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Forwarded from O INFORMANTE
O INFORMANTE
"Eu trabalho com a ideia de que a gente precisa construir alguma coisa nova nesse país. E a coisa nova passa por a gente fazer com que o 'povo pobre acredite' que a gente possa entregar a ele o sonho dele. Eu posso dizer a vocês que o povo pobre não quer muita coisa, gente. Ele não quer muita coisa, ele não quer ficar viajando pra não sei pra onde, o que ele quer é garantir que ele vai ter comida todo dia, que ele vai ter um lugarzinho pra morar, que os filhos dele vão poder estudar, que os filhos vão ter um emprego. É isso que ele quer..."
Isso aí soa bonito, embalado em “preocupação com o pobre”, mas por baixo da maquiagem é a velha utopia autoritária vendida como se fosse pragmatismo compassivo.

Essa fala parte de uma premissa venenosa: de que o pobre é uma massa simples, limitada, previsível, quase infantil, que “não quer muita coisa”. Isso não é empatia: é redução. É transformar pessoas reais em um bloco homogêneo que serve de justificativa para poder ilimitado. Sempre que um político diz que sabe exatamente “o que o povo quer”, prepare-se: ele está prestes a decidir tudo por eles.

E aí vem a promessa mágica: “vamos entregar o sonho dele”. Quem fala assim está vendendo salvação, não política pública. E toda promessa de salvação coletiva exige a mesma moeda: controle. Controle da economia, controle da liberdade de expressão, controle dos comportamentos, controle dos adversários; tudo em nome desse “sonho”. A história inteira prova: regimes que se dizem protetores dos pobres sempre acabam tirando autonomia justamente deles.

Pior: essa fala pinta o pobre como alguém que só deve sonhar com o mínimo: comida, casa, emprego. Claro que isso é fundamental, mas limitar o horizonte ao básico é um truque clássico. Um povo limitado a necessidades básicas é mais fácil de governar, mais fácil de cooptar e muito mais fácil de manipular. Um povo com ambição, mobilidade, estudo e independência é um risco para qualquer projeto de poder.

Esse discurso promete pouco para entregar menos ainda. Ele finge humildade, mas sua estrutura é imperial: “Confie em mim. Eu sei o que você quer. Eu vou decidir por você. E você só precisa agradecer.”

É assim que nasce a utopia impossível: a fantasia de um Estado onipotente que “dá tudo” e, para isso, exige tudo.