Pense Simples, por Gustavo Caetano / inovação e empreendedorismo
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Bug pequeno não precisa virar reunião.
Precisa virar diff revisável.

Testa o OpenAI Codex CLI para isso. É uma ferramenta de IA para abrir a pasta do projeto, pedir a correção em português e receber uma mudança de código com comando rodado no próprio ambiente.

Pega um bug que está parado por ser “pequeno demais para priorizar” e pede um patch com teste mínimo. Se sair diff claro, você economizou uma rodada de alinhamento.

Guarda essa régua: antes de chamar reunião, tenta produzir uma mudança revisável. Se ninguém consegue revisar o diff, o problema não era só técnico.

Link: https://developers.openai.com/codex/cli
A reunião cara não é a longa.
É a que termina sem decisão e vira custo escondido.

Já vi time sair de call achando que alinhou tudo. No dia seguinte, cada pessoa tinha entendido uma prioridade diferente. Aí vem o clássico: mais uma reunião para explicar a reunião.

Eu faria uma regra simples para qualquer operação: toda conversa importante precisa acabar com 3 linhas copiáveis: decisão, dono e próximo passo.

Testa o Microsoft Copilot para transformar as notas da call em uma lista só com decisões, donos e pendências. Se não aparecer dono, você não tinha alinhamento. Tinha barulho bem documentado.

Link: https://copilot.microsoft.com/
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IA boa de manhã não é abrir 12 abas.
É escolher uma decisão pequena e parar de chutar.

Antes da primeira reunião, pega uma dúvida que está travando o dia.

Eu usaria o Perplexity como ferramenta para testar essa dúvida com fonte aberta: "quais são os 3 riscos de decidir isso agora e que evidência eu deveria checar?".

Em 5 minutos você separa opinião de sinal.
Parece pouco. É exatamente onde muita reunião para de virar teatro.

https://www.perplexity.ai/
Decisão ruim quase sempre começa com contexto espalhado.
Um PDF no Drive, três links no WhatsApp e alguém pedindo “só uma opinião rápida”.

Minha ferramenta para testar isso hoje seria o Google NotebookLM. Pra que serve aqui: juntar as fontes e pedir um briefing de uma página com decisão em aberto, evidências fortes, dúvidas sem resposta e riscos de decidir hoje.

O ganho não é “resumir documento”.
É parar de discutir com metade do contexto na mesa.

Testa com um contrato, proposta ou pesquisa que está travando uma reunião.
Se o briefing ainda ficar fraco, você descobriu o problema real: falta fonte, não falta IA.

https://notebooklm.google/
Tem call que não morre na call.
Morre no follow-up.

O fundador sai achando que foi bem, manda um e-mail bonito, mas responde a pergunta errada. O investidor queria entender risco de margem, ele volta falando de produto. Parece pequeno. Numa rodada, esse desencontro vira "vamos acompanhar".

Eu faria uma coisa simples depois de cada conversa importante: pegaria a transcrição e pediria para a IA separar "perguntas respondidas", "perguntas desviadas" e "provas que prometi enviar".

Minha ferramenta para testar esse ritual é o Fathom AI Notetaker. Em calls de Zoom, Meet ou Teams, ele grava, transcreve e resume a conversa para você checar o follow-up contra o que foi dito. A lição é simples: antes de vender melhor, escute melhor. Na próxima call comercial ou de fundraising, você vai responder ao sinal real ou ao que queria ter ouvido?

https://www.fathom.ai/
IA sem painel vira gasto com cara de inovação.
O time chama de piloto. A fatura chama de operação.

Antes de liberar mais um agente, eu faria uma pergunta simples: você consegue ver custo, latência e qualidade por tarefa?

Minha ferramenta para testar isso hoje seria o Langfuse. Ele é open source e ajuda a rastrear chamadas de IA, medir qualidade e enxergar onde o fluxo fica caro ou lento. Pega um processo com IA que já existe e escreve as 3 métricas que deveriam aparecer antes de escalar.

Se ninguém sabe medir, ainda não é transformação. É aposta.

https://github.com/langfuse/langfuse
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Promessa solta vira retrabalho com nome bonito.
Alguém falou "depois eu vejo", ninguém virou dono e a semana seguinte começa igual.

Minha ferramenta para testar hoje seria o Plane. É um gerenciador de projetos open source para transformar pedido, bug ou ideia em item com responsável, ciclo e visão de progresso.

Testa assim: pega uma promessa que saiu da última reunião e escreve no Plane como se fosse trabalho de verdade: qual entrega, quem decide, até quando e o que bloqueia.

Se não der para preencher isso, você não tem tarefa. Tem esperança com prazo imaginário.

https://github.com/makeplane/plane
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Tem uma automação que parece pequena, mas muda a reunião de segunda.

O Google Workspace CLI apareceu no Hacker News esta semana. Ele transforma Drive, Gmail, Agenda, Docs e Sheets em comandos. Parece coisa de dev, mas o ponto para negócio é outro: muito trabalho que hoje fica perdido em aba, planilha e pedido no chat pode virar rotina com rastro.

Minha ferramenta para testar hoje seria o gws. Testa em uma tarefa chata do time, tipo listar arquivos recentes de uma pasta, criar uma planilha padrão ou checar agenda, e tenta virar isso em um comando com saída em JSON.

Se isso economizar 20 minutos por semana e deixar rastro, já paga a conversa. Se pedir acesso demais, você achou o risco antes de colocar IA mexendo na casa inteira.

https://github.com/googleworkspace/cli
Tem um tipo de gasto de IA que ninguém vê no cartão até tarde demais.

Quando um agente entra em loop, ele não fica "pensando". Ele fica chamando modelo de novo, copiando contexto e queimando token. O AgentWatch apareceu hoje no Hacker News justamente para colocar um limite antes da chamada chegar na OpenAI, Anthropic ou Gemini.

