Rituais
Os rituais são próprios e originais e embora tenha alguma semelhança com o "Xangô de Pernambuco", é muito diferente do candomblé da Bahia.
Os rituais de Jêje tem suas rezas próprias (fon), e ainda se vê este belo ritual em dois grandes terreiros na cidade de Porto Alegre, as danças são executadas de par, um de frente para o outro. Há também muitas casas que seguem os fundamentos da nação Oyó que se aproxima muito do ijexá, já que, estas duas provem de regiões próximas na Nigéria.
A principal característica do ritual do Batuque é o fato do iniciado não poder saber em hipótese alguma que foi possuído pelo seu orixá, sob pena de ficar louco.
Cada babalorixá ou iyalorixá tem autonomia na prática de seus rituais, não existem nomenclaturas de cargos como tem no candomblé, exercem plenos poderes em seus ilês. Os filhos de santo se revezam nos cumprimentos das obrigações.
No mínimo uma vez por ano são feitos homenagens com toques para os Orixás, mas as festas grandes são de quatro em quatro anos. Chamamos de festa grande a obrigação que tem ebó, ou seja quando há sacrifícios de animais de quatro patas aos orixás, cabritos, cabras, carneiros, porcos, ovelhas, acompanhados de aves como galos, galinhase pombos.
Esta obrigação serve para homenagear o orixá "dono da casa" e dos filhos que ainda não possuem seu próprio templo. A data é geralmente a mesma que aquele sacerdote teve assentado seu orixá, a data de sua feitura. As festas têm um ciclo ritual longo, que antigamente duravam 32 dias de obrigações, hoje diante das dificuldades duram no máximo 16. O começo de tudo são as limpezas de corpo e da casa, para descarregar totalmente o ambiente e as pessoas, de toda e qualquer negatividade; em seguida são preparados as oferendas e sacrifícios ao Bará. A partir deste momento, os iniciados já ficam confinados ao templo, esquecendo então o cotidiano e passam a viver para os orixás por inteiro até o final dos rituais. No dia do serão (dia da obrigação de matança), todos os orixás recebem sacrifícios de animais. Os cabritos e aves são preparados com diversos temperos e servidos a todos que participarem dos rituais, tudo é aproveitado, inclusive o couro dos animais, que sevem para fazer os tambores usados nos dias de toques.
No dia da festa o salão é enfeitado com as cores dos orixás homenageados. A abertura se dá com a chamada (invocação aos Orixás), feita pelo sacerdote em frente ao peji (quarto de santo), usando a sineta de apenas uma campânula (alaje), saudando todos orixás. Ao som dos tambores, as pessoas formam uma roda de dança em louvor aos orixás, a cada um com coreografias especiais de acordo com suas características.
No final das cerimônias são distribuídos os mercados, (bandejas contendo todo tipo de culinária dos Orixás como: acarajé, axoxó (milho cozido e fatias de coco), farofa de aves, carnes de cabritos (cozidas ou assadas), frutas, fatias de bolos etc.), alguns consomem ali mesmo, outros levam para comer em casa.
Durante a semana são feitos outros rituais de fundamentos para os orixás, inclusive a matança de peixe, que para os batuqueiros significa fartura e prosperidade, os peixes oferecidos são da qualidade Jundiá e Pintado; estes são trazidos vivos do cais do porto ou do mercado público, onde o comércio de artigos religiosos é intenso.
No sábado seguinte é feito o encerramento das obrigações, com mesa de Ibejes e toque, novamente em homenagem aos orixás, neste dia são distribuídos mercados com iguarias e o peixe frito, significando a divisão da fartura e prosperidade com os participantes das homenagens aos orixás. Após o encerramento, o sacerdote leva os filhos que estavam de obrigações ao rio, à igreja, ao mercado público e à casa de alguns sacerdotes, que fazem parte da família religiosa, para baterem cabeça em sinal de respeito e agradecimento; este passeio faz parte do cumprimento dos rituais. Após o passeio todos estão liberados para seguirem normalmente o cotidiano de suas vidas.
Os rituais são próprios e originais e embora tenha alguma semelhança com o "Xangô de Pernambuco", é muito diferente do candomblé da Bahia.
Os rituais de Jêje tem suas rezas próprias (fon), e ainda se vê este belo ritual em dois grandes terreiros na cidade de Porto Alegre, as danças são executadas de par, um de frente para o outro. Há também muitas casas que seguem os fundamentos da nação Oyó que se aproxima muito do ijexá, já que, estas duas provem de regiões próximas na Nigéria.
A principal característica do ritual do Batuque é o fato do iniciado não poder saber em hipótese alguma que foi possuído pelo seu orixá, sob pena de ficar louco.
Cada babalorixá ou iyalorixá tem autonomia na prática de seus rituais, não existem nomenclaturas de cargos como tem no candomblé, exercem plenos poderes em seus ilês. Os filhos de santo se revezam nos cumprimentos das obrigações.
No mínimo uma vez por ano são feitos homenagens com toques para os Orixás, mas as festas grandes são de quatro em quatro anos. Chamamos de festa grande a obrigação que tem ebó, ou seja quando há sacrifícios de animais de quatro patas aos orixás, cabritos, cabras, carneiros, porcos, ovelhas, acompanhados de aves como galos, galinhase pombos.
Esta obrigação serve para homenagear o orixá "dono da casa" e dos filhos que ainda não possuem seu próprio templo. A data é geralmente a mesma que aquele sacerdote teve assentado seu orixá, a data de sua feitura. As festas têm um ciclo ritual longo, que antigamente duravam 32 dias de obrigações, hoje diante das dificuldades duram no máximo 16. O começo de tudo são as limpezas de corpo e da casa, para descarregar totalmente o ambiente e as pessoas, de toda e qualquer negatividade; em seguida são preparados as oferendas e sacrifícios ao Bará. A partir deste momento, os iniciados já ficam confinados ao templo, esquecendo então o cotidiano e passam a viver para os orixás por inteiro até o final dos rituais. No dia do serão (dia da obrigação de matança), todos os orixás recebem sacrifícios de animais. Os cabritos e aves são preparados com diversos temperos e servidos a todos que participarem dos rituais, tudo é aproveitado, inclusive o couro dos animais, que sevem para fazer os tambores usados nos dias de toques.
No dia da festa o salão é enfeitado com as cores dos orixás homenageados. A abertura se dá com a chamada (invocação aos Orixás), feita pelo sacerdote em frente ao peji (quarto de santo), usando a sineta de apenas uma campânula (alaje), saudando todos orixás. Ao som dos tambores, as pessoas formam uma roda de dança em louvor aos orixás, a cada um com coreografias especiais de acordo com suas características.
No final das cerimônias são distribuídos os mercados, (bandejas contendo todo tipo de culinária dos Orixás como: acarajé, axoxó (milho cozido e fatias de coco), farofa de aves, carnes de cabritos (cozidas ou assadas), frutas, fatias de bolos etc.), alguns consomem ali mesmo, outros levam para comer em casa.
Durante a semana são feitos outros rituais de fundamentos para os orixás, inclusive a matança de peixe, que para os batuqueiros significa fartura e prosperidade, os peixes oferecidos são da qualidade Jundiá e Pintado; estes são trazidos vivos do cais do porto ou do mercado público, onde o comércio de artigos religiosos é intenso.
No sábado seguinte é feito o encerramento das obrigações, com mesa de Ibejes e toque, novamente em homenagem aos orixás, neste dia são distribuídos mercados com iguarias e o peixe frito, significando a divisão da fartura e prosperidade com os participantes das homenagens aos orixás. Após o encerramento, o sacerdote leva os filhos que estavam de obrigações ao rio, à igreja, ao mercado público e à casa de alguns sacerdotes, que fazem parte da família religiosa, para baterem cabeça em sinal de respeito e agradecimento; este passeio faz parte do cumprimento dos rituais. Após o passeio todos estão liberados para seguirem normalmente o cotidiano de suas vidas.
Egun
No batuque também temos a parte dos rituais destinados ao culto dos eguns. Este é um ritual cheio de magia e segredos onde poucos sacerdotes têm o completo domínio.
