#Curso Racismo Estrutural e Capitalismo
Partindo do entendimento do racismo como determinante estrutural do capitalismo, partiremos da colonização das Américas e do tráfico negreiro para entender como o racismo, como parte da estrutura desse sistema de dominação mundial, transforma e é transformado pelas relações sociais de produção até os dias atuais.
O curso será dividido em 8 aulas, nas terças de abril e maio de 2020.
Informações e inscrição no link abaixo:
https://contrapoder.net/c…/racismo-estrutural-e-capitalismo/
Partindo do entendimento do racismo como determinante estrutural do capitalismo, partiremos da colonização das Américas e do tráfico negreiro para entender como o racismo, como parte da estrutura desse sistema de dominação mundial, transforma e é transformado pelas relações sociais de produção até os dias atuais.
O curso será dividido em 8 aulas, nas terças de abril e maio de 2020.
Informações e inscrição no link abaixo:
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#DívidaPublica Assine à petição eletrônica organizada pela Auditoria Cidadã da Dívida que exige a suspensão do pagamento da dívida e sua auditoria.
Assine a Petição
https://auditoriacidada.org.br/conteudo/assine-a-peticao-auditoria-e-suspensao-da-divida-publica-para-destinar-recursos-a-calamidade-do-coronavirus
Assine a Petição
https://auditoriacidada.org.br/conteudo/assine-a-peticao-auditoria-e-suspensao-da-divida-publica-para-destinar-recursos-a-calamidade-do-coronavirus
Auditoria Cidadã da Dívida
Assine a Petição: Auditoria e suspensão da dívida pública para destinar recursos à calamidade do coronavírus - Auditoria Cidadã…
Faça a sua parte! Assine o abaixo-assinado e pressione autoridades de todos os poderes pela imediata realização da auditoria da dívida pública federal e a suspensão do pagamento de seus juros e encargos, a fim de destinar recursos abundantes para socorrer…
Ao Vivo
Debate sobre a situação das mulheres na crise econômica e o coronavírus. Com Mercedes Trimarchi, deputada da FIT-U na Argentina e dirigente do Isadora - Mulheres em Luta e Bárbara Sinedino, dirigente do SEPE RJ e militante do Combate.
https://www.facebook.com/2502440036447205/videos/541122449941122/
Debate sobre a situação das mulheres na crise econômica e o coronavírus. Com Mercedes Trimarchi, deputada da FIT-U na Argentina e dirigente do Isadora - Mulheres em Luta e Bárbara Sinedino, dirigente do SEPE RJ e militante do Combate.
https://www.facebook.com/2502440036447205/videos/541122449941122/
#MULHERES | Confira o vídeo na íntegra do debate "A situação das mulheres na crise econômica e o coronavírus" que foi transmitido pelo Contrapoder no dia 03/04 com Mercedes Trimarchi, Bárbara Sinedino e Natália Granato.
https://www.youtube.com/watch?v=idk3wkdxUro&feature=youtu.be
https://www.youtube.com/watch?v=idk3wkdxUro&feature=youtu.be
YouTube
Coronacrise: "A situação das mulheres na crise econômica e o coronavírus"
MULHERES | Confira o vídeo na íntegra do debate "A situação das mulheres na crise econômica e o coronavírus" que foi transmitido pelo Contrapoder no dia 03/0...
Programa da CSP-Conlutas de combate ao coronavírus
#CORONAVÍRUS Campanha organizada pela CSP Conlutas com propostas de combate ao Covid-19 e proteção à vida e salários dos trabalhadores e trabalhadoras.
#CORONAVÍRUS Campanha organizada pela CSP Conlutas com propostas de combate ao Covid-19 e proteção à vida e salários dos trabalhadores e trabalhadoras.
A taxa de informalidade no Brasil é de 46%. Até Organização Internacional do Trabalho alerta que o país, juntamente com a Índia e a Nigéria, será um dos mais afetados com a pandemia por conta das condições de informalidade do trabalho. Com isto, é urgente a efetivação de uma proteção social que garanta o sustento das famílias. Isto expõe o quanto injusta e desigual é a estrutura econômica na periferia do capitalismo.
