《Sense Atividade》
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Espiritualidade, atendimentos em cartomancia, esoterismo, astrologia, mediunidade, quântica, filosofia de vida e etc.

Nascido em 27 de janeiro de 2017.

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Vanessa
Maria T
Filipe Albani

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Obá

Obà, (Rainha em yoruba) Obá (usado em sentido literário no Batuque, mas que significa Rei) é a Orixá associada as lutas e de grande virilidade feminina. Seu culto é cheio de tabus, principalmente para os mais antigos. Não é muito fácil encontrar filhas (os) de Obá. Diz-se que no passado na Nação de Kambina (Cabinda), somente mulheres eram iniciadas e se tem notícias ainda hoje, que durante suas rezas no passado, os homens não tinham permissão de dançar, da mesma forma que as mulheres não dançavam para qualquer qualidade do Orixá Bará. Nos antigos terreiros da Nação de Kambina(Cabinda), somente as Yalorixás de orixás femininos poderiam aprontar filhas de Obá, sendo que somente Madrinhas de Religião também de orixás femininos, podiam ser escolhidas para seus aprontamentos. Obá sempre foi um orixá de fortes tabus. Seu aprontamento se reserva a detalhes bem específicos, que é de conhecimento dos mais antigos. Diferente do culto das outras iyabas, nela não há presença de homens e até mesmo crianças dentro de seu culto. Mas de anos para cá, talvez o orixá tenho se "adaptado e/ou aceitado" algumas situações como aprontamento de homens ou até mesmo o orixá como passagem de alguns orumalés masculinos. No Candomblé (Ketú), Obá é tratada como uma orixá da justiça e das águas revoltas. Em geral, no Batuque, ela está mais ligada como orixá das rodas e do corte, apesar de se tratar da mesma orixá, mas que demonstra toda tenacidade deste (a) orixa.
Obá foi uma das três esposas de Xangô, na qual diz a lenda que ao tentar agradar o marido, foi convencida por Oxum a cortar sua orelha. Em uma das rezas de Obá, dança-se com uma das mãos nas orelhas em homenagem a este itón (lenda).
Em grande parte das Nações que compõem o Batuque do RS, as (os) filhas (os) Obá tem como adjuntó o Orixá Bará ou Xangô ou Xapanã. Em todas as suas obrigações, ela é tratada com Epô (azeite de dendê) e sempre invocada em caso de brigas e de reequilíbrio do sistema físico emocional.

Dia da semana na nação Ijexá é segunda-feira,

Dia da semana na nação de Kambina (Cabinda) é quarta-feira.

A cor é rosa, mas na nação de Kambina (Cabinda) também se adota o marrom, porém é pouco usual e mais utilizada pelo antigos, segundo Paulo T. B. Ferreira, em sua obra "Fundamentos Religiosos da Nação dos Orixás".

É sincretizada com Santa Catarina de Alexandria. Em outras nações com Santa Joana D´Arc.

A saudação no Batuque é EXÓ. Já no Candomblé e outras nações não afro-gauchas a saudação é Oba-xirê

A cor da guia é rosa ou marrom. Também pode ser feita com estas cores intercaladas.

Seu número é 7.
Ossaim

Ossaim, é o médico das Nações que compõem o Batuque. É o dono das plantas medicinais e seus estudos. Sua importância é fundamental nos ritos africanos desde uma simples lavação de cabeça até o assentamento de orixás começam com o uso de suas ervas.
Todas as ervas, chás, folhas e vegetação pertencem a Ossaim; é ele quem libera a propriedade mágica das folhas nos rituais dos Orixás.
Divide com Xapanã o axé sobre a saúde física.

Na Nação de Ijexá sua cor é o verde claro e amarelo. Na Nação de Kambina (Cabinda), se usa o verde e branco

Dia da semana na nação Ijexá e na nação Kambina (Cabinda) é segunda-feira. (Fundamentos Religiosos da Nação dos Orixás - Paulo Tadeu B. Ferreira. Ed Toqui).

Seu número é o 7 e seus adjuntos são Oxum e Yemanjá na Nação de Kambina (Cabinda).

O Orixá Ossanha é o senhor das folhas. A este Orixá pertencem todas as folhas e ervas utilizadas no culto. A lenda diz que foi Oyá que abanou a saia e fez com que os ventos espalhassem as folhas, para que desta forma, os demais Orixás pudessem apoderar-se de algumas, mas que de maneira geral pertencem mesmo a Ossanha.
Também se conta que este Orixá teve uma das pernas amputadas, por isso na maioria das vezes, quando manifestado, ele dança e se movimenta numa só perna. Logicamente que Ossanha rege a flora, e devido ao poder de cura das plantas, sendo ele o detentor do conhecimento sobre a eficácia de cada uma delas, é um dos Orixás “médicos” do Orunmalé. Além da homeopatia, o conhecimento de cura das doenças ligadas ao esqueleto ósseo humano também tem colaboração de Ossanha. As oferendas a Ossanha devem ser entregues no interior da mata, sendo o coqueiro a árvore consagrada a este Orixá. Como se torna cada vez mais difícil encontrar áreas de mata dentro da cidade, é muito comum depositarem suas oferendas em áreas gramadas junto a coqueiros ou palmeiras, (praças, por exemplo), ou até mesmo junto a figueiras, que é uma árvore consagrada a outro Orixá “médico”, mas que mesmo assim, é aceito de bom grado por Ossanha. Suas cores são a soma do verde e do amarelo ou verde com o branco e a mistura destas, resulta em um verde bem clarinho. Seu dia da semana é a sexta-feira e o seu sincretismo afrocatólico, São José na Nação Ijexá e na Nação de Kambina (Cabinda) é na segunda-feira
Xapanã