A casa dos Eguns (espíritos dos mortos) fica numa construção separada da casa principal, nos fundos do terreno, onde são feitos diversas obrigações em determinadas datas e quando morre alguém ligado ao terreiro; este local é denominado Balê.
Aos eguns também são oferecidos sacrifícios de animais, e comidas diversas que fazem parte somente deste ritual, não podendo ser usados em outras ocasiões.
Os eguns, assim como os orixás, tem suas rezas (cânticos) próprias, feitos na linguagem yorubá, e em dias de obrigações recebem toques ao som de tambores frouxos e com o acompanhamento de agê (instrumento feito com uma cabaça inteira trançada com cordão e contas diversas).
Cada nação tem rituais diferentes para este tipo de obrigação.
Egun um nome que não pode-se falar dentro de casa é como algo que não presta se falar algo como, um significado de morte, de coisas ruins, eles são usados e chamados para muita maldade são ultilizados em casos ruins para o mal acreditasse que eles são seres que não carregam nem um pouco de luz.
No batuque também temos a parte dos rituais destinados ao culto dos eguns. Este é um ritual cheio de magia e segredos onde poucos sacerdotes têm o completo domínio.
A casa dos Eguns (espíritos dos mortos) fica numa construção separada da casa principal, nos fundos do terreno, onde são feitos diversas obrigações em determinadas datas e quando morre alguém ligado ao terreiro; este local é denominado Balê.
Aos eguns também são oferecidos sacrifícios de animais, e comidas diversas que fazem parte somente deste ritual, não podendo ser usados em outras ocasiões.
Os eguns, assim como os orixás, tem suas rezas (cânticos) próprias, feitos na linguagem yorubá, e em dias de obrigações recebem toques ao som de tambores frouxos e com o acompanhamento de agê (instrumento feito com uma cabaça inteira trançada com cordão e contas diversas).
Cada nação tem rituais diferentes para este tipo de obrigação.
Egun um nome que não pode-se falar dentro de casa é como algo que não presta se falar algo como, um significado de morte, de coisas ruins, eles são usados e chamados para muita maldade são ultilizados em casos ruins para o mal acreditasse que eles são seres que não carregam nem um pouco de luz.
Sacerdócio
O babalorixá ou iyalorixá tem a responsabilidade de formar novos sacerdotes, que darão continuidade aos rituais. Para isto é preciso preparar novos filhos de santo, que durante um certo período de tempo aprenderão todos os rituais para preservação dos cultos.
O sacerdote chefe deve passar aos futuros pais ou mães de santo, todos os segredos referente aos rituais tais como: uso das folhas (folhas sagradas), execução de trabalhos e oferendas, interpretação do jogo de búzios, e até mesmo como preparar um novo sacerdote.
Geralmente o futuro sacerdote já nasce no meio religioso, onde conviverá acompanhando todos os diversos rituais que darão suporte a seus afazeres dentro do culto, e terá pleno conhecimento de todos os tipos de situações que enfrentará em seu futuro templo.
O tempo de aprendizado é longo, não se forma um verdadeiro sacerdote de Orixás com menos de sete anos de feitura, e os ensinamentos são passados de acordo com a evolução da capacidade de aprendizado que o noviço tem, já que os ensinamentos são feitos oralmente, não há livros para ensinar os rituais, a melhor maneira de aprender tudo é conviver desde cedo dentro dos terreiros.
A partir do momento que um noviço se torna um sacerdote de Orixá, terá as mesmas responsabilidades daquele que lhe passou os ensinamentos.
O babalorixá ou iyalorixá tem a responsabilidade de formar novos sacerdotes, que darão continuidade aos rituais. Para isto é preciso preparar novos filhos de santo, que durante um certo período de tempo aprenderão todos os rituais para preservação dos cultos.
O sacerdote chefe deve passar aos futuros pais ou mães de santo, todos os segredos referente aos rituais tais como: uso das folhas (folhas sagradas), execução de trabalhos e oferendas, interpretação do jogo de búzios, e até mesmo como preparar um novo sacerdote.
Geralmente o futuro sacerdote já nasce no meio religioso, onde conviverá acompanhando todos os diversos rituais que darão suporte a seus afazeres dentro do culto, e terá pleno conhecimento de todos os tipos de situações que enfrentará em seu futuro templo.
O tempo de aprendizado é longo, não se forma um verdadeiro sacerdote de Orixás com menos de sete anos de feitura, e os ensinamentos são passados de acordo com a evolução da capacidade de aprendizado que o noviço tem, já que os ensinamentos são feitos oralmente, não há livros para ensinar os rituais, a melhor maneira de aprender tudo é conviver desde cedo dentro dos terreiros.
A partir do momento que um noviço se torna um sacerdote de Orixá, terá as mesmas responsabilidades daquele que lhe passou os ensinamentos.
Outra definição
O batuque, também chamado por vezes de nação, é uma religião afrobrasileira, e por vezes chamada de afrogaúcha, já que está presente quase que apenas no estado do Rio Grande do Sul e em lugares vizinhos a ele (como Santa Cataria, e outros países como Uruguai e Argentina). Alguns registros supõem que tenha se estruturado no século XIX, e que os primeiros terreiros foram fundados na região de Rio Grande e Pelotas. O batuque possui aspectos bastante semelhantes com o Xangô Pernambucano ou Tambor de Mina. É por vezes confundido com o Candomblé.
Do Rio Grande do Sul, o batuque migrou para o Prata, onde hoje há muitas casas "de religião", para usar um termo usado por seus integrantes, na Argentina, Uruguai, Paraguai e outros países vizinhos.
O batuque tem seu culto voltado aos orixás, sendo fruto de religiões dos povos africanos da Costa da Guiné e da Nigéria, com as nações Jeje, Ijexá, Oyó, Cabinda e Nagô (e as chamadas “mistas” como Jeje-Ijexá, Jeje-Nagô, Nagô-Ijexá, etc). Apesar das diversas nações, o culto do Batuque é praticamente homogêneo em todas as casas, predominando a cultura Ijexá que cultua doze orixás (Bará, Ogum Oyá, Xangô, Odé e Otin, Ossanha, Obá, Xapanã, Oxun, Yemanjá e Oxalá), além dos Ibejis (crianças).
Fonte: http://bit.ly/2JjTUdS
O batuque, também chamado por vezes de nação, é uma religião afrobrasileira, e por vezes chamada de afrogaúcha, já que está presente quase que apenas no estado do Rio Grande do Sul e em lugares vizinhos a ele (como Santa Cataria, e outros países como Uruguai e Argentina). Alguns registros supõem que tenha se estruturado no século XIX, e que os primeiros terreiros foram fundados na região de Rio Grande e Pelotas. O batuque possui aspectos bastante semelhantes com o Xangô Pernambucano ou Tambor de Mina. É por vezes confundido com o Candomblé.
Do Rio Grande do Sul, o batuque migrou para o Prata, onde hoje há muitas casas "de religião", para usar um termo usado por seus integrantes, na Argentina, Uruguai, Paraguai e outros países vizinhos.
O batuque tem seu culto voltado aos orixás, sendo fruto de religiões dos povos africanos da Costa da Guiné e da Nigéria, com as nações Jeje, Ijexá, Oyó, Cabinda e Nagô (e as chamadas “mistas” como Jeje-Ijexá, Jeje-Nagô, Nagô-Ijexá, etc). Apesar das diversas nações, o culto do Batuque é praticamente homogêneo em todas as casas, predominando a cultura Ijexá que cultua doze orixás (Bará, Ogum Oyá, Xangô, Odé e Otin, Ossanha, Obá, Xapanã, Oxun, Yemanjá e Oxalá), além dos Ibejis (crianças).
Fonte: http://bit.ly/2JjTUdS
Wikipedia
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Os crocodilianos ou crocodilos são os répteis da ordem Crocodilia (ou Crocodylia), na qual existem 24 espécies vivas e numerosos fósseis. São répteis maioritariamente grandes, predadores e semiaquáticos. Pertencem a esta ordem os crocodilos (família Crocodylidae)…
◇ RELIGIÕES NA TERRA ◇
Parte: 53
Assunto: Babaçuê
Parte: 53
Assunto: Babaçuê
Babaçuê é um culto religioso afro-ameríndio popular do Norte e Nordeste do Brasil em especial nos estados do Amazonas e do Pará.
