Pense Simples, por Gustavo Caetano / inovação e empreendedorismo
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Notícias e artigos que vão abrir sua cabeça e te ajudar a pensar cada vez mais simples! Inovação, empreendedorismo, gráficos, vídeos e muito mais. Www.gustavocaetano.com
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Quando o dashboard vem bonito demais, muita gente para de questionar o número. Esse é o perigo quando a IA começa a montar gráfico para reunião: se ela escolhe eixo, escala e legenda sozinha, uma decisão de margem pode nascer de uma figura que ninguém revisou de verdade.

Vi no Hacker News o Flint, da Microsoft. Ele transforma pedido de gráfico em uma especificação curta, editável por humano, e depois compila para Vega-Lite, ECharts ou Chart.js. Para mim, é o repo para testar quando você quer deixar agente mexer com dados sem virar refém de print bonito.

Eu usaria o GitHub do Flint num piloto simples: pegue um relatório recorrente, peça para a IA gerar o gráfico e mande alguém revisar a especificação antes do slide. Se a regra do gráfico não dá para ler, também não deveria ir para decisão.

https://github.com/microsoft/flint-chart
Tem uma parte da estratégia que muita empresa ainda deixa no ouvido: o que clientes, investidores e concorrentes estão falando em podcasts, entrevistas e conversas públicas. A consequência é simples: o time decide posicionamento olhando planilha, mas perde o vocabulário real do mercado.

Vi no Hacker News o Vuci, uma startup que transforma áudio de podcasts em busca por trechos, alertas e pesquisa citada. Minha ferramenta para testar seria usar isso como radar de mercado: procurar sua categoria, sua marca e nomes de concorrentes antes de mexer em oferta, pitch ou conteúdo.

Eu faria um teste de uma hora: escolha 3 termos que seu time repete em reunião e veja se o mercado fala igual. Se não fala, talvez o problema não seja mídia. Talvez seja linguagem.

https://vuci.ai/feed/
Muita empresa ainda trata IA como visitante de site: ela pode ler sua página, mas não consegue fazer nada útil depois. A consequência é simples. A pessoa pergunta para o agente, o agente entende a oferta, mas a oportunidade morre antes de virar lead.

Vi no Hacker News o Seaworthy MCP, de uma corretora de seguros que abriu um caminho para agentes pedirem cotação e jogar o lead no Salesforce, com consentimento e campos limitados. Minha ferramenta para testar seria usar esse repo como espelho: qual é a menor ação segura que um agente poderia fazer pela sua empresa?

Não precisa começar por venda. Pode ser simular orçamento, abrir ticket, checar elegibilidade ou pedir contato. O ponto é parar de ter site que só explica e começar a ter site que aceita próximo passo.

https://github.com/seaworthy-io/seaworthy-mcp
Tem receita que não some no concorrente. Some dentro do próprio produto. A pessoa tenta se cadastrar, pagar ou renovar, alguma coisa trava e o time só percebe dias depois, quando a conversão já caiu.

Vi no Hacker News o Rejourney, um projeto open source que junta gravações de sessão, erros e eventos como compra concluída para apontar onde a jornada começou a falhar. A ferramenta para testar isso serve menos para assistir cliques e mais para responder uma pergunta: qual etapa está queimando dinheiro agora?

Eu começaria por um único fluxo, como checkout ou cadastro. Marque o começo e o sucesso, compare quem conseguiu com quem desistiu e só então escolha a correção. “Melhorar a experiência” é uma pauta enorme. Consertar o botão que impede a compra é prioridade.

https://github.com/rejourneyco/rejourney
A forma mais cara de validar uma ideia é construir tudo primeiro. O time passa semanas em produto, integração e reunião para descobrir no lançamento que quase ninguém queria aquilo.

Vi no Hacker News o Lanes Forms. Ele cria uma lista de espera sem precisar montar servidor, banco ou filtro de spam. É uma ferramenta para testar se pessoas reais deixam o contato antes de você transformar uma hipótese em projeto.

Eu faria assim: colocaria uma página simples no ar, levaria a oferta para o público certo e olharia duas coisas: quantas pessoas entraram e quantas aceitaram conversar. Cadastro sozinho mostra curiosidade. Conversa sobre o problema mostra que talvez exista negócio.

https://lanes.sh/use-cases/waitlist-form-without-a-backend
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Empresa que precisa de quinze gráficos para explicar se está bem provavelmente ainda não escolheu o que importa. E quando cada sócio olha um painel diferente, a reunião vira disputa de narrativa.