Xapanã no Batuque, é o Orixá da varíola e de todas as doenças contagiosas, senhor da saúde e das doenças, pois tanto pode produzi-las, como curá-las, no Candomblé é também conhecido como Obaluayê ou Omulu, dependendo da Nação que o cultua.
Xapanã, vem de Sànpònná (fon), idioma do povo Jêje do antigo Daomé, atual Benin, que significa Dono da Terra. Os daometanos sempre foram muito temerosos, já que seus cultos estão originados no sacrificio e poder que os orixás tinham sobre o povo. O nome Obaluayê e Omulu, aparecem depois, com as ligações dos deuses daometanos com os dos yorubás. Os nomes em yorubás significam títulos recebidos por Xapanã pelas conquistas que aconteceram no passado, onde o primeiro significa Senhor da Terra e o segundo, Filho do Senhor da Terra.
Atualmente há uma grande corruptela no meio literário, principalmente da corrente da "Magia Divina", que passou a se identificar ou a usar a "roupagem" umbandística tempos atrás, dando denominações diferentes da Tradição milenar africana, mesmo sendo estes três nomes o mesmo orixá, só que nos idiomas dos seus povos, Jêjes (idioma Fon) e Nâgos (idioma yorubá).
Embora seja Rei de Jejê, é muito cultuado em todas as nações do Batuque. Muitos o colocam como Orixá do cemitério e associado a morte. Na verdade, era o grande guerreiro dos Jêjes, que o temia, porque além das guerras, trazia as epidemias e doenças e por conta disso nas religiões afro-brasileiras, ficou muito vinculado ao lado de grandes catástrofes.
No Batuque é o dono da vassoura, com que varre os males dos nossos caminhos. É o legitimo dono da limpeza. Na maioria dos trabalhos de religião que envolva limpezas das mais complexas, sempre Xapanã é reverenciado.
Geralmente seus filhos trazem como adjuntó Oyá, Obá e raramente Oxum. Sempre é representando com a palha da costa encobrindo as feridas de seu rosto guerreiro. O tratamento de seus assentamentos é sempre com epô.

Suas cores são o vermelho e preto (Jubeteí e Belujá) e roxo (Sapatá) -

Sua vassoura para trabalhos tem sete cores.

Sincretizado com Nosso Senhor dos Passos, São Lázaro e São Roque.

Dia da semana na Nação de Kambina (Cabinda) e Ijexá é quarta-feira e segunda-feira no Candomblé.

Seu número é 7 e seus múltiplos. Alguns Babalorixás da Nação de Kambina (Cabinda) adotam também o 9.
Oxum

Osùn (yoruba) ou Oxum no Batuque, significa "águas". Na verdade não existe um nome exato para a tradução de seu nome dentro do grupo linguístico latino, mas é representada pela riqueza, ouro e águas doces. Rege a fecundidade feminina, protege o feto e a gestação. Mulheres grávidas ou que querem engravidar recorrem sempre a Oxum para que lhe dê proteção durante todo processo de crescimento de seus filhos.
Oxum é uma das orixás mais cultuadas no Brasil. Em grande parte, ela se apresenta maternal, receptiva, mas também possui seu lado guerreiro e altivo. Sua dança é sempre majestosa, com ritmos sinuosos, leves podendo chegar a movimentos mais performáticos. Dona das línguas e envolvida com a grande magia sacerdotal feminina, Oxum sempre foi uma orixá onde independente dos seus reinos de domínio é procurada por todos os adeptos do afro-gaúcho para alcançar harmonia e prosperidade em vida.
Oxum também é responsável dentro da Nação pela Mesa de Ibeje, juntamente com Xangô. Esta é uma das principais obrigações de aprontamento para que os filhos tenham uma vida doce e próspera em sua nova jornada. Em uma de suas danças, Oxum joga perfume em toda assistência, como forma de benção e de abrir caminhos a fecundidade, refletindo a beleza suave e magistral desta grande orixá.
Oxum cuida de seus filhos na maternidade existe uma lenda que fala, que quando ela ganha os filhos quem cria é Iemanjá, mãe guerreira nunca desampara seus filhos.
Dentro da Nação de Kambina (Cabinda), temos algumas qualidades abaixo reverenciadas:

Oxum Adocô: A grande matriarca e sábia.

Oxum Olobá: A Oxum da "lomba". Relacionada aos problemas de saúde e risco de morte nas gestações e crianças menores.

Oxum Demum: A grande conhecedora da cura pelas folhas e dos segredos das cachoeiras mais afastadas.

Oxum Epandá: Moça, coquete, vaidosa e guerreira.

