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Boletim Semanal do Contrapoder
Número 38
Julho de 2024
📢 Se preferir, visualize este boletim em nosso site: https://bit.ly/clipping38cp
🌎 Internacional:
🇺🇸 Fiasco de Biden no debate reforça probabilidade de vitória de Trump nas eleições presidenciais dos EUA: https://bit.ly/462antL e https://bit.ly/4cQybnf
🇺🇸 Suprema Corte concede “imunidade absoluta” a presidentes dos EUA: https://bit.ly/460vBs0
🇺🇦 Em meio às dificuldades para repor soldados, Ucrânia troca comandante das Forças Armadas: https://bit.ly/464xIej e https://bit.ly/3RYNulm
🇵🇸 Crescentes baixas de soldados expõe dificuldades de Israel para manter ocupação de Gaza: https://bit.ly/45Wi9FH
🇬🇧 Trabalhistas devem ganhar eleições parlamentares no Reino Unido: https://bit.ly/460he6W
🇧🇴 Exaustão do MAS e mudanças geopolíticas explicam instabilidade econômica e política na Bolívia: https://bit.ly/4cyvjv2
🛜 Assange dá o troco e Wikileaks publica todos os seus arquivos online: https://bit.ly/4cDX3yq
🇧🇷 Nacional:
🪙 No aniversário de 30 anos do Real, Lula pressionado a capitular incondicionalmente frente às exigências do Mercado:
https://bit.ly/3W2Mf5N, https://bit.ly/3xUg28M e https://bit.ly/3Wi7ZMg
⚖️ STF define limite legal para porte de maconha: https://bit.ly/3WheX40
🍽 Câmara de Vereadores de São Paulo criminaliza ações contra a fome: https://bit.ly/4eRvenP
🌳 Meio Ambiente:
🇧🇷 Brasil arde em queimadas: fogo avança na Amazônia, Cerrado e Pantanal: https://bit.ly/3VY2zEM
🐆 Há “risco real” de Pantanal e Cerrado desaparecerem aponta pesquisador: https://bit.ly/3VXLyL0
🌀 Furacão com força inédita para início de temporada segue com sua marcha de destruição: https://bit.ly/3VVEPRP
--
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Número 38
Julho de 2024
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🌎 Internacional:
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🇺🇸 Suprema Corte concede “imunidade absoluta” a presidentes dos EUA: https://bit.ly/460vBs0
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🇧🇷 Nacional:
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🌳 Meio Ambiente:
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38º Boletim Semanal do Contrapoder - Contrapoder
Julho de 2024 Internacional: Fiasco de Biden no debate reforça probabilidade de vitória de Trump nas eleições presidenciais dos EUA: https://bit.ly/462antL e https://bit.ly/4cQybnf Suprema Corte
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235 anos da queda da Bastilha
Neste dia, em 1789, o povo francês tomou a Bastilha, um marco geral da Revolução Francesa. A Bastilha foi criada como um portal durante a Guerra dos Cem Anos (1337 – 1453) e depois ampliada como fortaleza a leste de Paris. Embora não tivesse importância militar em 1789 e, mesmo como prisão política, não cumprisse um papel determinante no fim do século XVIII, a tomada da Bastilha será sempre lembrada como o marco inicial da Grande Revolução Francesa contra o absolutismo.
Sua tomada pelo povo enfurecido de Paris é um marco da primeira fase da Revolução, que moldaria os destinos do século XIX e teria repercussões globais. A convocação dos Estados Gerais e depois da Assembleia Constituinte liberou energias revolucionárias jamais vistas no Ocidente, nem mesmo na Gloriosa Revolução Inglesa de Cromwell, pois na França a Revolução assumiu rapidamente contornos sociais.
Em 14 de julho de 1789, a população em armas procurou a Bastilha para conseguir pólvora, sendo duramente reprimida pela guarda do Marquês de Launay. Ao massacre se seguiu a revolta e a consequente tomada da Bastilha, que teve entre os presos libertos o Marquês de Sade, que ali cumpria pena por libertinagem. A marcha que saiu da Bastilha, levando a cabeça de Launay como adereço, desfilou pelas ruas de Paris em chamas. Era o princípio do fim do absolutismo na França e em grande parte da Europa. A revolução na França foi conduzida pela burguesia e ficou conhecida como exemplo clássico de “revolução burguesa”, no sentido em que ela colocou na ordem do dia a República e, por meio de suas alas radicais, reivindicou uma ampliação da força política para as classes populares.
