Forwarded from Daniel Ascen
👁 Ministério Público processa a World por escaneamento de íris
🔚 BitMEX encerra atividades
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1️⃣ Criptoativos
Bitcoin (BTC) — praticamente estável em 7 dias (+0,1%), rondando US$ 64.500 e oscilando entre US$ 63,7 mil e US$ 65,4 mil. O Fear & Greed segue na fronteira entre medo e neutro (leituras de 27 a 45 conforme a fonte), com o mercado ainda sem convicção após o repique do início do mês.
Altcoins — Ethereum (ETH) subiu +0,5% na semana (~US$ 1.880); Solana (SOL) recuou -1,6% (~US$ 75) e XRP avançou +0,6% (~US$ 1,10). Semana lateral, sem rotação clara — as majors seguem coladas ao humor do BTC.
ETF de Solana (MSOL) — a Morgan Stanley teve o primeiro ETF spot de Solana aprovado na NYSE Arca em 24/07, com taxa de 0,14% (das mais baixas do mercado) e staking de até 100% do SOL, repassando as recompensas ao investidor. É o pontapé da temporada de ETFs de altcoin — XRP é o próximo mais cotado. No mesmo dia, a rede Solana passou de 1 bilhão de transações semanais.
Ethereum (ETH) — a SEC encerrou o processo (FOIA) ligado às investigações sobre o Ethereum em 22/07, pagando US$ 150 mil e liberando comunicações da era Gensler sobre a transição para proof-of-stake — mais um capítulo do desfecho regulatório favorável ao ativo. No lado das tesourarias, a BitMine já acumula 5,74 milhões de ETH, perto de 5% de toda a oferta, virando peça relevante na liquidez e no staking da rede.
RWA / tokenização — o mercado de ativos do mundo real on-chain superou US$ 33,5 bi. O maior ativo tokenizado hoje é um empréstimo home-equity de US$ 20 bi da Figure, que sozinho supera todos os Treasuries tokenizados (~US$ 15 bi). O crédito privado on-chain já passa de US$ 31 bi — sinal de que a tokenização migrou dos títulos públicos para produtos de maior retorno.
ETFs spot (BTC/ETH) — começo de semana forte, com 7 pregões seguidos de entradas e +US$ 499 mi até 22/07 (IBIT respondeu por US$ 319 mi). O fluxo virou em 24/07, com -US$ 240 mi de saída (IBIT com ~US$ 212 mi) diante da escalada geopolítica — demanda institucional voltando, mas ainda frágil.
Estrutura — sem gatilho próprio, o cripto opera refém do macro. A aprovação do MSOL e o avanço da tokenização são ventos estruturais positivos, mas preços laterais, sentimento hesitante e ETFs esfriando deixam o BTC atrelado ao apetite por risco global e ao conflito no Oriente Médio.
2️⃣ Macroeconomia
EUA — a semana é dominada pelo FOMC de 28–29/07, com decisão na quarta (29/07). O consenso é de manutenção dos juros em 3,50%–3,75% pela 5ª reunião seguida, mas cerca de 1/3 do mercado já precifica uma alta de 0,25 ponto — reflexo do risco inflacionário do petróleo. Fed em período de silêncio.
Tarifas e bolsas — as novas tarifas de Trump (de 10% a 12,5%) sobre 60 países entraram em vigor em 24/07, substituindo taxas emergenciais derrubadas pela Suprema Corte. As bolsas recuaram — o S&P 500 caiu -1,2%, pior sessão do mês, com Brent acima de US$ 100 e resultados fracos das Big Techs. O dólar está em máxima de 13 meses e os juros dos Treasuries no topo do ano (10 anos ~4,70%).
Petróleo — Brent perto de US$ 100 e WTI perto de US$ 91 (24/07), com alta de mais de +13% na semana, puxada pelo temor de interrupção no Estreito de Hormuz e no Bab el-Mandeb.