Também chamado de Batuque-de-Santa-Bárbara, Batuque-de-Mina, é considerado como uma das Religiões afro-brasileiras por ser um tipo de candomblé mestiço, também chamado de Jeje-Nagô, onde são cultuados tanto Orixás como Voduns.
Como Batuque de Santa Bárbara, cultua os Orixás nagôs Iansã e Xangô, a primeira protegendo as mulheres e o segundo, os homens. E na versão Batuque-de-Mina, cultua os Voduns.
Também chamado de Batuque-de-Santa-Bárbara, Batuque-de-Mina, é considerado como uma das Religiões afro-brasileiras por ser um tipo de candomblé mestiço, também chamado de Jeje-Nagô, onde são cultuados tanto Orixás como Voduns.
Como Batuque de Santa Bárbara, cultua os Orixás nagôs Iansã e Xangô, a primeira protegendo as mulheres e o segundo, os homens. E na versão Batuque-de-Mina, cultua os Voduns.
Descrição
O babaçuê é uma religião presente no estado especialmente no Pará, mas também no Amazonas e no Maranhão. De tradição jeje-nagô, possui fortes elementos indígenas. Está intimamente ligada ao tambor-de-mina e ao terecô do Maranhão. "Babaçuê" possivelmente é uma corruptela de "Bárbara Soeira", nome pelo qual o terecô maranhense também é conhecido.
No início do século XX, pesquisadores de visibilidade nacional davam notícias vagas sobre um tipo de culto na Amazôniadenominado "batuque" ou "babaçuê", que teria se curvado às tradições ameríndias, ou seja, à pajelança (CAMPELO, Marilu; DE LUCA, Taíssa; apud Carneiro, 1964).
As danças rituais constituem a parte mais externa e pública do culto. Através das danças, toques e cânticos, as entidades são homenageados, invocadas e se apossam dos iniciados e assim participam dos ritos. Os cânticos do babaçuê recebem o nome genérico de doutrina.
Como o tambor-de-mina e o terecô, o babaçuê se baseia na tradição jeje (fon) de culto aos voduns. Porém, também é realizado o culto aos orixás (tradição nagô), em especial Iansã (orixá dos ventos e protetora das mulheres, sincretizada com Santa Bárbara) e Xangô (orixá dos raios e da justiça, protetor dos homens). Além de voduns e orixás, cultuam-se os "caboclos" ou "encantados", ou seja, os espíritos dos ancestrais indígenas. Narra Carneiro (2014):
[...] Alvarenga inicia seus registros sobre babassuê ou pajelança em Belém, tomando como base o pajé Sátiro Ferreira de Barros, ele 'tinha 43 anos. Nascido em Belém do Pará, no ano de 1895, era negro e filho de João Batista de Oliveira e Maria Teodora de Barros, ambos paraenses da capital. Disse que não trabalhava, vivia do babassuê e que era chefe do terreiro Babau Mataitá.
— ALVARENGA, 1950, p.21.
Segundo o relato de Alvarenga (1950), Sátiro afirmava que em Belém existiam três linhas de culto africanas: a cambinda, trazidas pelos primeiros que chegaram à cidade; a nagô, que veio depois; e a jeje que chamava o batuque pelo nome de "tambô di mina" (p. 22). A autora segue durante toda a sua obra descrevendo atividades realizadas por Sátiro em sua casa, e chama atenção em seu texto para o fato de que na pajelança de Sátiro, o pajé negro, não haver uso ou referência à pena e ao maracá. Ela procura destacar que, mesmo invocando espíritos como o de Japetequara (um velho índio que mora nos matos da Ilha do Marajó), Sátiro cultua os voduns jeje, "entidades trazidas pelos escravos africanos do antigo reino do Daomé".
Esse registro das atividades de Sátiro nos permite perceber que as práticas de pajelança no Pará apresentavam um outro elemento marcante, além da hegemonia da figura do índio pajé e do caboclo pajé, há o negro pajé que introduz na configuração da pajelança amazônica elementos africanos. Alvarenga (1950) parece querer estabelecer que a pajelança amazônica seria o resultado da amalgamação de religiões de origem africanae de cultos praticados pelos índios da região. A pajelança, chamada de babassuê por Sátiro, seria o exemplo concreto de uma religião primitivamente brasileira: o babassuê. Nessa prática se teria a base de todas as crenças brasileiras, construída com a predominância de elementos negros e índios"
Fonte: http://bit.ly/2FDzA24
O babaçuê é uma religião presente no estado especialmente no Pará, mas também no Amazonas e no Maranhão. De tradição jeje-nagô, possui fortes elementos indígenas. Está intimamente ligada ao tambor-de-mina e ao terecô do Maranhão. "Babaçuê" possivelmente é uma corruptela de "Bárbara Soeira", nome pelo qual o terecô maranhense também é conhecido.
No início do século XX, pesquisadores de visibilidade nacional davam notícias vagas sobre um tipo de culto na Amazôniadenominado "batuque" ou "babaçuê", que teria se curvado às tradições ameríndias, ou seja, à pajelança (CAMPELO, Marilu; DE LUCA, Taíssa; apud Carneiro, 1964).
As danças rituais constituem a parte mais externa e pública do culto. Através das danças, toques e cânticos, as entidades são homenageados, invocadas e se apossam dos iniciados e assim participam dos ritos. Os cânticos do babaçuê recebem o nome genérico de doutrina.
Como o tambor-de-mina e o terecô, o babaçuê se baseia na tradição jeje (fon) de culto aos voduns. Porém, também é realizado o culto aos orixás (tradição nagô), em especial Iansã (orixá dos ventos e protetora das mulheres, sincretizada com Santa Bárbara) e Xangô (orixá dos raios e da justiça, protetor dos homens). Além de voduns e orixás, cultuam-se os "caboclos" ou "encantados", ou seja, os espíritos dos ancestrais indígenas. Narra Carneiro (2014):
[...] Alvarenga inicia seus registros sobre babassuê ou pajelança em Belém, tomando como base o pajé Sátiro Ferreira de Barros, ele 'tinha 43 anos. Nascido em Belém do Pará, no ano de 1895, era negro e filho de João Batista de Oliveira e Maria Teodora de Barros, ambos paraenses da capital. Disse que não trabalhava, vivia do babassuê e que era chefe do terreiro Babau Mataitá.
— ALVARENGA, 1950, p.21.
Segundo o relato de Alvarenga (1950), Sátiro afirmava que em Belém existiam três linhas de culto africanas: a cambinda, trazidas pelos primeiros que chegaram à cidade; a nagô, que veio depois; e a jeje que chamava o batuque pelo nome de "tambô di mina" (p. 22). A autora segue durante toda a sua obra descrevendo atividades realizadas por Sátiro em sua casa, e chama atenção em seu texto para o fato de que na pajelança de Sátiro, o pajé negro, não haver uso ou referência à pena e ao maracá. Ela procura destacar que, mesmo invocando espíritos como o de Japetequara (um velho índio que mora nos matos da Ilha do Marajó), Sátiro cultua os voduns jeje, "entidades trazidas pelos escravos africanos do antigo reino do Daomé".
Esse registro das atividades de Sátiro nos permite perceber que as práticas de pajelança no Pará apresentavam um outro elemento marcante, além da hegemonia da figura do índio pajé e do caboclo pajé, há o negro pajé que introduz na configuração da pajelança amazônica elementos africanos. Alvarenga (1950) parece querer estabelecer que a pajelança amazônica seria o resultado da amalgamação de religiões de origem africanae de cultos praticados pelos índios da região. A pajelança, chamada de babassuê por Sátiro, seria o exemplo concreto de uma religião primitivamente brasileira: o babassuê. Nessa prática se teria a base de todas as crenças brasileiras, construída com a predominância de elementos negros e índios"
Fonte: http://bit.ly/2FDzA24
Wikipedia
Babaçuê – Wikipédia, a enciclopédia livre
Babaçuê é um culto religioso afro-ameríndio popular do Norte e Nordeste do Brasil em especial nos estados do Amazonas e do Pará.
