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#AoVivo 50 anos de As veias aberta da América Latina.
Quarta-feira, 25/08, às 18h30, debateremos um dos marcos literários do nosso continente, o livro "As veias abertas da América Latina" que faz 50 anos de sua primeira publicação. Para falarmos sobre, convidamos o professor Waldir José Rampinelli para uma conferência sobre a obra e sua infeliz atualidade.

Programe-se:
Youtube: https://bit.ly/veiasabertas50_yt
Facebook: https://bit.ly/veiasabertas50_fb
Em memória de Trotsky: por um marxismo revolucionário, crítico e aberto ao contraditório.
Em 21 de agosto de 1940, Leon Trotsky, aos seus 60 anos, falecia depois de ser brutalmente golpeado na cabeça dentro de sua casa em Cocoyacán, no México, onde vivia em exílio. A execução foi operada pelo agente do NKVD (Comissariado do Povo Para Assuntos Internos da URSS) Ramón Mercader, a mando de Josef Stálin, que se utilizou de uma picareta durante o ato, ferramenta esta que veio a se tornar um símbolo do stalinismo. O atentado contra Trotsky ocorreu na tarde do dia 20 de agosto, quando Mercader veio até ele em sua casa e o golpeou em seu escritório enquanto Trotsky revisava um artigo escrito pelo assassino que se infiltrou entre o seu círculo pessoal e político. Depois de levado ao hospital e entrar em coma, o revolucionário marxista veio a falecer no dia seguinte.
O legado de Trotsky, mesmo que ainda vivo, foi fundamental para a fundação da IV Internacional e os debates que caracterizam períodos importantes nas disputas geopolíticas daquele contexto, desde a ascensão do stalinismo e a capitulação cada vez mais marcante da degeneração burocrática do partido comunista e do Estado soviético, assim como das críticas à socialdemocracia e ao nazifascismo naquele período.
Sua morte representa parte de uma série de processos ainda mais violentos e autoritários protagonizados pelo Estado burocrático chefiado por Stálin e sua cúpula que implementou um grande regime de terror e expurgos na União Soviética, prendendo, torturando e assassinando centenas de dirigentes da Revolução Russa, reprimindo e perseguindo trabalhadores, camponeses, minorias étnicas e sexuais, censurando artistas e atrofiando cada vez mais as possibilidades de um modelo de socialismo autenticamente dirigido pela classe trabalhadora e contemplando uma verdadeira democracia proletária.
Sem ignorar as suas contradições enquanto dirigente da revolução que existiram e não devem ser apagadas, mas sim superadas dialeticamente, devemos reivindicar o legado de Trotsky e todas as suas contribuições acerca de questões importantes que permitiram traçar leituras consistentes em conjunturas que sucederam, inclusive, sua morte como na luta em defesa das conquistas da Revolução Russa e a oposição ao Estado burocraticamente degenerado sob a hegemonia stalinista; a perspicácia de compreender o capitalismo desde os países da ordem até as realidades periféricas através das lentes da teoria do desenvolvimento desigual e combinado; a defesa da revolução permanente, internacionalista e que cumpra as tarefas democráticas como parte de um processo ininterrupto e constante; assim como a luta contra as opressões raciais, a censura e pela autodeterminação dos povos oprimidos.
Por Rodrigo Soares, Na Raiz
230 anos da REVOLUÇÃO NEGRA DO HAITI

