Contrapoder
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Somos uma ferramenta político-programática que visa auxiliar na criação de um programa socialista para os trabalhadores brasileiros.
À luta!
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Hoje faz 75 anos que os italianos se libertaram do Nazifascismo.
Viva a resistência antifascista italiana!

https://youtu.be/zWas7fEBL2g
#BellaCiao
Os ratos estão abandonado o navio!
Charge de Mauro Iasi
O país perde um dos seus maiores compositores... vítima da Covid-19, morreu nesta manhã, no Hospital Universitário Pedro Ernesto/UERJ, Aldir Blanc, aos 73 anos.

Foi compositor, escritor, cronista... Com seu senso crítico, humor agudo, ironia afiada, escreveu verdadeiras pérolas que definem o país. Retratou o país em momentos decisivos e a vida dos debaixo com uma sensibilidade sem igual.
Aniversário de Karl Marx

No dia 5 de maio de 1818 nasceu na cidade de Trier, na Renânia (Reino da Prússia), Karl Heinrich Marx. Terceiro filho de uma família de origem judaica e de classe média, estudou nas universidades de Bonn e de Berlim, aproximando-se dos jovens hegelianos – adeptos de “esquerda” do pensamento de Hegel.

Formado em filosofia, tentou seguir carreira acadêmica. Todavia, foi rejeitado por conta de suas posições políticas. Partiu então para o jornalismo, tornando-se redator-chefe da “Gazeta Renana”. Conheceu Friedrich Engels, que seria seu grande amigo e parceiro nas lutas teóricas e políticas, durante uma visita deste à redação do jornal.

Em 1843, com o fechamento da Gazeta Renana, proibida pelo governo prussiano, Karl mudou-se para Paris, assumindo a direção da publicação “Anais Franco-Alemães”. Travou contato com diversos movimentos socialistas. Defensor da revolução social e do protagonismo da classe trabalhadora na batalha pela superação da ordem do capital, aproximou-se especialmente da Liga dos Justos, que decidiu alterar seu nome para Liga dos Comunistas e solicitou que Marx e Engels escrevessem seu novo documento programático, o “Manifesto Comunista”.

Em 1845, foi expulso da França, a pedido do governo prussiano. Migrou para Bruxelas. Expulso pelo governo belga, mudou-se para Colônia. Lá, fundou o jornal “Nova Gazeta Renana”. Após ataques às autoridades locais publicados no periódico, foi expulso de Colônia. Voltou para Paris. Proibido pelo governo francês de fixar residência em seu território, foi finalmente para Londres.

Em 1864, foi fundada a Associação Internacional dos Trabalhadores, também conhecida como I Internacional. Marx logo assumiu um papel de liderança no movimento, redigindo o Estatuto da nova organização.

Deprimido por conta da morte de sua esposa, faleceu em 1883. Foi enterrado como apátrida, no Cemitério de Highgate, em Londres.

Deixou uma vasta obra. Para além do já citado “Manifesto Comunista”, vale destacar “O Capital”. Em seus escritos, estabeleceu as bases do materialismo histórico, método de interpretação da realidade social; desvelou as leis fundamentais de desenvolvimento do capitalismo; e assentou os alicerces do socialismo moderno (ou científico).

Passados 202 anos desde seu nascimento, o legado de Marx – tanto político quanto teórico - continua a inspirar lutas emancipatórias em todo o mundo.
#Editorial "E daí?"

Bolsonaro brinca com a vida dos brasileiros, mas não brinca sozinho. Judiciário, situação e oposição jogam o desumano jogo da ordem burguesa. O custo pode ser centenas de milhares de vitimas.
Ao Vivo A luta das mulheres e o Coronavírus

Nesta quarta, 14/05, às 11h, estaremos ao vivo com Sâmia Bomfim, deputada do PSOL/SP, e Bárbara Sinedino, professora e coordenadora do SEPE-RJ, para debatermos a luta das mulheres e o coronavírus.
O debate será em nossa página no facebook e em nosso canal no youtube
Programe-se.
Parabéns aos enfermeiros que marcaram esse dia internacional da enfermagem com um forte ato em Brasília.
A manifestação denunciou as mortes dos enfermeiros em trabalho, a política genocida do governo Bolsonaro e marca a luta de uma categoria super precarizada mas que faz o possível para salvar vidas, em especial neste momento de pandemia.
#Lutecomoumaenfermeira #SOSTrabalhadoresdaSaúde #diainternacionaldaenfermagem

Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Afinado: Capitalismo, felicidade e suicídio

No Afinado desta semana, a historiadora do trabalho Raquel Varela e o doutor em Psicologia do Trabalho Duarte Rolo falam sobre a exploração neoliberal e seu efeito sobre a saúde mental dos trabalhadores.