Geopolítica — a guerra entre EUA e Irã completou 13 noites de ataques após o colapso do cessar-fogo, sem sinal de retorno à negociação. A Marinha americana bloqueia portos iranianos, e a Arábia Saudita atacou os Houthis no Iêmen após ofensivas no Mar Vermelho — o prêmio de risco sobre energia segue elevado.
Brasil — a Selic está em 14,25% ao ano, com o próximo Copom em 4–5/08 (decisão em 05/08). O IPCA acumula 4,64% em 12 meses e o mercado projeta ~5,15% para 2026 — cortes lentos, ainda condicionados à desinflação e ao câmbio.
Leitura geral — o macro dita a semana. Petróleo alto, novas tarifas e dólar forte reacendem o risco inflacionário e reduzem o espaço do Fed para afrouxar (daí a chance de alta na quarta). Para cripto, os avanços estruturais (ETF de altcoin, tokenização) contrastam com um curto prazo travado, em que o BTC segue o risco global.
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🤖 Coinbase aceita pagamentos de agentes de IA em USDC
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O ecossistema de hackers conhecido como Lazarus Group é ligado ao regime norte-coreano desde ao menos 2007. Em 2025, atores do país roubaram US$ 2,02 bilhões em cripto segundo a Chainalysis, um recorde de 76% dos comprometimentos de serviços contabilizados pela empresa, e acumulam pelo menos US$ 6,75 bilhões desde 2017. O maior golpe, a Bybit, tomou cerca de US$ 1,5 bilhão sem explorar vulnerabilidade no contrato inteligente nem no código-fonte do front-end. Este artigo mostra por que o alvo real não é a criptografia, e sim a autoridade humana que assina as transações.
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TRADERS ALAVANCADOS NO MERCADO CRIPTO | RODOLFO FREITAS E MENINA DO BITCOIN | ASCEN CAST #03
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🟠 Ascen Cripto — Educação, Research e Consultoria em Ativos Digitais: Conteúdo analítico sobre cripto, economia e mercado financeiro, com foco em fundamentos, cenário…
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O @ascendaniel e a Laíse Vieira farão um Q&A imperdível!
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✔️ Esses mercados transformam eventos do mundo real em contratos negociáveis, permitindo que usuários expressem expectativas sobre política, economia, esportes, decisões institucionais e outros acontecimentos futuros.
Fonte: Chainalysis
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Mercado de Criptoativos (7d variação, valores em dólar)
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Forwarded from Daniel Ascen
⚽️ Copa leva mercados de previsão a US$ 20 bi
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1️⃣ Criptoativos
📉 Bitcoin (BTC): caiu 3,0% em 7 dias, a US$ 63,4 mil, logo após fechar julho com +7,3%, seu melhor mês de 2026. O Fear & Greed marca 22 (medo extremo no CoinCodex).
🔻 Altcoins: acompanharam. ETH -4,1% (~US$ 1.870), SOL -4,4% (~US$ 73) e XRP -2,9% (~US$ 1,08), devolvendo juntas o repique de julho.
🚨 Exploit na Coldcard: atacantes drenaram 594 BTC (US$ 38 milhões) de ~500 carteiras em 25 minutos na sexta, por um bug de firmware de 2021 do modelo Mk3 que gerava chaves previsíveis. Golpe direto no debate sobre autocustódia.
💸 ETFs spot: os de BTC tiveram resgate líquido de US$ 61,5 milhões na semana, com saída de US$ 265 milhões só na sexta. Os de ETH somaram a quarta semana seguida de entradas e fecharam julho com +US$ 365 milhões.
⛏️ Mineração em capitulação: a dificuldade acumula queda de 19,9% desde novembro, a 3ª maior da era ASIC, com o hashprice (receita por poder computacional) em ~US$ 32/PH ao dia, abaixo do breakeven de máquinas antigas. Mineradoras migram para IA. Só a Hut 8 já tem US$ 26,6 bilhões em contratos.