Vi no Hacker News que a Ente abriu os números do próprio negócio. Receita recorrente, clientes pagantes e contas criadas ficam públicos e são atualizados todo mês. A startup sabe que concorrentes também verão, mas preferiu transformar transparência em compromisso.

Eu faria um teste sem abrir tudo ao público: escolher três números que mostram se o negócio está ficando mais saudável e deixar o histórico visível para o time. A página da Ente é uma ferramenta para testar essa conversa com os sócios antes de abrir mais um dashboard.

https://ente.com/open/
Se a nuvem pode gastar sem pedir licença, o orçamento da empresa ainda está no modo confiança. E confiança não segura uma automação errada rodando de madrugada.

Hoje apareceu no Hacker News uma conta pessoal da AWS com projeção de US$ 5 bilhões no mês. O valor parece ter vindo de um erro no alerta, mas o susto deixa uma pergunta boa: se o gasto fosse real, quem perceberia primeiro e o que pararia sozinho?

Eu faria assim: abriria o AWS Budgets e combinaria dois limites, um para avisar antes do previsto e outro para bloquear novos recursos quando o teto estourar. É uma ferramenta para testar a regra com o financeiro antes de dar mais autonomia para gente ou agente de IA.

https://docs.aws.amazon.com/cost-management/latest/userguide/budgets-managing-costs.html
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Se a empresa renova a ferramenta de IA só porque ela virou padrão, pode estar pagando uma taxa de conforto bem cara. A pergunta simples é: quanto essa escolha economiza de verdade?

O Kimi K3, da startup chinesa Moonshot AI, chegou prometendo desempenho próximo dos modelos mais fortes e preço menor. Ainda é cedo para comprar a promessa. A própria empresa admite que o modelo pode tomar decisões demais por conta própria quando recebe uma tarefa ambígua.

Eu faria assim: antes da próxima renovação, daria o mesmo trabalho real para os dois, com dados não sensíveis, e compararia custo, tempo e retrabalho. Se o resultado empatar, você ganhou argumento para renegociar. É uma ferramenta para testar a compra atual, não para trocar tudo no impulso.

https://www.kimi.com/blog/kimi-k3
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Se um processo importante só funciona porque alguém lembra de cada detalhe, você não tem um processo. Tem uma dependência escondida. E ela costuma aparecer no pior dia: lançamento atrasado, pessoa mal recebida ou revisão pulada.

Vi no Hacker News o CheckRun, uma extensão gratuita que coloca checklists dentro do navegador e guarda o resultado de cada execução. O interessante não é marcar quadradinhos. É conseguir ver o que falhou, quando e em qual página, sem criar mais uma reunião para descobrir.

Eu faria assim: escolheria um processo que já deu retrabalho duas vezes e rodaria por uma semana. Pode ser onboarding, publicação de campanha ou revisão de fornecedor. É uma ferramenta para testar se o time precisa de mais gente ou só de um jeito mais claro de executar e provar o trabalho.

https://checkrun.co/
Tem empresa pagando três assinaturas de IA e usando a mais cara até para procurar informação básica. O limite acaba rápido, mas a decisão não fica melhor.

Vi no Hacker News um relato da Quesma sobre isso. Eles gastaram o limite do Claude em 30 minutos pesquisando como economizar tokens. A saída foi simples: um modelo mais barato procura, um mais preciso confere e a pesquisa profunda entra só no fim, quando ainda existe dúvida importante.

Eu faria esse teste na próxima pesquisa de mercado ou fornecedor. O modelo mais barato vira a ferramenta para testar a busca; o Claude só confere e decide. Compare o gasto com a qualidade antes de contratar outra assinatura. Sua IA mais cara está pensando ou só carregando caixa? Modelo caro fazendo trabalho braçal é estagiário com salário de diretor.

https://quesma.com/blog/custom-deep-research-pipeline/
Sua empresa pode estar pagando para manter uma equipe de agentes de IA que já virou organograma de robô. Um planeja, outro pesquisa, outro escreve. No fim, alguém ainda precisa consertar os repasses entre eles.

A Runnit contou hoje no Hacker News que passou meses montando esse modelo e depois apagou os agentes separados. Com modelos novos, uma única inteligência passou a carregar cada capacidade quando precisava. Menos prompts para manter, menos memória espalhada e menos trabalho perdido no caminho.

Eu faria uma conta simples antes de criar o próximo agente: quantos repasses ele adiciona e qual resultado melhora? A Runnit é uma ferramenta para testar essa ideia, mas o ganho já começa ao juntar dois agentes que fazem partes do mesmo trabalho. Organograma de robô também cria burocracia.

https://runnit.io/articles/we-spent-months-building-ai-agents-into-runnit-then-we-deleted-them
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