Neste dia, em 1899, nasceu, em Salvador - BA, Manoel dos Reis Machado, conhecido como Mestre Bimba, o pai da capoeira Regional. Mestre Bimba (Regional) e Mestre Pastinha (Angola) são os dois maiores nomes da história da capoeira.
A importância desse personagem para a Cultura Popular é imensa. Bimba organizou a capoeira de uma forma única, criou método de trabalho, de ensino e regras para o jogo, foi o grande responsável pela transformação da capoeira em uma arte marcial. Além disso, com o fim da escravidão, diversas atividades da cultura negra permaneceram ilegais, como é o caso do Maracatu e da Capoeira, sem falar nas religiões de matriz africana. Mestre Bimba foi o grande responsável pela legalização da capoeira, fato que aconteceu apenas em 34, no governo Vargas.
Nossa dívida com Mestre Bimba é imensa, se hoje há um espaço para a Cultura popular brasileira é por responsabilidade desses mestres, em especial nordestinos, que lutaram e construíram o Brasil que conhecemos.
Viva a Cultura Popular
Viva a Capoeira.
A importância desse personagem para a Cultura Popular é imensa. Bimba organizou a capoeira de uma forma única, criou método de trabalho, de ensino e regras para o jogo, foi o grande responsável pela transformação da capoeira em uma arte marcial. Além disso, com o fim da escravidão, diversas atividades da cultura negra permaneceram ilegais, como é o caso do Maracatu e da Capoeira, sem falar nas religiões de matriz africana. Mestre Bimba foi o grande responsável pela legalização da capoeira, fato que aconteceu apenas em 34, no governo Vargas.
Nossa dívida com Mestre Bimba é imensa, se hoje há um espaço para a Cultura popular brasileira é por responsabilidade desses mestres, em especial nordestinos, que lutaram e construíram o Brasil que conhecemos.
Viva a Cultura Popular
Viva a Capoeira.
Na data de hoje, 160 anos atrás, nascia João de Cruz e Souza. Intelectual, abolicionista, jornalista, escritor, poeta fundador e maior expoente do simbolismo no Brasil, Cruz e Souza era um homem negro em uma província que até hoje se orgulha de seu lastro europeu, filho de um mestre pedreiro e uma lavadeira. Nascido em Desterro, hoje Florianópolis, Cruz e Souza foi uma inteligência aguda e sensível, um garoto prodígio que escreveu seus primeiros versos aos sete anos de idade e foi poeta até o fim da sua vida.
A ousadia de ser preto e poeta -filho de dois ex-escravizados- em um país em pleno regime escravista era ainda pouco pra Cruz e Souza. Em um país que até hoje nega aos negros e negras a voz, que cassa as palavras e fecha os olhos pra sua história, Cruz e Souza tornou-se poeta de uma escola literária que tinha poucos representantes por esses lados do Atlântico e tornou-se o melhor de todos. Em seu poema Emparedado, compartilha a angústia de sua posição:
Como se viesses do Oriente, rei!, em galeras, dentre opulências, ou tivesses a aventura magna de ficar perdido em Tebas, desoladamente cismando através de ruínas; ou a iriada, peregrina e fidalga fantasia dos Medievos, ou a lenda colorida e bizarra por haveres adormecido e sonhado, sob o ritmo claro dos astros, junto às priscas margens venerandas do Mar Vermelho! Artista! Pode lá isso ser se tu és d’África, tórrida e bárbara, devorada insaciavelmente pelo deserto, tumultuando de matas bravias, arrastada sangrando no lodo das Civilizações despóticas, torvamente amamentada com o leite amargo e venenoso da Angústia! A África arrebatada nos ciclones torvelinhantes das Impiedades supremas, das Blasfêmias absolutas, gemendo, rugindo, bramando no caos feroz, hórrido, das profundas selvas brutas, a sua formidável Dilaceração humana! A África laocoôntica, alma de trevas e de chamas, fecundada no Sol e na Noite, errantemente tempestuosa como a alma espiritualizada e tantálica da Rússia, gerada no Degredo e na Neve — pólo branco e pólo negro da Dor! Artista?! Loucura! Loucura! Pode lá isso ser se tu vens dessa longínqua região desolada, lá do fundo exótico dessa África sugestiva, gemente, Criação dolorosa e sanguinolenta de Satãs rebelados, dessa flagelada África, grotesca e triste, melancólica, gênese assombrosa de gemidos, tetricamente fulminada pelo banzo mortal [...].
