"Danae".
Gustav Klimt (Γustria, 1862 - 1918)
Danae Γ©, antes de tudo, um poema visual do desejo. A tela respira a mitologia clΓ‘ssica em seu ponto mais carnal, onde a adormecida se enrosca, num misto de abandono e entrega, Γ chuva de ouro que desce sobre ela a apariΓ§Γ£o de JΓΊpiter. Seus lΓ‘bios entreabertos sussurram um Γͺxtase mudo, as pernas se oferecem em lassidΓ£o, os olhos cerrados guardam o sonho, enquanto a meia, preguiΓ§osamente caΓda sobre o tornozelo, e o cabelo ruivo, em chamas, contrastam com a transparΓͺncia etΓ©rea do vΓ©u pΓΊrpura. Tudo na composiΓ§Γ£o Γ© um convite Γ sensualidade; quase um quarto da superfΓcie se rende Γ vastidΓ£o de suas coxas, fazendo da obra um manifesto erΓ³tico de carne e ouro.
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Gustav Klimt (Γustria, 1862 - 1918)
Danae Γ©, antes de tudo, um poema visual do desejo. A tela respira a mitologia clΓ‘ssica em seu ponto mais carnal, onde a adormecida se enrosca, num misto de abandono e entrega, Γ chuva de ouro que desce sobre ela a apariΓ§Γ£o de JΓΊpiter. Seus lΓ‘bios entreabertos sussurram um Γͺxtase mudo, as pernas se oferecem em lassidΓ£o, os olhos cerrados guardam o sonho, enquanto a meia, preguiΓ§osamente caΓda sobre o tornozelo, e o cabelo ruivo, em chamas, contrastam com a transparΓͺncia etΓ©rea do vΓ©u pΓΊrpura. Tudo na composiΓ§Γ£o Γ© um convite Γ sensualidade; quase um quarto da superfΓcie se rende Γ vastidΓ£o de suas coxas, fazendo da obra um manifesto erΓ³tico de carne e ouro.
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