Pense Simples, por Gustavo Caetano / inovação e empreendedorismo
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Eu não entregaria a escolha de um projeto à IA só porque ela explica bem. O estudo TASTE, da Anthropic, me fez pensar naquela reunião em que uma proposta bonita ganha antes de alguém conferir as premissas.

Se fosse no meu time, eu daria duas fichas iguais para pessoas e IA avaliarem separadamente. Depois compararia os motivos antes de comprometer o orçamento. Uma discordância bem explicada pode ajudar mais que um sim automático.

Escrevi como faria esse teste: https://www.gustavocaetano.com/blog/taste-ia-julgar-propostas?utm_source=telegram&utm_medium=channel&utm_campaign=blog_taste_20260911 #PenseSimples
Eu fico imaginando o treinamento de IA começando com metade da sala presa no login. O slide está lindo. A aula virou suporte.

Me chamou atenção a regra do Claude para contas pessoais: é preciso ter 18 anos ou mais, e suspeita de uso por menor pode bloquear a conta até a verificação. Pra quem monta treinamento com jovens aprendizes, isso muda a escolha da ferramenta.

Eu faria essa checagem no Claude antes de fechar a ferramenta e mandar o convite. Tem menor na turma? Então o Claude pessoal já sai da lista. Melhor escolher uma ferramenta permitida para a turma antes da aula do que perder a aula tentando liberar login.

https://support.claude.com/en/articles/15171100-age-assurance-on-claude
Eu tenho uma implicância com atendimento “turbinado por IA”: quem pediu ajuda continua esperando porque cada pessoa acha que a outra vai responder. Agora com rascunho bonito.

O ResolveHQ me chamou atenção por juntar os pedidos numa caixa compartilhada, com responsável por atendimento. A IA que sugere respostas é opcional. Eu começaria pelo básico mesmo.

Antes de pedir pro seu time instalar a ferramenta, separe dez pedidos de ontem e veja quantos ficaram sem dono. Eu faria um piloto do ResolveHQ com essa fila, conferindo se cada pedido chega a uma pessoa. Se ainda precisa perguntar “quem vai responder?”, a IA pode esperar.

https://github.com/mirza-rizvi/ResolveHQ
Eu acho engraçado chamar uma operação de digital quando alguém precisa pegar o carro pra destravar um computador.

O JetKVM Mini me chamou atenção por isso: é uma caixinha pra acessar tela, teclado e mouse à distância, inclusive antes de o sistema iniciar. A chegada está prevista pra 26 de outubro. Não é pra resolver o sufoco de hoje.

Eu faria uma pergunta pro seu time antes de comprar essa ferramenta: quais visitas à filial aconteceram só porque o acesso remoto comum não funcionava? Pegue uma delas e peça ao responsável de TI pra conferir se o JetKVM Mini cobriria aquela falha. Se faltou energia ou internet no local, a caixinha também precisa de plano B.

https://jetkvm.com/blog/introducing-jetkvm-mini
Eu tenho uma implicância com site aprovado só no telão da reunião. Ali até botão de compra escondido parece fácil de achar.

O ScreenSize me chamou atenção porque mostra quanto espaço sobra de verdade no navegador. A tela anunciada na caixa do computador não é toda sua: o navegador ocupa espaço, e o zoom muda o que cabe ali.

Antes de aumentar a verba de anúncio, eu faria isso com seu time: abra o ScreenSize no notebook de quem vai testar, anote a área útil e confira a página de venda naquele tamanho. Dá pra entender a oferta e encontrar o botão sem caçar? Se ficar difícil, resolva isso antes de pagar pra levar mais gente até lá.

https://screensize.net/
Eu pediria uma demonstração bem específica antes de contratar uma IA para atendimento. A Sierra agora combina voz, texto e imagens na conversa. Parece ótimo, mas eu quero saber se o cliente vai precisar contar tudo de novo quando mudar de canal.

Meu teste seria começar uma troca por telefone, escolher na tela, interromper e voltar depois. Se o pedido se perder ou aparecer duplicado, ainda há trabalho antes de ampliar o contrato. A ligação terminar não significa que o problema acabou.

Escrevi minha análise da Sierra: https://www.gustavocaetano.com/blog/sierra-ia-atendimento-resultados?utm_source=telegram&utm_medium=channel&utm_campaign=blog_sierra_20260914 #PenseSimples
Eu gosto da ideia de transcrever uma entrevista sem tirar o áudio do computador. O whisper.cpp faz isso. Mas, se o nome do produto sai errado ou a frase perde um “não”, alguém precisa voltar à gravação.