◇ RELIGIÕES NA TERRA ◇
Parte: 54
Assunto: Candomblé jeje
Parte: 54
Assunto: Candomblé jeje
Candomblé Jeje, é o candomblé que cultua os Voduns do Reino do Daomé levados para o Brasil pelos africanos escravizados em várias regiões da África Ocidental e África Central. Essas divindades são da rica, complexa e elevada Mitologia Fon. Os vários grupos étnicos - como fon, ewe, fanti, ashanti, mina - ao chegarem no Brasil, eram chamados djedje(do yoruba àjèjì, 'estrangeiro, estranho'), designação que os yoruba, no Daoméatribuíam aos povos vizinhos, Introduziram o seu culto em Salvador, Cachoeira e São Felix, na Bahia, em São Luís, no Maranhão, e, posteriormente, em vários outros estados do Brasil.
História
Assim, como os Nagôs ou yorubas, os jejes língua ewe, língua fon, língua mina e os fanti ashantis, formam grupos sudaneses que englobam a África Ocidental hoje denominada de Nigéria,Gana, Benin e Togo. Sua entrada no Brasil ocorreu em meados do século XVII.
A palavra djedje (jeje) recebeu uma conotação pejorativa, como “inimigo”, por parte dos povos conquistados pelos reis de Dahomey. Quando os conquistadores eram avistados pelos nativos de uma aldeia, muitos gritavam dando o alarme “Pou okan, djedje hum wa!” ("Olhem, os jejes estão chegando!).
Quando os primeiros daomeanos chegaram ao Brasil como escravos, aqueles que já estavam aqui reconheceram o inimigo e gritaram “Pou okan, djedje hum wa!”; e assim ficou conhecido o culto dos Voduns no Brasil ou Nação Jeje.
Assim, como os Nagôs ou yorubas, os jejes língua ewe, língua fon, língua mina e os fanti ashantis, formam grupos sudaneses que englobam a África Ocidental hoje denominada de Nigéria,Gana, Benin e Togo. Sua entrada no Brasil ocorreu em meados do século XVII.
A palavra djedje (jeje) recebeu uma conotação pejorativa, como “inimigo”, por parte dos povos conquistados pelos reis de Dahomey. Quando os conquistadores eram avistados pelos nativos de uma aldeia, muitos gritavam dando o alarme “Pou okan, djedje hum wa!” ("Olhem, os jejes estão chegando!).
Quando os primeiros daomeanos chegaram ao Brasil como escravos, aqueles que já estavam aqui reconheceram o inimigo e gritaram “Pou okan, djedje hum wa!”; e assim ficou conhecido o culto dos Voduns no Brasil ou Nação Jeje.
Bahia
A daomeana Ludovina Pessoa, natural da cidade Mahi (pron. marri), foi escolhida pelos Voduns para fundar três templos na Bahia:
um templo para Dan; Kwé Sejá Hundé, mais conhecido como a Roça do Ventura ou Kpó Zehen [pó zerrêm] de Jeje Mahi, em Cachoeira e São Felix;
um templo para Heviossô Zoogodo Bogun Male Hundô Terreiro do Bogum, em Salvador;
um templo para Ajunsun, que não se sabe por que não foi efetivamente criado. Esse é o segmento Jeje Mahi do povo Fon.
O templo de Ajunsun-Sakpata foi criado mais tarde pela africana Gaiaku Satu, em salvadore recebeu o nome mais conhecido por Cacunda de Yayá, que tem como sua representante a Gaiaku Maria de Lourdes Buana (Gaiaku Ominibu Kafae foobá), filha de Mãe Tança de Nanã (Jaoci), que era filha de Gaiaku Satu.A Cacunda de YáYá funcionou muitos anos no bairro da "Sussuarana" em Salvador, onde tiveram que se deslocar do lugar original pela construção da rodovia, onde foram indenizados pelo governo baiano, e foram se instalar na parte mais alta do terreno, que dizem ser tão grande que não sabiam a dimensão exata, tinha mata, fontes, riachos, tudo no terreno da Cacunda.
Gaiaku Lourdes, teve roça em Salvador, no Bairro Alto do Cabrito, e também em Nilópolis, cidade na região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, e viveu até os seus 90 anos, falecendo em Outubro de 2014, marcando sua tradição no Kwe Foobá, com diversos descendentes do Jeje Savalu. Seguindo a tradição Kwe Foobá está a Doné Maira Bohana de Jesus, filha carnal e descendente espiritual de Gaiaku Lourdes. O Kwe Foobá está localizado na Rua Coronel França Leite, 1591 - Nilópolis - RJ.
São os Jeje Savalu ou Savaluno. Sakpata era rei da cidade de Savalu na África, segundo alguns historiadores, e foi o único rei que preferiu o exílio a se render aos conquistadores do Daomé. O dialeto dos savalus também é o Fon.
Na Rua do Curuzu, no bairro da Liberdade, em Salvador, Amilton de Adaen(Sogbo) segue a luta pela preservação da tradição do Jeje Savaluno, na condição de Doté, à frente do Kwe Vodun Zo (Templo do Vodun/Espírito do Fogo). Amilton é descendente espiritual da Cacunda de Yayá, onde teve o seu nascimento para zelar do Panteão Savaluno, pelas mãos de Jaoci Mãe Tança de Nanã.
A daomeana Ludovina Pessoa, natural da cidade Mahi (pron. marri), foi escolhida pelos Voduns para fundar três templos na Bahia:
um templo para Dan; Kwé Sejá Hundé, mais conhecido como a Roça do Ventura ou Kpó Zehen [pó zerrêm] de Jeje Mahi, em Cachoeira e São Felix;
um templo para Heviossô Zoogodo Bogun Male Hundô Terreiro do Bogum, em Salvador;
um templo para Ajunsun, que não se sabe por que não foi efetivamente criado. Esse é o segmento Jeje Mahi do povo Fon.
O templo de Ajunsun-Sakpata foi criado mais tarde pela africana Gaiaku Satu, em salvadore recebeu o nome mais conhecido por Cacunda de Yayá, que tem como sua representante a Gaiaku Maria de Lourdes Buana (Gaiaku Ominibu Kafae foobá), filha de Mãe Tança de Nanã (Jaoci), que era filha de Gaiaku Satu.A Cacunda de YáYá funcionou muitos anos no bairro da "Sussuarana" em Salvador, onde tiveram que se deslocar do lugar original pela construção da rodovia, onde foram indenizados pelo governo baiano, e foram se instalar na parte mais alta do terreno, que dizem ser tão grande que não sabiam a dimensão exata, tinha mata, fontes, riachos, tudo no terreno da Cacunda.
Gaiaku Lourdes, teve roça em Salvador, no Bairro Alto do Cabrito, e também em Nilópolis, cidade na região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, e viveu até os seus 90 anos, falecendo em Outubro de 2014, marcando sua tradição no Kwe Foobá, com diversos descendentes do Jeje Savalu. Seguindo a tradição Kwe Foobá está a Doné Maira Bohana de Jesus, filha carnal e descendente espiritual de Gaiaku Lourdes. O Kwe Foobá está localizado na Rua Coronel França Leite, 1591 - Nilópolis - RJ.
São os Jeje Savalu ou Savaluno. Sakpata era rei da cidade de Savalu na África, segundo alguns historiadores, e foi o único rei que preferiu o exílio a se render aos conquistadores do Daomé. O dialeto dos savalus também é o Fon.
