Contrapoder
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Seja bem-vindo e bem-vinda ao Canal do Contrapoder!
Somos uma ferramenta político-programática que visa auxiliar na criação de um programa socialista para os trabalhadores brasileiros.
À luta!
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#Entrevista: A desmilitarização da polícia e da política

Retomando nossa série de entrevistas, apresentamos hoje nossa conversa com o advogado Cristiano Maronna sobre políticas de segurança pública, militarização e desmilitarização da polícia, relação da polícia e política militarizada, a ascensão de Bolsonaro e guerras as drogas.
Cristiano Maronna é mestre e doutor em Direito Penal pela Universidade de São Paulo (USP). Foi presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), secretário executivo da Plataforma Brasileira de Política de Drogas (2014/21) e Conselheiro Seccional da OAB-SP. É membro do Conselho de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) e diretor da Plataforma Justa.org.br.

Assista: https://bit.ly/egilson10y
#Artigo Lorena Duarte
Com o resultado do julgamento em segunda instancia, estamos respostando o artigo "O Estado contra Mari Ferrer". Mais uma vez a impunidade triunfa.
Leia: https://bit.ly/alorenad1120
Curso Completo: Raça na luta de classes: Da teoria à práxis
O curso Raça na Luta de classes: da teoria à práxis traz uma proposta de formação teórica e política. É um convite à retomada da teoria revolucionária e socialista para a compreensão do funcionamento do capitalismo e organização para a luta. Para tanto, teremos a preocupação de entender as particularidades do nosso tempo e do Brasil.
Compreender os conceitos que interpretam a formação concreta da sociedade de classes é tarefa indispensável para a organização dos movimentos revolucionários. Também, é um movimento sem o qual não conseguimos entender e nos colocar diante das oportunidades históricas, do momento presente político e traçar caminhos para a transformação da sociedade. Nosso objetivo, portanto, é contribuir para a formação de militantes, os mais diversos em distintas organizações, para a crítica e o afastamento da espontaneidade e inação política, da redução da luta revolucionária, além da fundamentação teórica das pautas concretas dos trabalhadores e a denúncia da exploração e opressão que nos assola. O curso de formação Raça na Luta de Classes: da teoria à práxis se divide em quatro blocos com dois encontros virtuais semanais em cada bloco; um voltado à teoria, outro discutindo a conjuntura atual.
Acesse o curso completo aqui: https://bit.ly/cursocompletoracismo2021
Há 54 anos, Ernesto Che Guevara foi assassinado pelos agentes do imperialismo estadunidense.
O mais internacionalista dos internacionalistas tombou lutando por um novo mundo.
"Lutam melhor os que têm belos sonhos."
¡Viva Che Guevara!
Boa semana!
El descubrimiento

"En 1492, los nativos descubrieron que eran indios,
descubrieron que vivían en América,
descubrieron que estaban desnudos,
descubrieron que existía el pecado,
descubrieron que debían obediencia a un rey y a una reina de otro mundo y a un dios de otro cielo, y que ese dios había inventado la culpa y el vestido
y había mandado que fuera quemado vivo quien adorara al sol y a la luna y a la tierra y a la lluvia que la moja."

Eduardo Galeano
#Editorial Por uma frente da esquerda contra a ordem
É tarefa urgente uma frente que combata o bolsonarismo e os programas de reconciliação com a burguesia por dentro da ordem capitalista.
É fundamental a unidade dos socialista por um novo futuro.
Leia: https://bit.ly/econtrapoder_131021
Hoje, nosso editor Plinio Jr. completo 64 primaveras!
Parabéns Plininho!
Belo registro da luta pelo direito à vida e dos povos originários chilenos.

No olvidamos ni perdonamos

Foto: @droneandrebel2.0

#ChileDesperto #ACAB #lamarchamasgrandedechile #Contrapoder
Arte de
@crisvector

Os crimes de Bolsonaro do relatório da #CPIdaCOVID
Hoje é o quarto aniversário da libertação de Raqqa, a antiga capital do ISIS. Houve uma grande coalizão global para o combate ao Estado Islâmico e às suas ações. Mas, nesta batalha, como na maior parte da guerra contra o ISIS, houve um setor que foi o principal protagonista: os curdos. O maior povo despatriado do mundo, perseguido por séculos, foi o principal combatente contra o Estado Islâmico, sendo marcado, em especial, pelos batalhões de mulheres.
Vale destacar ainda, os batalhões dos partidos de origem marxista revolucionária, setor que deu origem a diversos movimentos e ganhou diversas batalhas.
Após a derrota do ISIS os curdos continuam sendo perseguidos pelo Estado sírio e pelo Estado turco, isso com apoio da Rússia e dos EUA. Hoje os curdos estão denunciando e combatendo sozinhos a rearticulação do ISIS nos territórios históricos do Curdistão na Síria e no Iraque.
A luta dos curdos, pela liberdade e contra a opressão, também é nossa luta.
Pela libertação total do povo curdo!
Dois anos da histórica manifestação de 25 de outubro no Chile!
Essa foto, que rodou o mundo, foi feita em Santiago e mostra a força do povo chileno contra o governo e contra a ordem capitalista.
Viva o povo chileno
Viva os que lutam contra a exploração e a opressão.

