um deles tinha 3 anos e o outro só 9 meses, eram dois bebês. Então, eu atravessei o fogo."
Phan Thị Kim Phúc, a menina da foto
Em 8 de junho de 1972, Nick Ut fazia um dos retratos da barbárie do imperialismo norte americano. Os crimes contra a humanidade feitos pelos Estados Unidos ainda esperam julgamento.
Phan Thị Kim Phúc, a menina da foto
Em 8 de junho de 1972, Nick Ut fazia um dos retratos da barbárie do imperialismo norte americano. Os crimes contra a humanidade feitos pelos Estados Unidos ainda esperam julgamento.
A 103 anos nascia em Alexandria no Egito, Eric John Ernst Hobsbawn, em um período em que o território egípcio fazia parte do Império Britânico. De família judaica, seus primeiros anos de vida se passaram entre Áustria e Alemanha, na época da ascensão nazista. Aos 14 anos de idade já demonstrava parte de seus princípios políticos que os acompanhariam pelo restante de sua vida, ao ingressar na Federação dos Estudantes Socialistas da Alemanha. Em 1933, Hitler chega ao poder, Hobsbawn aproveita oportunidade de bolsa de estudos na Universidade de Cambridge para se mudar para Londres, onde forma-se em História, dando início a sua trajetória intelectual como teórico marxista.
Como historiador marxista, Hobsbawn escreveu inúmeras obras importantes para a historiografia. Tido como especialista dos séculos XIX e XX, defendia a atualidade do método materialista histórico dialético. Muitos pesquisadores e pesquisadoras destacam sua clareza analítica, que permitiu com que pudesse escrever grandes análises dos últimos séculos em A Era das Revoluções, A Era do Capital, A Era dos Impérios, além de A Era dos Extremos: o Breve Século XX, no qual, como testemunha privilegiada, discorreu sobre os acontecimentos econômicos, políticos, culturais e sociais do período. Além dessas obras, dentre suas publicações que chegaram ao Brasil, temos Capitão Swing, A Invenção das Tradições, da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo, Rebeldes Primitivos, Os Bandidos, Mundos do Trabalho, Os Trabalhadores, Revolucionários, Estratégias para uma Esquerda Racional, Ecos da Marselhesa, Sobre História, História Social do Jazz e a coleção História do Marxismo, da qual foi organizador.
Hobsbawn faleceu em 2012 em Londres aos 95 anos, deixando uma vasta produção intelectual de grande relevância, não só para quem quer se aprofundar nos períodos abordados por ele, mas também para aqueles e aquelas que buscam analisar a sociedade e nossa história de uma perspectiva vista de baixo, com rigor metodológico, por meio de escrita aprazível.
“Infelizmente uma coisa que a experiência histórica também ensinou aos historiadores é que ninguém jamais parece aprender com ela. No entanto, temos que continuar tentando.” HOBSBAWN, Eric. Sobre História. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p.59
Como historiador marxista, Hobsbawn escreveu inúmeras obras importantes para a historiografia. Tido como especialista dos séculos XIX e XX, defendia a atualidade do método materialista histórico dialético. Muitos pesquisadores e pesquisadoras destacam sua clareza analítica, que permitiu com que pudesse escrever grandes análises dos últimos séculos em A Era das Revoluções, A Era do Capital, A Era dos Impérios, além de A Era dos Extremos: o Breve Século XX, no qual, como testemunha privilegiada, discorreu sobre os acontecimentos econômicos, políticos, culturais e sociais do período. Além dessas obras, dentre suas publicações que chegaram ao Brasil, temos Capitão Swing, A Invenção das Tradições, da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo, Rebeldes Primitivos, Os Bandidos, Mundos do Trabalho, Os Trabalhadores, Revolucionários, Estratégias para uma Esquerda Racional, Ecos da Marselhesa, Sobre História, História Social do Jazz e a coleção História do Marxismo, da qual foi organizador.
Hobsbawn faleceu em 2012 em Londres aos 95 anos, deixando uma vasta produção intelectual de grande relevância, não só para quem quer se aprofundar nos períodos abordados por ele, mas também para aqueles e aquelas que buscam analisar a sociedade e nossa história de uma perspectiva vista de baixo, com rigor metodológico, por meio de escrita aprazível.