Oxum Epandá Ibeje: a mais jovem das oxuns em sua forma infante.

No Candomblé, segue abaixo algumas particularidades;

Oxum Agba Ilu: matriarca e idosa.

Oxum Ijimu: velha e feiticeira.

Oxum Aboto: Oxum idosa.

Oxum Opara: Oxum jovem.

Oxum Ajagurá: outra Oxum jovem e guerreira.

Oxum Ipondá: moça, elegante e vaidosa.

Oxum YeYe Oke: guerreira.

Oxum YeYe Karé: Oxum jovem.

Oxum YeYe Odo: guerreira do rio.

Oxum Iyáomí: ligada a Yemoja. Braços de rio com o mar.

Geralmente Oxum faz adjuntó no Batuque com Bará, Xangô, Ossanha e Oxalá. Raramente com Xapanã e Ogum.

Cor: Amarela

Número: 8 e seus múltiplos (Nação de Kambina (Cabinda))

Guia: Desde a amarela clara, passando por amarela gema e amarelo ouro. Para Epanda de Ibeje, todas as cores menos o preto.

Sincretismo: Nossa Senhora Aparecida

Dia da semana: Sábado
Iemanjá

Yemojà (yorubá) signfica filha do peixe. Iemanjá no Batuque, divindade das águas salgadas, dos mares e oceanos, Orixá que gera o movimento das águas e protetora da vida. Deusa da pérola, protetora dos pescadores e marinheiros. Senhora dos lares, que traz paz e harmonia para toda a família. Considerada a orixá do pensamento. Por este motivo que recorremos a ela para solucionar problemas de depressão e de instabilidade emocional. ::
Enquanto Oxum está mais presente na energia de fecundidade, Yemanjá tem sua força na vida (manutenção e consciência).

As Qualidades de Yemanjá no Ijexá:

Olo-bomí - na África é mulher de Obatalá;

Bomi - ligada a Jobokun e Orunmilà;

Bocí - ligada a Obokun;

Na Nação de Kambina (Cabinda); 1. Boci - A mais jovem - Rege as partes rasas das aguas 2. Bomi - A mais idosa - Rege o alto mar. 3. Nanã Borocum - Dona da origem da vida, não há culto direto a Nanã Borocum, por este motivo, ela é considerada em algumas casas da Nação, como uma qualidade velha de Yemanjá
Yemanjá tem como seu adjunto geralmente Oxalá, mas em alguns casos pode ser Odé.

As Qualidades de Yemanjá no Candomblé:

Iyáogunté - ligada a Ogun Alagbede;

Iyásagbá - ligada a Oxalufã e Orunmilà;

Iyásesu - ligada a Olokun e Obaluayê;

Iyá Atará Mogbá - ligada ao rio;

Yeyemowo - da terras de Ifé ligada a Obatalá;

Iyámasémalé - das terras de Oyó ligada a Xangô;

Maiylewá - da terras de Ijexá, ligada a Ossain;

As ervas de yemanjá são: rosa branca, palma, erva Santa Lúzia e Santa Bárbara, chapéu de couro, açucena, pata e unha de vaca, fruta da condessa, algas marinhas coco do iri, e outros mais.
Em suas oferendas come ovelha, cabra, galinhas brancas, angola, pomba. Suas comidas são canjica branca no dendê, arroz com mel, manjar, champanhe,vinho branco e peixe assado na folha de banana.
A maior quizila de yemanjá é a poeira e o sapo e seu feitiche é a pedra polida pelas águas; a sua saudação nos búzios "Eru Yá" quer dizer Salve sra. do cavalo marinho, mas na Nação se usa Omi-odo

Número: 8 e seus múltiplos (KambinaCabinda)

Cor: azul claro

Guias: Azul claro e lilás (Nanã Borocum)

Dia da semana: Sábado

Saudação: Odoyá

Sincretismo: Nossa Senhora dos Navegantes
Oxalá

Pai de todos os Orixás e mortais, Oxalá é o mais respeitado Orixá nas Nações africanas, a paz e a harmonia espiritual são as características deste que é o Criador e Administrador do Universo. Quando moço, se manifesta em seu Cavalo-de-Santo dançando como os outros Orixás, quando se apresenta em suas passagens velhas, chega quase se arrastando, caminhando com dificuldade, muitas vezes fica parado no lugar esperando o auxílio de algum Orixá moço. Pertence a Oxalá de Orumiláia a visão espiritual, como consequência o jogo de Búzios

Saudação: Epaô Babá!

Dia da Semana: No Ijexá e no Kambina(Cabinda) Domingo para Orumiláia , ou Oxalá Velho, Quarta-feira para Oxalá Novo, no Nagô sexta-feira para todos Oxalás.

Número: 08 e seus múltiplos.

Cor: Branco e amarelo com preto (no Jeje), branco com preto para Oxalá de Orumiláia (Oió, Kambina (Cabinda) e Ijexá)

Guia: toda branca em todas as nações, amarelo com preto no Jeje, branco com preto em Oió, Kambina (Cabinda) e Ijexá e no Nagô amarelo com verde para Orumilaia .

Oferenda: canjica branca em todas as nações, podendo ter pera e merengue, no nago inhame para os Ajagunãs.

