BaixaCultura
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Do conto “ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão” vem a notícia de que na embaixada indiana em Pequim, a NSA descobriu que alguém, possivelmente o governo chinês, invadiu os computadores locais. Com isso, a ardilosa NSA passou a coletar regularmente as informações também para si.

Via CCDPOA: https://theintercept.com/2019/05/29/nsa-sidtoday-surveillance-intelligence/
"Monster Match não é realmente um aplicativo de namoro, mas sim um jogo para mostrar o problema com aplicativos de namoro".

Confira a matéria da WIRED (em inglês) sobre MonsterMatch, um simulador que revela a discriminação algorítmica em ação na maioria dos aplicativos de namoro: https://www.wired.com/story/monster-match-dating-app/
Forwarded from Outras Palavras
CONTROLE DA INTERNET, UMA NOVA "CORRIDA ESPACIAL"

Ataque dos EUA a Huawei é só o começo de uma disputa maior pelo monopólio da tecnologia 5G. China está na frente — e pode dominar mercado europeu e enfraquecer hegemonia da Casa Branca em capturar nossos dados. Por Luís Leiria, na Esquerda.net: http://bit.ly/2KAETTV
A internet está se tornando uma floresta negra. Esta é a tese compartilhada pelo americano Yancey Strickler em um artigo colocado no ar em 20 de maio de 2019 na publicação de ciência e tecnologia OneZero, do Medium. Segundo ele, em resposta ao ambiente predatório que parte da internet se tornou, com anúncios, monitoramento e trolls, muitos usuários estão se voltando cada vez mais para canais privados, para espaços mais restritos e seguros, como o das newsletters, grupos de mensagem e canais no Slack, fora do mainstream da internet.

No Nexo: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/05/23/O-que-é-a-teoria-da-floresta-negra-da-internet
LEAKS LAVA JATO

Sergio Moro e Deltan Dallagnol trocaram mensagens de texto que revelam que o então juiz federal foi muito além do papel que lhe cabia quando julgou casos da Lava Jato. As conversas fazem parte de um lote de arquivos secretos enviados ao The Intercept por uma fonte anônima há algumas semanas (bem antes da notícia da invasão do celular do ministro Moro, divulgada nesta semana, na qual o ministro afirmou que não houve “captação de conteúdo”). "O único papel do veículo, segundo eles, "foi receber o material da fonte, que nos informou que já havia obtido todas as informações e estava ansiosa para repassá-las a jornalistas. A declaração conjunta dos editores do The Intercept e do Intercept Brasil explica os critérios editoriais usados para publicar esses materiais, incluindo nosso método para trabalhar com a fonte anônima."

https://theintercept.com/2019/06/09/chat-moro-deltan-telegram-lava-jato/
e-flyer seminário ciencia cidada e inovação social(1).jpg
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Já começou o seminário Ciência Aberta e Inovação Cidadã, nop CPF Sesc, em SP, mas ainda é possível participar. Programação vai até amanhã.
Vale conferir a publicação de Paula Jaramillo, pesquisadora de assuntos legais da Derechos Digitales, sobre Criações Culturais e Novas Tecnologias. A publicação de dois relatórios, um chileno e outro americano, mostra uma visão muito otimista para criações culturais cuja produção está aumentando. A pesquisa destrói o mito de que esses conteúdos estão destinados a desaparecer devido ao uso massivo de novas tecnologias, pois, ao contrário, se constituem como um canal novo e validado para a divulgação das obras.

Via CCDPOA: https://www.derechosdigitales.org/8159/creacion-cultural-y-nuevas-tecnologias-cae-el-mito/
Forwarded from Direitos na Rede
📍Matéria do coletivo Marco Zero Conteúdo sobre eventuais reflexos do caso #VazaJato, revelado pelo The Intercept Brasil.

