Forwarded from Daniel Ascen
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1️⃣ Criptoativos
• Bitcoin (BTC) - inicia a semana próximo da região de US$ 77 mil, sensível a juros longos, dólar, petróleo e fluxo institucional via ETFs. O feriado de Memorial Day nos EUA reduz a liquidez no início da semana.
• Fundos e ETFs cripto - os produtos de investimento em ativos digitais vieram de saídas líquidas relevantes, pressionadas por Bitcoin e Ethereum. O mercado observa se o PCE dos EUA amplia a aversão ao risco ou permite estabilização dos fluxos.
• Stablecoins - 25/05 - a Tether anunciou o plano de lançar o GEL₮, stablecoin vinculada ao lari georgiano, em parceria com o governo da Geórgia. O tema reforça stablecoins como infraestrutura de pagamentos e liquidação, mas mantém o debate regulatório no centro do setor.
• Regulação cripto nos EUA - o mercado segue digerindo o avanço do CLARITY Act no Comitê Bancário do Senado em 14/05. O projeto busca reduzir a incerteza sobre competência entre SEC e CFTC, classificação de tokens, DeFi, plataformas de negociação e rewards de stablecoins.
• Regulação cripto no Brasil - stablecoins e cartões cripto seguem no radar após a Resolução BCB 561/2026, que entra em vigor em 01/10/2026. A norma não proíbe stablecoins no Brasil, mas restringe o uso de ativos virtuais na liquidação entre prestadores de eFX e contrapartes no exterior.
• Cardano (ADA) - 29/05 - alvo de submissão de ação de governança para mainnet relacionada à atualização Protocol Version 11, conhecida como Van Rossem. A data deve ser tratada como coordenação de governança, não como execução garantida do hard fork.
• Estrutura - a semana segue dependente de liquidez global, ETFs, regulação e stablecoins. Bitcoin e Ethereum continuam como principais termômetros de risco, enquanto altcoins permanecem mais sensíveis a eventos específicos e menor liquidez.
2️⃣ Macroeconomia
• EUA - 25/05 - mercados tradicionais fechados pelo Memorial Day. A menor liquidez pode deixar cripto mais dependente de fluxo próprio no início da semana.
• EUA - 26/05 - confiança do consumidor. O dado ajuda a medir consumo, atividade econômica e expectativa para juros.
• EUA - 28/05 - PCE, núcleo do PCE, renda pessoal, gastos pessoais, bens duráveis, pedidos de auxílio-desemprego, vendas de novas moradias e segunda estimativa do PIB do 1T26. O PCE é a principal métrica de inflação acompanhada pelo Federal Reserve.
• Brasil - 27/05 - IPCA-15 de maio. A prévia da inflação oficial tende a ser o principal dado doméstico da semana.
• Brasil - 28/05 - IGP-M, IPP e PNAD Contínua mensal. O conjunto ajuda a medir inflação no atacado, preços ao produtor e mercado de trabalho.
• Brasil - 29/05 - PIB do 1T26. O dado será relevante para avaliar a força da atividade em ambiente de juros elevados.
• Global - 27/05 a 29/05 - inflação da Austrália, decisão de juros da Coreia do Sul e inflação preliminar na Europa entram no radar. O impacto direto em cripto é secundário, mas afeta a leitura global sobre inflação, juros e apetite por risco.
• Leitura geral - o principal gatilho é o PCE dos EUA em 28/05. Um dado acima do esperado tende a pressionar juros longos, dólar e ativos de risco. Um dado positivo pode aliviar condições financeiras e favorecer recuperação tática em cripto.
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Forwarded from Daniel Ascen
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Fonte: The Block
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Entre 11 e 17 de maio de 2026, a Strategy adquiriu mais 24.869 BTC. O aporte de US$ 2,01 bilhões foi realizado a um preço médio de US$ 80.985 por unidade. Com este movimento, a empresa atinge a marca histórica de deter mais de 4% de toda a oferta monetária que existirá na história do Bitcoin.
📊 A operação foi financiada via programa at-the-market (ATM), com a emissão de US$ 1,95 bilhão em ações preferenciais (STRC) e US$ 83,7 milhões em ordinárias (MSTR). O custo médio acumulado da posição agora é de US$ 75.700 por BTC, resultando em um retorno (Yield) de 12,6% apenas neste ano.