🏢 Strategy (MSTR): prejuízo contábil de US$ 8,2 bilhões no trimestre, com seus 843,8 mil BTC (custo médio US$ 75,5 mil) abaixo d'água e mNAV menor que 1 (a empresa vale menos que o bitcoin que carrega). A ação subiu 4,4% mesmo assim, apoiada em US$ 3,75 bilhões de reserva em dólar.
💵 Tether: lucro de US$ 1,5 bilhão no trimestre, com USDT em recorde de US$ 184,6 bilhões. O detalhe pouco comentado é que o colchão de reservas excedentes caiu pela metade, para US$ 4,11 bilhões.
⚽️ Mercados de previsão: a Copa fechou com US$ 20 bilhões movimentados, mais de 5x a eleição americana de 2024. Na mesma semana, Nova York processou a Kalshi por operar aposta sem licença.
🏛 CLARITY Act: não vai ao plenário antes do recesso de 07/08 e fica para setembro. Na Polymarket, a chance de aprovação em 2026 caiu para 28% (era 82% em fevereiro).
🔓 Unlock de destaque: a Succinct (PROVE) libera US$ 53,6 milhões na quarta (05/08), 31,25% da oferta máxima, mais que todo o circulante atual.
🧭 Leitura: o preço segurou o melhor mês do ano, mas os bastidores mostram estresse. Mineradores migrando para IA, a maior tesouraria valendo menos que seu estoque e a maior stablecoin com colchão pela metade, às vésperas do pior mês sazonal do Bitcoin.
2️⃣ Macroeconomia
🏦 Fed: manteve os juros em 3,50%-3,75%, mas com três dissidentes votando por alta de 0,25 ponto, movimento raro que expõe o temor com o petróleo.
🇯🇵 Japão: o BOJ manteve o juro em 1,00% com o iene a ~164 por dólar, pior nível em 40 anos. Volta ao radar o carry trade que amplificou o crash de agosto de 2024.
🇰🇷 Coreia e IA: o KOSPI (índice da bolsa sul-coreana, dominado por Samsung e SK Hynix) desabou 10,8% na terça e disparou 17,9% na sexta, a maior alta diária de sua história (SK Hynix +30%, Samsung +26,8%). No mês, -22%.
🤖 Big Techs: salvaram a semana. Microsoft +8,1% e Amazon quase +10% após balanços fortes e capex bilionário de IA reafirmado. O S&P 500 subiu 1,0% na semana.
🛢 Petróleo e ouro: julho fechou com Brent +24% (US$ 90) e WTI +21% (US$ 85), maior alta mensal desde março. EUA e Irã pausaram os bombardeios, com Omã intermediando conversas sobre Ormuz. O ouro subiu só 1,7% no mês, a US$ 4.107, contido pelo dólar forte.
🇧🇷 Brasil: o Ibovespa subiu 2,3% na semana e 3,5% em julho (177.999 pontos), primeiro mês positivo após quatro quedas, apesar de falha inédita da B3 na sexta. Dólar a R$ 5,06. Copom decide na quarta, com consenso de manutenção em 14,25%.
📅 Leitura geral: semana de provas em sequência. QRA do Tesouro americano (estimativas segunda, comunicado quarta), que dita a oferta de Treasuries e mexe com os juros longos, Copom na mesma quarta e payroll na sexta (07/08). Com trégua frágil no Golfo e iene no limite, o apetite por risco define o espaço do cripto para sair do lugar.
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É BULL OU BEAR MARKET? COMO ANALISAR O MERCADO CRIPTO | BRUNO VELLOSO | ASCEN CAST #04
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Em 30 de julho de 2026, atacantes esvaziaram carteiras Bitcoin guardadas em hardware wallets Coldcard. O rombo já passa de 1.400 BTC em mais de 4.500 endereços, cerca de US$ 91 milhões, e o total ainda cresce. A causa não foi o roubo do aparelho, nem uma quebra da criptografia do Bitcoin. Foi a forma como uma firmware antiga gerava a aleatoriedade da seed, com entropia fraca demais, o que permitiu adivinhar chaves offline.