“Infelizmente uma coisa que a experiência histórica também ensinou aos historiadores é que ninguém jamais parece aprender com ela. No entanto, temos que continuar tentando.” HOBSBAWN, Eric. Sobre História. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p.59
🎙️ O Afinado desta semana traz Elvis Justino Stronger, líder, "pai", da Família Stronger, um dos coletivos LGBT mais importantes de São Paulo, centrado na região do Arouche.
Conversamos sobre o impacto da crise e da pandemia sobre a convivência dos jovens homossexuais, bissexuais e transgêneros nas favelas, sobre o embate entre as organizações de esquerda e a reação conservadora nesses espaços e como essa comunidade tem resistido a tudo isso.
📻 Ouça LGBTs - Resistência na periferia com Elvis Justino Stronger aqui:
Site: https://bit.ly/afinado14e
Spitfy: https://bit.ly/afinado14s
Soundcloud: https://bit.ly/afinado14sc
Conversamos sobre o impacto da crise e da pandemia sobre a convivência dos jovens homossexuais, bissexuais e transgêneros nas favelas, sobre o embate entre as organizações de esquerda e a reação conservadora nesses espaços e como essa comunidade tem resistido a tudo isso.
📻 Ouça LGBTs - Resistência na periferia com Elvis Justino Stronger aqui:
Site: https://bit.ly/afinado14e
Spitfy: https://bit.ly/afinado14s
Soundcloud: https://bit.ly/afinado14sc
Contrapoder
#Afinado14: LGBTs - Resistência na periferia: Elvis Justino Stronger - Contrapoder
O Afinado desta semana traz Elvis Justino Stronger, líder, “pai”, da Família Stronger, um dos coletivos LGBT mais importantes de São Paulo, centrado na região
Os registros apontam que no dia 10 de junho de 1521 houve uma vitória dos oprimidos em Nuestra América. É complicado falar sobre algo que aconteceu há tanto tempo, mas é sempre importante apontarmos as nossas vitórias, o triunfo daqueles que são ou seriam explorados, assassinados, torturados, escravizados...
Neste dia, que não sabemos ao certo se foi um dia como hoje, aproximadamente 10 povos - próximos de onde está localizada Cumaná, Venezuela - se levantaram e derrotaram os invasores espanhóis que estavam saqueando riquezas, destruindo florestas, caçando animais, escravizando e estuprando indígenas. Nas empreitadas até hoje são conhecidas como "missões de catequização".
Hoje vivemos algo diferentemente parecido. No mundo inteiro os oprimidos, liderados pela bandeira contra o assassinato dos negros por parte do estado capitalista, se unem contra o racismo estrutural, contra a desigualdade e contra o capitalismo.
Vida longa aos de baixo e aos que lutam contra o fim de todas as opressões.
Neste dia, que não sabemos ao certo se foi um dia como hoje, aproximadamente 10 povos - próximos de onde está localizada Cumaná, Venezuela - se levantaram e derrotaram os invasores espanhóis que estavam saqueando riquezas, destruindo florestas, caçando animais, escravizando e estuprando indígenas. Nas empreitadas até hoje são conhecidas como "missões de catequização".
Hoje vivemos algo diferentemente parecido. No mundo inteiro os oprimidos, liderados pela bandeira contra o assassinato dos negros por parte do estado capitalista, se unem contra o racismo estrutural, contra a desigualdade e contra o capitalismo.
Vida longa aos de baixo e aos que lutam contra o fim de todas as opressões.
O
Marxismo 21 organizou um importante dossiê sobre Lênin. O especial, sobre os 150 anos do militante e teórico marxista, contem livros, artigos, vídeos, interpretações, cursos e muito mais.
https://marxismo21.org/vladimir-illitch-lenin/
Marxismo 21 organizou um importante dossiê sobre Lênin. O especial, sobre os 150 anos do militante e teórico marxista, contem livros, artigos, vídeos, interpretações, cursos e muito mais.
https://marxismo21.org/vladimir-illitch-lenin/
Marxismo 21
Vladimir Illitch Lênin: 150 anos - Marxismo 21
Há 150 anos nascia Vladimir Illitch Ulianov, em Simbirsk, na Rússia czarista. Ainda jovem, ao iniciar suas atividades revolucionárias, viria adotar o nome de Lênin. Nas palavras de Gramsci, era “o maior teórico moderno da filosofia da práxis”, aquele cuja…
A revolução dos escravizados de Santo Domingo – Haiti foi, nas palavras de C. R. L James: “um dos grandes épicos da luta revolucionária e uma verdadeira façanha”. Iniciada por Toussaint L’Overture e levada a cabo por Dessalines, ela foi entre todas as revoltas de escravos a mais bem sucedida da história, desde a antiguidade até a modernidade, e deu origem ao primeiro estado livre das Américas, no território em que hoje se localiza a República do Haiti. As ideias que eclodiram na Revolução francesa foram recebidas pelas lideranças dos escravos rebelados, os jacobinos negros, e foram o combustível de uma luta de libertação nacional de mais de uma década e que acabou com a vitória dos ex-escravos sobre as tropas de Napoleão.