A ousadia de ser preto e poeta -filho de dois ex-escravizados- em um país em pleno regime escravista era ainda pouco pra Cruz e Souza. Em um país que até hoje nega aos negros e negras a voz, que cassa as palavras e fecha os olhos pra sua história, Cruz e Souza tornou-se poeta de uma escola literária que tinha poucos representantes por esses lados do Atlântico e tornou-se o melhor de todos. Em seu poema Emparedado, compartilha a angústia de sua posição:
Como se viesses do Oriente, rei!, em galeras, dentre opulências, ou tivesses a aventura magna de ficar perdido em Tebas, desoladamente cismando através de ruínas; ou a iriada, peregrina e fidalga fantasia dos Medievos, ou a lenda colorida e bizarra por haveres adormecido e sonhado, sob o ritmo claro dos astros, junto às priscas margens venerandas do Mar Vermelho! Artista! Pode lá isso ser se tu és d’África, tórrida e bárbara, devorada insaciavelmente pelo deserto, tumultuando de matas bravias, arrastada sangrando no lodo das Civilizações despóticas, torvamente amamentada com o leite amargo e venenoso da Angústia! A África arrebatada nos ciclones torvelinhantes das Impiedades supremas, das Blasfêmias absolutas, gemendo, rugindo, bramando no caos feroz, hórrido, das profundas selvas brutas, a sua formidável Dilaceração humana! A África laocoôntica, alma de trevas e de chamas, fecundada no Sol e na Noite, errantemente tempestuosa como a alma espiritualizada e tantálica da Rússia, gerada no Degredo e na Neve — pólo branco e pólo negro da Dor! Artista?! Loucura! Loucura! Pode lá isso ser se tu vens dessa longínqua região desolada, lá do fundo exótico dessa África sugestiva, gemente, Criação dolorosa e sanguinolenta de Satãs rebelados, dessa flagelada África, grotesca e triste, melancólica, gênese assombrosa de gemidos, tetricamente fulminada pelo banzo mortal [...].
Há um ano morria Diego Armando Maradona. Sua gloria futebolística talvez seja superada apenas pelo amor que lhe é dedicado em seu país e por volta do globo. Celebrado em vida e na morte, Maradona jogou como poucos, viveu as alegrias do esporte e a tragédia das drogas. É um herói trágico, um gênio de pernas tortas, de comportamento problemático, mas de habilidade inigualável. A paixão por Maradona é sobretudo popular, em Napoli, na Argentina e em toda América Latina. Defensor da Revolução cubana, amigo de Fidel e solidário da luta anti-imperialista, será sempre associado ao povo de seu continente. Diferente da maioria dos jogadores de Futebol, dóceis com os poderosos, enfrentou em diversas oportunidades a FIFA, entidade parasitária do Futebol. Será sempre lembrado, não apenas pela classe de seu futebol, mas pela vida trágica, desesperada, como a vida dos povos da América Latina.
Debate rolando agora no canal da Editora Lutas Anticapital
Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=NLPPft7Creo
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Conversa com o autor - Democracia e Socialismo: Carlos Nelson Coutinho em seu tempo
Neste dia, em 1820, nasceu Friedrich Engels, um dos maiores intelectuais da história da humanidade. Filho de um grande empresário, traiu seu passado burguês e se transformou em um dos principais teóricos do comunismo.
Muito do que os trabalhadores produziram de luta social e avanço político foi inspirado em seu trabalho e intelectualidade.
Vive Engels.
Viva os trabalhadores.
Muito do que os trabalhadores produziram de luta social e avanço político foi inspirado em seu trabalho e intelectualidade.
Vive Engels.
Viva os trabalhadores.
Neste dia, em 1947, nasceu José Paulo Netto, em Juiz de Fora - MG.
José Paulo é um dos principais teóricos brasileiros do marxismo, responsável por diversas traduções e publicações de obras marxistas e marxianas. É um grande teórico e um dos grandes quadros políticos de nosso país.