Neste dia, em 1789, o povo francês tomou a Bastilha, um marco geral da Revolução Francesa. A Bastilha foi criada como um portal durante a Guerra dos Cem Anos (1337 – 1453) e depois ampliada como fortaleza a leste de Paris. Embora não tivesse importância militar em 1789 e, mesmo como prisão política, não cumprisse um papel determinante no fim do século XVIII, a tomada da Bastilha será sempre lembrada como o marco inicial da Grande Revolução Francesa contra o absolutismo.
Sua tomada pelo povo enfurecido de Paris é um marco da primeira fase da Revolução, que moldaria os destinos do século XIX e teria repercussões globais. A convocação dos Estados Gerais e depois da Assembleia Constituinte liberou energias revolucionárias jamais vistas no Ocidente, nem mesmo na Gloriosa Revolução Inglesa de Cromwell, pois na França a Revolução assumiu rapidamente contornos sociais.
Em 14 de julho de 1789, a população em armas procurou a Bastilha para conseguir pólvora, sendo duramente reprimida pela guarda do Marquês de Launay. Ao massacre se seguiu a revolta e a consequente tomada da Bastilha, que teve entre os presos libertos o Marquês de Sade, que ali cumpria pena por libertinagem. A marcha que saiu da Bastilha, levando a cabeça de Launay como adereço, desfilou pelas ruas de Paris em chamas. Era o princípio do fim do absolutismo na França e em grande parte da Europa. A revolução na França foi conduzida pela burguesia e ficou conhecida como exemplo clássico de “revolução burguesa”, no sentido em que ela colocou na ordem do dia a República e, por meio de suas alas radicais, reivindicou uma ampliação da força política para as classes populares.
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Boletim Semanal do Contrapoder
Número 38
Julho de 2024
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🌎 Internacional:
🇫🇷 Coalizão republicana impede chegada da ultradireita ao poder na França: https://bit.ly/3S9yDEu e https://bit.ly/464mOoW
🇮🇷 Moderado vence eleição presidencial no Irã: https://bit.ly/3zKLarS
🇺🇸 Candidatura Biden agoniza nos EUA: https://bit.ly/4bOveC2
🇬🇧 Após 14 anos, trabalhistas ultramoderados chegam ao poder no Reino Unido: https://bit.ly/463TU8w, https://bit.ly/3Y6yIwy, https://bit.ly/3LrCj0A e https://bit.ly/3W8nLbl
🇷🇺 Rússia amplia ataques de mísseis na Ucrânia: https://bit.ly/4bS8b9K
🇵🇸 Estima-se em quase 200 mil o número de palestinos mortos em ataques de Israel a Gaza: https://bit.ly/3LovsoJ
🇧🇷 Nacional:
💎 Bolsonaro é indiciado pela PF por roubo de joias: https://bit.ly/3y95qml
📈 Avaliação do governo Lula melhora: https://bit.ly/3zSBH1t
💰 Lula anuncia corte de R$ 25,9 bilhões: https://bit.ly/3Wi7ZMg
📚 Congresso aprova Reforma do Ensino Médio: https://bit.ly/4bIFewK e https://bit.ly/3WpJV9h
🌳 Meio Ambiente:
🐂 Ministério Público do MT investiga responsabilidade de fazendeiros em incêndios no Pantanal: https://bit.ly/46a4Tgz
🌀 Furacão Beryl é o maior em 100 anos: https://bit.ly/4d4NhFl
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Julho de 2024
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🇮🇷 Moderado vence eleição presidencial no Irã: https://bit.ly/3zKLarS
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🇷🇺 Rússia amplia ataques de mísseis na Ucrânia: https://bit.ly/4bS8b9K
🇵🇸 Estima-se em quase 200 mil o número de palestinos mortos em ataques de Israel a Gaza: https://bit.ly/3LovsoJ
🇧🇷 Nacional:
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📈 Avaliação do governo Lula melhora: https://bit.ly/3zSBH1t
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39º Boletim Semanal do Contrapoder - Contrapoder
Julho de 2024 Internacional: Coalizão republicana impede chegada da ultradireita ao poder na França: https://bit.ly/3S9yDEu e https://bit.ly/464mOoW Moderado vence eleição presidencial no Irã: https://bit.ly/3zKLarS Candidatura
#Coluna Silvia Adoue
"“Tempo não é dinheiro. Tempo é o tecido de nossa vida, é esse minuto que está passando”, dizia Antonio Candido. Nossa vida e sua qualidade, isto é, a intensidade com que a vivemos, não apenas são expropriadas durante o tempo que vendemos em troca de salário, senão também durante aquele que acreditamos reservar ao descanso e aquele que consideramos “livre”."