Pela primeira vez, Michael Saylor indicou que a empresa pode vender frações da posição para honrar dividendos preferenciais. O objetivo é converter o Bitcoin em um ativo classificado positivamente por agências de rating. Contudo, o impacto líquido permanece otimista: a Strategy planeja comprar 20 BTC para cada 1 eventualmente vendido.
A Strategy deixou de ser uma empresa de software para se tornar o maior veículo de acumulação institucional do mundo. Ao deter 4% da oferta máxima, a companhia cria uma escassez reflexiva no mercado: quanto mais ela compra, menor a liquidez disponível, elevando o custo de entrada para novos players institucionais.
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O mercado de ações tokenizadas passou por uma expansão vertical, saindo de discretos US$ 2,09 milhões em junho de 2025 para expressivos US$ 486,69 milhões em março de 2026. Impulsionado por plataformas como Backed Finance (xStocks) e Ondo Finance, o setor viu sua capitalização triplicar em janelas curtas de tempo com a chegada de papéis de gigantes como Tesla, Nvidia e Alphabet ao ambiente onchain.
Essa estrutura permite que ações de empresas tradicionais sejam negociadas em redes blockchain, garantindo liquidez 24/7 e fracionamento de ativos de alta performance. O movimento sugere uma migração institucional acelerada, onde investidores buscam a segurança do mercado de capitais tradicional com a eficiência operacional e a transparência da infraestrutura cripto.
Atualmente, a Circle (CRCL) consolidou-se como a líder absoluta do segmento, detendo 35,2% de participação de mercado com um valor de US$ 171,39 milhões. Embora a Tesla tenha liderado o setor inicialmente, chegando a dominar 32,2% do mercado em 2025, o cenário atual mostra uma maturidade maior e uma distribuição de capital entre diferentes emissores e protocolos de tokenização.
A diversificação do ecossistema é confirmada pela ascensão de outras Big Techs e empresas estratégicas. Nvidia (8,8%), Alphabet (7,6%) e MicroStrategy (5,4%) completam o ranking das maiores ações tokenizadas, sinalizando que o apetite do investidor onchain está focado em ativos de tecnologia e empresas com forte correlação ao crescimento da economia digital.
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1️⃣ Criptoativos
• Bitcoin (BTC): em torno de US$ 73.000, abaixo das principais médias móveis. Os ETFs spot de BTC acumulam mais de US$ 2 bilhões em saída desde 14/05, sendo US$ 223 milhões só em 28/05. Fear & Greed em 22 (medo extremo).
• Altcoins: ETH em ~US$ 2.000, negociado próximo dessa região, com os ETFs de Ethereum também em resgate. Dominância do BTC elevada e pouca rotação para ativos menores.
• XRP: em ~US$ 1,32, com os ETFs do ativo registrando entrada líquida mesmo na semana de saída generalizada — cerca de US$ 35 milhões entre 20 e 29/05, lideradas pela Bitwise, enquanto BTC e ETH perderam cerca de US$ 2 bilhões juntos. Sinal de demanda institucional seletiva.
• CLARITY Act: aprovado no comitê por 15-9 em 14/05, segue para o plenário do Senado, onde precisa de 60 votos. Estabelece critérios para dividir a supervisão entre SEC e CFTC, reforçando a tese de commodity para ativos como o XRP.
• Solana (SOL): em ~US$ 81, testando a zona de suporte de US$ 80-90. A SOL já tem ETFs spot em negociação desde outubro de 2025. O foco agora é o upgrade Alpenglow, que promete reduzir a finalização de transações para 100-150 milissegundos e impulsionar a atividade on-chain.
• Hyperliquid (HYPE): os ETFs spot lançados em maio (Bitwise e 21Shares) já acumulam mais de US$ 130 milhões em ativos e seguiram captando mesmo durante a queda do mercado. A Grayscale avançou com nova emenda do seu pedido em 22/05. O token marcou máxima histórica acima de US$ 64 em 27/05, na contramão do mercado.