Ferramentas: jóias em prata, caramujo(ebi), sol, cajado, pomba de prata, moedas e búzios, para Oxalá de Orumiláia acrescentamos olhos de prata

Ave: Galinha branca e galinha preta para Oxalá de Orumiláia, usado apenas no axé de Búzios e para os outros Oxalás, somente galinha branca.

Quatro pé: cabrita branca e com pequenas manchas pretas para Oxalá de Orumiláia.

Qualidades de Oxalá no Ijexá e no Kambina (Cabinda):

Oxalá Obocum: Rei de Ilesá, confundido com Oxaguiãn.

Oxalá Jobocum: Oxalá Velho.

Oxalá de Orumiláia: Dono dos oráculos.

Oxalá Olocum: Ligado as aguas.

Oxalá Dacum: Oxalá de meia-idade.

Qualidades de Oxalá no Nagô:

Oxalá Olufon: Rei de Ifon, carrega Opaxorô;

Oxalá Ajaguna: Rei de Ejigbo, comedor de inhame;

Oxalá Oke: Da Montanha;

Oxalá Oko: Da Agricultura;

Oxalá Danko: Do bambu branco;

Na Nação de Kambina (Cabinda), não existe ocupação de Oxalá de Orumilaia. Por estar relacionado ao Oráculo do axé de búzios, seu assentamento é somente para para este tipo de caso. Geralmente faz adjuntó com Oxum e Yemanjá, regendo também a vida e a prosperidade.
Templos

No Rio Grande do Sul a área de conservação das religiões africanas vai de litoral à fronteira do Uruguai, com os grandes centros de Pelotas e de Porto Alegre.E o maior centro e cidade de Rio Grande local de chegada do Príncipe Custodio berço de religiao africanista no Rio Grande do Sul.
No batuque, os templos terreiros são quase que em sua totalidade vinculados as casas de moradia. É destinado um cômodo, geralmente na parte da frente da construção onde são colocados os assentamentos dos Orixás. Neste local são feitos todos os fundamentos de imolações e trabalhos determinados, oferendas para os orixás, e o local é considerado sagrado, pessoas vestidas de preto, mulheres em dias de menstruação não entram. Junto a esta parte da casa, chamada de quarto de Santo ou Peji, há o salão onde são realizadas as festas para os orixás.
O estado do Rio Grande do Sul foi o maior responsável pela exportação dos rituais africanos para outros países da América do Sul, entre eles Uruguai e Argentina, que também procuram seguir a maneira de cultuar os orixás, e a construção dos templos seguem exemplos dos seus sacerdotes.
Todos os orixás são montados com ferramentas, Okutás (pedras) etc. e permanecem dentro da mesma casa, com exceção do Bará Lodê e do Ogum Avagãn, que tem seus assentamentos numa casa separada, ficando à frente do templo onde recebem suas oferendas e sacrifícios. A casa dos Eguns também tem lugar definido, é uma construção separada da casa principal, na parte dos fundos do terreiro, onde são feitos diversos rituais.
Em caso de falecimento do babalorixá ou iyalorixa, dono do terreiro, fica a critério da família o destino do templo, geralmente não tendo um familiar que possa suceder o morto o templo é fechado. Na maioria dos casos na morte de um sacerdote, todas as obrigações são despachadas num ritual especifico chamado de Eresum, semelhante ao axexê do candomblé, por este motivo é muito difícil encontrar ilês (casas) com mais de 60 anos, são muito poucos os sacerdotes que destinam seus axés a um sucessor, para dar prosseguimento à raiz.
Rituais