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A capitalização de mercado dos ativos do mundo real (RWA) tokenizados vive uma expansão acelerada, saltando de US$ 5,42 bilhões no início de 2025 para US$ 19,32 bilhões em março de 2026. Com um crescimento de 256,7% em apenas quinze meses, o setor já supera o ritmo de expansão das stablecoins, representando hoje 6,4% desse mercado.
Esse processo consiste na migração de ativos financeiros tradicionais para a infraestrutura blockchain, transformando garantias físicas e títulos em tokens digitais negociáveis que permitem maior liquidez, fracionamento e transparência.
O avanço é impulsionado principalmente pelos títulos do Tesouro tokenizados, que sozinhos injetaram US$ 9 bilhões no setor e ultrapassaram a marca histórica de US$ 10 bilhões em fevereiro de 2026. O movimento sugere uma busca institucional crescente por ativos seguros que unam a estabilidade do mercado tradicional à eficiência operacional da tecnologia onchain.
Apesar da liderança dos títulos públicos, o setor começa a apresentar uma diversificação relevante. A hegemonia do Tesouro caiu de 73,7% para 67,2%, abrindo espaço para a ascensão das commodities tokenizadas (que já ocupam 28,7% do mercado), além de ações e ETFs, que começam a ganhar tração e aceitação global.
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Mercado de Criptoativos (7d variação, valores em dólar)
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Forwarded from Daniel Ascen
🤖 Saylor usou ChatGPT para desenhar os produtos da Strategy
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O mercado de commodities tokenizadas saltou de US$ 1,43 bilhão para US$ 5,55 bilhões em pouco mais de um ano, registrando uma expansão de 289,1%. Apesar de ter atingido um pico de US$ 6,69 bilhões em fevereiro de 2026, o setor encerrou o trimestre consolidado acima da marca histórica dos US$ 5 bilhões, consolidando-se como uma das classes de ativos digitais mais resilientes.
Essa modalidade transforma ativos físicos, como metais preciosos, em tokens digitais, permitindo que a valorização do mercado à vista — como a alta prolongada do ouro em 2025/2026 — seja acessada via blockchain. Atualmente, o segmento é amplamente dominado por tokens lastreados em ouro, especificamente o XAUT (Tether) e o PAXG (Paxos), que juntos foram responsáveis por quase 90% de toda a expansão do setor no período.
Embora o volume financeiro tenha crescido para todos, a dinâmica de participação de mercado mostra uma concentração nos grandes players: o PAXG elevou sua fatia para 41,8%, enquanto o XAUT manteve a liderança absoluta com US$ 2,52 bilhões em capitalização. Em contrapartida, tokens de metais menores, como os de prata (KAG), perderam terreno relativo apesar de dobrarem seu valor nominal, sinalizando que os investidores estão priorizando liquidez e ativos de reserva de valor mais tradicionais dentro do ecossistema onchain.
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Falamos sobre tributação de criptomoedas e o que você precisa saber para evitar problemas com a Receita.
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DECRIPTO E TRIBUTAÇÃO CRIPTO (PARTE 2) | GUILHERME ZAMUR E RAFAEL SOUZA | ASCEN CAST #05
DECRIPTO E TRIBUTAÇÃO CRIPTO | GUILHERME ZAMUR E RAFAEL SOUZA (FISCAL CRIPTO) | ASCEN CAST #01
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1️⃣ Criptoativos
📉 Bitcoin (BTC): caiu 2,7% em 7 dias, a US$ 63,1 mil, preso há semanas na faixa entre US$ 62 mil e US$ 66 mil. O Fear & Greed marca 29 (medo), estacionado entre 27 e 30 desde o início do mês.
🔻 Altcoins: ETH -1,3% (~US$ 1.880) e SOL -1,5% (~US$ 75) andaram de lado, mas o XRP caiu 3,0% e perdeu o nível de US$ 1 pela primeira vez em dois anos.
