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1/12) Adesão do Banco Master ao CIPS: Análise Documental e Implicações Geopolíticas

Contexto Estratégico


O Banco Master anunciou em junho/julho de 2025 sua adesão ao Cross-Border Interbank Payment System (CIPS), o sistema chinês de pagamentos transfronteiriços criado para reduzir a dependência global do dólar e do SWIFT.

Embora reportagens da época tenham apresentado a instituição como "o único da América Latina" ou mesmo "o primeiro" a integrar o sistema, essa afirmação é factualmente incorreta: o Banco Bocom BBM tornou-se o primeiro membro pleno do CIPS na América Latina em 29 de março de 2023, mais de dois anos antes do anúncio do Banco Master.

Independentemente da alegação falsa de pioneirismo — que parece ter integrado estratégia de marketing para valorizar a operação —, a adesão do Banco Master apresentava relevância geopolítica distinta: a operação previa que, caso concretizada a transferência de controle para o BRB (uma instituição pública do Distrito Federal), o sistema chinês teria estabelecido entrada formal no sistema financeiro público brasileiro, diferentemente do Bocom BBM, que é instituição de controle chinês operando no Brasil.
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2/12) Cronologia Documentada
Junho/Julho de 2025 - Anúncio em Xangai


Durante a China International Financial Exhibition 2025, Felipe Wallace Simonsen, identificado como head de câmbio do Banco Master, anunciou formalmente a adesão ao CIPS.

Em suas declarações, Simonsen afirmou que a medida seria "uma forma de aproximar as duas moedas [real e renminbi] e de acelerar o fluxo de investimentos diretos da China para o Brasil, além de facilitar as relações comerciais entre as empresas".

Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, complementou declarando que "essa diversificação reduz custos de conversão, amplia a autonomia dos países nas suas relações comerciais e protege os fluxos financeiros de sanções ou restrições impostas por potências globais" — formulação que explicita a dimensão geopolítica da operação.
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3/12) Julho de 2025 - Status Operacional

Reportagem da Crusoé confirmou que, embora o cadastro junto ao CIPS tivesse sido concluído, o Banco Master ainda não havia iniciado operações efetivas no sistema.

O objetivo declarado permanecia no campo do planejamento futuro: facilitar transações de clientes brasileiros com a China.

Fonte: https://web.archive.org/web/20250731140028/https://crusoe.com.br/diario/moraes-podera-ter-cartao-de-credito-do-banco-master/
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4/12) 18 de Novembro de 2025 - Liquidação Extrajudicial

Apenas quatro meses após o anúncio em Xangai, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, bloqueando os bens de seus principais executivos, incluindo Felipe Wallace Simonsen.

O banco foi interrompido antes de efetivar qualquer operação via CIPS.

Contexto Omitido: O Bocom BBM como Verdadeiro Pioneiro

A narrativa construída pelo Banco Master omitiu deliberadamente que o Banco Bocom BBM — instituição resultante da fusão entre o Bank of Communications (um dos cinco maiores bancos comerciais da China) e o brasileiro BBM (antigo Banco da Bahia, fundado em 1858) — já havia se tornado membro pleno do CIPS em 29 de março de 2023, durante a visita presidencial de Lula à China.

O Bocom BBM iniciou operações efetivas no sistema em julho de 2023, conforme declarado por Alexandre Lowenkron, presidente-executivo da instituição à época.

A adesão ocorreu no âmbito do memorando de entendimento assinado entre o Banco Central do Brasil e o Banco Popular da China em janeiro de 2023.

Diferença Crítica: Enquanto o Bocom BBM é uma instituição de controle acionário chinês operando no Brasil, o Banco Master buscava transferir controle para o BRB, um banco público brasileiro.

Essa distinção explica a relevância geopolítica diferenciada da operação do Master: não se tratava de inserir mais uma instituição de capital chinês no Brasil, mas de incorporar o CIPS na infraestrutura de uma entidade estatal brasileira.