“Em agosto de 1791, passados dois anos da Revolução Francesa e dos seus reflexos em São Domingos (hoje Haiti), os escravos se revoltaram. Em uma luta que se estendeu por doze anos, eles derrotaram, por sua vez, os brancos locais e os soldados da monarquia francesa. Debelaram também uma invasão espanhola, uma expedição britânica com algo em torno de sessenta mil homens e uma expedição francesa de semelhantes dimensões comandada pelo cunhado de Bonaparte. A derrota da expedição de Bonaparte, em 1803, resultou no estabelecimento do Estado negro do Haiti, que permanece até os dias de hoje”. Com essas palavras C.R.L. James resume atos de um dos acontecimentos mais épicos da luta revolucionária mundial, a primeira revolução negra e de libertação nacional da América Latina.
230 anos depois, os estados acima relacionados jamais perdoaram a população do Haiti pela sua rebeldia e disposição de luta, haja vista a “invisibilidade” do sofrimento dessa população, vítima recorrente de fenômenos naturais catastróficos. A revolução, iniciada por Toussant L’Overture e concluída por Dessalines, além de colocar ambos entre os maiores estrategistas militares do século XIX, foi protagonizada pelos escravizados de África no Haiti e deve se celebrada por todos aqueles que lutam contra o colonialismo e o imperialismo em todos os tempos e particularmente na América Latina, palco de lutas de libertação ainda em curso.
Nossa solidariedade ao povo haitiano, vítima de terríveis terremotos, em 2010 e 2021, acontecimentos que entristecem, mas não ofuscam a memória e a comemoração de 230 anos de uma revolução extraordinária
Em 22 de agosto de 1981, morria Glauber de Andrade Rocha, aos 42 anos, não pela vontade de Deus ou de uma doença qualquer, mas “de uma doença chamada Brasil”, nas palavras de sua própria mãe, Lúcia. Glauber Rocha é até hoje considerado um dos mais importantes cineastas brasileiros e foi uma figura chave do Cinema Novo, o movimento brasileiro paralelo à Nouvelle Vague francesa, ao Neuer Deutscher Film alemão e a outros tantos movimentos internacionais que, após a Segunda Guerra Mundial, buscaram autonomia para fazer um cinema sem seguir os parâmetros estéticos da indústria cultural de Hollywood. Buscando produzir imagens nacionais para um público nacional, cada um desses movimentos, em seus países de origem, atingiram a fama global. Glauber foi, de fato, o cineasta brasileiro mais respeitado internacionalmente: Deus e o diabo na terra do sol (1964) é premiado no Festival de Cinema Livre de Porreta, na Itália; Terra em transe (1967) recebe o prêmio Luís Buñuel no Festival de Cannes; no mesmo festival, O dragão da maldade contra o Santo Guerreiro (1969) ganha o prêmio de melhor direção. Em 1969, participa do júri do 6º Festival Internacional de Cinema de Moscou. Um ano depois, no Quênia, filma O leão de sete cabeças; ainda em 70, na Espanha, roda Cabeças cortadas, cuja exibição no Brasil foi proibida pela censura até 1979. Deixou o Brasil em 1971, em um exílio voluntário e quase nômade pelo mundo, até retornar ao Rio de Janeiro, vindo de Lisboa, pouco antes de morrer. O discurso de um consternado Darci Ribeiro, à beira do caixão, é uma das sequências mais cortantes da cinematografia nacional, filmada por Silvio Tendler.
Profundamente experimentais, como se refletissem as contradições dos meios de produção de seu tempo, os filmes de Glauber Rocha são marcados pelo barroco e pela utopia. Dirigindo-se aos problemas do país, às vezes de maneira trágica, às vezes com ironia cáustica, mas sempre crítica sem deixar de perder a esperança, Glauber Rocha tematizou a fome como metáfora dos problemas do subdesenvolvimento e do que, à época, chamava-se de “Terceiro mundo”. Esse é o ponto principal de seu famoso ensaio “Eztétyka da fome”, no qual contundentemente afirmava que “a trágica originalidade do Cinema Novo” era justamente uma fome que, “sendo sentida, não é compreendida” – cabe ao cinema nacional digeri-la, em profícuo diálogo com as outras manifestações estéticas nacionais, como a literatura, o futebol, as culturas dos povos originários, a cultura afro e, é claro, a política. Daí que Glauber tire, dessa “eztétyka”, duas conclusões totalmente inusitadas ao senso comum: da fome, surge a violência revolucionária – “Enquanto não ergue as armas, o colonizado é um escravo; foi preciso um primeiro policial morto para que o francês percebesse um argelino.” Mas uma violência que recusa o ódio, pois está cheia de amor: “O amor que esta violência encerra é tão brutal quanto a própria violência, porque não é um amor de complacência ou de contemplação, mas um amor de ação e transformação.” Pois, como Glauber afirmou mais de uma vez, a arte é tão dura quanto o amor.
#Editorial
Intervenção popular ou descalabro sem fim
"As mudanças propostas na organização do Estado na PEC-32 são um ataque direto contra os servidores públicos, mas, sobretudo, um atentado contra todos os que dependem de políticas públicas."
Leia: https://bit.ly/ecp_230821
Agora, na Praça dos Três Poderes.
#MarcoTemporalNão!
Foto: @iancoelhonegro
Recadinho que mandamos ontem no nosso whatsapp

🗒 Hoje o recado é um pouco maior e diferente do normal.

