Marcia Belmiro
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Se você deseja se diferenciar no seu mercado entenda essa Teoria ⬇️
Como ganhar destaque profissional com a “cauda longa”? Saiba mais sobre essa estratégia, que pode ser aplicada nos mais variados nichos de mercado.
 
Como ganhar destaque na sua profissão e conseguir se posicionar bem, saindo do “oceano vermelho” – de confronto direto entre concorrentes – e indo em direção a um oceano azul de oportunidades?
Leia aqui: https://institutoinfantojuvenil.com.br/ganha-ganha-a-estrategia-do-oceano-azul/
Uma das possibilidades em alta ultimamente, e que tem trazido bons resultados a profissionais de diversas áreas, é apostar na cauda longa. Essa teoria se baseia em focar sua energia e produção em nichos específicos, apostando num público menor, mas extremamente engajado.
Esse tipo de posicionamento já exista entre grandes empreendedores desde sempre (é famosa a seguinte frase de Walt Disney, do início do século passado: “Eu gosto do impossível, porque lá a concorrência é menor”). No entanto, a ideia só tomou a forma de teoria no marketing em 2004, em um artigo escrito por Chris Anderson (que, em 2006, lançou o livro A cauda longa - Do mercado de massa para o mercado de nicho).
O físico norte-americano levou um conceito clássico da estatística (de dados em um gráfico que apresentam um pico inicial e depois vão decrescendo bem lentamente, em uma curva extensa) para a área de vendas.
O princípio da cauda longa se baseia na maior oferta de produtos, dando aos consumidores mais possibilidades de escolhas, para grupos menores de clientes. Por meio da inovação, da segmentação e do posicionamento bem definidos, os produtos de nicho, mesmo com baixo volume de vendas unitário, têm receita total comparável à de poucos produtos de grande sucesso, de acordo com Chris Anderson.
Teoricamente esses produtos não têm escala, mas se os nichos são bem explorados podem se tornar altamente rentáveis. Isso acontece porque é possível atingir clientes em potencial cujas necessidades não estão sendo atendidas pelo mercado mainstream (oceano vermelho). A ideia é trocar uma só abordagem para atender a todos por estratégias diferenciadas para cada público específico.
Para existirem as condições de um mercado de nicho no varejo, foi necessário o surgimento da economia digital. Hoje, não existe mais um número determinado de canais de TV, ou de prateleiras de CDs nas lojas, tudo é digital e on demand, e os consumidores exigem cada vez mais essa segmentação.
No entanto, a teoria da cauda longa pode ser aplicada a quase todos os segmentos de mercado da atualidade. Por exemplo: um curso, para ser rentável, não precisa mais lotar um auditório. Cada pessoa pode estar na sua casa, assistindo às aulas. O professor pode, inclusive, gravar aulas e ministrar o mesmo curso a várias turmas simultaneamente.
Outro mercado em que a segmentação já é realidade é o da medicina. Antigamente todos os médicos eram clínicos gerais, e competiam diretamente entre si. Hoje, um médico pode se especializar em pediatria, e dentro da pediatria atender casos de problemas ósseos, e nesse nicho atender crianças na primeira infância que apresentam dores de crescimento, por exemplo.
“Ao se posicionar em uma cauda longa (com alta demanda), o profissional se torna único em determinado segmento e, consequentemente, vira uma referência no mercado. A cauda longa especifica o segmento e, consequentemente, cria o que chamamos de oceano azul”, explica Henrique Cattonar, especialista em marketing digital.
Bom dia!

Hoje, às 18h30,
teremos a segunda live onde a Marcia Belmiro está escolhendo uma participante por dia para fazer uma intervenção ao vivo e mostrar como funciona o Médoto CoRE KidCoaching na prática!

Durante as lives estamos revelando detalhes sobre essa poderosa metodologia que promete alavancar sua carreira em 3 meses atendendo crianças, famílias e escolas.

Se você também participou do encontro de ontem, viu o quanto as técnicas trouxeram luz para a Ana Bárbara (participante).

Foi transformador!

