"Retrato de Miss Elfrida Marjorie Eden, mais tarde Condessa de Warwick (1887-1943), na infΓ’ncia", 1893
John McAlhan Swan
(1847β1910)
Retrato de infΓ’ncia da futura Condessa de Warwick, pintado quando ela tinha cerca de seis anos.
Swan afasta-se da tradiΓ§Γ£o vitoriana sentimental e cria uma imagem contida, quase simbolista: uma pose imΓ³vel, um olhar sΓ©rio, um fundo decorativo "de jardim".
A pintura nΓ£o Γ© percebida como um retrato formal, mas como uma reflexΓ£o sobre o mundo interior da crianΓ§a e o estado frΓ‘gil da infΓ’ncia.
Vortexπ
John McAlhan Swan
(1847β1910)
Retrato de infΓ’ncia da futura Condessa de Warwick, pintado quando ela tinha cerca de seis anos.
Swan afasta-se da tradiΓ§Γ£o vitoriana sentimental e cria uma imagem contida, quase simbolista: uma pose imΓ³vel, um olhar sΓ©rio, um fundo decorativo "de jardim".
A pintura nΓ£o Γ© percebida como um retrato formal, mas como uma reflexΓ£o sobre o mundo interior da crianΓ§a e o estado frΓ‘gil da infΓ’ncia.
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Naquela altura, sΓ³ pensava em caminhar, em adentrar as entranhas daquilo que seria o fim.
A floresta cerrava em torno, uma catedral de troncos retorcidos e folhagem negra, onde a luz do dia definhava em tons de sΓ©pia e melancolia.
Encontrei-a num claro onde os cogumelos pΓ‘lidos brotavam em cΓrculos impuros: uma velha bruxa, mais pensativa que uma lΓ‘pide. Seus dedos, nodosos como raΓzes de salgueiro, tamborilavam sobre um joelho esquelΓ©tico. O ar cheirava a terra molhada e ervas amargas.
Aproximei-me, e a pergunta rasgou-se dos meus lΓ‘bios como uma confissΓ£o sufocada:
Sabes qual Γ© o meu pecado?
A velha bruxa ergueu a face, e seus olhos, fundos como alΓ§apΓ΅es para abismos antigos, fitaram-me. EntΓ£o, gargalhou. Um som seco, de cascas quebradas, que ecoou entre os arbustos como o grasnar de corvos.
Como nΓ£o te conhecer?
sibilou, a voz um arrasto de folhas mortas. NΓ£o foste o primeiro a assassinar a prΓ³pria juventude, a cravar-lhe o punhal da seriedade e a drenar-lhe o sangue lΓmpido. Rejeitaste as alegrias efΓͺmeras, os prazeres terrenos, e em seu lugar alimentaste o verme da culpa. Tornaste-te teu prΓ³prio carrasco, teu inimigo Γntimo. E agora, eis aqui, arrastando os pΓ©s que pesam como lΓ‘pides nesta floresta densa, nΓ£o como um homem, mas como um espectro de si mesmo. Um pobre velho antes mesmo de a idade te cobrir com seu mofo.
Ela cuspiu as palavras finais como um veneno, e o silΓͺncio que se seguiu pareceu engrossar a escuridΓ£o ao meu redor, tornando-a palpΓ‘vel, viva. O fim, compreendi entΓ£o, nΓ£o era um lugar, mas esta condenaΓ§Γ£o: seguir andando, eternamente, com o peso do que eu mesmo havia estrangulado.
AnotaΓ§Γ΅es noturnas ...
Vortexπ
A floresta cerrava em torno, uma catedral de troncos retorcidos e folhagem negra, onde a luz do dia definhava em tons de sΓ©pia e melancolia.
Encontrei-a num claro onde os cogumelos pΓ‘lidos brotavam em cΓrculos impuros: uma velha bruxa, mais pensativa que uma lΓ‘pide. Seus dedos, nodosos como raΓzes de salgueiro, tamborilavam sobre um joelho esquelΓ©tico. O ar cheirava a terra molhada e ervas amargas.
Aproximei-me, e a pergunta rasgou-se dos meus lΓ‘bios como uma confissΓ£o sufocada:
Sabes qual Γ© o meu pecado?
A velha bruxa ergueu a face, e seus olhos, fundos como alΓ§apΓ΅es para abismos antigos, fitaram-me. EntΓ£o, gargalhou. Um som seco, de cascas quebradas, que ecoou entre os arbustos como o grasnar de corvos.
Como nΓ£o te conhecer?
sibilou, a voz um arrasto de folhas mortas. NΓ£o foste o primeiro a assassinar a prΓ³pria juventude, a cravar-lhe o punhal da seriedade e a drenar-lhe o sangue lΓmpido. Rejeitaste as alegrias efΓͺmeras, os prazeres terrenos, e em seu lugar alimentaste o verme da culpa. Tornaste-te teu prΓ³prio carrasco, teu inimigo Γntimo. E agora, eis aqui, arrastando os pΓ©s que pesam como lΓ‘pides nesta floresta densa, nΓ£o como um homem, mas como um espectro de si mesmo. Um pobre velho antes mesmo de a idade te cobrir com seu mofo.
Ela cuspiu as palavras finais como um veneno, e o silΓͺncio que se seguiu pareceu engrossar a escuridΓ£o ao meu redor, tornando-a palpΓ‘vel, viva. O fim, compreendi entΓ£o, nΓ£o era um lugar, mas esta condenaΓ§Γ£o: seguir andando, eternamente, com o peso do que eu mesmo havia estrangulado.
AnotaΓ§Γ΅es noturnas ...
Vortex
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"...e se quiseres amar,
ama como a lua ama,
nΓ£o roubando a noite,
mas apenas revelando os mistΓ©rios
e a beleza da escuridΓ£o."
Vortexπ
ama como a lua ama,
nΓ£o roubando a noite,
mas apenas revelando os mistΓ©rios
e a beleza da escuridΓ£o."
Vortex
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