Leia: https://bit.ly/csilvia_0724
"“Tempo não é dinheiro. Tempo é o tecido de nossa vida, é esse minuto que está passando”, dizia Antonio Candido. Nossa vida e sua qualidade, isto é, a intensidade com que a vivemos, não apenas são expropriadas durante o tempo que vendemos em troca de salário, senão também durante aquele que acreditamos reservar ao descanso e aquele que consideramos “livre”."
Leia: https://bit.ly/csilvia_0724
Contrapoder
Prestar atenção - Contrapoder
Quando eu mordera palavra,por favor,não me apressem,quero mascar,rasgar entre os dentes,a pele, os ossos, o tutanodo verbo,para assim versejaro âmago das coisas.Quando meu olharse perder
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#Coluna Sérgio Granja
"O termo alienação, do latim “alienatione”, indica um processo ligado essencialmente à consciência e à situação dos seres humanos, seus criadores, mas pelo qual se oculta ou se falsifica essa ligação, de modo que o processo (e seus produtos) apareça como indiferente, independente ou superior a seus verdadeiros criadores."
Leia aqui: https://contrapoder.net/colunas/alienacao-autoalienacao-e-desalienacao/
"O termo alienação, do latim “alienatione”, indica um processo ligado essencialmente à consciência e à situação dos seres humanos, seus criadores, mas pelo qual se oculta ou se falsifica essa ligação, de modo que o processo (e seus produtos) apareça como indiferente, independente ou superior a seus verdadeiros criadores."
Leia aqui: https://contrapoder.net/colunas/alienacao-autoalienacao-e-desalienacao/
Contrapoder
Alienação, autoalienação e desalienação - Contrapoder
O termo alienação, do latim “alienatione”, indica um processo ligado essencialmente à consciência e à situação dos seres humanos, seus criadores, mas pelo qual se
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Neste dia, em 1920, nasceu, em São Paulo, Florestan Fernandes, teórico socialista, sociólogo e um dos grandes intérpretes da sociedade brasileira e latino-americana.
Em 2020, em decorrência do centenário de Florestan, publicamos dois textos e um vídeo sobre sua vida e sua obra!
Viva Florestan Fernandes!
Viva a revolução brasileira!
A coluna de Plinio Jr.:
https://bit.ly/cpasj0720
O especial organizado por Flávio Mendes e Vera Ceccarello
https://bit.ly/100anosflorestan
Em 2020, em decorrência do centenário de Florestan, publicamos dois textos e um vídeo sobre sua vida e sua obra!
Viva Florestan Fernandes!
Viva a revolução brasileira!
A coluna de Plinio Jr.:
https://bit.ly/cpasj0720
O especial organizado por Flávio Mendes e Vera Ceccarello
https://bit.ly/100anosflorestan
Contrapoder
A atualidade de Florestan Fernandes - Contrapoder
Florestan Fernandes contrariou o destino que sua origem modesta lhe reservava para se tornar um dos grandes intérpretes da sociedade brasileira e latino-americana. A despeito
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#Coluna Mário Maestri
"O empreendedorismo e identitarismo negros são, atualmente, política de ponta do Partido Democrata e do imperialismo. Tudo roupagem embolorada do passado, postas ao sol, para um novo uso como traje de festa."