📕 Faremos duas ações em homenagem aos 50 anos do livro "As veias abertas da América latina" de Eduardo Galeano.

🎥 O primeiro é um ao vivo com o professor Waldir Rampinelli, que será na quarta-feira, 25/08, às 18h30, em nosso canal no youtube e em nossa página no facebook.

📌 Também estamos fazendo uma promoção. Sortearemos dois exemplares da nova edição do livro. Um para nossos apoiadores e uma para o publico em geral.

Vamos aos links:
💰 Apoie o Contrapoder e concorra: https://www.catarse.me/contrapoderbr

🎞 Ao vivo:
Youtube: https://bit.ly/veiasabertas50_yt
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📷 Promoção aqui:
Postagem no instagram: https://www.instagram.com/p/CS7pWikncI_/

Boa semana! ❤️
"me enterrem com os trotskistas/  na cova comum dos idealistas/onde jazem aqueles/que o poder não corrompeu". Esses versos de Paulo Leminski já demonstram sua afeição a um ideal político libertário e revolucionário. Nascido em 24 de agosto de 1944, Leminski é um dos maiores autores brasileiros. Além dos versos espirituosos, engraçados, modazes e profundos, o autor curitibano também escreveu um tratado sobre Trostski e a Rússia. Apesar de já ter demonstrado simpatia pelo Liberdade e Luta - o Libelu, importante célula de resistência durante a ditadura militar - a ideia de fazer uma biografia sobre Trotski surgiu a partir de uma pergunta de sua filha de 15 anos sobre a Revolução Russa. A partir de então Leminski se lançou no audacioso projeto que mistura uma linguagem informal com referências aos irmãos Karamazov e criou um ensaio biográfico cheio de paixão e revolução. Celebrar o aniversário de Leminski é também se lembrar de seus ideais e a força revolucionária de suas palavras: "en la lucha de clases / todas las armas son buenas / piedras, noches, poemas”. Isso de ler Leminski ainda vai nos levar além.
Neste dia, em 1911, nasceu o comandante supremo do Exército do povo do Vietnã, líder militar e político da liberação do Vietnã e o único comandante militar que ganhou as quatro guerras que lutou.
Sem romantizações, Giap viu sua família ser dizimada pelos franceses como retaliação à sua militância, antes de ser um gênio militar era um homem simples e de uma moral irretocável. No ano passado fizemos uma homenagem para ele, você pode ler aqui.
O texto que publicamos para marcar seus 110 anos é um discurso proferido no seminário cientifico “Vitória na primavera de 1975 — a grande habilidade e inteligência do Vietnã” no Thong Nhat Palace em Ho Chi Minh City em Abril de 2005, nele podemos ler um pouco da estratégia sobre a guerra e um balanço da revolução e seus limites.
Viva Giap e a liberação dos povos oprimidos!
“Assim, quando apreciamos o papel do homem na luta armada e nas forças armadas, devemos assinalar claramente seu caráter de classe, é dizer, ver qual é a classe que leva a cabo a guerra e a natureza de classe dessas forças armadas. Ali reside a diferença fundamental entre a ciência militar proletária e a ciência militar burguesa.”
Em “O homem e a arma” artigo de Vo Nguyen Giap
Leia aqui: https://bit.ly/agiap_0821
Israel é um projeto colonial

#freepalestine
Na luta contra o genocídio dos povos indígenas e o marco temporal, o movimento indígena posicionou um caixão gigante em frente ao Palácio do Planalto.

#marcotemporalnão #forabolsonarogenocida #ForaBolsonaro

Foto: Scarlett Rocha/ @scarlettrphoto