Na Rua do Curuzu, no bairro da Liberdade, em Salvador, Amilton de Adaen(Sogbo) segue a luta pela preservação da tradição do Jeje Savaluno, na condição de Doté, à frente do Kwe Vodun Zo (Templo do Vodun/Espírito do Fogo). Amilton é descendente espiritual da Cacunda de Yayá, onde teve o seu nascimento para zelar do Panteão Savaluno, pelas mãos de Jaoci Mãe Tança de Nanã.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, foi fundado pela africana Gaiaku Rosena, natural de Allada, o Terreiro do Kpodagbá no bairro da Saúde, que foi herdado por sua filha Adelaide São Martinho do Espírito Santo, também conhecida como Ontinha de Oiá (Oya Devodê), mais conhecida como Mejitó, que transferiu a casa de santo para o bairro Coelho da Rocha, e esse axé foi herdado por Glorinha Tokweno (lê-se: Toqüeno), com terreiro no bairro de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro. O Kpodabá é a casa matriz , mas deixou ramificações, como o Kwesinfá fundado em Agostinho Porto, por Natalina de Oxum (Ezintoede) tendo como herdeira Helena de Dan que transferiu o axépara Parque Paulista, em Duque de Caxias. A sacerdotisa Ercylia Braz da Silva mais conhecida como Cecília de Bela Vista, tinha o seu terreiro fundado no Rio de Janeiro e foi iniciada no Jeje por mãe Runhó no terreiro do Bogum, após a morte de sua mãe de Santo ercylia migrou para o engenho Velho casa branca pois por motivo de força maior pois no terreiro do bogum não tinha nenhum pessoa q fosse mais velha do que a mãe ercylia pois mãe ercylia não ficou de mãe de Santo no terreiro do bogum bogum por grandes motivos, ao chegar no engenho Velho mãe maci deu obrigação em dona ercylia foi aí que ela ganhou o seu cargo de ya morô e yalê apois muitos anos ganhou o cargo de ya tebexé da casa branca, aos seus 115 anos de vida ela faleceu pois só tinha uma pessoa q poderia ficar como babalorixá era o babá kekerê de sua casa Jorginho de logum pois Antônio Jorge só era um dois últimos filhos de Santo dela com o seu terreiro fundado em Caxias ela tinha mais de 350 filhos de Santo raspado pois o único q poderia ser o herdeiro legal de tudo é Jorge de logum pois pai jorge o famoso ODÉBABAOMIM do rio de janeiro pois hoje ele exerce o seu cargo de babalorixá em Nova Iguaçu geneciano pois lá no seu yle ele tem mais de 200 filhos de Santo raspado pois hoje ele tem o seu grande Palácio a casa do grande rei odé e o príncipe logum. Tendo ramificações do Axé em Brasília, fundado pelo sacerdote Rui D'Osaguian filho de Natalina de Aziri. Em Manaus/Amazonas o kwensinfá teve sua ramificação através do Babalorixá Edmilson D´Oxossi, filho do sacerdote Rui D´Osaguian.
Depois, descendente do Zogbodo Bo Gu Ma Le Seja Hunde, veio Antonio Pinto de Oliveira,Tata Fomotinho que fundou o Kwe Sejá Nassó, no bairro de Santo Cristo, depois mudou-se para Madureira na Estrada do Portela, depois para São João de Meriti onde finalmente se estabeleceu na Rua Paraíba.
Dizem os mais velhos, que Mejitó, ajudou muito Tata Fomotinho no começo de sua vida de santo no Rio de Janeiro.
Ele deixou uma legião de filhos, netos e bisnetos. Dentre esses, Jorge de Iemanjá que fundou o Kwe Sejá Tessi, Pai Zézinho da Boa Viagem que fundou o Terreiro de Nossa Senhora dos Navegantes, Tia Belinha que fundou a Colina de Oxosse, Etemi Marcelo de Avimaje, mais conhecido no Rio de Janeiro como Doté Marcelo de Jagun, filho de Tia Belinha do Oxossi que fundou o Kwe Sejá Ji Dan, Amaro de Xangô, Djalma Souza Santos (Djalma de Lalu) que fundou o Kwe Lonã. Djalma de Lalu iniciou Doné Mirtéia de Ogun que fundou o Axé Kwe Azon, que por sua vez iniciou Doté Wildes de Obaluayê que fundou o Axé Kwe Egi, Doté José Luiz Nunes de Ogun, primeiro filho de Doné Mirtéia do Ogun, que fundou o Hunkpame Guniké, Doné Vilma da Oxum (Hunsó do Hunkpame Guniké), filha do Pai Bira de Bessen, Doné Dilcéia de Oxum que fundou o Kwe Kawì (neta de mãe Mirtéia), Doné Dezinha de Oxum que fundou o Kwe Ellè e Heraldo Sanches de Araújo (Doté Heraldo de Xangô ((filho de Doné Mirtéia) iniciado no Nago Egbá) após mudar as águas, fundou o Axé Kwe L'Ossu, Doné Maria de Iansã (in memoriam) (também filha de Mirtéia), que fundou o Kwe Sejá Demi, Doté Nelson de Logun Edé (in memoriam), que fundou o Kwè Sejá Singbo.
Ressaltamos ainda, a importância do Jeje Mahi quanto ao Vodun Azunsun ou Ajunsun - Azansu, Sakpatá. [Todos os Voduns, pertencentes ao panteão de Sakpatá, são da família Dambirá. Nesse panteão temos vários Voduns. O mais velho que se tem notícia é Toy Akossu, no transe, ele se m
No Rio de Janeiro, foi fundado pela africana Gaiaku Rosena, natural de Allada, o Terreiro do Kpodagbá no bairro da Saúde, que foi herdado por sua filha Adelaide São Martinho do Espírito Santo, também conhecida como Ontinha de Oiá (Oya Devodê), mais conhecida como Mejitó, que transferiu a casa de santo para o bairro Coelho da Rocha, e esse axé foi herdado por Glorinha Tokweno (lê-se: Toqüeno), com terreiro no bairro de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro. O Kpodabá é a casa matriz , mas deixou ramificações, como o Kwesinfá fundado em Agostinho Porto, por Natalina de Oxum (Ezintoede) tendo como herdeira Helena de Dan que transferiu o axépara Parque Paulista, em Duque de Caxias. A sacerdotisa Ercylia Braz da Silva mais conhecida como Cecília de Bela Vista, tinha o seu terreiro fundado no Rio de Janeiro e foi iniciada no Jeje por mãe Runhó no terreiro do Bogum, após a morte de sua mãe de Santo ercylia migrou para o engenho Velho casa branca pois por motivo de força maior pois no terreiro do bogum não tinha nenhum pessoa q fosse mais velha do que a mãe ercylia pois mãe ercylia não ficou de mãe de Santo no terreiro do bogum bogum por grandes motivos, ao chegar no engenho Velho mãe maci deu obrigação em dona ercylia foi aí que ela ganhou o seu cargo de ya morô e yalê apois muitos anos ganhou o cargo de ya tebexé da casa branca, aos seus 115 anos de vida ela faleceu pois só tinha uma pessoa q poderia ficar como babalorixá era o babá kekerê de sua casa Jorginho de logum pois Antônio Jorge só era um dois últimos filhos de Santo dela com o seu terreiro fundado em Caxias ela tinha mais de 350 filhos de Santo raspado pois o único q poderia ser o herdeiro legal de tudo é Jorge de logum pois pai jorge o famoso ODÉBABAOMIM do rio de janeiro pois hoje ele exerce o seu cargo de babalorixá em Nova Iguaçu geneciano pois lá no seu yle ele tem mais de 200 filhos de Santo raspado pois hoje ele tem o seu grande Palácio a casa do grande rei odé e o príncipe logum. Tendo ramificações do Axé em Brasília, fundado pelo sacerdote Rui D'Osaguian filho de Natalina de Aziri. Em Manaus/Amazonas o kwensinfá teve sua ramificação através do Babalorixá Edmilson D´Oxossi, filho do sacerdote Rui D´Osaguian.
Depois, descendente do Zogbodo Bo Gu Ma Le Seja Hunde, veio Antonio Pinto de Oliveira,Tata Fomotinho que fundou o Kwe Sejá Nassó, no bairro de Santo Cristo, depois mudou-se para Madureira na Estrada do Portela, depois para São João de Meriti onde finalmente se estabeleceu na Rua Paraíba.