O auxilio emergencial de 600 reais em três parcelas oferecido pelo Governo Bolsonaro não é suficiente para o tamanho das necessidades e do contingente de trabalhadores precarizados. Para a pessoa receber o auxílio tem que estar cadastrada no Cadastro Único, ser informal ou autônoma ou beneficiária do Bolsa Família; e, ainda, se enquadrar como baixa renda, não podendo ultrapassar um salário mínimo por pessoa ou três salários por família. O acesso é pela Internet mas não há garantia de quem necessita conseguirá acessar.
O Brasil não pode cortar salários dos trabalhadores, como vem sendo tentado em setores públicos e privados. Para uma distribuição de renda adequada às necessidades dos trabalhadores é fundamental o não pagamento da dívida. A Argentina já suspendeu o pagamento da dívida neste ano. Os recursos públicos devem ser destinados às necessidades da população que neste momento de pandemia se agravam. A vida acima da dívida!
https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2020/04/07/trabalhadores-informais-no-brasil-estarao-entre-os-mais-afetados-no-mundo.htm
Leia também:
UOL: Coronavírus gera a 'mais grave crise' no emprego desde a 2ª Guerra Mundial - https://bit.ly/3bWZfkH
Valor: OIT: Crise do coronavírus provoca “perdas devastadoras” em empregos no mundo - https://glo.bo/2JJP8Up
ONU: OIT: COVID-19 causa perdas devastadoras de empregos e horas de trabalho no mundo - https://bit.ly/2V9woTB
O auxilio emergencial de 600 reais em três parcelas oferecido pelo Governo Bolsonaro não é suficiente para o tamanho das necessidades e do contingente de trabalhadores precarizados. Para a pessoa receber o auxílio tem que estar cadastrada no Cadastro Único, ser informal ou autônoma ou beneficiária do Bolsa Família; e, ainda, se enquadrar como baixa renda, não podendo ultrapassar um salário mínimo por pessoa ou três salários por família. O acesso é pela Internet mas não há garantia de quem necessita conseguirá acessar.
O Brasil não pode cortar salários dos trabalhadores, como vem sendo tentado em setores públicos e privados. Para uma distribuição de renda adequada às necessidades dos trabalhadores é fundamental o não pagamento da dívida. A Argentina já suspendeu o pagamento da dívida neste ano. Os recursos públicos devem ser destinados às necessidades da população que neste momento de pandemia se agravam. A vida acima da dívida!
https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2020/04/07/trabalhadores-informais-no-brasil-estarao-entre-os-mais-afetados-no-mundo.htm
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UOL: Coronavírus gera a 'mais grave crise' no emprego desde a 2ª Guerra Mundial - https://bit.ly/3bWZfkH
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ONU: OIT: COVID-19 causa perdas devastadoras de empregos e horas de trabalho no mundo - https://bit.ly/2V9woTB
noticias.uol.com.br
Trabalhadores informais no Brasil estarão entre os mais afetados no mundo
A quarentena não vai funcionar se milhões de pessoas forem colocadas numa situação de ter ...
Pesquisa da UFRJ aponta que o número de profissionais de saúde contaminados pelo novo coronavírus no Rio de Janeiro está num patamar superior à Itália e à Espanha. Isso por conta da falta de Equipamentos de Proteção Individual, que deveriam estar senso garantidos pelos governos. Tudo indica que tal situação tem se repetido em todo o país. A falta de planejamento dos governantes está colocando em risco a vida daqueles que estão na linha de frente do enfrentamento ao Covid 19.
https://oglobo.globo.com/sociedade/coronavirus/coronavirus-atinge-ate-25-dos-profissionais-de-saude-no-rio-1-24357939?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria
https://oglobo.globo.com/sociedade/coronavirus/coronavirus-atinge-ate-25-dos-profissionais-de-saude-no-rio-1-24357939?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria
O Globo
Coronavírus atinge até 25% dos profissionais de saúde no Rio
Levantamento da UFRJ afirma que taxa de infecção é superior à vista em países como Itália e Espanha
Conheça a história por trás da crise da "água da CEDAE"! Indicação política, demissão do corpo técnico e negligência com protocolo de décadas estão entre os capítulos.