Se a realidade dos professores já é desoladora em períodos de "normalidade", a situação agora está mais trágica.
Há vários problemas além da falta de acesso dos alunos a internet, a falta de preparo para a situação, de materiais adequados, de democracia nas escolhas dos rumos da escola e, sobretudo, o fim da sociabilidade como componente central na educação. A educação não é uma enxurrada de conteúdos, mas uma troca entre alunos e professores e entre alunos e alunos.
Não podemos tirar das nossas crianças e jovens o direito à educação digna e é fundamental lutarmos contra a precarização e a privatização da educação.
Olinda Evangelista tem escrito suas colunas justamente sobre estes temas, conheça sua coluna em nosso site.
https://contrapoder.net/colunista/olinda-evangelista/
Há vários problemas além da falta de acesso dos alunos a internet, a falta de preparo para a situação, de materiais adequados, de democracia nas escolhas dos rumos da escola e, sobretudo, o fim da sociabilidade como componente central na educação. A educação não é uma enxurrada de conteúdos, mas uma troca entre alunos e professores e entre alunos e alunos.
Não podemos tirar das nossas crianças e jovens o direito à educação digna e é fundamental lutarmos contra a precarização e a privatização da educação.
Olinda Evangelista tem escrito suas colunas justamente sobre estes temas, conheça sua coluna em nosso site.
https://contrapoder.net/colunista/olinda-evangelista/
Contrapoder
Olinda Evangelista - Contrapoder
14 de junho - Viva Che, viva os povos de Nuestra América
Há 92 anos, na cidade de Rosário - Arg, nascia Ernesto Guevara de la Serna, um dos principais ícones da luta dos povos latino-americanos. Che foi um homem simples, de coração enorme, um eterno combatente contra a exploração e o imperialismo. Símbolo maior da unidade latina e ícone da Revolução Cubana. Abdicou da vida de médico pela luta socialista, depois pela guerrilha. Largou a burocracia para a vida paramilitar em outro continente. Poderia ter vivido em Cuba como ministro, ou voltado para a Argentina, mas foi ao Congo e à Bolívia lutar, novamente, lutas que “não são suas”. Nos ensinou que a ação revolucionária vale o preço e que devemos estar preparados para levarmos o que pudermos, mas não mais, para a luta política e militar.
Viveu e ensinou, mais que ensinou, demonstrou suas qualidades e fraquezas. Mostrou que o amor é que move a revolução e o revolucionário
Das suas frases conhecidas a mais forte de Che é a última que escreve a seus filhos antes de partir para Bolívia:
“Sobretudo, sejam sempre capazes de sentir profundamente qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Esta é a qualidade mais linda de um revolucionário.”
14 de junho, dia de esperança e sonhos.
Venceremos!
Há 92 anos, na cidade de Rosário - Arg, nascia Ernesto Guevara de la Serna, um dos principais ícones da luta dos povos latino-americanos. Che foi um homem simples, de coração enorme, um eterno combatente contra a exploração e o imperialismo. Símbolo maior da unidade latina e ícone da Revolução Cubana. Abdicou da vida de médico pela luta socialista, depois pela guerrilha. Largou a burocracia para a vida paramilitar em outro continente. Poderia ter vivido em Cuba como ministro, ou voltado para a Argentina, mas foi ao Congo e à Bolívia lutar, novamente, lutas que “não são suas”. Nos ensinou que a ação revolucionária vale o preço e que devemos estar preparados para levarmos o que pudermos, mas não mais, para a luta política e militar.
Viveu e ensinou, mais que ensinou, demonstrou suas qualidades e fraquezas. Mostrou que o amor é que move a revolução e o revolucionário
Das suas frases conhecidas a mais forte de Che é a última que escreve a seus filhos antes de partir para Bolívia:
“Sobretudo, sejam sempre capazes de sentir profundamente qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Esta é a qualidade mais linda de um revolucionário.”
14 de junho, dia de esperança e sonhos.
Venceremos!