💸 ETFs spot: os de BTC devolveram US$ 384 milhões na semana, com 4 dos 5 pregões negativos, após os +US$ 853 milhões da semana anterior. Os de ETH ficaram no zero a zero (-US$ 3 milhões).
🏛 SEC recua da própria pauta: a agência cancelou em cima da hora a votação de sexta da "Regulation Crypto", regime de captação sob medida para projetos do setor, alegando "problema de agenda imprevisto". Com o CLARITY Act guardado para a votação processual de 15/09 no Senado, as duas frentes regulatórias dos EUA entraram em pausa ao mesmo tempo.
🏢 Strategy contra o índice: a empresa vendeu mais 1.690 BTC (US$ 108,6 milhões), somando 6.948 BTC desfeitos em 2026, com 840,4 mil BTC restantes em tesouraria. E respondeu em tom raro à consulta da MSCI sobre reclassificar empresas-tesouraria como "non-operating companies" (companhias não operacionais, excluídas dos índices de ações), risco estimado em US$ 2,8 bilhões de saídas passivas. A ação caiu 4,3% na sexta.
🔐 Trezor: vazamento no ShipMonk, fornecedor de logística da fabricante, expôs nome, telefone e endereço físico de mais de 13 mil clientes. As carteiras seguem íntegras, mas a lista é insumo direto para phishing e extorsão presencial, semanas depois do caso Coldcard.
⚖️ Mercados de previsão: depois de Nova York, a justiça do estado de Washington deu à Kalshi até 19/08 para bloquear usuários locais via geofencing (restrição de acesso por localização), enquadrando as apostas de esportes e eleições como jogo ilegal.
🌐 Binance: por sanções da União Europeia, deixa de processar transações da HTX e de outras 10 plataformas a partir de 23/08 e avisou que pode congelar carteiras durante as revisões de compliance.
🛠 Ethereum: o roadmap da rede foi atualizado com native rollups (rollups embutidos no próprio protocolo), mercados futuros de blobs (espaço de dados para as camadas 2) e trilhas de resistência quântica e privacidade. Sem data de fork definida, mas o desenho das prioridades pós-2026 está dado.
📊 On-chain e derivativos: os holders de longo prazo reduziram posição em 210 mil BTC, primeira queda semanal de 2026, enquanto o funding (taxa periódica entre comprados e vendidos no perpétuo) segue próximo de zero na Deribit e o volume em perpétuos rodou nas mínimas de três anos antes do CPI.
🔓 Unlocks: o YZY liberou US$ 35,5 milhões no domingo (16/08, 22,8% da emissão) e a semana que começa é leve, com liberações diárias na casa de US$ 20 milhões no agregado.
🧭 Leitura: a faixa estreita de preço esconde a rotação por baixo. Fluxo institucional saindo, holders antigos realizando pela primeira vez no ano, funding zerado e regulação adiada nas duas frentes. Sem catalisador, o risco da semana migrou do preço para o entorno, dos índices de ações (MSCI) aos dados pessoais dos clientes (Trezor).
2️⃣ Macroeconomia 🌎
🇺🇸 Inflação americana: o CPI de julho veio exatamente na expectativa, +0,1% no mês e 3,4% em 12 meses (núcleo em 2,5%), e o PPI (inflação ao produtor) ficou estável no mês, abaixo do esperado, embora acumule 4,7% em 12 meses. A probabilidade de alta de juros em setembro caiu de 48% para 44%, e o mercado segue tratando a decisão como aberta.
🛒 Consumidor dá sinal: o varejo americano caiu 0,6% em julho, pior leitura desde maio de 2025, e a confiança de Michigan veio em 51,0 contra 54,5 esperados. Primeiro conjunto de dados apontando fadiga do consumo.
📈 Bolsas americanas: o S&P 500 subiu 0,4% na semana e renovou máximas antes de fechar a 7.785; o Russell 2000 (índice das small caps americanas) fez máxima histórica e o VIX (índice de volatilidade) tocou a mínima de 2026. O juro de 10 anos voltou a ~4,70%.
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