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• 26/01 – EUA: início da "tax season" (abertura oficial do período de envio de declarações ao IRS), com potencial impacto marginal via reembolsos ao longo das próximas semanas.
• 27/01 – EUA: Confiança do Consumidor (Conference Board).
• 27–28/01 – EUA: reunião do FOMC (Comitê de Política Monetária do Federal Reserve) e decisão de juros, seguida de coletiva.
• 27–28/01 – Brasil: reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) e decisão da Selic (taxa básica de juros do Brasil).
• 29/01 – EUA: pedidos semanais de seguro-desemprego (Initial Jobless Claims).
• Política monetária: O evento central da semana é a reunião do FOMC. O mercado precifica com elevada probabilidade a manutenção da taxa de juros (Fed Funds Rate, que está em 3,50%-3,75%), deslocando o foco para o tom da comunicação de Jerome Powell. Qualquer sinalização mais dovish (discurso de expansão monetária) pode sustentar ativos de risco; reforço de cautela tende a fortalecer o dólar e pressionar juros longos.
• Condições financeiras: A curva de Treasuries permanece como principal canal de transmissão. Alta nos vencimentos longos aperta condições financeiras mesmo sem ação direta do Fed (Banco Central dos EUA), reduzindo apetite por risco. A expectativa é de volatilidade de curto prazo, mais do que mudança estrutural de tendência.
• Liquidez e sazonalidade: O início da "tax season" abre espaço para entrada gradual de reembolsos fiscais nas próximas semanas. O impacto macro é limitado, mas pode atuar como suporte marginal ao consumo e à liquidez, dependendo do comportamento dos agentes econômicos.
• Política monetária: O Copom deve manter a Selic em 15,00%. A atenção recai sobre o comunicado e eventuais ajustes de linguagem que indiquem o grau de cautela para o primeiro semestre.
• Fiscal: O prêmio na curva longa segue elevado, refletindo incertezas sobre a trajetória da dívida e a credibilidade do arcabouço fiscal. O carry trade sustenta o real em janelas de apetite global, mas o risco fiscal continua limitando movimentos mais estruturais.
• Europa: O BCE permanece fora do centro do radar nesta semana. O pano de fundo segue sendo crescimento fraco e inflação de serviços mais rígida, mantendo postura dependente de dados.
• Atividade global: Indicadores recentes sugerem desaceleração moderada em alguns polos e recuperação parcial em outros. O equilíbrio entre crescimento suficiente e inflação comportada segue determinante para o apetite por risco.
• Geopolítica: Riscos de cauda (i.e. improváveis com alto impacto) permanecem latentes e funcionam como fonte de assimetria e volatilidade, mas sem eventos concretos dominando o cenário-base no curto prazo.
• Catalisadores: decisão e coletiva do FOMC; decisão do Copom (para Brasil); confiança do consumidor nos EUA; pedidos semanais de seguro-desemprego; início da "tax season".
• Viés: Neutro, com assimetria para volatilidade (ou seja, lateralização com potencial de movimentos bruscos por evento inesperado). O cenário-base é de manutenção de políticas, mas o mercado deve reagir ao tom dos bancos centrais e à reprecificação da curva de juros.
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1️⃣ Atualizações Cripto
• Solana Mobile (SKR): após o lançamento do SKR (token do ecossistema Solana Mobile, celular da rede Solana) e abertura do claim (resgate do airdrop) para usuários do Seeker, o tema da semana é pressão vendedora pós-airdrop vs. staking (depósito do token para receber recompensas) e continuidade do engajamento on-chain na rede Solana.
• Ethereum (ETH): com a sequência de trabalho do roadmap do Pectra (pacote de melhorias do protocolo), o mercado monitora a consolidação do upgrade em testnets e o debate de cronograma para a etapa seguinte (efeito: reduzir risco de execução e melhorar “visibilidade” de entrega).