Leia: https://bit.ly/cmaestri_0724
"O empreendedorismo e identitarismo negros são, atualmente, política de ponta do Partido Democrata e do imperialismo. Tudo roupagem embolorada do passado, postas ao sol, para um novo uso como traje de festa."
Leia: https://bit.ly/cmaestri_0724
Contrapoder
Booker T. Washington - Contrapoder
profeta negro da rendição ao Apartheid desembarca no Brasil Booker Taliaferro Washington teria nascido em 5 de abril de 1856, filho de uma mulher escravizada,
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Neste dia, em 1918, nasceu no Rio de Janeiro, Antonio Candido.
Antonio Candido é um dos pilares da tradição de pensamento crítico no Brasil. O país fragmentado, de difícil compreensão, foi forjado por pensadores que não se intimidaram diante tanto da complexidade quanto das contradições pelas quais o país se formou.
Essa tradição crítica que está em pé de igualdade com as grandes tradições mundiais. Ainda que mais jovem - até pela juventude do país (considerando Brasil o que existe de 1822 para cá) -, nosso pensamento crítico tem uma profundidade exuberante. Na base desse pensamento pode-se colocar, no século XIX, Machado de Assis. Já no século XX, na primeira metade, os demiurgos que ousaram pensar o país, sua formação e contradições, de forma inovadora, cada qual à sua maneira: Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Jr. pensaram suas obras magnas - e com elas refundaram o Brasil, entre as décadas de 1930 e 1940. É impossível pensar o Brasil sem eles - para o bem ou para o mal.
Na sequência desses 4 gigantes, o pensamento profundo sobre o Brasil e todas suas vicissitudes, juntam-se ao time outros grandes: Florestan Fernandes, Celso Furtado, Darcy Ribeiro e Antonio Candido.
Como se pensa o Brasil, sua formação, seu povo, suas contradições e suas formas singulares, sem considerar o negro, o indígena, o caipira, o nordeste, a economia e nossa literatura?
Em Antonio Candido tudo isso está junto e misturado, algumas vezes mais explícitas, outras menos.
Mestre da dialética, Candido foi homem do seu tempo, do passado e do nosso tempo. Continuará sendo, seja qual tempo for. Viveu intensamente seus 99 anos. Formou e continua formando gerações de pesquisadores, entusiastas, gente que não se contenta com o pensamento não criativo, ousado, corajoso.
Desde a década de 40, quando funda com outros a Revista Clima, Candido fez da intelectualidade profissão de fé, com empenho, coragem e generosidade. Qualquer leitor atento compreende suas obras, tanto pelo seu didatismo, quanto por sua escrita fluida e bela - sem que isso implique, em nenhum momento, em simplificação e perda crítica.
Antonio Candido não abriu mão dos seus ideais nem de suas ideias, de sua generosidade e da capacidade humana da solidariedade socialista. Como disse certa vez: "O que se pensa que é face humana do capitalismo é o que o socialismo arrancou dele com suor, lágrimas e sangue"
Ainda neste ano de 2024 foi homenageado no Festival Internacional de Documentários com o filme "Antonio Candido: anotações finais", baseado em seus últimos cadernos de anotações, espécies de diários que manteve, exibido no festival "É Tudo Verdade". Mais que merecida homenagem, o filme resgata a sensibilidade do homem que foi, de sua visão sobre o mundo, sobre a morte.
Com morte serena em 2018, Antonio Candido segue mais vivo que nunca.
Viva Antonio Candido
Antonio Candido é um dos pilares da tradição de pensamento crítico no Brasil. O país fragmentado, de difícil compreensão, foi forjado por pensadores que não se intimidaram diante tanto da complexidade quanto das contradições pelas quais o país se formou.