Enquanto uma mão lava a outra nos bastidores da política do Rio de Janeiro, toda a população é feita de refém.
Diga #NãoÀPrivatização! Por #AguaBoaParaTodos 💧
Enquanto uma mão lava a outra nos bastidores da política do Rio de Janeiro, toda a população é feita de refém.
Diga #NãoÀPrivatização! Por #AguaBoaParaTodos 💧
Luana Alves, psicóloga de Saúde Coletiva e coordenadora da Rede Emancipa, e Míriam Debieux, professora da Faculdade de Psicologia da USP, fizeram um ao vivo conosco, no dia 07 de abril, falando sobre o impacto da crise e do isolamento sobre o nosso bem estar psíquico.
https://youtu.be/I4pUNiM93dY
https://youtu.be/I4pUNiM93dY
YouTube
Coronacrise: Crise do Coronavírus e Saúde Mental
Luana Alves, psicóloga de Saúde Coletiva e coordenadora da Rede Emancipa, e Míriam Debieux, professora da Faculdade de Psicologia da USP, fizeram um ao vivo conosco, no dia 07 de abril, falando sobre o impacto da crise e do isolamento sobre o nosso bem estar…
Os moradores de favelas continuam a ser ignorados pelos governantes, mesmo por aqueles que dizem priorizar o enfrentamento ao novo coronavírus. Como viabilizar o isolamento social dessa população sem garantir renda e melhores condições de moradia (no lugar de casas superlotadas e por vezes sem saneamento básico)? Resultado: o vírus já está circulando com velocidade nessas comunidades, causando mortes. É uma tragédia anunciada, que releva como a pandemia vai afetar principalmente os mais pobres.
https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-03-28/sem-acoes-especificas-86-dos-moradores-de-favelas-vao-passar-fome-por-causa-do-coronavirus.html
https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-03-28/sem-acoes-especificas-86-dos-moradores-de-favelas-vao-passar-fome-por-causa-do-coronavirus.html
EL PAÍS
Sem ações específicas, 86% dos moradores de favelas vão passar fome por causa do coronavírus
Pesquisa do Data Favela mostra que a pandemia já alterou a rotina de quase 100% das pessoas que vivem em comunidades. A maioria, trabalhadores autônomos
As imagens abaixo, compiladas pelo the atlantic são um forte retrato das mortes pelo Covid-19 no mundo.
As fotos são carregadas de dor. Um sofrimento cru que representa um pouco sobre esses quase 95 mil mortos pelo novo coronavírus no mundo.
Certamente mudaremos muita coisa após esse desastre. Precisamos mudar.
https://www.theatlantic.com/photo/2020/04/coronavirus-unimaginable-toll-photos/609652/
As fotos são carregadas de dor. Um sofrimento cru que representa um pouco sobre esses quase 95 mil mortos pelo novo coronavírus no mundo.
Certamente mudaremos muita coisa após esse desastre. Precisamos mudar.
https://www.theatlantic.com/photo/2020/04/coronavirus-unimaginable-toll-photos/609652/
The Atlantic
Coronavirus: An Unimaginable Toll
A collection of recent images from around the world, reflecting the huge global death toll amid the coronavirus pandemic
O PT ainda não entendeu que, para enfrentar a pandemia do novo coronavírus, é necessário retirar Bolsonaro do governo. Continuam a jogar o “Fora Bolsonaro” para o futuro. Antes, diziam que o ex-capitão deveria ser derrotado nas eleições de 2022. Agora, que só pode ser expulso do governo após o fim da pandemia. Até quando vão insistir em posar como “responsáveis” para as classes dominantes, deixando de lado os interesses históricos e imediatos da classe trabalhadora e da juventude?
https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/04/pt-decide-nao-aderir-ao-fora-bolsonaro-em-meio-a-pandemia-do-coronavirus.shtml
https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/04/pt-decide-nao-aderir-ao-fora-bolsonaro-em-meio-a-pandemia-do-coronavirus.shtml
Folha de S.Paulo
PT decide não aderir ao 'fora, Bolsonaro' em meio à pandemia do coronavírus
Ex-presidente Lula endossa posição majoritária no partido, que irá cobrar do governo ações de enfrentamento à Covid-19
Importante entrevista feita pelo ANDES-SN com o professor Claudio Rezende, UFRJ.
