Detalhe : Senhora de vestido lilΓ‘s com flores (1903). Por WΕadysΕaw CzachΓ³rski (polonΓͺs, 1850 β 1911).
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Guarda na caixinha todas as nΓ©voas,
toda a poda e o declΓnio dos dias
o ΓΊltimo calor que se desvanece,
o grito das aves em noites vazias,
saudade de um lar que escurece,
o sopro da ternura que fenece.
A pΓ©rola fria das manhΓ£s sem cor,
o mistΓ©rio das horas em luto e horrorβ¦
E os dias foram um limite, um vΓ©u,
o eco de espectros, o avesso do cΓ©u,
a tremedeira, o silΓͺncio austero
diante do silΓͺncio e do Ser primevo.
E o sono, em teus olhos, tecia mortalhas
Como chama, um reflexo de vela
gravou tua ausΓͺncia na eterna capela.
Vortexπ
toda a poda e o declΓnio dos dias
o ΓΊltimo calor que se desvanece,
o grito das aves em noites vazias,
saudade de um lar que escurece,
o sopro da ternura que fenece.
A pΓ©rola fria das manhΓ£s sem cor,
o mistΓ©rio das horas em luto e horrorβ¦
E os dias foram um limite, um vΓ©u,
o eco de espectros, o avesso do cΓ©u,
a tremedeira, o silΓͺncio austero
diante do silΓͺncio e do Ser primevo.
E o sono, em teus olhos, tecia mortalhas
Como chama, um reflexo de vela
gravou tua ausΓͺncia na eterna capela.
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