Então, se você também quer ver de perto como tudo funciona, toque no link abaixo e faça seu cadastro gratuito:

https://kidscoachinginhome.com.br/sessao-ao-vivo/

Abraço carinhoso,
Equipe ICIJ
Kids Coaching e Teen Coaching aumentam as chances no mercado: Confira a análise de Marcia Belmiro para quem quer trabalhar com crianças e adolescentes.
 
No dia 27 de outubro Marcia Belmiro fez uma live com o tema “Atender crianças e adolescentes é um mercado em alta?”. Na ocasião, ela deu um panorama da infância e da adolescência hoje em dia em nosso país, baseado em dados oficiais, e abordou as chances reais de colocação no mercado de KidCoaches e TeenCoaches.
Confira os melhores momentos desse encontro:
“Você está cansada da sua profissão? Quer fazer uma transição de carreira bem-sucedida, mas ainda não sabe em qual segmento atuar? Esta live é para quem está pensando em uma virada de carreira, quem se aposentou, quem está experimentando as transformações provocadas pela maternidade; para você que está se questionando sobre uma mudança no rumo profissional, porque a escolha anterior não estava trazendo satisfação, para você que gosta do contato com crianças e famílias.
 
Dados importantes desse mercado no Brasil:
- Atualmente o país tem 210 milhões de habitantes, e 33% da população é composta por crianças e adolescentes de 0 a 19 anos.
- 18% dos homicídios atingem pessoas de 0 a 19 anos.
- Em 2017 foram registrados 59 mil casos de violência física e mais de 12 mil casos de suicídio de crianças e adolescentes.
- 1,5% das crianças abandonam a escola ainda no ensino fundamental.
- No ensino médio essa taxa de abandono sobre para 6,1%.
- Em 2010, mais de 2 milhões de crianças e adolescentes estavam fora da escola.
- Mais de 12 milhões de crianças estão numa situação de distorção idade-série (quando o aluno está mais de dois anos atrasado na escola).
- Em 2013 mais de 27 mil crianças entre 10 e 14 anos tiveram filhos.
- No Brasil estima-se que 3% da população entre 4 e 17 anos sofra de depressão (cerca de 18 milhões de pessoas).
- De acordo com o IBGE, os casos de bullying aumentaram de 5% para 7% nas escolas brasileiras. Segundo a USP, 30% dos estudantes brasileiros praticam ou sofrem bullying.

A família contemporânea:
O modelo tradicional de família, com papéis rígidos, não se encaixa mais na realidade: As figuras parentais (mãe e pai) têm entre uma e quatro uniões ao longo da vida. Como consequência, surgem famílias amplas, diversas, que vão agregando meios-irmãos de um lado e do outro, irmãos emprestados das uniões anteriores do padrasto/ da madrasta. Há ainda o aumento de situações em que a mãe tem uma namorada, ou o pai tem um namorado.
Ou seja, esse padrão tradicional não existe mais, as pessoas estão inseridas nas novas realidades, mas no inconsciente ainda vivem o modelo tradicional. Como consequência, acabam transportando para a família de hoje os conceitos de antigamente.
Outra questão é que hoje em dia os adultos cuidadores passam muitas horas fora de casa (por motivo de trabalho ou de lazer). Os pais e mães da atualidade gostam de estar em família, mas também prezam seus projetos e hobbies individuais. Nas classes média e alta é comum que as crianças tenham agendas cheias de atividades extras. À noite, quando todos voltam para casa, estão cansados demais para terem conversas e estarem juntos.
De acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), existem 69 milhões de famílias atualmente no Brasil. Essas famílias, se não têm alguma dificuldade hoje, certamente terão em algum momento, porque não existe família sem dificuldade. E muitas vezes essas dificuldades não são da ordem da saúde, mas apenas do comportamento: relacionar-se com o novo companheiro da mãe ou do pai, com o novo irmãozinho, realizar o desmame ou o desfralde, dormir na própria cama, dificuldades de aprendizagem (não patológicas).
 