"Ou seja, nada garante que essa crise pandêmica vai reforçar o caráter público, eu diria inclusive que o espaço público está em profunda ameaça. As pessoas podem começar a ter fobia de espaço público, dependendo do tempo que tivermos que ficar em quarentena. As pessoas acham que o povo vai querer voltar às praças, ocupar tudo, mas pode gerar um movimento contrário, de uma repulsa. Esse vírus é muito neoliberal nesse aspecto, ninguém pode se encontrar com ninguém, se tocar, é um comportamento individual, a luta contra ele obviamente é uma luta socialista. Agora, para que essa luta se torne uma força, tem que ter uma intervenção forte dos movimentos de esquerda, porque, senão, eu diria que a tendência normal do que está sendo conduzido vai ser um contragolpe muito forte a essa linha pública de investimento."
https://www.andes.org.br/conteudos/noticia/entrevista-impacto-da-covid-19-nas-populacoes-perifericas1
"Ou seja, nada garante que essa crise pandêmica vai reforçar o caráter público, eu diria inclusive que o espaço público está em profunda ameaça. As pessoas podem começar a ter fobia de espaço público, dependendo do tempo que tivermos que ficar em quarentena. As pessoas acham que o povo vai querer voltar às praças, ocupar tudo, mas pode gerar um movimento contrário, de uma repulsa. Esse vírus é muito neoliberal nesse aspecto, ninguém pode se encontrar com ninguém, se tocar, é um comportamento individual, a luta contra ele obviamente é uma luta socialista. Agora, para que essa luta se torne uma força, tem que ter uma intervenção forte dos movimentos de esquerda, porque, senão, eu diria que a tendência normal do que está sendo conduzido vai ser um contragolpe muito forte a essa linha pública de investimento."
https://www.andes.org.br/conteudos/noticia/entrevista-impacto-da-covid-19-nas-populacoes-perifericas1
ANDES-SN
Entrevista: Impacto da Covid-19 nas populações periféricas
Desde a chegada da Covid-19 ao Brasil, muito se discute sobre os riscos de...
A nefasta MP 936 já está fazendo estrago. Mais de um milhão de trabalhadores estão com os contratos de trabalho suspensos ou com os salários reduzidos. E a expectativa do próprio governo federal é de que esse número chegue a 24,5 milhões, 63% da força de trabalho com carteira assinada no país. Isso no momento em que as pessoas precisam de renda para aguentar a pandemia do novo coronavírus. Mais uma vez, os poderosos jogam a conta da crise nas costas do andar de baixo. Os empregos e os salários deveriam estar sendo garantidos, não cortados.
https://oglobo.globo.com/economia/mp-936-mais-de-1-milhao-de-trabalhadores-ja-tiveram-contrato-suspenso-ou-salario-reduzido-24369063?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria
https://oglobo.globo.com/economia/mp-936-mais-de-1-milhao-de-trabalhadores-ja-tiveram-contrato-suspenso-ou-salario-reduzido-24369063?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsdiaria
O Globo
MP 936: mais de 1 milhão de trabalhadores já tiveram contrato suspenso ou salário reduzido
Governo prevê que medida vai atingir mais de 24 milhões de empregados
Exoneração no Ibama e a política genocida de Bolsonaro
Ações de proteção da Amazônia e dos povos indígenas são punidas pelo Governo Bolsonaro com a exoneração do diretor do Ibama. A política de desmatamento e genocídio através do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, não poupou nem mesmo o militar Olivaldi Borges Azevedo, major da Polícia Militar de São Paulo, no cumprimento do combate ao garimpo ilegal às terras indígenas.