Saudamos seus 74 anos e esperamos muitos anos de vida ao companheiro.
Viva Zé Paulo Netto.
Viva a revolução comunista.
José Paulo é um dos principais teóricos brasileiros do marxismo, responsável por diversas traduções e publicações de obras marxistas e marxianas. É um grande teórico e um dos grandes quadros políticos de nosso país.
Saudamos seus 74 anos e esperamos muitos anos de vida ao companheiro.
Viva Zé Paulo Netto.
Viva a revolução comunista.
42 anos da Novembrada em Florinanópolis
No dia 30 de novembro de 1979, o então presidente João Batista Figueiredo, faz uma visita a Florianópolis com a intenção de inaugurar uma placa de bronze homenageando o marechal Floriano Peixoto. A placa deveria ser colocada na praça XV de Novembro, em frente ao Palácio do Governador, onde hoje fica o museu Cruz e Souza. Figueiredo não sabia os rumos que este acontecimento teriam.
Antes da ilha de Santa Catarina chamar-se Florianópolis, era conhecida por Nossa Senhora do Desterro. Só após as tropas de Floriano Peixoto derrotarem os federalistas, Hercílio Luz, governador do estado no período, em homenagem ao marechal renomeou a cidade. Parafraseando Franklin Cascaes, como poderia o nome da cidade ter origem no nome do homem que mandou matar tanta gente que aqui morava?
Assim pode-se entender o por quê da revolta da população florianopolitana quanto a inauguração de uma nova homenagem ao marechal Floriano. Porém isso não explica a Novembrada, o Brasil estava numa profunda crise econômica, a inflação aumentava mais a cada dia, a ditadura e repressão faziam 15 anos de existência, a placa de bronze foi apenas o estopim. Figueiredo vinha a Florianópolis na tentativa de construir a imagem de um presidente mais próximo da população e de que o regime estava em transformação.
Do Diretório Central dos Estudantes Luiz Travassos iniciou a organização da revolta, sabendo da vinda do governador, o DCE da UFSC se reuniu e organizou a mobilização. No dia 30 de novembro, ponto facultativo em Florianópolis, Figueiredo chega ao Palácio do Governador, enquanto isso na praça XV de Novembro, estudantes distribuiam panfletos denunciando as verdadeiras práticas do governo, em meio a palavras-de-ordem e fugas da polícia, a população se juntou aos estudantes. A multidão arrancou a placa, símbolo do governo militar.
Nesse dia, 7 estudantes foram presos e enquadrados na Lei de Segurança Nacional, segundo o decreto lei nº 848, que transformava a doutrina de segurança nacional do governo da ditadura em legislação, era considerado crime passível de exílio e a pena de morte, casos de “guerra psicológica adversa, ou revolucionária, ou subversiva.” O governo era repressivo contra qualquer opinião antagônica a sua, combatendo duramente os movimentos sociais, o que fica claro no Art. 2° deste decreto “A segurança nacional a garantia da consecução dos objetivos nacionais contra antagonismos, tanto internos como externos.”
A Novembrada tornou-se um exemplo para o resto do país, diversas revoltas aconteceram contra a ditadura nos anos seguintes, articulando o movimento que ficou conhecido como Diretas Já. A ditadura foi derrotada, com isso a democracia se estabeleceu e a Constituição Cidadã de 1988 foi outorgada, mesmo assim vemos cotidianamente que direitos como de se organizar politicamente, expressar sua posição política nas ruas, ainda sofrem de repressão por parte das forças policiais do Estado.
Texto: Pedro Cristiano de Azevedo
No dia 30 de novembro de 1979, o então presidente João Batista Figueiredo, faz uma visita a Florianópolis com a intenção de inaugurar uma placa de bronze homenageando o marechal Floriano Peixoto. A placa deveria ser colocada na praça XV de Novembro, em frente ao Palácio do Governador, onde hoje fica o museu Cruz e Souza. Figueiredo não sabia os rumos que este acontecimento teriam.