Levando tudo isso em conta, atender crianças, adolescentes, famílias e escolas, neste momento, é um mercado definitivamente em alta!
As famílias estão necessitando de ajuda e apoio. Escolas estão contratando KidCoaches pois não sabem o que fazer (há até profissionais com fila de interessados, pois não estão dando conta de atender a todas as escolas);
Os pais, por sua vez, buscam mais do que nunca a ajuda dos KidCoaches pois também não sabem o que fazer: sobrecarregados com trabalho e crianças dentro de casa, cansados, nervosos, irritados, desesperados, tomando decisões que não gostariam e depois se sentindo culpados;
Quem trabalha com atendimento parental, familiar e escolar está reinando, mas não vale oferecer um atendimento qualquer. Tem muita gente no mercado, mas bem poucos preparados de fato, instrumentalizados para atuar com todos esses desafios que eu trouxe para vocês.
Especificamente dentro das famílias, o maior problema não é a comunicação, mas é por meio da comunicação que conseguimos resgatar as dificuldades e saná-las (promovendo uma mudança comunicacional dentro da relação familiar). Uma grande parte dos problemas das famílias passa pela não resolução dos problemas dos pais e mães de hoje com seus próprios pais e mães, o que os impede de criar seus filhos.
É hora de entregarmos valor, prevenção aos desequilíbrios que podem se tornar questões de saúde mais à frente. Está a nosso alcance ajudar a resgatar o bom convívio, ao mesmo tempo com fronteiras claras de respeito entre os membros da família/ alunos e professores. O Método CoRE KidCoaching trabalha exatamente com este propósito: trazendo prevenção, restabelecendo a comunicação e a conexão dentro das famílias e das escolas.”
O texto de blog abaixo do será publicado em alguns dias, mas você que faz parte do nosso Canal de Telegram poderá ler agora!
Crianças podem ter amizades tóxicas? Aprenda a diferenciar o que é “coisa de criança” do que pode ser prejudicial a seu filho. Confira aqui.
 
É comum os pais se perguntarem se determinada amizade do filho é positiva. Isso pode acontecer desde que as crianças são bem pequenas, afinal a socialização começa já na primeira infância. Esse tipo de preocupação é legítima, já que às vezes o que pode parecer “coisa de criança” na verdade é um caso de relacionamento tóxico, ou até de bullying.
Quem tem filhos sabe que existem crianças naturalmente mais passivas e outras com características mais dominantes, e já é possível perceber esses “papéis” em grupos de crianças em idade pré-escolar.
Isso não é um problema por si só, mas precisa ser observado de perto, para que não vire um jogo de “seu mestre mandou”, em que uma criança sempre impõe sua vontade e as demais simplesmente acatam, sem levar em conta seus desejos em momento algum. Em vez disso, os pais podem estimular um aprendizado mútuo, que será enriquecedor para ambas as partes.
Uma criança que tem uma relação aberta e pautada no respeito dentro de casa dificilmente vai aceitar uma amizade tóxica na escola. A criança que se submete a outra, que por sua vez se sente superior, talvez esteja espelhando uma situação que vê em casa, em que amor e violência (não necessariamente física, mas sobretudo psicológica) se confundem, e aí instintivamente busca o mesmo modelo fora de casa.
Crianças que são respeitadas, ouvidas, se sentem pertencentes àquele sistema familiar vão naturalmente buscar relações saudáveis que espelhem essa situação à que estão habituadas.
De todo modo, o fato de ter uma relação conflituosa em casa não significa que a criança está fadada a só ter relações ruins ao longo de toda a vida. Esse sistema pode ser alterado, por exemplo, quando a criança em questão faz um processo terapêutico, ou quando tem a oportunidade de observar outras relações de afeto em outras famílias com as quais tem contato.

Quando acender o sinal de atenção?
Se os pais percebem que o filho está em um relacionamento tóxico, o ideal é, em vez de simplesmente proibir essa amizade, conversar com a criança e entender como ela se sente em relação a isso. Se notarem que o pequeno sofre uma influência negativa do amiguinho e isso está abalando sua autoestima, podem estimulá-lo a falar com o colega sobre como se sente, com firmeza e respeito. Assim, a criança já vai aprendendo uma das habilidades socioemocionais mais importantes, a de expressar seu incômodo perante uma situação desconfortável, e pedir ao outro que mude sua atitude
Estimular os alunos a consumir literatura de qualidade não é uma tarefa fácil, embora seja muito importante!