Dizem os mais velhos, que Mejitó, ajudou muito Tata Fomotinho no começo de sua vida de santo no Rio de Janeiro.
Ele deixou uma legião de filhos, netos e bisnetos. Dentre esses, Jorge de Iemanjá que fundou o Kwe Sejá Tessi, Pai Zézinho da Boa Viagem que fundou o Terreiro de Nossa Senhora dos Navegantes, Tia Belinha que fundou a Colina de Oxosse, Etemi Marcelo de Avimaje, mais conhecido no Rio de Janeiro como Doté Marcelo de Jagun, filho de Tia Belinha do Oxossi que fundou o Kwe Sejá Ji Dan, Amaro de Xangô, Djalma Souza Santos (Djalma de Lalu) que fundou o Kwe Lonã. Djalma de Lalu iniciou Doné Mirtéia de Ogun que fundou o Axé Kwe Azon, que por sua vez iniciou Doté Wildes de Obaluayê que fundou o Axé Kwe Egi, Doté José Luiz Nunes de Ogun, primeiro filho de Doné Mirtéia do Ogun, que fundou o Hunkpame Guniké, Doné Vilma da Oxum (Hunsó do Hunkpame Guniké), filha do Pai Bira de Bessen, Doné Dilcéia de Oxum que fundou o Kwe Kawì (neta de mãe Mirtéia), Doné Dezinha de Oxum que fundou o Kwe Ellè e Heraldo Sanches de Araújo (Doté Heraldo de Xangô ((filho de Doné Mirtéia) iniciado no Nago Egbá) após mudar as águas, fundou o Axé Kwe L'Ossu, Doné Maria de Iansã (in memoriam) (também filha de Mirtéia), que fundou o Kwe Sejá Demi, Doté Nelson de Logun Edé (in memoriam), que fundou o Kwè Sejá Singbo.
Ressaltamos ainda, a importância do Jeje Mahi quanto ao Vodun Azunsun ou Ajunsun - Azansu, Sakpatá. [Todos os Voduns, pertencentes ao panteão de Sakpatá, são da família Dambirá. Nesse panteão temos vários Voduns. O mais velho que se tem notícia é Toy Akossu, no transe, ele se m
antém deitado na azan (esteira). Dizem os mais velhos, que Toy Akossu é o patrono dos cientistas, ele lhes dá inspirações para a descoberta das fórmulas mágicas que curarão as doenças e as pestes. Ele é a própria "doença e cura", como também um excelente conselheiro.]
São Paulo
Pai Vavá de Bessém era da nação Jeje Savalude Cachoeira de São Félix iniciado aos 3 anos como era comum na época, quando jovem foi para Salvador onde teve um terreiro de candomblé e viveu por muitos anos, depois foi morar no Rio de Janeiro e por último em São Paulo onde morou até morrer.
Pai Vavá de Bessém era da nação Jeje Savalude Cachoeira de São Félix iniciado aos 3 anos como era comum na época, quando jovem foi para Salvador onde teve um terreiro de candomblé e viveu por muitos anos, depois foi morar no Rio de Janeiro e por último em São Paulo onde morou até morrer.
Voduns
Os Voduns no Jeje são basicamente os da Mitologia Ewe e Fon.
Dangbé é a serpente sagrada que representa o espírito de Vodum Dan.
Mawu é o Ser Supremo dos povos Ewe e Fon.
Lissá que é masculino, e também co-responsável pela Criação.
Loko é o primogênito dos voduns.dono da joia de mahi que e o rungbe
Gu vodun dos metais, guerra, fogo, e tecnologia.
Heviossô vodun que comanda os raios e relâmpagos.
Sakpatá vodun da varíola.
Dan vodun da riqueza, representado pela serpente do arco-íris.
Agué vodun da caça e protetor das florestas.
Agbê vodun dono dos mares.
Ayizan vodun feminino dona da crosta terrestre e dos mercados.
Agassu vodun que representa a linhagem real do Reino do Dahomey.
Aguê vodun que representa a terra firme.
Legba o caçula de Mawu e Lissá, e representa as entradas e saídas e a sexualidade.
Fa vodun da adivinhação e do destino.
Aziri vodun das águas doces.
Possun vodun do po e da terra seca representado pelo tigre.
Bessem é o dono das águas doces em Abomey e Ouidah, do qual é patrono.
Sogbô vodun do trovão da família de Heviossô.
Tobossi, Naê ou Mami Wata, são todas as voduns femininas das ezins jeçuçu, jevivi e salobres.
Nanã considerada por todos os adeptos do Culto Vodun como a grande Mãe Universal.
Os Voduns no Jeje são basicamente os da Mitologia Ewe e Fon.
Dangbé é a serpente sagrada que representa o espírito de Vodum Dan.
Mawu é o Ser Supremo dos povos Ewe e Fon.
Lissá que é masculino, e também co-responsável pela Criação.
Loko é o primogênito dos voduns.dono da joia de mahi que e o rungbe
Gu vodun dos metais, guerra, fogo, e tecnologia.
Heviossô vodun que comanda os raios e relâmpagos.
Sakpatá vodun da varíola.
Dan vodun da riqueza, representado pela serpente do arco-íris.
Agué vodun da caça e protetor das florestas.
Agbê vodun dono dos mares.
Ayizan vodun feminino dona da crosta terrestre e dos mercados.
Agassu vodun que representa a linhagem real do Reino do Dahomey.
Aguê vodun que representa a terra firme.
Legba o caçula de Mawu e Lissá, e representa as entradas e saídas e a sexualidade.
Fa vodun da adivinhação e do destino.
Aziri vodun das águas doces.
Possun vodun do po e da terra seca representado pelo tigre.
Bessem é o dono das águas doces em Abomey e Ouidah, do qual é patrono.
Sogbô vodun do trovão da família de Heviossô.
Tobossi, Naê ou Mami Wata, são todas as voduns femininas das ezins jeçuçu, jevivi e salobres.
Nanã considerada por todos os adeptos do Culto Vodun como a grande Mãe Universal.
Ritual
Na Nação Jeje existe a necessidade do poço (se não existir uma nascente nas terras), o ideal é um sítio com nascente, mata natural, plantas e animais.
Infelizmente nas casas urbanas isto já não é tão possível, pois as Casas cada vez mais diminuem de tamanho. Mas ainda assim toda casa Jeje deverá ter pelo menos um poço, um local reservado exclusivamente para as plantas e árvores necessárias ao culto, que chamamos "kpamahin", e alguns animais que são muito importantes no culto.
Voduns não usam roupas luxuosas não gostam de roupas de festa e geralmente preferem a boa e velha roupa de ração. As danças são cadenciadas em um ritmo mais denso e pesado.
A iniciação ao culto dos voduns é complexa, longa e pode envolver longas caminhadas a santuários e mercados e períodos de reclusão dentro do convento ou terreiro humpagme, que podem chegar a durar um ano, onde os neófitos são submetidos a uma dura rotina de danças, preces, aprendizagem de línguas sagradas e votos de segredo e obediência.
Na Nação Jeje existe a necessidade do poço (se não existir uma nascente nas terras), o ideal é um sítio com nascente, mata natural, plantas e animais.
Infelizmente nas casas urbanas isto já não é tão possível, pois as Casas cada vez mais diminuem de tamanho. Mas ainda assim toda casa Jeje deverá ter pelo menos um poço, um local reservado exclusivamente para as plantas e árvores necessárias ao culto, que chamamos "kpamahin", e alguns animais que são muito importantes no culto.
Voduns não usam roupas luxuosas não gostam de roupas de festa e geralmente preferem a boa e velha roupa de ração. As danças são cadenciadas em um ritmo mais denso e pesado.
A iniciação ao culto dos voduns é complexa, longa e pode envolver longas caminhadas a santuários e mercados e períodos de reclusão dentro do convento ou terreiro humpagme, que podem chegar a durar um ano, onde os neófitos são submetidos a uma dura rotina de danças, preces, aprendizagem de línguas sagradas e votos de segredo e obediência.