Essa tradição crítica que está em pé de igualdade com as grandes tradições mundiais. Ainda que mais jovem - até pela juventude do país (considerando Brasil o que existe de 1822 para cá) -, nosso pensamento crítico tem uma profundidade exuberante. Na base desse pensamento pode-se colocar, no século XIX, Machado de Assis. Já no século XX, na primeira metade, os demiurgos que ousaram pensar o país, sua formação e contradições, de forma inovadora, cada qual à sua maneira: Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Jr. pensaram suas obras magnas - e com elas refundaram o Brasil, entre as décadas de 1930 e 1940. É impossível pensar o Brasil sem eles - para o bem ou para o mal.
Na sequência desses 4 gigantes, o pensamento profundo sobre o Brasil e todas suas vicissitudes, juntam-se ao time outros grandes: Florestan Fernandes, Celso Furtado, Darcy Ribeiro e Antonio Candido.
Como se pensa o Brasil, sua formação, seu povo, suas contradições e suas formas singulares, sem considerar o negro, o indígena, o caipira, o nordeste, a economia e nossa literatura?
Em Antonio Candido tudo isso está junto e misturado, algumas vezes mais explícitas, outras menos.
Mestre da dialética, Candido foi homem do seu tempo, do passado e do nosso tempo. Continuará sendo, seja qual tempo for. Viveu intensamente seus 99 anos. Formou e continua formando gerações de pesquisadores, entusiastas, gente que não se contenta com o pensamento não criativo, ousado, corajoso.
Desde a década de 40, quando funda com outros a Revista Clima, Candido fez da intelectualidade profissão de fé, com empenho, coragem e generosidade. Qualquer leitor atento compreende suas obras, tanto pelo seu didatismo, quanto por sua escrita fluida e bela - sem que isso implique, em nenhum momento, em simplificação e perda crítica.
Antonio Candido não abriu mão dos seus ideais nem de suas ideias, de sua generosidade e da capacidade humana da solidariedade socialista. Como disse certa vez: "O que se pensa que é face humana do capitalismo é o que o socialismo arrancou dele com suor, lágrimas e sangue"
Ainda neste ano de 2024 foi homenageado no Festival Internacional de Documentários com o filme "Antonio Candido: anotações finais", baseado em seus últimos cadernos de anotações, espécies de diários que manteve, exibido no festival "É Tudo Verdade". Mais que merecida homenagem, o filme resgata a sensibilidade do homem que foi, de sua visão sobre o mundo, sobre a morte.
Com morte serena em 2018, Antonio Candido segue mais vivo que nunca.
Viva Antonio Candido
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Boletim Semanal do Contrapoder
Número 40
Julho de 2024
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🌎 Internacional:
🇺🇸 OTAN dobra as apostas na guerra contra a Rússia: https://bit.ly/3yeuaK1 e https://bit.ly/3YhIzjf
🇺🇸 Atentado turbina campanha de Trump: https://bit.ly/3Yi2oa5
🇫🇷 Na França, Mélenchon não abre mão do programa para chegar a Matignon: https://bit.ly/4cRvMZt e https://bit.ly/3YgSNQM
🇨🇱 Em escalada contra movimentos sociais, Governo Boric reprime com violência Villa Francia: https://bit.ly/3YiFVtr e https://bit.ly/3WzmjjG
🇧🇷 Nacional:
🪖 Áudio revela tramoias de Bolsonaro, Augusto Heleno e Ramagem: https://bit.ly/3WzbpKO
🌎 Ofensiva parlamentar criminaliza luta pela terra: https://bit.ly/3YoJVbQ
🌳 Meio Ambiente:
🌳 PL do desmatamento ameaça a Amazônia: https://bit.ly/3A6yJGL
🐆 Debate sobre marco temporal prossegue em semana de intensificação de ataques aos indígenas https://bit.ly/4fdJaIJ e https://bit.ly/3YewI5p
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Número 40
Julho de 2024
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🇺🇸 OTAN dobra as apostas na guerra contra a Rússia: https://bit.ly/3yeuaK1 e https://bit.ly/3YhIzjf
🇺🇸 Atentado turbina campanha de Trump: https://bit.ly/3Yi2oa5
🇫🇷 Na França, Mélenchon não abre mão do programa para chegar a Matignon: https://bit.ly/4cRvMZt e https://bit.ly/3YgSNQM
🇨🇱 Em escalada contra movimentos sociais, Governo Boric reprime com violência Villa Francia: https://bit.ly/3YiFVtr e https://bit.ly/3WzmjjG
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🌳 PL do desmatamento ameaça a Amazônia: https://bit.ly/3A6yJGL
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Contrapoder
40º Boletim Semanal do Contrapoder - Contrapoder
Julho de 2024 Internacional: OTAN dobra as apostas na guerra contra a Rússia: https://bit.ly/3yeuaK1 e https://bit.ly/3YhIzjf Atentado turbina campanha de Trump: https://bit.ly/3Yi2oa5 Na França, Mélenchon
#Coluna Antonio Julio
"Na República da Irlanda, o descontentamento com o neoliberalismo começa a aparecer: nas últimas eleições no país, o Sinn Féin venceu pela primeira vez, obrigando o centro e a direita a se unirem para formar o governo, e o conseguiu por um deputado a mais."