Todos sabemos dos impactos positivos que o hábito de ler tem no desenvolvimento cognitivo das pessoas. Mas de que outras maneiras a literatura pode ajudar no desenvolvimento das crianças?

Pensando sobre isso, convidei a jornalista Ana Clara Werneck para que juntas possamos fazer uma live HOJE, às 18h30 (horário de Brasília), no Instagram do ICIJ, para abordar esse tema: https://www.instagram.com/institutoinfantojuvenil/live/

Anote na agenda e fique ligada!
Professor, leia essa mensagem

Se você quer que estar mais preparado para os desafios dentro de sala de aula, eu tenho uma notícia maravilhosa e um super convite para você.

A Notícia

Nós criamos o Programa Professor 2.0, para te ajudar a conquistar a atenção, o respeito e a confiança dos seus alunos em sala de aula.

Gerando interesse, compromisso e motivação do seu aluno, através de técnicas e ferramentas.

O convite

Recentemente abrimos as inscrições da primeira turma desse treinamento e em breve você vai ter uma super oportunidade de investir nesse treinamento por um preço muito menor do que aquele que vamos praticar depois de abrir para o público em geral.

Então se você também quer receber uma oferta exclusiva desse programa que vai revolucionar o ensino nas escolas, clique no link abaixo e faça seu cadastro gratuito! 👇🏻

https://institutoinfantojuvenil.com.br/professor2-0-cadastro

Abraço carinhoso,
Equipe ICIJ
O ARTIGO ABAIXO SOBRE FELICIDADE NOS ADOLESCENTES SERÁ PUBLICADO EM BREVE NO BLOG DO ICIJ!!!
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Mas você que está nesse canal já pode ler hoje⬇️⬇️⬇️⬇️
Adolescentes cada vez mais infelizes: Pesquisadora norte-americana descobre motivo para aumento da depressão entre jovens, e propõe soluções. Veja aqui.
 
Os adolescentes nunca foram tão infelizes. Essa é a conclusão de Jean Twenge, professora de psicologia na Universidade Estadual de San Diego (EUA). A cientista conduziu um estudo com 1 milhão de jovens norte-americanos entre 13 e 18 anos, de 1991 e 2017, para analisar seus níveis de autopercepção de bem-estar.
Twenge identificou uma alta no sentimento de felicidade entre os adolescentes durante os anos 1990 e 2000, mas uma queda geral a partir de 2012. Esse marco, de acordo com a pesquisa, não aparece por acaso: foi em 2012 que a maioria dos norte-americanos passou a ter smartphones.
“Na última década, a quantidade de tempo que os adolescentes gastam em atividades virtuais (especialmente mídias digitais, como jogos, redes sociais, mensagens de texto e tempo on-line) tem aumentado constantemente [...]. Em 2017, o aluno médio do 12º ano (17-18 anos) passou mais de 6 horas livres por dia em apenas três atividades de mídia digital (internet, redes sociais e mensagens de texto). Em 2018, 95% dos adolescentes dos Estados Unidos tinham acesso a um smartphone e 45% disseram que estavam on-line “praticamente o tempo todo”, relata Twenge.
A pesquisadora afirma que nesse mesmo período os adolescentes começaram a passar menos tempo interagindo outras pessoas presencialmente, incluindo estar em reuniões com amigos, festas, cultos religiosos, ler livros e revistas, e principalmente passaram menos tempo dormindo. Essa diminuição é proporcional ao aumento do uso de mídias digitais – e ao declínio na felicidade geral.
Em seu artigo, intitulado “The Sad State of Happiness in the United States and the Role of Digital Media” [O triste estado de felicidade nos Estados Unidos e o papel das mídias digitais], Twenge conta que meninas que passam 5 ou mais horas por dia nas redes sociais têm 3 vezes mais chances de terem depressão em relação a não usuárias.
Twenge analisa que isso pode se dar por dois motivos principais: porque as pessoas se comparam ao recorte da vida das outras que é divulgado nas redes, e também pelo cyberbullying. A pesquisadora destaca que esses fatores, somados ao distanciamento social e à falta de sono adequado, são fatores de risco claros para infelicidade e redução de bem-estar.
“Algo surpreendente foi nossa descoberta de que adolescentes que não usavam nada de mídias digitais eram na realidade um pouco menos felizes do que aqueles que usavam um pouquinho as mídias digitais (menos que uma hora por dia). A felicidade então vai decrescendo continuamente conforme aumentam as horas de uso. Assim, os adolescentes mais felizes eram aqueles que usavam mídias digitais, mas por um período limitado de tempo. A resposta então não é abandonar completamente a tecnologia. Em vez disso, a solução é um adágio conhecido: tudo em moderação. Use seu telefone para todas as coisas legais para que ele serve. E então deixe ele de lado e vá fazer outra coisa”, aconselha Twenge.
 