Hierarquia
Bokonon - Sacerdote do Vodun Fa equivalente ao Babalawo
Doté Sacerdotes (homens) da família de Sogbô e Doné Sacerdotisas (mulheres) esse título é usado no Terreiro do Bogum onde também são usados os títulos Gaiaku e Mejitó.
Noche - Sacerdotisas do Jeje-Mina
Vodunsi - após 1 ano da iniciação.
Kajekaji - iniciado que ainda não completou o ciclo de obrigações.
Curiosidades: Tasén = cerimonia equivalente ao bori dos yoruba.
Hundote (rundote) = O mesmo que abiasé dos yorubas, quando a mae é iniciada com o filho no ventre, esse filho se torna um hundote.
Ahehun (Arerrum) = o mesmo que yao.
Ahuretè- ahè ( arrurete, arre ) = termo usado para pessoas nao iniciadas, o mesmo que abian dos yoruba.
Adla' = o mesmo que ebo' dos yoruba.
Azan = o mesmo que mariow dos yorubas.
Agrala = o mesmo que pade dos yoruba.
Ta', ita' = o mesmo que ori dos yorubas.
Hundeme= ronco
Mlam mlam = rezas
Dope= o mesmo que pao'
Aban= prato.
Abaman= caneca.
Abieé = o mesmo que ago, perdão.
Odohozan ( odorozan)= o mesmo que xire dos yoruba.
Durozan= despachar.
Fonte: http://bit.ly/2UqBoWs
Bokonon - Sacerdote do Vodun Fa equivalente ao Babalawo
Doté Sacerdotes (homens) da família de Sogbô e Doné Sacerdotisas (mulheres) esse título é usado no Terreiro do Bogum onde também são usados os títulos Gaiaku e Mejitó.
Noche - Sacerdotisas do Jeje-Mina
Vodunsi - após 1 ano da iniciação.
Kajekaji - iniciado que ainda não completou o ciclo de obrigações.
Curiosidades: Tasén = cerimonia equivalente ao bori dos yoruba.
Hundote (rundote) = O mesmo que abiasé dos yorubas, quando a mae é iniciada com o filho no ventre, esse filho se torna um hundote.
Ahehun (Arerrum) = o mesmo que yao.
Ahuretè- ahè ( arrurete, arre ) = termo usado para pessoas nao iniciadas, o mesmo que abian dos yoruba.
Adla' = o mesmo que ebo' dos yoruba.
Azan = o mesmo que mariow dos yorubas.
Agrala = o mesmo que pade dos yoruba.
Ta', ita' = o mesmo que ori dos yorubas.
Hundeme= ronco
Mlam mlam = rezas
Dope= o mesmo que pao'
Aban= prato.
Abaman= caneca.
Abieé = o mesmo que ago, perdão.
Odohozan ( odorozan)= o mesmo que xire dos yoruba.
Durozan= despachar.
Fonte: http://bit.ly/2UqBoWs
Wikipedia
Candomblé jeje – Wikipédia, a enciclopédia livre
Religiões afro-brasileiras
◇ RELIGIÕES NA TERRA ◇
Parte: 55
Assunto: Candomblé ketu
Parte: 55
Assunto: Candomblé ketu
Candomblé Ketu (pronuncia-se "quêtu", também chamado candomblé queto ou candomblé de rito nagô) é a maior e a mais popular "nação" do candomblé, uma das religiões afro-brasileiras, tendo origens nas tradições dos povos da região Ketu, incluídos entre os iorubás ("nagôs").
Origens
Um dos mitos da criação do mundo (Cf. em Barretti Fª, (1984/2003) 2012 - "Ilê-Ifé a Origem do Mundo.") diz que Odùduwà. é seu criador, fundador e o primeiro Ọba Òóni Ifè de Ilé-Ifè – o progenitor de todo o povo yorùbá(Cf. em Barretti Fª, (2003) 2012 - "Odùduwà – Óòni Ifè"). Numa sociedade polígama, Odùduwà teve muitas esposas e uma grande prole. (Cf. em Barretti Fº, (2003) 2012 - "As Esposas de Odùduwà").
Os filhos, netos ou bisnetos de Odùduwà, os deuses, semideuses e/ou heróis, formaram a base da nação yorùbá, o que faz Odùduwà ser conhecido como "O Patriarca dos Yorùbá", passando a ser aclamado de Olófin Odùduwà Àjàlàiyé. (Cf. em Barretti Fº, (2003) 2012 - "A Formação do Povo Yorùbá")
Enfim, alguns de seus filhos geraram as linhagens dos Ọba dos yorùbá (Reis considerados como descendentes diretos do Òrìṣà cultuado, que representam ou "são" o próprio Òrìṣà em vida) e uns foram os precursores dos principais subgrupos, ou mais, que deram origem à civilização dos yorùbá e, religiosamente falando, de todos os povos do mundo. (confira em Barretti Fº, (2003) 2012 - "Os Ọba").
O grupo étnico yorùbá é subdividido em vários subgrupos, tais como: os Kétu, Òyó, Ìjèṣà, Ifè, Ifòn, Ègbà, Èfòn etc. Esses deram origem, na diáspora, à religião dos Òrìṣà. Os Kétu, no nosso caso, foram um importante precursor das religiões afrobrasileiras.
Portanto, nos candomblés ditos de nação Kétu, de origem étnica Yorùbá, o Òrìṣà Òsóòsì, o senhor da caça e dos caçadores, é revivido, reverenciado e aclamado como "Ọba Alákétu(título real de Kétu), Rei e Senhor de Kétu e dos Kétu": rei do candomblé Kétu. Nessa mesma nação, o Òrìṣà Èṣù, principal comunicador, "articulador" e "transformador" de todo o sistema religioso yorùbá e do candomblé, ganha ainda maior notoriedade quando é agraciado, saudado e cultuado como Èṣù Alákétu, Rei em Ilé-Kétu.
Esses Òrìṣà tornam-se identificadores indiscutíveis da nação Kétu e possuem em comum o título real Alákétu. (confira em Barretti Fº, (2010) 2012 - Os Òrìṣà Alákétu).
Sendo assim, os Òrìṣà Èṣù e Òsóòsì – que intitulamos Òrìṣà Alákétu, que, além de seus valores naturais, revelam-se como poderosos identificadores dos Kétu e de fundamental importância para a continuidade do candomblé Kétu.
Alákétu continua sendo o título do rei da atual cidade de Kétu, antigo reino yorùbá, situada na República do Benim (antigo Daomé), país que faz fronteira, a oeste, com a Nigéria. Essas regiões são conhecidas por yorubaland: terras onde habitam os yorùbá, independentemente das divisões geopolíticas e/ou sociológicas impostas às etnias africanas." (Barretti Fº, 2010, dados e extratos: pp. 75–81)
Um dos mitos da criação do mundo (Cf. em Barretti Fª, (1984/2003) 2012 - "Ilê-Ifé a Origem do Mundo.") diz que Odùduwà. é seu criador, fundador e o primeiro Ọba Òóni Ifè de Ilé-Ifè – o progenitor de todo o povo yorùbá(Cf. em Barretti Fª, (2003) 2012 - "Odùduwà – Óòni Ifè"). Numa sociedade polígama, Odùduwà teve muitas esposas e uma grande prole. (Cf. em Barretti Fº, (2003) 2012 - "As Esposas de Odùduwà").
Os filhos, netos ou bisnetos de Odùduwà, os deuses, semideuses e/ou heróis, formaram a base da nação yorùbá, o que faz Odùduwà ser conhecido como "O Patriarca dos Yorùbá", passando a ser aclamado de Olófin Odùduwà Àjàlàiyé. (Cf. em Barretti Fº, (2003) 2012 - "A Formação do Povo Yorùbá")
Enfim, alguns de seus filhos geraram as linhagens dos Ọba dos yorùbá (Reis considerados como descendentes diretos do Òrìṣà cultuado, que representam ou "são" o próprio Òrìṣà em vida) e uns foram os precursores dos principais subgrupos, ou mais, que deram origem à civilização dos yorùbá e, religiosamente falando, de todos os povos do mundo. (confira em Barretti Fº, (2003) 2012 - "Os Ọba").