Leia: https://bit.ly/cantonio_0724
"Na República da Irlanda, o descontentamento com o neoliberalismo começa a aparecer: nas últimas eleições no país, o Sinn Féin venceu pela primeira vez, obrigando o centro e a direita a se unirem para formar o governo, e o conseguiu por um deputado a mais."
Leia: https://bit.ly/cantonio_0724
Contrapoder
Irlanda: Lutas em sua história - Contrapoder
Recentemente aconteceram eleições no Reino Unido, com a vitória do Partido Trabalhista. Este trabalhismo, vitorioso, que sempre foi reformista, desta vez conseguiu se deslocar mais ao Centro político, dando
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Neste dia, em 1930, nasceu em São Paulo Plínio Soares de Arruda Sampaio, intelectual, jurista e político brasileiro.
Plínio dedicou sua vida ao combate às desigualdades sociais, principalmente a formular uma nova estrutura fundiária no Brasil. A história de Plínio confunde-se muito com a história de parte da esquerda radical brasileira. Plínio iniciou sua vida pública na esquerda católica dos anos 40 e, ainda na juventude, começou a se radicalizar. Foi deputado, secretário, e governou com Carvalho Pinto (PDC) e Prestes Maia (UDN). Foi eleito deputado em 1962 com quase 42 mil votos, superando nomes como Mário Covas, Ulysses Guimarães, Rubens Paiva e o ultrarreacionário Plínio Salgado. Como deputado, sua carreira foi marcada pela relatoria do projeto de reforma agrária, propondo um modelo, para a época, radical de distribuição de terras e de combate à concentração fundiária.
Foi cassado pelo AI nº 1 e se refugiou no Chile. Lá, trabalhou na ONU, na Organização para Alimentação e Agricultura, mas, principalmente, foi um dos grandes elos de auxílio aos exilados políticos que chegavam às terras chilenas. Saiu do Chile antes do golpe e voltou ao Brasil em 1976, após 12 anos de exílio. Com o bipartidarismo, entrou no MDB, grande guarda-chuva da oposição brasileira, onde propôs, junto com Almino Afonso, Francisco Weffort e Fernando Henrique Cardoso, a criação de um partido popular, democrático e de massas, o Partido Socialista Democrático Popular (PSDP), mas sua ideia foi traída por FHC.
Em 1980, ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores, concorreu à eleição de deputado em 1982, ficando com a suplência, mas assumiu a vaga de deputado de Eduardo Suplicy, que se afastou em 1985 para concorrer à prefeitura de São Paulo. Foi eleito deputado constituinte em 1986, atuando em várias comissões, dentre elas a de Redação. Em 1990, concorreu ao governo do Estado, ficando em 4º lugar.
Durante anos, atuou fortemente na construção do PT, na luta pela reforma agrária, contra a corrupção e o neoliberalismo. Nesse período, fundou o Correio da Cidadania (1996). Em 2005, quando o governo Lula já mostrava a que vinha, rompeu com o partido e ajudou a construir o PSOL. Em 2006, foi candidato ao governo do estado na chapa com Mauro Iasi, ficando novamente em 4º lugar. Em 2010, concorreu à presidência com Hamilton Assis, fazendo uma ferrenha crítica à esquerda do projeto de conciliação e cooptação dos governos petistas.