Antes de trocar a ferramenta do time, eu compararia três áudios e contaria também o tempo de revisão. A assinatura economizada pode voltar como hora de trabalho. Transcrever rápido ajuda; terminar a revisão mais cedo é o que libera a equipe.

Escrevi como eu avaliaria essa troca: https://www.gustavocaetano.com/blog/whisper-cpp-transcricao-local?utm_source=telegram&utm_medium=channel&utm_campaign=blog_whisper_20260915 #PenseSimples
Eu li “IA pra tocar uma empresa sozinha” e fui procurar a parte do lucro. Velho hábito.

O Pion, da Andon Labs, está em prévia de pesquisa, com lista de espera. A própria empresa conta que a loja e o café operados pelos seus agentes ainda não dão lucro. Achei esse detalhe mais útil que a promessa do lançamento.

Eu usaria o relato do Pion na próxima conversa com seu time sobre automação: escolha uma rotina e defina quanto ela pode gastar antes de alguém intervir. No fim da semana, confira o dinheiro que entrou, o que saiu e as horas humanas pra corrigir erros. Se essa conta não fecha numa rotina, eu não entregaria a empresa inteira.

https://andonlabs.com/blog/why-we-built-pion
Pessoal, estou usando vários modelos open source para tarefas que exigem muito token e que são extremamente caras de serem feitas com Codex ou Claude. Quem quiser testar, aqui tem um cupom de desconto pra você usar a ferramenta que tem vários modelos poderosos como Deepseek, Mimo, Qwen entre outros - https://opencode.ai/go?ref=36VT00X7D2
Fiquei incomodado com o anúncio de hoje da Apple: um modo de câmera do iPhone 18 Pro que carimba a foto como foto de verdade, com assinatura do sensor, com hora provada.

Parece assunto de fotógrafo, mas mexe com uma rotina boba de empresa: foto como prova. Obra entregue, avaria, produto embalado, evento que o cliente jurou que aconteceu. E o outro lado dói mais: quem gera imagem com IA pode montar justamente a peça que você usaria pra se defender.

Eu faria essa lista com o time: onde a foto é prova na operação e o que serve de substituto quando a origem não é conferível, tipo segunda fonte, laudo ou assinatura de quem estava lá. Eu usaria o Apple Reference Image nos casos caros, mas o combinado vale antes da câmera.

https://security.apple.com/blog/apple-reference-image/
Eu acho meio suspeito um revisor que adora tudo que você escreve. Se a IA sempre diz “excelente”, quem vai avisar que a proposta está confusa?

Gostei da provocação do Thomas Ptacek: escrever primeiro e usar a IA pra encontrar defeitos, sem pedir uma versão mais bonita. O elogio pode fazer a gente se apegar justamente ao trecho que precisava cortar.

Eu faria assim com seu time: pegue uma proposta sem dados sensíveis e peça ao Claude “aponte onde o texto está confuso ou repetitivo, sem elogiar nem reescrever”. Depois, quem escreveu volta pra corrigir os trechos. Testa antes de mandar. Melhor descobrir a confusão antes de ela chegar a quem vai comprar.

https://sockpuppet.org/blog/2026/09/17/how-to-write-with-an-llm/
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Eu pediria uma coisa pouco glamourosa antes de contratar uma IA: mostrar o que consigo levar comigo se trocar de fornecedor. O caso da Harvey, que vende IA para equipes jurídicas, me fez pensar nisso.

Se o time corrige cem documentos e aprende a revisar melhor, eu quero guardar esses critérios. No piloto, mediria o tempo até a entrega revisada e pediria uma demonstração de exportação das orientações. A equipe precisa conseguir reutilizar o que aprendeu.

Escrevi minha análise aqui: https://www.gustavocaetano.com/blog/harvey-ia-juridica-conhecimento?utm_source=telegram&utm_medium=channel&utm_campaign=blog_harvey_20260921 #PenseSimples
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Eu já acho chato descobrir que uma reunião estava sendo gravada. Agora a câmera pode estar nos óculos de quem sentou na sua frente. Belo assunto pra resolver antes de abrir a planilha de preços.

O ZuckOff me chamou atenção porque procura sinais de óculos com câmera pelo Bluetooth. Mas o próprio app avisa: detectar um aparelho não prova gravação, e não detectar nada não garante privacidade.