• Tokenização e stablecoins institucionais: a narrativa de 2026 segue ganhando densidade com movimentos de “cash on-chain” em redes voltadas a instituições, reforçando o tema tokenização de ativos e trilhos de liquidação (infraestrutura para mover dinheiro/ativos com menor fricção).
• Regulação EUA (mercado cripto): após o adiamento do avanço legislativo no Senado, o mercado acompanha o reengajamento político e novos encaminhamentos (efeito: volatilidade setorial em infraestrutura, DeFi e tokens ligados a compliance).
2️⃣ Cenário Macroeconômico
• EUA - FOMC (27–28/01): O consenso é de manutenção dos juros, com atenção total ao tom da coletiva de Powell. Sinal mais dovish (tom de expansionismo monetário) tende a favorecer risco; reforço de cautela pode pressionar cripto via dólar mais firme e reprecificação de juros longos. [FOMC é o Comitê de Política Monetária do Federal Reserve (Banco Central dos EUA)]
• EUA - "Tax season" (26/01): Início oficial do período de declarações ao sistema de imposto de renda. O efeito é gradual, mas pode atuar como suporte marginal de liquidez nas próximas semanas via reembolsos, dependendo do comportamento dos agentes econômicos.
• Brasil - Copom (27–28/01): Expectativa de Selic mantida em 15,00%. O mercado observa o comunicado por pistas de assimetria de riscos (fiscal vs inflação) e horizonte de flexibilização. O impacto em cripto é indireto, via câmbio local e apetite a risco doméstico.
• EUA - Confiança do Consumidor (27/01) e Jobless Claims (29/01): Dados relevantes para calibrar “consumo resiliente” e dinâmica do mercado de trabalho, ajudando a ancorar a precificação da curva após o FOMC.
3️⃣ Desbloqueios de Tokens
• Jupiter (JUP) — 28/01: Desbloqueio de 53,47M tokens (≈ US$ 11M; ~1,70% da oferta em circulação).
• Sui (SUI) — 01/02: Desbloqueio de 43,53M tokens (≈ US$ 64M; ~1,15% da oferta em circulação).
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O estudo analisa o comportamento do mercado ao longo de 2025 a partir da integração entre preços, fluxos institucionais, derivativos, altcoins, stablecoins, RWA e regulação, buscando identificar mudanças de regime, incentivos econômicos e transformações na infraestrutura do setor.
O relatório oferece uma base analítica para compreender como o mercado cripto está se reorganizando em um contexto de maior institucionalização.
- Performance e estrutura do mercado em 2025
- Volatilidade, alavancagem e derivativos
- Dinâmica de altcoins, stablecoins e ativos do mundo real (RWA)
- Regulação, institucionalização e infraestrutura
- Perspectivas e riscos para 2026
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O presidente Donald Trump oficializou nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, a indicação de Kevin Warsh para assumir a presidência do Federal Reserve (Fed). Se confirmado pelo Senado, Warsh sucederá Jerome Powell, cujo mandato expira em maio deste ano.
🔸 Experiência no Fed: Warsh serviu no Conselho de Governadores do Fed entre 2006 e 2011, tendo sido o mais jovem a ocupar o cargo (35 anos na época). Atuou como principal ligação do banco central com Wall Street durante a Crise Financeira de 2008.
🔸 Carreira Privada e Acadêmica: Antes do serviço público, trabalhou no setor de fusões e aquisições (M&A) do Morgan Stanley. Recentemente, era sócio no *Duquesne Family Office* (de Stanley Druckenmiller) e pesquisador visitante na Hoover Institution, em Stanford.
A nomeação de Warsh sinaliza uma possível mudança estrutural na condução da política monetária dos EUA, baseada nos seguintes pontos:
🔸 Produtividade via IA: Warsh defende a tese de que a Inteligência Artificial está gerando um choque de produtividade deflacionário. Esta visão sugere que a economia pode crescer de forma acelerada com taxas de juros menores sem necessariamente pressionar a inflação.