Os rituais são próprios e originais e embora tenha alguma semelhança com o "Xangô de Pernambuco", é muito diferente do candomblé da Bahia.
Os rituais de Jêje tem suas rezas próprias (fon), e ainda se vê este belo ritual em dois grandes terreiros na cidade de Porto Alegre, as danças são executadas de par, um de frente para o outro. Há também muitas casas que seguem os fundamentos da nação Oyó que se aproxima muito do ijexá, já que, estas duas provem de regiões próximas na Nigéria.
A principal característica do ritual do Batuque é o fato do iniciado não poder saber em hipótese alguma que foi possuído pelo seu orixá, sob pena de ficar louco.
Cada babalorixá ou iyalorixá tem autonomia na prática de seus rituais, não existem nomenclaturas de cargos como tem no candomblé, exercem plenos poderes em seus ilês. Os filhos de santo se revezam nos cumprimentos das obrigações.
No mínimo uma vez por ano são feitos homenagens com toques para os Orixás, mas as festas grandes são de quatro em quatro anos. Chamamos de festa grande a obrigação que tem ebó, ou seja quando há sacrifícios de animais de quatro patas aos orixás, cabritos, cabras, carneiros, porcos, ovelhas, acompanhados de aves como galos, galinhase pombos.
Esta obrigação serve para homenagear o orixá "dono da casa" e dos filhos que ainda não possuem seu próprio templo. A data é geralmente a mesma que aquele sacerdote teve assentado seu orixá, a data de sua feitura. As festas têm um ciclo ritual longo, que antigamente duravam 32 dias de obrigações, hoje diante das dificuldades duram no máximo 16. O começo de tudo são as limpezas de corpo e da casa, para descarregar totalmente o ambiente e as pessoas, de toda e qualquer negatividade; em seguida são preparados as oferendas e sacrifícios ao Bará. A partir deste momento, os iniciados já ficam confinados ao templo, esquecendo então o cotidiano e passam a viver para os orixás por inteiro até o final dos rituais. No dia do serão (dia da obrigação de matança), todos os orixás recebem sacrifícios de animais. Os cabritos e aves são preparados com diversos temperos e servidos a todos que participarem dos rituais, tudo é aproveitado, inclusive o couro dos animais, que sevem para fazer os tambores usados nos dias de toques.
No dia da festa o salão é enfeitado com as cores dos orixás homenageados. A abertura se dá com a chamada (invocação aos Orixás), feita pelo sacerdote em frente ao peji (quarto de santo), usando a sineta de apenas uma campânula (alaje), saudando todos orixás. Ao som dos tambores, as pessoas formam uma roda de dança em louvor aos orixás, a cada um com coreografias especiais de acordo com suas características.
No final das cerimônias são distribuídos os mercados, (bandejas contendo todo tipo de culinária dos Orixás como: acarajé, axoxó (milho cozido e fatias de coco), farofa de aves, carnes de cabritos (cozidas ou assadas), frutas, fatias de bolos etc.), alguns consomem ali mesmo, outros levam para comer em casa.
Durante a semana são feitos outros rituais de fundamentos para os orixás, inclusive a matança de peixe, que para os batuqueiros significa fartura e prosperidade, os peixes oferecidos são da qualidade Jundiá e Pintado; estes são trazidos vivos do cais do porto ou do mercado público, onde o comércio de artigos religiosos é intenso.
No sábado seguinte é feito o encerramento das obrigações, com mesa de Ibejes e toque, novamente em homenagem aos orixás, neste dia são distribuídos mercados com iguarias e o peixe frito, significando a divisão da fartura e prosperidade com os participantes das homenagens aos orixás. Após o encerramento, o sacerdote leva os filhos que estavam de obrigações ao rio, à igreja, ao mercado público e à casa de alguns sacerdotes, que fazem parte da família religiosa, para baterem cabeça em sinal de respeito e agradecimento; este passeio faz parte do cumprimento dos rituais. Após o passeio todos estão liberados para seguirem normalmente o cotidiano de suas vidas.
Egun

No batuque também temos a parte dos rituais destinados ao culto dos eguns. Este é um ritual cheio de magia e segredos onde poucos sacerdotes têm o completo domínio.
A casa dos Eguns (espíritos dos mortos) fica numa construção separada da casa principal, nos fundos do terreno, onde são feitos diversas obrigações em determinadas datas e quando morre alguém ligado ao terreiro; este local é denominado Balê.
Aos eguns também são oferecidos sacrifícios de animais, e comidas diversas que fazem parte somente deste ritual, não podendo ser usados em outras ocasiões.
Os eguns, assim como os orixás, tem suas rezas (cânticos) próprias, feitos na linguagem yorubá, e em dias de obrigações recebem toques ao som de tambores frouxos e com o acompanhamento de agê (instrumento feito com uma cabaça inteira trançada com cordão e contas diversas).
Cada nação tem rituais diferentes para este tipo de obrigação.
Egun um nome que não pode-se falar dentro de casa é como algo que não presta se falar algo como, um significado de morte, de coisas ruins, eles são usados e chamados para muita maldade são ultilizados em casos ruins para o mal acreditasse que eles são seres que não carregam nem um pouco de luz.
Sacerdócio

O babalorixá ou iyalorixá tem a responsabilidade de formar novos sacerdotes, que darão continuidade aos rituais. Para isto é preciso preparar novos filhos de santo, que durante um certo período de tempo aprenderão todos os rituais para preservação dos cultos.
O sacerdote chefe deve passar aos futuros pais ou mães de santo, todos os segredos referente aos rituais tais como: uso das folhas (folhas sagradas), execução de trabalhos e oferendas, interpretação do jogo de búzios, e até mesmo como preparar um novo sacerdote.
Geralmente o futuro sacerdote já nasce no meio religioso, onde conviverá acompanhando todos os diversos rituais que darão suporte a seus afazeres dentro do culto, e terá pleno conhecimento de todos os tipos de situações que enfrentará em seu futuro templo.
O tempo de aprendizado é longo, não se forma um verdadeiro sacerdote de Orixás com menos de sete anos de feitura, e os ensinamentos são passados de acordo com a evolução da capacidade de aprendizado que o noviço tem, já que os ensinamentos são feitos oralmente, não há livros para ensinar os rituais, a melhor maneira de aprender tudo é conviver desde cedo dentro dos terreiros.
A partir do momento que um noviço se torna um sacerdote de Orixá, terá as mesmas responsabilidades daquele que lhe passou os ensinamentos.
Outra definição