Antes da ilha de Santa Catarina chamar-se Florianópolis, era conhecida por Nossa Senhora do Desterro. Só após as tropas de Floriano Peixoto derrotarem os federalistas, Hercílio Luz, governador do estado no período, em homenagem ao marechal renomeou a cidade. Parafraseando Franklin Cascaes, como poderia o nome da cidade ter origem no nome do homem que mandou matar tanta gente que aqui morava?
Assim pode-se entender o por quê da revolta da população florianopolitana quanto a inauguração de uma nova homenagem ao marechal Floriano. Porém isso não explica a Novembrada, o Brasil estava numa profunda crise econômica, a inflação aumentava mais a cada dia, a ditadura e repressão faziam 15 anos de existência, a placa de bronze foi apenas o estopim. Figueiredo vinha a Florianópolis na tentativa de construir a imagem de um presidente mais próximo da população e de que o regime estava em transformação.
Do Diretório Central dos Estudantes Luiz Travassos iniciou a organização da revolta, sabendo da vinda do governador, o DCE da UFSC se reuniu e organizou a mobilização. No dia 30 de novembro, ponto facultativo em Florianópolis, Figueiredo chega ao Palácio do Governador, enquanto isso na praça XV de Novembro, estudantes distribuiam panfletos denunciando as verdadeiras práticas do governo, em meio a palavras-de-ordem e fugas da polícia, a população se juntou aos estudantes. A multidão arrancou a placa, símbolo do governo militar.
Nesse dia, 7 estudantes foram presos e enquadrados na Lei de Segurança Nacional, segundo o decreto lei nº 848, que transformava a doutrina de segurança nacional do governo da ditadura em legislação, era considerado crime passível de exílio e a pena de morte, casos de “guerra psicológica adversa, ou revolucionária, ou subversiva.” O governo era repressivo contra qualquer opinião antagônica a sua, combatendo duramente os movimentos sociais, o que fica claro no Art. 2° deste decreto “A segurança nacional a garantia da consecução dos objetivos nacionais contra antagonismos, tanto internos como externos.”
A Novembrada tornou-se um exemplo para o resto do país, diversas revoltas aconteceram contra a ditadura nos anos seguintes, articulando o movimento que ficou conhecido como Diretas Já. A ditadura foi derrotada, com isso a democracia se estabeleceu e a Constituição Cidadã de 1988 foi outorgada, mesmo assim vemos cotidianamente que direitos como de se organizar politicamente, expressar sua posição política nas ruas, ainda sofrem de repressão por parte das forças policiais do Estado.
Texto: Pedro Cristiano de Azevedo
Neste dia, em 1886, nasceu Zhu De, general, estrategista militar, político e revolucionário Chinês .
Zhu De foi um dos grandes líderes militares da revolução; hábil estrategista, foi um dos dirigentes da teoria de guerra de guerrilha para a revolução. Sua capacidade militar única lhe garantiu a confiança de Mao Zedong e um papel importante na direção da revolução socialista chinesa. Fundou o Exército Vermelho e posteriormente o Exército de Libertação Popular.
Seu legado militar é reconhecido até hoje. Foi responsável pela vitória na Segunda Guerra Sino-Japonesa e pela estratégia tomada na Ofensiva dos Cem Regimentos.
Faleceu em 1976 como um dos mais importantes dirigentes revolucionários da história.
Na foto: Mao Zedong e Zhu De
Zhu De foi um dos grandes líderes militares da revolução; hábil estrategista, foi um dos dirigentes da teoria de guerra de guerrilha para a revolução. Sua capacidade militar única lhe garantiu a confiança de Mao Zedong e um papel importante na direção da revolução socialista chinesa. Fundou o Exército Vermelho e posteriormente o Exército de Libertação Popular.
Seu legado militar é reconhecido até hoje. Foi responsável pela vitória na Segunda Guerra Sino-Japonesa e pela estratégia tomada na Ofensiva dos Cem Regimentos.
Faleceu em 1976 como um dos mais importantes dirigentes revolucionários da história.
Na foto: Mao Zedong e Zhu De
Neste dia, em 1956, 82 guerrilheiros saltavam do #Granma em Las Coloradas, liderados por Fidel, prontos para serem "livres ou mártires". Dos 82, 12 sobreviveram e lideraram a mais longa revolução das américas.