Fontes:
“The Sad State of Happiness in the United States and the Role of Digital Media”. Disponível em: https://s3.amazonaws.com/happiness-report/2019/WHR19_Ch5.pdf
“O que pode explicar a epidemia de infelicidade?”. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/externo/2018/02/03/O-que-pode-explicar-a-epidemia-de-infelicidade
Mais um artigo, em primeira mão, sobre adolescentes para você que está no nosso canal do Telegram
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Adolescentes e seus ídolos: Quando isso é prejudicial? Entenda qual o limite saudável e como os pais podem intervir. Confira aqui.
 
A adolescência é uma fase de intensidade em todos os sentidos, em grande parte provocada pelos hormônios em ebulição. Na prática, os indivíduos nessa etapa da vida comumente têm comportamentos hiperbólicos: ora amam muito algo que parece trivial aos olhos dos adultos, ora odeiam com todas as forças.
O mesmo acontece em relação às personalidades da música, do esporte, da televisão e da internet: os jovens demonstram uma admiração desmedida por pessoas que mal conhecem. Nessa situação, muitos pais se perguntam se isso é normal, ou até que ponto é inofensivo.
O devoção que alguns adolescentes desenvolvem por celebridades pode ser explicada por duas características tradicionais da adolescência: busca de referências fora da família, e também como uma tentativa de pertencer a um grupo (dos geeks, dos roqueiros, dos populares). Esse comportamento faz parte do processo de construção da identidade, e a tendência é que com o tempo diminua naturalmente.
Sob o olhar do adolescente, os ídolos são como “espelhos estruturantes” nos quais se reconhece refletido e a quem transfere o que entende como suas características ideais: beleza, rebeldia, glamour, inteligência, habilidade no esporte, sex appeal.

Qual o limite saudável?
Os especialistas no assunto analisam que a admiração exagerada a uma personalidade é comum e geralmente não apresenta qualquer perigo, exceto quando o adolescente realmente desenvolve um comportamento de idolatria, um fanatismo que atrapalha seus relacionamentos e o rendimento nos estudos (ex.: só se interessa em conversar sobre determinada pessoa, quer viajar para acompanhar sua carreira, passa dias na fila para um show, coloca-se em situações de perigo para chegar perto do ídolo).

Celebridade como produto

Na sociedade de consumo em que estamos inseridos, tudo é vendável. Assim, novos produtos relacionados aos ídolos adolescentes surgem continuamente: bonecos, discos, pôsteres, roupas e acessórios, e a própria celebridade muitas vezes é vista como produto pelo mercado.
Nesse sentido, os adolescentes, que ainda não têm o senso crítico plenamente desenvolvido, podem acreditar que se trata de um ser humano sem defeitos, que já acorda de maquiagem e sorrindo. É papel dos pais mostrar que “nem tudo que reluz é ouro”, e que pode ser que aquela pessoa não seja tão perfeita ou feliz quanto aparenta nas redes sociais.

Como os pais podem agir?
Os pais, mesmo que não entendam a fixação do filho por determinada celebridade, não precisam debochar dele nem ridicularizá-lo, tampouco adianta proibir que acompanhem a carreira do ídolo. Mas podem, ao contrário, buscar por meio do diálogo tentar entender o que move o filho, o que pode ser até uma forma de se aproximar mais dele.
Também é importante entender se o que atrai o jovem é algo que fere os princípios e valores da família (ex.: cantor acusado de bater na namorada, ator viciado em drogas, influencer que estimula atos de vandalismo), e, nesse caso, ter uma conversa franca dando o limite necessário ao filho.
Por outro lado, na busca por popularidade com o adolescente muito pais embarcam na onda, incentivando-o com muitos presentes relacionados ao ídolo e deixando que ele se dedique totalmente a isso. Aqui, encontrar o meio-termo, por meio do diálogo claro e aberto, é fundamental.
 