O grupo étnico yorùbá é subdividido em vários subgrupos, tais como: os Kétu, Òyó, Ìjèṣà, Ifè, Ifòn, Ègbà, Èfòn etc. Esses deram origem, na diáspora, à religião dos Òrìṣà. Os Kétu, no nosso caso, foram um importante precursor das religiões afrobrasileiras.
Portanto, nos candomblés ditos de nação Kétu, de origem étnica Yorùbá, o Òrìṣà Òsóòsì, o senhor da caça e dos caçad
Um dos mitos da criação do mundo (Cf. em Barretti Fª, (1984/2003) 2012 - "Ilê-Ifé a Origem do Mundo.") diz que Odùduwà. é seu criador, fundador e o primeiro Ọba Òóni Ifè de Ilé-Ifè – o progenitor de todo o povo yorùbá(Cf. em Barretti Fª, (2003) 2012 - "Odùduwà – Óòni Ifè"). Numa sociedade polígama, Odùduwà teve muitas esposas e uma grande prole. (Cf. em Barretti Fº, (2003) 2012 - "As Esposas de Odùduwà").
Os filhos, netos ou bisnetos de Odùduwà, os deuses, semideuses e/ou heróis, formaram a base da nação yorùbá, o que faz Odùduwà ser conhecido como "O Patriarca dos Yorùbá", passando a ser aclamado de Olófin Odùduwà Àjàlàiyé. (Cf. em Barretti Fº, (2003) 2012 - "A Formação do Povo Yorùbá")
Enfim, alguns de seus filhos geraram as linhagens dos Ọba dos yorùbá (Reis considerados como descendentes diretos do Òrìṣà cultuado, que representam ou "são" o próprio Òrìṣà em vida) e uns foram os precursores dos principais subgrupos, ou mais, que deram origem à civilização dos yorùbá e, religiosamente falando, de todos os povos do mundo. (confira em Barretti Fº, (2003) 2012 - "Os Ọba").
O grupo étnico yorùbá é subdividido em vários subgrupos, tais como: os Kétu, Òyó, Ìjèṣà, Ifè, Ifòn, Ègbà, Èfòn etc. Esses deram origem, na diáspora, à religião dos Òrìṣà. Os Kétu, no nosso caso, foram um importante precursor das religiões afrobrasileiras.
Portanto, nos candomblés ditos de nação Kétu, de origem étnica Yorùbá, o Òrìṣà Òsóòsì, o senhor da caça e dos caçadores, é revivido, reverenciado e aclamado como "Ọba Alákétu(título real de Kétu), Rei e Senhor de Kétu e dos Kétu": rei do candomblé Kétu. Nessa mesma nação, o Òrìṣà Èṣù, principal comunicador, "articulador" e "transformador" de todo o sistema religioso yorùbá e do candomblé, ganha ainda maior notoriedade quando é agraciado, saudado e cultuado como Èṣù Alákétu, Rei em Ilé-Kétu.
Esses Òrìṣà tornam-se identificadores indiscutíveis da nação Kétu e possuem em comum o título real Alákétu. (confira em Barretti Fº, (2010) 2012 - Os Òrìṣà Alákétu).
Sendo assim, os Òrìṣà Èṣù e Òsóòsì – que intitulamos Òrìṣà Alákétu, que, além de seus valores naturais, revelam-se como poderosos identificadores dos Kétu e de fundamental importância para a continuidade do candomblé Kétu.
Alákétu continua sendo o título do rei da atual cidade de Kétu, antigo reino yorùbá, situada na República do Benim (antigo Daomé), país que faz fronteira, a oeste, com a Nigéria. Essas regiões são conhecidas por yorubaland: terras onde habitam os yorùbá, independentemente das divisões geopolíticas e/ou sociológicas impostas às etnias africanas." (Barretti Fº, 2010, dados e extratos: pp. 75–81)
Um dos mitos da criação do mundo (Cf. em Barretti Fª, (1984/2003) 2012 - "Ilê-Ifé a Origem do Mundo.") diz que Odùduwà. é seu criador, fundador e o primeiro Ọba Òóni Ifè de Ilé-Ifè – o progenitor de todo o povo yorùbá(Cf. em Barretti Fª, (2003) 2012 - "Odùduwà – Óòni Ifè"). Numa sociedade polígama, Odùduwà teve muitas esposas e uma grande prole. (Cf. em Barretti Fº, (2003) 2012 - "As Esposas de Odùduwà").
Os filhos, netos ou bisnetos de Odùduwà, os deuses, semideuses e/ou heróis, formaram a base da nação yorùbá, o que faz Odùduwà ser conhecido como "O Patriarca dos Yorùbá", passando a ser aclamado de Olófin Odùduwà Àjàlàiyé. (Cf. em Barretti Fº, (2003) 2012 - "A Formação do Povo Yorùbá")
Enfim, alguns de seus filhos geraram as linhagens dos Ọba dos yorùbá (Reis considerados como descendentes diretos do Òrìṣà cultuado, que representam ou "são" o próprio Òrìṣà em vida) e uns foram os precursores dos principais subgrupos, ou mais, que deram origem à civilização dos yorùbá e, religiosamente falando, de todos os povos do mundo. (confira em Barretti Fº, (2003) 2012 - "Os Ọba").
O grupo étnico yorùbá é subdividido em vários subgrupos, tais como: os Kétu, Òyó, Ìjèṣà, Ifè, Ifòn, Ègbà, Èfòn etc. Esses deram origem, na diáspora, à religião dos Òrìṣà. Os Kétu, no nosso caso, foram um importante precursor das religiões afrobrasileiras.
Portanto, nos candomblés ditos de nação Kétu, de origem étnica Yorùbá, o Òrìṣà Òsóòsì, o senhor da caça e dos caçad
ores, é revivido, reverenciado e aclamado como "Ọba Alákétu(título real de Kétu), Rei e Senhor de Kétu e dos Kétu": rei do candomblé Kétu. Nessa mesma nação, o Òrìṣà Èṣù, principal comunicador, "articulador" e "transformador" de todo o sistema religioso yorùbá e do candomblé, ganha ainda maior notoriedade quando é agraciado, saudado e cultuado como Èṣù Alákétu, Rei em Ilé-Kétu.
Esses Òrìṣà tornam-se identificadores indiscutíveis da nação Kétu e possuem em comum o título real Alákétu. (confira em Barretti Fº, (2010) 2012 - Os Òrìṣà Alákétu).
Sendo assim, os Òrìṣà Èṣù e Òsóòsì – que intitulamos Òrìṣà Alákétu, que, além de seus valores naturais, revelam-se como poderosos identificadores dos Kétu e de fundamental importância para a continuidade do candomblé Kétu.
Alákétu continua sendo o título do rei da atual cidade de Kétu, antigo reino yorùbá, situada na República do Benim (antigo Daomé), país que faz fronteira, a oeste, com a Nigéria. Essas regiões são conhecidas por yorubaland: terras onde habitam os yorùbá, independentemente das divisões geopolíticas e/ou sociológicas impostas às etnias africanas." (Barretti Fº, 2010, dados e extratos: pp. 75–81)
Esses Òrìṣà tornam-se identificadores indiscutíveis da nação Kétu e possuem em comum o título real Alákétu. (confira em Barretti Fº, (2010) 2012 - Os Òrìṣà Alákétu).
Sendo assim, os Òrìṣà Èṣù e Òsóòsì – que intitulamos Òrìṣà Alákétu, que, além de seus valores naturais, revelam-se como poderosos identificadores dos Kétu e de fundamental importância para a continuidade do candomblé Kétu.
Alákétu continua sendo o título do rei da atual cidade de Kétu, antigo reino yorùbá, situada na República do Benim (antigo Daomé), país que faz fronteira, a oeste, com a Nigéria. Essas regiões são conhecidas por yorubaland: terras onde habitam os yorùbá, independentemente das divisões geopolíticas e/ou sociológicas impostas às etnias africanas." (Barretti Fº, 2010, dados e extratos: pp. 75–81)