O batuque, também chamado por vezes de nação, é uma religião afrobrasileira, e por vezes chamada de afrogaúcha, já que está presente quase que apenas no estado do Rio Grande do Sul e em lugares vizinhos a ele (como Santa Cataria, e outros países como Uruguai e Argentina). Alguns registros supõem que tenha se estruturado no século XIX, e que os primeiros terreiros foram fundados na região de Rio Grande e Pelotas. O batuque possui aspectos bastante semelhantes com o Xangô Pernambucano ou Tambor de Mina. É por vezes confundido com o Candomblé.
Do Rio Grande do Sul, o batuque migrou para o Prata, onde hoje há muitas casas "de religião", para usar um termo usado por seus integrantes, na Argentina, Uruguai, Paraguai e outros países vizinhos.
O batuque tem seu culto voltado aos orixás, sendo fruto de religiões dos povos africanos da Costa da Guiné e da Nigéria, com as nações Jeje, Ijexá, Oyó, Cabinda e Nagô (e as chamadas “mistas” como Jeje-Ijexá, Jeje-Nagô, Nagô-Ijexá, etc). Apesar das diversas nações, o culto do Batuque é praticamente homogêneo em todas as casas, predominando a cultura Ijexá que cultua doze orixás (Bará, Ogum Oyá, Xangô, Odé e Otin, Ossanha, Obá, Xapanã, Oxun, Yemanjá e Oxalá), além dos Ibejis (crianças).

Fonte: http://bit.ly/2JjTUdS
◇ RELIGIÕES NA TERRA ◇
Parte: 53
Assunto: Babaçuê
Babaçuê é um culto religioso afro-ameríndio popular do Norte e Nordeste do Brasil em especial nos estados do Amazonas e do Pará.
Também chamado de Batuque-de-Santa-Bárbara, Batuque-de-Mina, é considerado como uma das Religiões afro-brasileiras por ser um tipo de candomblé mestiço, também chamado de Jeje-Nagô, onde são cultuados tanto Orixás como Voduns.
Como Batuque de Santa Bárbara, cultua os Orixás nagôs Iansã e Xangô, a primeira protegendo as mulheres e o segundo, os homens. E na versão Batuque-de-Mina, cultua os Voduns.
Descrição

O babaçuê é uma religião presente no estado especialmente no Pará, mas também no Amazonas e no Maranhão. De tradição jeje-nagô, possui fortes elementos indígenas. Está intimamente ligada ao tambor-de-mina e ao terecô do Maranhão. "Babaçuê" possivelmente é uma corruptela de "Bárbara Soeira", nome pelo qual o terecô maranhense também é conhecido.
No início do século XX, pesquisadores de visibilidade nacional davam notícias vagas sobre um tipo de culto na Amazôniadenominado "batuque" ou "babaçuê", que teria se curvado às tradições ameríndias, ou seja, à pajelança (CAMPELO, Marilu; DE LUCA, Taíssa; apud Carneiro, 1964).
As danças rituais constituem a parte mais externa e pública do culto. Através das danças, toques e cânticos, as entidades são homenageados, invocadas e se apossam dos iniciados e assim participam dos ritos. Os cânticos do babaçuê recebem o nome genérico de doutrina.
Como o tambor-de-mina e o terecô, o babaçuê se baseia na tradição jeje (fon) de culto aos voduns. Porém, também é realizado o culto aos orixás (tradição nagô), em especial Iansã (orixá dos ventos e protetora das mulheres, sincretizada com Santa Bárbara) e Xangô (orixá dos raios e da justiça, protetor dos homens). Além de voduns e orixás, cultuam-se os "caboclos" ou "encantados", ou seja, os espíritos dos ancestrais indígenas. Narra Carneiro (2014):

[...] Alvarenga inicia seus registros sobre babassuê ou pajelança em Belém, tomando como base o pajé Sátiro Ferreira de Barros, ele 'tinha 43 anos. Nascido em Belém do Pará, no ano de 1895, era negro e filho de João Batista de Oliveira e Maria Teodora de Barros, ambos paraenses da capital. Disse que não trabalhava, vivia do babassuê e que era chefe do terreiro Babau Mataitá.

— ALVARENGA, 1950, p.21.

Segundo o relato de Alvarenga (1950), Sátiro afirmava que em Belém existiam três linhas de culto africanas: a cambinda, trazidas pelos primeiros que chegaram à cidade; a nagô, que veio depois; e a jeje que chamava o batuque pelo nome de "tambô di mina" (p. 22). A autora segue durante toda a sua obra descrevendo atividades realizadas por Sátiro em sua casa, e chama atenção em seu texto para o fato de que na pajelança de Sátiro, o pajé negro, não haver uso ou referência à pena e ao maracá. Ela procura destacar que, mesmo invocando espíritos como o de Japetequara (um velho índio que mora nos matos da Ilha do Marajó), Sátiro cultua os voduns jeje, "entidades trazidas pelos escravos africanos do antigo reino do Daomé".
Esse registro das atividades de Sátiro nos permite perceber que as práticas de pajelança no Pará apresentavam um outro elemento marcante, além da hegemonia da figura do índio pajé e do caboclo pajé, há o negro pajé que introduz na configuração da pajelança amazônica elementos africanos. Alvarenga (1950) parece querer estabelecer que a pajelança amazônica seria o resultado da amalgamação de religiões de origem africanae de cultos praticados pelos índios da região. A pajelança, chamada de babassuê por Sátiro, seria o exemplo concreto de uma religião primitivamente brasileira: o babassuê. Nessa prática se teria a base de todas as crenças brasileiras, construída com a predominância de elementos negros e índios"