AJUDE PAIS DE ADOLESCENTES ENVIANDO ESSE ARTIGO!
⬇️Artigo sobre Bullying que ainda será publicado aqui em primeira mão pra você!
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Quem pratica bullying é vilão ou vítima? Marcia Belmiro analisa essa questão polêmica e importante. Veja aqui.
 
O bullying, caracterizado por ser uma relação opressiva entre pares que ocorre de forma repetida, vem sendo objeto de estudo de pesquisadores no Brasil e no mundo. Os dados mais recentes em nosso país foram divulgados no início deste ano.
Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), realizada com 2.702 adolescentes do nono ano em 119 escolas públicas e privadas da capital paulista, revelou que 29% deles relataram ter sido vítimas de bullying em 2019, e 23% afirmaram ter sido vítimas de violência (agressão física, com ou sem uso de armas). Além disso, 15% disseram ter cometido bullying e 19% ter cometido violência.
De acordo com essa pesquisa:
– A ocorrência de bullying e violência foi associada a fatores como o aumento do uso de drogas depressoras (incluindo álcool e tabaco), níveis elevados de ansiedade e depressão, e baixa autoestima.
– Jovens que sofreram ou perpetraram violência severa nos últimos 12 meses avaliaram pior a sua saúde em relação ao restante dos entrevistados.
– Do total de entrevistados, mais da metade dos adolescentes (59%) consumiram pelo menos uma droga depressora no último ano. O ato de beber compulsivamente ocorre em 28% da amostra.
– Houve prevalência de vítimas por bullying e por violência entre adolescentes que declararam orientação não heterossexual e/ou algum tipo de deficiência.
– Em relação à escola, descobriu-se que quanto maior o compromisso e a legitimidade atribuídos à instituição e quanto melhor a relação com os professores, menor é a frequência de bullying e violência.
– O envolvimento positivo dos pais esteve associado a níveis mais baixos de bullying, além do apoio social dos amigos.

Suporte a quem pratica bullying

Na situação de bullying, é muito comum que haja uma mobilização para dar suporte às vítimas, mas o bully (quem pratica os atos) também precisa ser apoiado. “Não existe vilão aqui. Geralmente o agressor também está em sofrimento emocional, mas é comum que não tenha consciência disso, é como um algoz de si mesmo. Em muitos casos intimidar e ameaçar os colegas foi a única forma que encontrou de estabelecer alguma relação interpessoal, mesmo que negativa”, analisa Marcia Belmiro.
Marcia avalia que não é possível afirmar que o bully aprendeu esse comportamento na família, nem que necessariamente ele é humilhado ou criticado pelos pais. Mas podemos, sim, sugerir que atacar os demais foi a forma que encontrou de se proteger de situações difíceis pelas quais passou ou ainda passa, em qualquer âmbito de sua vida.
“A prática de bullying não tem a ver com classe econômica, social ou cultural, como muitos pensam, mas sim com como a criança ou adolescente capta a qualidade do afeto que recebe – o que não necessariamente está relacionado a receber amor dos pais e pessoas próximas. Para tratar dessa questão, muitas vezes é necessária uma intervenção psicoterápica”, observa Marcia.
 
Fonte:
“SP: 29% dos jovens sofreram bullying em 2019 em escolas”. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2020-02/sp-29-dos-jovens-sofreram-bullying-em-2019-em-escolas
VOCÊ JÁ PENSOU EM USAR O HUMOR EM SUAS AULAS E PALESTRAS?

Leia o artigo abaixo que
está sendo divulgado em primeiríssima mão aqui pra você que participa desse canal de muito conteúdo totalmente gratuito!!!
Humor na sala de aula: Por que e como usá-lo? Confira o que dizem os cientistas sobre o poder do riso no processo de aprendizado.
 