🎙️ Ouça aqui:
https://bit.ly/afinado10-site
https://bit.ly/afinado10-spt
O fim da escravidão ficou longe de ser um processo de real libertação para os negros, não só no Brasil, com seu 13 de maio, mas no mundo inteiro. Vivemos ainda em uma sociedade de classes, onde a maioria de nós é oprimida e explorada para garantir os lucros da classe dominante. A parti do momento em que afirmamos que o racismo é estrutural, entendemos que o capitalismo é racista em sua essência, ou seja, em nenhum lugar do mundo, em nenhuma posição social, em nenhum período dentro do capitalismo moderno, podemos nós, negros e negras sermos livres.

No nascente desse novo sistema, quando as revoluções burguesas pareciam soprar ares subversivos e libertários, do Haiti ecoava em alto e bom som as vozes dos negros, abençoados por Ogum, evocando sua própria liberdade, arrancando-a, tomando o céu de assalto, fazendo com um feixe de luz se abrisse no céu escuro da escravidão que assombra os negros do mundo inteiro. Mas logo, o poderoso Deus ex machina Capital, dá seu golpe final e decreta que todos os negros serão livres! Para vender são mão de obra! É claro, muito mais barato.

O que vivemos cotidianamente é a miséria que o capitalismo nos impôs. A realidade de uma colônia que se tornou, o país que contem o maior “exército” de empregadas domésticas do mundo e que em sua maioria são negras; uma das maiores populações carcerárias do mundo que também em sua maioria é negra; trabalhos altamente precarizados ocupados em sua maioria pelos negros, terceirização; morte por abortos clandestinos; estupros; condições insalubres de moradia; transporte, saúde e educação altamente precarizados; violência policial; genocídio e mais milhões de outras coisas que poderia levantar aqui. Mas não só as condições objetivas de vida. O racismo também causa inúmeros impactos subjetivos em muitas de nós. Fanon, ao estudas a subjetividade dos negros nos países colonizados consegue expressar a miséria subjetiva que também é imposta aos negros.

E assim como já nos avisara Césaire, fica mais do que comprovado: “No fim do capitalismo, desejoso de se sobreviver, há Hitler”. A nossa realidade, negra, é verdadeira face da modernidade, é em nossa pele que se marca a tal “CIVILIZAÇÃO” de que tanto falam os homens branco. A concepção de humanidade moderna não nos serve, pois nos desumaniza. Essa modernidade, civilidade desenvolvida, ou qualquer nome que seja dado, na verdade é o Imperialismo que através das ações da burguesia evoca a voz e a ação de seus avós, os gigantes da escravidão. Nós sabemos de onde vem a fortuna da burguesia mundial, mas também sabemos de onde veio, todos os setores da burguesia do mundo inteiro construíram as fortunas que permitiram o desenvolvimento do capitalismo em cima de sengue negro, ou seja, o capitalismo nasce como um parasita que se alimentando do sangue negro que jorra das colônias direto pro mercado mundial.

Velhas histórias, falsas verdades, e no fim do dia, a mesma luta. Em toda América Latina e Caribe, a tradição de evocar nossos ancestrais foi mantida, apesar de perseguida, sempre. Para além das questões do campo espiritual, essa prática traz uma importante lição, deixada por nossos ancestrais: é preciso aprender com os que lutaram antes de nós, ainda vivemos a mesma luta! Passar por esse 13 de maio deve nos lembrar, que a história se repete, Marx disse, a primeira vez como tragédia, depois como farsa, eu diria que hoje já virou pornochanchada rs.

Os grandes senhores burgueses já pegam seus chicotes do armário, preparam seus cães de guarda. É dada a hora de construirmos nosso 20 de novembro! Não a data, mas o espírito, é hora de fazermos palmares de novo, ou melhor, é hora de fazermos do Brasil Palmares. Não é uma jornada fácil, se trata de uma luta altamente desigual, mas o Haiti nos mostrou que é possível. Para organizar a reunião que deu início ao processo de Revolução no Haiti, Cecíle Fatiman -uma Sacerdotisa Mambo- percorreu durante 4 anos a ilha do Haiti, sem essa organização não haveria essa revolução, foram anos de luta, batalhas contra os maiores e mais fortes exércitos da época, e, finalmente, eles conseguiram