Eu usaria essa dúvida pra combinar com o time, antes da próxima conversa confidencial, quais aparelhos ficam fora da sala. Se quiser testar o ZuckOff, compare o alerta com um par de óculos conhecido. Eu não colocaria o segredo da empresa na conta de um app silencioso.

https://zuckoff.app/
Eu conferiria um detalhe antes de entregar os documentos da empresa para uma IA: o texto convertido ainda diz a mesma coisa? O MarkItDown, da Microsoft, prepara arquivos para essa leitura. Mas perder um “não inclui frete” pode mudar a resposta ao cliente.

No meu piloto, eu escolheria cinco informações decisivas em cada documento e compararia com a saída: preço, prazo, exceção. Só ampliaria o uso depois dessa conferência. Texto organizado também pode esconder erro.

Minha análise: https://www.gustavocaetano.com/blog/markitdown-documentos-ia?utm_source=telegram&utm_medium=channel&utm_campaign=blog_markitdown_20260922 #PenseSimples
Eu ficaria com um pé atrás ao ouvir que o time está produzindo muito mais com IA. Mais coisa pronta pra revisão ou mais coisa chegando a quem usa o produto? A fila também pode estar batendo recorde.

A Linear contou que acelerar o código com agentes fez os testes virarem um gargalo. O time precisou mexer nessa etapa pra acompanhar o ritmo. Achei esse detalhe mais útil que outra promessa de produtividade.

Antes de comprar mais licenças de IA, eu faria uma conta com o time: nas últimas cinco entregas, quanto tempo foi trabalho e quanto foi espera? O relato da Linear dá uma boa pista de onde olhar. Se tudo empaca na conferência, produzir mais só aumenta a pilha.

https://linear.app/now/ci-bottleneck-reworked
Eu gosto da ideia de uma IA menor aprender com outra maior. Isso se chama destilação. Mas, numa empresa, eu olharia além do preço de cada resposta: quem vai conferir os erros e atualizar o modelo quando o atendimento mudar?

Antes de pagar pelo treino, eu testaria uma IA pequena já pronta nas mesmas mensagens. Se ela resolver bem a tarefa, talvez nem precise da destilação. A economia começa também no projeto que a gente deixa de fazer.

Expliquei a diferença e fiz uma conta hipotética no artigo: https://www.gustavocaetano.com/blog/o-que-e-destilacao-na-ia?utm_source=telegram&utm_medium=channel&utm_campaign=blog_destilacao_20260923 #PenseSimples
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Eu achei boa essa: a empresa do carro sem motorista quer dar crédito pra quem também pega transporte público. Até o robô percebeu que não precisa fazer o trajeto inteiro.

Segundo a Waymo, o incentivo vale pra região de São Francisco, com cartão Visa. Começa pelos funcionários e deve chegar ao público nas próximas semanas. O carro pode levar até a estação; o trem faz o resto.

Eu usaria o caso da Waymo numa conversa com o time: o que nosso cliente precisa resolver logo antes de comprar da gente? Se outra empresa já faz isso bem, eu procuraria uma parceria antes de inventar mais um produto. Dá pra começar ouvindo três clientes.

https://waymo.com/blog/2026/09/transit-rewards/
Eu fiquei pensando na fábrica por trás de uma terapia celular. A Cellares anunciou US$ 327 milhões na sua Série D para ampliar essa operação. O dinheiro chama atenção, mas eu olharia também o que ela consegue entregar com qualidade.

Numa reunião sobre automação ou IA, eu faria uma conta antes de aprovar o orçamento: quanto custa cada entrega aceita, incluindo revisão e correção? Produzir mais pode sair caro quando o retrabalho cresce junto.

Escrevi sobre essa diferença no blog: https://www.gustavocaetano.com/blog/cellares-fabrica-terapias-celulares?utm_source=telegram&utm_medium=channel&utm_campaign=blog_cellares_20260924 #PenseSimples
Eu tenho uma exigência pouco futurista pra IA: trocar o preço de uma proposta sem bagunçar o resto. Se eu precisar revisar cada página depois, a pressa saiu cara.

Segundo a Paper Instruments, o Paper Office ajuda agentes de IA a editar arquivos do Office preservando o que não precisava mudar. No Word, dá pra deixar alterações marcadas pra revisão. Isso me interessa mais que gerar outro documento bonito do zero.

Eu faria um teste com o Paper Office numa cópia de proposta fictícia: mudar só o prazo e conferir o resto. Antes de liberar pro time comercial, mediria o tempo gasto corrigindo e revisando. O arquivo pronto é só metade do trabalho.

https://www.paperinstruments.com/blog/introducing-paper-office