Do silΓͺncio e da sombra, uma figura alada emerge. NΓ£o como anjo, mas como memΓ³ria encarnada. Sentada na pedra eterna, as mΓ£os pousadas no colo como flores adormecidas, ela contempla o infinito com olhos que jΓ‘ nΓ£o procuram. O vestido branco, de pregas suaves como ondas imΓ³veis, envolve a sua fragilidade num vΓ©u de eternidade.
Suas asas, pesadas como o tempo, nΓ£o prometem voo, guardam segredos que o vento nΓ£o pode levar. A luz, que a arranca da escuridΓ£o como um suspiro, desenha no mΓ‘rmore a presenΓ§a da ausΓͺncia.
Este nΓ£o Γ© um grito de dor, mas a poesia do que permanece quando tudo parte. Um monumento erguido nΓ£o com pedras, mas com o peso subtil da saudade onde o luto se fez silΓͺncio, e o silΓͺncio, eternidade.
Vortexπ
Suas asas, pesadas como o tempo, nΓ£o prometem voo, guardam segredos que o vento nΓ£o pode levar. A luz, que a arranca da escuridΓ£o como um suspiro, desenha no mΓ‘rmore a presenΓ§a da ausΓͺncia.
Este nΓ£o Γ© um grito de dor, mas a poesia do que permanece quando tudo parte. Um monumento erguido nΓ£o com pedras, mas com o peso subtil da saudade onde o luto se fez silΓͺncio, e o silΓͺncio, eternidade.
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π₯°2
"A sua memΓ³ria era tΓ£o obscura como o cΓ©u, completamente encoberto por nuvens, atravΓ©s das quais nenhum raio de luz conseguia penetrar. "
Archie Bald Cronin, "O Castelo de Brodie"
π2β€1
"Γ janela", 1886
Serov, Valentin Alexandrovich
(1865-1911)
No esboΓ§o, Serov, de 21 anos, retratou a sua noiva, Olga Fedorovna Trubnikova (1864-1927), que conheceu em SΓ£o Petersburgo, em 1880, na casa da sua tia Adelaide Semenovna Simonovich..
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Serov, Valentin Alexandrovich
(1865-1911)
No esboΓ§o, Serov, de 21 anos, retratou a sua noiva, Olga Fedorovna Trubnikova (1864-1927), que conheceu em SΓ£o Petersburgo, em 1880, na casa da sua tia Adelaide Semenovna Simonovich..
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"Sob as rosas", 1896
Hugo Charlemont (1850 β 1939)
O artista pintava frequentemente parques acolhedores, jardins, alamedas e roseiras floridas, onde o homem nΓ£o era o protagonista principal, mas sim parte da harmonia da natureza.
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Hugo Charlemont (1850 β 1939)
O artista pintava frequentemente parques acolhedores, jardins, alamedas e roseiras floridas, onde o homem nΓ£o era o protagonista principal, mas sim parte da harmonia da natureza.
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β€4π2π1
DUALISMO (Tarde, 1919)
Olavo Bilac
NΓ£o Γ©s bom, nem Γ©s mau: Γ©s triste e humanoβ¦
Vives ansiando, em maldiΓ§Γ΅es e preces,
Como se, a arder, no coraΓ§Γ£o tivesses
O tumulto e o clamor de um largo oceano.
Pobre, no bem como no mal, padeces;
E, rolando num vΓ³rtice vesano,
Oscilas entre a crenΓ§a e o desengano,
Entre esperanΓ§as e desinteresses.
Capaz de horrores e de aΓ§Γ΅es sublimes,
NΓ£o ficas das virtudes satisfeito,
Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:
E, no perpΓ©tuo ideal que te devora,
Residem juntamente no teu peito
Um demΓ΄nio que ruge e um deus que chora.
Vortexπ
Olavo Bilac
NΓ£o Γ©s bom, nem Γ©s mau: Γ©s triste e humanoβ¦
Vives ansiando, em maldiΓ§Γ΅es e preces,
Como se, a arder, no coraΓ§Γ£o tivesses
O tumulto e o clamor de um largo oceano.
Pobre, no bem como no mal, padeces;
E, rolando num vΓ³rtice vesano,
Oscilas entre a crenΓ§a e o desengano,
Entre esperanΓ§as e desinteresses.
Capaz de horrores e de aΓ§Γ΅es sublimes,
NΓ£o ficas das virtudes satisfeito,
Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:
E, no perpΓ©tuo ideal que te devora,
Residem juntamente no teu peito
Um demΓ΄nio que ruge e um deus que chora.
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