Você, professor, já pensou em usar o humor em sala de aula?
Recentemente a neurociência vem provando que as emoções não são apenas funções auxiliares ou secundárias da aprendizagem, como se acreditava até então, mas sim parte fundamental do processo de ensino.
Vitor da Fonseca, no artigo “Importância das emoções na aprendizagem: uma abordagem neuropsicopedagógica”, afirma que as emoções “desempenham um papel formativo na cognição e na aprendizagem”, e que é “consensual que o funcionamento do cérebro na aprendizagem coloca a emoção incrustada na cognição”.
O pesquisador detalha como isso se dá: “Quando o input emocional é adicionado à experiência de aprendizagem, o cérebro capta e processa os estímulos de forma mais significativa e profunda, facilitando a sua retenção e recuperação e, consequentemente, a elaboração e regulação das respostas. A emoção guia a atenção e esta, por sua vez, guia a memória e a aprendizagem.”
Fonseca conceitua o humor como o conjunto de estados emocionais duradouros (positivos ou negativos) que influenciam a cognição e a ação ou o comportamento do indivíduo. Aqui, neste artigo, abordaremos o bom humor e como ele pode contribuir, na prática, para um processo de ensino-aprendizagem mais eficiente na escola.
Especificamente sobre isso, Dayane Fernandes da Silva analisa, no trabalho “Ludicidade no processo de aprendizagem: uma análise sob a visão dos educadores infantis”, que quando o professor usa o humor em sala de aula, no aluno, por sua vez, “cresce a vontade de aprender, seu interesse ao conteúdo aumenta e dessa maneira ele realmente aprende o que foi proposto a ser ensinado”.
Nesse sentido, Marcia Belmiro faz uma distinção importante: “Levar o humor para a sala de aula não significa ficar contando piadas, tampouco fazer palhaçadas. Alguns professores são naturalmente engraçados e se beneficiam disso. Mas se não é o seu caso, não é preciso forçar uma situação. Ter senso de humor significa encarar as circunstâncias (favoráveis e desfavoráveis) com leveza e criatividade, tem a ver com perceber que uma aula pode ser uma oportunidade agradável e até divertida – tanto para os alunos quanto para o professor.”
Fábio Borges, coach de humor e palestrante, dá duas dicas de como inserir o humor no dia a dia (inclusive na sala de aula). Confira:
– Autodepreciação: É quando a pessoa fala mal de si mesmo intencionalmente, com o objetivo de chamar a atenção para a comicidade presente no cotidiano. Ex.: “Bom dia para você que, assim como eu, está se sentindo o Tom Cruise hoje – não pela beleza, mas pela missão impossível que foi levantar da cama.”
– Regra de três: É quando a pessoa faz uma lista de três itens, sendo que o terceiro provoca o riso. Ex.: “Hoje é dia dos 3Fs: Foco, força e... funções logarítmicas.”
“Os cientistas já descobriram que quando a gente ri, mesmo que seja um riso provocado intencionalmente, os hormônios do bem-estar e do prazer são liberados, e a partir daí conseguimos sair do estado anterior de sisudez e buscar soluções que não haviam sido cogitadas até então”, comenta Marcia Belmiro.
Por fim, Marcia faz uma provocação: “O que faz parte da sua maneira natural de agir que pode ajudá-lo a trazer à tona o lúdico, o sentido de divertimento nas ações cotidianas e normais? Faço um convite para que você busque em si mesmo essa diversão, esse humor, e coloque isso para fora em todos os ambientes onde você estiver – inclusive e principalmente na sala de aula.”
 
Fonte:
“Ludicidade no processo de aprendizagem: uma análise sob a visão dos educadores infantis”. Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/1808/1/DFS17062016
“Importância das emoções na aprendizagem: uma abordagem neuropsicopedagógica”. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84862016000300014
Olá pessoal, tudo bom?
O canal do Telegram é uma maneira que tenho para passar conteúdos em primeiríssima mão para vocês. Dessa forma, como é um canal de distribuição, só nós do ICIJ enviamos mensagens para evitar ruído ou acúmulo de informações. Caso você queira perguntar algo para mim, entre em contato pelo meu Instagram (https://www.instagram.com/institutoinfantojuvenil/), pode ser nos comentários ou até mesmo por direct.
Um grande abraço,
Marcia Belmiro