Em 2013, foi às ruas com a juventude, na luta pela tarifa zero e pelas reformas tão necessárias no Brasil. Morreu em 2014, deixando um legado de radicalidade e amor pelo povo brasileiro.
Plínio dedicou sua vida ao combate às desigualdades sociais, principalmente a formular uma nova estrutura fundiária no Brasil. A história de Plínio confunde-se muito com a história de parte da esquerda radical brasileira. Plínio iniciou sua vida pública na esquerda católica dos anos 40 e, ainda na juventude, começou a se radicalizar. Foi deputado, secretário, e governou com Carvalho Pinto (PDC) e Prestes Maia (UDN). Foi eleito deputado em 1962 com quase 42 mil votos, superando nomes como Mário Covas, Ulysses Guimarães, Rubens Paiva e o ultrarreacionário Plínio Salgado. Como deputado, sua carreira foi marcada pela relatoria do projeto de reforma agrária, propondo um modelo, para a época, radical de distribuição de terras e de combate à concentração fundiária.
Foi cassado pelo AI nº 1 e se refugiou no Chile. Lá, trabalhou na ONU, na Organização para Alimentação e Agricultura, mas, principalmente, foi um dos grandes elos de auxílio aos exilados políticos que chegavam às terras chilenas. Saiu do Chile antes do golpe e voltou ao Brasil em 1976, após 12 anos de exílio. Com o bipartidarismo, entrou no MDB, grande guarda-chuva da oposição brasileira, onde propôs, junto com Almino Afonso, Francisco Weffort e Fernando Henrique Cardoso, a criação de um partido popular, democrático e de massas, o Partido Socialista Democrático Popular (PSDP), mas sua ideia foi traída por FHC.
Em 1980, ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores, concorreu à eleição de deputado em 1982, ficando com a suplência, mas assumiu a vaga de deputado de Eduardo Suplicy, que se afastou em 1985 para concorrer à prefeitura de São Paulo. Foi eleito deputado constituinte em 1986, atuando em várias comissões, dentre elas a de Redação. Em 1990, concorreu ao governo do Estado, ficando em 4º lugar.
Durante anos, atuou fortemente na construção do PT, na luta pela reforma agrária, contra a corrupção e o neoliberalismo. Nesse período, fundou o Correio da Cidadania (1996). Em 2005, quando o governo Lula já mostrava a que vinha, rompeu com o partido e ajudou a construir o PSOL. Em 2006, foi candidato ao governo do estado na chapa com Mauro Iasi, ficando novamente em 4º lugar. Em 2010, concorreu à presidência com Hamilton Assis, fazendo uma ferrenha crítica à esquerda do projeto de conciliação e cooptação dos governos petistas.
Em 2013, foi às ruas com a juventude, na luta pela tarifa zero e pelas reformas tão necessárias no Brasil. Morreu em 2014, deixando um legado de radicalidade e amor pelo povo brasileiro.
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Neste dia, em 1821, José Francisco de San Martín y Matorras declarou o que mais tarde foi intitulado como a independência do Peru. O projeto popular, encarnado por San Martín e Bolívar, visava a junção das diversas divisões da América e a criação de uma única pátria, que teria mais força contra as metrópoles; porém, como sabemos, este projeto foi derrotado. Mas esta história, contada como independência peruana, não começa com José San Martín nem acaba com ele.
Podemos dizer que o começo da independência de qualquer país latino-americano acontece quando nos transformamos em colônias, mas no caso peruano há alguns grandes saltos que precisam ser mencionados.
Para resumi-los em alguns pontos que estão sempre entrelaçados, lembramos: o primeiro é a Grande Rebellion liderada por Túpac Amaru II, que culminou em um massacre dos povos originários em toda a Indoamérica, especialmente os que se levantaram nos Andes Centrais.