#Chile #ChileDesperto #Contrapoder

Foto: Pedro Ugarte – AFP
#Editorial Uma CPI muito aquém do holocausto
Nesta edição do nosso editorial, analisamos o processo da #cpidacovid19, seus limites, seus avanços e, centralmente, a falta de um movimento de massas que impulsione as conclusões da CPI para a efetiva responsabilização dos culpados.

Leia: https://bit.ly/econtrapoder_251021
104 anos da Revolução de Outubro

A Revolução de outubro é o grande marco para os socialistas. Os bolcheviques liderados por Lênin, puseram fim a revolução menchevique (liberal) que estava sendo conduzida na Rússia e iniciaram a experiência soviética.

Os revolucionários bolcheviques estatizaram bancos, estradas de ferro e industrias, expropriaram a burguesia, confiscaram as terras da nobreza e da Igreja, que foram distribuídas entre os camponeses e entregaram o poder político aos sovietes. Conselhos verdadeiramente democráticos, que abriam para que o povo, operários e camponeses pudessem participar diretamente das decisões da Revolução.

O movimento contrarrevolucionário apoiado pela burguesia europeia e a guerra civil que se sucedeu fizeram com que a revolução retrocedesse. Mesmo assim, a centelha revolucionária acesa naquele outubro de 1917 brilha aos olhos de todas e todos aqueles que desejam a Revolução Socialista.
Milton Nascimento, 79

“A jogar o meu braço no mundo, fazer meu outubro de homem, matar com amor essa dor” – esse Outubro de 1942 por um dia de diferença não coincidiu com aquele outro outubro, Bolchevique, de 1917. O mineiro de criação – carioca de nascimento –, de Três Pontas, “jogou o braço no mundo” e, em torno desse braço, canção amiga, se fez e aglutinou uma verve central da música brasileira moderna. A “voz de Deus”, diria Elis Regina, do “Mundo, de Minas Gerais”, trouxe ao mundo sua voz e sua sonoridade única, identidade mineira, mas também cosmopolita. Tão mineira quanto o trem, quanto o encontro simples das ruas Divinópolis e Paraisópolis, no bairro de Santa Tereza-BH, de onde se vê, de fronte, o Curral D’El Rey, no qual “Janelas se abrem ao negro do mundo lunar” (ao anoitecer, uma das imagens mais belas e singelas que se pode ver na vida). Tão cosmopolita que enfrenta esteticamente boçais no auge da ditadura: quando os censores – analfabetos estéticos – barram a maioria das canções de Milagre dos Peixes, Milton insiste: “vamos gravar assim mesmo, só o instrumental.”
Milton universal, de canções dignas de grande narrador da vida daqueles a quem pouco se dá atenção. O trabalhador do sal que “trabalha o dia inteiro pra vida de gente levar”: trabalha para ver a família sorrir, a mulher se vestir, para o filho ir para a escola, “que é pra não ter meu trabalho e vida de gente levar.” De Morro velho, canção da aparente igualdade do filho do senhor – “filho de branco” – e do filho do trabalhador braçal – “filho do preto”, onde “crescem os dois meninos, sempre pequeninos” e, nas profundezas da realidade além da aparência fraterna, “Filho do senhor vai embora/ Tempo de estudos na cidade grande/ Parte, tem os olhos tristes/ Deixando o companheiro na estação distante// (...) Quando volta já é outro/ Trouxe até sinhá-mocinha para apresentar// (...) Já tem nome de doutor/ E agora na fazenda é quem vai mandar/ E seu velho camarada/ Já não brinca mais, trabalha.” Miltons: da Travessia, de Txai, de Sentinela, da Missa dos Quilombos, de Minas, das Geraes, do Clube, de Encontros e Despedidas...
Hoje “É dia de festa e a cidade se enfeita para ver o trem chegar”. Festejemos Milton, o trem que chega, dançando o que se for dançar: “Se você quiser eu danço com você no pó da estrada.” A estação, mineira de fato, universal de direito, é onde tudo começa e termina, onde “chegar e partir são só dois lados da mesma viagem”, onde “O trem que chega é o mesmo trem da partida.”

“Minha história está contada, vou me despedir.”
Temos a grande sorte de sermos contemporâneos de Milton.
Viva nosso Milton Nascimento! Viva o Brasil que o Brazil – como diria Mestre Aldir – desconhece ou ignora.
Neste dia, em 1982, nasceu Graciliano Ramos de Oliveira.

“A primeira coisa que nos diz uma obra de arte é que o mundo da liberdade é possível, e isso nos dá força para lutar contra o mundo da opressão.”