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Brasil do Lula:

"Eu trabalho com a ideia de que a gente precisa construir alguma coisa nova nesse país. E a coisa nova passa por a gente fazer com que o 'povo pobre acredite' que a gente possa entregar a ele o sonho dele. Eu posso dizer a vocês que o povo pobre não quer muita coisa, gente. Ele não quer muita coisa, ele não quer ficar viajando pra não sei pra onde, o que ele quer é garantir que ele vai ter comida todo dia, que ele vai ter um lugarzinho pra morar, que os filhos dele vão poder estudar, que os filhos vão ter um emprego. É isso que ele quer..."

No mesmo evento:

"Não tem um presidente nesse país que já viajou mais o mundo do que eu. Não tem um presidente que fez mais amizades internacionais do que eu. Faça como eu, quando eu viajo para Berlim, eu não quero ficar comendo feijoada, acarajé, maniçoba, não, eu vou falar eu quero comer joelho de porco, eu quero comer aquela linguicinha frita numa carroça, eu quero comer salsicha, eu quero comer chucrutes."
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O INFORMANTE
"Eu trabalho com a ideia de que a gente precisa construir alguma coisa nova nesse país. E a coisa nova passa por a gente fazer com que o 'povo pobre acredite' que a gente possa entregar a ele o sonho dele. Eu posso dizer a vocês que o povo pobre não quer muita coisa, gente. Ele não quer muita coisa, ele não quer ficar viajando pra não sei pra onde, o que ele quer é garantir que ele vai ter comida todo dia, que ele vai ter um lugarzinho pra morar, que os filhos dele vão poder estudar, que os filhos vão ter um emprego. É isso que ele quer..."
Isso aí soa bonito, embalado em “preocupação com o pobre”, mas por baixo da maquiagem é a velha utopia autoritária vendida como se fosse pragmatismo compassivo.

Essa fala parte de uma premissa venenosa: de que o pobre é uma massa simples, limitada, previsível, quase infantil, que “não quer muita coisa”. Isso não é empatia: é redução. É transformar pessoas reais em um bloco homogêneo que serve de justificativa para poder ilimitado. Sempre que um político diz que sabe exatamente “o que o povo quer”, prepare-se: ele está prestes a decidir tudo por eles.

E aí vem a promessa mágica: “vamos entregar o sonho dele”. Quem fala assim está vendendo salvação, não política pública. E toda promessa de salvação coletiva exige a mesma moeda: controle. Controle da economia, controle da liberdade de expressão, controle dos comportamentos, controle dos adversários; tudo em nome desse “sonho”. A história inteira prova: regimes que se dizem protetores dos pobres sempre acabam tirando autonomia justamente deles.

Pior: essa fala pinta o pobre como alguém que só deve sonhar com o mínimo: comida, casa, emprego. Claro que isso é fundamental, mas limitar o horizonte ao básico é um truque clássico. Um povo limitado a necessidades básicas é mais fácil de governar, mais fácil de cooptar e muito mais fácil de manipular. Um povo com ambição, mobilidade, estudo e independência é um risco para qualquer projeto de poder.

Esse discurso promete pouco para entregar menos ainda. Ele finge humildade, mas sua estrutura é imperial: “Confie em mim. Eu sei o que você quer. Eu vou decidir por você. E você só precisa agradecer.”

É assim que nasce a utopia impossível: a fantasia de um Estado onipotente que “dá tudo” e, para isso, exige tudo.