📢"Um dos trabalhos dos ciberativistas é desconstruir mitos sobre a internet e suas possibilidades, um deles é sobre a 'deep web' que se trata, na verdade, de uma camada da rede mundial de computadores em que é possível navegar sob anonimato. Nem tudo que é feito neste local é criminoso, é o que reivindicam ativistas." 💪👾

Confira:

http://marcozero.org/ciberativistas-estao-preocupados-com-desdobramentos-do-escandalo-envolvendo-a-lava-jato/
O Firefox está ampliando a família com três novos produtos. Firefox Lockwise (https://lockwise.firefox.com) é um app para celulares que gerencia senhas, para que cada site tenha uma senha diferente e complexa. Firefox Send (https://send.firefox.com) é um sistema para facilitar o envio de arquivos grandes de um lado para o outro. E Firefox Monitor (https://monitor.firefox.com/) ajuda na proteção. Digite lá seu email e ele informará em quantos sites dados relacionados àquele seu email foram vazados, de modo parecido ao Have you Been Pwned (https://haveibeenpwned.com/)

Via Meio:
https://lockwise.firefox.com/?utm_source=meio&utm_medium=email
"Você ainda se assusta quando ouve o termo “hacker”? Acha que eles são seres exóticos, madrugadores diante de uma tela preta de código alimentados a pizza e coca-cola que quando menos se espera descobrirão todas as suas senhas, apagarão todos os seus arquivos, rodarão scripts que vão “raspar” todos os seus dados na rede e ainda escreveram mensagens engraçadinhas em cores berrantes na tela de seu computador ?"

Se você está lendo esse texto provavelmente não acha nada disso, embora algumas das ações escritas acima são mesmo corriqueiras no mundo hacker (descubra qual/quais e ganhe um doce!). Já não é de hoje que o termo perdeu aquele nefasto significado de “piratas de computador” que filmes e jornalistas usavam e abusavam na década de 1990 até pouco tempo atrás, para falar dos “perigos” da internet. Com a onipresença da tecnologia digital e o “big data”, hoje dá até pra dizer que o hacker está mais pra herói do que vilão – é aquele que, armado com dados abertos e conhecimentos avançados de linguagens de programação (mas não só; conhecimento de qualquer coisa pode servir para “hackear algo”) ajuda a sociedade a entender como funciona para, então, agir nela com eficiência e transparência."

Escrevemos isso em 2014, quando da inauguração do Laboratório Hacker - Câmara dos Deputados. Cinco anos depois, talvez tenhamos errado: ele continua sendo criminalizado como "vilão". Então taí uma boa hora de trazer esse trecho novamente:
http://baixacultura.org/quem-tem-medo-de-hacker/
O Reino Unido deu luz verde ao processo de extradição de Julian Assange para os Estados Unidos. O ministro britânico do Interior, Sajid Javid, confirmou nesta quinta-feira na BBC a medida contra o fundador do WikiLeaks. “Assange está onde tem que estar, preso. Há um pedido de extradição dos Estados Unidos pendente da decisão dos tribunais, mas ontem [quarta-feira] assinei a ordem de extradição e a certifiquei, para que seja apresentada amanhã mesmo à Justiça”, declarou.

A audiência de extradição está marcada para esta sexta-feira e, dependendo das condições físicas de Assange, de 47 anos, poderia ocorrer na própria prisão de Bemarsh, em Londres, onde ele se encontra detido.

https://brasil.elpais.com/brasil/2019/06/13/internacional/1560417837_663803.html?id_externo_rsoc=FB_BR_CM&hootPostID=45ad7bf3ddff19aef10ac0fa65f9d5d2&fbclid=IwAR1s9jGODjjt7AOh9rLsKCJFpd0jGmOg6V1O-dbNvYIKQd3tbJM-GoQyvPk
Forwarded from Tecnotas mar1sc0tron
CripTainha: Aberta a temporada de pesca de boas ideias em Floripa!

Os mares estão revoltos, e como diz o ditado “Mar calmo não faz bom marinheiro”. É neste cenário, no inverno de Floripa, em plena temporada de pesca da tainha, em que resolvemos realizar a CripTainha, uma iniciativa inspirada nas CryptoParties mundiais, na CryptoRave e em outras criptofestas brasileiras.