A operação de fiscalização do Ibama que expulsou garimpeiros das terras indígenas e destruiu equipamentos, como prevê a legislação, foi realizada em três áreas no Pará. O garimpo ilegal intensificou o desmatamento neste período de pandemia e vem ameaçando a integridade física das populações indígenas.
A Rede Globo produziu uma reportagem sobre a operação e que foi ao ar no último domingo, no programa Fantástico. Na matéria, aparece um posseiro dizendo que invadiu a reserva estimulado pelo governo federal ao prometer reduzir em 5% as terras indígenas e regularizar as invasões. Há rumores que a exibição no canal aberto desagradou o governo que ameaça demitir servidores do Ibama por cumprirem sua função de fiscalização.
O desmatamento que costuma ter seus menores níveis no primeiro trimestre do ano, devido às chuvas, neste período de pandemia, teve aumento de 51% comparado a 2019. Isto de acordo com o sistema Deter do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe. Esta tendência de aumento que já se apresentava com o afrouxamento da fiscalização e a redução de multas a infratores ganhou fôlego com a quarentena sanitária.
Sobre as ameaças da Covid-19, especialistas em saúde e nos modos de vida indígenas têm alertado para o impacto da doença sobre estas populações. Não há efetivamente uma política de enfrentamento da doença nas áreas de reserva. E a reportagem sobre a destruição do garimpo ilegal mostrou que o bloqueamento das vias de acesso às comunidades seria uma possibilidade de conter o contato de garimpeiros e outras pessoas de fora. Até o momento, a Funai e a Secretaria Especial de Saúde Indígena – Sesai – não apresentaram medidas e nem previsão de recursos para a proteção e os cuidados dos grupos indígenas durante a pandemia.
A morte do adolescente Ianomâmi, Alvanei Xrixana, de 15 anos, em Roraima, que estava internado há uma semana em estado grave, revelou a exposição das populações indígenas. O seu atestado de óbito consta que foi vítima de Síndrome Respiratória Aguda Grave. No segundo exame realizado deu positivo para a Covid-19 e o jovem antes de ser internado teve contato com várias pessoas de sua comunidade.
A associação Yanomami Hutukara que representa a comunidade vem denunciando que houve falhas no atendimento ao adolescente. Ele apresentava sintomas da doença há três semanas e não foi atendido adequadamente no Hospital Geral de Roraima, no dia 18 de março.
Já foram diagnosticados 10 casos entre indígenas no Amazonas e no Pará, podendo o número ser mais elevado. Indígenas que se encontram nos espaços urbanos não têm sido contabilizados nestes casos. A Associação Yanomami Hutukara já fez apelos à Funai, à Polícia Federal e ao Exército para impedirem as invasões dos garimpeiros nas áreas indígenas. Cerca de 15 mil homens já movimentaram mais de uma tonelada de ouro ilegal, no segundo semestre do ano passado, e promovem desmatamento, poluição do solo e da água e violência contra a população.
A atividade de garimpo ilegal tem se sentido à vontade para atuar a partir das sinalizações de respaldo do governo Bolsonaro. Os discursos do presidente sobre a mineração nas áreas indígenas e a expectativa com o encaminhamento em abril de 2019, da presidência para o Congresso, do projeto de legalização dos garimpos estimularam ainda mais estas atividades criminosas.
A exoneração do diretor do Ibama, militar colocado pelo próprio governo federal, depois de cumprir o que está prescrito legalmente como função do órgão, deixa clara a política de Bolsonaro e do ministro Ricardo Salles que é de destruição da Amazônia e das populações indígenas.
https://contrapoder.net/noticias/exoneracao-no-
Ações de proteção da Amazônia e dos povos indígenas são punidas pelo Governo Bolsonaro com a exoneração do diretor do Ibama. A política de desmatamento e genocídio através do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, não poupou nem mesmo o militar Olivaldi Borges Azevedo, major da Polícia Militar de São Paulo, no cumprimento do combate ao garimpo ilegal às terras indígenas.