O segundo é a conquista do Reino da Espanha por Napoleão Bonaparte, que forçou os espanhóis a entregar o poder e gerou uma crise nas colônias em toda a América. As burguesias emergentes locais se dividiram entre apoiar a monarquia, obter independência e jurar lealdade ao novo reino. Em paralelo, houve uma série de revoltas no que era conhecido como Reino do Peru, como as revoltas de Tacna de 1811 e de 1813, a Rebellion de Huánuco de 1812, a Rebellion do Cuzco de Rebellion do Cuzco e a Rebellion de Aymaraes de 1818, para citar os mais importantes eventos.
O terceiro é a independência dos outros reinos e vice-reinos. As guerras de independência já tinham conquistado diversas vitórias no continente. O próprio San Martín foi herói da independência do que hoje conhecemos como Chile, Argentina, Bolívia e Paraguai. Isso motivou os peruanos a se mobilizar.
A soma desses pontos, com a união dos trabalhadores, escravizados e livres, em especial dos indígenas, com setores mais radicalizados da elite peruana, culminou em uma aliança militar liderada por San Martín, que proclamou a independência do Reino em Lima, em 28 de julho de 1821. Vale destacar que uma das primeiras leis decretadas foi a igualdade entre indígenas e não indígenas em todas as regiões libertas.
Mas a vitória final sobre os monarquistas só seria decretada em abril de 1825, com a derrota das forças monarquistas no interior do país. Nessa época, San Martín já havia abandonado o Peru, deixando o governo para uma junta e retornando a Buenos Aires, às Províncias Unidas do Rio da Prata.
A luta pela unidade latino-americana ainda é uma luta pulsante. As atuais fronteiras de nosso continente não foram traçadas por diferenças culturais gritantes, mas sim por interesses das elites, que negociavam com a Inglaterra para garantir seus lucros, enquanto os libertadores faziam revoluções populares.
Viva a luta dos povos de nosso continente pela libertação popular!
Podemos dizer que o começo da independência de qualquer país latino-americano acontece quando nos transformamos em colônias, mas no caso peruano há alguns grandes saltos que precisam ser mencionados.
Para resumi-los em alguns pontos que estão sempre entrelaçados, lembramos: o primeiro é a Grande Rebellion liderada por Túpac Amaru II, que culminou em um massacre dos povos originários em toda a Indoamérica, especialmente os que se levantaram nos Andes Centrais.
O segundo é a conquista do Reino da Espanha por Napoleão Bonaparte, que forçou os espanhóis a entregar o poder e gerou uma crise nas colônias em toda a América. As burguesias emergentes locais se dividiram entre apoiar a monarquia, obter independência e jurar lealdade ao novo reino. Em paralelo, houve uma série de revoltas no que era conhecido como Reino do Peru, como as revoltas de Tacna de 1811 e de 1813, a Rebellion de Huánuco de 1812, a Rebellion do Cuzco de Rebellion do Cuzco e a Rebellion de Aymaraes de 1818, para citar os mais importantes eventos.
O terceiro é a independência dos outros reinos e vice-reinos. As guerras de independência já tinham conquistado diversas vitórias no continente. O próprio San Martín foi herói da independência do que hoje conhecemos como Chile, Argentina, Bolívia e Paraguai. Isso motivou os peruanos a se mobilizar.
A soma desses pontos, com a união dos trabalhadores, escravizados e livres, em especial dos indígenas, com setores mais radicalizados da elite peruana, culminou em uma aliança militar liderada por San Martín, que proclamou a independência do Reino em Lima, em 28 de julho de 1821. Vale destacar que uma das primeiras leis decretadas foi a igualdade entre indígenas e não indígenas em todas as regiões libertas.
Mas a vitória final sobre os monarquistas só seria decretada em abril de 1825, com a derrota das forças monarquistas no interior do país. Nessa época, San Martín já havia abandonado o Peru, deixando o governo para uma junta e retornando a Buenos Aires, às Províncias Unidas do Rio da Prata.
A luta pela unidade latino-americana ainda é uma luta pulsante. As atuais fronteiras de nosso continente não foram traçadas por diferenças culturais gritantes, mas sim por interesses das elites, que negociavam com a Inglaterra para garantir seus lucros, enquanto os libertadores faziam revoluções populares.
Viva a luta dos povos de nosso continente pela libertação popular!
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