Contrapoder
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À luta!
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É com muito pesar que informamos que nosso amigo Zuri partiu!

O velório será AMANHÃ, SEXTA DIA 31/03/23 no Cemitério São Pedro na Vila Alpina: Avenida Francisco Falconi, 837 das 09 às 13h e depois seguirá para o Crematório Vila Alpina.
Arte 1: Zuri
Desenhos: Sergio Rossi
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As veias abertas do Brasil
59 anos de contrarrevolução preventiva

O golpe de 1964 inaugurou uma sequência de ditaduras no Cone Sul destinadas a preparar as sociedades dos países da região para novas e mais intensas formas de dependência e sangria de riquezas. Precisavam desobstruir o fluxo, que seria maior e mais intenso.
Leia: https://bit.ly/a59golpe64
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"Ódio à burguesia, Amor pela revolta"

Visto em Paris.
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100 anos de Ernest Mandel
No dia 5 de abril de 1923, nasceu em Frankfurt, Alemanha, o economista e dirigente marxista Ernest Mandel.
De origem judaica, sua família saiu da Alemanha nos anos 1930, transferindo-se para a Bélgica. Em 1939, o jovem Mandel, com 16 anos, ingressou na seção belga da Quarta Internacional. Aos 18 anos, já era membro do seu Comitê Central, trabalhando na clandestinidade.
Durante a Segunda Guerra Mundial, atuou na resistência contra o nazismo. Preso em 1944, foi levado à prisão de Saint-Gilles, de onde conseguiu fugir antes de ser deportado para Auschwitz.
Após a guerra, em 1946, foi eleito para o Secretariado Internacional da Quarta Internacional. Assumiu então, aos 23 anos, um papel de destaque na direção da organização, que conservou até a sua morte.
Intelectual refinado, produziu diversas obras sobre história, economia e política. Em 1978, recebeu o Prêmio Alfred Marshall, da Universidade de Cambridge, por suas conferências sobre os ciclos longos do desenvolvimento capitalista.
Tido como um perigoso subversivo, Mandel foi durante anos oficialmente impedido de ingressar em vários países ocidentais, como a Alemanha Ocidental, Estados Unidos, França, Suíça e Austrália. Ele também foi impedido de visitar os países do Leste Europeu até 1989, exceto a antiga Iugoslávia.
Faleceu no dia 20 de julho de 1995, em Bruxelas. Considerado como um dos mais importantes dirigentes trotskistas da segunda metade do século XX, seu legado continua a inspirar revolucionários em todo o mundo.
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#Coluna David Maciel
"Apesar da ameaça fascista aparentemente “simplificar” o leque de opções disponíveis, aos trabalhadores e suas organizações políticas e sociais nenhuma dessas alternativas interessa, cabendo lutar tanto contra o bolsonarismo, quanto contra a ordem sócio-política criada pelo golpe de 2016 e requentada pelo lulismo!"
Leia: https://bit.ly/cdavid_0423
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#Coluna Silvia Beatriz Adoue
"A 'integração do negro na sociedade de classes' dá conta da impossibilidade de igualdade racial dentro do capitalismo. E do caráter inócuo de uma luta anticapitalista que não ataque o racismo no Brasil."
Leia: https://bit.ly/csadoue_0423
#Coluna Plinio Jr.
"Em comparação com o tosco Teto de Gastos de Henrique Meirelles, cuja viabilidade prática revelou-se insustentável, o Arcabouço Fiscal de Fernando Haddad é bem mais inteligente e capcioso. Trata-se de um Teto de Gastos 2.0."
Leia: https://bit.ly/cpas_0423
Neste dia, há 49 anos, começava a revolução portuguesa, a revolução de abril, a revolução dos cravos. A revolução dos cravos aconteceu com a subversão de uma parte estratégica do aparelho de Estado, as forças armadas, que assumiriam o processo de transformação a partir de cima e por dentro da ordem. Mas as mediações capitalistas deixaram claro que o fascismo resistiria tenazmente a partir de setores do próprio aparelho de Estado na metrópole e nas colônias, e que não haveria qualquer abalo sísmico sem a intervenção das massas populares e suas organizações, construídas ao longo das décadas sob as duras condições da ditadura salazarista. Assim que o cristal se quebrou, estas intervieram de maneira incisiva, revelando sua perspectiva revolucionária e formas de organização autogestionária, que atualizaram as melhores tradições da Comuna de Paris, da Rússia dos soviets, do Biennio Rosso italiano e das lutas inspiradas pelo maio de 1968 em todo o mundo. A força desta revolução de impacto ao mesmo tempo nacional, europeu, africano e mundial gerou reações poderosas, que buscaram derrotá-la e domesticá-la por meio do financiamento dos governos reformistas da esquerda da ordem, o PS, e do desbaratamento repressivo e/ou aliciador das experiências de autogestão.
A queda do salazarismo em Portugal acelerou o processo revolucionário nas colônias portuguesas na África e na Ásia e inspirou lutas democráticas em muitos lugares, como Espanha e Brasil. Mas o papel contrarrevolucionário das "democracias ocidentais" (EUA e Europa) – que bancaram uma solução "por dentro da ordem" que preservou os interesses do grande capital português e do imperialismo, com a cumplicidade ativa da esquerda da ordem portuguesa – não deve ser esquecido. Por essa razão, a revolução continua na ordem do dia em Portugal, com os cravos simbolizando a beleza do futuro e os trabalhadores assumindo seu destino sem precisar de militares bem-intencionados ou representantes civilizados da ordem burguesa.
#Coluna Sergio Granja
"Em todas as épocas, as classes dominantes sempre valorizaram a estabilidade: dos valores, dos conceitos, das instituições. E a estabilidade em geral era desafiada pelo modo de pensar dialético. Por isso, como o pensamento dominante em qualquer época é sempre o pensamento das classes dominantes, o pensamento metafísico prevaleceu sobre o dialético no curso da história."
Leia: https://bit.ly/cgranja_0423
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