🔸 Redução de Balanço: O indicado tem sido crítico ao tamanho do balanço patrimonial do Fed (estimado em cerca de US$ 7 trilhões), defendendo uma redução rápida de liquidez para permitir cortes mais seguros nas taxas nominais de juros.
🔸 Mudança de Comunicação: Defende um Fed menos focado em "forward guidance" (sinalizações futuras constantes) e mais em decisões baseadas em dados correntes, visando reduzir o ruído político nas comunicações oficiais.
Embora mantenha uma postura institucional, Warsh tem registros públicos recentes com as seguintes posições:
🔸 Bitcoin: Classifica o ativo como uma reserva de valor sustentável e uma alternativa ao ouro, embora não o veja como substituto para o dólar.
🔸 Inovação: Vê a tecnologia blockchain como um software que pode aumentar a competitividade e produtividade dos EUA se desenvolvida domesticamente.
A indicação segue agora para o Comitê de Bancos do Senado. Apesar da maioria republicana, o processo enfrenta desafios:
🔸 Investigações em curso: Senadores como Thom Tillis (R-NC) indicaram que podem bloquear nomeações até que investigações do Departamento de Justiça sobre reformas na sede do Fed sejam concluídas.
🔸 Independência Institucional: Oposição democrata e economistas levantaram preocupações sobre a pressão da Casa Branca por juros baixos, questionando a manutenção da independência da autoridade monetária sob a nova liderança.
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• 02/02 – EUA: ISM Manufatura (PMI de manufatura do ISM, termômetro de atividade).
• 03/02 – EUA: JOLTS (relatório de vagas abertas e rotatividade no mercado de trabalho).
• 04/02 – EUA: ADP (estimativa privada de criação de empregos) e ISM Serviços (PMI de serviços do ISM).
• 05/02 – EUA: Initial Jobless Claims (pedidos semanais de seguro-desemprego).
• 06/02 – EUA: Payroll (relatório oficial de emprego, criação de vagas, salários e taxa de desemprego).
• 04/02 – Zona do Euro: CPI flash (estimativa preliminar de inflação ao consumidor).
• 04–05/02 – Zona do Euro: reunião do BCE (decisão de juros + coletiva).
• 05/02 – Reino Unido: reunião do BoE (decisão de juros + guidance (sinalização)).
• 03/02 – Brasil: Produção Industrial (PIM-PF) (indicador mensal de atividade industrial).
• Atividade e emprego: O bloco ISM (manufatura e serviços) e o conjunto de dados do mercado de trabalho (JOLTS, ADP, Jobless Claims e Payroll) devem dominar a precificação. O ponto central é calibrar se a economia desacelera de forma ordenada ou se permanece resiliente o suficiente para manter juros altos por mais tempo.
• Condições financeiras: A curva de Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA) segue como canal primário de transmissão. Surpresas de alta em atividade/emprego tendem a sustentar juros longos e fortalecer o dólar; leituras mais fracas tendem a aliviar juros longos e favorecer ativos de risco.
• Assimetria da semana: Payroll é o evento com maior potencial de reprecificação, especialmente se houver combinação de surpresa em criação de vagas e aceleração ou desaceleração em salários (pressão inflacionária via renda).
• Canal externo: Sem reunião de política monetária no período, o Brasil tende a operar mais como “tomador de cenário” via dólar e juros longos nos EUA. O diferencial de juros ainda sustenta carry trade (estratégia de carregar moeda de juro alto), mas a sensibilidade ao risco global permanece elevada.
• Atividade doméstica: A Produção Industrial (PIM-PF) ajuda a refinar o pulso de atividade do fim de 2025, porém o impacto tende a ser secundário frente a câmbio, fluxo e percepção fiscal.
• Europa (BCE + inflação): CPI flash e decisão do BCE são o núcleo europeu da semana. O mercado deve reagir principalmente ao balanço “inflação de serviços vs crescimento”, com efeito em euro, curva europeia e sentimento global.
• Reino Unido (BoE): A decisão do BoE entra como segundo evento relevante de banco central. Mudanças de sinalização podem aumentar volatilidade em moedas e influenciar apetite por risco na margem.