A operação de fiscalização do Ibama que expulsou garimpeiros das terras indígenas e destruiu equipamentos, como prevê a legislação, foi realizada em três áreas no Pará. O garimpo ilegal intensificou o desmatamento neste período de pandemia e vem ameaçando a integridade física das populações indígenas.
A Rede Globo produziu uma reportagem sobre a operação e que foi ao ar no último domingo, no programa Fantástico. Na matéria, aparece um posseiro dizendo que invadiu a reserva estimulado pelo governo federal ao prometer reduzir em 5% as terras indígenas e regularizar as invasões. Há rumores que a exibição no canal aberto desagradou o governo que ameaça demitir servidores do Ibama por cumprirem sua função de fiscalização.
O desmatamento que costuma ter seus menores níveis no primeiro trimestre do ano, devido às chuvas, neste período de pandemia, teve aumento de 51% comparado a 2019. Isto de acordo com o sistema Deter do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe. Esta tendência de aumento que já se apresentava com o afrouxamento da fiscalização e a redução de multas a infratores ganhou fôlego com a quarentena sanitária.
Sobre as ameaças da Covid-19, especialistas em saúde e nos modos de vida indígenas têm alertado para o impacto da doença sobre estas populações. Não há efetivamente uma política de enfrentamento da doença nas áreas de reserva. E a reportagem sobre a destruição do garimpo ilegal mostrou que o bloqueamento das vias de acesso às comunidades seria uma possibilidade de conter o contato de garimpeiros e outras pessoas de fora. Até o momento, a Funai e a Secretaria Especial de Saúde Indígena – Sesai – não apresentaram medidas e nem previsão de recursos para a proteção e os cuidados dos grupos indígenas durante a pandemia.
A morte do adolescente Ianomâmi, Alvanei Xrixana, de 15 anos, em Roraima, que estava internado há uma semana em estado grave, revelou a exposição das populações indígenas. O seu atestado de óbito consta que foi vítima de Síndrome Respiratória Aguda Grave. No segundo exame realizado deu positivo para a Covid-19 e o jovem antes de ser internado teve contato com várias pessoas de sua comunidade.
A associação Yanomami Hutukara que representa a comunidade vem denunciando que houve falhas no atendimento ao adolescente. Ele apresentava sintomas da doença há três semanas e não foi atendido adequadamente no Hospital Geral de Roraima, no dia 18 de março.
Já foram diagnosticados 10 casos entre indígenas no Amazonas e no Pará, podendo o número ser mais elevado. Indígenas que se encontram nos espaços urbanos não têm sido contabilizados nestes casos. A Associação Yanomami Hutukara já fez apelos à Funai, à Polícia Federal e ao Exército para impedirem as invasões dos garimpeiros nas áreas indígenas. Cerca de 15 mil homens já movimentaram mais de uma tonelada de ouro ilegal, no segundo semestre do ano passado, e promovem desmatamento, poluição do solo e da água e violência contra a população.
A atividade de garimpo ilegal tem se sentido à vontade para atuar a partir das sinalizações de respaldo do governo Bolsonaro. Os discursos do presidente sobre a mineração nas áreas indígenas e a expectativa com o encaminhamento em abril de 2019, da presidência para o Congresso, do projeto de legalização dos garimpos estimularam ainda mais estas atividades criminosas.
A exoneração do diretor do Ibama, militar colocado pelo próprio governo federal, depois de cumprir o que está prescrito legalmente como função do órgão, deixa clara a política de Bolsonaro e do ministro Ricardo Salles que é de destruição da Amazônia e das populações indígenas.
https://contrapoder.net/noticias/exoneracao-no-
Contrapoder
Exoneração no Ibama e a política genocida de Bolsonaro - Contrapoder
Ações de proteção da Amazônia e dos povos indígenas são punidas pelo Governo Bolsonaro com a exoneração do diretor do Ibama. A política de desmatamento