Fonte: http://bit.ly/2FDzA24
◇ RELIGIÕES NA TERRA ◇
Parte: 54
Assunto: Candomblé jeje
Candomblé Jeje, é o candomblé que cultua os Voduns do Reino do Daomé levados para o Brasil pelos africanos escravizados em várias regiões da África Ocidental e África Central. Essas divindades são da rica, complexa e elevada Mitologia Fon. Os vários grupos étnicos - como fon, ewe, fanti, ashanti, mina - ao chegarem no Brasil, eram chamados djedje(do yoruba àjèjì, 'estrangeiro, estranho'), designação que os yoruba, no Daoméatribuíam aos povos vizinhos, Introduziram o seu culto em Salvador, Cachoeira e São Felix, na Bahia, em São Luís, no Maranhão, e, posteriormente, em vários outros estados do Brasil.
História

Assim, como os Nagôs ou yorubas, os jejes língua ewe, língua fon, língua mina e os fanti ashantis, formam grupos sudaneses que englobam a África Ocidental hoje denominada de Nigéria,Gana, Benin e Togo. Sua entrada no Brasil ocorreu em meados do século XVII.
A palavra djedje (jeje) recebeu uma conotação pejorativa, como “inimigo”, por parte dos povos conquistados pelos reis de Dahomey. Quando os conquistadores eram avistados pelos nativos de uma aldeia, muitos gritavam dando o alarme “Pou okan, djedje hum wa!” ("Olhem, os jejes estão chegando!).
Quando os primeiros daomeanos chegaram ao Brasil como escravos, aqueles que já estavam aqui reconheceram o inimigo e gritaram “Pou okan, djedje hum wa!”; e assim ficou conhecido o culto dos Voduns no Brasil ou Nação Jeje.
Bahia

A daomeana Ludovina Pessoa, natural da cidade Mahi (pron. marri), foi escolhida pelos Voduns para fundar três templos na Bahia:

um templo para Dan; Kwé Sejá Hundé, mais conhecido como a Roça do Ventura ou Kpó Zehen [pó zerrêm] de Jeje Mahi, em Cachoeira e São Felix;

um templo para Heviossô Zoogodo Bogun Male Hundô Terreiro do Bogum, em Salvador;

um templo para Ajunsun, que não se sabe por que não foi efetivamente criado. Esse é o segmento Jeje Mahi do povo Fon.