• Mapeamento de risco: Sem choques exógenos novos, o cenário-base é “macro guiado por dados”, com maior sensibilidade a emprego e serviços.
• Catalisadores: ISM Manufatura e ISM Serviços; JOLTS; ADP; Jobless Claims; Payroll (EUA); CPI flash + decisão do BCE; decisão do BoE; Produção Industrial (Brasil).
• Viés: Neutro, com assimetria para volatilidade. A semana tende a ser guiada por reprecificação de juros via dados de emprego e atividade, com maior risco de movimentos bruscos em torno de Payroll e dos bancos centrais europeus.
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1️⃣ Atualizações Cripto
• Lido (LDO): Lançamento do Lido V3 em 03/02 (nova arquitetura de staking com stVaults (módulos de vault para estratégias/gestão de risco no staking)). O mercado monitora adoção inicial, migrações e possíveis mudanças na dinâmica de demanda por staking líquido em Ethereum.
• Ondo (ONDO): Ondo Summit em 03/02 (evento focado em tokenização de RWAs (real world assets, ativos do mundo real) e integração TradFi–onchain). O tema é fluxo institucional para “cash on-chain” e infraestrutura de liquidação, com impacto indireto em narrativas de tokenização e stablecoins.
• Optimism (OP): Início, em fevereiro, do programa que direciona 50% da receita do Superchain (receitas agregadas do ecossistema OP Stack) para recompras de OP (mecânica de buyback para alinhar captura de valor do token com a atividade do ecossistema). O foco é implementação prática, cadência e transparência dos parâmetros.
• Ethereum (ETH): Continuidade do “ciclo de execução” do Pectra (pacote de upgrades do protocolo). O mercado acompanha marcos em testnets (redução de risco de execução) e sinalização de cronograma, dado o efeito de “visibilidade de entrega” em 2026.
• Stablecoins e tokenização: Cresce o ruído em torno de stablecoins lastreadas em dólar na Ethereum e trilhos institucionais (infraestrutura para emissão, custódia e liquidação). O efeito é de reforço de tese para redes e protocolos com posicionamento claro em stablecoins/RWAs, mais do que um catalisador pontual de preço nesta semana.
2️⃣ Cenário Macroeconômico
• EUA – Dados de atividade e emprego: Semana carregada com ISM Manufatura (02/02), JOLTS (03/02), ADP (04/02), ISM Serviços (04/02), Jobless Claims (05/02) e Payroll (06/02) (o “combo” que mais mexe em juros e dólar no curto prazo). A leitura conjunta define o tom de condições financeiras e o apetite por risco.
• Europa – BCE + CPI flash: CPI flash (04/02) e decisão do BCE (04–05/02) (juros + coletiva). O mercado reage ao balanço “inflação de serviços vs crescimento”, com impacto em euro e sentimento global.
• Reino Unido – BoE: Decisão do BoE (05/02) (juros + guidance (sinalização)). Pode adicionar volatilidade em FX (câmbio) e influenciar risco na margem.
• Brasil – Atividade: Produção Industrial (PIM-PF) (03/02) como pulso doméstico, mas o canal dominante segue externo (dólar e juros longos dos EUA).
3️⃣ Desbloqueios de Tokens
• Ethena (ENA) — 02/02: Unlock de 40,63M ENA (≈ US$ 5–6M; ~0,55% da oferta em circulação). Evento pequeno.
• Hyperliquid (HYPE) — 06/02: Unlock de 9,92M HYPE (≈ US$ 295–315M; ~2,7%–2,8% da oferta em circulação). Potencial de volatilidade por tamanho relativo e destino do unlock.
• Berachain (BERA) — 06/02: Unlock de ~63,75M BERA (≈ US$ 29–31M; ~41% da oferta em circulação). Número grande em % e, por isso, com risco elevado de distorção de preço no curto prazo (principalmente em janelas de menor liquidez).
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