Eu olharia isso como trava de segurança, não como ferramenta de dev. Eu faria assim: minha ferramenta para testar hoje seria o AgentWatch, em uma tarefa pequena antes de liberar agente para o seu time em atendimento, pesquisa ou código. Define um teto simples: "essa execução pode gastar até 2 dólares e parar se enlouquecer".

É a versão adulta do "pode brincar, mas com tomada desligada do lado caro".

https://docs.agent-watch.dev/
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Um custo escondido da IA no trabalho: cada ferramenta lembra de uma parte da conversa, e ninguém sabe mais por que uma decisão foi tomada.

Isso vira retrabalho. O fundador pergunta "por que escolhemos esse caminho?" e o time caça print no Claude, no Codex, no Cursor, no WhatsApp, no Notion. A decisão some antes de virar processo.

A ferramenta para testar hoje é o Reference MCP, que apareceu no Hacker News como um jeito local de buscar sessões antigas de agentes e memórias do time. Eu usaria em uma pergunta simples: "quais decisões de produto tomamos esta semana e por quê?"

Se a IA vai trabalhar junto, ela também precisa lembrar junto.

https://github.com/kuberwastaken/reference
CRM caro não dói só no boleto. O custo aparece quando o comercial precisa aprovar uma campanha, o suporte sabe outra coisa e o fundador descobre que ninguém confia na mesma base.

A ferramenta para testar com calma é o Munin, que vi hoje no Hacker News. Segundo o README, ele tenta juntar contatos, conversas, conteúdo, base de conhecimento e analytics em um Postgres só, com agentes de IA trabalhando com permissão e auditoria.

Eu não trocaria HubSpot amanhã. Mas usaria o GitHub para um teste pequeno: o time precisa de mais telas ou de uma base única que humano e IA consigam consultar sem virar bagunça?

Quando a IA entra no CRM, a decisão não é "qual tela é mais bonita?". É quem controla histórico, permissão e próximo passo.

https://github.com/getmunin/munin
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Todo mundo fala em encontrar o seu propósito. Mas, na prática, talvez a pergunta seja mais simples.
O que faz você perder a noção do tempo? O que você faria mesmo sem aplausos? E como isso pode gerar valor para outras pessoas?
Para os japoneses, esse encontro entre paixão, talento, impacto e sustento tem um nome: Ikigai.
A boa notícia é que ele não aparece de uma vez. Ele vai sendo construído, um dia de cada vez, nas pequenas escolhas que fazemos.
No fim, uma vida com significado costuma ser muito mais poderosa do que uma vida apenas cheia de resultados.
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Tem uma mudança que todo mundo que tem site deveria olhar antes de virar susto no analytics: robô de IA já não é só "visita". Pode ser busca, agente fazendo tarefa ou crawler treinando modelo em cima do seu conteúdo.

A ferramenta para testar hoje é o painel da Cloudflare para tráfego de IA. Segundo a Cloudflare, eles passaram a separar Search, Agent e Training, e em 15 de setembro de 2026 novos domínios podem bloquear Agent e Training por padrão em páginas com anúncios.

Eu olharia isso como decisão de margem, não de TI: quais páginas precisam aparecer na busca, quais podem ser usadas por agentes e quais não deveriam virar matéria-prima grátis para modelo nenhum?

Se o seu site traz lead, conteúdo ou receita, essa conversa é de dono. Não deixa para descobrir quando o tráfego cair ou o robô começar a consumir custo sem mandar cliente.

https://blog.cloudflare.com/content-independence-day-ai-options/
Toda empresa tem um risco meio bobo: descobrir tarde que o concorrente mudou preço, oferta ou regra do jogo. Quando isso aparece só na reunião de segunda, alguém já vendeu, cortou margem ou prometeu melhor antes de você perceber.

Vi no Hacker News o Page Deltas, uma ferramenta para testar esse radar sem virar refém de planilha. Você escolhe uma parte de uma página e a IA avisa quando algo relevante muda: preço, vaga, termo, produto, edital, página de vendas.

Eu usaria em 5 URLs primeiro: concorrente direto, página de preço, vagas, termos e status de um fornecedor crítico. Não é espionagem sofisticada. É parar de depender da sorte para saber que o mercado se mexeu.

https://pagedeltas.com
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Teste manual parece detalhe chato até virar usuário travado no fluxo mais básico. O problema não é falta de ferramenta cara. É que alguém esquece de clicar no caminho óbvio antes de soltar a mudança.

Vi no Hacker News o repositório Qpilot no GitHub. Minha ferramenta para testar hoje seria essa: você cola um caso de teste em texto simples, ela abre o Chrome, clica, confere o esperado e marca o que passou, falhou ou ficou estranho.

Testa com seu time antes de qualquer release pequena: login, compra, formulário, agenda, checkout. Se a IA quebrar num captcha ou OTP, ela para e pede ajuda. Parece simples, mas já tira da cabeça do founder aquela fé de que "alguém deve ter testado".

https://github.com/broxhq/qpilot
Se sua empresa tem chatbot, IA no atendimento ou conteúdo gerado por IA no site, isso já virou assunto de risco. Não é só "ganhar produtividade". É saber explicar para usuário, jurídico e regulador o que a IA está fazendo ali.

Vi no Hacker News o ActHub, uma ferramenta para testar esse básico antes de virar correria. Ela ajuda a listar usos de IA, separar risco e criar uma página de transparência para o AI Act europeu.

Eu usaria como checklist de domingo: que IA aparece para usuário? Ela avisa que é IA? Quem é dono disso? Se ninguém sabe responder, o problema não é tecnologia. É governança largada.

https://sevinhub.com/acthub/