Incipit vita nova
(sobre a tela de Cesare Saccaggi)
NΓ£o se tocam.
E Γ© nessa distΓ’ncia que ardem.
Ela ergue o olhar onde Deus se esconde
um vitral de ausΓͺncia, uma flecha de mΓ‘rmore.
Ele curva a fronte, peso de sΓ©culos e versos,
e a sombra do paraΓso ainda nΓ£o lhe alcanΓ§a os ombros.
As vestes caem como lΓ‘pides dobradas.
As flores ao redor nΓ£o cheiram Γ terra,
mas ao pΓ³ das horas que nΓ£o ousaram ser.
Dois corpos que o mundo casou com estranhos,
duas almas que o cΓ©u condenou a se fitarem
sem nunca, nunca repousarem boca a boca.
Assim comeΓ§a a nova vida:
nΓ£o com um beijo,
mas com a eterna vigΓlia
do que se ama sem possuir
cada pΓ©tala, um suspiro;
cada olhar desviado,
um pequeno e belo inferno.
Vortexπ
(sobre a tela de Cesare Saccaggi)
NΓ£o se tocam.
E Γ© nessa distΓ’ncia que ardem.
Ela ergue o olhar onde Deus se esconde
um vitral de ausΓͺncia, uma flecha de mΓ‘rmore.
Ele curva a fronte, peso de sΓ©culos e versos,
e a sombra do paraΓso ainda nΓ£o lhe alcanΓ§a os ombros.
As vestes caem como lΓ‘pides dobradas.
As flores ao redor nΓ£o cheiram Γ terra,
mas ao pΓ³ das horas que nΓ£o ousaram ser.
Dois corpos que o mundo casou com estranhos,
duas almas que o cΓ©u condenou a se fitarem
sem nunca, nunca repousarem boca a boca.
Assim comeΓ§a a nova vida:
nΓ£o com um beijo,
mas com a eterna vigΓlia
do que se ama sem possuir
cada pΓ©tala, um suspiro;
cada olhar desviado,
um pequeno e belo inferno.
Vortex
Please open Telegram to view this post
VIEW IN TELEGRAM
Please open Telegram to view this post
VIEW IN TELEGRAM
β€2π1