Forwarded from Ecio Costa
A conta chegou antes mesmo do final da eleição: como a gastança e o crédito artificial ressuscitaram a inflação no Brasil
🗣️ A prévia da inflação oficial do país (o IPCA-15) de maio trouxe uma notícia que o brasileiro já sentia no bolso, mas que agora se confirmou nos números: a inflação voltou a romper o teto da meta. O índice registrou alta de 0,62% no mês, acelerando com força e empurrando o acumulado de 12 meses para 4,64%. Mas a verdadeira questão que precisamos responder não é o quanto os preços subiram, e sim porque isso está acontecendo.
📊 A resposta não está em um fator externo ou em falta de sorte, mas nas escolhas políticas e econômicas recentes de Brasília. O verdadeiro motor da inflação: o pé no acelerador fiscal e no crédito. O que estamos presenciando é o resultado de um choque de forças na nossa macroeconomia. De um lado, o Banco Central tenta, desesperadamente, controlar a inflação mantendo a taxa de juros (Selic) em patamares elevados. Essa é a política de pisar no freio.
📈 Do outro lado, no entanto, temos um governo que pisa fundo no acelerador. A expansão fiscal tornou-se uma regra, com o país registrando déficits seguidos e despejando dinheiro público na economia. Somado a isso, vemos uma injeção massiva e artificial de linhas de crédito patrocinadas pelo Estado.
‼️ Na economia, quando o governo gasta muito mais do que arrecada e inunda o mercado com crédito artificial em um momento de juros altos, ele gera uma demanda muito maior do que a capacidade do país de produzir bens e serviços. O resultado? O Banco Central tenta apagar o incêndio, mas o próprio governo joga gasolina nas chamas. O esforço da política monetária torna-se inútil e o dragão da inflação desperta. E, como sempre, quem paga essa conta é o cidadão comum.
📌 A realidade que dói no orçamento. Essa descoordenação macroeconômica já forçou o mercado financeiro a revisar para cima a inflação esperada para 2026 pela décima semana consecutiva, batendo os 5,04%. No dia a dia, os reflexos são cruéis e atingem o consumo básico:
📑 Comida na mesa cada vez mais cara. Os alimentos são os grandes vilões do momento, respondendo por quase metade da alta do índice. Produtos que não podem faltar na mesa dispararam: a batata-inglesa subiu impressionantes 26,29%, o tomate avançou 12,97% e o leite ficou 6,07% mais caro.
🚨 O choque na conta de luz. O grupo Habitação também pesou pesado (+1,03%). O retorno da bandeira tarifária amarela puniu os consumidores. Aqui no Recife, a situação foi ainda mais amarga: com o reajuste aprovado no fim de abril, a energia elétrica subiu 5,18% só neste mês.
⚠️ A dor de cuidar da saúde. O brasileiro não está gastando mais só no mercado. O grupo Saúde e cuidados pessoais avançou 1,05%, puxado pelos produtos farmacêuticos (+1,25%) e pelos planos de saúde (+0,50%). Ficar doente está custando muito mais caro.
📢 O alívio temporário (e ilusório) dos transportes. O único setor que ajudou a segurar o índice para não ser ainda pior foi o de Transportes, que registrou queda de 0,33%. Mas, atenção: isso não é fruto de uma melhora estrutural. A queda foi puxada por reduções voláteis nos combustíveis (etanol, diesel e gasolina) e por medidas de gratuidade no transporte público aos domingos em várias capitais do país. Em contrapartida, as passagens aéreas continuam subindo (3,25%).
📊 Na análise regional, nossa capital pernambucana sentiu o golpe. O Recife registrou inflação de 0,66% no mês — acima da média nacional —, acumulando um preocupante avanço de 5,51% em 12 meses. É um dos piores resultados entre todas as capitais pesquisadas.
🚨 O IPCA-15 escancara uma realidade indigesta para a política econômica. Não se controla a inflação apenas com boas intenções. Enquanto o governo não arrumar a própria casa, assumindo um compromisso real com a responsabilidade fiscal e parando de estimular a economia de forma artificial com crédito insustentável, o custo de vida continuará asfixiando o brasileiro. A conta da irresponsabilidade de hoje é o empobrecimento de amanhã.
🗣️ A prévia da inflação oficial do país (o IPCA-15) de maio trouxe uma notícia que o brasileiro já sentia no bolso, mas que agora se confirmou nos números: a inflação voltou a romper o teto da meta. O índice registrou alta de 0,62% no mês, acelerando com força e empurrando o acumulado de 12 meses para 4,64%. Mas a verdadeira questão que precisamos responder não é o quanto os preços subiram, e sim porque isso está acontecendo.
📊 A resposta não está em um fator externo ou em falta de sorte, mas nas escolhas políticas e econômicas recentes de Brasília. O verdadeiro motor da inflação: o pé no acelerador fiscal e no crédito. O que estamos presenciando é o resultado de um choque de forças na nossa macroeconomia. De um lado, o Banco Central tenta, desesperadamente, controlar a inflação mantendo a taxa de juros (Selic) em patamares elevados. Essa é a política de pisar no freio.
📈 Do outro lado, no entanto, temos um governo que pisa fundo no acelerador. A expansão fiscal tornou-se uma regra, com o país registrando déficits seguidos e despejando dinheiro público na economia. Somado a isso, vemos uma injeção massiva e artificial de linhas de crédito patrocinadas pelo Estado.
‼️ Na economia, quando o governo gasta muito mais do que arrecada e inunda o mercado com crédito artificial em um momento de juros altos, ele gera uma demanda muito maior do que a capacidade do país de produzir bens e serviços. O resultado? O Banco Central tenta apagar o incêndio, mas o próprio governo joga gasolina nas chamas. O esforço da política monetária torna-se inútil e o dragão da inflação desperta. E, como sempre, quem paga essa conta é o cidadão comum.
📌 A realidade que dói no orçamento. Essa descoordenação macroeconômica já forçou o mercado financeiro a revisar para cima a inflação esperada para 2026 pela décima semana consecutiva, batendo os 5,04%. No dia a dia, os reflexos são cruéis e atingem o consumo básico:
📑 Comida na mesa cada vez mais cara. Os alimentos são os grandes vilões do momento, respondendo por quase metade da alta do índice. Produtos que não podem faltar na mesa dispararam: a batata-inglesa subiu impressionantes 26,29%, o tomate avançou 12,97% e o leite ficou 6,07% mais caro.
🚨 O choque na conta de luz. O grupo Habitação também pesou pesado (+1,03%). O retorno da bandeira tarifária amarela puniu os consumidores. Aqui no Recife, a situação foi ainda mais amarga: com o reajuste aprovado no fim de abril, a energia elétrica subiu 5,18% só neste mês.
⚠️ A dor de cuidar da saúde. O brasileiro não está gastando mais só no mercado. O grupo Saúde e cuidados pessoais avançou 1,05%, puxado pelos produtos farmacêuticos (+1,25%) e pelos planos de saúde (+0,50%). Ficar doente está custando muito mais caro.
📢 O alívio temporário (e ilusório) dos transportes. O único setor que ajudou a segurar o índice para não ser ainda pior foi o de Transportes, que registrou queda de 0,33%. Mas, atenção: isso não é fruto de uma melhora estrutural. A queda foi puxada por reduções voláteis nos combustíveis (etanol, diesel e gasolina) e por medidas de gratuidade no transporte público aos domingos em várias capitais do país. Em contrapartida, as passagens aéreas continuam subindo (3,25%).
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A humanidade sempre buscou entender as raízes da sua própria existência e os mistérios que compõem a consciência individual ao longo de todos os tempos.