Com a Criptainha queremos construir um encontro aberto, fraterno e divertido para a troca de experiências sobre tecnologia, política, criptografia, segurança holística, software livre, arte e cultura e o que mais cair na rede.

O evento acontecerá em um sábado, 06/07, no Instituto Arco-Íris que fica no centro, em local muito próximo do terminal central e da rodoviária. Convidamos a tod@s que inscrevam suas atividades até o dia 22/06.

Nosso site e o evento em si estão em construção, e ao longo dos próximos dias vamos lançando mais informações na rede.

Espia lá o boca mole!
https://criptainha.libertar.org/2019/05/22/hello-tainha/
O vídeo falso mostra Zuckerberg dizendo: “imagine isso por um segundo: um homem, com controle total de bilhões de dados roubados, todos os seus segredos, suas vidas, seu futuro. Eu devo tudo isso à Spectre. A Spectre me mostrou que quem controla os dados controla o futuro”.

Por que Mark Zuckerberg foi o alvo da vez? Parece ser uma provocação. Recentemente, o Facebook foi criticado por não excluir um deepfake de Nancy Pelosi, atual presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, por considerar que o vídeo não viola as suas políticas. Nele, Pelosi parecia estar bêbada. O YouTube, por sua vez, removeu a publicação.

O deepfake de Zuckerberg teria sido criado, portanto, para checar se o Facebook manteria esse discurso com uma “vítima” da sua própria casa. A empresa teve que manter. Se tivesse removido o vídeo, o Facebook estaria sendo acusado de hipocrisia a essa hora.

Via Tecnoblog: https://tecnoblog.net/294405/facebook-vai-manter-deepfake-de-mark-zuckerberg/
"Paranóia hacker", programa do Youtube de periodicidade aleatória do hackerspace Matehackers, lançou hoje um vídeo explicando, de forma simples, como funciona a criptografia do WhatsApp e do Telegram. A partir dos vazamentos publicados pelo The Intercept, Lucas Zawacki mostra como se dá o armazenamento de dados e a criptografia nesses aplicativos e discute sua hipótese sobre o vazamento das conversas no Telegram envolvendo integrantes da operação Lava Jato.

Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=NC6TP_gx8jA&fbclid=IwAR1SoX3iWQTZIC5Fj2D7JbIChSDOqrmUvKXMxZQuqvCm8vvpwpKVyCJYylo
O Meio, newsletter que é uma de nossas fontes diárias de informação por aqui, fez uma edição de sábado (especial para assinantes) dando destaque a alguns causos da cultura hacker. Um deles (os outros vamos postar nos próximos dias).

"Na virada dos anos 1980 para 90, adolescentes curiosos por computadores começaram a se encontrar e trocar informações sobre como invadir sistemas para ter acesso a computadores nos quais jamais poderiam sonhar mexer. Um desses garotos, um novaiorquino chamado Mark Abene, se tornou o primeiro hacker celebridade. Na rede, atendia pelo nome Phiber Optik. Já hackeava aos 13 anos e, ainda menor de idade, se exibia em conferência invadindo sistemas na frente dos outros. Quando um dia se sentiu insultado por um comentário do liricista do Grateful Dead John Perry Barlow, outro pioneiro da internet, respondeu em 13 minutos publicando online a história de crédito do poeta.

Phiber Optik, num debate: “Conheço seu ponto de vista pois já li seus artigos e assisti sua palestra. Sei que você acredita que qualquer acesso não autorizado é crime. Não posso concordar. Aos 17 eu não tinha como comprar um Unix ou um VAX, ou mesmo a minha própria central telefônica. Mas estas eram as coisas pelas quais eu me interessava, tinha curiosidade sobre como funcionavam, em aprender a programar. Nunca teria acesso a esse tipo de sistema se não aprendesse a invadir computadores.”