• Estrutura: BTC abaixo das médias e ETFs em saída mantêm o viés defensivo. A exceção é a demanda institucional seletiva — XRP e HYPE atraindo fluxo enquanto BTC e ETH perdem. Reversão ampla depende de estabilização nos juros e no apetite a risco.
2️⃣ Macroeconomia 📊
• EUA — Inflação: os dados já divulgados vieram quentes. CPI de abril em 3,8% (máxima de três anos), PPI em 6% e o PCE — medida preferida do Fed — em 3,8%, com núcleo a 3,3%. O mercado tirou os cortes da mesa e a alta de juros voltou a ser cogitada. Warsh assumiu o Fed em 22/05 e tem a primeira reunião em 16-17/06.
• EUA — Semana de emprego: 01/06 ISM Industrial; 02/06 JOLTS (vagas abertas); 03/06 ADP, ISM de Serviços e Beige Book; 04/06 seguro-desemprego; e o payroll de maio na sexta, 05/06, com a taxa de desemprego. Em abril foram criados 115 mil empregos, acima do esperado.
• Petróleo: o Brent recuou para perto de US$ 91 e o WTI para ~US$ 88, acumulando queda de 17-19% em maio — o pior mês desde 2020. O alívio na energia é um dos principais vetores desinflacionários à frente.
• Geopolítica: a queda do petróleo reflete um memorando de 60 dias entre EUA e Irã que pausaria as hostilidades e poderia reabrir o Estreito de Hormuz. O acordo ainda não foi aprovado por Trump e os ataques continuaram — o Irã mirou o Kuwait em 28/05. A trégua é frágil e a reabertura do fluxo seria gradual.
• Leitura geral: a queda do petróleo alivia a inflação à frente, mas os dados quentes que já entraram encurralam o Fed — cortar agora soaria como tolerar inflação estrutural, no primeiro teste de Warsh. A semana de emprego define qual narrativa prevalece até 16/06. Volatilidade elevada com cripto em modo defensivo.
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🤖 Robinhood libera agentes de IA para operar por conta dos clientes
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1️⃣ Criptoativos
• Bitcoin (BTC) negocia próximo de US$ 63.000, com recuperação moderada nesta segunda após uma semana de forte pressão. A mínima intradiária ficou próxima de US$ 61.200, em um movimento ainda condicionado por saídas de ETFs, juros elevados e menor apetite por risco.
• Altcoins seguem em leitura defensiva. ETH opera em torno de US$ 1.670, SOL próximo de US$ 66 e XRP perto de US$ 1,14. A alta pontual do dia ainda não muda o quadro de baixa rotação para ativos menores.
• ETFs spot de Bitcoin nos EUA encerraram uma sequência recorde de 13 dias de saída líquida, com cerca de US$ 4,37 bilhões em resgates desde meados de maio. Os ETFs de Ethereum também romperam uma sequência de 17 dias de saída, mas o fluxo institucional ainda segue frágil.
• Strategy (MSTR) voltou ao centro da leitura de mercado após vender 32 BTC entre 26/05 e 31/05, a um preço médio de US$ 77.135, para financiar distribuições de ações preferenciais. O valor é pequeno frente à posição total da companhia, mas chamou atenção por quebrar a narrativa de acúmulo contínuo.
• Solana (SOL) mantém um componente estrutural ligado à demanda institucional, mas também foi afetada pela pressão sobre produtos cripto. A maior clareza regulatória nos EUA para categorias de criptoativos ajuda o debate institucional, embora ainda não elimine totalmente a incerteza jurídica sobre ativos específicos.
• Desbloqueios de tokens somam cerca de US$ 938 milhões previstos entre 08/06 e 14/06, com destaque para RAIN, ASTER, HOME, STABLE, ADI, CC, PUMP, WET e ME. Em um mercado já defensivo, novos desbloqueios aumentam a atenção sobre liquidez e pressão de oferta.
• Estrutura segue frágil no curto prazo. BTC tenta estabilizar após a queda, mas os fluxos de ETFs, a pressão sobre tesourarias corporativas e o ambiente macro ainda limitam uma recuperação mais ampla do mercado cripto.