O templo de Ajunsun-Sakpata foi criado mais tarde pela africana Gaiaku Satu, em salvadore recebeu o nome mais conhecido por Cacunda de Yayá, que tem como sua representante a Gaiaku Maria de Lourdes Buana (Gaiaku Ominibu Kafae foobá), filha de Mãe Tança de Nanã (Jaoci), que era filha de Gaiaku Satu.A Cacunda de YáYá funcionou muitos anos no bairro da "Sussuarana" em Salvador, onde tiveram que se deslocar do lugar original pela construção da rodovia, onde foram indenizados pelo governo baiano, e foram se instalar na parte mais alta do terreno, que dizem ser tão grande que não sabiam a dimensão exata, tinha mata, fontes, riachos, tudo no terreno da Cacunda.
Gaiaku Lourdes, teve roça em Salvador, no Bairro Alto do Cabrito, e também em Nilópolis, cidade na região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, e viveu até os seus 90 anos, falecendo em Outubro de 2014, marcando sua tradição no Kwe Foobá, com diversos descendentes do Jeje Savalu. Seguindo a tradição Kwe Foobá está a Doné Maira Bohana de Jesus, filha carnal e descendente espiritual de Gaiaku Lourdes. O Kwe Foobá está localizado na Rua Coronel França Leite, 1591 - Nilópolis - RJ.
São os Jeje Savalu ou Savaluno. Sakpata era rei da cidade de Savalu na África, segundo alguns historiadores, e foi o único rei que preferiu o exílio a se render aos conquistadores do Daomé. O dialeto dos savalus também é o Fon.
Na Rua do Curuzu, no bairro da Liberdade, em Salvador, Amilton de Adaen(Sogbo) segue a luta pela preservação da tradição do Jeje Savaluno, na condição de Doté, à frente do Kwe Vodun Zo (Templo do Vodun/Espírito do Fogo). Amilton é descendente espiritual da Cacunda de Yayá, onde teve o seu nascimento para zelar do Panteão Savaluno, pelas mãos de Jaoci Mãe Tança de Nanã.
Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, foi fundado pela africana Gaiaku Rosena, natural de Allada, o Terreiro do Kpodagbá no bairro da Saúde, que foi herdado por sua filha Adelaide São Martinho do Espírito Santo, também conhecida como Ontinha de Oiá (Oya Devodê), mais conhecida como Mejitó, que transferiu a casa de santo para o bairro Coelho da Rocha, e esse axé foi herdado por Glorinha Tokweno (lê-se: Toqüeno), com terreiro no bairro de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro. O Kpodabá é a casa matriz , mas deixou ramificações, como o Kwesinfá fundado em Agostinho Porto, por Natalina de Oxum (Ezintoede) tendo como herdeira Helena de Dan que transferiu o axépara Parque Paulista, em Duque de Caxias. A sacerdotisa Ercylia Braz da Silva mais conhecida como Cecília de Bela Vista, tinha o seu terreiro fundado no Rio de Janeiro e foi iniciada no Jeje por mãe Runhó no terreiro do Bogum, após a morte de sua mãe de Santo ercylia migrou para o engenho Velho casa branca pois por motivo de força maior pois no terreiro do bogum não tinha nenhum pessoa q fosse mais velha do que a mãe ercylia pois mãe ercylia não ficou de mãe de Santo no terreiro do bogum bogum por grandes motivos, ao chegar no engenho Velho mãe maci deu obrigação em dona ercylia foi aí que ela ganhou o seu cargo de ya morô e yalê apois muitos anos ganhou o cargo de ya tebexé da casa branca, aos seus 115 anos de vida ela faleceu pois só tinha uma pessoa q poderia ficar como babalorixá era o babá kekerê de sua casa Jorginho de logum pois Antônio Jorge só era um dois últimos filhos de Santo dela com o seu terreiro fundado em Caxias ela tinha mais de 350 filhos de Santo raspado pois o único q poderia ser o herdeiro legal de tudo é Jorge de logum pois pai jorge o famoso ODÉBABAOMIM do rio de janeiro pois hoje ele exerce o seu cargo de babalorixá em Nova Iguaçu geneciano pois lá no seu yle ele tem mais de 200 filhos de Santo raspado pois hoje ele tem o seu grande Palácio a casa do grande rei odé e o príncipe logum. Tendo ramificações do Axé em Brasília, fundado pelo sacerdote Rui D'Osaguian filho de Natalina de Aziri. Em Manaus/Amazonas o kwensinfá teve sua ramificação através do Babalorixá Edmilson D´Oxossi, filho do sacerdote Rui D´Osaguian.
Depois, descendente do Zogbodo Bo Gu Ma Le Seja Hunde, veio Antonio Pinto de Oliveira,Tata Fomotinho que fundou o Kwe Sejá Nassó, no bairro de Santo Cristo, depois mudou-se para Madureira na Estrada do Portela, depois para São João de Meriti onde finalmente se estabeleceu na Rua Paraíba.
Dizem os mais velhos, que Mejitó, ajudou muito Tata Fomotinho no começo de sua vida de santo no Rio de Janeiro.
Ele deixou uma legião de filhos, netos e bisnetos. Dentre esses, Jorge de Iemanjá que fundou o Kwe Sejá Tessi, Pai Zézinho da Boa Viagem que fundou o Terreiro de Nossa Senhora dos Navegantes, Tia Belinha que fundou a Colina de Oxosse, Etemi Marcelo de Avimaje, mais conhecido no Rio de Janeiro como Doté Marcelo de Jagun, filho de Tia Belinha do Oxossi que fundou o Kwe Sejá Ji Dan, Amaro de Xangô, Djalma Souza Santos (Djalma de Lalu) que fundou o Kwe Lonã. Djalma de Lalu iniciou Doné Mirtéia de Ogun que fundou o Axé Kwe Azon, que por sua vez iniciou Doté Wildes de Obaluayê que fundou o Axé Kwe Egi, Doté José Luiz Nunes de Ogun, primeiro filho de Doné Mirtéia do Ogun, que fundou o Hunkpame Guniké, Doné Vilma da Oxum (Hunsó do Hunkpame Guniké), filha do Pai Bira de Bessen, Doné Dilcéia de Oxum que fundou o Kwe Kawì (neta de mãe Mirtéia), Doné Dezinha de Oxum que fundou o Kwe Ellè e Heraldo Sanches de Araújo (Doté Heraldo de Xangô ((filho de Doné Mirtéia) iniciado no Nago Egbá) após mudar as águas, fundou o Axé Kwe L'Ossu, Doné Maria de Iansã (in memoriam) (também filha de Mirtéia), que fundou o Kwe Sejá Demi, Doté Nelson de Logun Edé (in memoriam), que fundou o Kwè Sejá Singbo.
Ressaltamos ainda, a importância do Jeje Mahi quanto ao Vodun Azunsun ou Ajunsun - Azansu, Sakpatá. [Todos os Voduns, pertencentes ao panteão de Sakpatá, são da família Dambirá. Nesse panteão temos vários Voduns. O mais velho que se tem notícia é Toy Akossu, no transe, ele se m
antém deitado na azan (esteira). Dizem os mais velhos, que Toy Akossu é o patrono dos cientistas, ele lhes dá inspirações para a descoberta das fórmulas mágicas que curarão as doenças e as pestes. Ele é a própria "doença e cura", como também um excelente conselheiro.]
São Paulo

Pai Vavá de Bessém era da nação Jeje Savalude Cachoeira de São Félix iniciado aos 3 anos como era comum na época, quando jovem foi para Salvador onde teve um terreiro de candomblé e viveu por muitos anos, depois foi morar no Rio de Janeiro e por último em São Paulo onde morou até morrer.