Em seu livro The Hacker Crackdown, o escritor Bruce Sterling descreve o grande feito de Phiber Optik

“O crash começou numa tarde de segunda-feira, numa única central telefônica em Manhattan. Aí se espalhou. Estações por todos os Estados Unidos colapsaram em uma reação em cadeia até que metade de toda a rede de telefonia da AT&T estava fora do ar. A outra metade sobrecarregou. Só nove horas depois os engenheiros da companhia tinham uma ideia vaga da causa. Nas duas duas semanas seguintes, replicaram o problema, passo a passo, linha a linha de código, e confirmaram que a causa era uma falha obscura cuja explicação técnica era demasiado complicada. A explicação não convenceu os responsáveis pela segurança da empresa, tampouco aos agentes federais que acompanhavam a investigação. Não eram pessoas com o conhecimento técnico para entender o ocorrido e tinham suas próprias suspeitas sobre a causa do desastre. Fazia já alguns anos estavam investigando o underground da computação, e com o crash do sistema de telefonia aquilo que eles mais temiam parecia ter finalmente acontecido. O mundo chegava ao ponto em que todo o sistema de comunicação podia ser derrubado. Aquele obscuro bug em uma central telefônica deu início ao crackdown nos hackers. Nove dias depois, Phiber Optik, Acid Phreak e um terceiro parceiro conhecido com Scorpion tiveram suas casas invadidas pelo serviço secreto americano. Seus computadores foram apreendidos junto com uma imensa quantidade de anotações, cadernos, disquetes e outros aparelhos eletrônicos. Acid Phreak e Phiber Optik estavam sendo acusados de terem causado o Crash."

(The Hacker Crackdown está disponível para download no Projeto Gutenberg: https://www.gutenberg.org/ebooks/101?utm_source=meio&utm_medium=email)
O youtuber que há dois anos deu um biscoito recheado de pasta de dente a um mendigo em Barcelona, gravou a cena e a publicou na Internet saberia que estava cometendo um crime contra a integridade moral se tivesse intuído que o mundo virtual é regido pelos mesmos direitos e obrigações que o entorno físico. Humilhou uma pessoa vulnerável. E para agravar a situação o divulgou maciçamente através de seu próprio canal do YouTube. Há duas semanas, foi condenado a 15 meses de prisão. As redes sociais não são uma simples e inocente conversa de bar. Têm um eco infinito e, frequentemente, distorcem e corroem a convivência.

O caso do youtuber é uma amostra da desumanização que se instalou nas redes sociais. Os direitos fundamentais das pessoas são atacados, os valores sociais são menosprezados, a intimidade é pisoteada. Quando, nas redes sociais, compartilhar é humilhar?

“Ainda que a web tenha criado oportunidades, dando voz a grupos marginalizados e tornando nossas vidas mais fáceis, também criou oportunidades para os vigaristas, deu voz aos que proclamam o ódio e tornou mais fácil cometer toda a espécie de crimes”, refletiu o criador da web, Tim Berners-Lee.

Para ler com calma, no EL PAÍS Brasil, via Meio: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/06/14/cultura/1560533971_274766.html?utm_source=meio&utm_medium=email
"O hacker existe desde o século 14 na língua inglesa, segundo o dicionário Merriam Webster. Mas não no sentido que conhecemos hoje. Do verbo “to hack”, seria a princípio um “cortador grosseiro” ou um “cavador”. Com o tempo, passou a qualificar alguém “inexperiente”, “não qualificado”, como um jogador amador de tênis ou golfe, para chegar misteriosamente a um sentido quase inverso — “pessoa hábil em informática” — e ao seu desdobramento clandestino, “pessoa que se introduz em sistemas informáticos alheios com objetivos ilícitos”.

A poeta e tradutora explica brevemente a origem do termo "hacker" no Nexo: https://www.nexojornal.com.br/lexico/2019/06/17/O-amador-que-virou-profissional-um-especialista-diletante?utm_medium=Social&utm_campaign=Echobox&utm_source=Facebook&fbclid=IwAR3s8Mnjl5We0HkHfC4O4gPsIS0dKYOQB4U9Ia30cqFsE6TqEIEusUQec6E#Echobox=156074666