2️⃣ Macroeconomia 📊
• EUA — 10/06 e 11/06 saem o CPI de maio na quarta-feira e o PPI de maio na quinta-feira. Em abril, o CPI avançou 0,6% no mês e 3,8% em 12 meses, com núcleo em 2,8%. O payroll de maio, com 172 mil vagas e desemprego em 4,3%, reforçou a leitura de Fed mais cauteloso.
• Brasil — 12/06 e 17/06 sai o IPCA de maio nesta semana, enquanto o Copom decide a Selic na semana seguinte. A leitura ganha peso porque a taxa está em 14,5%, com o BC destacando inflação de serviços e os riscos do petróleo sobre a trajetória de preços.
• Petróleo voltou a subir com a reescalada no Oriente Médio. O Brent opera próximo de US$ 96–97 e o WTI perto de US$ 93–94, mantendo pressão sobre expectativas de inflação e ativos sensíveis a juros.
• Geopolítica segue concentrada no Oriente Médio e no Estreito de Hormuz. A nova rodada de ataques entre Israel e Irã elevou o prêmio de risco e voltou a colocar energia, inflação e cadeias globais no centro da precificação.
• Leitura geral a semana combina inflação nos EUA, IPCA no Brasil, petróleo elevado e cripto pressionado por fluxos. Na sequência, FOMC e Copom decidem juros em 17/06, concentrando os dois principais bancos centrais no mesmo radar. Volatilidade elevada enquanto juros longos, petróleo e geopolítica não mostram sinais mais claros de estabilização.
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Em 2020, o BTC dominava esse tipo de fluxo. Em 2025, sua participação torna-se marginal, refletindo maior rastreabilidade, maturidade do ecossistema e avanço de mecanismos regulatórios e de monitoramento.
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Nele, falo também sobre Hayek, economia monetária, Teoria Quantitativa da Moeda, monetarismo x libertarianismo e até uma fábrica de botões.
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🏛 A Circle consolidou-se como o principal ativo da categoria, detendo US$ 171,39 milhões em valor de mercado. Sua dominância de 35,2% é sustentada por dois veículos principais: o CRCLON (Ondo), com US$ 130,30 milhões, e o CRCLX (Backed), com US$ 41,08 milhões.
A Tesla, que liderou o setor no lançamento com um pico de US$ 73,80 milhões em janeiro de 2026, recuou para US$ 61,70 milhões. Consequentemente, sua participação de mercado foi ajustada de 32,2% (em seu auge em agosto de 2025) para os atuais 12,7%.
A demanda on-chain permanece concentrada em ativos de tecnologia. Nvidia (US$ 42,59 milhões), Alphabet (US$ 36,91 milhões) e MicroStrategy (US$ 26,15 milhões) completam o ranking das maiores capitalizações, reforçando a tese de tokenização de equities de alto crescimento.
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🟠 Tether Já Carrega Mais Treasuries do que Alemanha, Coreia do Sul e Emirados
🏦 Segundo os dados do TIC (Treasury International Capital) do Tesouro Americano, a Tether detém US$ 141 bilhões em títulos da dívida dos EUA, sendo cerca de US$ 122 bilhões em Treasuries diretos e o restante em operações de repo e fundos de mercado monetário. O volume a coloca à frente de países como Alemanha, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos. Se fosse um Estado, estaria entre os 18 maiores detentores de dívida americana do planeta.
Enquanto grandes compradores soberanos reduzem ou estabilizam suas carteiras de Treasuries, emissoras de stablecoins criam uma demanda estrutural e crescente pelos mesmos papéis. A Tether sozinha absorve mais dívida americana do que a maioria das economias industrializadas, financiando o governo dos EUA como subproduto direto da emissão de USDT.
O que isso revela é uma fusão já consolidada entre o ecossistema cripto e o mercado de dívida soberana.
🏦 Segundo os dados do TIC (Treasury International Capital) do Tesouro Americano, a Tether detém US$ 141 bilhões em títulos da dívida dos EUA, sendo cerca de US$ 122 bilhões em Treasuries diretos e o restante em operações de repo e fundos de mercado monetário. O volume a coloca à frente de países como Alemanha, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos. Se fosse um Estado, estaria entre os 18 maiores detentores de dívida americana do planeta.
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O que isso revela é uma fusão já consolidada entre o ecossistema cripto e o mercado de dívida soberana.