"A Bela Rosamunda"
A pintura "Fair Rosamund", uma obra-prima do espΓrito prΓ©-rafaelita, nΓ£o Γ© mera ilustraΓ§Γ£o, mas sim uma elegia visual Γ paixΓ£o proibida e ao destino trΓ‘gico. A tela imortaliza a lenda de Rosamund Clifford, a lendΓ‘ria amante do rei Henrique II, cuja beleza era tΓ£o perigosa que precisou ser enclausurada nos recΓ΄nditos de um labirinto no PalΓ‘cio de Woodstock, numa tentativa desesperada de protegΓͺ-la da fΓΊria ciumenta da rainha Leonor de AquitΓ’nia.
Mais do que um retrato, a obra Γ© uma atmosfera suspensa no tempo. AtravΓ©s de uma porta entreaberta para um jardim de exuberΓ’ncia quase onΓrica, vislumbramos uma figura etΓ©rea e fantasmagΓ³rica. Seja a prΓ³pria Rosamunda ou o espectro de sua memΓ³ria pairando sobre o local, sua presenΓ§a Γ© a de um suspiro, um instante de graΓ§a e melancolia prestes a ser dissipado pela tragΓ©dia iminente. Γ a personificaΓ§Γ£o do amor clandestino, frΓ‘gil e belo, que floresce Γ sombra do perigo, eternizado pela luz suave e pelo romantismo inconfundΓvel dos prΓ©-rafaelitas.
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A pintura "Fair Rosamund", uma obra-prima do espΓrito prΓ©-rafaelita, nΓ£o Γ© mera ilustraΓ§Γ£o, mas sim uma elegia visual Γ paixΓ£o proibida e ao destino trΓ‘gico. A tela imortaliza a lenda de Rosamund Clifford, a lendΓ‘ria amante do rei Henrique II, cuja beleza era tΓ£o perigosa que precisou ser enclausurada nos recΓ΄nditos de um labirinto no PalΓ‘cio de Woodstock, numa tentativa desesperada de protegΓͺ-la da fΓΊria ciumenta da rainha Leonor de AquitΓ’nia.
Mais do que um retrato, a obra Γ© uma atmosfera suspensa no tempo. AtravΓ©s de uma porta entreaberta para um jardim de exuberΓ’ncia quase onΓrica, vislumbramos uma figura etΓ©rea e fantasmagΓ³rica. Seja a prΓ³pria Rosamunda ou o espectro de sua memΓ³ria pairando sobre o local, sua presenΓ§a Γ© a de um suspiro, um instante de graΓ§a e melancolia prestes a ser dissipado pela tragΓ©dia iminente. Γ a personificaΓ§Γ£o do amor clandestino, frΓ‘gil e belo, que floresce Γ sombra do perigo, eternizado pela luz suave e pelo romantismo inconfundΓvel dos prΓ©-rafaelitas.
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"CemitΓ©rio abandonado em Goisern", 1887
Artista austrΓaca: Olga Wisinger-Florian (1844 β 1926)
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Artista austrΓaca: Olga Wisinger-Florian (1844 β 1926)
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LΓ‘ fora, o dia era todo ouro. As cortinas estavam fechadas, mas a luz filtrava-se pelas fendas. Ela jazia numa sonolΓͺncia induzida, suspensa entre o ser e o nada. Como se lobos a tivessem despedaΓ§ado, nada restava senΓ£o o invΓ³lucro. O corpo, exausto, desistira de resistir. Ela afundava-se em esquecimento e emergia em ilhas de lucidez onde a dor frutificava. As dores intensificaram-se. Ele inclinou-se e a beijou..
β Mais dois ou trΓͺs minutos e estava melhor.
Ela ficou em paz. As mΓ£os, pΓ‘lidas, repousavam no cobertor como aves imΓ³veis. De ordinΓ‘rio, comunicavam em lΓngua emprestada. Agora, cada um falava a sua lΓngua primΓ‘ria, a linguagem da alma, feita de silΓͺncios. Como se um muro tivesse ruΓdo e, na clareira aberta, se compreendessem melhor do que nunca.
Buscando a cura ...
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β Mais dois ou trΓͺs minutos e estava melhor.
Ela ficou em paz. As mΓ£os, pΓ‘lidas, repousavam no cobertor como aves imΓ³veis. De ordinΓ‘rio, comunicavam em lΓngua emprestada. Agora, cada um falava a sua lΓngua primΓ‘ria, a linguagem da alma, feita de silΓͺncios. Como se um muro tivesse ruΓdo e, na clareira aberta, se compreendessem melhor do que nunca.
Buscando a cura ...
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